Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Foi assim que Aécio levantou R$ 166 milhões para 2012-2014? Aécio Neves e Eduardo Campos estariam unidos desde a eleição de 2012

Cartório autenticou assinatura de Danilo de Castro



O Procurador Federal de Minas Gerais, Eduardo Morato Fonseca, recebeu do Sindicato dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (SINDIFISCO-MG), um documento que mostra uma lista de políticos, partidos e empresas numa operação para, supostamente,  financiar as campanhas eleitorais de 2012 para prefeitos e vereadores.

O Conversa Afiada tem a informação de que o promotor Morato Fonseca encaminhou a documentação à Procuradoria Geral da República, já que entre os suspeitos estão políticos com direito a foro privilegiado.

No documento, onde se lê “consórcio” é possível entender que dele façam parte operações à margem da legislação eleitoral.

O arquivo teria sido enviado ao candidato a Presidente Aécio Neves (PSDB), em 4 de setembro de 2012, por Danilo de Castro, à época Secretário de Estado de Governo de Minas e possível operador do esquema. Nessas eleições, Castro coordenou a campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) ao Governo de Minas.

A movimentação financeira teria beneficiado partidos e políticos – principalmente prefeitos e vereadores – nas eleições de 2012. Entre eles, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que faleceu este ano em acidente de avião. Teriam sido destinados R$ 2 milhões e 500 mil a Campos, conforme teria determinado Aécio Neves, como mostra o documento, o que mostra uma suposta ligação entre ambos há, pelos menos, dois anos.

Ao todo, 19 siglas teriam o caixa abastecido com o esquema, como PSDB, PSB, DEM, PPS, PSD, PV, PP, PRB. Entre os políticos citados, estão José Serra (PSDB), então candidato a prefeito em São Paulo, que teria recebido R$ 3 milhões e 600 mil, o prefeito de Belo Horizonte (MG), Marcio Lacerda (PSB), R$ 7 milhões, Arthur Virgilio (PSDB), prefeito de Manaus (AM), R$ 600 mil, Geraldo Julio (PSB), prefeito de Recife (PE) R$ 550 mil e o senador José Agripino Maia (DEM), R$ 2 milhões e 300 mil “por intermédio” do deputado Gustavo Correia (DEM-MG), de acordo com o documento.

Os recursos podem ter saído de mais de 150 empresas dos mais diversos setores, como alimentação, construção civil, bancos, associações e sindicatos. Algumas foram citadas recentemente pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em seu depoimento à Justiça Federal: Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Correa.

Chamam a atenção supostas doações de grupos como Conselho Federal de Medicina, que se envolveu na polêmica do programa Mais Médicos, que teria cedido R$ 40 mil, Federação Mineira dos Hospitais R$ 45 mil, Federação das Santas Casas de MG com R$ 100 mil, Associação Espírita o Consolador com R$ 160 mil, Associação dos cuidadores de idosos de MG, com R$ 200 mil, UGT (União Geral dos Trabalhadores) R$ 50 mil e Sindicato dos ferroviários R$ 55 mil. Além de bancos como o BMG, BGT Pactual, Santander, Itaú e Mercantil do Brasil.

Outras que aparecem são empresas ligadas a governos, como a CEMIG, companhia de energia de Minas, que teria doado R$ 6 milhões, a CODEMIG (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) R$ 3 milhões e a Fundep (Fundação de desenvolvimento da Pesquisa) instituição que realiza a gestão de projetos de ensino, pesquisa e extensão da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Alguns dos doadores já são denunciados por participar de esquemas polêmicos. Um deles é o dono da Stillus Alimentação Ldta, Alvimar Perrela, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do deputado Zezé Perrela. Segundo matéria de O Globo, “ele é acusado de liderar um esquema de fraudes que o fez vencedor em 32 licitações com o governo de Minas para o fornecimento de quentinhas para presídios do estado. No período de janeiro de 2009 a agosto de 2011, o grupo de empresas ligadas a Stillus Alimentação recebeu cerca R$ 80 milhões em contratos firmados com a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas”.
A Construtora Cowan, uma das responsáveis pela construção do viaduto que caiu em Belo Horizonte, de acordo com os documentos, teria cedido ao esquema R$ 650 mil.

Consta ainda a quantia de R$ 36 milhões e 800 mil que teria vindo de “outras fontes”, não esclarecidas.

O dinheiro arrecado teria irrigado, principalmente, as campanhas de PSDB, DEM e PSB.
Abaixo, o documento na íntegra:




















Em tempo: membros da oposição na Assembleia Legislativa de Minas chegaram a convocar uma coletiva para divulgar esse documento. Mas cancelaram, sobretudo, porque ele menciona  nomes que fazem parte de um grupo que pode vir a apoiar o Governo de Fernando Pimentel.

Em tempo2: Na ilustração do alto, o amigo navegante pode observar que o documento com o timbre do 7o ofício de notas de Belo Horizonte, situado à Rua dos Goytacases, número 43, centro,  datado de 04/09/2012, teve a assinatura de Danilo de Castro reconhecida no dia 02/10/2012, pelo escrevente Gustavo Correia Eunapio Borges no 7o ofício de notas de Belo Horizonte.

Filiado ao PSDB-MG, foi Secretário de Estado do Governo de Minas Gerais e Deputado Federal, eleito por três vezes consecutivas.

Em tempo3: O Conversa Afiada encaminhou este post ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Dias Toffoli, com a pergunta: se for verdade, que Democracia e que eleições são essas?

Em tempo4: atento amigo navegante liga para observar que a cidade de Cláudio teriam sido destinados R$ 300 mil , possivelmente ao Titio, e, talvez, antes de ele manter a guarda da chave do aeroporto….




Paulo Henrique Amorim com Alisson Matos


Danilo é o pau para toda obra dos Neves


Aécio, isso não é conversa. São seus votos como deputado.

diap

Por indicação do boletim da Federação dos Petroleiros, fui atrás do relatório do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) dos parlamentares da legislatura 1999-2003, a última da qual Aécio
Neves participou como deputado, no Governo Fernando Henrique.

Em  10 matérias de interesse dos trabalhadores o senhor  votou contra eles em seis, viajou duas em missão oficial, fugiu de votar em uma e apenas em uma deu um voto favorável, assim mesmo hipócrita, porque foi a que proibia o nepotismo que, em Minas, praticaria a rodo.
Alguns dos seus votos, senador:

1 – Absteve-se  flexibilização da CLT – altera o artigo 618 da CLT, estabelecendo a prevalência de convenção ou acordo coletivo de trabalho sobre a legislação infraconstitucional. Isto é, autorizando um sindicato “camarada” do patronato a abrir mão de direitos já conquistados em lei;

2-  Votou a favor da criação do Fator Previdenciário,  este mesmo que o senhor diz agora que vai “discutir” com os trabalhadores para ver abolido. Conversa mole, não é?

