Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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domingo, 9 de junho de 2013

DILMA E LULA VENCERIAM. ELE, COM MAIS FACILIDADE

sábado, 8 de junho de 2013

GOVERNO INVESTE NA AVALIAÇÃO DE MÉDICOS ESTRANGEIROS

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“Estamos desenhando o programa. Desenhando o modelo de avaliação desses médicos, porque nós queremos médicos bem formados, com capacidade de atuar, que conheçam os problemas de saúde do nosso país", diz o ministro da Saúde, Alexandre Padilha
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O governo está desenvolvendo um método de avaliação para os médicos estrangeiros que vierem trabalhar no Brasil, disse hoje (8) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao abrir a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite em Heliópolis, zona sul paulistana. “Estamos desenhando o programa. Desenhando o modelo de avaliação desses médicos, porque nós queremos médicos bem formados, com capacidade de atuar, que conheçam os problemas de saúde do nosso país."
Segundo Padilha, além do trabalho conjunto com os ministérios da Educação e das Relações Exteriores, o governo está mantendo contato com os países que podem enviar os profissionais de saúde. “Nós mandamos missões para a Espanha, Portugal, Canadá, Austrália e Inglaterra, que já é uma parceira antiga nossa, para desenhar o programa”, acrescentou.
Os médicos estrangeiros vão, de acordo com o ministro, ajudar a suprir uma demanda de 13 mil profissionais para atender as periferias e o interior. Padilha ressaltou, no entanto, que parte dessa carência já foi atendida com o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que incorporou 4 mil profissionais. Com o programa, os médicos recebem uma bolsa mensal de R$ 8 mil para cumprir 32 horas semanais de trabalho nas unidades básicas de saúde e oito horas semanais de curso de pós-graduação em saúde da família, com duração de um ano.
Esse trabalho de formação de médicos é, segundo o ministro, a prioridade do governo. “O grande foco que o Ministério da Saúde tem em primeiro lugar é investir no médico brasileiro, dar mais oportunidades para o médico brasileiro que queira trabalhar na periferia das grandes cidades e nos municípios do interior”, disse.
Para isso, Padilha disse que pretende abrir escolas de medicina nos locais que atualmente têm carência desses profissionais. “Estamos fechando a proposta de ampliação de vagas de medicina. Uma das questões mais importantes é dar mais oportunidade para o jovem que nasceu e cresceu na periferia, no interior, possa fazer uma faculdade de medicina."
Edição: Andréa Quintiere 
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A pedido  de uma profissional da área de saúde , posto comentário , não refletindo a opinião por mim compartilhada sobre o tema , mas respeitando a pluralidade de opiniões.


Como médica, não concordo com a avaliação realizada pelo governo aos médicos estrangeiros.Primeiro, porque o governo NÃO quer aceitar que esta prova seja realizada pelo Conselho Federal de Medicina, órgão que fiscaliza o exercício de Medicina no Brasil, através da prova do REVALIDA.
Ou seja, o governo deseja flexibilizar o acesso dos médicos estrangeiros, já que não permite que o CFM esteja à frente da situação.Outro ponto que sempre insisto: existem médicos suficientes no Brasil, apenas as condições de trabalho no interior são péssimas e isto sou testemunha.Faltam exames, aparelhos, leitos hospitalares.Como arriscar um atendimento a um paciente nestas condições? Governo, forneça condições dignas de trabalho e verás que os médicos brasileiros não fugirão da luta.





