Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vergonha!


Soldados americanos exibem como troféus civis que mataram no Afeganistão



A revista alemã Der Spiegel publicou ontem reportagem com fotos como essa: "As imagens são repulsivas. Soldados sórdidos do Exército americano mataram civis inocentes no Afeganistão e posaram ao lado de seus corpos. O exército dos EUA pediu desculpas. Ainda assim, a OTAN teme reações violentas". São os mesmos que querem "salvar" a Líbia?

Onde foi parar o infame Francisco Daudt?


gmail.com.br?
Para quem não lembra, o referido elemento era um dos muitos especialistas em porra nenhuma que escreviam na Folha de S. Paulo. O que tornou esse nada em alguém foi a canalhice ímpar de publicar na primeira página do jornal um texto criminoso em que afirmava que o avião da TAM foi derrubado pelo presidente Lula e seus passageiros assassinados por ele.

O mais extraordinário dessa infâmia é que o texto foi escrito enquanto as chamas ainda ardiam em Congonhas e ninguém, NINGUÉM, tinha informação alguma sobre as causas da tragédia.

Esse canalha usou a dor dos parentes e o choque do público para fazer política no sentido mais podre do termo. Agora o merda escreve sobre brócolis e Homer Simpson num canto escondido do jornal e divulga e-mail falso. 

Ainda é mais do que merece, devia estar na cadeia


Leia mais em: E̶s̶q̶u̶e̶r̶d̶o̶p̶a̶t̶a̶ 
Under Creative Commons License: Attribution

Charge Online do Bessinha

O que Obama devia ter feito no Chile


Em 1965, durante uma viagem notável ao Chile, Bobby Kennedy quebrou seu rígido protocolo e se encontrou com mineiros explorados e estudantes universitários hostis. Ele mergulhou nos problemas do país para conhecê-los, para perguntar como chegar a uma solução. E se Obama decidisse seguir o exemplo de Kennedy – seu ídolo, Bobby Kennedy – e mudasse o roteiro para fazer algo sem precedentes como uma visita ao túmulo de Allende? Não seria preciso pedir perdão ou expressar remorso pela intervenção dos EUA nos assuntos internos do Chile, nem por ter sustentado Pinochet durante tanto tempo. Bastaria esse gesto singelo. O artigo é de Ariel Dorfman.

Quando Barack Obama desembarcar no Chile para uma visita de 24 horas, algo crucial faltará em sua agenda. Haverá mariscos suculentos, discursos elogiosos à prosperidade do Chile, acordos bilaterais e encontros com poderosos e celebridades, mas não há planos, sem dúvida, de que o presidente dos Estados Unidos tome contato com o que foi a experiência fundamental da recente história chilena, o trauma que o povo de meu país sofreu durante os quase dezessete anos do regime do general Augusto Pinochet.

E, no entanto, não seria impossível para Obama ter conhecimento de uma pequena amostra do que foi a aflição do Chile. A poucas quadras do Palácio Presidencial de La Moneda, onde será recebido por Sebastian Piñera, 120 pesquisadores se dedicam assiduamente a construir uma lista definitiva das vítimas de Pinochet para que possa ser feita alguma forma de reparação. Esta é a terceira tentativa desde que terminou a ditadura, em 1990, para enfrentar as perdas massivas que ocasionou. Duas comissões estabelecidas oficialmente investigaram uma imensa quantidade de casos de tortura, execuções e prisão política, mas foi ficando claro, na medida em que passavam os anos, que inumeráveis abusos de direitos humanos seguiam sem identificação. E, de fato, a pesquisa recente recebeu 33 mil solicitações adicionais, horrores que ainda não tinham sido registrados.

Ainda que Obama não tenha direito a ler nenhum dos informes confidenciais acerca daqueles casos, alguns minutos roubados de seu estrito calendário para falar com alguns dos homens e mulheres que realizam essas pesquisas, o informariam mais sobre a escondida agonia do Chile do que mil livros e reportagens.

