Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Velha mídia quer a Presidência de presente de Natal
Terror midiático está perdendo a guerra das expectativas: indicador de confiança da indústria sobe na passagem de novembro para dezembro.
Cai de 8,4% para 7,2% o percentual de empresas que declara ter estoques em excesso; passa de 1,6% para 1,9% a fatia das que registram estoques insuficientes
Proporção de indústrias que planejam contratar mão-de-obra no 1º trimestre de 2014 passa de 20,6% para 22,2%
Índice semanal de preços ao consumidor (IPC-S) recua em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV na 3ª semana de dezembro
Antonio Lassance
Enquete feita entre colunistas do mais tradicional veículo da velha mídia mostra o que eles pretendem em 2014: mandar na política e ditar a opinião pública.
O jornalista Ancelmo Góis fez uma enquete junto a outros colunistas do jornal O Globo para saber o que eles esperam de 2014. Merval Pereira espera que as coisas continuem ruins no ano que vem, mas acha que vão piorar. Carlos Alberto Sardenberg, Míriam Leitão e Zuenir Ventura torcem por mais protestos – “protestos vigorosos”, quer Sardenberg. Ricardo Noblat pediu a Papai Noel que dê discernimento aos brasileiros para escolher o próximo presidente da República. Se é para dar, supõe-se que é porque ainda não temos.
A enquete deixa claro o que o mais tradicional veículo da velha mídia está preparado para fazer em 2014. É o mesmo que fez em 2013: pegar carona na insatisfação popular para tentar influir decisivamente no mundo da política. Desgastar aqueles de quem não gosta para dar uma força àqueles que são seus prediletos.
A mídia que foi escorraçada das ruas e teve que mascarar as logomarcas de seus microfones quer repetir o que sempre fez em eleições presidenciais: entrar em campo e desempenhar o papel de partido de oposição.
As corporações midiáticas se organizam para, mais uma vez, interferir no resultado das eleições porque disso depende o seu negócio. De novo, entram em campo para medir forças. Já estão acostumadas a partir para o tudo ou nada. Vão testar, pela enésima vez, a quantas anda seu poder sobre a política. Disso fazem notícia e assim agem para deixar os políticos e os partidos de joelhos, estigmatizados, envergonhados e obsequiosos.
Como nos ensinou Venício Lima, uma Presidência, um Congresso e partidos achincalhados são incapazes de propor uma regulação decente da mídia, nem mesmo para garantir a liberdade de expressão, a diversidade de fontes de informação, a pluralidade de opiniões e um mercado da comunicação não cartelizado.
Em 2013, as corporações midiáticas, mais uma vez, anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar. E não é que o tal do mundo não se acabou? Quando os protestos de junho tomaram as ruas, o preço do tomate tinha ido às alturas. O PIB de 2012 se tornou conhecido e seu crescimento havia sido próximo de zero. Os reservatórios estavam bem abaixo do normal e "especialistas" recomendavam rezar para que não houvesse apagão. O caso Amarildo fez derreter a quase unanimidade que havia em defesa do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (as UPPs).
Parecia que o país ia mal das pernas e que um modelo de governança estava esgotado e ruindo. Tudo levava a crer que a presidência Dilma havia entrado em um beco sem saída. Mas saiu. Ela recuperou sua popularidade, enquanto seus adversários potenciais caíram em preferência de voto e aumentaram sua rejeição.
O ano terminou melhor do que começou, para o governo e para o País. A inflação vai fechar dentro da meta. Assim deve permanecer no ano que vem, por mais que alguns analistas queiram, usando razões que a própria razão desconhece, nos fazer crer que o limite da meta é algo fora da meta (quem sabe os dicionários, no ano que vem, tragam um novo sentido para a palavra “limite”). Não houve apagão e as térmicas foram desligadas mais cedo do que se imaginava.
O crescimento do PIB, em 2014, deve ser maior do que o deste ano. Educação e saúde terão mais recursos e têm saído melhor na percepção aferida em pesquisas. O Brasil, no ano que vem, continuará com um dos maiores superávits primários do mundo, ainda mais com a entrada de novos recursos vindos da exploração do pré-sal e das concessões de infraestrutura.
Mas os pepinos continuam sendo muitos. Alguns serão particularmente difíceis de se descascar no ano que vem. Um é a ameaça de as agências de avaliação de risco rebaixarem a nota do Brasil. Outro é o descrédito das políticas de segurança pública, em todos os estados, mas respingando no Governo Federal.
O terceiro e, possivelmente, o mais explosivo, seria o mesmo de 2013: uma nova onda de aumento das tarifas de ônibus, o que tradicionalmente acontece no primeiro semestre de cada ano. A derrota do aumento do IPTU em São Paulo, na Justiça, tirou do mapa a única situação que se imaginava sob controle. O eixo Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte é o que mais preocupa o Planalto. Se algo der errado, no ano que vem, terá como epicentro provável essas três capitais, podendo alastrar-se para as demais.
Os protestos de 2013 foram uma tempestade perfeita. Várias questões mal resolvidas e acumuladas no estresse diário dos cidadãos se transformaram em revolta nas ruas, juntando alhos e bugalhos. Imprevisíveis, tempestades perfeitas, como foram as jornadas de junho, são também difíceis de se repetirem. Difíceis, mas não impossíveis.
Basta um pequeno risco para se ter uma grande preocupação. Os três problemas mais sensíveis do momento (a percepção internacional sobre a economia do país, a segurança pública e as tarifas de ônibus) conformam a agenda prioritária do primeiro trimestre de 2014 a ser toureada diretamente pelo Palácio do Planalto. Os meses de janeiro a março de 2014 serão mais agitados do que o normal, pelo menos, na Esplanada dos Ministérios.
O trimestre seguinte, de abril a junho, será o período mais crítico. Ali se concentram as datas-base da negociação trabalhista de várias categorias; a briga de foice de muitos interesses para entrarem na pauta do esforço concentrado do Congresso; o período final do acerto das candidaturas presidenciais e estaduais; finalmente, claro, a Copa do Mundo de Futebol.
Que venha 2014. Que venha mais ousadia de todos os governos e partidos. Que venham mobilizações em favor dos mais pobres e com os mais pobres nas ruas, com suas organizações sociais, populares e seus partidos - até para que os partidos possam abrir menos a boca e mais os ouvidos. Que os brasileiros mostrem que a voz das ruas não é aquela fabricada pelas manchetes das corporações midiáticas. Que a opinião pública mostre, ao vivo e em cores, que a sua verdadeira opinião é normalmente o avesso da opinião publicada. Que venham surpresas, pois são delas que surgem as mudanças.
