Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Até a revista Época não viu a máscara de Joaquim Barbosa no Carnaval


Até o colunista da revista Época, Ivan Martins, notou. Eis um parágrafo de um artigo seu sobre suas andanças pelo carnaval do Rio:

"Um registro: ao contrário das previsões, o ministro Joaquim Barbosa não foi um sucesso de carnaval. Em quatro dias no Rio, eu vi apenas uma máscara – repito, uma – do presidente do Supremo..."
Sou também testemunha ocular do paticumbum nas ruas do Rio e não vi uma única pessoa usando a tal máscara no carnaval. Não encontrei nenhuma nem a venda nos camelôs que vendem fantasias nas ruas. Provavelmente ficou nas prateleiras das lojas especializadas em artigos carnavalescos.

Os jornalões e revistas incentivaram fabricantes de máscaras e lojistas a despejarem no mercado tais máscaras.

Ana Maria Braga chegou a sugerir como fantasia de carnaval em seu programa na TV Globo. O efeito não foi muito positivo. A toga ficou parecendo uma burka, inadequada para o calor do carnaval em pleno verão brasileiro. A apresentadora ainda tentou remendar dizendo que as mulheres poderiam ir com um biquini por baixo. Acho que muita gente ficou com medo do senso de humor de Joaquim Barbosa demonstrado nas sessões do julgamento da AP-470, e receiou ser presa ou preso por desacato à autoridade se saísse por aí com a máscara do presidente do Supremo, e uma mini-toga de oncinha curta e decotada, no estilo piriguete, com o bum-bum de fora e uma meia arrastão.

O encalhe da máscara mostra didaticamente a diferença entre a opinião publicada e a opinião pública.

Para Joaquim Barbosa ficar mais popular falta muito ainda a fazer dentro de sua jurisdição, a começar por julgar o mensalão tucano e ter empenho em tirar da gaveta as falcatruas vindas da Privataria Tucana, que tanto sangrou o patrimônio nacional e tanto sacrifício inútil exigiu do povo trabalhador brasileiro.

Falta o povo poder recuperar a credibilidade no Judiciário, que ainda é visto com a imagem de que o Código Civil é para os ricos e o Código Penal é para os pobres. E não adianta querer citar o "mensalão" como "amostra", enquanto continuar blindando os demotucanos e não corrigir as injustiças cometidas contra petistas, porque só reforça essa ideia, afinal o PT é o partido que representa os interesses dos mais pobres no governo, enquanto os demotucanos sempre representaram os interesses dos banqueiros e dos mais ricos.

Falta o judiciário parar de "punir" os malfeitos de juízes concedendo-lhes como "castigo" a polpuda aposentaria, que seria a dos sonhos de qualquer trabalhador brasileiro.

Falta acabar com regalias como os juízes do Rio se concederem um auxílio moradia de mais de R$ 7 mil por mês e haver contracheques muito acima do teto. Falta apurar a corrupção no judiciário, como a construção de um anexo do Palácio de Justiça do Rio pela construtora Delta, sob suspeita de superfaturamento.

O povo tem medo de entrar nos fóruns de justiça do Brasil e acabar sobrando para ele. O povo sabe que a justiça é rápida contra ele quanto ele atrasa prestações e um banco confisca seus bens, mas é lenta quando você aciona um banco na justiça porque lhe cobrou algo indevido. Que o diga a demora para reaver a tunga nos diversos planos econômicos, há mais de vinte anos.

Oligarquias familiares no Judiciário



Coluna de Felipe Patury na Revista Época. Elogio?
http://goo.gl/f1iHP
Imaginem uma jovem filha de um senador, deputado ou político, sem muitas credenciais nos meios jurídicos, entrar na lista de indicações da OAB para ser desembargadora do Rio de Janeiro. Iriam crucificar o político no noticiário, não é?

Pois a jovem Marianna Fux, filha do ministro do STF, Luiz Fux, concorre a uma vaga de desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Se tivesse feito carreira por concurso público, nada haveria a questionar, mas ela se candidata através da vaga reservada para indicação pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), onde vale muito o prestígio e a rede de relacionamentos com os poderosos ou com a própria classe.

Seu currículo, mostrado no "site" do escritório de advocacia Sérgio Bermudes, onde trabalha, diz que bacharelou-se em Direito pela Universidade Cândido Mendes (UCAM), no Rio de Janeiro; é Pós-Graduada em Teoria das Obrigações e Prática Contratual pelo programa de educação continuada da Fundação Getúlio Vargas (FGV); indica seu número de inscrição na OAB e só. Um currículo modesto para quem aspira ser desembargadora.

A família Fux não é a única nesta situação. A filha do ministro Marco Aurélio de Mello, também concorre, também via vaga da OAB, mas uma não atrapalha a outra, pois é em outro tribunal, o Tribunal Regional Federal.

Não é nada proibido pela lei e, de certa forma, é mais ou menos assim que a banda toca no preenchimento desse tipo de vaga, mas é o que costuma se chamar de "peixada", "pistolão", não é mesmo?

Se a advogada deseja ingressar na carreira pública, por que não fazer um concurso ou para juíza, ou para procuradora, ou para defensora pública? E, se destacar no cargo, aí sim almejar os postos mais altos.

Se fosse filha de político, diriam que não é republicano, haveriam indignados vociferando nas redes sociais. Pois o vício de querer passar o poder de pai para filho no judiciário é o mesmo de oligarquias políticas que se perpetuam no poder ao longo de gerações. Os políticos, pelo menos, bem ou mal, tem que passar pela prova das urnas de 4 em 4 anos.

Eu também tenho um sonho...


A PETROBRAS E OS PORTA-VOZES DA PRIVATARIA

A tática é simples e simplista. Observa-se a queda da taxa de lucros de uma grande empresa em relação ao ano anterior. O passo seguinte é espalhar uma onda capaz de atingir milhões de pessoas - utilizando grandes meios de comunicação e assim provocar uma corrida pela venda de papéis da empresa e assim beneficiar (financeiramente) a especulação. E a especulação sobre uma empresa com grandes expectativas de futuro é um negócio muito rentável, quase risco zero.

Política e especulação financeira andam lado a lado não somente neste caso. O PSDB governou em função dos interesses da especulação financeira a ponto de ter transformado o BNDES numa agência de repasse de dinheiro público ao financiamento de privatizações (e que foi pensado para financiar a privatização e desnacionalização completa da própria Petrobrás). Sendo a Petrobras um grande símbolo de competência nacional que ganhou muita força durante o governo Lula, não é de surpreender que os porta-vozes da privataria tentem utilizar esta grandiosa empresa num dos calcanhares de Aquiles do governo.

