Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Padrão FIFA? Privataria, lavagem de dinheiro e propinodutos


Padrão FIFA = Máfia

Se tivesse ‘padrão Fifa’, o Brasil seria muito pior

Mário Magalhães 27/05/2014 06:50, em seu blog

A palavra de ordem se disseminou com intenção generosa: o Brasil padrão Fifa seria melhor.
No Google, aparecem 460 mil registros quando se digita “padrão Fifa” entre aspas.
Os serviços públicos, a começar por educação e saúde, teriam mais qualidade, se mimetizassem o alto nível da dona do futebol  – é a ladainha que ouvimos desde junho de 2013.
Com o perdão dos que adotaram a divisa, eu acho que o padrão Fifa é uma balela ou significa o avesso do lugar-comum que se fixou no imaginário nacional.
O país seria muitíssimo pior caso se espelhasse nos valores, métodos e obra de Sepp Blatter e seus bons companheiros.
Na saúde, o padrão Fifa seria o contrário de cuidar da vida dos brasileiros, o que se faz (ou deveria ser feito) com bons hospitais e pronto-socorros, profissionais qualificados e bem remunerados, prevenção acurada, saneamento para todos, alimentação decente e outras providências.
Seria o contrário porque a Fifa secundariza a saúde dos jogadores de futebol e prioriza o caixa.
Na Copa de 94, a entidade, ainda conduzida por João Havelange, impôs jogos ao meio-dia no escaldante verão californiano.
Já na gestão de Joseph Blatter, entregou de modo suspeito o Mundial de 2022 ao Catar, onde o calor torturante ataca na época do ano que a tradição reserva ao torneio.
Isso é se preocupar com a saúde?
A educação inspirada no padrão Fifa não seria dos sonhos, e sim o oposto.
Ao abordar o racismo, em vez de ensinar a repulsa, os professores pregariam tolerância com a segregação.
Por todo o planeta, acumulam-se episódios de preconceito. Em vez de punir as agremiações que acolhem torcedores racistas, a Fifa somente obriga seleções a entrarem em campo com faixas cujos dizeres, embora justos, estão longe de proporcionar o efeito de castigos exemplares.
E as lições de democracia?
O que há de se aprender com a política elitista de preços escorchantes dos ingressos?
Mesmo dentro das ditas arenas, camarotes chiquérrimos documentam e celebram a desigualdade obscena.
Uma federação que interdita a alternância de governo e eterniza seus capi sugere democracia? Por mais de 20 anos, Havelange não largou o osso. Seu sucessor mantém idêntico apetite.
De acordo com o padrão Fifa, ditaduras não são ruins e ditadores são todos boa gente, desde que se prestem aos propósitos dos poderosos chefões encastelados na Suíça. Já havia sido assim na Copa de 78, na Argentina do genocida Videla, e continua hoje, quando os tiranos mais sinistros são bem-vindos na entidade.
O que a Fifa diria sobre controle rigoroso de negócios em geral e operações financeiras em particular?
Dificilmente apresentaria como case o esquema que resultou na escolha do Catar.
Muito menos o que permite que amigos da cartolagem lucrem com ingressos da Copa, fazendo decolar a preços ainda mais exorbitantes pacotes que já são para poucos.
É essa a gestão que queremos como padrão?
O padrão Fifa subverte o ensinamento franciscano do “é dando que se recebe”, a considerar tantas denúncias de propinas.
O que o padrão Fifa propõe para quem é flagrado em impedimento, senão a impunidade? Que punição houve para Havelange e Ricardo Teixeira?
É essa a Justiça ideal, o padrão Fifa de combate à corrupção?
Em que o Brasil prosperaria se imitasse o comportamento do secretário-geral Jérôme Valcke?
Ele é o mesmo executivo que embolsou, na condição de lobista, dinheiro da candidatura brasileira ao Mundial e mais tarde, na pele de cartola, sugeriu um pontapé no nosso traseiro.
Do seu papel no lobby só se soube graças a furo do repórter Sérgio Rangel.
Almejamos a transparência padrão Fifa, que escondia o frila do francês?
Em matéria de inovação e evolução, será que o caminho é o da Fifa, que resiste até ao controle eletrônico para saber se a bola entrou no gol?
De todas as expressões do farisaísmo do padrão Fifa, duas se destacam.
A primeira, quando a entidade fala em legado disso e daquilo para o Brasil. Ela está interessada em multiplicar sua fortuna. E só.
E quando alardeia sua devoção pelo futebol. A Fifa mercantilizou a níveis jamais vistos a mais genuína paixão dos brasileiros. Apropriou-se até de nomes consagrados, como “Copa do Mundo”.
Por sorte, pelo menos isso não conseguiram nos roubar, a paixão que constitui a essência do futebol.
A despeito de todas as mazelas que vigoram no país que figura entre os campeões da desigualdade, o Brasil no padrão Fifa seria ainda mais egoísta, hipócrita, inescrupuloso, obscuro e desigual.
Padrão Fifa é exigir do outro o que não se faz — faça o que eu digo, e não o que eu faço.
A Fifa já nos fez muito mal. Fará mais ainda se o seu famigerado padrão se tornar o nosso modelo.

