Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Alckmin e Serra garantem: “Nós não sabíamos…”


Uma das frases de políticos que mais se popularizou na imprensa brasileira durante a década passada e ao longo desta é atribuída ao ex-presidente Lula. Perguntado sobre o escândalo do mensalão, o petista teria dito que “não sabia” do que fizeram seus correligionários.
Tal afirmação foi objeto de milhares de textos jornalísticos pelo país. Contam-se nos dedos de uma das mãos os colunistas, editorialistas ou repórteres das grandes empresas de comunicação que não a tenham ironizado.
Para que fique bem claro, repito: afora raras exceções, praticamente todos os jornalistas que militam na imprensa corporativa nacional fizeram questão de que a frase “eu não sabia”, associada ao nome próprio Lula, figurasse em seus currículos.
Ironizar a afirmação de Lula de que nunca teve conhecimento dos fatos que redundaram na Ação Penal 470 tornou-se tão comum que até um dos juízes aos quais tal processo foi submetido repetiu a tese que envolve a afirmação de Lula de que “não sabia”.
Numa entrevista a um repórter do Estadão durante o julgamento do mensalão, no ano passado, o ministro do STF Marco Aurélio Mello deu a seguinte declaração: “Você acha que um sujeito safo como Lula não sabia [do mensalão]?”
A tese que apaixonou de jornalistas a juízes, além da quase totalidade da oposição de direita e de esquerda aos governos Lula e Dilma, é a de que um chefe do Poder Executivo está obrigado a saber de tudo que fazem os seus subordinados. Inclusive do que fazem escondido.
Em verdade, a inverossimilhança que haveria em um político ou governante dizer que “não sabia” de corrupção entre seus correligionários ou auxiliares embasou a teoria pela qual o STF condenou o “núcleo político” da Ação Penal 470, a teoria do “domínio do fato”.
De uns tempos para cá, porém, vários grandes meios de comunicação que, ao longo da década passada e no início desta, foram carimbados com a pecha de partidários do PSDB, vêm tentando demonstrar isenção.
A cobertura do escândalo de pagamento de propinas a membros dos governos do Estado de São Paulo entre 1998 e 2008 tem sido usada por veículos tidos como partidários do PSDB para “provarem” que são “isentos” simplesmente por noticiarem as investigações.
Todavia, se for real a conversão da grande mídia à imparcialidade jornalística os seus colunistas, editorialistas e repórteres terão que usar para dois dos três políticos que governaram São Paulo no período sob suspeição a mesma ironia que tantas vezes usaram para Lula, inclusive antes mesmo de o mensalão ir a julgamento.
Tal exigência decorre de afirmação do governador Geraldo Alckmin e de seu antecessor José Serra sobre o escândalo de pagamentos de propinas aos seus subordinados que é literalmente idêntica à famosa afirmação de Lula.
Segundo o apresentador do Jornal Nacional de segunda-feira (30/9), Heraldo Pereira, “(…) as assessorias dos dois governadores do PSDB [Alckmin e Serra] negaram que eles soubessem de qualquer irregularidade(…)”.
Dentro da nova política de “isenção” adotada por veículos como a Globo e por seus colunistas, editorialistas e repórteres, todos estão obrigados a também ironizar a afirmação dos dois tucanos, ainda que se deva reconhecer que, tal qual Lula, tenham todo o direito de negar que tivessem conhecimento de um esquema de roubalheira que durou muito mais tempo do que o mensalão e que envolveu muito mais dinheiro – o escândalo paulista envolve bilhões de reais.
Entretanto, até aqui não se vislumbra isso ocorrendo na imprensa corporativa dada a total afasia em relação ao assunto que vêm demonstrando os que escrevem ou verbalizam opiniões nesses grandes jornais, revistas, programas de tevê ou de rádio.
Apesar das veiculações pontuais e protocolares por esses grupos de comunicação dos desdobramentos das investigações do escândalo tucano, a ausência de opiniões virulentas que sempre acompanham escândalos petistas desmascara a farsa toda.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