(*) Antonio Lassance é cientista político.
247 ADVERTE: APOSTA NO PESSIMISMO É ELEITORAL
CÚMULO DA CALHORDICE ! TIPO DE ISENÇÃO QUE FAZ LEMBRAR A MESMA OMISSÃO DOS "45 ANOS" DA REDE BOSTAGROBO. DOMINGO APÓS O "FANTÁSTICO" , ANO ELEITORAL. A VINHETA DE COMEMORAÇÃO, TINHA A LOGOMARCA DO PSDB, ZÉ CHIRICO SERRA. DUROU SOMENTE 1 APARIÇÃO. NUCA MAIS TOCARAM NO ASSUNTO. INCRÍVEL O QUE É PERMITIDO A UMA CONCESSIONÁRIA DE TV NESTE PAÍS !
HONESTIDADE ZERO !
Em sua coluna no Globo, a jornalista Miriam Leitão entrevista o economista José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de Política Econômica de FHC, que fala em desânimo generalizado no setor empresarial; detalhe: a análise de Mendonça de Barros não é absolutamente isenta; neste mês de dezembro, ele passou a integrar o time de economistas do presidenciável tucano Aécio Neves (o que ela não diz aos seus leitores); número divulgado hoje pela FGV aponta justamente o inverso: a confiança dos empresários cresceu
26 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 10:45
247 - No dia 14 de dezembro deste ano, o colunista Lauro Jardim, de Veja, anunciou a contratação de um "peso-pesado" pelo time do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Eis a nota:
O time
Aécio Neves agregou um novo peso-pesado ao seu time de economistas, que já conta na linha de frente com Armínio Fraga: José Roberto Mendonça de Barros.
Ex-secretário de Política Econômica do ex-presidente FHC, Mendonça de Barros é um economista afável, respeitado, mas o governo ao qual serviu não foi marcado, propriamente, por um ciclo de prosperidade e alto crescimento. Predominava o que seu irmão, Luiz Carlos Mendonça de Barros, que seria ministro da Produção no segundo governo FHC se não tivesse sido abatido pelos grampos do BNDES, chamava de "voo de galinha".
Até aí, nada demais. No entanto, neste domingo, Mendonça de Barros é o entrevistado da coluna de Miriam Leitão, no Globo, onde ele fala de um suposto risco de desânimo generalizado entre os empresários. “As empresas se convenceram de que o país vai continuar crescendo pouco e, por isso, estão reduzindo investimentos e determinando cortes de gastos. Isso preocupa porque adia a recuperação”, diz ele.
Na verdade, os números mostram o contrário. Uma sondagem da Fundação Getúlio Vargas aponta que a confiança empresarial, em vez de cair, subiu (leia mais aqui). Além disso, economistas, como Delfim Netto, passaram a prever crescimento superior a 3% em 2014 e empresários, como Abilio Diniz, reforçaram a aposta no otimismo em 2014 – ano em que a economia será naturalmente estimulada pela Copa e pelas eleições. Ou seja: o risco de "tempestade perfeita" parece ser cada vez menor (leia mais aqui). Além disso, nunca é demais reler o anúncio publicado pela BMW sobre sua decisão de investir no Brasil, contra o vaticínio de derrotistas (leia aqui), como parece ser o caso de Mendonça de Barros.
Que Miriam Leitão o entreviste, ok. Mas ela deveria advertir o leitor que ele faz parte da equipe do principal candidato oposicionista.
Abaixo, a coluna de Miriam Leitão:
Risco do desânimo
O economista José Roberto Mendonça de Barros disse que houve, no segundo semestre deste ano, uma rápida deterioração das expectativas dos empresários. “As empresas se convenceram de que o país vai continuar crescendo pouco e, por isso, estão reduzindo investimentos e determinando cortes de gastos. Isso preocupa porque adia a recuperação.”
Ele disse que, nos contatos com empresas de várias áreas, notava que a previsão que faziam era de um período curto de baixo crescimento; agora a perspectiva mudou.
— Isso altera o comportamento da empresa, que em vez de ficar em compasso de espera, toma decisões como a de não dar descontos, reduzir custos drasticamente, postergar investimentos. Isso sozinho já produz o efeito negativo de manter o baixo crescimento — diz José Roberto, da MB Associados.
A consultoria dele está prevendo um crescimento de 1,9% no ano que vem. O que é um pouco menos do que este ano. A inflação deve ficar em 6%.
A agricultura, segundo Mendonça de Barros, não deve repetir o forte crescimento de dois dígitos de 2013.O número deste ano foi resultado em parte do bom desempenho do setor, mas também do fato de que a produção foi comparada com uma base baixa do ano anterior. Na indústria, não deve ser diferente:
— O setor automotivo vai trabalhar com uma sobra de 1,5 milhão de veículos, quando todas as fábricas estiverem funcionando. Já está atualmente com estoque.
O balanço de pagamentos deve ser beneficiado pela desvalorização cambial mais acentuada, que vai impulsionar as exportações e reduzir importações. Por outro lado, será um empurrão a mais na inflação.
— A política monetária vai depender do câmbio — acredita Mendonça de Barros.
O economista sustenta que pior do que os números fracos é o ambiente negativo entre empresas provocado por vários problemas que foram se acumulando. Um deles, a situação crítica do setor elétrico:
— Com o perdão da expressão, mas o setor elétrico está em estado de choque. Descapitalizado, sem horizonte para investir e sem saber quando a situação se normaliza após a intervenção do ano passado. A Petrobras também está descapitalizada. Esses são dois pesos importantes para a economia. Nós estamos acumulando problemas em várias áreas — disse.
Desse tipo de questão se fala em virada de ano, para que seja corrigida. Há o que fazer para aumentar o ânimo desses empresários que estão pondo investimentos na gaveta. Mendonça de Barros disse que as concessões licitadas, mesmo sendo feitas “no apagar das luzes”, destravou um pouco o investimento.
O ano de 2014 é eleitoral e normalmente o governo aumenta o gasto para tentar produzir um clima de mais otimismo. Se isso acontecer, terá o efeito inverso: de piorar as expectativas dos empresários já preocupados com a questão fiscal. Atualmente, esse tema assusta até os economistas que costumavam defender a política econômica.
O temor do governo é de que haja um rebaixamento da nota do Brasil em 2014. Economistas que ouvi acham que, por ser um ano eleitoral, as agências vão preferir adiar. Elas já alertaram. Não vão querer provocar maiores tremores no ano que vem.