Poderia, por exemplo, conversar com a pesquisadora chamada Tamara. No dia 11 de setembro de 1973, dia em que Salvador Allende foi derrubado, o pai de Tamara, um dos guarda-costas de Allende, foi detido, sem que jamais se soubesse seu paradeiro posterior. Eu trabalhava em La Moneda na época do golpe militar e salvei minha vida em função de uma cadeia de coincidências milagrosas, mas o pai de Tamara não teve tanta sorte, assim como não tiveram vários bons amigos meus, cujos corpos ainda estão sem sepultura.

Ou Obama poderia auscultar os olhos de um advogado que conheço, que foi sequestrado uma tarde e torturado durante semanas antes de ser deixado uma noite em uma rua desconhecida, tão longe de seu lar que imediatamente preso de novo por romper o toque de recolher. Ou Obama poderia conversar com uma antropóloga que teve que ir para o exílio por 14 anos, perdendo seu país, sua profissão, seu idioma, e cujo retorno ao Chile foi tão angustiante como seu desterro original, posto que seus filhos, em virtude da prolongada ausência do país onde nasceram, decidiram permanecer no estrangeiro, o que significa que essa família estará separada para sempre.

Caso o presidente Obama sinta-se mais cômodo conhecendo lugares em vez de seres humanos de carne e osso, poderia familiarizar-se com Villa Grimaldo, uma casa de tormentos onde agora se ergue um centro para a paz, ou reservar dez minutos para visitar o Museu da Memória, onde há exibições que denunciam o terrível passado do Chile.

Uma razão pela qual faz sentido que Obama vislumbre, ainda que através de um vidro obscuro, nossa vasta e devastadora dor, é que os norteamericanos foram, em grande parte, responsáveis por aquela tragédia. Washington ajudou, estimulou e financiou a queda do governo democraticamente eleito de Allende e a trajetória ditatorial de Pinochet. No momento em que a revolta no Egito, como em tantos outros países que se levantam contra o autoritarismo, lembra ao mundo as consequências de sustentar regimes brutais, seria instrutivo para um presidente tão inteligente e humanitário como Obama ver, de perto e pessoalmente, alguns dos homens e mulheres que foram destruídos por essa política.

O Chile também oferece um exemplo do quão difícil é confrontar os crimes contra a humanidade, difícil e necessário. Em meu país aprendemos que se nossa comunidade, nosso povo inteiro, não olha de frente para o passado aterrador e arrasta seu pesar para a luz, se os responsáveis não recebem castigo, corremos o risco de que nossa própria alma se corrompa.

É uma lição que Obama e seus compatriotas deveriam impor a si mesmos. Dois anos depois de sua posse, Guantánamo segue aberta e não há sinal de que vá ocorrer um julgamento das violações dos direitos humanos sob a administração Bush nem tampouco uma insinuação de que será pedido perdão às vítimas. Uma comissão norteamericana que tome como modelo esta que foi criada em Santiago poderia dar um primeiro passo na direção de um ajuste de contas que, como bem sabemos nós os chilenos, não deveria ser adiada de forma indefinida.

Por mais importante que essa experiência fosse para Obama, há outra que seria ainda mais significativa. À noite, ele vai jantar no mesmo Palácio Presidencial onde Salvador Allende morreu muitos anos atrás, em defesa do direito de seu povo escolher seu próprio destino. Allende está enterrado em um cemitério não muito longe de onde a elite do país estará brindando pela amizade eterna entre Chile e os Estados Unidos. Em 1965, durante uma viagem notável ao Chile, Bobby Kennedy quebrou seu escrupuloso protocolo e se encontrou com mineiros explorados e estudantes universitários hostis. Ele mergulhou nos problemas do país para conhecê-los, para perguntar como chegar a uma solução. E se Obama decidisse seguir o exemplo de Kennedy – seu ídolo, Bobby Kennedy – e mudasse o roteiro para fazer algo sem precedentes como uma visita ao túmulo de Allende? Se ele simplesmente parasse neste lugar, ficasse de pé diante dos restos de quem foi, como ele, um presidente eleito por seu povo, e dedicasse um par de minutos solitários?

