Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Le Figaro: Como Lula transformou o Brasil


Terminei a tradução do artigo sobre Lula publicado ontem com destaque no jornal Le Figaro, o mais importante jornal conservador da França. O original está aqui.

Como Lula transformou o Brasil

Lamia Oualalou, nossa correspondente no Rio de Janeiro
Tradução: Miguel do Rosário, do blog Óleo do Diabo.


No outono próximo, se tudo der certo, Ricardo Mendonça irá rever seus parentes, em Itatuba, pequena cidade do estado da Paraíba, no Nordeste brasileiro. Já tem vários meses que o jovem economiza para pagar a viagem desde o Rio de Janeiro. "Eu não os vejo desde 2003; e mesmo com o telefone, é duro", suspira.

Ricardo tinha 18 anos quando deixou sua cidade, empurrado pelo instinto de sobrevivência e a promessa de abrigo feita por um tio instalado no Rio de Janeiro. "Eu venho de uma família muito pobre. Com meu irmão, trabalhava toda manhã na lavoura, para ajudar meus parentes. Depois do meio-dia, íamos à escola, de bicicleta, a 8 quilômetros de nossa casa", conta. No total, sua família obtinha uma renda mensal de 100 reais (45 euros). "A gente bebia água do rio, e ficava doente com frequência. Ficar, seria condenar-me", lembra-se.

No Rio de Janeiro, o adolescente encontrou um emprego de porteiro. Estimulado por seus professores, ele sonhava entrar na universidade. Para isso, seria necessario desembolsar 600 reais (270 euros) por mês, quantia inacessível. "Eu deixei pra lá, até que me falaram do Prouni. Eu tentei a sorte e recebi uma bolsa. Em três anos, terei diploma de direito!", exclama Ricardo. O programa, lançado em 2005 pelo governo federal, oferece bolsas parciais ou integrais aos estudantes pobres, desde que eles tenham formação escolar.

Para convencer as instituições privadas, que sempre esnobaram este segmento, o Estado lhes ofereceu exonerações fiscais. Em cinco anos, mais de 700 mil estudantes foram beneficiados pelo programa, mudando o aspecto da universidade. A medida criou uma bola de neve: percebendo que estes estudantes se integravam perfeitamente, mais universidades baixaram as mensalidades. Em novembro de 2009, quase 31% dos 5,9 milhões de inscritos na universidade vinham de famílias de baixa renda. A proporção dobrou em relação a 2002.

"Como meus parentes são analfabetos, no começo eles não compreenderam porque eu desejava estudar. Hoje eles choram de orgulho. Tudo isso, graças a Lula. É o primeiro a pensar que, mesmo se nascemos pobres, temos direito a uma chance. Antes dele, tudo estava predeterminado para nós", assevera Ricardo. "Para meus parentes também a vida se transformou. Eles tem direito a crédito de agricultura familiar, instalou-se água potável a cidade, e minha mãe conseguiu a sua aposentadoria", prossegue com ânimo exaltado.

Histórias como as de Ricardo contam-se aos milhões no Brasil. A três meses do fim de seu mandato, é um país transformado o que o presidente Luiz Inacio Lula da Silva entregará a seu sucessor. Quando ele chegou ao Planalto, o palácio presidencial de Brasília, era um país sem grandes esperanças que aceitou dar uma chance ao turbulento barbudo, onipresente na cena eleitoral desde o restabelecimento da democracia em 1985.

Em sua primeira eleição presidencial, em 1989, Lula foi bem colocado. O ex-sindicalista, que dirigiu as grandes greves dos anos 70 contra a ditadura e criou, em 1980, o Partido dos Trabalhadores (PT), prometia uma revolução. A elite e a televisão aterrorizaram a classe média assegurando que, em caso de uma vitória da esquerda, eles deveriam abrigar em suas casas os moradores de rua. Lula foi derrotado.