Mas se o quadro fiscal continuar se deteriorando, na visão de Mendonça de Barros, o ano de 2015 também será difícil. O país estaria então completando o quinto ano de baixo crescimento e sob o risco de rebaixamento da nota. Por isso, o melhor seria começar a ajustar as contas já no ano que vem, mesmo sendo um ano eleitoral. O maior dos riscos, no entanto, é continuar esse desânimo entre os empresários, detectado por Mendonça de Barros.
Ele disse que, nos contatos com empresas de várias áreas, notava que a previsão que faziam era de um período curto de baixo crescimento; agora a perspectiva mudou.
— Isso altera o comportamento da empresa, que em vez de ficar em compasso de espera, toma decisões como a de não dar descontos, reduzir custos drasticamente, postergar investimentos. Isso sozinho já produz o efeito negativo de manter o baixo crescimento — diz José Roberto, da MB Associados.
A consultoria dele está prevendo um crescimento de 1,9% no ano que vem. O que é um pouco menos do que este ano. A inflação deve ficar em 6%.
A agricultura, segundo Mendonça de Barros, não deve repetir o forte crescimento de dois dígitos de 2013.O número deste ano foi resultado em parte do bom desempenho do setor, mas também do fato de que a produção foi comparada com uma base baixa do ano anterior. Na indústria, não deve ser diferente:
— O setor automotivo vai trabalhar com uma sobra de 1,5 milhão de veículos, quando todas as fábricas estiverem funcionando. Já está atualmente com estoque.
O balanço de pagamentos deve ser beneficiado pela desvalorização cambial mais acentuada, que vai impulsionar as exportações e reduzir importações. Por outro lado, será um empurrão a mais na inflação.
— A política monetária vai depender do câmbio — acredita Mendonça de Barros.
O economista sustenta que pior do que os números fracos é o ambiente negativo entre empresas provocado por vários problemas que foram se acumulando. Um deles, a situação crítica do setor elétrico:
— Com o perdão da expressão, mas o setor elétrico está em estado de choque. Descapitalizado, sem horizonte para investir e sem saber quando a situação se normaliza após a intervenção do ano passado. A Petrobras também está descapitalizada. Esses são dois pesos importantes para a economia. Nós estamos acumulando problemas em várias áreas — disse.
Desse tipo de questão se fala em virada de ano, para que seja corrigida. Há o que fazer para aumentar o ânimo desses empresários que estão pondo investimentos na gaveta. Mendonça de Barros disse que as concessões licitadas, mesmo sendo feitas “no apagar das luzes”, destravou um pouco o investimento.
O ano de 2014 é eleitoral e normalmente o governo aumenta o gasto para tentar produzir um clima de mais otimismo. Se isso acontecer, terá o efeito inverso: de piorar as expectativas dos empresários já preocupados com a questão fiscal. Atualmente, esse tema assusta até os economistas que costumavam defender a política econômica.
O temor do governo é de que haja um rebaixamento da nota do Brasil em 2014. Economistas que ouvi acham que, por ser um ano eleitoral, as agências vão preferir adiar. Elas já alertaram. Não vão querer provocar maiores tremores no ano que vem.
Mas se o quadro fiscal continuar se deteriorando, na visão de Mendonça de Barros, o ano de 2015 também será difícil. O país estaria então completando o quinto ano de baixo crescimento e sob o risco de rebaixamento da nota. Por isso, o melhor seria começar a ajustar as contas já no ano que vem, mesmo sendo um ano eleitoral. O maior dos riscos, no entanto, é continuar esse desânimo entre os empresários, detectado por Mendonça de Barros.
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FORÇA DE LULILMA NO INTERIOR NÃO É SÓ BOLSA FAMÍLIA O Brasil “invisível” começou a ser visto, e é isto que o conservadorismo brasileiro não vê.
Saiu no Tijolaço, artigo de Fernando Brito:
FORÇA DE LULA E DILMA NO INTERIOR ESTÁ LONGE DE SER SÓ O “BOLSA FAMÍLIA”
Brizola contava, volta e meia, seu diálogo com o líder da independência de Moçambique, Samora Machel, quando perguntou-lhe quantos eram, afinal, os moçambicanos, já que havia incerteza quanto à população do país.
Machel disse-lhe: bem, os das cidades sabemos. Os outros são como os elefantes: só os vemos quando saem da selva.
O Brasil das metrópoles – imenso – não conhece mais o Brasil das pequenas cidades, dos sertões e matas, que é imenso também.
Tornaram-se escondidos e seguiam esquecidos.
A ausência do poder público federal – nas grandes cidades, município e estado suprem, em parte este vácuo – deixou fora do processo de modernização da vida do país.
Os governos Lula e Dilma impulsionaram as parcerias diretas com os mais de 5.500 municípios brasileiros.
90% deles têm menos de 50 mil habitantes e, somados, reúnem um terço da população brasileira.
Em entrevista publicada hoje no Estadão, o cientista político Vitor Marchetti diz que é um erro atribuir a popularidade de ambos, nas pequenas cidades – os famosos “grotões” – ao Bolsa- Família.
Para ele, é “pouco verdadeiro atribuir ao Bolsa Família o avanço que o PT teve em regiões mais pobres, em municípios pequenos e médios do interior do País.”
- O que tem impacto eleitoral é um conjunto de políticas públicas que começaram a ser adotadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que são focadas em regiões onde a presença do Estado sempre foi muito fraca, como o Norte e o Nordeste do País. Falam do Bolsa Família mas esquecem do Luz Para Todos, que leva energia elétrica para o sertão nordestino, para as regiões mais esquecidas da região Norte. Esse programa é um exemplo do movimento que intensificou a presença do governo federal nas regiões mais carentes. O fenômeno político importante a ser analisado no momento é esse: o gigantesco aumento das parcerias do governo federal feitas diretamente com os municípios. Isso aconteceu porque os municípios tinham assumido várias prerrogativas que não tinham condições de cumprir. (…) Os municípios assumiram a responsabilidade, entre outras coisas, pela construção de creches e os serviços básicos de saúde. Mas eles não têm condições para isso. O que o Lula fez, então? Intensificou as alianças do governo federal com os municípios. O repasse direto de recursos federais para eles, nas áreas da saúde e educação, aumentou muito. Quase todos os municípios estão construindo creches atualmente, mas quem verificar com atenção a origem dos recursos irá constatar, quase invariavelmente, que provêm de algum programa específico do governo federal para o setor. Eles revelam o quanto o governo federal pegou atalhos para se tornar mais presente na vida do cidadão, no seu cotidiano. Isso aconteceu principalmente em municípios do Norte e Nordeste.