Não seria imprescindível que pedisse perdão ou expressasse remorso pela intervenção dos Estados Unidos nos assuntos internos do Chile, nem por ter sustentado Pinochet durante tanto tempo. Bastaria esse gesto singelo. Essa homenagem a um presidente que entregou sua vida lutando pela democracia e a justiça social mandaria uma mensagem a América Latina e a todo o planeta que seria mais eloquente que cinquenta discursos retóricos. Seria um sinal de que talvez seja mesmo possível uma nova era das relações entre os Estados Unidos e seus vizinhos, ao sul do rio Bravo, que o passado tão amargo e injusto nunca mais há de voltar, nunca, nunca mais.

(*) Ariel Dorfman é escritor. Seu último livro é “Americanos: Los passos de Murieta”.

Tradução: Katarina Peixoto

Globo “entrega” estratégia de intrigar Lula e Dilma


Não se pode deixar de reconhecer que a estratégia foi esperta. Atenta ao efeito que produziria a saída de Lula do poder, um sentimento de vazio que poderia produzir sentimentos confusos, a mídia apostou nesses sentimentos, talvez exageradamente fortes em alguns, para promover cizânia entre os que apoiaram a eleição de Dilma Rousseff pintando como “traidora” aquela a quem o ex-presidente confiaria a missão de continuar a própria obra.
A forma mais fácil de explorar aquele sentimento de vazio foi contrapor os que a grande imprensa optou por chamar de “criador” e “criatura”, atribuindo um caráter bizarro ao lançamento político por Lula daquela que outrora era chamada de “poste”, mas que, agora, passou a ser chamada de “sensata”, “madura”, “discreta” e “firme”, mas sempre tendo o cuidado de atribuir ao seu “criador” a pecha de “espalhafatoso”, “inculto”, “irresponsável” etc.
Não se pode negar que a estratégia contou com a ajuda, possivelmente involuntária, da própria Dilma. Ao comparecer à cerimônia comemorativa dos 90 anos da Folha de São Paulo e fazer discurso cortês ao anfitrião, Dilma tentou uma paz que lhe foi concedida.  Muito provavelmente, a presidenta teve a intenção de distender o virulento quadro político que se formou ao longo dos oito anos anteriores.  E foi atendida pelos beligerantes, mas só parcialmente.
A estratégia, que beira o diabólico, contou com sentimentos decentes e humanos daqueles que se entregaram demais à afeição por um homem bom e corajoso que, contra tudo e contra todos, chegou ao poder para mudar a face do Brasil, mas que, por outro lado, sabiam que não haveria como confiar em impérios empresariais de comunicação impiedosos que não hesitaram em jogar o Brasil em uma ditadura insana para verem materializados seus desígnios imorais.
Durante a terça-feira, porém, uma notícia contribuiria para começar a abrir os olhos daqueles que se dispuseram a impedir que este país se desvie da rota pela qual enveredou no início da década passada ao apoiar a continuidade que Lula propôs. Durante jantar com a comunidade árabe no clube Monte Líbano, em São Paulo, o ex-presidente deu declarações reproduzidas pelo portal Vermelho, do PC do B, que já alertavam para incongruência na teoria da “traição” de Dilma.
Dizia a nota do Vermelho:
Segundo Lula, foi “hilariante” saber que os opositores dizem agora que sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, é diferente dele — e que os que passaram oito anos criticando seu governo agora passem a falar bem”.
Lula repetiu declaração que dera no mês passado. Com sua inteligência política, captou os reclamos por uma palavra sua sobre as intrigas. E deu. No evento coordenado pela Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, que deu ao ex-presidente uma placa de agradecimento da comunidade, o ilustre convidado mandou mais recados:
Alguns adversários sabem como pegamos e como deixamos o país, mas tentaram vender que nós éramos a continuidade. Agora que elegemos alguém para fazer a continuidade, dizem que agora ela é diferente. É no mínimo hilariante”.
A matéria do Vermelho prossegue informando que “Ao responder ao discurso do professor Mohamed Abdib, do Insituto Cultural Árabe, da Unicamp, que disse que Lula deixava saudades, o ex-presidente pregou a alternância no poder”.  Uma pregação edificante porque mostra desprendimento do poder que a imprensa vive dizendo ser o contrário, um apego exacerbado, inexplicável quando se lembra que Lula abriu mão de terceiro mandato que poderia ter conseguido facilmente do alto de sua popularidade estratosférica, assim como fizeram vários de seus colegas latino-americanos.
Lula declara:
A rotatividade e alternância do poder é uma coisa sagrada e vocês não sabem o orgulho que tenho por ter entregue a presidência da República a uma mulher que foi perseguida e torturada.Conheço bem a presidente Dilma. Tenho certeza de que ela vai continuar e fazer mais coisas.
Essa declaração muda tudo. Nos últimos dias, foi dito, aqui, que se fazia necessária.
Todavia, apesar de Lula ter demonstrado que não há, de sua parte, desaprovação ao curso do governo Dilma que se temia, nada garantia que não estivesse sendo apenas generoso. Mas o exagero no uso do “remédio” manipulador pela mídia terminou por entregar o seu joguinho sujo.
Durante a terça-feira, o site de O Globo e um de seus blogueiros publicaram uma saraivada de matérias tentando pôr mais lenha na fogueira.