Leia também:

O primeiro capítulo de O Lado Sujo do Futebol

A bolada dos tucanos para comprar o PMDB mineiro virou gol contra

VAMOS

Embora sem o destaque merecido na imprensa – afinal é a acusação direta de um deputado federal sobre outro parlamentar e confirmada – a “bolada” de R$ 20 milhões oferecida pelo presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana, ao presidente do PMDB local, Antonio Andrade é mais uma destas hipocrisias do Brasil.
Para quem quiser pensar além do udenismo de dizer que é só  - e é, sim – um escândalo, vai ficar por aí, abafada nas notinhas de jornal.
Só vai virar manchete se envolver alguém do PT, como aconteceu e todos sabem.
Mesmo assim, registre-se, a Folha publicou e o assunto saiu das montanhas de Minas.
A hipocrisia é que isso é fruto de dois males que a imprensa defende com unhas e dentes.
O financiamento privado de campanhas e a coligações em eleições proporcionais, como as de deputado.
Elas, juntas, são a grande fonte de dinheiro do “mercado eleitoral”.
O segundo capítulo da hipocrisia é  tratar o assunto como se  o chefe supremo do PSDB mineiro sai desta história como se não tivesse nada com isso.
É possível que as negociações no seu estado, centro da sua campanha, a Minas que Aécio Neves considera seu “curral eleitoral” se dêem sem o seu conhecimento?
Mas Aécio nunca tem nada a ver com nada.
Já foi assim com o “mensalão” de Eduardo Azeredo, jogado ao rio como “boi de piranha”.
Agora, Pestana, que pretendia a vaga que ficou com Pimenta da Veiga.
O “vamos conversar” em Minas já foi mais silencioso.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A turma da bufunfa confessa que “seca” o Brasil na Copa

secandoacopa

Para vocês verem o absurdo que é o “mercado”  brasileiro.
A revista Exame, da abril, diz que “Vitória do Brasil na Copa representa risco para ações“.
E publica uma extraordinária entrevista com um destes “tigres de papel” de Bolsa , Luiz Carvalho.
Ele vive um drama de consciência.
Assume que é   extremamente tentador torcer contra o Brasil na Copa.
“Uma derrota da seleção pentacampeã de futebol no campeonato seria um golpe para a campanha de reeleição da presidente  Dilma Rousseff”  disse Carvalho.
“Se tivermos um desempenho ruim na Copa do mundo, haverá maiores chances de ter um novo presidente”, segundo o  sócio-gerente da Tree Capital LLC, com sede em Nova York.
E um novo governo que  seria  mais amigável com os investidores.
“Tudo o que é ruim para a Dilma é bom para o mercado”.
As  pesquisas menos favoráveis a Dilma, diz a revista, fizeram as ações brasileiras registrar “os melhores retornos do mundo em termos de dólares desde meados de março”
Claro que, apesar de todas as declarações, ele e outros gerentes da especulação dizem que não vão torcer contra o Brasil.
Não sejam modestos, meninos, não é só na Copa que vocês torcem sempre contra o Brasil.

PS. Acabo de ver que a turma do “bufunfão”, que é menos tolinha que a nossa aqui, acha o contrário. O Estadão revela que “a previsão de dois grandes bancos internacionais: o norte-americano Goldman Sachs e o italiano UniCredit” é a de que o Brasil será o campeão, enfrentando a Argentina na final.

O emprego e a urna

 O avanço da extrema direita numa Europa com 26 milhões de desempregados mostra o quanto é perigosa a agenda que pretende replicar aqui o arrocho praticado lá.

por: Saul Leblon
Arquivo


  
Berço do Renascimento e das ideias libertárias, a Europa se transformou em um enorme depósito de desempregados.

Vinte e seis milhões de trabalhadores foram cuspidos do mercado de trabalho pelo arrocho neoliberal que se arrasta por seis anos.

Vinte e cinco por cento dos eleitores do continente responderam à desordem dando seus votos às ideias xenófobas, de extrema direita, eurocéticas e fascistas nas eleições deste domingo, na renovação do parlamento  europeu.

O conservadorismo brasileiro faz olhar de paisagem.

A mídia trata o terremoto como um sismo em terras distantes.

Um assunto estranho a sua pauta.

Não é.

Os interesses que modularam o funeral do Estado Social europeu nas últimas décadas, e jogaram a pá de cal  nesta crise,  estão mais do que nunca atuantes na disputa presidencial em curso no Brasil.