O Brasil “invisível” começou a ser visto, e é isto que o conservadorismo brasileiro não vê.
Num país com a nossa extensão e complexidade, o Governo Federal não pode ser apenas o gestor da macropolítica ou da macroeconomia, como querem os tecnocratas e mero repassador de recursos para os municípios.
Tem de fazê-lo, mas, ao mesmo tempo, tem de ser o indutor da aplicação destes recursos, direcionando-os de forma exclusiva, com contrapartidas administrativas e direcionamento de projetos.
O “Mais Médicos” é um dos muitos exemplos de programas operacionalizados pelas prefeituras, com recursos federais, e regras definidas.
Do contrário, a simples descentralização de recursos e da administração será, como sempre foi, um mero processo de cooptação de chefes políticos locais.
Humor: O lulo-dilmismo e o nazismo de esquerda
Autor: Miguel do Rosário
O coleguinha @JornalismoWando continua trabalhando duro para desmascarar o nazi-comunismo aterrorizante por trás dos governos lulo-dilmistas. Em seu último post, ele faz novas e terríveis revelações…
(Aviso aos incautos: ironia ligada em temperatura máxima).
*
Nazi-comunismo: uma verdade oculta
A direita está cada vez mais ouriçada com o sucesso que vem fazendo nas paradas. É Gentili fazendo piadas preconceituosas em rede nacional, é Roger batendo boca até com a mãe no Twitter, é Lobão dizendo que “os militares defenderam nossa soberania”, enfim, o reacionarismo está na moda e é uma tendência consolidada. Basta observar como o farol ideológico dessa turma boa, Reinaldo Azevedo, vem ganhando espaço em todos os cantos da grande mídia. Hoje ele ocupa ótimos espaços na internet (VEJA), nos jornais (Folha) e na rádio (Jovem Pan). Ao que parece, nem a polícia do pensamento funciona direito nesse governo.
Não é de hoje que os pupilos da turma têm espalhado uma revisão histórica interessante: o nazi-fascismo de Hitler seria na verdade um movimento de esquerda, e não de extrema-direita como professores marxistas gostam de pintar. Nos últimos tempos, esse assunto vem ganhando corpo nas redes sociais e já há provas concretas que, pelo domínio do fato, incriminariam a esquerda como co-autora da quadrilha nazista de Adolph Hitler. Não adianta dizer que o ditador prendeu e matou comunistas. Também não me venha com aquele famoso trololó de que o dono da Ford, Henry Ford, chegou a receber a medalha de “Ordem de Mérito da Águia Alemã” das mãos do próprio Adolph. Tem aquele outro papo que diz que o chefão da IBM ganhou a mesma medalha pelos serviços prestados ao nazismo. E também vamos parar com essa conversinha mole de que os nazistas invadiram a URSS para destruir o comunismo.
Como vocês podem perceber, os barbudos professores de História vivem repetindo essas mentiras, usando uma conhecida estratégia de Goebbels. Percebem como tudo vai se encaixando?
Mas não acredite em mim. Vejamos as irrefutáveis evidências espalhadas pela internet:
O partido nazista chamava-se Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, logo ele é socialista.
Lógica irretocável. Sigamos nela portanto: a Alemanha Oriental, conhecida como República Democrática Alemã, era uma democracia republicana, e não uma ditadura comunista como sempre imaginamos. Continuando nessa linha de pensamento, o PPS (Partido Popular Socialista) também é socialista, apesar de estar aliado ao PSDB e ter um presidente que é um feliz proprietário de um cartão fidelidade nos cassinos de Punta.
A outra prova inconteste seria essa medalha fabricada pelo governo nazista:
Já tropecei nessa medalhinha assustadora por diversas vezes nas redes sociais. Ela geralmente está acompanhada de textos -sempre muito bem escritos! – comparando Lula a Hitler ou o lulodilmismo ao nazismo. Coincidentemente, ela foi fabricada um ano após o ditador alemão decretar a extinção do Partido Comunista e iniciar uma perseguição – de fachada, por óbvio – implacável aos seus adeptos. Ontem o assunto ressurgiu através de um amigo internauta bastante convicto:
Olha, Fitz, o rosto, com essas largas entradas na testa, me lembra o ex-presidente norte-americanoAbraham Lincoln, outro que sempre foi meio comunistão. Já a águia me lembra o símbolo da liberdade dos EUA. Agora, sobre a foice e o martelo nem preciso falar nada. Claro que trata-se de uma medalha 100% comunista! É a pá de cal que faltava para comprovar a ligação umbilical entre nazismo e comunismo/socialismo/petralhas.
E daí que a medalha era comemorativa do 1º de maio e que tais ferramentas representam o trabalho urbano e camponês? E daí que até a Áustria adotou um brasão com uma águia carregando essas malignas ferramentinhas?
Brasão oficial da Áustria criado em 1919. A foice e o martelo simbolizam a libertação dos trabalhadores urbanos …
Portanto, esqueça tudo o que você aprendeu nos livros e escolas intoxicados pelo marxismo. Com meia dúzia de tweets e compartilhamentos no Facebook, descobrimos o que os historiadores nos ocultaram durante todo esse tempo: o nazismo é essencialmente comunista, portanto de esquerda, portanto co-autor do aterrorizante projeto que vem sendo implantando no Brasil há mais de uma década.
É sempre bom atualizar a história para que nunca esqueçamos desse DNA nazi, dessa maldade intrínseca aos esquerdistas. #AcordaBrazil
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
A convocação para 2014: Eliooo, o Heitor!
Em coluna natalina, neste 25 de dezembro, o jornalista Elio Gaspari convoca protestos de rua para 2014. O panfleto está encartado na Folha e assemelhados.
por: Saul Leblon

por: Saul Leblon
Em sua coluna natalina, neste 25 de dezembro de 2013, na Folha, o jornalista Elio Gaspari convoca protestos de rua para 2014.
É a sua explícita contribuição à campanha conservadora no próximo ano.
‘Em 2014 vem prá rua voce também’, diz o título da coluna que arremata com a seguinte exortação: ‘Em 2014 a turma que paga as contas irá às urnas. Elas poderão ser um bom corretivo, mas a experiência deste ano que está acabando mostra que surgiu outra forma de expressão, mais direta: "Vem pra rua você também".