E o oportunismo ganhou relevo diante do “problema” gerado aos acionistas privados (a União é dona de 50,26% das ações ordinárias e os acionistas privados contam com 39,6%). É muito claro que com a queda de rendimentos da empresa é seguida pela queda de lucros dos acionistas privados e é esse filão que a oposição tenta encampar com o discurso da excessiva interferência do Estado na Petrobrás.

E essa “interferência” do Estado é explicável ao menos por dois motivos: um é óbvio, pois o controle da maioria das ações pertence ao Estado, portanto é mais do que normal que o Estado tenha maior poder de decisão. O outro motivo está relacionado com o fato de nenhuma empresa do mundo que opera num setor tão estratégico quanto a energia estar fora do escopo da própria estratégia nacional de seus respectivos Estados Nacionais.

Portanto existe somente uma explicação para este nível de gritaria: oposição política. Todos querem ter uma carta na manga do porte da Petrobras, seja para desestabilizar o governo, seja como moeda de troca com os especuladores e o capital estrangeiro interessados no futuro quase certo de uma empresa deste nível de solidez. São porta-vozes e herdeiros da privataria e a Petrobrás deve ser a bola de vez desta gente caso alcancem o governo central. 

Porém, o campo da análise deve ser mais amplo e deve envolver que tipo de Estado e projeto de nação queremos – do ponto de vista estratégico. Existe um fato concreto a ser assinalado: uma potência da estatura do Brasil, prestes a se transformar num grande produtor e exportador de petróleo, ainda importa gasolina. Trágico e cômico ao mesmo tempo se esse tipo de observação não fosse lastreado pela própria explicação dada pela presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmando que a queda dos lucros teve como causa “o aumento da importação de derivados a preços mais elevados, pela, desvalorização cambial, que impacta tanto nosso resultado financeiro como nossos custos operacionais”.

Dois problemas objetivos relacionados a falta de planejamento que acomete nosso Estado desde a década de 1990. Ao invés de lamentar a desvalorização cambial, dever-se-ia ter uma resposta – buscando meios e maneiras de aproveitar esta situação criada pelo aumento de demanda de gasolina e da própria desvalorização cambial – que induzisse a substituição deste tipo de importação dado o impacto não somente na balança de pagamentos da Petrobras, mas do país como um todo. Este mesmo raciocínio vale para a dita “inflação de alimentos” que ocorre num dos gigantes mundiais da produção de cereais. 

O delicado momento político deve servir para sistematização de um discurso político ofensivo contra a oposição. Mas a história ensina que momentos-limite são ótimos para se repensar os nossos próprios limites, a história destes limites e a necessidade de recolocação tática e estratégica. Certamente, a Petrobrás e o governo Dilma estão sofrendo este ataque justamente num momento de transição na política monetária cuja consequência é a própria recomposição da política macroeconomica do país diante da herança maldita da década de 1990.

Aécio é piada pronta: “Oposição começa a ‘trabalhar’ só depois do Carnaval.”


Aecio_Praia

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) já conquistou a fama de político que não é muito chegado ao trabalho. Bate o ponto em Brasília e no meio da semana se manda para o Rio de Janeiro ou outras praias para não perder as baladas.
Até para fazer oposição, raramente é ele quem sobe na tribuna do Senado Federal para fazer críticas. Deixa o trabalho para os colunistas de jornalões e assessores fazerem.
Com essa fama, o tucano ainda solta essa, numa entrevista no jornalão O Globo, “[...] o governo que se prepare, vamos voltar quentes depois do Carnaval. Vamos fazer uma oposição [...]”.
Pois é, começar a trabalhar só depois do Carnaval. Por conta disso, muitas vezes, é chamado de Aócio.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

BENTO XVI: CRISE E EXAUSTÃO CONSERVADORA



Dinheiro, poder, sabotagem. Corrupção, espionagem, escândalos sexuais.A presença ostensiva desses ingredientes  de filme B no noticiário do Vaticano ganhou notável regularidade nos últimos tempos.A frequência e a intensidade anunciavam algo nem sempre inteligível ao mundo exterior:  o acirramento da disputa sucessória de Bento XVI nos bastidores  da Santa Sé. Desta vez, literalmente, a fumaça que anunciará o 'habemus papam' deve refletir o desfecho de uma fritura política de vida ou morte entre grupos radicais de direita na alta burocracia católica. Mais que razões de saúde, existiriam razões de Estado que teriam levado Bento XVI a anunciar a renúncia nesta 2ª feira: na prática, desistiu de um poder do qual já não dispunha -- e para o qual sua dimensão intelectual já não tinha mais utilidade.  Ratzinger recebeu o Anel do Pescador em 2005, no apogeu do ciclo conservador de que foi uma estrela militante (leia nesta pág. o artigo de José Luis Fiori e o perfil de um dos fundadores da Teologia da Libertação).Termina seu percurso deixando um catolicismo apequenado; um imenso poder autodestrutivo embutido no canibalismo das falanges adversárias dentro da direita católica. E uma legião de almas penadas a migrar de um catolicismo etéreo para outras profissões de fé não menos conservadoras Mas legitimadas em seu pragmatismo  pela eutanásia da espiritualidade social que ele ajudou a consumar.
Análises sobre o próximo papa


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

'A NAÇÃO É O POVO E O ESTADO A SUA EXPRESSÃO'


*PAPA BENTO XVI RENUNCIA: O PAPADO QUE DEVASTOU A ALA PROGRESSISTA DA IGREJA CHEGA AO FIM E DEIXA COMO LEGADO UM IMENSO VAZIO.

PT, 33 anos depois do Colégio Sion: como anda o lado esquerdo do peito?