São matérias para lá de inverossímeis. Então Dilma critica Lula por constatar carências que persistem no sistema de saúde brasileiro? Então ferrou. Não vai parar de criticar Lula nunca. E FHC, Itamar, Collor, Sarney, Figueiredo, Geisel… E por aí vai. Todos os que não resolveram, ao longo de seus mandatos, a miríade de problemas do país na Saúde, na Educação, na Segurança etc.
E Dilma não gostou da ausência de Lula e, como diz o blogueiro da Globo, agora vai passar a criticá-lo “indiretamente” e “marcar diferença” dele? Teria Dilma enlouquecido? Quem aceitaria tal coisa? Haveria traição mais hedionda? Quem passa a acusar e a desfazer daquele que lhe conferiu a própria existência política? Existe ataque mais ferino que se poderia fazer a Dilma que o de acusá-la de ser tão ingrata e tão traiçoeira?
Dilma quereria ser vista assim? Só se tivesse perdido o juízo.
Apesar de que aqueles que caíram na conversa mole do PIG, como eu mesmo, precisam ficar mais espertos, a própria presidenta precisa prestar atenção no Beijo da Morte do PIG, estratégia diabólica que até poderia ter funcionado se O Globo não tivesse ido com tanta sede ao pote de cizânia que estava derramando na militância e que, a partir de agora, tratarei de combater de todas as formas, custe o que custar.

terça-feira, 22 de março de 2011

FILME AMERICANO


Clique aqui para ver a especial Fome e Desordem Financeira Mundial
Seis civis líbios são metralhados por um helicóptero dos EUA nas proximidades de Benghazi; uma das vítimas corre o risco de ter a perna amputada. O helicóptero em voos rasantes estava em missão de resgate de dois tripulantes do caça F-15 Strike Eagle que caiu em circunstancias não esclarecidas  na noite da segunda-feira. O F-15E realizava bombardeios na cidade de Benghazi, supostamente um reduto de opositores de Kadafi. Um dos feridos, ouvido no hospital, afirma que os civis estavam comemorando a ação internacional quando os americanos abriram fogo... (Carta Maior, com informações Al-Jazira/ Channel 4 News). Fundo sonoro da cena: o discurso de Obama no Chile, nesta 3º feira, quando afirmou: 'Nossa ação militar ...tem como foco a ameaça humana que Khadafi está impondo a seu povo. Ele não apenas está assassinando os civis, mas também ameaçando fazer muito mais". Corta e volta para a cena do helicóptero, agora sem som. Closes alternados nos rostos dos americanos acionando as metralhadoras e nos dos líbios, que festejavam chegada das forças estrangeiras.
(Carta Maior; 4º feira, 23/03/2011)