Gaspari engrossa o coro daqueles que – a exemplo dele , sabem que só o impulso de acontecimentos anormais pode devolver o poder ao conservadorismo ao qual se filiam, nas eleições do próximo ano.
Reconheça-se no panfleto encartado na Folha o predicado da coerência: Gaspari se mantém fiel à cepa na qual foi cevado e graças a qual deixou o batente das redações para viver das memórias da ditadura.
O artigo é uma extensão dessa trajetória.
É como se o autor psicografasse vozes e agendas às quais serviu como uma tubulação expressa quando a ditadura militar agônica buscava erguer a ponte dos anos 80, para trocar o uniforme pela gravata, sem macular a essência do poder.
Gaspari, sub-chefão de Veja, então, ao lado de Roberto Guzzo, aderiu ao esforço de erguer linhas de passagem sem rupturas de destino.
Secretárias pressurosas emitiam a convocação em sustenidos de urgência pelos corredores da revista nos anos 80: 'Eliiooooo, o Heitor, o Heitor!.
Era algo religioso.
O telefonema-chave chegava invariavelmente um ou dois dias antes do fechamento da edição semanal.
'Heitor', mais especificamente, o coronel Heitor Aquino Ferreira, acumulava credenciais do outro lado da linha .
Elas justificavam a ansiedade incontida no trinado das secretárias.
Sua ficha corrida incluía o engajamento, cadete ainda, na conspiração para derrubar Juscelino, em 1955; a ativa participação golpista para derrubar Jango, em 64; a prestação de serviços para injetar músculos no SNI; a ação lubrificante à passagem de Daniel Ludwig, o bilionário do projeto Jari, pelos corredores do poder militar. E assim por diante.
Com base nesse saldo foi nomeado secretário de dois ditadores: Geisel e Figueiredo.
Elio e Heitor tinham mais que a cumplicidade na missão específica da travessia do quartel para a urna.
Fluxo e vertedouro identificavam-se num traço de caráter, digamos, olfativo: ambos eram bons farejadores dos ventos da história.
Elio começou a carreira no jornal Novos Rumos, ligado ao partidão (PCB); rápido sentiu a friagem vinda do polo oposto e foi servir ao colunista social e reacionário de carteirinha, Ibrain Sued; pós golpe, ascendeu como turbojato na carreira.
A pretensiosidade é outro traço que dá liga à parceria.
Na conspiração golpista de 64, o capitão Aquino Ferreira usava um codinome afetado: 'Conde de Oeiras'.
Nos telefonemas ao jornalista Elio Gaspari --destinatário dos pressurosos arrulhos das secretárias de Veja nos anos 80, o já coronel Heitor considerava desnecessário o anonimato.
Tampouco Elio recomendava discrição às telefonistas.
Eram tempos em que pertencer a certos círculos fazia bem ao currículo e ao ego.
Ser o mensageiro, a tubulação dos bastidores da ditadura dava prestígio e holerite.
Ademais de alimentar uma sensação de impunidade quase cínica.
Quando os telefonemas de Brasília agitavam as pautas e o arremate dos fechamentos de Veja, Heitor servia como homem de confiançae porta-voz do general Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil do ditador Geisel.
Foi nessa condição de emissário e serviçal que ele reuniu as famosas 40 pastas de documentos da ditadura, entregues entre 1982 e 1987 ao jornalista amigo selando um troca-troca feito de empatia e propósitos comuns.
Os arquivos serviriam de lastro aos livros que Gaspari lançaria com a sua versão sobre o ciclo da ditadura.
Era essa a carga simbólica que os chamados de Heitor propagavam pelos corredores da Veja, um ou dois dias antes do fechamento. Às vezes no mesmo dia; não raro mais de uma vez ao dia.
O destinatário dos telefonemas das sombras, a exemplo de outros protagonistas de um enredo à espera de um filme, agora convoca as massas às ruas em 2014.
De certa maneira, presta-se ainda ao papel de duto de Heitor, já morto, psicografando lições, limites e agendas à democracia brasileira.
Teimosa, ela insiste em afrontar os perímetros sociais e econômicos delimitados nos anos 80, nos gloriosos dias da transição segura e gradual, abraçada pela dupla de democratas.
O artigo deste Natal carrega a petulância abusada de quem vê nas urnas de 2014 a última chance de evitar uma virada sem retorno aos bons tempos em que repressão e megalomaníacos determinavam o destino do país e a sorte de seu povo.
É a sua explícita contribuição à campanha conservadora no próximo ano.
‘Em 2014 vem prá rua voce também’, diz o título da coluna que arremata com a seguinte exortação: ‘Em 2014 a turma que paga as contas irá às urnas. Elas poderão ser um bom corretivo, mas a experiência deste ano que está acabando mostra que surgiu outra forma de expressão, mais direta: "Vem pra rua você também".
Gaspari engrossa o coro daqueles que – a exemplo dele , sabem que só o impulso de acontecimentos anormais pode devolver o poder ao conservadorismo ao qual se filiam, nas eleições do próximo ano.
Reconheça-se no panfleto encartado na Folha o predicado da coerência: Gaspari se mantém fiel à cepa na qual foi cevado e graças a qual deixou o batente das redações para viver das memórias da ditadura.
O artigo é uma extensão dessa trajetória.
É como se o autor psicografasse vozes e agendas às quais serviu como uma tubulação expressa quando a ditadura militar agônica buscava erguer a ponte dos anos 80, para trocar o uniforme pela gravata, sem macular a essência do poder.
Gaspari, sub-chefão de Veja, então, ao lado de Roberto Guzzo, aderiu ao esforço de erguer linhas de passagem sem rupturas de destino.
Secretárias pressurosas emitiam a convocação em sustenidos de urgência pelos corredores da revista nos anos 80: 'Eliiooooo, o Heitor, o Heitor!.
Era algo religioso.
O telefonema-chave chegava invariavelmente um ou dois dias antes do fechamento da edição semanal.
'Heitor', mais especificamente, o coronel Heitor Aquino Ferreira, acumulava credenciais do outro lado da linha .
Elas justificavam a ansiedade incontida no trinado das secretárias.
Sua ficha corrida incluía o engajamento, cadete ainda, na conspiração para derrubar Juscelino, em 1955; a ativa participação golpista para derrubar Jango, em 64; a prestação de serviços para injetar músculos no SNI; a ação lubrificante à passagem de Daniel Ludwig, o bilionário do projeto Jari, pelos corredores do poder militar. E assim por diante.
Com base nesse saldo foi nomeado secretário de dois ditadores: Geisel e Figueiredo.