Em 1994, depois em 1998, foi a ânsia por estabilidade que deu dois mandatos consecutivos ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Seu líder, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, era o rosto por trás do "Plano Real", que criou uma nova moeda e deu fim ao pesadelo da inflação. "Eles conseguiram a estabilização da economia. Mas o PSDB não propôs mais nada aos mais pobres. Ao cabo de alguns anos, não era mais suficiente", analisa Marcus Figueiredo, politólogo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Foi com alto grau de impopularidade que Cardoso deixou o poder, em 2002. "Lula assumiu sua herança, com uma política monetária e econômica contrária ao que pregava. Mas, paralelamente, ele deu início a uma política social para ajudar os mais pobres, tanto no meio urbano quanto no rural", acrescenta o cientista

O chefe de Estado reagrupou algumas medidas sociais de seu predecessor e lhes deu uma dimensão até então inimaginável. O nome do programa resumia o objetivo final: "Fome Zero". A sua principal iniciativa, o "Bolsa Família", teve início em 2004, com alocação de recursos para as famílias mais pobres, exigindo apenas a presença na escola e acompanhamento médico das crianças. Variando de 22 a 220 reais (10 a 100 euros), segundo a renda e o número de crianças, o programa atinge hoje 12,6 milhões de famílias, o que corresponde a cerca de 50 milhões de brasileiros. O pequeno cartão amarelo permite às famílias melhorar suas refeições e ativou o comércio nas cidades mais pobres, em particular no Nordeste, onde a concentração de beneficiários do programa é mais elevada. As cidades também se beneficiaram do programa "segurança alimentar", que abastece creches e escolas, e disponibiliza alimentos para famílias pobres, assim como os "restaurantes populares", que oferecem refeições completas por um real (0,44 euro).

A origem dos alimentos é outra forma de aumentar a renda nas zonas rurais: para ter direito às subvenções públicas, é necessário comprar junto à agricultura familiar. Os pequenos agricultores recebem crédito para se equipar, beneficiam-se dos programas de irrigação e instalação de cisternas, assim como a chegada de luz elétrica para dez milhões de lares, com o plano "Luz para Todos". Ao decidir aumentar o salário mínimo acima da inflação, todos os anos (aumento de 54% de 2003 a 2010), o governo elevou a renda de 27 milhões de empregados e de 18,5 milhões de aposentados, cujas pensões são indexadas ao salário mínimo, que atinge hoje 520 reais (231 euros).

Pela primeira vez na história, o Brasil assiste hoje a uma redução contínua, e inédita, de suas desigualdades. Em dois mandatos, 24 milhões de brasileiros saíram da miséria, e outros 31 milhões ingressaram na classe média. Geograficamente, a redistribuição é explícita. "Todo o Brasil está em efervescência, mas no Nordeste se encontra um crescimento a taxas chinesas, de 10 a 12%", explica Marcus Figueiredo.

Os ataques ao assistencialismo falharam. "As políticas sociais são responsáveis por um terço da redução das desigualdades, o resto foi gerado pela alta gerada pela renda do trabalho", calcula Marcelo Neri, economista da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Para ele, os que atribuem a popularidade do chefe de Estado à sua imagem de "pai dos pobres", não captaram a amplitude das mudanças. "Lula não é o pai de ninguém: ele é a encarnação da ascensão social, a personificação do novo herói brasileiro, que é o trabalhador, com um contrato de trabalho, e direitos", insiste. Em sete anos, mais de 14 milhões de empregos formais foram criados, apesar de uma informalidade ainda alta. "O Brasil mudou de escala, nos anos 90, criavam-se 600 mil empregos por ano, hoje passamos a 1,4 milhão por ano, sob Lula", diz Marcelo Neri.

Ainda aí, o papel do Estado é central. Após ver suas prerrogativas questionadas nos anos 90, através de uma política fiscal rigorosa e privatizações, ele (o Estado) recuperou seu prestígio. As universidades públicas, fragilizadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, que trabalhava com a privatização da educação, receberam recursos que lhes permitiram aumentar o número de professores e se expadirem. O segundo mandato de Lula foi dominado pelo "Programa de Aceleração do Crescimento", que investiu 262 bilhões de euros no desenvolvimento de infra-estrutura (portos, estradas, pontes, etc), casas populares, urbanização de favelas e, sobretudo, políticas energéticas.

"Se eu fosse escolher a cena que simboliza a mudança de paradigmas com Lula, seria a decisão de acabar com a aquisição no estrangeiro das plataformas de petróleo de uma empresa pública, a Petrobrás, e fazê-las no Brasil", declara Marcus Figueiredo. "Isso reativou a construção naval, moribunda e, além disso, é uma orientação ideológica de consequências enormes", diz.