BERGAMO APONTA FALHA NA BIOGRAFIA DE DIRCEU

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"Otávio Cabral, de Veja, diz que entrevistou 63 pessoas. Não me entrevistou. E deu uma informação completamente errada citando meu nome", diz a jornalista Mônica Bergamo, colunista mais influente da Folha, sobre o livro "Dirceu", lançado neste fim de semana; Cabral afirma que o ex-ministro convidou Bergamo para que ela aguardasse sua prisão, no fim do ano passado, mas a informação, segundo a colunista, é falsa; barraco na Folha tende a crescer, uma vez que Cabral é casado com Vera Magalhães, editora do Painel
247 - A jornalista Mônica Bergamo, colunista da Folha e profissional de imprensa mais influente do País, com 281,2 mil seguidores no Twitter, apontou um erro sério de apuração no livro "Dirceu", a biografia não autorizada de José Dirceu, escrita por Otávio Cabral, editor da revista Veja. Ela nega ter sido convidada pelo ex-ministro para acompanhar sua prisão, que poderia ter sido decretada por Joaquim Barbosa, no fim do ano passado.
"Otávio Cabral, de Veja, diz que entrevistou 63 pessoas. Não me entrevistou. E deu uma informação completamente errada citando meu nome", disse Mônica, em seu Twitter. 
Cabral citou Mônica Bergamo ao falar de uma reportagem escrita por ela, quando Dirceu vivia seu momento mais tenso. E insinua um suposto conluio entre o ex-ministro e a jornalista. Ela, por sua vez, diz que, como a prisão era esperada, atuou jornalisticamente e foi às 5h da manhã bater no interfone de Dirceu, que permitiu sua subida. Assim Bergamo descreve o encontro:
Dirceu tem momentos de tensão à espera da polícia
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
O interfone tocou ontem às 5h30 da manhã na casa do ex-ministro José Dirceu, na Vila Mariana, em São Paulo.
Um de seus advogados, Rodrigo Dall'Acqua, e a Folha pediam para subir.
O porteiro hesita. "Como é o seu nome? Ele [Dirceu] não deixou autorização para vocês subirem, a gente não chama lá cedo assim." Ele acaba tocando no apartamento do ex-ministro, ninguém atende. Dall'Acqua liga para o advogado José Luis Oliveira Lima, que está a caminho. Telefonemas são trocados, e Dirceu autoriza a subida.
Na saída do elevador, o ex-ministro abre a porta de madeira que dá para o hall. Por uma fresta, pede alguns minutos para se trocar.
Abre a porta.
Pega a Folha entre vários jornais sobre uma mesa. Comenta algumas notícias. Nada sobre a possibilidade de Joaquim Barbosa, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), decretar a sua prisão ainda naquela manhã.
INTUIÇÃO
Está de camiseta preta e calça jeans cinza.
Senta no sofá da sala. A empregada ainda não chegou. Ele se desculpa. Não tem nada o que servir.
"Eu não vou dar entrevista para você, não", diz à colunista da Folha. "Podemos conversar, mas não quero gravar. Não estou com cabeça. Dar uma entrevista agora, sem saber se vou ser preso? É loucura, eu não consigo."
E, diante da insistência: "Estou com uma intuição, não devo dar".
Em poucos minutos, chegam o advogado Oliveira Lima, três assessores e uma repórter que trabalha no blog que o petista mantém.
Dirceu pega o seu iPad.
"Acho que eu vou lá [no escritório do apartamento] fazer um artigo para o blog. Mas falar sobre a situação econômica do Brasil, gente? Hoje? Eu não estou com cabeça."
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O caso tem potencial para criar um pequeno barraco na Folha de S. Paulo, onde outra das principais colunistas, a jornalista Vera Magalhães, é casada com Otávio Cabral. No Twitter, ela e Cabral costumam trocar juras de amor. Até agora, Vera, que edita o Painel, não se manifestou sobre o erro apontado pela colega Mônica Bergamo no livro do maridão.