O palanque conservador nomeia o arrocho fiscal, de consequências sabidas, como a principal alavanca corretiva para os gargalos da economia brasileira.

Trata-se de recuar o Estado para o mercado agir e a sociedade prosperar.

É a ‘contração expansiva’.

Bordão do discurso ortodoxo, ela resultou no estado de sítio econômico imposto à Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda etc

A semeadura foi colhida nas urnas de domingo.

A  extrema direita capturou um em cada quatro votos depositados nas urnas.

Seu lema remete à legenda  dos salvadores da pátria dos anos 30.

Suásticas de ilustrativa rigidez prometiam então substituir a desordem econômica  alarmante por uma ordem policial atuante.

Nenhuma outra dimensão da luta política condensa de forma tão significativa o conflito de interesses subjacente às eleições brasileiras de 2014 quanto a pergunta:

- Que futuro os candidatos reservam ao  emprego no país? (leia a arguta análise Wanderley Guilherme dos Santos; nesta pág) .

A economia brasileira terá que  criar 6,7 milhões de vagas nos próximos cinco anos. Pouco mais de 1,2 milhão por ano,  para responder ao aumento da população economicamente ativa.

O cálculo é da Organização Internacional do Trabalho, a OIT.

No ciclo de governos do PT (de 2003 a 2013), o Brasil criou cerca de 15,8 milhões de empregos.

Os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso deixaram  um saldo  de apenas  800 mil vagas na economia.

Assim: um corte de milhão de vagas no primeiro mandato e um acréscimo de 1,8 milhão de empregos nos quatro anos seguintes.

A  criação média de empregos no Brasil sob a presidência do PSDB, portanto,  foi de 100 mil postos por ano.

No ciclo de governos progressistas (2003/2013)  foi de 1,5 milhão/ano.

Ao mês, o PT gerou mais vagas do que cada ano de mandato tucano.

As condições econômicas foram distintas, pode-se argumentar.

Sem dúvida.

Assim como é forçoso recordar:  desde 2007/2008 o mundo mergulhou na maior crise do capitalismo dos últimos 80 anos.

O que teria sido do país se os sábios banqueiros do PSDB estivessem no comando da economia então?

Não estavam e  11 milhões de empregos foram criados no período: quase 1,6 milhão de vagas por ano.

Ignorar a lógica econômica que condicionou o resultado das eleições europeias é perturbador.

Os mercados festejaram.

As bolsas europeias subiram com força na segunda-feira e nesta terça, enquanto os números consolidados dimensionavam os talhos no futuro da democracia.

A Frente Nacional (FN), de extrema direita, passará a dispor de 24 cadeiras parlamentares, tendo alcançado cerca de 25% dos votos na França – 18 pontos acima do último pleito (leia a análise de Eduardo Febbro, de Paris; nesta pág.).

Na Inglaterra, o direitista Partido da Independência se tornou a  bancada mais forte, ultrapassando o Partido Trabalhista de David Cameron (leia a análise de Marcelo Justo, de Londres; nesta pág.)

Na Áustria, o Partido da Liberdade (FPÖ) conquistou 20,5% dos votos em todo o país.

Nos  países escandinavos, as propostas da extrema direita abriram espaços inéditos  no Parlamento de Estrasburgo, no qual 140 dos 751 assentos serão ocupados por deputados para os quais o ideário chauvinista e antissemita não é estranho.

O coletivo dos professores banqueiros do PSDB --e seu ativo retransmissor midiático-- está longe de endossar o nacionalismo de  uma Europa machucada pelo alto preço da subordinação a uma moeda manejada em benefício de Berlim,  Bruxelas e da alta finança.

Mas as ideias econômicas que alimentam seus candidatos formam costelas do mesmo espinhaço a partir do qual ganharam vida própria os Le Pen, o Aurora Dourada, os Nigel Farage e assemelhados.

A saber:

a) o país vive uma pressão inflacionária decorrente do excesso de demanda;

b) este deriva do abusivo aumento do poder de compra dos trabalhadores, puxado pelo reajuste real de 60% do salário mínimo nos governos Lula/Dilma;

c) a renda das famílias cresce ininterruptamente há mais de 4 anos ;

d) sustenta o insustentável: a expansão da demanda interna --atendida, em mais de 20%, no caso de manufaturados, pelas importações;

e) a solução para o estresse macroeconômico, somatizado em alta de preços, passa por um tratamento de choque: alta dos juros, arrocho fiscal do Estado, desemprego e  achatamento salarial.

A mídia cuida de dar a esse receituário um sentido de urgência, travestido na narrativa diuturna de um país aos cacos.

Ingredientes objetivos evocados no confronto político de uma época muitas vezes são idênticos dos dois lados da disputa.