"Os trabalhadores querem a independência nacional. Entendem que a Nação é o povo e, por isso, sabem que o País só será efetivamente independente quando o Estado for dirigido pelas massas trabalhadoras. É preciso que o Estado se torne a expressão da sociedade, o que só será possível sisocial. O PT buscará conquistar a liberdade para que o povo possa construir uma sociedade igualitária, onde não haja explorados e nem exploradores. O PT manifesta sua solidariedade à luta de todas as massas oprimidas do mundo." (Manifesto de fundação do PT, no Colégio Sion, em São Paulo, em 10 de fevereiro de 1980.(LEIA MAIS AQUI)

A estratégia de sobrevivência de Henrique Alves e assemelhados


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Muita gente se surpreendeu com postura do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, de retroceder de uma suposta confrontação com o STF. Inexplicavelmente, porque, como já foi dito aqui, por muito tempo ele demonstrou sua estratégia para sobreviver não só no cargo que ora ocupa, mas ao se reeleger, vez após outra, ao longo de décadas.
A estratégia de gente como Alves, Renan Calheiros, Sarney e tantos outros, é uma só: eles têm um discurso para cada platéia, ao gosto do freguês.
Para se eleger presidente da Câmara, Alves adotou um discurso de independência e de afirmação do Legislativo diante de ofensiva de um Judiciário que pretende que a Câmara aceite sem questionar cassações políticas no âmbito do julgamento da AP 470 (vulgo “mensalão”).
Eleito, porém, o novo presidente da Câmara adotou um discurso que já o tirou da linha de fogo em que permaneceu enquanto teve que sustentar o discurso eleitoral.
Ou alguém acha que esse homem se mantém deputado há 40 anos sendo coerente e franco? Político é isso aí, para quem não sabe. Diz o que cada um quer ouvir e depois faz o que a conjuntura indica ser melhor.
O novo discurso de Alves significa que os réus do julgamento do “mensalão” que têm mandatos de deputados federais já podem dar adeus aos cargos? Não significa, não.
Alves jamais teria tido problemas com a imprensa e com o partidarizado procurador-geral da República se não tivesse adotado o discurso de confronto com o Supremo que a maioria da Câmara queria. Os “escândalos de emergência” que surgiram contra si nessas instâncias ficaram guardados durante anos, esperando a hora de ser usados.
Viram que maravilha como sumiram todos os “bodes galeguinhos”, assessores enrolados e tudo mais, como em um passe de mágica?
Impressiona que impérios de comunicação e certos políticos tão experientes e com tantos recursos se deixem levar pelo vaivém de outros políticos notórios justamente pela ambigüidade política e ideológica.
Ao ceder à chantagem jurídico-midiática de que se confrontasse o STF seria atacado da mesma forma com que Renan Calheiros no Senado e Severino Cavalcanti na Câmara foram há alguns anos, Alves também agrada ao Palácio do Planalto e a parcela crescente do PT que prefere “virar a página” de um jogo que julgam perdido, pois a mídia conseguiu condenar politicamente alguns petistas.
O fato é o seguinte: Alves se reelegeu contra a vontade da mídia. Ele sabe muito bem que isso não iria ficar assim, que ela trabalharia dia e noite para derrubá-lo, pois não pode ficar como derrotada em conseguir desmoralizar quem quiser desmoralizar, pois precisa ser temida. Assim, ele ofereceu mercadoria que não pode entregar.
Quem acha que o rito que a Câmara irá adotar quando se esgotarem todos os recursos dos réus do julgamento do “mensalão” será decidido única e exclusivamente pelo presidente da Casa, engana-se redondamente. Decisões como essa são frutos de acordos de bastidores. No caso de Alves e da Câmara, o que vier a ocorrer daqui a talvez até um ano, será assim.
Sem essa pseudo rendição do presidente da Câmara, ele enfrentaria já um ataque em massa e incessante, além de certamente os braços midiáticos no MPF e no STF levarem adiante um processo contra si que estava esquecido e que ao esquecimento voltará… Ou melhor, que ao esquecimento JÁ voltou.
Caso a montanha de recursos dos réus da AP 470 que serão interpostos no STF não funcionem e o processo seja remetido à “Câmara”, o rito a ser adotado será produto de uma decisão política que, por óbvio, não será só do presidente da Casa, mas de acordos mil.
A má notícia para os réus é que, cada vez mais, vai aumentando o contingente de cabeças coroadas do PT que julgam que não adianta mais lutar por eles, caso sejam definitivamente condenados, com sentenças transitadas em julgado. Como se esses réus petistas de hoje não fossem outros – e novos – réus petistas de amanhã.
Politicagem de Carnaval
Estive lendo aquelas notícias que sempre saem nesta época de Carnaval todo ano, há pelo menos uns seis anos, e que dão a impressão de que o governo petista de turno está desmoralizado.  Refiro-me àquelas máscaras carnavalescas de políticos. Neste ano, são as de Joaquim Barbosa e as de “mensaleiros”.
A mídia tenta vender que a admiração a um e a repulsa a outros é produto de sentimento popular, quando a confecção das tais máscaras e a venda de alguns milhares delas não passam de farsa organizada pela mídia, em sua eterna campanha de desmoralização de petistas e, sobretudo, de Lula.
A Editora Abril está até fazendo “gibis” para crianças atacando o PT; novelas, programas humorísticos e tantos outros da Globo, idem. O Carnaval é só mais uma tentativa (vã) de jogar o ódio ao PT no gosto popular.
Tem funcionado? Acho que não precisaria responder, mas respondo: com máscaras de Carnaval, novelas, gibis, programas humorísticos e o diabo a quatro, a oposição demo-tucano-midiática está virando pó e o PT se fortalece a cada eleição – na última (2012), tornou-se o partido mais votado do país.
A idéia que a mídia oposicionista tenta vender com as tais máscaras carnavalescas, portanto, é falsa. O povo nem sabe quem é Joaquim Barbosa. Nem José Dirceu é tão conhecido. Muito menos João Paulo Cunha, Delúbio Soares ou José Genoino.
É tudo parte da “viagem” golpista do PIG, que, no novo Brasil, mais se assemelha às “viagens” de ácido lisérgico dos anos 1970, quando a “imprensa” ainda fazia a cabeça do brasileiro politicamente. Hoje não faz mais. Entre ter emprego e renda e embarcar na politicagem destro-midiática, o povo já fez sua opção.