3- Votou pelo fim do Regime Jurídico Único no serviço público, para reabrir a possibilidade de regime de contratação pela CLT no serviço público, sem direito à negociação, estabilidade ou aposentadoria integral.

4 – Votou pela redução do prazo para trabalhadores rurais reclamarem seus direitos trabalhistas;

5- Votou  a favor de projeto que privilegia pagamento de juros em detrimento às despesas com pessoal, custeio, investimento em infra-estrutura e principalmente nas áreas sociais.

6 – Votou contra projeto que garantia critérios objetivos  de avaliação   para fins  de dispensa de servidor estável por insuficiência de desempenho e contra a garantia a ele de ampla defesa

Quem quiser ver os dez, clique aqui.

Foi feito dez anos antes de Aécio ser candidato à Presidência e é até generoso com suas qualidades de articulador. Não é campanha eleitoral, portanto.

São fatos. É história, não historinha.

Este é o Aécio de verdade, não o de mentirinha que os marqueteiros botam prometendo na televisão.

Ah, e vem mais aí, sempre com documentos, senador, porque este “blog sujo” é limpíssimo.

Anfitrião de Dilma, SBT tira sarro e se engaja por Aécio


:  twitter
"Gente boa, foi muita emoção por hoje. Peraí que vou tomar meu remédio de pressão que a briga foi boa! beijos e boa noite!!!", publicou a jornalista Rachel Sheherazade, apresentadora do telejornal do SBT, em sua conta no Twitter, depois que Dilma sofreu uma queda de pressão ao final do debate; em outro tweet, ela também postou: "calma, gente! não se preocupem. o Brasil tem SUS, tem a melhor saúde pública, e tem ainda Mais Médicos. não faltará assistência à presidente"; para uma empresa que é uma concessão pública e foi anfitriã da presidente, agressão revela, no mínimo, falta de educação; para quem esperava isenção do jornalismo da casa de Silvio Santos, socorrida pelo governo Lula no caso Panamericano, Sheherazade revelou total engajamento 

247 - Apresentadora do terceiro maior telejornal do País, no SBT, a jornalista Rachel Sheherazade não fala apenas por si, quando se manifesta no Twitter. De certa forma, representa também a casa que a emprega – especialmente no dia em que o grupo de Silvio Santos foi anfitrião de um debate que recebeu a presidente da República, Dilma Rousseff, e seu adversário, o senador Aécio Neves.

Nesse contexto, Sheherazade e o SBT foram extremamente deselegantes ao comentar a queda de pressão sofrida por Dilma, logo após o debate. Em dois tweets, a apresentadora ironizou o incidente. "Calma, gente! não se preocupem. o Brasil tem SUS, tem a melhor saúde pública, e tem ainda Mais Médicos. não faltará assistência à presidente", postou. Em seguida, repetiu a dose. "Gente boa, foi muita emoção por hoje. Peraí que vou tomar meu remédio de pressão que a briga foi boa! beijos e boa noite!!!".

Não custa lembrar que a lei eleitoral exige isenção das emissoras de TV – aliás, Dilma foi impedida de fazer seu comentário final porque teria gasto seu tempo, no momento em que se sentiu mal. Mas como esperar equilíbrio de uma emissora, cuja apresentadora principal tira sarro da presidente e se engaja por seu opositor? Em outros tweets, ele se posicionou claramente em favor de Aécio (leia aqui).

Também não custa lembrar que o SBT, além de concessão pública, pertence ao empresário Silvio Santos, que foi socorrido pelo governo Lula na quebra do banco Panamericano. Ontem, no entanto, o grupo rasgou de vez sua fantasia.

Porque Dilma deu um passo imenso à vitória no debate de ontem

dilmonica

Para desespero dos “punhos de renda” – que acham que o debate de ontem foi “uma baixaria” (e é claro que todos gostaríamos de ter uma campanha desenvolvida no campo das idéias, apenas) –  lamento informar que Dilma Rousseff deu um passo imenso para vencer a disputa eleitoral.

Tirou Aécio Neves do papel que ele vinha buscando para proteger-se de suas fraquezas morais e administrativas: o de tadinho, vítima de agressões e evidenciou que, apesar da carinha bem escanhoada, é um homem incapaz de reagir com equilíbrio e, diante dos questionamentos (aliás, irrespondíveis) sobre fatos, foge para desculpas  formais e invoca os outros (“não ofenda os mineiros”) como biombo.

É “bonito” tratar dos problemas reais (dos outros) na base do “vossa excelência pra cá, vossa excelência pra lá”, como definiu muito bem, nos anos 60, o velho Leonel Brizola quando se  referiu ao “clube amável do Congresso”.

Mas, na vida de verdade, ninguém pode ficar “apanhando” todo o tempo sem uma reação que vá além do estritamente “racional” e, depois de muito evitar, aceite o “barraco”.

E absolutamente coberta de razão, como está Dilma.

Porque a direita brasileira, e já lá se vai mais de um ano, invocou todos os demônios e baixarias contra ela (veja como eles fogem de fazer isso com o Lula) e se lambuzaram em grosserias. Ou que nome merece mandar uma mulher, Presidenta da República” ir “tomar no cu” na abertura da Copa?

Se faltou algo no desempenho de Dilma, foi, talvez, explicitar isso numa fala daquela tipo “mãos nas cadeiras” e dizer, “bom, menino, você pediu, me chamando de tudo o que você sabe que eu não sou, de tolerante com a corrupção ou até corrupta, agora aguente”

Mas isso, como dizem os franceses vai “sans dire”, vai sem  sem ser dito.

A construção da direita era fazer de Dilma (e fazendo de seu governo fazia dela) uma mulher abatida, incapaz de se defender e afirmar sua autoridade. Uma mulher que, ” ao ser abandonada por Lula”, não sabia se defender, reagir e tomar a ofensiva.

Lula, esperto e matreiro, soube “dar um tempo” para Dilma produzir sua própria reação e não ficar naquela de “fraquinha, protegida pelo irmão”.

Escrevam e leiam por aí como, a partir de hoje, ele vai subir o tom.

Reparem como o discurso conservador encontrou em Marina Silva e suas hipocrisia de “os melhores dos melhores” e do “poder pelo poder” o discurso xôxo que ocultava o fato objetivo de que este é um país que, malgrado toda a ilusão petista de que teria passado a ser “de todos”, tem de compreender que está dividido socialmente, como é dividido o caminho que tem à sua frente: ser, de novo, uma dócil colônia ou ser, cada
vez mais, uma grande nação.

Somos civilizados, democratas e jamais houve neste país, tanta liberdade de opinião.

Exceto em um lugar que, salvo nos raros momentos de embate eleitoral, o pensamento progressista nunca tem voz: os meios de comunicação.

Aécio, tão acostumado a poder dizer, sem respostas, os seus desaforos e a tratar as mulheres como “peruas” sem voz própria, achou uma encrenca pela frente.