63 ENTREVISTAS QUE FALTARAM EM “DIRCEU”

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Da presidente Dilma Rousseff ao ex-presidente Lula, passando por políticos que foram deputados estaduais, federais, homens da Igreja e do sindicalismo, todos contemporâneos do biografado, "Dirceu", de Otávio Cabral, se ressente de ao menos 63 entrevistas para dar equilíbrio ao texto; afinal, quando só se ouve adversários, mesmo que sejam 63 - ou 62, em razão da ausência da citada Monica Bergamo - o retrato sempre sai pior que a encomenda; ou a ideia era mesmo fazer o quanto pior, melhor?
247- Já houve na revista Veja, registrado no editorial batizado de Carta ao Leitor, um jornalista que, para escrever uma reportagem sobre religião, houvesse lido, de ponta a ponta, a Bíblia Sagrada. Foi, ao menos, o que estava garantindo no texto de apresentação da matéria, publicada nos anos 1990. Por sorte, ninguém fez sabatina com o profissional para conferir o que ficou retido em sua memória da leitura integral, repita-se, do texto sagrado. Ufa!
Agora, após 63 entrevistas, outro jornalista de Veja concluiu a biografia não autorizada do ex-ministro José Dirceu. Ou melhor, 62, à medida em que a também jornalista Monica Bergamo levantou a mão, na sua conta do Twitter, para dizer que a história na qual ela foi citada não existiu – e que ela jamais foi ouvida por Otávio Cabral.
A questão é que, entre os 63/62 entrevistados, quando foi mesmo que a presidente Dilma Rousseff, colega de Dirceu no governo Lula, foi ouvida sobre o personagem? E o ex-presidente Lula, chefe dele? Ou os com ele condenados na AP 470 José Genoíno e Delúbio Soares?
A resposta é simples: não foram ouvidos, pelo motivo de que mais uns, e menos outros, são todos próximos a Dirceu e pertencem ao partido que ele ajudou a fundar. Poderiam, afinal, contar histórias positivas sobre ele. Não era o caso.
Num exercício de vinte minutos, 247 listou, além dos quatro personagens acima, outros 59 que igualmente conviveram com Dirceu nas últimas três décadas, desde que ele se elegeu deputado estadual em São Paulo, mas não foram ouvidos para o livro. Gente como o ex-deputado Geraldo Siqueira Filho, eleito como Dirceu, no início dos anos 1980, para Assembleia Legislativa do Estado, pela ponta esquerda do eleitorado. Ou o atual prefeito Fernando Haddad, que foi ministro na mesma equipe do biografado.
No campo pessoal, nada foi agendado com Zeca Dirceu, filho de Dirceu, ou com suas ex-esposas Clara Becker e Maria Angela Zaragoza, que teriam, certamente, muito a contribuir para o perfil mais íntimo do personagem.
Não importa, como se vê, o número de entrevistados para a feitura de uma boa biografia. É mais importante a qualidade. E pelo critério do autor, como é típico da revista Veja, mais importante ainda foi ouvir adversários de Dirceu, e não pessoas que pudessem contar o outro lado de cada história. Pelo desvio no nascedouro, o livro chega aos leitores com defeitos de origem que o recomendam mais como um petardo contra o biografado do que como um trabalho equilibrado de encontrar uma verdade em meio a uma apuração – e não partir de uma certeza para justificá-la com histórias e frases escolhidas, como foi feito.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

QUEDA DE GUGU PRENUNCIA TERREMOTO NA TV ABERTA

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Jornalista Paulo Nogueira afirma que a primeira a ser massacrada pela internet foi a mídia impressa, e "agora é a vez da tevê"; "A lógica é a mesma, e o roteiro também", escreve em post no blog Diário do Centro do Mundo
A saída de Gugu é um marco na consolidação da Era Digital na Mídia
Por Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo
A saída de Gugu da Record é um marco no mundo da mídia, menos por ele e mais pelas circunstâncias.
O que está dito, ali, é que a Era Digital, depois do massacre da mídia impressa, vai avançar ferozmente sobre a televisão.
A lógica é a mesma, e o roteiro também.
A internet reduz a audiência da tevê e, com isso, deixa insustentáveis os patamares de receitas publicitárias com os quais as emissoras se habituaram.
Lembre. Se a mídia impressa tinha outra fonte de receita – os assinantes – a tevê aberta depende da publicidade.
E o crescimento avassalador da internet levou num primeiro momento os anunciantes a deslocar seus investimentos da mídia impressa para o universo digital.
Concluída essa transição, a próxima vítima do deslocamento das verbas é a tevê. Não há BV, não há nada capaz de convencer anunciantes a colocar dinheiro em programas de tevê que ninguém mais vê.
Alguns anos atrás, a queda da tiragem dos jornais e das revistas prenunciavam o desastre publicitário. Agora, é o colapso generalizado das audiências de televisão.
Parece que as audiências de 60%, 70% da Globo pertencem a uma passado remoto. Quase todos os campeões de Ibope da emissora são uma fração do que foram.
Repare quantas vezes você lê que uma novela teve o pior Ibope da história, ou que o Faustão desceu ao abismo da audiência lado a lado com o Fantástico e outras marcas que vão sumindo das conversas e se tornando anacronismos na Era Digital..
Recentemente, vimos o esforço da Globo para promover o novo programa de humor. O resultado do empenho se traduziu numa medíocre audiência de 12%, e que aponta para baixo.
Num artigo publicado na última edição da revista americana GQ, o jornalista e escritor Michael Wolff prestou um tributo a um 'mundo morto' em sua Nova York – aquele em que a capa da Time era esperada com ansiedade, e em que os figurões da mídia tradicional eram reverenciados.
"Acabou", lamentou ele. Ninguém mais na cidade conhece os jornalistas que causavam sensação. Quanto à Time, a empresa proprietária tentou se desfazer dela, mas não encontrou comprador.
Uma visita ao imperial prédio da revista mostrou a Wolff que a redação estava com aparência desoladora. Ele notou, melancólico, até a sujeira provocada por restos de fast food.
O sentimento de fim dos dias de que fala Wolff é facilmente percebido também no Brasil.
Quem ainda lê revista, quem ainda assina jornal — quem reserva a noite de domingo para ver o Fantástico?
As demissões que se estão sendo feitas nas empresas de mídia apenas refletem esse cenário.
Não se trata de enxugar para se curar. Trata-se, isso sim, de enxugar para adiar a morte.
É dentro desse quadro fúnebre que se deve entender a saída de Gugu da Record.
Não cabe, nele, um salário de 3 milhões de reais, fora as despesas de produção. Onde a audiência para convencer os anunciantes a comparecer, onde o dinheiro para honrar a folha de pagamentos?
Onde a esperança de qualquer melhora no futuro?
A desintegração do mundo da mídia tal como o conhecemos vai ser um processo longo, sangrento, sofrido.
Com o tempo, as coisas vão se ajustar digitalmente. O jornalismo não está morrendo, por exemplo, ao contrário do que alguns dizem: está migrando de plataforma, apenas.
Mas até que a nova ordem se estabeleça, no espaço de alguns anos transientes que serão turbulentos para os velhos protagonistas, muito drama ocorrerá sob nossos olhos.