Eles gostam mesmo é de uma ‘bela’ de uma ‘ditabranda’


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O que direi agora, leitor, a princípio pode surpreendê-lo, mas o julgamento da Ação Penal 470 (vulgo julgamento do “mensalão”) pelo STF teve ao menos um grande mérito. Ficamos todos sabendo que a sociedade brasileira, quase trinta anos após o fim da ditadura militar, está infestada de protoditadores em todos os seus estratos.
Alguns deles, diga-se, muito menos proto do que ditadores, pois, para ditadores de fato, só lhes falta o Poder. Mas a cabeça de ditador, nesses, é “perfeita”.
Senão, vejamos: dia desses, comentaristas vieram a este Blog dizer que criticar violações dos direitos de réus daquele julgamento seria “apologia ao crime” e que, portanto, este que escreve “deveria ser preso” (!). É isso mesmo que leu: querem que o exercício de meu direito constitucional à liberdade de expressão seja criminalizado. “Só” isso.
Quem pode ser tão irracional a ponto de apoiar que as leis e o próprio Estado de Direito sejam literalmente pisoteados simplesmente a fim de aumentar as chances eleitorais de um grupo político representante de um grupo econômico, social e regional, se não for um protoditador?
A alma ditatorial tem se feito presente em praticamente tudo na política na última década. Mas a característica mais marcante tem sido a de simplesmente o grupo político que se opõe ao governo federal, que ora completa uma década no Poder, querer condenações sumárias a todo aquele que julga que pode atrapalhar seus planos de retomar o mesmo Poder.
Isso foi visto, recentemente, nos ataques que os novos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Alves, sofreram de setores da imprensa e da Procuradoria Geral da República.
Esses políticos, vale esclarecer, podem – e devem – ter todos os defeitos que denunciaram e mais alguns, mas serem denunciados criminalmente a uma semana de eleição que disputariam, após anos em que tais denúncias ficaram engavetadas, é uma prática só possível em legítimas ditaduras. É um golpe.
Ou quem baixa golpes usando Poder de Estado para interferir em eleições não são as ditaduras?
O mais impressionante é que essa tentativa de golpe nas eleições às Presidências das duas Casas do Congresso Nacional se deveu a outra exibição deprimente de pendores ditatoriais, só que muito mais grave porque praticada por ninguém mais, ninguém menos do que pela Cúpula do Poder Judiciário.
Em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal, por escassa maioria de cinco votos contra quatro, deliberou, ilegalmente, pela nulidade do Artigo 55 da Constituição Federal, que determina que cassações de mandatos de parlamentares só possam ocorrer após deliberação do Plenário da Casa Legislativa em votação secreta.
Eis que baixam, neste Blog, protoditadorezinhos de toda parte tentando “ensinar” que a Constituição não diz o que diz, ou seja, que quando ela prega que mandatos de deputados só possam ser cassados pela Câmara dos Deputados em votação secreta, não é isso o que ela quer dizer, mas, sim, o contrário (?!).
E, pasme-se, para tanto recomendando leituras de textos… Iluministas!
Por que me dou tanto trabalho ao martelar observação de um cretino qualquer que baixou nesta página? Porque resume a alma autoritária de um setor minoritário e minúsculo da sociedade, sim, mas que grita muito alto por conta de ter apoio de imensos e ricos órgãos de propaganda pertencentes a meia dúzia de multimilionários.
Todavia, não existe dúvida alguma sobre o que o texto constitucional em vigor determina. Até mesmo parte ruidosa do conclave golpista de alma ditatorial que infecta este país, admite isso. Abaixo, a prova pronta e acabada de como um bando de protoditadores ameaça a democracia brasileira.
—–
FOLHA DE SÃO PAULO
9 de fevereiro de 2013
Editoriais
Página A2
editoriais@uol.com.br
Presidente da Câmara dá declarações dúbias sobre cassação de mensaleiros, mas já parece apostar no alongamento dos prazos
O novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), mostrou-se nos últimos dias um político sinuoso como poucos. Após declarar três vezes que o Legislativo daria a última palavra sobre a cassação dos parlamentares condenados no julgamento do mensalão, parece ter voltado atrás.
Na saída de um encontro com o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, Alves afirmou que “não há hipótese de não cumprir a decisão”. Como se sabe, a corte havia determinado a perda dos mandatos dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).
A decisão do STF deu início a um deletério embate com o Legislativo. No entender desta Folha, cabem aos representantes eleitos pelo povo a prerrogativa e a responsabilidade do ato final de cassação, como estipula o artigo 55 da Constituição -pelo qual somente o Congresso pode cassar mandatos de deputados condenados.
O episódio desdobrou-se em trocas de invectivas entre o então presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e ministros do Supremo, o que instilou temores de uma crise institucional entre os dois Poderes. Um cenário em que todos perderiam, a começar pela democracia, que passou vitoriosa por vários testes desde a ditadura militar.
A dubiedade de Henrique Alves explica-se pela inusitada resistência a sua campanha para presidir a Câmara. Investido no cargo, mudou de tática -parece agora apostar no alongamento dos trâmites.
A Câmara só poderá agir quando o processo estiver encerrado, sem mais recursos a julgar. Estima-se que o prazo para a conclusão seja de cerca de sete meses, embora não haja garantias disso.
Caberia então à Mesa da Câmara declarar a perda dos mandatos, formalizando a decisão do STF. Não faltarão ao presidente da Casa e à base parlamentar governista, entretanto, ideias e oportunidades para esticar prazos, com recurso a expedientes burocráticos, e dar sobrevida parlamentar aos condenados. Seria uma forma de insubordinação branca, inaceitável.
A conveniência política, no entanto, ditará a marcha dos acontecimentos. Não interessa à presidente Dilma Rousseff e a seus aliados, por certo, que o governo seja premido por um confito entre Legislativo e Judiciário, com a partida da reeleição já iniciada.
Para o bem do país e das instituições, uma decisão expedita e madura da Câmara, em obediência ao Supremo, é o caminho a seguir.
—–
Você entendeu, leitor? Até grifei trechos que, em justaposição, revelam todo o absurdo da tese do texto acima.
O editorial da Folha diz que “cabem aos representantes eleitos pelo povo a prerrogativa e a responsabilidade do ato final de cassação, como estipula o artigo 55 da Constituição -pelo qual somente o Congresso pode cassar mandatos de deputados condenados”, mas prega que “Para o bem do país e das instituições, uma decisão expedita e madura da Câmara, em obediência ao Supremo, é o caminho a seguir”.
Trocando em miúdos, a decisão de novembro do STF que decidiu que ele é quem tem a prerrogativa de cassar mandatos eletivos foi inconstitucional, mas, assim mesmo, a decisão deve ser acatada pela Câmara, que se juntaria ao Judiciário na violação da Constituição (?).
A premissa de um dos jornais que pediu, ajudou a dar e sustentou o golpe militar de 1964 e a ditadura que dele decorreu não o lembra, leitor, daquela frase imorredoura do coronel da ditadura Jarbas Passarinho ao assinar o Ato Institucional número 5 (que cassava direitos civis) mandando “às favas” os próprios “escrúpulos”?
*
PS: só o que consegui pensar em fazer a respeito dessa vergonha é enviar ao STF este texto e os comentários que aqui forem postados

