Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Autores de enquete anti Lula já fizeram passeatas fracassadas


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Uma notícia se espalhou pelos mais importantes veículos da grande imprensa brasileira no fim de semana: enquete de um Movimento que se intitula “31 de julho” – segundo o site, o nome vem do dia e mês do primeiro ato público do “movimento”, em 2011 – promoveu no Facebook enquete que resultou em “vitória” de Lula para o “Troféu Algemas de Ouro”.
A enquete foi intensamente divulgada por grandes meios de comunicação tais como O GloboCBNFolha de São Paulo e por sites de grupos de interesse político como o site do PSDB e o do ex-governador Anthony Garotinho
Desde o início, um nome liderou a votação: o do ex-presidente Lula, contra quem não pesa ação alguma na Justiça, mas que, na visão dos autores da “enquete” e dos que dela participaram, seria mais “corrupto” do que o ex-senador do DEM Demóstenes Torres, recentemente cassado pela Câmara dos Deputados e que está prestes a ser expulso do Ministério Público Federal de Goiás.
Tucanos como Eduardo Azeredo, acusado principal do inquérito do “mensalão do PSDB”, tiveram votações pífias.
Como se podia prever, a “enquete” redundou na “vitória” de Lula como “o político mais corrupto de 2012”. E, como ocorreu durante a coleta de votos, a iniciativa recebeu grande divulgação da mídia, tendo ido parar até em comentário da CBN que você pode conferir logo abaixo.
O que esses veículos não informaram é que o tal “Movimento 31 de Julho” é o mesmo que, ao longo do ano passado e do anterior, convocou várias passeatas no Rio de Janeiro sob a mesma campanha de divulgação da grande mídia, tendo conseguido reunir na Cinelândia, em 2011, cerca de 2,5 mil pessoas (segundo o site do PSDB – link não funciona, página foi apagada) para protestarem “contra a corrupção”.
No ambiente virtual, porém, o tal “31 de julho” conseguiu um resultado menos ruim que na rua, tendo, segundo seus organizadores, obtido cerca de 14 mil votos no total, 10 mil dos quais teriam ido para Lula. Contudo, esse resultado foi obtido após os organizadores da enquete terem expurgado milhares de votos que disseram que tinham sido falsificados contra o PSDB.
Não houve, porém, qualquer auditoria nem maiores informações da imprensa sobre quem são os organizadores, se os milhares de perfis no Facebook que participaram da enquete são mais reais do que os dos votantes que foram expurgados ou se estes realmente eram falsos.
Seja como for, os fatos acima falam por si. Houve coordenação entre grupos de mídia e o PSDB para divulgar a enquete e, depois, o seu resultado. O site do “Movimento 31 de Julho” praticamente só noticia fatos contra Lula, o PT e “mensaleiros” e a favor de juízes do STF que condenaram os réus da AP470.
Ou seja: quem fez a enquete indicou quem deveria ser o mais votado.
Enquetes assim existem às milhares na internet. Muitas com resultados bem mais expressivos. Aqui mesmo neste blog, um desagravo ao ministro Ricardo Lewandowski alcançou 15 mil manifestações de apoio no Facebook e um desagravo a Lula alcançou 4 mil. E sem uma única menção de grandes veículos da imprensa escrita e muito menos da eletrônica.
É legítimo fazer manifestações contra ou a favor de quem quer que seja. Todavia, quem não conhece o viés político da grande imprensa brasileira não entende por que uma enquete obviamente dirigida como essa ganhou tanta cobertura (de nível nacional), tendo ido parar até na mídia eletrônica. Mas você que lê este blog entende muito bem.

Os escândalos “de emergência” da máfia – midiática


*Barack Obama inicia o seu 2º mandato nesta 2ª feira em cerimônia pública nas escadarias do Capitólio: sem o mesmo brilho, e com os mesmos problemas de quatro aos atrás.
OBAMA E A MÁQUINA DE ENGOLIR MOEDA
"Ao invés de taxar as grandes fortunas, o peso dos impostos recai sobre o custo de vida e a produção --um dos grandes motivos pelos quais a economia norte-americana hoje sofre um processo de desindustrialização. A questão principal é: o que o 1% faz com  sua receita "libertada" dos impostos. A resposta é que eles, emprestando-a, endividam o 99%. Isso polariza a economia entre credores e endividados. Durante a última geração, o 1% mais rico reescreveu as leis fiscais de maneira tal que agora recebe dois terços de toda riqueza (juros, dividendos, rendas e ganhos de capital). Eles usaram esse dinheiro para financiar campanhas eleitorais de políticos empenhados em transferir impostos para os 99%. Também, compraram os meios de comunicação (...); empresários tornam-se presidentes de muitas universidades e direcionam as grades curriculares para uma formação "business friendly" (...) O 1% endivida o 99% - junto com a indústria e os governos - a tal ponto que todo o excedente econômico é um serviço de dívida (...) desde setembro de 2008 eles ficaram com 93% do crescimento da renda norte-americana. Isso, e retomada do crescimento e do emprego são antíteses".