2ª FEIRA VERTIGINOSA PARA O CONSERVADORISMO


Polícia Federal quebra o sigilo bancário do coringa de ouro do tucanato bandeirante. Andréa Matarazzo, homem de confiança do PSDB, braço direito de Serra, é suspeito de ser o operador do esquema intergeracional de corrupção no metrô de São Paulo. A rede metroviária de expansão mais lenta do mundo em desenvolvimento ganha contornos de um gigantesco biombo do caixa 2 do PSDB, há duas décadas no poder em São Paulo, de Covas a Alckmin. Sem tempo para respirar, a emissão conservadora ainda terá que esconder outra manchete incomoda amanhã: o ministério da Saúde, amparado em forte apoio de 75% da população ao 'Mais Médicos', anunciou a chegada de mais dois mil médicos cubanos ao país, esta semana. Secretarias de redação rebolam para dar tratos à manipulação. Como elidir os revezes na primeira página, sem parecer um veículo de Marte? O PT  não colabora. E acaba de criar mais um problema aos mancheteiros: o 'impasse' alimentado pelo jornalismo tucano, que tenta enfraquecer Dilma com supostos clamores de um 'volta Lula' dentro do partido, gerou uma limonada suíça. Simples: o  PT vai montar uma ciranda de palanques pelo país. Neles se alternarão, de um lado, o único político que venceria a disputa de 2014 no primeiro  turno, segundo as diferentes enquetes eleitorais; e, de outro, a candidata que lidera com folga no primeiro e segundo turno, sejam quais forem os adversários.  Do outro lado, quem faria o mesmo? Um rodízio Serra, Aécio e FHC seria palatável ao leitor?

Aécio critica impunidade, mas se irrita com pergunta sobre mensalão tucano e encerra entrevista coletiva


Aécio diz desconhecer mensalão do PSDB
Aécio Neves, candidato à Presidência da República,  disse em entrevista nessa segunda feira (30)  que  a sensação de impunidade existente no País  é herança dos governos do PT. Mas,  quando o repórter mencionou o  mensalão tucano, cujo julgamento, sem data para acontecer,  tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), Aécio respondeu que desconhece  o assunto.

Em seguida Aécio voltou a questionar a decisão do STF de aceitar os embargos infringentes para parte na ação penal  470. Segundo ele, a apreciação dos embargos causa uma sensação de impunidade, que seria herança dos governos petistas. Quando novamente foi  questionado se a demora no julgamento do mensalão tucano em Minas não  aumenta essa sensação de impunidade, Aécio demonstrou irritação. "Tem que ser julgado, e se houver culpado, deve ser punido. Mas esse é um caso que eu conheço muito pouco", disse o senador mineiro encerrando a entrevista coletiva em seguida.  Siga nosso blog no Facebook

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Siemens insinua que Alckmin “acoberta” corrupção