O que distingue as margens do rio é menos a sua composição e mais a natureza determinante que se atribui a cada um dos  elementos.

Resistir passa por identificar politicamente os fatores que podem diferenciar a qualidade social da transição para um novo ciclo.

Hoje, por exemplo:

- a inflação reflete pressões conjunturais de safra, mas também outras que vieram para ficar, decorrentes de uma mudança estrutural na economia;

- o setor de serviços (telefonia, saúde, energia, bancos etc.), que teve gordas fatias capturadas pelo capital estrangeiro (leia neste blog ‘Um tabu que sangra o Brasil’)  elevou sua participação no PIB, de 63% para 68,5% nos últimos oito anos;

- a inflação dos serviços tem crescido acima de 8% ao mês (dois ou três pontos acima da média);

- combate-se isso com mais oferta, fiscalização e, sobretudo, regras de reinvestimento;

- nenhuma ‘abertura comercial’ do tipo ‘deixai o mercado agir por conta própria’ vai resolver: serviços são de difícil importação;

- tampouco a alta dos juros supera o impasse; na verdade, apenas agravará seu outro polo : o enfraquecimento do setor industrial;

- o recuo da industrialização vem de longe: em 1985 o setor fabril produzia 27% da riqueza agregada ao PIB brasileiro; em 1996  a fatia retrocederia oito pontos e mais quatro  agora, situando-se em 14%;

- a desindustrialização pesada do ciclo tucano foi impulsionada justamente pela panaceia  livre mercadista que se pretende reeditar:  privatizações, câmbio desfavorável, juro alto e abertura comercial suicida.

Os governos do PT agiram sobre essa lógica parcialmente. E de forma  lenta.

Manteve-se até 2008 a dupla turbina do juro alto e câmbio valorizado.

A política econômica dos últimos anos, no entanto, introduziu um redefinidor potente na equação.

Ele dificulta sobremaneira a aplicação da vacina ortodoxa novamente.

Os programas sociais, o salário recomposto e a forte geração de emprego  elevaram o mercado de massa à inédita condição de ator principal do enredo econômico brasileiro.

A centralidade desse novo protagonista vincula o ajuste preconizado pelo conservadorismo  a uma taxa de desemprego de teor inflamável equivalente à produzida pela troika na UE.

Tampouco, porém, a nova escala social cabe no figurino  da infraestrutura e da logística existente.

Estudos de organismos do Banco Mundial, citados pelo jornal Valor esta semana, indicam que o estoque de infraestrutura existente no país equivale a 16% do PIB.

A média nos países desenvolvidos é de 71% do PIB.

O novo mercado de massa reúne  53% da população, que nos últimos 12 anos elevou, por exemplo, em 182% o número de passageiros nos aviões e fez crescer em 182,5% o trânsito nas rodovias.

Como superar esse descompasso no menor prazo de tempo possível é a pergunta que grita na equação política brasileira, sendo cada vez mais audível nas ruas.

O conservadorismo quer resolver o impasse cortando o mal pela raiz.

Devolvendo a pasta de dente ao tubo do desemprego e do arrocho saneador.

Foi a solução endossada pela socialdemocracia  europeia com as consequências contabilizadas no último domingo.

Cabe ao campo progressista brasileiro aprofundar a lógica oposta,  abraçada pela esquerda que emerge das cinzas da rendição socialdemocrata.

Ou seja, dar ao novo protagonista social o espaço democrático necessário para renovar a  correlação de forças do  desenvolvimento brasileiro.

A eleição de outubro deve servir a esse credenciamento.

O resto é arrocho.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O teto do antipetismo