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De repente, um personagem até então desconhecido pela esmagadora maioria do país começou a aparecer em jornais, rádios, televisões e portais de internet da máfia – midiática e tupiniquim, não da siciliana e italiana. Trata-se do potiguar Henrique Alves (PMDB-RN), o até aqui candidato da base governista a presidente da Câmara dos Deputados.
Apesar de ser hoje o parlamentar mais antigo daquela Casa, é um político apagado, daqueles “de bastidores”, o famoso come-quieto. E, como todo bom come-quieto, enquanto fica quietinho no seu cantinho papando todas (refiro-me a verbas), ninguém se lembra de lhe fazer perguntas. E ele, de dar explicações.
A historieta desse personagem, porém, é como tantas outras de tantos outros parlamentares de qualquer uma das casas do Legislativo ou dos Poderes Executivo e Judiciário.
São histórias de sinecuras, jeitinhos, enfim, de malandragens mil que tornam idílicas as vidas de parlamentares, juízes, prefeitos e governadores – presidentes não conseguem ser “comes-quietos” com muito sucesso devido à ultra-exposição a que estão permanentemente submetidos.
Além das regalias com o nosso dinheiro, esses detentores de cargos nesses Poderes têm licença para promoverem alguns absurdos como o de um deputado dar o uso que quiser a sinecuras como são as “emendas parlamentares”.
Alves não é o único a usar dinheiro público repassado pelo Executivo a quem indica e quando indica. Seu “escândalo de emergência” surgiu tão rápido porque aguardava, como tantos outros, o momento de ser usado. Ou alguém acredita na coincidência de terem descoberto o tal “Bode Galeguinho” só no momento em que o parlamentar está para se tornar presidente da Câmara dos Deputados?
É claro, óbvio, cristalino como a lágrima de uma das milhões de crianças pobres deste país que não conseguem estudar porque espertalhões sugam parte de verbas que a elas deveriam ser destinadas que é uma afronta a explicação de Alves para o “escândalo de emergência” que acaba de ser assacado contra si.
Emenda parlamentar do deputado peemebista foi repassada a empresa com a qual um seu assessor de gabinete tem vínculos concretos e não refutados por ele mesmo, razão pela qual se desligou do cargo em que estava empregado.
Que é uma vergonha, é. Mas é uma das muitas vergonhas do mesmo tipo que ocorrem o tempo todo e pelas quais a “imprensa” – que tem hoje, no país, a primazia de “hierarquizar” escândalos contra personagens públicos – não se interessa.
Por que a dita “imprensa” (um aglomerado de grandes grupos econômicos) não se interessa? Porque os outros escândalos de plantão que tem em suas escandalosas prateleiras de “armas” contra todos para usar no “momento certo”, esses ficarão acobertados para futuras chantagens ou “eliminações políticas”.
O que mais e quanto mais a “imprensa” tem em suas mangas? E contra quem…
A vez do potiguar Alves chegou porque ele declarou, semanas atrás, que, eleito presidente da Câmara, dará à ordem de cassação de condenados pelo STF o mesmo tratamento que o antecessor direto, Marco Maia, disse que daria se permanecesse no Cargo, ou seja, o de garantir o mandato daqueles condenados.
Há, portanto, uma agenda de “escândalos de emergência” contra prováveis alternativas a Alves que poderão ser usadas ou não pela “imprensa” a depender de quem possa vir a substituí-lo como candidato da base governista a Presidente da Câmara, cargo para o qual o PMDB, no âmbito de acordo com o PT, tem a prerrogativa de indicar o nome.
Não existe um único deputado que não possa ter questionamento acerca do destino das verbas oriundas de suas emendas parlamentares porque elas são usadas em projetos que todos esses parlamentares elaboram para atenderem às suas bases, o que implica em destinarem dinheiro público àqueles com os quais tem relações.
É vergonhoso porque se trata de dinheiro público sendo usado para fins políticos-eleitorais, independentemente do interesse público. Só que é assim que a banda toca.
É comum na Câmara, no Senado ou em qualquer outro Poder da República o dinheiro público ser usado de uma forma que permita questionamento, pois este pode ser feito à incongruência elementar de leis formuladas para atender a grupos políticos e a outros interesses variados.
Enquanto a incongruência da lei que permite que “emendas parlamentares” sejam usadas dessa forma vira escândalo nacional, centenas de outros casos parecidos, iguais e até muito mais graves dormitam nas prateleiras da máfia (midiática), apenas esperando a próxima vendetta a que dará curso.