Edu Guimarães- Blog Cidadania.
Enquanto as atenções se concentram no vai-não-vai do julgamento do mensalão e nas crescentes evidências de que o escândalo contra o PT vem sendo tratado com dureza incomum pela mídia nacional, pela Procuradoria Geral da República e pelo Supremo Tribunal Federal, outro escândalo, de dimensões bilionárias e repleto de evidências contra políticos, vai passando batido.
Chegam a bilhões de reais as somas envolvidas em um esquema de corrupção que tornou o transporte público metroviário em São Paulo uma tortura diária para milhões de paulistanos que penam diariamente nos vagões do pior sistema de metrô do mundo em termos de superlotação.
Para que se tenha uma ideia, a pequena rede metroviária paulistana (74,2 km2) transporta até 11 passageiros por metro quadro enquanto a recomendação internacional é de que não passem de 6. Por conta disso, segundo o jornal Folha de São Paulo o metrô paulistano é o mais superlotado do mundo.
Em agosto, a revista IstoÉ denunciou que o escândalo de superfaturamento nas obras do metrô e na aquisição de trens se arrasta desde o governo Mario Covas, passando pelos governos José Serra e Geraldo Alckmin. Porém, as denúncias surgiram em 2008 e, desde então, o governo paulista, responsável pelo setor, não apenas não apurou nada como impediu investigações.
A oposição ao governo Alckmin já pediu cinco CPIs e todas foram barradas por ordem expressa dele.
O escândalo dos trens paulistas envolve empresas como a francesa Alstom e a alemã Siemens, entre outras. Um dos casos mais impressionantes vem de 2009, um ano após as primeiras denúncias do caso Alstom, o que revela a certeza de impunidade dos governos do PSDB paulista.
Trecho de matéria recente da jornalista Conceição Lemes, que vem fazendo um trabalho investigativo sobre esse escândalo de enorme importância, mostra bem a dimensão da roubalheira:
“(…) Em 2009, no governo Serra, o Metrô abriu concorrência para reformar 96 trens das linhas 1 ( Azul) e 3 (Vermelha) em um valor total de R$ 1,75 bilhão. Segundo contratos oficiais, um trem novo custava R$ 23 milhões e o reformado saía por R$ 17 milhões. Ou seja, os trens reformados teriam um custo final de 86% de um trem novo (…)”
Nesse tempo todo, a “rigorosa” imprensa brasileira jamais deu nome aos bois de forma adequadamente clara, como faz quando o escândalo envolve o PT – com exceção da revista IstoÉ e de sites e blogs na internet.
Contudo, em agosto deste ano, na falta de investigação oficial, a empresa Siemens tomou iniciativa de ir ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) denunciar que seus controles internos detectaram que alguns de seus altos funcionários haviam corrompido o governo paulista.
O mais escandaloso em todo esse caso é que foi preciso que o corruptor se autodenunciasse em troca de um acordo de delação premiada, no qual a Siemens seria poupada de sanções por ter ido ao Cade revelar as transações obscuras em que se envolveu com as gestões do PSDB paulista.
Depois da porta arrombada, em agosto, após a denúncia da Siemens e das matérias na revista IstoÉ, o governo Alckmin, enquanto orientava sua bancada na Assembleia Legislativa a barrar os pedidos da oposição de Comissões Parlamentares de Inquérito, instalou uma “investigação” no âmbito da Corregedoria Geral de São Paulo, que controla.
A Corregedoria do governo Alckmin, porém, vem fazendo um jogo de cena, com a cumplicidade da grande imprensa. Nesse aspecto, o Jornal Nacional, da Rede Globo, apresentou matéria, na última terça-feira, que induz a crer que o próprio governo de São Paulo vem se investigando ao lado da Polícia Federal e do Ministério Público.
Na matéria, o corregedor-geral paulista, Gustavo Úngaro, subordinado ao governo Alckmin, tenta iludir o público afirmando que, “De todas as empresas suspeitas, a única que não está colaborando é a Siemens”, e que “recomendou ao Metrô e à CPTM que iniciassem, imediatamente, processos administrativos contra a empresa para que ela seja proibida de participar de licitações”.
Todavia, a “investigação” que o governo paulista alardeia e que a mídia trata como se fosse séria, não passa de jogo de cena. Equivale a apresentar o governo Lula como o investigador do escândalo do mensalão.
A Siemens, porém, reagiu com dureza à encenação do governo Alckmin. Em nota, explica que não prestou depoimentos à corregedoria tucana porque existe uma obrigação legal de sigilo em seu “acordo de leniência” com o Cade, e que está respeitando determinação que é, também, da Polícia Federal e do Ministério Público.
A nota da Siemens é demolidora. Explica que foi ela mesma que denunciou o caso e que a conduta da corregedoria do governo Alckmin – ou seja, do próprio governador – cria “Um ambiente contrário à transparência e ao diálogo e acaba premiando os que decidem acobertar as más práticas”.
Tanto a Globo como o resto da grande imprensa – sobretudo da imprensa paulista – sabem muito bem que a Siemens não pode dar ao governo tucano as informações que ele quer porque seu acordo com o Cade a obriga a manter tais informações fora do alcance justamente do governo que está sendo investigado, mas que, com uma desfaçatez revoltante, tenta posar de “investigador”.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