E como todo machão é essencialmente um covarde, vai ficar cada vez mais perdido em suas pantomimas de se dizer “agredido”.

É, para lembrar o verso de Geraldo Vandré, “a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”.

Médico gaúcho a Dilma: "procure um cubano, FDP"

:

Intolerância pré-eleitoral cobre o Brasil de ódio; ontem, logo após a presidente Dilma se sentir mal, no debate do SBT, o médico gaúcho Milton Pires postou a seguinte mensagem no Facebook: "Tá se sentindo mal? A pressão baixou??? Chama um médico cubano, sua grande filha da puta!"; entre seus seguidores, urros pela agressão; um dos internautas disse que Dilma deveria buscar proteção da Lei Maria da Penha, depois de ter sido espancada; dias atrás, o alvo da violência foi o ator Gregório Duvivier; hoje, é a presidente Dilma; em artigo, colunista Breno Altman alerta para a ascensão de um neofascismo na sociedade brasileira, atiçado por meios de comunicação conservadores; médico intolerante tem sido defendido, na mídia brasileira, pelo extremista Augusto Nunes, de Veja 

247 - "Tá se sentindo mal? A pressão baixou??? Chama um médico cubano, sua grande filha da puta!". A mensagem foi postada no Facebook pelo médico gaúcho Milton Pires, funcionário da prefeitura de Porto Alegre, formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em terapia intensiva, logo após a presidente Dilma Rousseff se sentir mal, com uma queda de pressão, no debate do SBT, ocorrido na tarde de ontem. Entre seus seguidores, urros de ódio. Um deles dizia que a presidente Dilma deveria buscar proteção da Lei Maria da Penha, após ter sido espancada no debate. 

A postagem é mais um exemplo do ódio que se alastra pela sociedade brasileira, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. Ontem, a notícia mais relevante do dia, foi a onda de insultos ao ator Gregório Duvivier, do grupo Porta dos Fundos, motivada por seu apoio declarado à reeleição da presidente Dilma Rousseff (leia aqui). O também ator Dado Dolabella, condenado por agressão a mulheres, comparou Duvivier a alguém contaminado pelo vírus ebola (leia aqui).

As duas agressões, a Duvivier e à presidente Dilma Rousseff, fazem parte do mesmo fenômeno: o neofascismo que se alastra pela sociedade brasileira. Em artigo publicado ontem no 247, o colunista Breno Altman afirma que os "conservadores perderam a vergonha na cara" e que o ódio ao PT retirou do armário todos os demônios da sociedade brasileira, como o racismo, a homofobia, o culto à desigualdade e o preconceito regional (leia aqui).

Extremista radical, o gaúcho Milton Pires tem um aliado na mídia conservadora, que há vários anos vem preparando o terreno para esse neofascismo. Trata-se do jornalista Augusto Nunes, de Veja.com, que o defendeu quando ele foi suspenso por 60 dias do trabalho em um hospital.

Leia, abaixo, o post de Nunes, em setembro deste ano:

Médico é suspenso por dois meses pelo crime de discordar dos jalecos estatizados que controlam um hospital em Porto Alegre

O médico Milton Pires enviou à coluna, nesta terça-feira a carta abaixo reproduzida. É um relato sucinto das perseguições movidas pela direção do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, contra um profissional que pensar com independência — e dizer sem medo o que pensa. A mais recente abjeção foi consumada neste 22 de setembro: baseados em acusações difusas, inconsistentes ou mesquinhas, formuladas por testemunhas anônimas, os comandantes da instituição comunicaram a Milton Pires a decisão de suspendê-lo por 60 dias. Confiram:

O SILÊNCIO DE TODOS NÓS
Milton Pires

Meus amigos:  

Trabalhando desde junho de 2010 na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição em Porto Alegre, minha contínua luta contra as barbaridades feitas contra a saúde pública no Brasil são do conhecimento de todos. No início de 2013, Ricardo Setti publicou em seu blog no site de VEJA o artigo com o título “Santa Maria e a Guerra do Vietnam”, uma séria advertência sobre a vinda dos médicos cubanos. Depois de “Carta à Presidente Dilma” e de outros textos publicados tanto no meu blog “Ataque Aberto” quanto no grupo de Facebook “Inglourious Doctor”, comecei a pagar, pessoalmente e profissionalmente, o preço das minhas opiniões políticas.

Assassinar reputações de inimigos não é uma prática nova da esquerda brasileira. O doutor Romeu 
Tuma Júnior provou isso em seu livro. Trabalhando num grupo hospitalar que atende 100% dos pacientes pelo SUS, no qual entrei por concurso público e que é controlado por gente do PC do B, não é necessário ser um teórico da conspiração para compreender e admitir o que acontece quem se opõe ao modelo de gestão de saúde no Brasil. Antiga, mas eficiente, a tática é sempre a mesma – mau desempenho nas avaliações funcionais e relatos de conflitos e dificuldade de relacionamento no local de trabalho funcionam como estopim dos processos administrativos em que se pretende “limpar” o serviço público dos opositores.
Neste 22 de setembro, chegando ao Hospital Conceição para trabalhar na UTI, fui notificado de que meu ponto estava “suspenso”. Encaminhado ao setor de RH, fui informado de que eu mesmo, como médico, estou suspenso do hospital por 60 dias, sem perda de remuneração. Argumenta a instituição que isso visa não prejudicar o processo administrativo disciplinar (PAD número 51/14, que tem como objetivo a minha exoneração. Desconheço os termos de acusação. Não sei ao que respondo e não tive, até agora, nenhuma chance de defesa.

Em apelação administrativa de avaliação funcional prévia considerada muito insuficiente, testemunhas identificadas como “trabalhador da saúde 1,2,3,4..etc..” me acusam de “não examinar os pacientes, não lavar as mãos, de conflitos com familiares de pacientes da UTI , de jogar equipamentos no chão e não usar equipamentos de proteção individual”. Não sei, oficialmente, o nome de NENHUMA das pessoas que disseram isso naquele processo. Não lhes foi exigida prova alguma para que declarações que acabaram com a minha vida funcional se transformassem em VERDADES corroboradas por meus chefes.

O que está acontecendo comigo não é exceção; é a regra aplicada aos médicos brasileiros que decidem contestar a maneira com que essa gente conduz a saúde pública. Minhas chances no processo administrativo, do qual sequer tenho cópia, não são muitas. Acredito que haja alguma alternativa na Justiça comum. Neste momento, resta-me apelar àquilo que essa gente mais teme: a publicidade, a divulgação em massa pela imprensa do que se pretende fazer em silêncio. Eles são especialistas em assassinar reputações, apoiados no total aparelhamento do serviço público e terror infundido nos seus subordinados. Os efeitos são garantidos por por lei. A Lei do Silêncio de todos nós.

A covardia de uma elite doente !