Quando a Petrobrás revelou a existência, ao largo das costas brasileiras, de gigantescas reservas de petróleo - a mais importante descoberta em trinta anos nas Américas - Lula pediu a sua maioria parlamentar no Legislativo para acabar com o regime de concessão, mais generoso, segundo ele, com as multinacionais estrangeiras. A Petrobrás tornou-se uma empresa privilegiada, e os lucros obtidos serão revertidos para um Fundo soberano destinado a financiar a educação, a saúde e melhorar as condições de vida dos mais pobres.

Porque se o Brasil mudou muito, e rápido, ainda é um dos países mais desiguais do mundo. Com o boom dos últimos anos, as autoridades e os analistas não se renderam à complacência e a autocelebração. Mesmo se o número de lares com acesso à agua corrente cresceu 30% no curso do último decênio, 12 milhões de famílias ainda estão excluídas, enquanto 56% dos domicílios não tem acesso à rede de esgoto. A mortalidade infantil caiu, mas as condições atuais da saúde publica permanecem deploráveis. A universidade pública levantou a cabeça, mas o Brasil contava ainda com 14 milhões de analfabetos em 2008, e o ensino nas escolas, onde os professores recebem salários miseráveis, é um dos piores da América Latina. Malgrado algumas experiências interessantes na política de segurança, a violência continua a matar no Brasil mais de 40 mil pessoas por ano, uma cifra digna de um país em guerra.

Marcelo Neri é, todavia, otimista: os estudos mostram que, em vez de se refugiarem no consumo, os brasileiros, mesmo os mais pobres, investem antes em educação de seus filhos. "Antes, o sentimento de urgência era tal que cada um não pensava que no seu cotidiano. Hoje, a população está mais preocupada com os problemas coletivos como saúde, educação, infra-estrutura", diz Neri. Lembrando a famosa atribuída o general De Gaulle, segundo a qual o Brasil não seria um país sério, o economista conclui: "De Gaulle teve razão por um longo tempo. Mas as coisas mudaram. Estamos em vias de nos tornar um país sério".

CADEIA PARA O MAFIOSO OTAVIO FRIAS FILHO – FOLHA MENTIU SOBRE CONTAS DE DILMA


Extraído do Dilma 13

TCE-RS aprovou todas as contas de Dilma

A Folha de S. Paulo procurou a assessoria da campanha de Dilma Rousseff para falar sobre pontos da gestão da candidata em secretaria do governo do Rio Grande do Sul. O jornal publicou hoje uma série de textos sem todos os esclarecimentos dados pela campanha de Dilma.
Seguem abaixo as perguntas do repórter da Folha de S. Paulo e as respostas completas enviadas pela assessoria. É importante ressaltar que o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) aprovou todas as contas referentes às gestões de Dilma Rousseff à frente da Secretaria de Energia, Minas e Comunicações (1993, 1994, 1999, 2000, 2001 e 2002).

Folha de S. Paulo - Auditorias externas feitas para instrução dos processos no TCE-RS apontam que houve favorecimento à empresa Meta Instituto de Pesquisa em contratos com a respectiva fundação (FEE). A candidata tinha ou tem ligação com os responsáveis pela empresa?

A candidata não tinha e nem tem qualquer ligação com a empresa. As supostas irregularidades foram contestadas, ponto por ponto, em recurso apresentado ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, que lhe deu provimento por unanimidade. Foi demonstrada a correção da modalidade de contratação, através de licitação por tomada de preços com a publicação do edital em jornal, conforme prevê a legislação. As empresas concorrentes encaminharam suas propostas e foi contratada a empresa que apresentou o menor preço, tendo ocorrido inclusive uma redução do preço na assinatura do contrato. Em sua decisão final, de 17 de junho de 1998, o TCE-RS registrou que “as providências adotadas pela recorrente (...) revelaram-se eficazes, tanto que se refletiram positivamente no exercício seguinte (1993)”.