Elio e Heitor tinham mais que a cumplicidade na missão específica da travessia do quartel para a urna.
Fluxo e vertedouro identificavam-se num traço de caráter, digamos, olfativo: ambos eram bons farejadores dos ventos da história.
Elio começou a carreira no jornal Novos Rumos, ligado ao partidão (PCB); rápido sentiu a friagem vinda do polo oposto e foi servir ao colunista social e reacionário de carteirinha, Ibrain Sued; pós golpe, ascendeu como turbojato na carreira.
A pretensiosidade é outro traço que dá liga à parceria.
Na conspiração golpista de 64, o capitão Aquino Ferreira usava um codinome afetado: 'Conde de Oeiras'.
Nos telefonemas ao jornalista Elio Gaspari --destinatário dos pressurosos arrulhos das secretárias de Veja nos anos 80, o já coronel Heitor considerava desnecessário o anonimato.
Tampouco Elio recomendava discrição às telefonistas.
Eram tempos em que pertencer a certos círculos fazia bem ao currículo e ao ego.
Ser o mensageiro, a tubulação dos bastidores da ditadura dava prestígio e holerite.
Ademais de alimentar uma sensação de impunidade quase cínica.
Quando os telefonemas de Brasília agitavam as pautas e o arremate dos fechamentos de Veja, Heitor servia como homem de confiançae porta-voz do general Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil do ditador Geisel.
Foi nessa condição de emissário e serviçal que ele reuniu as famosas 40 pastas de documentos da ditadura, entregues entre 1982 e 1987 ao jornalista amigo selando um troca-troca feito de empatia e propósitos comuns.
Os arquivos serviriam de lastro aos livros que Gaspari lançaria com a sua versão sobre o ciclo da ditadura.
Era essa a carga simbólica que os chamados de Heitor propagavam pelos corredores da Veja, um ou dois dias antes do fechamento. Às vezes no mesmo dia; não raro mais de uma vez ao dia.
O destinatário dos telefonemas das sombras, a exemplo de outros protagonistas de um enredo à espera de um filme, agora convoca as massas às ruas em 2014.
De certa maneira, presta-se ainda ao papel de duto de Heitor, já morto, psicografando lições, limites e agendas à democracia brasileira.
Teimosa, ela insiste em afrontar os perímetros sociais e econômicos delimitados nos anos 80, nos gloriosos dias da transição segura e gradual, abraçada pela dupla de democratas.
O artigo deste Natal carrega a petulância abusada de quem vê nas urnas de 2014 a última chance de evitar uma virada sem retorno aos bons tempos em que repressão e megalomaníacos determinavam o destino do país e a sorte de seu povo.
NOGUEIRA MONTA SELEÇÃO DE REACIONÁRIOS DE 2013 Diário do Centro do Mundo escala o “time dos sonhos” entre os jornalistas reacionários.
O Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:
OS JORNALISTAS MAIS REACIONÁRIOS DE 2013: MINHA SELEÇÃO
Bem, final de ano é tempo de retrospectiva.
O DCM acompanhou a mídia com atenção, e então vai montar sua seleção de jornalistas do ano, o Time dos Sonhos do atraso e do reacionarismo, o TS, o melhor do pior que existiu na manipulação das notícias.
A cartolagem é parte integrante e essencial do TS: Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas etc.
À escalação:
No gol, Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo. Devemos a ele coisas como a magnífica cobertura da meia tonelada de cocaína encontrada no famoso Helicóptero do Pó, pertencente à família Perrella.
Kamel é também notável pela sagaz tese de que não existe racismo no Brasil.
Na ala direita, dois jogadores, porque pela esquerda ninguém atua. Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes são os selecionados. Os blogueiros da Veja são entrosados, e pô-los juntos facilita o trabalho de treinamento do TS.
Azevedo se notabilizou, em 2013, por ser comparado por diferentes mulheres a diferentes animais, de pato a rottweiler.
Nunes brilhou por lances de genialidade e inteligência – e total ausência de preconceito — como chamar Evo Morales de “índio de franja” e classificar Lula de “presidente retirante”.
Uma disputa interessante entre Nunes e Azevedo é ver quem utilizou mais a palavra “mensaleiros”. Gênios.
Na zaga, uma inovação: duas mulheres. Temos a cota feminina no TS do DCM. Eliane Cantanhede, colunista da Folha, e Raquel Scherazade, a versão feminina de Jabor.
Ambas defenderam valentemente o país dos males do lulopetismo, e fizeram a merecida apologia de varões de Plutarco da estatura de Joaquim Barbosa, o magistrado do apartamento de Miami.
No meio de campo, três jogadores de visão: Jabor, Merval e Míriam Leitão. Sim, a cota feminina subiu durante a montagem do TS.
Jabor se celebrizou em 2013 pela rapidez com que passou da condenação absoluta à louvação incondicional das jornadas de junho quando seus superiores na Globo lhe deram ordem para mudar o tom.
Merval entrará para a história pelo abraço fraternal em Ayres de Britto, registrado pelas câmaras. Merval conseguiu desmontar a tese centenária e mundialmente reverenciada de Pulitzer de que jornalista não tem amigo.
E Míriam Leitão antecipou todas as calamidades econômicas que têm assaltado o país, a começar pela redução da desigualdade e pelo nível de emprego recorde.
Numa frase espetacular em 2013, Míriam disse que só escreve o que pensa. Aprendemos então que ela é tão igual aos patrões que poderia ser o quarto Marinho, a irmãzinha de Roberto Irineu, João Roberto e Zé Roberto.
No ataque, dois Ricardos, também para facilitar o entrosamento. Ricardo Setti e Ricardo Noblat. Setti foi uma revelação, em 2013, no combate ao dilmismo, ao lulismo, ao bolivarianismo, ao comunismo ateu e à varíola. Noblat já é um jogador provado, e dispensa apresentações. Foi o primeiro blogueiro a abraçar a honrosa causa do 1% no Brasil.
Para completar o trio ofensivo, Eurípides Alcântara, diretor da Veja. Aos que temiam que a Veja pudesse se modernizar mentalmente depois da morte de Roberto Civita, Eurípides provou que sempre se pode ir mais adiante.
Suas últimas contratações são discípulos de Olavo de Carvalho, o astrólogo que enxerga em Obama um perigoso socialista. Graças a Eurípides, em todas as plataformas da Veja, o leitor está lendo na verdade a cabeça privilegiada de Olavo.
Na reserva do TS, e abrindo espaço para colunistas que não sejam necessariamente jornalistas, dois selecionados.