A verdade sobre a Líbia hoje na TVT


blog cidadania- Eduardo Guimarães
Ao fim da tarde de hoje (terça-feira, 22 de março de 2011), serei entrevistado pelo telejornal “Seu Jornal”, da TV dos Trabalhadores – acesso pelo site www.tvt.org.br ou pelo canal UHF 48, acessível no Estado de São Paulo.
Fui convidado a opinar sobre a questão líbia, sobretudo devido ao contraste de visões que se estabeleceu sobre o que se passa naquele país – o Ocidente deve atacar as forças de Kadafi, tomando partido no conflito com movimentos insurgentes oriundos das revoluções que se espalham pelo Oriente Médio desde o início do ano, ou proteger civis do ditador não passa de pretexto das potências militares, lideradas pelos Estados Unidos , para garantirem a normalidade do fluxo de petróleo líbio para o Ocidente?
Essa é a grande questão hoje em todas as cabeças em um momento em que o Brasil se posiciona claramente contra a zona de exclusão determinada pela ONU em território líbio sob o pretexto de defender a população civil.
Na última terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em compromisso com a comunidade árabe de São Paulo, resumiu a discordância brasileira afirmando que deveriam ter mandado alguém conversar com Kadafi em vez de jogar bombas sobre seu país, até porque os bombardeios possibilitados pela resolução da ONU estão atingindo a população civil assim como os ataques do ditador.
O argumento de proteção da população civil pelas forças reunidas sob os auspícios da resolução da ONU, portanto, constituem-se em uma falácia. Se a ação do Ocidente expõe a vida de homens, mulheres, crianças e velhos, não se pode aceitar que pretenda defendê-los, o que deixa ver que o objetivo de tal ação é outro, é o petróleo, pois é o que de fato está sendo protegido no ataque à Líbia.
A explicação que será dada na TV dos Trabalhadores constitui um esforço de contra-propaganda, para que as pessoas, postas em confusão sobre o assunto, possam entender que o uso da força militar não é solução para conflito algum.
O mais espantoso em tudo isso, aliás, é o fato de que Barack Obama caminha celeremente para se tornar patrono de uma guerra análoga à que promoveu George Bush filho contra o Iraque, convocada sob pretextos falsos e visando, mais uma vez, meramente o petróleo, cobrando dos povos desafortunados desses países ricos em “ouro negro” um preço por viverem em terras que deveriam ser abençoadas pela riqueza petrolífera, mas que, por ela, tornaram-se o inferno.
Conto com a audiência dos amigos, pois. Clicando aqui às 19 horas desta terça-feira, poderão acompanhar a divulgação que farei dos fatos supracitados. Até lá.

Frente parlamentar para defender religiões de matriz africana


Basta de discriminar os terreiros


Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail do amigo navegante Marcos Rezende:

Oi Geórgia,

Tudo bem?

Estou encaminhando esta mensagem pois somos nós do CEN que estamos articulando esta ação em benefício dos Religiosos de Matrizes Africanas;

Não sei se vc pode postar no site, mas se der para nós será uma mídia muito legal.

Se puder vejam nosso blog: www.cenbrasil.org.br

Desde já agradeço e vamos nos falando.

Saudações,

Marcos Rezende

A fiscalização do poder executivo para a aplicação de políticas públicas propostas por comunidades de terreiro foi o principal tema discutido hoje pela manhã, em Brasília, durante café da manhã entre deputados e representantes de comunidades negras. O evento marcou a criação da Frente Parlamentar em defesa das comunidades tradicionais de terreiros, que tem como objetivo não apenas fiscalizar, mas impedir manifestações e ações discriminatórias contra as comunidades negras no Brasil.

Um dos idealizadores da frente, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) disse que “é inadmissível nós termos esse tipo de discriminação com as religiões de matriz africana em um país laico, onde conseguimos tantos avanços. Essa mobilização é a expressão maior que estamos reafirmando a nossa resistência”, avaliou o deputado. A representante do Ilê Axé Oyá Bagan, Mãe Baiana, afirmou que as entidades deverão estar mobilizadas e alertas contra as práticas discriminatórias. “Devemos ter o cuidado para que não volte como no tempo da escravidão, onde não podíamos cultuar os nossos santos”, alertou.

A criação da Frente Parlamentar foi uma demanda de organizações do movimento negro, entre os quais o Coletivo de Entidades Negras (CEN), e contou com o apoio dos deputados Valmir Assunção (PT-BA) e Érika Kokai (PT-DF). A frente terá o papel de promover ações em defesa das religiões de matriz africana para a promoção da liberdade de culto e contra a intolerância religiosa, de modo que os terreiros tenham o mesmo tratamento que outros templos religiosos.