Enio Barroso Filho 
Estão me pedindo para divulgar mais esse meu caso e é o que farei me valendo dos amigos Rodrigo Vianna Conceição Oliveira Luiz Carlos Azenha Eduardo Guimarães Conversa Afiada Oficial Fernando Brito Miguel Do Rosario Willians Miguel Renato Rovai e todos que acharem importante reproduzir.
Estou bem !!! Não me machucaram fisicamente !!!

Repetindo o post --->

PRECISO CONTAR DA AGRESSÃO QUE SOFRI

Quase todos aqui sabem que sou cadeirante devido ser acometido por uma doença degenerativa que me extingue aos poucos a forças musculares. Já praticamente nas as tenho mais.
Terça-feira saí de casa para participar do "Churrascão da Gente Desinformada" na Praça Roosevelt a noite e vesti minha camisa vermelha, paramenteia-a de adesivos pró Dilma acompanhados da minha velha estrelinha de metal do PT que ostento com orgulho e de cabeça erguida desde Fevereiro de 1980, data da fundação do PT.

Saltei na estação República do Metrô e como não havia nenhum elevador funcionando (muitas estações estão assim depois da eleição do 1º turno) funcionários me levaram pela escada rolante e saí pela Rua do Arouche. Estava escuro e ermo como quase todo o centro de São Paulo nas noites de hoje. Nisso um carro (acho que era Pajero) encostou na calçada e seus ocupantes começaram a me xingar pedindo que eu tirasse a camisa. Respondi que não e lhes disse

"- É Dilma !!!"
PRA QUÊ !!! Um deles disse:
"-Te conheço da internet, "petralha do ca...alho" !!! Estamos de olho !!!"
e outro anunciou:

"-Não é porque você é um aleijado comunista que não mereça uma surra pra te endireitar"
VEJAM BEM O TERMO USADO ---> "ENDIREITAR !!!".

Mandei irem à merda e os três brutamontes carecas e bombados (menos o motorista) desceram e começaram a chacoalhar a minha cadeira tentando me derrubar. Gritavam muito e um deles me deu um tapa na cabeça. Pareciam drogados, enfurecidos !!! Não tive medo já que isso não é novidade para mim. Na ditadura militar enfrentava soldados armados por quem fui preso quatro vezes mas NUNCA por civis !!! Muitas pessoas viram mas nada fizeram a não ser uma moça do outro lado da rua que gritou

"Polícia !!!".

Foi aí que eles me deixaram, entraram no carro e seguiram sem pressa.
Evidente que não pude anotar a placa devido as circunstâncias, Só notei dois adesivos no carro "chic", "AÉCIO 45" e aquele conhecido "FORA DILMA e leve o PT junto" mas os rostos dos "elementos" enfurecidos eu não esquecerei jamais !!!
Segui meu caminho na direção da Pça. Roosevelt e encontrando uma dupla de PMs contei o ocorrido.

O PIOR VEM AGORA !!! Um dos PMs disse que como não anotei a placa do veículo nada poderia fazer e me "orientou" a não andar por aí com "esse tipo de estrelinha e esse tipo de adesivo" pois isso nessas épocas "é muito perigoso".

NUNCA ME SENTI TÃO REVOLTADO !!! Tenho certeza que se fosse o contrário e eu sendo um riquinho "bem trajado" e com as cores políticas "certas" a reação dos policiais seria outra.É esse o estado em que se encontra o Estado de São Paulo, uma beligerância !!! Uma guerra tal qual as guerras de torcidas que marcam as camisas de torcedores dos times adversários para lhes cobrirem de porrada se possível até a morte !!!

A nossa sociedade está envenenada e não dividida !!! O veneno sabemos de onde vem, VEM DA MÍDIA COMERCIAL E GOLPISTA !!! Ou acabamos com ela ou ela acaba com a política e com o Brasil !!!
Tem gente que pensa que democracia é só para eles, que liberdade de expressão é só para eles. Tem gente querendo também a "liberdade de espancamento" !!! Nazistas na Alemanha e agentes do Apartheid na

África do Sul faziam assim. Deu no que deu.

Não há notícias de agressão partindo de petistas (a não ser uma ou outra bolinha de papel) mas do lado de lá a baba de ódio escorre pela boca como cachoeira !!!

Queria escrever mais mas meu dedo cansou... MAS EU NÃO !!!

É DILMA 13 CADA VEZ MAIS CONVICTO !!!

É MAIS PT NELES !!!

É TRABALHADOR NO PODER !!!

Holofote sobre PSDB complica uso político na Petrobras


Diagnóstico de Aécio sobre os desafios brasileiros é monotemático: é tudo culpa do PT; visão primária, quase infantil, ignora questões estruturais, abstrai conflitos, elide relações objetivas de causa e efeito, não enxerga o pano de fundo da crise mundial; risco de levar a soluções desastrosas é alto.
 
Oratória exaltada de Aécio narra a trajetoria de um Brasil devastado pelo PT. O salvacionismo tucano impressiona; em seguida satura; não há aderência entre ele e o cotidiano da maioria da população: 78% dos eleitores consideram o governo Dilma ótimo, bom ou regular, diz o Datafolha
  
Dilma no SBT: Candidato, ninguém pode, sem sofrer as consequências, dirigir drogado ou bêbado; essa é uma questão (colocar em risco vidas) que afeta a todos os brasileiros

 A internacional dos banqueiros: Neca setubal, dona do Itaú declara apoio a Aécio; a revista Economist, porta voz dos interesses que jogaram o mundo na pior crise desde 1929, divulga nesta 5ª feira declaração explícita de apoio ao candidato do conservadorismo,Aécio Neves

Seca de gestão: alto comando tucano admite-se que, sem chuva, Alckmin reconhecerá racionamento após o último voto dia 26; falta d'água chegou à avenida Paulista




: Quem também pediu propinas ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi ninguém menos que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra; ontem, já havia surgido também a acusação de que o senador eleito Fernando Bezerra Coelho, do PSB, havia levantado R$ 20 milhões para a reeleição de Eduardo Campos, em 2010; com as revelações, o esquema de Costa se torna menos petista e mais ecumênico, atingindo todas as forças políticas, inclusive da oposição, o que dificulta a exploração política do caso, às vésperas do segundo turno 

247 - A manchete da Folha de S. Paulo desta sexta-feira traz um complicador para a estratégica política do PSDB, de usar o esquema comandado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, como arma contra o PT, às vésperas do segundo turno. Costa também disse ter pago propinas a ninguém menos que Sergio Guerra, ex-presidente nacional do PSDB. Ontem, numa outra revelação, surgiu a história de que o senador Fernando Bezerra Coelho, do PSB, também levantou R$ 20 milhões para a reeleição de Eduardo Campos, em 2010. Assim, o esquema denunciado na Operação Lava-Jato se torna mais ecumênico e suprapartidário – e não apenas petista.

Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre Guerra:

(Reuters) - O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse em um depoimento ao Ministério Público Federal que repassou propina para o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, para ajudar a esvaziar uma CPI criada para investigar a estatal em 2009, segundo notícia publicada no site do jornal Folha de S.Paulo.
Guerra, que morreu em março deste ano, era senador por Pernambuco e presidente do partido na época, além de integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Segundo a Folha, quatro pessoas envolvidas na investigação da Operação Lava Jato confirmaram que o líder do PSDB foi citado em um dos depoimentos de Costa, depois que ele decidiu colaborar com as autoridades.

Ainda de acordo com a reportagem do jornal, Costa disse que empresas que prestavam serviços à Petrobras queriam encerrar as investigações da CPI. Embora a oposição fosse minoritária na CPI, as empreiteiras temiam prejuízos com a repercussão na imprensa das investigações.

O PSDB divulgou nota afirmando que defende que todas as denúncias de Costa sejam investigadas.
Segundo a Folha, Francisco, filho de Guerra, disse não ter nada a dizer sobre a acusação, acrescentando que preserva o legado do pai "com muita honra".
(Por Alexandre Caverni)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Um debate para cair na rua, na boca do povo

SBT
Claro que os comentaristas da imprensa vão dizer que o debate foi ruim para os dois candidatos, tamanha foi a troca de acusações entre Dilma e Aécio.
Mas ele teve um grave problema para Aécio Neves, agravado pelo horário em que foi ao ar, fora das maratonas madrugadoras dos encontros anteriores.
Foi o de colocar “na rua” os fatos que pouco ou nada estavam na boca do povo.
O nepotismo.
A propaganda oficial nas rádios de propriedade dele.
O sumiço do dinheiro da Saúde e da Educação em Minas.
A corrupção engavetada do tucanato.
E, claro, o aeroporto do titio, este já de maior conhecimento público.
Mesma situação do episódio da recusa de Aécio ao teste do bafômetro.
Além de tocar na acusação de Paulo Roberto Costa ao então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, ter levado algum para parar – como parou – a CPI da Petrobras em 2009, colocando o tema em pauta e impedindo que a mídia em geral “engavete” a reportagem da Folha.
Depois de um começo mais tenso, Dilma se soltou.
Politizou a falta d’água em São Paulo.
Ao ponto de um impagável “Aécio, isso é feio…”
Aécio estava visivelmente nervoso, até porque sabe, nos levantamentos que tem, que já estava em situação mais desvantajosa do que aquela que as pesquisas apontam.
Foi-lhe cobrado ser mais agressivo – inclusive publicamente por Ricardo Noblat, que escreveu um post em seu blog intitulado “Ou Aécio parte para cima de Dilma ou morrerá na praia” – e foi.
Mas talvez não contasse com que Dilma fosse também e repisasse o que saiu só lá pela meia-noite no debate da Band.
E Dilma foi muito mais dura.
E colhe daí um benefício extra-debate.
Incendiou seus apoiadores e mostrou-lhes que é hora de partir para cima, sem os punhos de renda que marcam boa parte da esquerda.
Pode ser que tenha sido, até, um pouco mais agressiva do que recomendariam as boas técnicas de marketing, mas como Aécio foi também, isso não é um prejuízo.
Porque até agora, a “guerra” era, na verdade, um massacre unilateral da  aliança mídia-tucanato.
E já não é mais.

Segundo O Globo, Aécio caluniou irmão de Dilma no debate do SBT


Quase no final do primeiro bloco do debate do SBT/UOL entre os candidatos a presidente, Aécio Neves acusou o irmão de Dilma Rousseff de ser funcionário fantasma do ex-ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel, eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno.
“A senhora conhece o senhor Igor Rousseff? O seu irmão foi nomeado por Fernando Pimentel e nunca apareceu para trabalhar. A diferença é que minha irmã trabalha muito e não recebe nada. O seu irmão não trabalha nada e recebe muito”, disse o tucano.
De fato, Igor trabalhou no governo Pimentel no primeiro ano de seu mandato como prefeito de Belo Horizonte. Abaixo, o documento de nomeação dele.

Porém, nunca houve registro das acusações de Aécio. O que há é relato insuspeito do jornal O Globo que mostra realidade diametralmente diferente da vociferada pelo candidato do PSDB sobre o irmão de Dilma.
Abaixo, matéria do jornal em questão publicada em 4 de janeiro de 2011, logo após a posse de Dilma, e “atualizada” em 4 de novembro do mesmo ano. Confira abaixo, leitor, se o que o jornal relata bate com as calúnias irresponsáveis de Aécio no debate SBT/UOL.
*

Aécioporto some com $ e com prova do sumiço O documento que comprova má gestão de Aécio desapareceu do site do TCE. Aqui as provas em pdf. conseguimos recuperar !!!









Documento que comprova má gestão de Aécio desapareceu do site do TCE. O Muda Mais mostra pra você​!



Logo depois de Dilma Rousseff citar o Termo de Ajustamento de Gestão que mostra que o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, não cumpriu os investimentos mínimos previstos pela Constituição Federal em saúde e educação, os documentos foram retirados do site do Tribunal de Contas do Estado. A notícia foi divulgada pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.


Na terça-feira (14), no debate da TV Bandeirantes, Dilma divulgou que Aécio não destinava nem o mínimo obrigatório para a saúde (12% dos impostos) e para educação (25% do total de impostos). O site do TCE ficou fora do ar na maior parte do tempo entre as 22h30 e o início da tarde desta quarta, 15. De acordo com a matéria da Folha de S. Paulo, quando “o site voltou, os pareces técnicos citados por Dilma, que correspondem ao período que vai de 2006 a 2012, não estavam mais disponíveis”.


Mas o Muda Mais tem o documento que prova que o governo de Aécio negligenciou a saúde e a educação e traz aqui para você: Termo de Ajustamento de Gestão (link is external).


TCE-MG Acordao – Tribunal Pleno Processo n_ 862943 Natureza_ Termo de Ajustamento degestao.pdf

Veja também as matérias da Folha e do Estadão:

Relatórios usados por Dilma para criticar Aécio somem do site do TCE
LUCAS FERRAZ
ENVIADO ESPECIAL A BELO HORIZONTE
PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE

15/10/2014  21h07

Relatórios técnicos do Tribunal de Contas de Minas Gerais sobre as contas do Estado foram retirados do ar nesta quarta-feira (15) após serem usados pela presidente Dilma Rousseff (PT) para acusar o rival Aécio Neves (PSDB) de não investir o mínimo exigido pela Constituição na saúde.

No debate da TV Bandeirantes, nesta terça (14), a petista afirmou que o governo mineiro, por não ter cumprido o mínimo constitucional (12% da receita estadual) nas gestões do PSDB em Minas, teria “desviado” R$ 7,6 bilhões.

Dilma então pediu que os telespectadores conferissem a informação no site do TCE . Logo após a afirmação da presidente, a página saiu do ar.