Folha de S. Paulo - Os auditores constataram que 90% do quadro de funcionários nomeados na secretaria desrespeitava a legislação para preenchimento por concurso.
Desde sua criação, sem quadro próprio adequado às suas necessidades, a Secretaria de Energia, Mineração e Comunicações (SEMC) funcionou basicamente com assessorias, cargos em comissão, funções gratificadas e servidores cedidos pelas estatais Cia. Riograndense de Telecomunicações (CRT), Cia. Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e Cia. Riograndense de Mineração (CRM). Esta era a situação quando Dilma Rousseff assumiu, em novembro de 1993. O índice mencionado pelo repórter refere-se especificamente à Tomada de Contas de 1994. Nos esclarecimentos que apresentou ao TCE-RS sobre aquela Tomada de Contas, Dilma Rousseff registrou que a cessão de funcionários das empresas estaduais de energia, telecomunicações e mineração era a forma adequada e viável para atender às exigências de funcionamento da Secretaria. Acrescentou que todas as cessões em sua gestão haviam sido autorizadas pelo Governador do Estado.
A propósito desta situação preexistente, ao examinar a Tomada de Contas de 1994 da SEMC, o TCE-RS acolheu o seguinte entendimento do Ministério Público Estadual: “Considerando que a situação em tela se trata de deficiência de ordem estrutural que perdura há longa data, e as procedentes manifestações da Sra. Dilma Vana Rousseff, somos de opinião que a mesma não pode ser responsabilizada”.
Em sua segunda gestão à frente da SEMC (1999 a 2002), Dilma Rousseff solicitou à Secretaria de Administração e Recursos Humanos o provimento de cargos do quadro permanente do Estado (Quadro Geral e Quadro dos Técnicos Científicos) para a Secretaria, que dispunha apenas de dois servidores, e apresentou proposta de reformulação, incluindo minutas de decretos para Estrutura Básica e de Recursos Humanos necessários por Departamentos e Assessorias. Estas iniciativas, bem como a informação de que o Governo do Estado não dotara a SEMC de quadro próprio e que as contratações eram feitas de acordo com orientação expressa da autoridade competente, a Secretaria da Casa Civil, constam da última Tomada de Contas da gestão Dilma Rousseff, acolhida pelo TCE-RS.
O TCE-RS aprovou todas as contas referentes às gestões de Dilma Rousseff à frente da Secretaria de Energia, Minas e Comunicações (1993, 1994, 1999, 2000, 2001 e 2002).

MANIFESTO EM DEFESA DO GOLPE



Sobre certa notícia estampada hoje no portal dos marginais quatrocentões do Tietê, temos a dizer o seguinte:

MANIFESTO EM DEFESA DO GOLPE

Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.
Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam em certos veículos de imprensa para solapar o governo democrático e vitorioso do Presidente Lula.

É intolerável assistir ao uso de certos jornais, revistas e emissoras de rádio e TV como extensão de um partido político, máquina de assassinatos de reputação e de agressão à inteligência dos cidadãos.

É inaceitável que o Caixa 2 do PSDB tenha convertido certos órgãos de imprensa em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que a Rede Globo, a Folha, o Estadão e a Veja escondam dos noticiários que vemos as conquistas do país em que vivemos, no qual a miséria está sendo eliminada, a prosperidade é visível e a auto-estima do povo resgatada do limbo.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de jornalismo pestilento, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República seja achincalhado nas vinte e quatro horas do dia. Não há ''depois do expediente'' para um Chefe de Estado.

É aviltante que o governo financie a ação de grupos midiáticos que pregam abertamente um golpe de estado, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas independentes e blogs pés-de-chulé às determinações de um partido político e de seus interesses espúrios.

É repugnante que essa mesma máquina de moer biografias tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a inclusão social e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Judiciário seja tratado como mera extensão do Jardim Botânico, explicitando o intento de enrabar o Presidente. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de, em nome da Democracia, aturar essa corja de golpistas cheirosos.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder o obriguem a ouvir calado tanto desaforo. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de imprensa golpista. Basta de canalhice!

CartaCapital responde à procuradora serrista Sandra Cureau




São Paulo, 20 de setembro de 2010.

Excelentíssima Senhora Vice-Procuradora Geral Eleitoral

Acuso o recebimento do ofício de número 335/10-SC, expedido nos autos do procedimento PA/PGR 1.00.000.010796/2010-33 e, tempestiva e respeitosamente, passo a expor o que se segue.