TOMATE CAI E DESMORALIZA O LOBBY PRÓ-JUROS ALTOS

Petrobras responde aos urubus com mais produção.

Anteontem, a presidente da Petrobras, Graça Foster, deu entrevista confirmando que a empresa manterá os níveis de produção este ano e, até 2020, dobrará a quantidade de petróleo extraído no Brasil.
Ontem, entrou em produção o navio FPSO Cidade de Parati, este da foto, que progressivamente chegará a 120 mil barris diários no campo de Lula Nordeste.
Ontem, também, a empresa anunciou ter estabelecido novo recorde de processamento em suas refinarias - 2,11 milhões de barris de petróleo por dia, na média de maio – e atingido a maior produção de gasolina já registrada, com 2,51 bilhões de litros durante todo o mês.
Mas a campanha contra a petroleira brasileira não arrefece.
Ontem ainda a Exame publicou matéria com o revelador título “Descoberta recorde da Petrobras preocupa investidores“.
O caso esdrúxulo de empresa que descobre petróleo aos montes e “preocupa investidores” é explicado assim: “ah, ela não tem dinheiro para extrair tanto petróleo”.
Já que não podem apelar para a questão da capacidade técnica para a exploração em grandes profundidades, no que a Petrobras dá de goleada nas demais, usam o argumento de que a empresa está endividada.
Ora, dívida é grande ou pequena em razão de duas coisas: a relação com o seu patrimônio e a sua capacidade de ter caixa para honrá-la nos prazos.
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Quanto ao primeiro ponto, o gráfico aí ao lado mostra que o endividamento tem guardado proporção muito semelhante ao patrimônio da empresa. Está abaixo do que as próprias agências internacionais de classificação de risco consideram preocupante: 31%, contra um indicador de 35%. O lucro tem se mantido estável justamente porque a empresa tem investido muito na expansão da produção, o que leva tempo para se refletir em receita e ganhos.
No que tange à capacidade de caixa para honrar pagamentos e poder investir, não há melhor prova do que o recente lançamento de US$ 11 bilhões em títulos da empresa no exterior, a maior já realizada por uma companhia de país emergente e, este ano, menor apenas que a da Apple, de US$ 17,3 bi.
Houve procura quatro vezes maior que a oferta e as taxas de remuneração aos aplicadores, para títulos de 10 anos,  baixaram de 6%, nas emissões anteriores, para 4,5%.
Portanto, os investidores não parecem estar arrancando os cabelos. Talvez fosse melhor dizer que isso é atitude dos especuladores, loucos por medidas irresponsáveis, de geração de lucro a curto prazo e, no longo prazo, suicidas, e por tudo 0 que lhes permita embolsar depressa lucros com as ações que compraram na baixa.
Por: Fernando Brito