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Saiba quem são os nazifascistas do grupo Revoltados On Line


Raul Longo por e-mail


Lembra-se da foto da fazenda do filho do Lula? Da montagem do José Dirceu mais magro sobre uma Halley Davidson? Do dossiê do Pentágono sobre o golpe do Lula para instaurar uma ditadura no Brasil? Da ficha do Dops sobre a Dilma? Da história do sujeito que usava o Bolsa Família para passar o dia bebendo cachaça? Das tartarugas marinhas do Amazonas publicadas no blog do Raul Jungmann? E mais um monte de mensagens com que você continua enchendo minha caixa de correio?
Observe aí quem são alguns dos autores do que você me envia e já que está chegando perto, peço sua permissão para divulgar seu endereço quando se buscar pelos divulgadores.
Apesar de que, em minha opinião, os distribuidores não têm noção do que fazem e como tolos e inconsequentes não se pode nem se deve responsabilizar por nada.
Ou você já comprou sua camiseta e boné? Se ainda não, corra atrás. Dizem que tem até chaveirinho!
Desmascarando os “Revoltados On Line”
Por Juliana Callaway, Segunda, 4 de fevereiro de 2013 às 07:27
Recentemente uma página chamada Revoltados On Line publicou uma notícia mentirosa, afirmando que o @DeputadoFederal Paulo Pimentaera o dono da Boate Kiss. Conheça aqui seus reais donos, sócios e administradores.
Revoltados_Online01_Marcello_Reis
Na foto acima pode-se observar o “todo poderoso” Marcello Reiscaracterizado de “Revoltado On Line”, com boné e camiseta, que são vendidos pelo grupo com intuito de arrecadarem dinheiro com a venda de seus artigos personalizados e com as doações pedidas através de depósitos em contas bancárias.
Dono fundador e administrador
Marcello Cristiano Reis, paulista, mora em São Paulo e é fundador do Revoltados On Line e do Partido Revoltados On Line (clique aqui e aquipara acessar os perfis no Facebook).
Revoltados_Online02_Ricardo_Gama
Sócio e administrador
Ricardo Gama, advogado e blogueiro, é natural do Rio de Janeiro e mora em Copacabana, tornou-se sócio da comunidade Revoltados On Line para ter participação com lucro arrecadado e sobretudo para fazer divulgação para o seu blog pessoal, que também pede doações. Mas o objetivo principal em sua sociedade com Marcello Reis no Revoltados On Line era usar os mais de 30 mil membros na época das eleições de 2012 para pedir votos para ele mesmo (Ricardo Gama) para se eleger vereador do Rio de Janeiro (clique aqui). Clique aqui e aqui os perfis do Ricardo Gama no Facebook.
Revoltados_Online03_Ricardo_Gama.
Ricardo Gama já foi processado pelo deputado estadual André Lazaroni do PMDB/RJ por afirmar neste vídeo que o deputado tem envolvimento com tráfico de drogas na Favela da Rocinha e perdeu o processo e foi condenado a pagar cerca de R$10 mil para o deputado Lazaroni.
Ricardo Gama também foi processado pela deputada estadual do PDT/RJ Cidinha Campos por tê-la chamado de “vagabunda” e incitado a todos que fizessem vídeos e a ofendessem na internet, sobretudo no Twitter e YouTube. E também foi condenado a pagar cerca de R$22 mil para a deputada e ainda condenado a prestar alguns meses de serviços administrativos no 19º Batalhão de Polícia Militar em Copacabana (RJ). Isto sem contar o processo movido pelo delegado da Polícia Federal do Rio de Janeiro, que apurou o caso do processo movido pelo Lazaroni contra Gama por ele ter gravado o depoimento e distorcido as palavras do delegado com vídeos na internet. É só buscarem no Google. Quando Gama viu que seria processado pela quarta vez e desta vez pelo deputado Paulo Pimenta, pulou fora dos Revoltados On Line aos 45 do segundo tempo. Mas ninguém aqui é bobo. Clique aqui para assistir a encenação.
Sócia administradora
Carla Zambelli mora em São Paulo e é administradora e sócia dos Revoltados On Line, além disso é dona da empresa “NasRuas”, que é associada aos Revoltados On Line, observem ela na foto abaixo com a camiseta e o boné dos Revoltados On Line.
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Ah! Como a Carla sugere, se alguém quiser comprar a camiseta, ela indica o site ProlartAqui o perfil dela no Facebook.
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Na foto abaixo, Carla Zambelli usa o canal no YouTube de sua empresa, a “NasRuas”, para chamar Ricardo Gama de covarde, merda e aproveitador. Ela afirma que Gama usou os Revoltados On Line apenas para dar visibilidade a seu blog e joga na cara dele que todos os “revoltados” fizeram vídeos para defendê-lo da Cidinha Campos e que ele nem sequer disse obrigado e que se fez de amigo e ainda fez vídeo para apoiar o PT. Clique aqui para assistir os vídeos e ler os comentários.
Revoltados_Online06_NasRuas
Meu recado para Carla Zambelli: que Ricardo Gama é um merda, covarde, aproveitador e usou todos, nisso concordamos. Lamento que você só tenha visto isso agora. Se lembra que quando tentei alertá-la e você me chamou de “vaca”? Pois é Carla, fica aqui a prova de quem ele realmente é e da ligação/sociedade dele com os Revoltados On Line. Discordo quando você disse que ele fez este vídeo apoiando o PT. Na verdade, o vídeo não foi em apoio ao PT, mas sim para se defender de um eventual processo que pode ser movido pelo deputado Paulo Pimenta contra ele. Porém, você esqueceu de mencionar o mais importante, que foi o fato de ele ter usado o Revoltados On Line para fazer campanha política explícita para ele, como se ferrou nas eleições, com míseros 1.839 votos, a comunidade Revoltados On Line já não tem utilidade para ele.
Administrador
Este é Bruno Toscano Franco, administrador da página Revoltados On Line quase desde sua fundação, natural de Belém e atualmente vive em São Paulo. Reparem que Bruno (no centro da foto) usa a camiseta e o chapéu com a logomarca dos Revoltados On Line. Clique aqui eaqui para acessar seus perfis no Facebook.
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A exemplo de Ricardo Gama, Bruno Toscano nega fazer parte dos Revoltados On Line, porém é mais uma estratégia para não assumir suas responsabilidades nas informações postadas no grupo. Bruno vai além, chama Marcello Reis de “cretino”, diz que foi usado e que acionará a dona do blog que o desmascarou na justiça. Leia o blog e opost.
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Administradora
Ana Prudente é também administradora dos Revoltados On Line. Ana é gaúcha de Porto Alegre e atualmente vive em São Paulo. Clique aquipara acessar seu perfil no Facebook.
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Administrador
Dárcio Bracarense Filgueiras é empresário (clique aqui). Nasceu e vive em Vitória (clique aqui).
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Na foto abaixo, Dárcio Bracarense afirma que eu tenho vínculos com milícia e que minha missão seria tirar votos do Ricardo Gama, pois estaria apoiando um “coronel miliciano” no Rio de Janeiro. Pois bem, todos sabem que nas eleições eu estava no Rio de Janeiro e apoiei o coronel da PM Paulo Ricardo Paúl, também candidato a vereador. Só que o coronel Paúl não é miliciano, tenho certeza absoluta e coloco minha mão no fogo. Como será que Dárcio Bracarense do Revoltados On Line provará isso? Na boa, não gostaria de estar na pele dele.
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Administrador
Alex Brum Machado, conhecido como Homer na internet, é natural do Espírito Santo e reside no bairro Fradinhos em Vitória (clique aqui).
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Administrador
Carlos Alberto Fernandes (clique aqui) fez a postagem mentirosa sobre o deputado Paulo Pimenta ser o dono da Boate Kiss no perfil dele e foi compartilhada mais de 13 mil vezes.
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Confiram aqui a postagem mentirosa no Revoltados On Line. Leia aquia nota de complementação e esclarecimento.
Conclusão final / Opinião
Pode-se ver hoje em dia muitos grupos, páginas, blogs e pessoas sejam elas blogueiros, “jornalistas”, vloggers que dizem ou pregam a luta contra a corrupção, mas na verdade o que querem mesmo é arrecadar dinheiro de alguma forma, seja com a venda de camisetas, bonés, chaveiros, cliques em links de sites, comunidades de Facebook, vídeos em YouTube, blogs etc. Isto sem falar nos pedidos de doações via banner com números de conta corrente.
O povo anda tão desacreditado e apolítico ultimamente que a população acaba sendo uma vítima fácil de alguns oportunistas que vêm em seus verdadeiros teatros e picadeiros de rua (manifestações) uma forma de ganhar dinheiro.
Sim, a Constituição brasileira permite a liberdade de expressão e as manifestações, afinal o Brasil vive em uma democracia, mas é necessário que os olhos estejam abertos para alguns casos, principalmente aqueles que as pessoas pedem dinheiro e/ou vendem produtos alegando que este dinheiro das vendas as tornarão mais fortes nesta tal “luta contra a corrupção”. Pregam seus ideais se valendo de coisas como desrespeito, palavras de baixo calão, insultos, mentiras, manipulações, difamações, injúrias, calúnias e ódio gratuito. Fomentam a segregação e o neonazismo e exalam arrogância, falsidade, animosidades e repulsa com argumentos falaciosos recheados de sarcasmo e agressividade selvagem.
O Brasil hoje está de luto, uma grande tragédia se abateu sobre a cidade de Santa Maria (RS), mais de 200 pessoas morreram em um incêndio em uma boate chamada Kiss. Quem são os responsáveis pelo incêndio? Como ocorreu? Os culpados serão punidos?
Pois bem, as respostas caberão às autoridades competentes. E nós, seres humanos (independente de partidos e ou ideologias), podemos e devemos cobrar a respostas das autoridades. Mas o que me deixa revoltada e não é uma revoltada on line, é uma revoltada de verdade, é ver o quanto as pessoas podem ser tão medíocres, rasteiras e insensíveis ao luto alheio, plantando informações falsas para atacar um partido e obter mais acessos em blogs, visualizações em seus vídeos, ganharem mais seguidores em suas páginas de Facebook etc. Talvez para que estes novos seguidores sirvam como uma espécie de esquema de pirâmide para maior visibilidade para a venda de seus produtos ou para pedirem votos em épocas de eleições para seus candidatos administradores-sócios de suas páginas de Facebook “apartidárias” e “que lutam contra a corrupção”.
Já fomos menos idiotas.
Sinceramente,
Juliana F. Nogueira Callaway
Graduada em Marketing pela University of Miami