Desde 2006, a cada eleição presidencial a cantilena oposicionista-midiática é a mesma: dessa vez, vai. Em 2006, o terremoto do mensalão fez a mídia e seu aparato político, a dita oposição, acreditarem que tinham “matado” Lula – politicamente, por mais que a vontade fosse literal. Em 2010, as teorias eram sobre como o mesmo Lula não conseguiria transferir votos a Dilma.
Em 2014, a aposta é na queda da aprovação a Dilma e ao seu governo. Uma queda que de fato ocorreu. Porém, o que os entusiastas dessa teoria parecem não enxergar – ou não querer enxergar – é que essa queda não se resume a Dilma; a classe política perdeu aprovação de forma generalizada, tanto à direita quanto à esquerda, passando pelo centro.
Poucos se dão conta de que, apesar de Dilma não ter mantido a aprovação estratosférica que chegou a ter – e que quem lê este blog sabe que, por aqui, sempre foi vista com reservas –, na última pesquisa Ibope, por exemplo, a presidente da República apareceu com impressionantes 52% de votos válidos contra 48% da oposição todinha somada. Incluindo nanicos.
Estudo recente feito por esta página mostrou que o desempenho dos pré-candidatos de oposição, ao menos até aqui, não difere em nada das três eleições anteriores. Aliás, aquele estudo revelou que o desempenho de Aécio Neves está até um pouco abaixo da média que costumam ter os candidatos do PSDB na pré-campanha.
Sim, Dilma apareceu com aprovação e desaprovação empatadas no último Ibope – respectivamente, 47% e 48%. Porém, a divulgação da avaliação só da presidente e a ocultação da de governadores e prefeitos esconde que essa desaprovação atingiu a todos os governantes. Nem por isso é crível que todos os outros chefes de governo não serão reeleitos.
Mas o mais impressionante é metade da opinião pública apoiar a presidente. Ela, seu padrinho político ou seu partido apanham todo dia na mídia. Supostas “más notícias” da economia tomaram jornais, telejornais, revistas, portais de internet, rádios. E o máximo que conseguiram foi dividirem o país?
Não vamos nos esquecer de que isso foi alcançado sob o silêncio quase absoluto de Dilma, quem, até que Lula concedesse entrevista a blogueiros pregando que reagisse, praticou quase uma autocensura, deixando que a mídia a esmagasse sem sequer esboçar reação.
O que aconteceria se Dilma não tivesse se autocensurado? Dificilmente teria perdido tanta aprovação. Só que vem aí a campanha eleitoral na tevê, quando ela, seu padrinho e seu partido terão espaço para dizer tudo aquilo que hoje não pode ser dito em pé de igualdade com o “noticiário” massacrante.
O que a mídia chama de “discurso do medo” apavorou tanto a mídia e a oposição simplesmente porque é um discurso muito forte. Por que é forte? Porque se baseia em fatos – quais sejam, no que ocorreu no passado e nas propostas oposicionistas do presente, como no caso das “medidas amargas” pregadas por Aécio Neves e Eduardo Campos.
Este blog acalenta a opinião de que a grande maioria dos brasileiros, incluindo a parte politizada, em média tem memória fraca. Esquece-se do clima que a mídia estabeleceu nas eleições presidenciais anteriores, do nível de ataques de 2006 e 2010. E também de que a força pré-eleitoral da oposição não era menor do que a de hoje.
Sim, Dilma está mais fraca do que estava Lula em eleições anteriores, mas a oposição também está.
Mais da metade dos brasileiros que pretendem votar permanece ao lado de Dilma. É impressionante. Esse contingente está resistindo a um massacre da presidente empreendido ao custo de uma quantidade imensa de dinheiro que vem sendo despendido pelos grandes grupos de mídia. E, ainda assim, mais da metade do eleitorado votante resiste.
Segundo o Ibope, há cerca de 10% de indecisos. Porém, seria preciso uma mordaça em Dilma, em Lula e no PT para que todo esse contingente se decidisse pela oposição. Há o outro lado da moeda que as vítimas da avalanche midiática ainda não analisaram, mas que irão analisar quando os candidatos tiverem espaço na televisão e no rádio.
A grande esperança da direita midiática é a Copa. A aposta no caos, em alguma tragédia causada pelos grupos cada vez mais desmoralizados que prometem até atacar delegações estrangeiras, porém, é exagerada. Até a colunista da Folha de São Paulo Eliane Cantanhêde, que se dedica a atacar Dilma, Lula e o PT todo dia, acha que quanto mais excessos os grupos que prometem que “não vai ter Copa” cometerem, mais apoio a Copa terá.
Tudo somado, esses 40% que hoje prometem votar em Dilma certamente ampliar-se-ão em um eventual segundo turno. E quem diz isso não é este que escreve, mas o pré-candidato Eduardo Campos, quem, na última segunda-feira, no programa Roda Viva, disse que Aécio inspira terror nos que se beneficiaram das ações do governo federal.
Eduardo parece estar descobrindo que, no bastante provável segundo turno, seu eleitorado não o seguirá, caso adira a Aécio. O PSDB, por razões óbvias, continua sendo visto como o partido dos ricos e dos que pensam que são ricos. Como em 2002, 2006 e 2010, caso haja segundo turno dificilmente ele obterá melhores resultados que Geraldo Alckmin e José Serra.
Aécio diz que se “especializou” em “derrotar o PT” em Minas Gerais, como se o seu desempenho em seu reduto eleitoral bastasse para se eleger presidente. Alckmin também se “especializou” em “derrotar o PT” em São Paulo e, ainda assim, foi surrado por Lula em 2006.
O antipetismo cresceu, sim, mas bem menos do que o “necessário”. Metade dos brasileiros não deu bola para o massacre de Dilma e a outra metade está muito dividida e dificilmente irá toda para a oposição. A parte que não for será mais do que suficiente para ela se reeleger. O antipetismo atingiu seu teto. E não é alto o suficiente para devolver o poder à elite branca.