Fonte: http://falavalmir.com.br/




Frente Parlamentar dos Terreiros recolhe assinaturas e começa a se viabilizar na Câmara


(*) Genésio Araújo Júnior, da Agência Política Real –


Um grupo de deputados federais se reuniu hoje com representantes negros e de religiões afrobrasileiras para um café da manhã em que deram início a criação da Frente ligada a essas comunidades.


“Os terreiros são realidades históricas que são discriminadas. Há uma violência do Estado tanto omissiva como de forma ativa. Houve declarações dramáticas de pessoas que tiveram seus terreiros invadidos, tomados. A Frente é importante para fazer um contraponto que determinados setores do Congresso fazem, como os evangélicos, que acham que só eles são donos da verdade”, disse Domingos Dutra. Ele acredita que talvez seja o único congressista com origem, nascido, num quilombola.


Existem também metas legislativas. O deputado Luiz Alberto (PT-BA) disse que a Frente vai ser muito importante para chamar atenção do país para um grupo que está representado “em menos de 5%” no Congresso Nacional, mas que tem mais de 50% da população brasileira.


“A partir dos direitos específicos pode-se apresentar proposições legislativas que as próprias comunidades têm para que os parlamentares apresentem e o Congresso debata, discuta e aprove alguns desses direitos, como, por exemplo, um projeto de minha autoria que faz com que o sistema previdenciário brasileiro reconheça a categoria de líder religioso dos terreiros de candomblé para efeito de aposentadoria”, disse, categórico. Com isso os ialorixás e babolorixás poderão se aposentar como padres e pastores.


Ele disse que existe outro projeto de sua autoria que defende o setor e com este movimento poderá ter mais chances de efetividade:


“Tem outro projeto de minha autoria que cria uma política nacional sustentável de comunidades tradicionais. São comunidades que vivem em condições tradicionais, com atendimento de jovens e com medicina tradicional, enfim, que o Estado garanta política pública para essas comunidades”, disse.


Muitos deputados nordestinos, a maioria dos presentes, foram ao café da manhã que se deu na área Vip do restaurante do Anexo IV da Câmara Federal. O deputado Sarney Filho (PV-MA), presidente da Frente Ambientalista esteve no evento.


A iniciativa da divulgação das propostas é do Fórum Religioso Afrobrasileiro do Distrito Federal e Entorno e do Coletivo de Entidades Negras.


Segundo essas entidades a Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiro terá como papel os seguintes itens:


1) Promover, no marco legislativo, ações em defesa das religiões de matrizes africanas, pela liberdade de culto e contra a intolerância religiosa;


2) Propor leis que dêem as casas religiosas de matrizes africanas os mesmos tratamentos que outras tradições religiosas gozam em nosso país;


3) Fiscalizar o Poder Executivo para que este aplique as políticas públicas às comunidades de terreiro propostas por elas mesmas e por organizações a elas ligadas;


4) Fortalecer o diálogo inter-institucional entre os três poderes da República para fazer valer as leis que defendem a liberdade religiosa em nosso país;


5) Promover ações que efetivem a liberdade religiosa tais como audiências públicas, seminários e eventos que ensejem em si a defesa do direito de culto;


6) Propor ações ao Executivo tais como a realização da Conferência Nacional Sobre Liberdade Religiosa, objetivando fazer com que os setores religiosos do país dialoguem entre si e construam um pacto de não-agressão;


7) Ainda no marco legislativo, agir para que o Estado, em suas esferas Federal, Estaduais e Municipais, não se torne, ele mesmo violador ao direito de culto no Brasil, com ações que visem destruir o patrimônio religioso das casas de terreiro. (Foto: Luiz Alves)


Clique aqui para ler “Secretario de Justiça e Direitos Humanos da Bahia associa Ali Kamel ao racismo”.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Catanhêde: e o “caosaéreo” contra o Obama ?


Para o PIG (*), protestos do “caos-aéreo” só valiam contra Lula. Não valem contra Obama


Parentes das vítimas do acidente do avião da Gol, atingido por um jatinho Legacy, pilotado de forma negligente, por dois pilotos estadunidenses, protestaram junto ao presidente dos EUA, Barack Obama, em frente o hotel onde ficou hospedado no Rio de Janeiro.


Poucos órgãos da imprensa demo-tucana brasileira noticiaram, e os que fizeram foi de forma tão discreta a passar desapercebido.