DE VÊM OS GOLPISTAS ? Promotora diz que o que faz na vida privada não interessa a ninguém


publicado em 8 de fevereiro de 2013 às 18:06


por Conceição Lemes

Na terça-feira 5, o Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) denunciou 72 estudantes e funcionários da USP por formação de quadrilha, posse de explosivos, danos ao patrimônio público, desobediência e crime ambiental por pichação devido a ocupação da reitoria, em novembro de 2011. A autora de denúncia é a promotora Eliana Passarelli, que em declarações à imprensa chamou os estudantes de bandidos e criminosos.
Ontem, recebemos de Stanley Burburinho um e-mail, dizendo que a promotora que condenou os alunos da USP por formação de quadrilha não gosta de Lula, Dilma, Dirceu e o PT. Em anexo, um arquivo com imagens de tweets e retweets de @ElianaPassareli (abaixo algumas) e respectivos links, para comprovar que não era montagem. Rei Lux (@rei_lux) foi quem os descobriu e mandou para Burburinho.


Viomundo contatou a assessoria de imprensa do MP, para saber se o perfil do twitter era mesmo da promotora e enviou, por e-mail,  algumas dessas imagens.
Resposta: “Conversei com a dra. Eliana Passarelli e ela me disse que não tem perfil no twitter nem no Facebook”.
Aprofundada a busca, descobrimos um perfil no Facebook em nome da mesma pessoa.  Cotejamos as fotos exibidas no twitter e no Facebook com outras da promotora Eliana Passarelli que aparecem publicadas em entrevistas dadas à mídia.
Liguei então para o celular da promotora Eliana Passarelli, do MPE-SP, para perguntar-lhe  diretamente se o perfil no twitter era ou não dela. A dra. Eliana disse que o que faz na vida privada não interessa a ninguém e que não tinha de dar explicações sobre ela. E desligou.
Hoje, o perfil de Eliana Passarelli promotora (@ElianePassareli) foi retirado do ar. No Facebook, uma seguidora lamenta.