O primeiro é Lobão, novo colunista da Veja e novo olavete também. No Roda Viva, Lobão defendeu sua reputação de rebelde ao fugir magistralmente de uma pergunta sobre o aborto.
O outro é o professor Marco Antônio Villa, que conseguiu passar o ano sem acertar nenhuma previsão e mesmo assim tem cadeira cativa em todas as mídias nacionais.
O patrono do TS é ele, e só poderia ser ele: José Serra.
Mas Joaquim Barbosa pode obrigar Serra a cedê-la a ele, JB, nosso Batman, nosso menino pobre que mudou o Brasil e, nas horas vagas, arrumou um emprego para o júnior na Globo.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
SALMÃO PODE GARANTIR A LIBERDADE A JEFFERSON
Assistente de Joaquim Barbosa, a a juíza auxiliar da presidência do Supremo Tribunal Federal, Rosimayre Gonçalves de Carvalho Fonseca, telefonou para as autoridades penitenciárias do Rio de Janeiro, perguntando se havia condições de dar ao ex-deputado Roberto Jefferson a dieta prescrita por nutricionistas, que envolve até salmão defumado; como a resposta foi negativa, Barbosa, que nunca quis prender o delator do chamado mensalão, já tem um argumento na manga para mantê-lo solto
24 DE DEZEMBRO DE 2013 ÀS 10:05
247 - O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que nunca quis prender Roberto Jefferson, delator do chamado mensalão, já tem um motivo para mantê-lo solto, muito embora ele tenha sido condenado em regime fechado e tenha confessado ter recebido R$ 4 milhões usados pelo caixa dois do PTB.
Na sexta-feira, uma juíza auxiliar a presidência do Supremo Tribunal Federal indagou às autoridades penitenciárias do Rio de Janeiro se haveria condições de prescrever a Jefferson a dieta recomendada por seus médicos, que inclui até salmão defumado. Como a resposta foi negativa, Barbosa já tem um argumento formal para mantê-lo livre, leve e solto.
A decisão, no entanto, contrariaria recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que sugeriu a prisão de Jefferson.
Abaixo, a nota publicada na coluna de Ancelmo Gois, do Globo, sobre o zelo dedicado pelo STF a Roberto Jefferson:
Se depender das autoridades penitenciárias do Rio, Roberto Jefferson vai cumprir pena em prisão domiciliar.
Sexta passada, a juíza auxiliar da presidência do STF, Rosimayre Gonçalves de Carvalho Fonseca, telefonou para o secretário da Seap, Cesar Rubens, perguntando se havia condições de dar ao ex-deputado a dieta prescrita por nutricionistas.
Segue...
Cesar Rubens respondeu que não. É que a dieta de Jefferson, que se recupera de um câncer, inclui salmão e outros produtos que não constam do cardápio da prisão.
A decisão será do STF.
Segue...
Cesar Rubens respondeu que não. É que a dieta de Jefferson, que se recupera de um câncer, inclui salmão e outros produtos que não constam do cardápio da prisão.
A decisão será do STF.
O QUE O PIG (*) NÃO DIZ SOBRE O MENSALÃO Novo site mostra fatos ignorados pela grande imprensa sobre a AP 470.
O Conversa Afiada reproduz post do Blog do Zé Dirceu, com a indicação de um novo site lançado para acabar com a farsa do mensalão:
O QUE SETORES DA MÍDIA NÃO DIZEM SOBRE A AP 470
Queremos compartilhar com vocês a informação sobre a criação de um novo site mostrando fatos ignorados pela grande imprensa sobre a AP 470. É o “Ação 470 – O que setores da mídia não dizem sobre o suposto mensalão”.
“Esse blog nasceu para ser um contraponto ao discurso hegemônico de parte da mídia sobre o caso da Ação Penal 470, popularmente conhecida como ‘mensalão’. Reunimos publicações, reportagens especiais e artigos que expõem o outro lado da história, sem o viés político que marcou a cobertura dos veículos tradicionais de comunicação”, afirma o deputado estadual Fernando Mineiro (PT-RN) na apresentação do site.
“O objetivo é reunir, num mesmo espaço virtual, uma coletânea de textos que ofereçam uma visão mais plural, permitindo assim que as pessoas possam comparar fatos, argumentos e versões, para que tirem suas próprias conclusões”, acrescenta.
CLIQUE AQUI PARA CONHECER E VISITAR O SITE !
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
“CAPITALISMO COM CARACTERÍSTICAS BRASILEIRAS” As mudanças físicas, na Geografia, tem o efeito de um choque de átomos.
“Socialismo com características chinesas” é uma das frases que definem Deng Xiaoping – e a China.
Assim como Mandela não virou tucano – só faltou fazerem-lhe branco de olhos azuis –, a China e Deng não se tornaram capitalistas.
São comunistas.
Como foi Mandela.
Aqui, há uma certa dificuldade de entender que o Brasil não é mais tamanho “P”, como no Governo do Príncipe da Privataria.
O tamanho “P”, “P” de “tirar o sapato, serve à ideologia colonizada, que pretendia eternizar a subalternidade do Brasil – com as mesmas peripécias ideológicas com que tentaram embranquecer o militante da luta da armada conhecido como Mandiba e retirar a “característica” comunista do regime chinês.
O Brasil agora é do tamanho “G”.
Na Big House é difícil entender isso, porque, também, há duas pragas que assolam o país.
Primeiro, é o “são-paulo-centrismo”, em vias de extinção.
São Paulo não pensa o Brasil, dizia o mestre Fernando Lyra – clique aqui para ler “o importante é o rumo”.
A outra praga é a hegemonia dos “economistas” sobre nas reflexões sobre o Brasil.
Não se estuda mais de Política – não essa politiquinha congressual, de Brasília (outra praga !) – , História, Geografia, Demografia, Filologia, como recomendava Giambattista Vico, que, por acaso estudou em Nápoles e, não, em Chicago.
Como dizia o Lord Keynes, não há Economia sem História.
Mas, aqui, como se sabe, Keynes não chega nem perto da Urubóloga.
Diante dessas deficiências estruturais, o Brasil tem uma certa dificuldade de entender o que se passa à sua volta, muito além do superávit fiscal do Delfim e da calvície do Renan.
O ansioso blogueiro recorre em sua ajuda ao Saul Leblon, que acaba de escrever breve – como recomenda a linguagem da blogosfera – obra-prima, ao explicar por que o minúsculo Aécio Never não tratou do pré-sal quando lançou seu “programa”.