Contrasta com o sensacionalismo do “caos-aéreo”, da tentativa de incitar e usar a imagem das famílias das vítimas, como massa de manobra eleitoral, contra o governo Lula, durante meses após o acidente.


Cadê a Globo, a Veja, a Folha e o Estadão, para defender estes brasileiros em seus pleitos legítimos de conseguirem justiça para pilotos e indenização exemplar da empresa estadunidense?


O PIG (Partido da Imprensa Golpista) é a vergonha nacional. Tão servil ao presidente e corporações de uma nação estrangeira, e tão golpista contra os brasileiros, inclusive as próprias vítimas.

Navalha



Como se sabe, os pilotos americanos não ligaram o transponder.
E aí, Catanhêde ?
E o “caosaéreo” ?

Paulo Henrique Amorim

domingo, 20 de março de 2011

Isso é humilhante Ministros se recusam a tirar os sapatos



De empresários, baba ovo do PiG(bem feito),  ex-presidentes(Sarney, Collor, FHC, esse é acostumado a ser subserviente, tanto é que ministro seu arriou as calças) a  ministros subservientes, todos arriaram as calças para a segurança de Obama meter o dedo na bunda deles.Os que têm dignidade preferiram não ir ao encontro do presidente do Planeta Terrra.Isso é vergonhoso, humilhante.É como você não mandar na sua própria casa.Lula, Celso Amorim jamais aceitariam uma humilhação dessas.Taí uma das razões para Lula não ter ido ao convescote oferecido pelo governo Dilma.Esta merda de país parece que está sem comando.Vamos botar ordem nesta merda, ex-guerrilheira!

"Desde o começo da manhã, aqui em Brasília, chegavam relatos de empresários brasileiros irritados pelo fato de passarem por revista conduzida por funcionários dos EUA. Isso ocorreu no Centro de Convenções Brasil 21 – onde ocorria a cúpula de negócios Brasil/EUA, com a presença de mais de 300 executivos dos dois países.

À tarde, Obama foi ao local, para fazer um rápido discurso. Ministros brasileiros também se deslocaram pra lá. E teriam que se submeter ao mesmo esquema de revista. Indignados, vários ministros brasileiros deram meia volta e foram embora. Confirmamos agora há pouco, com assessor de um deles, que os seguintes ministros recusaram-se a participar do encontro diante da insistência dos agentes dos EUA: Mantega, Pimentel, Mercadante e Tombini (do BC).

Os ministros, imagino, preferiram protestar em silêncio, para evitar confusão. Coube ao empresário Paulo Skaf dar a informação aos jornalistas: ele considerou absurdo que o governo tenha aceito que toda a segurança ficasse a cargo dos EUA.

Por que o Itamaraty aceitou um esquema desses?

Outra pergunta: todos os ministros deram meia volta e foram embora? Ou alguns aceitaram “tirar os sapatos” pros gringos – como fez Celso Lafer durante o governo FHC? Sabemos de vários ministros convidados para o encontro, além dos 4 citados acima. Com a confusão e a dificuldade de acesso, até agora não foi possível confirmar se algum ministro brasileiro aceitou “tirar os sapatos”.

Vários jornalistas brasileiros tambgém passaram por fortes constrangimentos. Uma equipe de televisão conta que saiu do prédio para entrevistar um empresário. Ao voltar, foi barrada definitivamente – sem explicação. O tratamento para a imprensa dos EUA era diferenciado.

Agora há pouco, a “Folha.com” também noticiou o fato, acrescentando um nome aos que se recusaram a entrar: Edison Lobão.


Da “Folha.com”

“O forte aparato de segurança instituído pela equipe do presidente Barack Obama fez com que quatro ministros brasileiros, entre eles o da Fazenda, Guido Mantega, e do Comércio e Indústria, Fernando Pimentel, desistissem de comparecer ao evento do mandatário americano com empresários. 
Segundo a Folha apurou, o episódio causou mal-estar entre as autoridades brasileiras.

Além de Mantega e Pimentel, os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Edison Lobão (Minas e Energia) também desistiram de comparecer ao encontro por se sentirem constrangidos.”

Fonte:O Escrivinhador