LEVANTE MIRA ALSTOM E SIEMENS APÓS VENCER GLOBO

domingo, 25 de agosto de 2013

Bomba! Apartamento liga FHC à banqueiro do propinoduto

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Agora a Folha terá, mais que nunca, propor “dupla cautela” a seus repórteres. A informação de que o banqueiro do propinoduto, Edmundo Safdié, vendeu o apartamento que FHC possui em São Paulo, e por um preço abaixo do valor de mercado, pode não ser nenhuma prova conclusiva de crime, mas é de grande interesse público. E é suspeitíssima. Não sei o que Ali Kamel vai fazer para segurar essa bomba fora do Jornal Nacional. Se o apartamento fosse de Lula, a mídia estaria a essa hora contratando até carros de som para anunciar a notícia pelas ruas.
Banqueiro do propinoduto paulista vendeu apartamento a FHC
dom, 25/08/2013 – 12:26 – Atualizado em 25/08/2013 – 13:13
Por Luis Nassif, no Jornal GGN.
Jornal GGN – O dono do banco onde estava a conta “Marilia” – que abastecia o propinoduto da Siemens, no cartel dos trens de São Paulo – é a mesma pessoa que vendeu o apartamento adquirido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, logo que deixou a presidência. E é um veterano conselheiro de políticos. Trata-se do banqueiro Edmundo Safdié. Em 2006, tornou-se réu, acusado de lavagem de dinheito do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, incurso na Ação Pena Pública no. 2004.61.81.004588-1, que tramita em segredo de Justiça. http://www.jfsp.jus.br/20061031celsopitta/
A rigor, a compra do apartamento pode ser apenas coincidência. O apartamento adquirido – 450 m2 do Edifício Chopin, rua Rio de Janeiro, Higienópolis – fica a poucos metros do antigo apartamento de FHC, na rua Maranhão. Na época, FHC anunciou que pagara R$ 1,1 milhão pelo apartamento – valor considerado muito baixo por moradores do edifício. Mas também podia ser um agrado de Safdié, para se vangloriar de vender um imóvel para um ex-presidente.
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Em outras operações, Safdié foi mais controvertido. E a reincidência na lavagem de dinheiro – após o caso Pitta – pode explicar as últimas movimentações de Edmundo Safdié, vendendo seus ativos para outro banco.
A conta “Marília” estava no Leumi Private Bank da Suiça, antigo Multi Commercial Bank. Entre 1998 e 2002 – segundo documentos em poder da Polícia Federal – a conta movimentou 20 milhões de euros. Aslton e Siemens – as principais financiadores do esquema – compartilhavam a conta. Segundo revelou ao Estadão o ex-presidente da Siemens Adilson Primo, a movimentação era feita pela própria matriz da empresa. Fontes do Ministério Público Estadual informaram a IstoÉ que dessa conta saiu o dinheiro para o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) Robson Marinho e para os lobistas Arthur Teixeira e José Geraldo Villas Boas (leia aqui).
Nesse período, a instituição era controlada por Safdié, da tradição dos banqueiros libaneses-judeus que aportaram no Brasil no pós-Guerra e especializaram-se em administrar fortunas nos grandes mercados internacionais.
A saga dos Safdié
banqueiroEdmond Safdié foi um brilhante banqueiro que fundou o Banco Cidade em 1965 e, nos tempos do regime militar, mantinha estreitas relações com o general Golbery do Couto e Silva.
Em 1966 entrou no ramo de gestão de fortunas e administração de recursos no mercado internacional. Adquiriu em Genebra, Suiça o Multi Commercial Bank, mais tarde convertido em Banco Safdié. Em 1988 criou o Commercial Bank of New York. http://www.safdie.com.br/institucional/index.html
No final dos anos 90, a família decidiu concentrar-se em gestão de patrimônio, reorganizou as empresas e concentrou a gestão de patrimônio no banco suíço.
No final de 2012, Banco Safdié foi adquirido pelo Leumi, maior banco de Israel pelo critério de ativos. No Brasil, a família concentrou-se apenas na gestão de ativos depois que a crise de 2008 lançou desconfiança geral sobre gestores de ativos. Também podem ter contribuído para a reestruturação do grupo as ações internacionais contra lavagens de dinheiro, que expuseram Edmundo no caso Celso Pitta. http://www.leumiprivatebank.com/
O apartamento de FHC
Logo que saiu da presidência, Fernando Henrique Cardoso adquiriu de Edmundo Safdié o apartamento no 8o andar do edifícil Chopin, a poucos metros de seu apartamento anterior.
Na época, anunciou-se o preço de R$ 1,1 milhão. Embora anterior ao boom de imóveis em São Paulo, considerou-se que o preço estava subavaliado, para um imóvel de 450 metros quadrados.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR48918-6009,00.html
Por: Miguel do Rosário