Hoje pela manhã, quando o site voltou, os pareces técnicos citados por Dilma, que correspondem ao período que vai de 2006 a 2012, não estavam mais disponíveis, segundo o PT.

O material ficou fora do ar pelo menos quatro horas, voltando ao site no final da tarde desta quarta (15).

Em nota, o tribunal afirmou que o site caiu por causa da quantidade de acessos na noite desta terça, mas não explicou o motivo de os pareceres terem saído do ar. Procurado pela reportagem, o órgão não confirmou a exclusão de documentos das gestões tucanas.

CONTAS APROVADAS

Em meio à polêmica, o Tribunal de Contas publicou em sua página oficial um comunicado em que diz que todas as contas do governo Aécio Neves (2003-2010) foram aprovadas. Logo em seguida, o fato foi divulgado pela assessoria de campanha do tucano.

Desde o início de seu governo em Minas, Aécio sempre contou com apoio político dos conselheiros do TCE, que são indicados pelo Executivo e pelo Legislativo, onde o ex-governador sempre teve o apoio de pelo menos 60 dos 77 deputados.

A atual presidente do Tribunal de Contas, Adriene Andrade, foi indicada conselheira por Aécio Neves. Ela é mulher do ex-senador Clésio Andrade (PMDB), que foi vice-governador no primeiro mandato de Aécio em Minas.

Clésio é réu no mensalão tucano e renunciou ao mandato recentemente alegando problemas de saúde. O seu processo, que tramitava no STF (Supremo Tribunal Federal), será agora julgado pela Justiça de Minas. A ação ainda está em fase preliminar.

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Dados do TCE de Minas somem de site
MARCELO PORTELA – O ESTADO DE S. PAULO
15 Outubro 2014 | 22h 12
Página fica indisponível após Dilma acusar Aécio de não investir mínimo em saúde; relatórios das contas só voltaram ao ar no fim da tarde desta quarta

BELO HORIZONTE – O Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) retirou de seu site nesta quarta-feira, 15, durante boa parte do dia, os relatórios técnicos com análise das contas de gestões do PSDB no Estado. Os documentos, que voltaram ao ar no fim da tarde, são relativos às contas de 2007 a 2012, período em que Minas foi governada pelo senador e candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, e pelo senador eleito Antonio Anastasia (PSDB). Os relatórios mostram que o Executivo não cumpriu os investimentos mínimos previstos pela Constituição Federal em saúde e educação.

O site do TCE ficou fora do ar na maior parte do tempo entre as 22h30 desta terça-feira, 14, até o início da tarde desta quarta, 15. A página foi citada pela presidente Dilma Rousseff no debate promovido pela TV Bandeirantes como referência para os eleitores verificarem que Aécio não havia cumprido como governador o investimento mínimo em saúde – 12% da receita.

No debate, Dilma acusou Aécio de ter “desviado” R$ 7,6 bilhões do setor. Este é o valor somado dos recursos a menos que o Estado aplicou em saúde desde 2003, quando o tucano assumiu seu primeiro mandato no Executivo estadual, até 2011, segundo ano da gestão de Anastasia – Aécio deixou o governo em março de 2010 para disputar o Senado. No mesmo período, o valor aplicado a menos na educação chega a R$ 8,3 bilhões.

Após as declarações da presidente no debate, o site do TCE-MG saiu do ar. Por meio de nota, a corte de contas informou que o sistema tem capacidade para atender aos mais de 3,3 mil jurisdicionados e tem média de 2,5 mil acessos diários, capacidade projetada “levando em conta a média geral de usuários simultâneos ao longo de quatro anos, maximizada em até 150%”.

Segundo o tribunal, a média “histórica” é de 30 acessos simultâneos ao site, mas, “de forma atípica”, a partir das 22h de quarta até as 13h de quinta foram registrados até 920 acessos simultâneos.

“O Tribunal de Contas informa que o sistema não ficou indisponível, mas, sim, instável. Estamos trabalhando no sentido de aliviar a carga no portal para minimizar os problemas de acesso”, diz a nota, que não cita o fato de os relatórios técnicos terem sido retirados do site quando a página retornou ao ar.

O TCE de Minas é presidido por Adriene Andrade, mulher do ex-senador Clésio Andrade (PMDB), indicada para a corte pelo então governador Aécio Neves – Clésio era o vice-governador – durante a formação da chapa majoritária que disputaria a eleição de 2006. Ela era apontada pelo PFL (atual DEM) para disputar o Senado, mas foi alijada da disputa. A vaga na chapa ficou com o ex-senador Eliseu Resende, morto em 2011 – a vaga foi ocupada por Clésio, que era o primeiro suplente.
Ajustamento. O TCE também ressaltou que as contas do governo mineiro entre 2003 e 2012 foram todas aprovadas por unanimidade pelos conselheiros. Mas os relatórios técnicos com as análises das finanças do Executivo apontaram os investimentos abaixo do mínimo constitucional em saúde e educação.

Para regularizar a situação, o tribunal firmou com o governo em 2011 um “termo de ajustamento de gestão” que permitia ao Executivo “adequação gradual” dos investimentos nas duas áreas, aumentando os aportes até chegar ao mínimo constitucional este ano. O termo ainda prevê prorrogação do prazo em um ano caso ocorra “eventual situação excepcional” que tenha impacto na receita do Estado.

A campanha de Aécio emitiu nota, na noite desta quarta, em que afirma que o “TCE-MG aprovou, por unanimidade, as contas relativas ao período de 2003 a 2010”. Diz ainda que “foram cumpridos os índices constitucionais de saúde”.


Leia mais:

Relatórios usados por Dilma para criticar Aécio somem do site do TCE

 

“Bíblia” dos banqueiros apoiou Serra em 2010 e agora apoia Aécio


Quem quiser entender os interesses que estão em jogo na eleição presidencial deste ano pode encontrar uma bela pista no eterno antipetismo da revista britânica The Economist, considerada pelos “mercados” como a “bíblia” do neoliberalismo contemporâneo.

Em edição desta quinta-feira (16), a publicação europeia volta a pregar voto em um candidato do PSDB contra outro do PT – só não se sabe a quem a revista inglesa se dirige, haja vista que 99,9999% dos brasileiros mal sabem que ela existe.

The Economist ilustra editorial pró Aécio com a charge de uma “Carmem Miranda” com um cocar de frutas

apodrecidas na cabeça. Diz o texto que os “Eleitores brasileiros deveriam abandonar Dilma e eleger Aécio”.



Por que? Segundo a revista, “Quando a presidente [Dilma] foi eleita em 2010, o Brasil parecia prestes a aproveitar todo o seu potencial, mas, durante seu governo, a economia se estagnou”.

A revista, por óbvio, dá pouca… Ou melhor, dá importância zero ao fato de que, apesar da crise internacional que pôs o Reino Unido de joelhos, no Brasil há quase pleno emprego, os salários crescem e a desigualdade cai.