PS do Viomundo: Depois de postada a reportagem, recebemos de Rei Lux e Stanley Burburinho o link de um vídeo no You Tube. É um trecho do programa de Sônia Abrão, na RedeTV, onde a promotora Eliana Passarelli confirma que o perfil dela no twitter é @ElianaPassareli (com um l só).

Leia também:
Pela retirada imediata da denúncia do MP: Nota e abaixo-assinado
Em defesa dos 72 alunos processados pela ocupação da reitoria da USP
DCE da USP repudia denúncia do MP: “Ataque ao movimento estudantil”

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A falácia da ‘alta’ carga tributária do Brasil


Por trás da campanha antifisco das empresas de mídia se esconde a vontade de pagar ainda menos impostos.

Otávio Frias Filho, dono da Folha

Estava na Folha, num editorial recente.
A carga tributária brasileira é alta. Cerca de 35% do PIB. Esta tem sido a base de incessantes campanhas de jornais e revistas sobre o assim chamado “Custo Brasil”.
Tirada a hipocrisia cínica, a pregação da mídia contra o “Custo Brasil” é uma tentativa de pagar (ainda) menos impostos e achatar direitos trabalhistas.
Notemos. A maior parte das grandes empresas jornalísticas já se dedica ao chamado ‘planejamento fiscal’. Isto quer dizer: encontrar brechas na legislação tributária para pagar menos do que deveriam.
A própria Folha já faz tempo adotou a tática de tratar juridicamente muitos jornalistas – em geral os de maior salário – como PJs, pessoas jurídicas. Assim, recolhe menos imposto. Uma amiga minha que foi ombudsman era PJ, e uma vez me fez a lista dos ilustre articulistas da Folha que também eram.
A Globo faz o mesmo. O ilibado Merval Pereira, um imortal tão empenhado na vida terrena na melhora dos costumes do país, talvez pudesse esclarecer sua situação na Globo – e, transparentemente, dizer quanto paga, em porcentual sobre o que recebe.
A Receita Federal cobra uma dívida bilionária em impostos das Organizações Globo, mas lamentavelmente a disputa jurídica se trava na mais completa escuridão. Que a Globo esconda a cobrança se entende, mas que a Receita Federal não coloque transparência num caso de alto interesse público para mim é incompreensível.
A única vez em que vi uma reprovação clara em João Roberto Marinho, acionista e editor da Globo, foi quando chegou a ele que a Época fazia uma reportagem sobre o modelo escandinavo. Como diretor editorial da Editora Globo, a Época respondia a mim. O projeto foi rapidamente abortado.
Roberto Irineu Marinho, presidente da Globo
Roberto Irineu Marinho, presidente da Globo

Voltemos ao queixume do editorial da Folha.
Como já vimos, a carga tributária do Brasil é de 35%. Agora olhemos dois opostos. A carga mais baixa, entre os 60 países que compõem a prestigiada OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, é a do México: 20%. As taxas mais altas são as da Escandinávia: em redor de 50%.
Queremos ser o que quando crescer: México ou Escandinávia?
O dinheiro do imposto, lembremos, constrói estradas, portos, aeroportos, hospitais, escolas públicas etc. Permite que a sociedade tenha acesso a saúde pública de bom nível, e as crianças – mesmo as mais humildes — a bom ensino.
Os herdeiros da Globo – os filhos dos irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto – estudaram nas melhores escolas privadas e depois, pelas mãos do tutor Jorge Nóbrega, completaram seu preparo com cursos no exterior.
A Globo fala exaustivamente em meritocracia e em educação. Mas como filhos de famílias simples podem competir com os filhos dos irmãos Marinhos? Não estou falando no dinheiro, em si – mas na educação pública miserável que temos no Brasil.
Na Escandinávia, a meritocracia é para valer. Acesso a educação de bom nível todos têm. E a taxa de herança é alta o suficiente para mitigar as grandes vantagens dos herdeiros de fortunas. O mérito efetivo é de quem criou a fortuna, não de quem a herdou. A meritocracia deve ser entendida sob uma ótima justa e ampla, ou é apenas uma falácia para perpetuar iniquidades.
Recentemente o site da Exame publicou um ranking dos 20 países mais prósperos de 2012 elaborado pela instituição inglesa Legatum Institute. Foram usados oito critérios para medir o sucesso das nações: economia, empreendedorismo e oportunidades, governança, educação, saúde, segurança e sensação de segurança pessoa, liberdade pessoal e capital social. A Escandinávia ficou simplesmente com o ouro, a prata e o bronze: Noruega (1ª), Dinamarca (2ª) e Suécia (3ª).
Se quisermos ser o México, é só atender aos insistentes apelos das grandes companhias de mídia. Se quisermos ser a Escandinávia, o caminho é mais árduo. Lá, em meados do século passado, se estabeleceu um consenso segundo o qual impostos altos são o preço – afinal barato – para que se tenha uma sociedade harmoniosa. E próspera: a qualidade da educação gera mão de obra de alto nível para tocar as empresas e um funcionalismo público excepcional. O final de tudo isso se reflete em felicidade: repare que em todas as listas que medem a satisfação das pessoas de um país a Escandinávia domina as posições no topo.
O sistema nórdico produz as pessoas mais felizes do mundo.
A Escandinávia é um sonho muito distante? Olhemos então para a China. À medida que o país foi se desenvolvendo economicamente, a carga tributária também cresceu. Ou não haveria recursos para fazer o extraordinário trabalho na infraestrutura – trens, estradas, portos, aeroportos etc – que a China vem empreendendo para dar suporte ao velocíssimo crescimento econômico.
Hoje, a taxa tributária da China está na faixa de 35%, a mesma do Brasil. E crescendo. Com sua campanha pelo atraso e pela iniquidade, os donos da empresa de mídia acabam fazendo o papel não de barões – mas de coronéis que se agarram a seus privilégios e mamatas indefensáveis.