Não tratou, porque o pré-sal e a nova base de produção de energia do Brasil criaram um país do tamanho “G”, que os neolibelês (*) não conseguem captar.
Ou, deliberadamente, tentam ocultar.
Disse Leblon:
“… a omissão fala mais do que consegue esconder.
O pré-sal, sobretudo, avulta como o fiador das linhas de resistência do governo em trazer a crise global para dentro do Brasil, como anseia o conservadorismo.
Um dado resume todos os demais: estima-se em algo como 60 bilhões de barris os depósitos acumulados na plataforma oceânica. A US$ 100 o barril, basta fazer as contas para concluir: o Brasil não quebra porque passou a dispor de um cinturão financeiro altamente líquido expresso em uma fonte de riqueza sobre a qual o Estado detém controle soberano.
A agenda mercadista não disfarça o mal estar diante dessa blindagem, que esfarela a credibilidade do seu diagnóstico de um Brasil aos cacos.”
Nessa mesma linha – quais medidas definem um tamanho “G” – o ansioso blogueiro vai buscar o discurso que a Presidenta Dilma fez em Ipojuca, no lançamento da plataforma P-36:
“Como este (Atlântico Sul) tem muitos outros estaleiros pelo Brasil afora. Nos vamos ter muita contratação daqui pra frente. Só este ultimo campo de Libra precisa de 12 a 18 plataformas, mais para 18 do que para 12 … O Brasil vai se transformar, necessariamente, no maior produtor de plataformas de petróleo do século XXI. A gente tem de pensar grande, do tamanho do Brasil”.
Para se deter em algumas noticias recentes.
A compra dos Gripen e seu impacto no conjunto de uma indústria de Defesa para proteger o pré-sal.
As duas concessões da BR-163, que vai de São Paulo a Vilhena em Rondônia e a Santarém no Pará.
O terminal de carga de Rondonópolis.
A concessão de Ferrovia FICO, que sairá de Campinorte, em Goiás, atravessa Lucas do Rio Verde e segue até Rondônia.
Para falar um pouco de Lucas do Rio Verde, que o ansioso blogueiro visitou recentemente – como visitou Sinop e Rondonopolis.
Lucas produz 800 mil tonelada de soja por ano, 1 milhão e 500 mil de milho (vai produzir etanol de milho, já, já) e abate, na BRF, 300 mil aves por dia, e 4.750 suínos.
Ali também se criará um terminal de carga em torno da ferrovia FICO e da expansão da 163.
Outras ferrovias virão, assim como eclusas e os portos serão abertos, vencidas as resistências criadas em torno do que Garotinho, da tribuna da Câmara, chamou de Emenda Tio Patinhas.
As mudanças físicas, de cimento, tijolo, asfalto e trilho – isso tem um efeito de fissão nuclear, muito mais poderoso do que o “aumento da produtividade”, ou do “destravamento do gargalo”.
A reorganização do espaço físico impulsiona um átomo contra o outro, que gera um novo e mais amplo choque de átomos que, em cadeia, e em velocidade maior, produz energia, luz !
(Quem manda os economistas de São Paulo não estudarem Física !)
A revolução da Geografia faz milagres.
Perguntem ao Abraham Lincoln por que ele preferiu fazer a ferrovia que liga Chicago a Sacramento na Califórnia, e, não, em direção ao Sul …
Não foi para acabar com um gargalo, porque nações não são garrafas.
A incorporação irreversível de pobres ao mercado de consumo, à carteira assinada e à universidade.
A redução da taxa de natalidade da mulher brasileira, que foi estudar e trabalhar.
A mulher brasileira hoje tem 1,9 filhos.
Tinha, 50 anos atrás, 6 !
O deslocamento da geo-economia do são-paulo-centrismo para o resto país – a renda do Rio passa a de São Paulo e a cidade de São Paulo investe a metade, per capita, do que investem Vitoria, Belo Horizonte e Rio.
São Paulo é o único lugar do Brasil onde não se vê guindaste.
(Boa parte da “crise” disseminada pelo PiG (**) advém dessa perda de substância do poder político de São Paulo: se Cerra, definitivamente – o ansioso blogueiro tem muitas dúvidas … – não for candidato, será a primeira vez, desde Dutra, que não haverá um paulista candidato a Presidente.)
O deslocamento do alinhamento estratégico do eixo Sul-Norte para o eixo Sul-Sul.
O Brasil já chega ao Pacífico por terra e será economicamente e politicamente um país bi-oceânico.
Essa misturança ideológica que os paulistas e os economistas impuseram ao Brasil resultou no esvaziamento dos princípios do Nacionalismo.
Os colonizados da rua Oscar Freire, que sonham com Miami e acordam com o fedor do rio Tietê, não podem nem ouvir falar em Nacionalismo !
Isso é coisa de pobre !
De comunista !
É por isso que o ansioso blogueiro lamenta que o Brasil não tenha um Celso Furtado.
Como se sabe, Celso é o único economista brasileiro de curso internacional.
O pensamento neolibelês brasileiro, de Visconde de Cayru, Ruy Barbosa, Eugenio Gudin, Roberto Campos, Fernando Henrique Cardoso, Gustavo Franco, André Lara Resende e sua mais insigne representante, a Urubóloga, não passou da rua Dona Veridiana, em Higienópolis.
Falta um Celso para desenhar esse Brasil de tamanho “G”.
Celso explicou ao Brasil e ao mundo o que significava o “sub-desenvolvimento”.
E como derrotá-lo.
Celso teria plenas condições para entender o Brasil “G”.
Como observou o historiador Luiz Felipe de Alencastro, no prefácio da edição comemorativa dos 50 anos de “Formação Econômica do Brasil”, Celso seguia pela esquerda do keynesianismo – o investimento estatal como gerador de demanda – emprego !
Além disso, como nacionalista até dormindo!, Celso sonhava com a Integração, com um Brasil só, inteiro e soberano.
Com esses instrumentos teóricos de historiador, político, Ministro da Cultura – e economista, ao lado de Kaldor, Sraffa, Joan Robinson, Dobb e seu colega de sala em Cambridge, Amartya Sen – Celso teria condições de desenhar esse novo Brasil.
Irreversível.
Vencedor.
Que não cabe nos medíocres programas neolibelês.
Que jamais vão entender o que significa “capitalismo com características brasileiras”.
Porque não leram a “Formação Econômica” do Celso – na hora certa.
Celso daria ossos e músculos a um novo nacionalismo – rejuvenescido pela soberania popular.
Paulo Henrique Amorim
(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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