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

A CHAVE-MESTRA DAS CATRACAS


*Exclusivo - Dermi Azevedo: 'A Igreja católica abrigou um braço da CIA no Brasil' 

*Banho de sangue: repressão mata 525 pessoas no Egito e impõe Estado de Sítio 

*'Fora Alckmin': mais de três mil pessoas vão às ruas em SP no pontapé  pela CPI do metrô tucano e por transporte de qualidade**Ouça a repercussão:  http://www.redebrasilatual.com.br/radio/capa/ao-vivo)

***A mídia e 16 anos de licitações amigáveis no metrô tucano (leia mais)    

*Era uma vez:  duas amigas, filhas de dois generais, o filme pronto de um Chile fraturado pela ditadura 

Uma metrópole é uma correlação de forças dominada pelo poder
das corporações imobiliárias  e do capital financeiro. São eles que formam o‘gabinete sombra', a verdadeira ‘mãos invisível' que reduz essa segunda natureza, a grande obra de arte da humanidade, que são as cidades, em um ajuntamento comatoso disciplinado por catracas. Obras, planos, licitações, enfim, arranjos e negócios pouco ou nunca identificáveis com as urgências de seus habitantes. A entrevista de Ermínia Maricato a Rose Spina (leia  nesta pág.) merece atenção. É esclarecedora de como essa usina de exclusão captura os espaços e interdita as melhores intenções. Ora convertendo-os aos seus desígnios; ora anulando-os; ora destruindo-os. Leis, planos e códigos desprovidos de uma contrapartida de forças que os sustentem, diz a arquiteta que ajudou a implantar o Ministério e o Estatuto das cidades serão fraudados pelo poder prevalecente que ‘organiza'  o destino da metrópole à revelia dos cidadãos.  O cartel que planeja  preços, prazos e partilhas do metrô tucano em SP não constitui  um ponto fora da curva.  Mas o prefeito Fernando Haddad rompe a lógica quando decide fazer dos corredores exclusivos de ônibus (220 kms até dezembro), o alicerce da reordenação viária da cidade. E envereda em pecado capital, quando sanciona uma assembleia consultiva popular de 1.125 representantes de bairros. A lógica da concentração capitalista em si é irreversível. Trata-se de um impulso sistêmico, global, imiscível com ideais de harmonia e estabilidade. É a mãe de todas as catracas. Destravá-la requer mais que a gororoba tucana  da livre concorrência, na qual, como se sabe agora, nem eles acreditam. (LEIA MAIS AQUI)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Factoides políticos ganham força a partir desta quarta-feira