Jornal admite que Câmara pode votar cassações de ‘mensaleiros’



Parte atuante na queda de braço entre o Supremo Tribunal Federal e a Câmara dos Deputados na questão da cassação dos mandatos dos deputados federais condenados criminalmente no julgamento do mensalão, o jornal Folha de São Paulo admitiu que a cassação automática pode não ocorrer naquela Casa legislativa.
Além disso, colunista do mesmo jornal, insuspeita de ser “petista”, concorda com a avaliação deste Blog de que declaração do novo presidente da Câmara que provocou um surto de euforia triunfalista na mídia oposicionista, em parte do STF e no procurador-geral da República, não tem razão de ser.
Pela primeira vez em muito tempo, o Blog concorda tanto com a Folha de São Paulo quanto com uma sua colunista que também é esposa de um dos marqueteiros do PSDB: tanto a declaração do deputado Henrique Alves sobre o procedimento da Câmara quanto o Regimento Interno daquela Casa, bem como a Constituição Federal, descartam que já exista algum resultado definitivo.
Apesar disso, o noticiário de quinta-feira (6) sobre o caso provocou um surto de euforia na direita midiática que tomou a militância do Partido da Imprensa Golpista (PIG) na internet, que desandou a dar declarações desinformadas de que o caso estaria “encerrado”, com “vitória” daquela direita.
Antes de ir direto ao ponto central da matéria, algumas considerações importantes sobre o clima político que envolve essa questão.
Vale relatar que parte da militância midiática atribui “desconhecimento” de causa a espaços como este Blog em particular, onde chegaram a recomendar ao seu signatário que lesse obras iluministas que ele digeriu há décadas, ainda na juventude. A tese dessa gente é a de que tanto a Constituição quanto o Regimento Interno da Câmara não dizem o que dizem.
O Regimento Interno da Câmara é claríssimo, porque embasado na Constituição. Eis o que diz o texto constitucional:
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Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
I – que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III – que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;
IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
V – quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;
VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
§ 1º – É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.
§ 2º – Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 3º – Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º.(Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 6, de 1994)
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Note-se que o texto constitucional – e, por conseguinte, o Regimento Interno da Câmara dos Deputados – decretam, detalhadamente, sobre em que situação a Mesa Diretora da Casa ou o seu Plenário devem analisar cassações de mandatos de deputados. No caso de condenação criminal, a cassação tem que ser, obrigatoriamente, determinada pelo colegiado amplo.
O curioso é que a tal militância midiática, bem como alguns pistoleiros dos barões da mídia, tentam vender uma idéia absurda, de que o que a Constituição diz com clareza é passível de interpretação que alguém como este blogueiro não teria “preparo” para fazer.
Ok, só de brincadeira concordemos com tal premissa. Mas será que ministros do STF estão preparados para analisar o tema? Sim, porque a decisão daquela Corte, tomada em dezembro, de que é dela a decisão sobre as cassações, não foi unânime. Dos nove ministros que votaram, quatro concordaram com o ditame constitucional de que a decisão é da Câmara.
Para quem não sabe, os ministros Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Carmem Lúcia e José Antonio Dias Tofolli concordaram com a Constituição Federal. Outros cinco discordaram
Resta, pois, a pá de cal nesse assunto. Reportagem da Folha de São Paulo de 8 de fevereiro de 2013 diz, claramente, o seguinte:
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“(…) A Câmara só vai ser informada das cassações quando não houver mais chances de recursos. Até agora, o único consenso é que a Corregedoria da Casa vai elaborar um parecer sobre o caso, deixando para a Mesa Diretora decidir o andamento. O comando da Câmara pode decidir decretar a cassação e convocar um suplente ou enviar os processos ao Conselho de Ética e ao plenário
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Como foi dito aqui, a suposta declaração do deputado Henrique Alves em que teria se rendido ao STF foi apenas protocolar porque ele não decide nada sozinho. Como bem diz a matéria da Folha, a decisão será da Mesa Diretora da Câmara, ainda que não venha a existir deliberação nenhuma porque o que Alves disse foi que o Regimento será cumprido.
Aliás, essa também é a avaliação da colunista da mesma Folha Eliane Cantanhêde. Vejam, abaixo, como ela concorda com o que este Blog disse no post anterior:
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Folha de São Paulo
8 de fevereiro de 2013
Profissionais em campo
Eliane Cantanhêde
BRASÍLIA – Sinceramente, não entendi a surpresa geral com o disse não disse do novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), sobre o futuro dos deputados condenados pelo Supremo.
Primeiro: o discurso dos políticos é um na campanha e na posse e é outro, diferente, depois de eleitos e já no batente. Antes, eles falam o que os eleitores querem ouvir. Depois, o que é preciso ser feito.
Segundo: o discurso dos políticos (e não só deles) é um para o público interno e é outro para o externo. Para seus pares na Câmara, Henrique Alves precisava falar grosso, em apoio aos condenados. Para o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, tinha de falar institucionalmente.
O antecessor Marco Maia (PT) é pouco mais que um aprendiz na política nacional e seu compromisso maior é com os companheiros petistas enroscados no mensalão, mas Henrique Alves é o mais antigo deputado e tem a exata noção de como funciona o jogo político-institucional. Sem contar que seu compromisso é com o sucesso de sua gestão, e não exatamente com o PT.
De tão experiente e tão esperto, Henrique Alves fez um interessante cruzamento de palavras, até com frases iguais, para justificar duas posições só aparentemente antagônicas.
No Congresso, na terça, ele disse: “Nós vamos finalizar o processo. Quem declara a perda do mandato, quem declara a vacância (…), tudo compete à Câmara fazer”. Interpretação: ele diz que a última palavra é da Câmara e confronta o STF.
Já no Supremo, na quarta, declarou: “Nós vamos finalizar o processo (…), cumprir as formalidades. Não há nenhuma possibilidade de confrontarmos o mérito”. Interpretação: ele recuou e reconheceu que a decisão é do Judiciário.
Na verdade, disse a mesma coisa no conteúdo, mas burilou a forma para agradar a cada interlocutor. A isso se chama “cancha política”. É o que ele e Renan têm de sobra.
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Como se vê, apesar de militantes do PSDB, do DEM, do PPS, do PSOL e do PIG estarem se fiando no que dizem alguns ministros do STF e a mídia oposicionista, não há questão nenhuma resolvida.
Em primeiro lugar, os embargos declaratórios e infringentes – ou, se preferirem, os recursos dos réus do mensalão – podem demorar muito, talvez tanto que, quando forem todos julgados, os mandatos deles podem até ter terminado.
Em segundo lugar, mesmo que isso não ocorra, é muito difícil que essa questão não venha a ser decidida no voto secreto do Plenário da Câmara, até porque, como diz a matéria da Folha, quem decidirá não será Alves sozinho, mas a Mesa Diretora, em que a maioria dos membros é petista.