Para melhor atender ao ofício requisitório de relação nominal de contratos de publicidade celebrados entre o Governo Federal e a Editora Confiança Ltda. – revista CartaCapital –, tomamos a iniciativa e a cautela de consultar, por meio de repórter da nossa sucursal de Brasília, os autos do procedimento geradores da determinação de Vossa Excelência. Verificamos tratar-se de denúncia anônima, baseada em meras e afrontosas ilações, ou seja, conjecturas sem apoio em elementos a conferir lastro de suficiência.

Permito-me observar que a transparência é princípio insubstituível a nortear esta publicação, iniciada em 1994 e sob minha responsabilidade. Nunca nos recusamos, portanto, dentro da legalidade, a apresentar nossos contratos e aceitar auditorias e perícias voltadas a revelar a ética que nos orienta. Não podemos, no entanto, aceitar uma denúncia anônima, que, como já decidiu o Supremo Tribunal Federal ao interpretar o artigo 5º, inciso IV, da Constituição da República (“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”), afronta o Estado democrático de Direito e por esta razão é indigna de acolhimento ou defesa e desprovida da qualidade jurídica documental.

A propósito do tema, ao apreciar o inquérito número 1.957-PR em sessão plenária realizada em 11 de maio de 2005, o STF decidiu, sobre o valor jurídico da denúncia anônima, só caber apurar a acusação dotada de um mínimo de idoneidade e amparada em outros elementos que permitam “apurar a sua verossimilhança, ou a sua veracidade ”.

Se esse órgão ministerial, apesar do exposto acima, delibera apresentar a requisição referida nesta missiva, seria antes de tudo necessário, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.784/1999, esclarecer e indicar os motivos da mesma, justificação esta que se encontra, me apresso a sublinhar, ausente da aludida requisição.

Cabe ainda ressaltar que todos os contratos firmados pela Administração Pública federal com a Editora Confiança, em atenção ao art. 37 da Constituição Federal, foram devidamente publicados em Diário Oficial da União e nas informações disponibilizadas na internet e, portanto, estão disponíveis à V. Excia.

Por último, esclarecemos que o levantamento de dados referido na requisição desse órgão implicará em uma auditoria nos arquivos dessa editora quanto aos exercícios de 2009 e 2010. Evidentemente, essas providências não cabem em um exíguo prazo de 5 dias, mas demandam meses de trabalho. Desse modo, se justificada adequadamente a realização de um tal esforço, indagamos ainda sobre a responsabilidade pelos custos correspondentes.

Ausente os pressupostos que justifiquem a instauração da investigação, requeremos o seu arquivamento. E mais ainda, identificado o autor da denúncia ainda mantido sob anonimato, ou no caso desta Procuradoria entender pela existência de indícios a dar suporte à odiosa voz que nos carimba de “imprensa chapa-branca”, nos colocamos à disposição para prestar as informações e abrir nossos arquivos e sigilos bancários e fiscais, observados, sempre e invariavelmente, os preceitos legais aplicáveis.

Atenciosamente,

MINO CARTA
Diretor de redação e sócio majoritário
Editora Confiança Ltda


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Under Creative Commons License: Attribution

Lula: “O povo de 2010 não é mais massa de manobra”


às 0:00
21/09/2010 17h20 – Atualizado em 21/09/2010 18h07

Lula critica imprensa e diz que ‘povo sabe’ quando denúncia é mentira

‘Liberdade de imprensa não significa que pode inventar coisa’, afirmou. Presidente disse que já foi ‘vítima’ de denúncias em época de campanha.

Nathalia Passarinho

Do G1, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou nesta terça-feira (21) a criticar a imprensa pela publicação de denúncias envolvendo membros do governo. Segundo Lula, a garantia de liberdade de imprensa não pode justificar a publicação de “mentiras”.

“Acho que liberdade de imprensa é uma coisa sagrada. Agora, a liberdade de imprensa não significa que você pode inventar coisa o dia inteiro, significa que você deve orientar corretamente a opinião pública”, disse durante cerimônia de inauguração de trecho da ferrovia Norte-Sul, em Porto Nacional (TO).

Consultada pelo G1, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse que mantém a posição manifestada na nota divulgada no último domingo (19), quando lamentou as declarações feitas pelo presidente em um comício realizado no dia anterior. Ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, Lula disse que, além dos tucanos, serão derrotados “alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem partido político e não tem coragem de dizer que são partido político.”