De 14 de agosto em diante, o Brasil verá surgir uma nova onda de factoides políticos para todos os gostos. Petistas e tucanos deverão ser os alvos preferenciais de grupos – anônimos ou não – que já afirmam que irão “tomar as ruas”. Alguns, com as mesmas pautas genéricas de junho, mas outros com foco nesses partidos políticos e seus respectivos governos.
Além da volta dos protestos de rua, a mídia deve investir pesado na retomada do julgamento do mensalão, com a volta das transmissões dos trabalhos no plenário do Supremo Tribunal Federal. Além disso, a cobertura do escândalo de pagamento de propinas aos governos do PSDB em São Paulo promete novos capítulos, ao menos até aqui.
Nesta quarta, além da volta das transmissões do julgamento haverá um novo protesto do Movimento Passe Livre em São Paulo. O MPL prometera sair às ruas contra o escândalo dos trens paulistas – ou contra Geraldo Alckmin –, mas, segundo a Folha de São Paulo, recuou desse mote e diz que, agora, seu protesto será “contra a corrupção”.
Abaixo, trecho da matéria do jornal paulista.
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13 de agosto de 2013
“(…) Apesar de o material de divulgação elaborado pelos metroviários fazer menção às ‘negociatas dos governos do PSDB’, os integrantes do MPL evitam classificar o ‘fora, Alckmin’ como principal bandeira dos protestos. ‘Não é pontualmente o Alckmin o responsável por esses atos de corrupção, apesar dos indícios de que os governos do PSDB tinham conhecimento de tudo’, disse Nina Capello, uma das representantes do movimento (…)”
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Já em 7 de setembro, está sendo convocado ato que pretende ser “O maior protesto da história do Brasil”. O grupo anonymous criou páginas no Facebook, uma para cada um dos Estados e territórios da Federação. Em cada uma dessas páginas, subseções para várias cidades de cada Estado e uma página para residentes no exterior.
Abaixo, vídeo de convocação dos protestos – o texto continua em seguida.
Na página de convocação no Facebook, mais de 300 mil pessoas prometem comparecer aos atos no dia da Proclamação da Independência. Fontes ligadas ao governo federal garantem que serão protestos “da direita” e que atacarão, primordialmente, o governo Dilma e o PT.
Segundo outras fontes, também ligadas ao governo federal, existe preocupação com choques nas ruas entre grupos políticos adversários. Nas páginas do Facebook criadas por uma certa “Operação Sete de Setembro”, centenas de pessoas se posicionam contra e a favor da iniciativa.
Abaixo, reprodução de comentários de militantes contra e a favor do governo guerreando por suas posições.

Entre a Polícia Militar de São Paulo também existe a percepção – ainda comentada em off – de que a volta dos protestos pode produzir confrontos entre grupos políticos adversários. A PM ainda não se sabe como lidará com essa possibilidade, sobretudo se os grupos que promovem vandalismo, como os “black blocs”, produzirem uma terceira força violenta nesses atos.
Já no PT, existe quase certeza de que, ao longo da midiatização da nova etapa do julgamento do mensalão nas próximas semanas, haverá protestos voltados exclusivamente para pressionar o Supremo Tribunal Federal para que rejeite os recursos dos réus. E também devem ocorrer protestos para “comemorar” eventual ordem de prisão contra José Dirceu e outros.
A percepção que vai se generalizando é a de que toda essa movimentação será apenas uma prévia do que deve ocorrer a partir do ano que vem. A eleição presidencial, acima de outras, deve produzir um clima de fim de mundo no país ao longo de 2014. Ainda mais que grupos como anonymous e black blocs prometem fazer da Copa do Mundo “um fracasso”.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

BERZOINI: “TENTARAM OCULTAR O QUE ERA ÓBVIO”