domingo, 20 de janeiro de 2013

CALMA, FIÚZA, A VIDA NÃO ESTÁ TÃO RUIM ASSIM


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No sábado, ele chama Guido Mantega de estelionatário. Um bandido capaz de causar inveja em Marcos Valério. No domingo, Dilma Rousseff é a presidente chavista que já arruinou o setor elétrico e estaria prestes a calar a imprensa livre. Parece até "Dudu, o alarmista", personagem criado por Luís Fernando Veríssimo, que só enxergava o pior. Relaxa, Guilherme. Pega uma praia
247 - "Dudu, o alarmista" foi um clássico das tiras em quadrinhos no País. Criado por Luís Fernando Verissimo, o personagem só enxergava o pior. Às vezes, um "pior" que ninguém via, além dele.
O Brasil tem hoje um novo personagem. É "Fiúza, o alarmista". Escritor talentoso, responsável por livros de sucesso como "Meu nome não é Johnny" e, agora, "Giane", Fiúza consegue cativar o leitor por saber enxergar o que as pessoas têm de melhor.
No entanto, ele é também cronista político e econômico. Nesse papel, o Fiúza boa gente encarna um outro personagem. É o crítico amargo que enxerga um desastre após o outro. 
No sábado, Guido Mantega, ministro da Fazenda, era um estelionatário (leia mais aqui), no artigo de Fiúza, no Globo. No domingo, Dilma Rousseff é a presidente chavista que acaba de arruinar o setor elétrico brasileiro e que estaria prestes a calar a imprensa livre.
Relaxa, Fiúza. Este não é o melhor dos mundos possíveis, como diria Dr. Pangloss, mas também não é o pior. As pessoas estão trabalhando, o desemprego é o menor em dez anos, o Brasil não está nos braços do FMI, os reservatórios estão enchendo...
Relaxa, Fiúza. Pega uma praia.
Abaixo, o artigo de "Fiúza, o alarmista", neste domingo na revista Época:  
No jeitinho venezuelano, a lei é soberana, desde que não contrarie o espírito bolivariano
O Brasil apoiou o adiamento da posse presidencial na Venezuela para esperar um pouco mais por Hugo Chávez. O jeitinho venezuelano de preservar sua democracia na marra tem dessas licenças poéticas. A lei é soberana, desde que não contrarie as conveniências do espírito bolivariano, encarnado no coronel-presidente. Diante desse truque da esquerda bandoleira, o Brasil poderia até ter deixado passar, ter fingido que não viu, ter mudado de assunto. Mas não: ergueu-se a voz do Itamaraty, sacudindo o Barão do Rio Branco nas catacumbas, para anunciar que o governo da companheira Dilma apoia o contrabando político do companheiro Chávez.
A solidariedade é compreensível. São dois projetos - o que governa o Brasil e o que governa a Venezuela - irmanados no mesmo princípio essencial: não largar o osso, custe o que custar. Nunca é demais lembrar que o Itamaraty, na era do governo popular, segue a linha doutrinária de Marco Aurélio Garcia - aquele flagrado comemorando com gestos obscenos (o clássico "top-top") a notícia de que as duas centenas de mortes no acidente da TAM se deveriam a falhas do avião, e não do governo.
A escala de valores dessa turma, como se vê, obedece a códigos humanitários muito especiais. Também ficou na história - ou melhor, não ficou, porque o Brasil esquece tudo - a declaração do então ministro da Previdência e prócer do PT, Ricardo Berzoini, durante uma operação para recadastramento de aposentados do INSS. Depois de insistir em obrigar velhinhos de 90 anos a penar em filas imensas a céu aberto, Berzoini finalmente recuou diante das imagens de idosos desmaiando nas calçadas. E justificou o recuo, placidamente, dizendo que o "desgaste" seria grande. Com aposentados sob tortura nas ruas, o ministro se referia ao desgaste do PT. Eles só pensam naquilo.
É, portanto, absolutamente natural o apoio do Itamaraty ao cambalacho constitucional dos companheiros chavistas. O que importa é manter viva a lenda terceiro-mundista da revanche popular sobre as elites – conto de fadas que alimenta a mais formidável indústria do voto da história das Américas.
Foi sob essa mesma doutrina que Lula trocou carinhos em público com o sanguinário Muammar Khadafi, o falecido (linchado) ditador líbio que brilhava no presépio do antiamericanismo. Com Mahmoud Ahmadinejad, o tarado atômico do Irã, o governo popular foi mais longe, convidando-o para passear de queixo empinado em nossos quintais – como parte da pantomima de resistência contra o império ianque. Sem falar na comparação antológica do lulismo entre bandidos paulistas e presos políticos cubanos – para legitimar o apoio do PT a Fidel Castro.
E tome literatura progressista, com a aliança folclórica entre as "presidentas" Dilma Rousseff e Cristina Kirchner - na qual a brasileira banca ideologicamente os arroubos autoritários da colega argentina, em sua cruzada contra a liberdade de expressão. O mesmo plano de controle da mídia está firme no ideário do PT, e só não foi posto em prática (ainda) porque a imprensa brasileira é mais vigorosa. Mas a demagogia tarifária que apodreceu o setor elétrico argentino já foi devidamente importada, com as conseqüências devastadoras a que o Brasil hoje assiste nas empresas de energia.
O alinhamento do Itamaraty com mais esse golpe da democracia privatizada venezuelana não é só um ato vergonhoso, para enriquecer o folclore de um governo que fala com o mundo por meio do sectarismo obsceno de um Marco Aurélio Garcia. Esse gesto expressa a inequívoca tentação chavista do regime liderado pelo PT, que está há dez anos manobrando para subjugar o Estado brasileiro pelo aparelhamento político. O mensalão nada mais foi do que o capítulo mais escandaloso dessa doutrina.
Mas os brasileiros não se importam com a implantação desse parasitismo institucionalizado, e marcham para dar-lhe o quarto mandato presidencial consecutivo, visando ao aperfeiçoamento da obra.
O Itamaraty pode apoiar todos os golpes chavistas, assim como pode dar passaporte diplomático para Valdemiro e Franciléa, líderes da Igreja Mundial do Poder de Deus, alegando que isso seja de interesse nacional. Deve ser mesmo. Os interesses da nação têm obedecido a crenças que até Deus duvida.

FOLHA ESCALA MAIS UM PARA DESANCAR DILMA


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Agora é Vinícius Torres Freire, que tenta reduzir a pó o governo Dilma. Segundo ele, a presidente não entende de economia, não tem ministros competentes, só construiu puxadinhos de papelão e toma atitudes que "não fazem lé com cré". Ele reclama até do aumento do salário mínimo. E tudo isso num só artigo
247 - Aparentemente, o comando na Barão de Limeira, em São Paulo, onde funciona a sede da Folha de S. Paulo, é apontar todos os canhões na direção da presidente Dilma. Agora é Vinícius Torres Freire, colunista de economia que, até recentemente, era percebido como um nome mais à esquerda no jornal quem tenta reduzir a pó o governo Dilma. Num só artigo, ele reclama de tudo – até do aumento do salário mínimo –  e reclama da "escassa noção de macroeconomia" da presidente. Leia abaixo:
FOLHA DE SP - 20/01
Dilma promete crescimento 3S, "sério, sustentável e sistemático", mas dedica-se a maquiagens
DILMA ROUSSEFF construiu uns puxadinhos no primeiro ano de governo. Feios, mas talvez apenas uns improvisos provisórios de política econômica. Daí passou a erguer barracos e ora se muda para umas caixas de papelão na calçada.
Barraco de papelão, ou simplesmente papelão, é o que parecem os remendos nas contas do governo, maquiadas no final do ano passado com uns artifícios que não enganariam ninguém nem resolveriam problema concreto algum.
Em seguida, Dilma mendigou uns adiamentos de reajustes de ônibus e metrô com governos de São Paulo e Rio. Queria evitar a impressão de descontrole, uma alta de preços que estourasse a meta nos próximos meses, o que deixaria o governo ainda mais mal falado. Mas, para usar uma frase original, a emenda piorou o soneto.
Dilma ameaça desmoralizar a ideia de que existem políticas econômicas alternativas àquelas pregadas por economistas-padrão, mercadistas e viúvas do governo FHC. Remendos e puxadinhos não são alternativas.
Toma atitudes que não fazem lé com cré. Talhar a indecente taxa de juros básica a machadadas poderia ser boa coisa. Mas não funciona se o governo gastar mais, seja diretamente ou por meio de endividamento com o objetivo de turbinar os bancos públicos. Não funciona porque alimenta a inflação, que o governo quer disfarçar. Mais um pouco (de inflação) e os juros vão subir, sem que o país tenha saído do lugar.
O governo gasta mais e mal, de resto, vitaminando o consumo, sem investir mais.
De certo modo, ainda tênue, as medidas econômicas de Dilma lembram bobagens dos governos de esquerda, "populares", da América Latina da segunda metade do século 20, ruins não porque "populares", mas porque destrambelhados e ingênuos. Queriam distribuir renda rapidamente, por vias tortas, o que dava em inflação, a qual tentavam domar com tabelamentos e coisas do gênero, o que dava em escassez.
Somadas, carestias e carências davam em tumulto e, assim, serviam de desculpa para a direita dar golpes.
Estamos, claro, muitíssimo longe disso. Mas Dilma também tenta controlar lucros e preços, fazer "política de rendas" (na Petrobras, em tarifas públicas, com bancos etc.). Mexe em efeitos em vez de tratar das causas. Continuou a aumentar demais o mínimo, para o que ainda houve alguma folga no governo Lula, mas não mais agora. A alta do mínimo ora ajuda a estourar as contas do governo e aduba a inflação.
Dilma não tem ministros capazes; não delega, pois, e se ocupa de muita coisa ao mesmo tempo, em geral de muita coisinha. Se presta a megalomanias (trens-bala) quando seu governo não consegue nem construir postes para transmitir eletricidade de usina que está pronta (quando falta energia no país); o investimento federal caiu desde que assumiu. Acha que pode "destravar" o investimento no país pedindo dicas a uns empresários e dando safanões noutros.
Tem escassa noção de macroeconomia, mas se acredita guia genial da política econômica; não tem planos de médio prazo. Achou que perderia tempo se dedicando a reformas grandes e agora se perde em miudezas. Seu governo parece não ter tempo senão para maquiagens, mas parece descabelado