Quem lê a pregação da revista para que os brasileiros elejam Aécio pode até pensar que a redução da atividade econômica no Brasil a fez assumir só agora essa posição antipetista, mas uma breve pesquisa no site da The Economist mostra outra coisa.

Em 2010, também em outubro, com o Brasil crescendo 7%, no auge de uma imensa ovação internacional à sua economia, a mesma The Economist pregou voto em José Serra contra Dilma Rousseff.



Qual o argumento da revista para pregar voto em José Serra há quatro anos? O tucano lhe parecia “mais convincente” e, por isso, acreditava que seria “um presidente melhor”.

Melhor para quem, caras-pálidas? Perdoem o ceticismo deste blogueiro, mas chega a ser hilariante alguém dizer que acredita que a família de banqueiros ingleses Rothschild, dona da revista, esteve ou está preocupada com as condições de vida do povo brasileiro.

The Economist é uma publicação voltada para o mercado financeiro internacional e para os interesses de banqueiros e “investidores”. Para essa gente, se este povo estiver passando fome mas o país lhe oferecer boas oportunidades de lucro, é o que importa.

E você, acredita mesmo que um candidato apoiado pelos chacais do mercado internacional de capitais é também o melhor para você? Quantas ações você tem na Bolsa? Juros altos produzem em sua vida o mesmo bem-estar que produzem a banqueiros?

Agressor de mulher chama Duvivier de “marginal”

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Intolerância: o ator Dado Dolabella, que já foi acusado três vezes de agredir ex-namoradas, decidiu partir para cima do ator e poeta Gregório Duvivier; o motivo é o fato de Duvivier, integrante do Porta dos Fundos, declarar apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff; "Na boa, alguém que fala 'estou com Dilma', para mim, soa tipo: 'estou com ebola'. Digno de pena e reclusão da sociedade. Um marginal", escreveu Dolabella em sua página no Facebook; nesta manhã, 247 noticiou que Duvivier foi agredido verbalmente, num restaurante do Leblon, por outro brucutu de extrema direita; neofascistas estão à solta 

247 – Acusado três vezes de violência doméstica, o ator Dado Dolabella chamou de "marginal" o ator e poeta Gregorio Duvivier por ter declarado apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Hoje, mais cedo, o 247 noticiou que Duvivier foi agredido verbalmente em um restaurante do Leblon depois do artigo que publicou contra a pressão, no Rio de Janeiro, para se votar em Aécio Neves (PSDB).

"Na boa, alguém que fala 'estou com Dilma', para mim, soa tipo: 'estou com ebola'. Digno de pena e reclusão da sociedade. Um marginal. Diante de tanta corrupção comprovada! Só não mais contagioso, porque não é todo mundo que é acéfalo! Tenho certeza que você não é 'Folha' da mesma pasta que essa escória. Mas está mal influenciado", disparou Dado pelo Facebook.

Duvivier, integrante do grupo humorístico Porta dos Fundos, compartilhou o texto em sua página na rede social com bom humor. "Estou sendo alvo de zuêra", escreveu. Dolabella tem na foto do perfil uma tarja com "Aécio 45" e divulga em sua página uma série de posts em prol do tucano. Ontem à tarde, ele escreveu um texto no qual defende que política "se discute sim, com respeito, para expor os lados".

Dado Dolabella já foi acusado três vezes por violência doméstica contra suas ex-namoradas Luana Piovani, Eliza Joenck e Viviane Sarahyba. Ele também já foi indiciado por uso de drogas ilícitas. Gregorio Duvivier tem sido alvo de agressões desde que escreveu o artigo na Folha, na segunda-feira 13.

Por que Aécio Neves nunca processou Juca Kfouri



Recebo e-mail de colega da “blogosfera suja” – termo gestado por elucubração de José Serra em 2010, indignado com o contraditório, essa praga que tanto apavora políticos mimados e/ou blindados pela mídia como o ex-governador paulista.

Por, aparentemente, o colega preferir não se envolver diretamente no caso, repassou-me redescoberta de um episódio curioso. Para compreendê-lo melhor, porém, há que voltar ao debate de terça-feira (14) entre Dilma Rousseff e Aécio Neves na TV Bandeirantes.

Aécio começou o debate ostentando um ar debochado e irônico na cara, em claro menosprezo à adversária. Todavia, essa conduta mudaria entre o segundo e o terceiro blocos do programa.

Após ser insultada pelo adversário por perguntá-lo sobre o aeroporto que mandou construir com dinheiro público em uma fazenda de sua família, na abertura do terceiro bloco Dilma formulou outra questão que pareceu desestruturá-lo ainda mais, emocionalmente.


No vídeo abaixo, a pergunta de Dilma a Aécio sobre “violência contra mulheres”.






A parcela menos informada sobre política que assistia ao debate da Band por certo não captou o significado oculto na pergunta de Dilma. Aécio não passou recibo verbalmente, apesar de seu semblante ter espelhado a preocupação que a pergunta lhe causou.

Dilma, porém, tinha um objetivo muito claro ao apresentar essa questão ao adversário. Ele acabara de ter uma reação tão furiosa à questão (legítima) sobre o aeroporto que construiu nas terras de sua família com o dinheiro dos mineiros que chegou a dar a impressão de que agrediria a mulher com quem debatia.

A agressão, aliás, até ocorreu, mas, contra Dilma, só ocorreu verbalmente. O mesmo não se pode dizer em relação a outra mulher muito mais próxima do tucano, de acordo com post publicado pelo jornalista Juca Kfouri em seu blog em 2009.

Abaixo, o post do jornalista esportivo em seu blog no UOL.



O desinteresse da grande mídia sobre a denúncia de Juca foi total e condizente com a blindagem que tucanos de alto coturno sempre receberam dessa mídia. Porém, a afirmação dele guarda relação com outra notícia, agora velada.
Juca fez a denúncia no dia 1º de novembro de 2009. Seis dias antes, a “colunista social” Joyce Pascowitch publicou, em seu site de fofocas sobre socialites, um tal Glamurama, relato que, segundo a fonte do Blog, tem íntima relação com a denúncia de Juca.

O que você, homem, faria se um jornalista de renome e com grande espaço na mídia, tal qual Juca Kfouri, o acusasse de bater em mulher? No mínimo, sendo mentira você moveria um processo contra o caluniador. E mesmo sendo verdade, se não houvesse provas da acusação, faria a mesma coisa.

Aécio nunca respondeu a Juca e nem o processou. Se a coluna de Pascowitch tiver mesmo relação com a denúncia do jornalista esportivo, a explicação está aí: não seria possível processar devido ao grande número de testemunhas do fato. Simples assim.

PS: o tuiteiro Rodrigo mostra que outros veículos de comunicação foram bem mais explícitos do que Joyce Pascowitch. Abaixo, matéria do jornal Hora do Povo

Aécim é assim, por Juca Kfouri

aecioperrella

O cronista esportivo Juca Kfouri, que há cinco anos teve a coragem de registar ou que a imprensa em geral se escafedeu de reportar – a agressão de Aécio Neves à namorada, numa festa  numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio – mostra hoje, sem voltar ao tema, as ligações de Aécio com o (sub)mundo do futebol.