CASO SIEMENS DESMORALIZA DE VEZ A MÍDIA ENGAJADA

quinta-feira, 10 de março de 2011

JOSÉ SERRA : QUINTA-COLUNA, PROVINCIANO E MAL-INFORMADO


 REVOLTA ÁRABE - Clique para ver a página especial
 
 
"...Serra pareceu em geral mal informado ou desinformado sobre recentes desdobramentos no Cone Sul, inclusive sobre a situação do presidente Fernando Lugo do Paraguai, parecendo imerso principalmente na política brasileira provinciana". (Arturo Valenzuela, secretário-assistente para o Hemisfério Ocidental do Governo dos EUA, que resumiu assim sua impressão sobre o candidato da derrota demotucana, após conversa de 90 minutos em 18 de dezembro de 2009, cujo conteúdo foi revelado agora pelo Wikileaks. No encontro, o ex-governador de SP  teria prometido ao funcionário norte-americano que, se eleito presidente, faria uma política externa 'mais alinhada' com os Estados Unidos. Como bom quinta-coluna, a exemplo de seu amigo, ministro da Defesa (sic) Nelson Jobim, o tucano criticou a política externa do governo Lula. Deu a entender que as referências do governo americano a uma "relação especial" com Lula não agradavam a todos os segmentos do Brasil...---com informações Valor e  Wikileaaks).

(Carta Maior; 5º feira, 10/03/2011)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Quem financia o PSDB de São Paulo?



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sábado, 11 de setembro de 2010

Não está na hora do Mercadante dizer que vai recuperar o dinheiro da propina da Alstom na Suiça?

Não tenho como acompanhar a propaganda de Mercadante em São Paulo. Vi alguns programas pela Internet e li um pouco do que diz o noticiário.

Do que eu vi, o programa está com uma mensagem boa, explorando bem a idéia de fazer em São Paulo o que o governo Lula fez no Brasil. Está bom do lado propositivo. E essa parte deve ser mantida nessa toada.

Mas não está contundente o suficiente na hora de fazer oposição (pelo que vi), exceto na questão dos pedágios, da aprovação automática, dos problemas de trânsito, e do questionamento da falsa competência tucana.

Me parece que poderia abordar mais também a segurança pública, enfocando a valorização do salário do policial, programas como UPPs que deram certo no Rio de Janeiro, e implantar gradualmente na Polícia Civil a capacidade de investigação e de fazer operações como faz a Polícia Federal, sobretudo para desmontar redes de distribuição de crack e de quadrilhas armadas.

Alckmin está mais contundente como "oposição", acusando Mercadante de faltar em votações do interesse de São Paulo. Mercadante respondeu bem, explicando que é líder do governo, e as votações são negociadas. Qualquer senador pode fechar acordo com os colegas para a votação, e já tendo garantido os votos necessário para aprovação, pode até ir cumprir outra missão ainda não resolvida do interesse do povo paulista. Mas foi obrigado a ficar na defensiva.

Não está na hora de Mercadante elevar também o tom?

Que tal dizer que no seu governo vai abrir a caixa-preta do escândalo das propinas da Alstom no Metrô e nas outras estatais?

Que, em vez de ficar abafando o caso, moverá todos os esforços para trazer da Suíça o dinheiro roubado de volta para os cofres públicos de São Paulo, antes que acabe prescrevendo.

Que irá acabar com a operação abafa e fará uma auditoria no Metrô sobre o escândalo, e nas outras estatais paulistas.

Que vai mobilizar a Assembléia Legislativa para desarquivar as CPI's importantes abafadas, que não deixa apurar a corrupção que sangra os cofres públicos de São Paulo.

Que tal dizer que irá cortar a farra da propaganda desnecessária da SABESP, feita em rede nacional, do Oiapoque ao Chuí, onde a empresa não atua.

Que tal visitar o Jardim Pantanal, que ficou meses inundado, e gravar conversas com moradores que moram precariamente e se comprometer a levar projetos do Minha Casa, Minha Vida para eles saírem do alagão?

Tem aquele ditado: "se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia". Mas as campanhas costumam ter pesquisas qualitativas para orientar. Que tal pelo menos fazer pesquisas de aceitação destes temas, e se a resposta for positiva, incluir alguns deles nos debates e na reta de chegada?