GURU DA DIREITA VÊ PLANO MACABRO DE DILMA E LULA


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Conheça Rodrigo Constantino, sócio do Instituto Millenium, colunista do Globo, amigo de Reinaldo Azevedo e autor do livro "Privatize, já". Num vídeo impressionante, ele consegue ser contra o Bolsa-Família, a venda de carros e celulares, a expansão do crédito e os juros baixos. Ele afirma que o Brasil já é um país socialista e que Lula e Dilma plantaram diversas bombas-relógio que causarão uma crise de proporções apocalípticas
247 - A direita brasileira tem um guru em formação. Seu nome é Rodrigo Constantino e ele é autor do livro "Privatize, já". Graças a ele, recebeu elogios de Reinaldo Azevedo, ganhou uma coluna no Globo e passou a ser sócio do Instituto Millenium, onde se reúnem colunistas bem colocados nos grandes jornais brasileiros, como Merval Pereira, Guilherme Fiúza, Marco Antonio Villa e Carlos Alberto Sardenberg, entre outros.
O pensamento de Constantino está reunido num vídeo, que foi apelidado no YouTube de Manual de Destruição do Brasil. Segundo ele, Lula e Dilma plantaram uma crise de dimensões apocalípticas, que em breve explodirá. No vídeo, ele consegue ser contra o Bolsa-Família, a venda de carros e celulares, a expansão do crédito, o Minha Casa, Minha Vida e os juros baixos.
Vale a pena assistir. Nem que seja por mera diversão:

Falta eventual de luz diminuiu no Brasil entre 2001 e 2012

Não basta lamentar um pseudo tipo de jornalismo que é feito cotidianamente no Brasil através da mais pura vigarice, de uma tentativa revoltante de enganar o público veiculando informações falsas, incompletas, distorcidas ou até mesmo escandalosamente omitidas.
Cabe, pois, ao cidadão engajado na luta por informação de melhor qualidade no país combater tais práticas fazendo o contraponto, pegando no pé de quem faz isso e não largando mais, porém sempre de forma leal, justa, civilizada e honesta.
Nesse aspecto, a objetividade é um caráter fundamental da notícia. Quanto mais seu autor dá voltas para chegar ao ponto, menos tem a dizer. É o que ocorre com notícia veiculada em destaque no UOL, conforme a imagem acima.
Fato: o portal de internet do Grupo Folha informa que a falta de energia episódica que sempre ocorreu aqui e sempre ocorrerá em qualquer parte, variando apenas a freqüência com que isso acontece, teve o maior aumento em três anos.
Não é mentira, mas não é toda a verdade. Faltou uma informação para que o público pudesse mensurar se é verdadeira a insinuação contida na notícia de que está havendo algum problema mais sério com a geração e a transmissão de energia no Brasil.
Descendo à matéria em questão, ela informa ao distinto público, já no primeiro parágrafo, que “Os consumidores brasileiros tiveram de conviver em 2012 com um recorde incômodo: o de cortes de luz”.
Recorde? Que tipo de recorde?
Sim, a matéria informa que é um “recorde” em três anos, mas não informa que, em relação ao período que originou o termo “apagão” (2001/2002, quando o Brasil teve que racionar energia), estamos proporcionalmente sofrendo menos com aquela boa e velha falta de luz que costuma ocorrer durante rápidas tempestades ou mesmo em razão de falhas na transmissão de energia como incêndio, curto circuito etc.
Veja o gráfico abaixo, publicado na matéria da Folha em questão.
A matéria do UOL (manchete de primeira página da Folha de São Paulo de 19 de janeiro de 2013), como se vê, diz que, em 2001 e 2002, quando o país teve que racionar energia durante cerca de um ano, ocorreram, respectivamente, 157 e 194 blecautes episódicos – então decorrentes de escassez de geração e transmissão de energia elétrica –, enquanto que, em 2011 e 2012, agora sem escassez de geração e transmissão, ocorreram, também respectivamente, 221 e 241 blecautes daquela natureza.
Ora, a conclusão óbvia, assim, é a de que a situação, hoje, é ainda pior do que a de 2001/2002, certo?
Errado. A situação é muito melhor porque, como o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, informou em entrevista coletiva à imprensa no último dia 8 (há, portanto, meros 11 dias), “De 2001 a 2012 a capacidade instalada de geração de energia cresceu 75% no Brasil, tendo havido um “Aumento de 150% na capacidade instalada de termelétricas, excluindo usinas a biomassa e nuclear”. E, como se não bastasse, o presidente da EPE (criada no governo Lula para planejar a oferta de energia no país)  informa que “Cerca de 85% dessa expansão ocorreram nos últimos dez anos”.
Ora, se a capacidade de geração de energia cresceu 75% no Brasil de 2001 até agora – e se 85% desse crescimento ocorreram nos governos Lula e Dilma (últimos dez anos), há que atualizar os pesos de 157 blecautes em 2001 e de 194 em 2002 para que possam ser comparados com os que ocorrem hoje.
Assim, 157 “apagões e apaguinhos” (by Folha) em 2001, hoje equivaleriam a 274 apagões, e 194 em 2002, hoje equivaleriam a 339,5. Assim, os 221 blecautes de 2011 representam uma queda de 20% em relação a 2001, e os 241 do ano passado uma queda de 29% em relação a 2002.
Mas isso não é o principal. A relação entre a geração de energia hoje e em 2001/2002 é muito melhor, razão pela qual houve racionamento naquele período e hoje não há, pois estamos gerando mais energia do que a demanda e não menos, como naquela época.
E como prova de que é assim, o presidente da EPE informa que, em relação ao período do racionamento de energia, hoje “Triplicou a capacidade de o Nordeste, onde as previsões são de menor volume de chuvas,  importar energia  de outras regiões
Tolmasquim ainda afirma que “O Nordeste ficou menos vulnerável porque pode contar com as outras regiões”. E que isso se deu “Porque houve melhora na rede de transmissão de energia”.
Sempre segundo o presidente da EPE, “Antes de 2001, implantavam-se, em média no Brasil, 1 mil quilômetros de linhas por ano” e, “Nos últimos dez anos, média tem sido de 4,3 mil quilômetros de linhas de transmissão implantadas por ano”.
Enfim, esses são os dados corretos. Não há aumento de blecautes ou ameaça de racionamento no Brasil. A matéria da Folha que o UOL está martelando em sua home no momento em que escrevo, é falsa como uma nota de três reais.