Neste universo, pequeníssimo, quando a gente pensa em tudo o que envolve uma Presidência da República, dá uma mostra dos compromissos do mineiro com a transparência e a tal “meritocracia”.

Desde seu tempos de Diretor de Loterias da Caixa Econômica – pelo “mérito” de ser neto de Tancredo e primo do então Ministro da Fazenda, Francisco Dornelles, até suas ligações atuais com Zezé Pérrella e José Maria Marin, transparência e meritocracia tomam de sete a zero com ele.

Em matéria de manter as piores práticas e reunir as piores companhias, Aécim também é assim.
Uma bola fora.

Aécio é assim

Juca Kfouri

Aécio Neves pediu a seu eleitor Ronaldo Fenômeno que tentasse uma aproximação com o pessoal do Bom Senso FC. Ao mesmo tempo, telefonou para José Maria Marin, outro eleitor dele, em Pequim, desejando-lhe sorte antes do jogo contra a Argentina e, depois, parabenizando-o pelo resultado, segundo a CBF divulgou.

Na reinauguração do Mineirão, em abril do ano passado, Marin participou das homenagens a Aécio e o sítio da CBF também noticiou com destaque, coisa que o político escondeu em sua página ao ocultar tanto a foto quanto o nome do cartola.

Atitudes que fazem parte do jeito dele de ser, mineiro, maneiro e, agora, marineiro.

Quando tinha apenas 25 anos, Aécio foi nomeado diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal.
Era ministro da Fazenda, no governo Sarney, seu parente, Francisco Dornelles.

Havia três anos que a revista “Placar” denunciara o caso que ficou conhecido como o da “Máfia da Loteria Esportiva” e o presidente da CEF, ex-senador por Pernambuco, Marcos Freire, determinou que o banco, até então nada colaborativo nas investigações, não ocultasse coisa alguma, até para tentar restabelecer a credibilidade da Loteca.

Aécio fez que atenderia, mas não atendeu, apesar de publicamente lembrado do compromisso pelo diretor da revista num programa, na rádio Globo, comandado por Osmar Santos.

Em 2001 quando Aécio já era presidente da Câmara dos Deputados, uma nova simulação.
Corria um processo de cassação do mandato do deputado Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, e do mesmo partido de Francisco Dornelles, o Partido Popular.

A cassação era dada como certa até que, no dia da decisão, sob a justificativa de comparecer ao enterro da mãe de Dornelles, Aécio se ausentou e o processo acabou arquivado pela mesa diretora da Câmara.

Aécio deixou uma carta a favor da abertura do processo, sem qualquer valor prático. E deixou de votar, o que teria consequência.

Conselheiro do Cruzeiro, foi Aécio quem fez do ex-presidente do clube, Zezé Perrela, o suplente de Itamar Franco, eleito senador, aos 80 anos, em 2010, e falecido já no ano seguinte.

Tudo isso, e apenas no que diz respeito, direta ou indiretamente, ao futebol brasileiro, revela um estilo, um modo de ser.

Que não mudará, caso seja eleito presidente da República, o futebol brasileiro, como Marin, aliás, acha que não tem mesmo de mudar.

Braço direito de Campos, FBC também foi delatado

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Segundo o colunista Claudio Humberto, o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB), que era braço-direito do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em depoimento; "Ele relatou que em 2010 o doleiro Alberto Youssef recebeu de Bezerra, então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, pedido de doação para a reeleição do governador Eduardo Campos. E R$ 20 milhões teriam sido doados pelo Consórcio Ipojuca Interligações (CII), contratado da Petrobras na refinaria Abreu e Lima", diz nota; empreiteiras envolvidas são Queiroz Galvão e Iesa; presidente do PSB, Carlos Siqueira, diz não ter registro dessa doação; caixa dois? 

Pernambuco 247 - O senador eleito e ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em depoimento à Polícia Federal, sob acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do portal Diário do Poder. Segundo ele, FBC, que era braço-direito do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pediu doações para o doleiro Alberto Youssef para a campanha de reeleição de Campos, falecido em agosto em um acidente aéreo. Na coluna de ontem, o jornalista também afirmou que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra [já falecido], também teria sido cotado na delação premiada feita por Costa.

O pedido foi atendido, ainda segundo o colunista, através do Consórcio Ipojuca Interligações (CII), formado pelas empresas Iesa e Queiroz Galvão, que tem contrato nas obras da implantação da Refinaria Abreu e Lima, em Suape. Nas prestações de contas do PSB à Justiça Eleitoral não aparece nenhuma doação deste valor. Na época, o partido era presidido por Eduardo Campos. O Tribunal de contas da união suspeita que as obras da Refinaria Abreu e Lima foram superfaturadas em até  R$ 316,9 milhões.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, diz desconhecer qualquer doação do gênero e que a campanha de Eduardo Campos não custou tanto. Já a Queiroz Galvão teria informado que  “todas as doações realizadas pela empresa seguem rigorosamente a legislação eleitoral".

Entre 2007 e 2010, Fernando Bezerra Coelho ocupou a presidência do Porto de Suape e acumulou a função de secretário de Desenvolvimento Econômico. Ele ficou no cargo até 2011, quando assumiu o Ministério da Integração Nacional, por indicação de Campos, cujo partido integrava a base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff. O PSB deixou o governo em 2013, quando Campos decidiu lançar-se candidato à Presidência da República.

Confira abaixo a nota publicada pelo jornalista Cláudio Humberto.

EX-DIRETOR DELATA EX-MINISTRO DO GOVERNO DILMA

Ex-ministro da Integração de Dilma e senador eleito, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) foi citado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, sob delação premiada. Ele relatou que em 2010 o doleiro Alberto Youssef recebeu de Bezerra, então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, pedido de doação para a reeleição do governador Eduardo Campos. E R$ 20 milhões teriam sido doados pelo Consórcio Ipojuca Interligações (CII), contratado da Petrobras na refinaria Abreu e Lima.


CRÉDITO APROVADO

Paulo Roberto Costa afirmou que, consultado por Youssef, aprovou a doação. Até o fechamento desta edição, Bezerra não respondeu às ligações da coluna.

SUPERFATURAMENTO

O TCU estima que o consórcio CII, das empreiteiras Iesa e Queiroz Galvão, pode ter superfaturado R$ 316,9 milhões em Abreu e Lima.

NÃO CHEGOU

Hoje presidente do PSB, Carlos Siqueira ignora a suposta doação e diz que a campanha de Eduardo – que não custou tanto – jamais a recebeu.

RESPOSTA PADRÃO

A Queiroz Galvão informou por assessores que “todas as doações realizadas pela empresa seguem rigorosamente a legislação eleitoral".