CONTRA O PT E A COPA, JABOR É AGORA O ANTI-NELSON

AGORA EM VÍDEO: O FHC QUE O ARROCHO ESCONDE Quem não tem voto dá o Golpe ou provoca o terceiro turno na Justiça.


Amigo navegante João transformou em vídeo o trabalho do editor do Conversa Afiada, João Andrade, uma singela contribuição para desmascarar a Big House, os urubólogos, o ‘Não vai ter Copa’ e outros fenômenos de subalterna importância.

Ronaldo se diz inseguro para investir no Brasil e vai apoiar Aécio: arrocho neoliberal que os Aécio's boys querem trazer para o país produziu 26 milhões de desempregados na UE e um sentimento de xenofobia que explica o avanço da extrema direita e as bananas atiradas nos campos de futebol









segunda-feira, 26 de maio de 2014

Veja pressionou Ronaldo a virar a casaca: “Está pisando num campo minado”


Ele foi chamado de “imbecil” pelo escritor Paulo Coelho, quem, em 2007, integrou comitiva que acompanhou a escolha do Brasil como sede da Copa de 2014. Sete anos depois, Coelho  atacou a organização do evento e chamou o ex-jogador Ronaldo de “imbecil” ao dar entrevista ao jornal francês “Le Journal du Dimanche”, com vistas a se “imunizar” politicamente.
Coelho criticou o ex-jogador por defender a realização da Copa no Brasil. O escritor se integrou a um time no qual Ronaldo acaba de ingressar, composto por personalidades que, por conveniência e/ou medo da mídia, criticam os preparativos do país para a competição ou mentem sobre a origem dos recursos para realizá-la
Até há pouco, Ronaldo Vinha sendo uma voz dissonante. Defendia a realização da Copa e, aparentemente, colaborava com os esforços do governo federal. De repente, aparece ao lado de Aécio Neves fazendo apologia do pré-candidato do PSDB a presidente e criticando duramente a organização do campeonato no Brasil.
O que parece estar passando despercebido é que Ronaldo, entre tantas outras personalidades, sofreu fortes pressões para virar a casaca. E não é de hoje. Em 6 de abril do ano passado, reportagem da revista Veja o ameaçou.
A reportagem A Jogada mais ousada de Ronaldo, o dono da Bola no país chamou o ex-jogador de “Figura mais influente do futebol brasileiro” e o ameaçou: “Ele encara o risco de arranhar sua imagem na Copa do Mundo de 2014”.
Após sua aposentadoria, Ronaldo vinha sendo chamado pela mídia esportiva de “Um homem de negócios do futebol”. A Reportagem de Veja deu início a fortes pressões que o ex-craque sofreu para mudar de time, ou seja, para parar de defender um projeto no qual se integrara desde a primeira hora.
Abaixo, trecho da matéria de Veja que, há mais de um ano, já “alertava” Ronaldo: “Caso o Mundial seja um fiasco, ele será capaz de afirmar, ao vivo na tela da Globo, que o comitê organizador que ele próprio integra fracassou?”.
O que impressiona na matéria de Veja é que, reiteradamente, “avisa” Ronaldo de que defender a realização da Copa no Brasil pode lhe trazer problemas nos negócios. Mais um longo parágrafo da matéria de abril do ano passado termina com novo “aviso”. Abaixo, outro trecho.
Mais alguns infográficos, fotos etc. e a matéria de Veja repete a dose. Pela terceira vez, a matéria “avisa” Ronaldo para que fizesse o que acabou fazendo um ano e algumas semanas depois. Abaixo, o terceiro trecho ameaçador de Veja.
Mais um parágrafo, mais uma ameaça. Abaixo.
A repetição da ameaça de que Ronaldo poderia “se dar mal” ao emprestar seu prestígio converte-se em um mantra. A matéria de Veja parece tentar lavar a mente do ex-jogador, “avisando-o” de que estaria “arriscando” o “futuro dos seus filhos”. Abaixo, uma incrível quinta ameaça em texto tão curto.

O último gigantesco parágrafo da matéria de Veja culmina com a exibição de um Ronaldo diametralmente diferente desse que a Folha de São Paulo usou na semana passada em manchete principal de primeira página para atacar o governo usando a organização do evento. Em abril de 2013, Ronaldo negava tudo que continuou dizendo até há pouco, antes de finalmente ceder a essa e a outras pressões que sofreu para virar a casaca. Abaixo, o trecho final da matéria de Veja.
Como se vê, não foi à toa que o jovem de origem humilde que venceu na vida às custas do próprio talento traiu a si mesmo de forma tão patética. A matéria de Veja é apenas a ponta do Iceberg das pressões que vinha sofrendo para se unir aos grupos de interesse distintos que contam com o fracasso do Brasil ao sediar a Copa para extrair dividendos políticos.
Seja pelo viés de críticas à organização da Copa, seja pelo da “denúncia” mentirosa de que dinheiro da saúde e da educação foi usado para realizar o evento no país, o aparato montado por grupos políticos de direita e de esquerda para desmoralizar o Brasil internacionalmente se vale de politicagem barata e do mais puro fascismo. E nada mais.