sábado, 19 de janeiro de 2013

KEYNES, HEGEMONIA E OS ZUMBIS DA HISTÓRIA





Um afoito  exército está à espera de ordens nas redações. Enerva-se nas baias. Adestrado, cevado no cocho neoliberal,  quer trotar seus dotes; reclama serviço. 'É preciso travar Lula!"  --antes que ele destrave o país, os investimentos etc. As ventas cospem impaciência. O conservadorismo brasileiro detém os meios; mas faltam-lhe os fins, o discurso claro, convincente; a meta crível e pertinente. Clareza e votos são imiscíveis no seu caso. A transparência, ao contrário, favorece o governo a avançar na reordenação do desenvolvimento brasileiro. O que falta, então, para conquistar a confiança do capital privado, por exemplo, e os projetos acontecerem? Talvez a resposta não esteja na palavra confiança. Ou talvez aquilo que o keyenesianismo chama de confiança tenha uma tradução mais completa na palavra hegemonia. A  confiança, vista desse mirante,  não é um saldo cumulativo de incentivos fiscais, mas um campo conflagrado. Nele os vivos disputam o futuro com zumbis. O requisito para vencê-los é não temer o passo seguinte da história.(LEIA MAIS AQUI)



Manchetinha safada

Capa do jornal Folha de São Paulo

Evidentemente, não há outra classificação para esta manchete, a principal da 1ª página do Folhão de hoje: "SP tem 661 mil pedidos médicos na fila de espera". Tudo bem, é notícia - e triste -, mas lendo-se a matéria descobre-se que se trata de uma lista só da Prefeitura da capital, de pacientes inscritos para atendimentos em órgãos de saúde municipais.
Por que a Folha de S.Paulo não dá a lista do Estado? Os corredores dos hospitais públicos e demais instituições de saúde estaduais estão cheios de pacientes e de macas com doentes à espera de vagas para tratamento e internação.
É só conferir no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, na capital (HC-FMUSP), e nos outros hospitais públicos do Estado na capital e no interior, para ver o apagão, o estado de calamidade pública a que chegou a saúde em São Paulo nestes 20 anos em que o Estado é governado pelos tucanos.
Jornal parece querer proteger o governo tucano. Será?
Parece. Mas, assim, da forma como a Folha dá a notícia abordando os pacientes à espera por atendimento nos hospitais e postos de saúde da capital, parece proteção ao governo tucano do Estado - será ?!!! - e um ensaio de que vai fazer oposição declarada ao novo prefeito paulistano, Fernando Haddad (PT).
Sem lhe dar sequer aquela trégua que os jornalões costumam dar às autoridades que chegam, para que elas digam a que vieram.
A propósito e embora os assuntos sejam tristes, um leitor deste blog conta hoje que viu na GloboNews que os responsáveis pelas ONGs integradas à Rede Nossa São Paulo vão entregar ao prefeito Haddad os resultados da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (iRBEM) e cobrar-lhe o descalabro da segurança pública em São Paulo. Só que o responsável pela segurança pública paulista é o governo do Estado...
Os dois pesos e duas medidas de sempre
O mesmo leitor contou ter comprovado os dois pesos e duas medidas com que o Sistema Globo de Comunicação se porta em relação aos governos que apoia e os do PT aos quais faz oposição.
O leitor disse ter visto na Globo News que o ex-prefeito de São Luis/MA João Castelo deixou o material escolar enviado pelo Ministério da Educação apodrecer. E que outro prefeito, este de Meridiano (SP), Aristeu Baldin, mandou uma ambulância da cidade percorrer 2 mil km, levando a mudança da filha de uma funcionária municipal.
Nos dois casos, a GloboNews não informou o partido dos prefeitos. Eles são do PSDB. Já se fossem prefeitos do PT, vocês sabem...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Após 8 anos, jornais se lembram de que São Paulo tem governo