Ataque na mídia, olho na grana

Com o combustível fornecido por fatos reais – a queda no ritmo de crescimento – incendiado com o sopro de uma imprensa catastrofista, os falcões do mercado financeiro esticaram suas garras sobre o projeto brasileiro de crescer pela via da produção, não pelo ilusório caminho do volátil capital especulativo.
É nesse quadro que se deve observar a manchete de hoje dos jornais – a perspectiva negativa da Standard & Poors quanto ao “rating” do Brasil – e a jocosa publicação daThe Economist, pintando um cenário de caos e, novamente, pedindo a cabeça do Ministro Guido Mantega.
Falta, a um e a outro, lucidez. No caso da revista inglesa, porém, falta respeito e  sobra prepotência.
Ou, como dizia a minha avó, um “macaco olha o seu rabo, deixa o rabo do vizinho”.
Porque a expansão de 0,6% do PIB brasileiro – de fato muito baixa pelas nossas potencialidades - é exatamente igual à do Reino Unido e maior do que a da França, da Espanha e da maioria da Europa. E não ficou muito abaixo do México, novo “queridinho” do mercado financeiro entre os emergentes, que registrou 0,8%.
The Economist não pede a cabeça de nenhum dos seus ministros da Economia.
Talvez, quem sabe, porque sejam mais dóceis aos interesses do capital financeiro do que Mantega.
O que os ingleses da The Economist querem está claro na própria matéria: aumento dos juros, corte nos programas sociais e mais leilões de petróleo.
Aliás, não é nem original a hipocrisia inglesa quando se trata de encobrir com propósitos nobres seus interesses econômicos.
Vem do Bill Aberdeen, lei que deu à frota britânica o “direito” de apreender navios suspeitos de tráfico de escravos e que, na verdade, era uma represália ao fim dos tratados ruinosos – para o Brasil – de comércio exterior com a Inglaterra.
Aliás, quem conhece algo sobre as condições subumanas a que eram submetidos homens, mulheres e crianças nas fábricas inglesas no início século 19, sabe que não era propriamente a dignidade humana que estava no centro das preocupações britânicas.
Mas The Economist é uma “canhoneira de papel”, como muitos jornais o são.
Embora metam medo com seu barulho e já tenham conseguido fazer tremer o nosso BC, não têm força para mudar o rumo que este país escolheu.
Por: Fernando Brito

STAND & POOR'S & MÍDIA: A ENDOGAMIA ORTODOXA


Finalmente, uma agencia de risco internacional atende aos clamores da mídia brasileira e endossa a ‘percepção' de um país em ‘espiral descendente'. Não importam as flutuações estatísticas. A inflação em baixa, o investimento em alta, que deixaram zonzos os analistas da linearidade ortodoxa nas últimas horas, nada mereceu o destaque atribuído ao carimbo negativo com o qual a Stand & Poor's revisou, nesta 5ª feira,  a ‘perspectiva da nota de longo prazo'  atribuída ao país. Atenção, a ‘perspectiva da nota de longo prazo'. O velho truque da profecia autorrealizável que os tambores locais engrossam em repiques sôfregos. O chute da Stand & Poor's ecoa dos atabaques ortodoxos com ares do 11º mandamento de Moisés. A fita métrica da credibilidade global é crível? Que nota merece a Stand $ Poor's? Com a palavra, o economista Paul Krugman que, em agosto de 2011, atribuiu peso e medida à venerável instituição, que acabara de rebaixar, também, a nota dos EUA. No entender de Krugman, na crise iniciada em 2008, a agência agiu com a mesma cara de pau do  jovem que mata os pais e então implora clemência alegando ser órfão. ‘A S&P, desempenhou papel importantíssimo na precipitação dessa crise, concedendo notas AAA a ativos que desde então se transformaram em lixo tóxico', fuzilou Krugman. (LEIA MAIS AQUI)

E DANUZA LEÃO, QUEM DIRIA, ACABOU NO IRAJÁ

EduGuimarães.

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