Filme (mudo) de horror. Vão censurar?

O João de Andrade Neto, editor do Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, deveria cobrar um chope do marqueteiro do PT, João Santana.
É que ele deixou pronto o roteiro de imagens – não é preciso palavras – para um “comercial” do PT que eu gostaria de ver a Ministra Laurita Vaz, do TSE, censurar.
É uma “recortagem” fotográfica da mídia.
Um filme de terror.
Para proibir este, só se o PSDB apelar para a censura etária, exigindo que só seja passado de madrugada, sem as crianças na sala.
Porque, de fato, é imoral.
Esse, sim, deveria exigir o carimbo de “avisado” que tanta polêmica causou.
Carimbado no título eleitoral…




PRIVATARIA










QUALIDADE DE VIDA







ESCÂNDALOS



FMI




ECONOMIA






domingo, 25 de maio de 2014

NUNCA MAIS !



O leitor que entrou na loja para protestar contra a síndrome do viralata



Postei agora há pouco este link que resume a sensação de um bom observador de que há uma ação generalizada para menosprezar nossa cultura, nossa democracia e o Brasil. Pode ser ação política dos americanizados de sempre. Pode ser qualquer coisa.
Muitos acreditam que tudo isso se trata sempre de teoria da conspiração. Pode ser. Pode ser coincidência, pode ser senso comum. Mas me desagrada. Ontem à noite, fui ao Rio Sul e vi a vitrine abaixo, da loja Ellus do térreo. Fiquei muito puto da vida. Fotografei, entrei na loja e dei um esporro bem grande no gerente. Ele ficou com uma cara de bunda gigantesca. Eu queria que mais brasileiros tivessem atitude e patriotismo para brigar contra uma coisa dessa.
Como é que o cara tá lucrando no Brasil, vendendo camisas de malha a mais de cem reais e chama, na vitrine, meu país de atrasado? Qualé Nelson Alvarenga? Além de ser uma ofensa a todos os passantes brasileiros, trata-se de uma propaganda negativa do país num momento em que ruas e shoppings estarão lotados de turistas. Ou seja, é burrice, estupidez pura.
Qualé a sua, Adriana Bozon?

Vai ofender a pqp, Ellus.

PS do Viomundo:  O sonho da Ellus é morar em Miami.

Leia também:

Comentário opedeuta :  Ao lado a cara de babaca do Mickey que bem caracteriza os babacas que lhe dão atenção 

A oposição só acredita em desemprego




Aécio Neves não se fez de rogado: a saúde da economia depende de medidas impopulares, entre elas, claro, o aumento do desemprego.

Arquivo


















Ciclos de recessão e desemprego fazem parte da dieta normal da tristeza capitalista. Isso é história econômica banal. Mas nada triviais são os esforços para evitar, superar e em último caso amenizar as seqüelas que, como já diagnosticara Alexis de Tocquevile, constituem o outro lado da moeda da expansão do mercado.
 
Em favor da verdade, a necessidade de intervir nesses maléficos processos não foi desde logo reconhecida nem muito menos, mesmo depois de registrada em cartório, aceita como necessária. Para os que, julgando-se Isaac Newton, acreditavam que as leis dos mercados capitalistas copiavam as leis da física clássica, toda intervenção seria inútil, tentativa de emendar a lei da gravidade universal. Pior, seria desastrosa, desajustando as leis da oferta e demanda. Foram precisos muito desemprego e muitas recessões até que surgissem concepções não mecânicas do mundo humano. 

No Brasil criou-se o seguro-desemprego em 1986, embora já previsto na Constituição de 1946. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), instituído em 1990, foi outro grande marco de defesa do trabalho diante da imprevisibilidade capitalista. Finalmente, durante as três administrações petistas estenderam-se amplamente as políticas pró-trabalho. Não é à toa que organismos internacionais proclamam a excelência do programa Bolsa-Família, entre outros, copiada em vários países.

Mas o seguro-desemprego e equivalentes só compensam relativamente a perda de renda quando o trabalhador já está desempregado. Com o fim da estabilidade no emprego, na década de 80 do século passado, estabeleceu-se um buraco legislativo que a criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não preencheu. Trata-se de desenhar medidas que evitem ao ciclo de expulsão do mercado de trabalho sem onerar excessivamente a folha de pagamentos das empresas. É neste sentido que os Ministérios da Fazenda e do Trabalho preparam medida provisória regulamentando a flexibilização da jornada laboral. Por ela, as empresas em comprovada dificuldade financeira cortariam temporariamente em até 30% o salário do trabalhador enquanto o governo ficaria responsável por complementar metade da parcela reduzida. Com a dificuldade financeira conjuntural do FAT (com fundos destinados a outras demandas do crescimento econômico e proteção aos trabalhadores), o governo inclina-se para financiar o programa com recursos do FGTS. Na proposta, o empregado beneficiado continuará a descontar para o Fundo de Garantia do Trabalhador. As centrais sindicais estão de acordo com a futura medida provisória. 