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Janeiro nem terminou e o governo da capital paulista, após intervalo de oito anos (2005-2012), volta a ser objeto das preocupações e alvo dos ataques da grande imprensa escrita local, ligada ao PSDB – os jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo. Mas não só. Por ser do PT, a administração da cidade está sofrendo ataques até nas páginas do carioca O Globo.
Não há nada de errado em a imprensa paulista-paulistana e até a imprensa nacional cobrirem a governança de uma megalópole como São Paulo, a maior cidade do país e uma das maiores do mundo. O erro existiu no período em que o governo paulistano sumiu do noticiário.
Entre 2005 e 2012, as administrações José Serra e Gilberto Kassab praticamente não foram notícia nem quando notícia havia. No período em questão, São Paulo mergulhou no caos, o que explica a derrota de José Serra na eleição do ano passado. Motivo para a imprensa se interessar pela cidade, portanto, havia. E muito.
Pode-se dizer, sem medo de errar, que o empenho do ex-prefeito Gilberto Kassab em criar o seu PSD enquanto abandonava a administração paulistana foi mais coberto pela grande mídia nacional do que o trabalho que fez à frente dessa administração.
Eis que, a partir de reunião recente do ex-presidente Lula com o prefeito Fernando Haddad, um furor jornalístico se abateu sobre os mesmos veículos que passaram os últimos oito anos sem dar a menor bola para como a cidade era administrada.
Folha e Estadão, particularmente, enxergaram que São Paulo está sendo co-administrada pelo ex-presidente por ele ter se reunido com o atual prefeito da cidade. Um tipo de reunião absolutamente comum entre dois correligionários políticos e que ocorreu à farta entre Serra e Kassab, após o primeiro abandonar a prefeitura para tentar vôos mais altos.
Aliás, na Folha de São Paulo, uma colunista escreveu um texto impressionante em que critica ferozmente o simples ato de Lula e Haddad terem se encontrado, chegando ao cúmulo de insultar o prefeito da cidade chamando-o de “pau-mandado” de Lula.
Começa, portanto, exatamente o mesmo processo que ocorreu durante o governo Marta Suplicy, quando a administração paulistana estava todo dia naqueles e em outros órgãos de imprensa, mas sempre de forma negativa. Os insultos que principiam a ser atirados contra Haddad marcaram a cobertura da imprensa contra Marta durante seu governo.
Quebrada pelos governos Paulo Maluf (1993-1996) e Celso Pitta (1997-2000), São Paulo precisava, desesperadamente, de recursos, razão pela qual Marta implantou uma taxa de lixo de valor irrisório, mas que virou cavalo-de-batalha desses veículos e impediu sua reeleição.
Apelidada pejorativamente de “Martaxa”, fustigada dia sim, dia também por Folha, Estadão e Veja, a ex-prefeita perdeu qualquer condição de voltar ao governo de São Paulo, apesar da imensa obra social de seu governo, que adotou soluções revolucionárias para a Educação e para o transporte público, com os CEUs e o bilhete-único.
Como este Blog previu no alvorecer de 2013, Haddad tem uma missão quase impossível pela frente. São Paulo está em estado de calamidade – criminalidade, trânsito caótico, sem programas sociais, Educação e a Saúde falidas e uma dívida astronômica deixada pelo antecessor. E, como se fosse pouco, uma imprensa que tentará sabotá-lo dia após dia.

Aprendendo Física com Olavo.


A CARA DA NOSSA PSEUDO-ELITE DE EXTREMA DIREITA .......BURRA !!!


Crédito: Gabriel Duccini

LULA VOLTA. E MUDA A PAUTA DO PAÍS



*A batalha de São Paulo: 'Não vejo outra possibilidade se não ganhar a batalha da comunicação. E isso não se faz com propaganda na TV; é debater e dialogar direto com a população'(prefeito Fernando Haddad) 

O ex-presidente  Lula  está de volta.  Na primeira semana de atividade  depois das férias, mostrou que  o espaço vazio na política brasileira, ocupado nos últimos meses pelo conservadorismo, agora tem agenda e contrafogo de peso. Na 4ª feira, Lula reuniu-se com o prefeito de São Paulo e secretários municipais. E foi ao ponto: a gestão Haddad deve ser marcada pela participação popular.Cravou: a prefeitura deve  organizar  grandes  conferências da cidadania para a população discutir as suas urgências e se organizar em torno delas. Na próxima segunda-feira, Lula encontra membros do governo federal , autoridades de oito países latinoamericanos  e intelectuais  para debater a integração regional -- um dos eixos de atuação do Instituto  que leva o seu nome.O tema do encontro rebate na discussão do passo seguinte da agenda do desenvolvimento  em meio à desordem neoliberal: "Caminhos progressistas para o  desenvolvimento". Estarão presentes entre outros, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia,Luciano Coutinho, Ricardo Carneiro, Antônio Prado, Aldo Ferrer,  Fander Falconi e Alberto Couriel . Ainda em  janeiro ele vai a Brasília para discutir a aceleração dos investimentos públicos com a Presidenta Dilma e integrantes do primeiro escalão. No fim do mês, desembarca em Cuba para uma conferência. A partir de fevereiro, Lula inicia caravanas pelo país. (Leia também: 'Caravanas, há uma pedra no meio do caminho') 

Saiu no Blog do Dirceu:

VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO BRASILEIROS FAZEM 

POLÍTICA O TEMPO TODO


Nos últimos dias – atenuada um pouco a pressão das elétricas para terem seus interesses atendidos com o argumento de que, se não fossem, haveria racionamento – a pressão tem sido para que o aumento de combustível venha já e o mais alto possível. Os veículos de comunicação dos Marinho, TV e jornal, e seus congêneres na imprensa, apavorados com a sucessão de vitórias populares em toda América Latina e com o fim dos privilégios e monopólio das famílias que controlam a mídia em todos países do continente – famílias que derrubavam governos e mudavam leis – continuam a fazer o que sempre fizeram: política o tempo todo

Como agora, nitidamente, nos casos da energia elétrica e dos combustíveis. Sempre se beneficiaram das ditaduras. Como beneficiaram-se aqui no Brasil. Daí a política de pressão e chantagem que exercem sobre o governo Dilma Rousseff, que vai até além da oposição pura e simples e da tentativa de desgastar o governo e derrotá-lo.

Querem cooptá-lo e impor suas posições e interesses. Querem sentar à mesa para decidir os destinos do país. Querem se precaver dos riscos do governo da presidenta Dilma Rousseff, o 3º governo do PT, dar certo. Daí a torcida pelo quanto pior melhor, e a leniência, a prevaricação com os malfeitos da oposição e de seus candidatos velhos e novos, com seus escândalos e desgovernos.

Querem se precaver dos riscos de o governo dar certo

Como nos casos do contraventor Carlos Ramos Cachoeira, que capturou um governo – o de Goiás -, e do fracasso tucano em  São Paulo depois de 20 anos de governo do PSDB. São agentes políticos e atuam como tais. Basta ver como a cada eleição assumem posições políticas e apoiam candidatos – na melhor das hipóteses em editoriais, mas geralmente dirigindo o noticiário.

Ultimamente andam articulando e participando de ações políticas como no julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF). Defendem interesses econômicos e comerciais. Fazem uma espécie de trafico de influência, de lobby encoberto. Encoberto na forma, mas atuam abertamente em oposição às politicas dos governos do PT, aprovadas três vezes nas urnas pela soberania popular nas duas eleições do presidente Lula (2002 e 2006) e na da presidenta Dilma (2010).

São aliados dos órgãos estatais capturados por eles e pela oposição e defendem suas ações de forma encoberta por um discurso moralista e falso de combate a corrupção. Antes era a iminência do racionamento de energia o que mais entusiasmava a mídia. Agora é uma torcida para que não vingue a redução de 20% nas contas de luz, a vigorar a partir do próximo dia 5 de fevereiro.

O Globo, dos Marinho, lidera nos dois casos

Nos últimos dias, atenuada um pouco a pressão das elétricas para terem seus interesses atendidos com o argumento de que, se não fossem, haveria racionamento, a pressão agora é para que o aumento de combustível venha já e o mais alto possível. Nisso, dão (os jornais) até dia que o reajuste entrará em vigor, quando o governo diz que ainda estuda e nem sequer estabeleceu o índice desse aumento.

Daí que a atual ação predatória e impatriótica contra a redução das contas de luz é apenas uma pequena amostra da ação nefasta dos proprietários e controladores dos principais meios de comunicação hoje, verdadeiros censores no Brasil.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MEDO DA VOLTA DE LULA ESTAMPA GRANDES JORNAIS



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Folha e Globo tratam o ex-presidente Lula como se ele fosse, de fato, o prefeito de São Paulo em abordagens que reduzem a autoridade de Fernando Haddad; jornal paulista destaca "diretrizes" passadas por Lula; publicação do Rio afirma que Lula colocou em prática a "teoria do poste"; Lula mostrou que está vivo e assustou
247 - Quem é o prefeito de São Paulo? Pela leitura dos grandes jornais brasileiros, seu nome não é Fernando Haddad, que foi eleito com 3.387.720 votos, mas sim Luiz Inácio Lula da Silva. A abordagem da mídia tradicional nesta quinta-feira sobre o encontro entre Lula, Haddad e seus secretários reduz a autoridade do prefeito e a transfere ao ex-presidente, que seria, segundo essa visão, o comandante, de fato, da maior cidade do Brasil.
Na manchete da Folha, informa-se que "Lula se reúne com equipe de Haddad e dá diretrizes". No Globo, na primeira página, uma ironia na legenda da foto, como se Lula estivesse colocando em prática a "teoria do poste", seguida da informação "Haddad atento às dicas do seu mentor".
Antes mesmo de ser eleito, Haddad já havia deixado claro que teria Lula como um de seus principais conselheiros. "Ele é a maior liderança política do Brasil e seu governo foi um laboratório de políticas públicas bem-sucedidas", disse Haddad, ao 247, durante a campanha. "Não há por que desprezar essa experiência".  Ontem mesmo, quando indagado sobre o encontro, Haddad disse que convidou o ex-presidente a falar a seus secretários e que ele se colocou à disposição. Na reunião, Lula recomendou que Haddad e seus assessores fiquem atentos a políticas públicas de inclusão social colocadas em prática no Rio de Janeiro, que ajudaram a diminuir a violência.
O encontro deveria ser encarado com naturalidade, mas Haddad já foi carimbado como poste com apenas uma quinzena de gestão. Talvez porque os grandes jornais tenham descoberto agora que, a despeito de tudo, Lula continua vivo e é um dos principais atores – se não, o principal – da política brasileira.

HADDAD AO 247: "O JORNAL PODE FALAR O QUE QUISER"


Heinrich Aikawa / Instituto Lula:

Prefeito de São Paulo ignora ironias registradas pelo jornal O Globo em sua primeira página desta quinta-feira; jornal diz que ex-presidente Lula esteve na sede municipal para aplicar a "teoria do poste"; ao 247, Haddad fez outra avaliação: "Me senti muito confortável em receber a equipe do presidente e apresentar a minha equipe a ele. Se eu não puder receber o presidente com quem trabalhei por cinco anos, o que posso fazer?"
Marco Damiani _247 – Um dia depois de receber, na sede da Prefeitura, ao lado de dez secretários municipais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), reforçou ao 247 sua avaliação de que a visita teve um caráter de absoluta normalidade. "Os jornais podem falar o que quiserem", disse ele, a respeito do tom irônico com que o encontro foi tratado, especialmente pelo jornal O Globo, do Rio de Janeiro.
"Não vi o que o jornal escreveu, mas os jornais podem falar o que quiserem". Haddad demonstrou tranquilidade diante da repercussão que a visita de Lula encontrou na mídia tradicional. "Se eu não puder receber o presidente com quem trabalhei por cinco anos, o que posso fazer?". Fica claro que Haddad não será um prefeito de, como se diz na política, passar recibo a eventuais provocações publicadas na mídia tradicional.
"Me senti muito confortável em receber a equipe do presidente e apresentar a minha equipe a ele", acrescentou o prefeito. O secretário municipal de Governo, Antônio Donato (PT), também presente no encontro desta quarta-feira, foi mais longe. "Se Fernando Henrique quiser aparecer, nós também o receberemos. O governo Fernando Haddad é amplo", disse ele ao 247 durante evento da ONG Rede Nossa São Paulo no Sesc Consolação, onde esteve com o prefeito.
Donato, tal qual Haddad, não viu problemas na forma como a reunião com Lula foi realizada. "Havia uma mesa e todos se sentaram, não há como não ver Lula como uma referência. Ele transmitiu sim um pouco de sua experiência e passou orientações, isso foi positivo. Os jornais podem falar o que quiserem", repetiu.
Nesta quinta-feira, os jornais Folha de S.Paulo e O Globo trataram Lula como se ele fosse, de fato, o prefeito de São Paulo em abordagens que reduzem a autoridade de Fernando Haddad. O jornal paulista destacou as "diretrizes" passadas pelo ex-presidente ao novo comandante da capital paulista. Já a publicação do Rio de Janeiro afirma que Lula colocou em prática a "teoria do poste", seguida da informação "Haddad atento às dicas do seu mentor".
O evento da Nossa São Paulo, organização comandada pelo empresário Oded Grajew, apresentou os resultados da sexta edição da pesquisa encomendada ao Ibope sobre a percepção dos paulistanos em relação à cidade, que inclui a quarta edição do Irbem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município).