Sem nenhuma surpresa, já se ouvem vozes críticas ao financiamento do novo programa, disfarce da real oposição que, no fundo, é à própria medida. Não importa que programas semelhantes tenham sido implantados em um punhado de países, desenvolvidos ou não: Bélgica, Alemanha, Itália, Japão, Nova Zelândia, México, Hungria e República Tcheka. O Brasil, para esses arautos, nunca estará pronto para nenhuma iniciativa contrária ao mito do automatismo mercadista. Se o FAT, conjunturalmente, apresenta débitos em suas contas, o excedente real do FGTS não deveria ser utilizado em seu lugar, tendo em vista possíveis despesas futuras de origem sabida ou não sabida. Ou seja, uma possibilidade, que a seu tempo será administrada, como tudo em qualquer governo, seria motivo para abortar um extraordinário benefício atual, considerando as mais do que previsíveis oscilações do mercado.

O terrorismo fiscal sempre fez parte do embornal conservador. De nada valem os fracassos de suas previsões. Mudam de argumento. Os conservadores brasileiros estão, todavia, exagerando. Além de substituírem as verdadeiras estatísticas nacionais pelos sensacionalismos da mídia estrangeira, apelam para um indicador único para avaliar o “sucesso” de um governo: a taxa de desemprego. Quanto maior, melhor o governo. Deles.  

O problema, como se sabe, não faz parte da estratosfera sustentável em que Marina Silva desfila. Eduardo Campos é omisso neste quesito, assim como em vários outros, embora fosse interessante saber como ele faria mais e melhor em matéria de emprego e de proteção ao trabalhador. Aécio Neves não se fez de rogado: a saúde da economia depende de medidas impopulares, entre elas, claro, o aumento do desemprego. Só desemprego estima a saúde de uma economia. Repetindo: para a oposição quanto maior o desemprego, melhor o governo. Cáspite!  


DILMA: OS FANTASMAS NÃO VOLTARÃO !


Dra Laurita, dá pra proibir voto ?
No Globo Overseas:


BRASÍLIA – Em tom raivoso (sic), a presidente(a – PHA) Dilma Rousseff fez neste sábado o mais duro ataque aos adversários Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Na abertura do 17° Congresso da União da Juventude Socialista, do PCdoB, seu mais fiel aliado, a presidente(a – PHA)disse que é ela quem tem a agenda do futuro e, novamente usando o discurso do medo (sic) usado pelo PT na propaganda oficial do partido, disse que não permitirá que o país volte ao passado e fique de joelhos. Disse que seus adversários vão tomar medidas impopulares e os chamou de “espectros fantasmagóricos”.

— Eu não fui eleita para desempregar o trabalhador, a trabalhadora, não fui eleita para colocar o país de novo de joelhos, não fui eleita para acabar com a política industrial do país, não fui eleita para privatizar empresas públicas e eu não fui eleita para varrer a corrupção para baixo do tapete ou engavetar como era a prática anterior — discursou Dilma em clima de campanha aberta
 (sic).

Diante de uma plateia barulhenta 
(sic), que passeou com um estandarte com sua foto de mão em mão, Dilma disse que tem lado, e que seu lado é o dos que mais precisam, dos que mais sofrem, o lado dos excluídos, é o lado dos jovens, dos negros, das mulheres, de todas as opções sexuais, o lado do Brasil, o lado do povo brasileiro.

— Quem tem lado sabe que é preciso estar atento, é preciso estar ao mesmo tempo com um olho no futuro e outro no passado. Este olho no passado é para evitar que outros incertos, espectros fantasmagóricos tentem voltar com as ameaças às conquistas dos brasileiros, que voltam com que eles já chamam abertamente de medidas de impopulares e que significam arrocho salarial, desemprego e recessão e se traduzem sempre na redução de direitos que o povo e a Nação conquistaram com muito esforço.

(…)



Clique aqui para ver na TV Afiada: “O comercial do PT que enlouquece o PiG!”.

Aqui para ler “Comercial do PT doeu porque é verdadeiro”.

Aqui para ver sugestão de amigo navegante “Vamos deixar os fantasmas pra trás”.

Aqui para ver na TV Afiada: “Tem saudade dos fantasmas do PSDB ?”.

aqui para ler “Dra Cureau voltou: TSE suspende vídeo do PT !”.