Pobreza e desigualdade caem no Brasil e sobem nos EUA e Europa


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No início do ano, a mídia e os partidos de oposição ao governo Dilma pareceram tentar apelar a uma segunda estratégia no âmbito da guerra que desencadearam a partir, vá lá, do segundo ano do governo Lula (2004).
O desempenho modesto do PIB no ano passado e uma suposta “crise de abastecimento de energia elétrica” que culminaria em “racionamento” se associaram a outros factóides menores, induzindo estrangeiros que não conhecem o Brasil a imaginarem que o país está em ruínas.
Para tanto, matérias recentes de veículos da imprensa escrita britânica como The Economist e Financial Times, baseadas no noticiário da grande mídia tupiniquim sobre a nossa economia – e à revelia dos problemas sociais e econômicos ingleses, que aumentam sem parar –, colaboraram para essa visão absurdamente equivocada sobre o Brasil.
Supostos “especialistas” em economia dos quais Globo, Folha de São Paulo, Estadão e Veja lançam mão toda vez em que tentam convencer o Brasil e o mundo de que nossa economia está sendo mal gerida parecem ter apostado em que teriam sucesso simplesmente descrevendo uma realidade que o povo brasileiro não enxerga e não sente.
O fato é que o Brasil, do ponto de vista de seu povo, vai muito bem, obrigado, como disse o insuspeito colunista de Folha e O Globo Elio Gaspari, que, recentemente, espantou-se com o fato de que o sistema bancário brasileiro absorveu “uma Argentina” em número de novos correntistas.
Esse, porém, é apenas um dos sintomas – talvez o mais tênue – do espantoso êxito de nossas políticas econômica e social. O aumento exponencial dos negócios dos bancos é uma medida oriunda de uma ótica mercantilista da qual a grande imprensa oposicionista brasileira padece.
Os melhores indicadores para o sucesso que os governos do Brasil obtiveram de 2004 para cá no sentido de melhorar as condições de vida no país está expresso justamente em dois indicadores para os quais a direita midiática não dá a menor bola: pobreza e desigualdade.
E, para terminarmos de mensurar esse sucesso, basta comparar a situação social brasileira com a dos países ricos no âmbito de uma crise econômica internacional que vem sendo considerada por dez entre dez analistas econômicos como a maior da história.
Entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012, a pobreza no Brasil caiu 7,9% e a desigualdade de renda continua caindo, conforme constatação da pesquisa De Volta ao País do Futuro, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada em meados do ano passado.
Segundo o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, a queda dessas chagas sociais ocorre em ritmo três vezes maior do que o sugerido pelas metas do Milênio das Nações Unidas (ONU). “O Brasil está na contramão de sua história pregressa e da de outros países emergentes e desenvolvidos”, asseverou o pesquisador.
De 2003 para cá, já são cerca de 40 milhões de pessoas (como diz Elio Gaspari, “Uma Argentina”) que subiram acima da linha da pobreza, passando a integrar o conjunto da sociedade com acesso ao sistema bancário, ao consumo e à educação.
Em 2012, o Brasil deve ter um dos seus mais baixos índices de desemprego da história, cerca de 5%, o que pode ser considerado, praticamente, como pleno emprego, se levarmos em consideração que a pesquisa do IBGE sobre emprego e renda desconsidera o trabalho informal.
Mas para mensurarmos o quanto o Brasil “Vai muito bem, obrigado”, basta olharmos para o que acontece no coração e pátria do capitalismo, os Estados Unidos, onde a pobreza não para de aumentar, ou mesmo na Europa, onde as condições de vida superam largamente a dos americanos.
A pobreza e a desigualdade de renda vêm crescendo assustadoramente nos Estados Unidos. 47 milhões de americanos, ou 15% da população do país, mergulharam abaixo da linha da pobreza.
Uma das evidências mais impressionantes desse processo é a versão americana das nossas favelas, comunidades formadas por barracas de camping que estão se espalhando como fogo pelos Estados Unidos, sendo vistas em mais de 50 cidades por todo o país.
Abaixo, matéria de um telejornal americano sobre o fenômeno.

No século XXI, o número de pobres nos Estados Unidos subiu 47%. Nos últimos quatro anos, aumentou em 60% o número de cidadãos daquele país que recorreram a programas sociais, um dos quais o tão criticado (pela mídia brasileira) Bolsa Família, que passou a ser adotado pelo governo Barack Obama, ainda que de forma meio cosmética…
Abaixo, reportagem do UOL sobre o processo de empobrecimento americano.

 

Na Europa central, o quadro não é tão melhor. A taxa de desemprego na região é de 10,4%, ou 24 milhões de cidadãos da zona do euro. Os jovens são os mais atingidos, respondendo por 22,1% do total de desempregados.
As dívidas dos governos europeus também não param de subir. Na zona do euro, chegam a 87,4% do PIB, enquanto que, no Brasil, os débitos do governo passam um pouco de 30%. E cerca de um quarto dos europeus mergulhou em risco de pobreza, que só faz crescer ano a ano na região.
Um dado impressionante: pesquisa realizada pelo pesquisador britânico Danny Dorlling, da Universidade de Sheffield, mostrou que a desigualdade de renda na Inglaterra voltou ao que era em 1918.
Enquanto isso, entre 2011 e 2012, no Brasil, a distância entre os mais ricos e os mais pobres continuou caindo. O índice de Gini, no período, caiu de 0,53 para 0,51. No início do governo Lula, era de 0,589, após ter ficado praticamente igual ao longo do governo Fernando Henrique Cardoso.
Nesse contexto, os esforços da oposição formal e da informal (mídia) ao governo Dilma para tentarem convencer os brasileiros de que “o país vai muito mal, obrigado”, só podiam dar nisso: tanto o governo quanto sua titular batem seguidos recordes de popularidade.