Em resposta à declaração, a ANJ disse, em nota, ser “lamentável e preocupante que o presidente da República se aproxime do final de seu segundo mandato manifestando desconhecimento em relação ao papel da imprensa nas sociedades democráticas.”

No discurso desta tarde tarde, Lula disse que alguns veículos de comunicação demonstram “ódio” e torcem para que ele fracasse. “Vocês estão acompanhando a imprensa, veem pela internet, assistem a televisão,ouvem rádio, e vocês veem, às vezes, chega quase a virar ódio, porque eles ficam torcendo para o Lula fracassar.”

O presidente disse que já foi “vítima” de acusações em épocas de campanha. De acordo com ele, os brasileiros não são facilmente manipuláveis e sabem discernir quando as denúncias são verdadeiras.

“Chega na época da campanha, eu já fui vitima do que está acontecendo hoje. O que eles não percebem é que nós aprendemos. O povo de 2010 não é mais massa de manobra como era o povo de 30 anos atrás”, disse. “Não podem colocar mais alguém para mentir e o povo acreditar. O povo sabe que quando escreve coisa errada é mentira, quando fala coisa errada é mentira, o povo sabe quando é mentira”, afirmou.

Na semana passada Erenice Guerra deixou a chefia da Casa Civil depois de acusações de que o filho dela Israel Guerra teria negociado contratos de empresas privadas com órgãos públicos e estatais mediante pagamento de comissão. Outros dois funcionários da Casa Civil, supostamente envolvidos no esquema, também pediram demissão.

As senhoras de Santana da imprensa

Cynara Menezes

Em 1980, surgiu em São Paulo um grupo de mulheres preocupadas com a “imoralidade” que tomava conta da televisão. Sobretudo com os programas que surgiam naquela década falando abertamente de sexo, como o da hoje candidata a senadora Marta Suplicy no TV Mulher. Apelidadas de “senhoras de Santana”, por serem moradoras do bairro com este nome, elas marcaram época e viraram sinônimo do atraso e do conservadorismo nos costumes.

Trinta anos depois, surge uma nova geração de “senhoras de Santana”. Desta vez, não descobertas por jornalistas: são jornalistas. Instaladas em número cada vez mais volumoso nas redações, premiadas com cargos de chefia e ascensão meteórica, as senhoras de Santana do jornalismo são o exato oposto da figura mítica do repórter talentoso, espirituoso, culto e algo anarquista: têm um texto ruim de doer e nunca leram nada a não ser seu próprio veículo, mas cumprem rigorosamente as tarefas que lhes são dadas. Seu maior ídolo é o patrão.

Esqueça a imagem do jornalista concentrado, batucando com rapidez sua reportagem com um cigarro pendurado no bico. As novas senhoras de Santana do jornalismo não fumam. Aliás, deduram quem estiver fumando em ambiente fechado, como reza a lei imposta por aquele político que seus patrões adoram e que eles, obedientemente, passaram a bajular. Fumar baseado, então, nem pensar. Os repórteres de Santana são contra a descriminação de todas as drogas, até da menos nociva delas. Se as senhoras de Santana do jornalismo soubessem que andam por aí fumando orégano, fariam matérias pela proibição do uso, mesmo na pizza.

As novas senhoras de Santana do jornalismo não questionam o poder ou os dogmas da Igreja católica. Pelo contrário, fazem questão de ir à missa todos os domingos. Pior: simpatizam com a Opus Dei, a ala mais conservadora do catolicismo. São contrários à liberação do aborto e defensores do papa sob quaisquer circunstâncias, inclusive quando o suposto representante de Deus na Terra é acusado de acobertar a pedofilia.

Ao contrário do que ocorreu no passado, quando os jornalistas tiveram papel importante na luta contra a ditadura, as novas senhoras de Santana do jornalismo se especializaram em denegrir a imagem daqueles que optaram pela ação armada para combater o poderio militar. Vilipendiam os guerrilheiros com fichas falsas e biografias inventadas. O repórter Vladimir Herzog morreu enforcado nos porões do regime. Não viveu para ver a triste transformação dos “coleguinhas” em senhoras de Santana. Quando Herzog morreu, a grande maioria dos jornalistas se dizia de esquerda. As novas senhoras de Santana do jornalismo adoram pontificar que não existe mais esquerda e direita, mas são de direita.

Nem pense nos papos animados após o fechamento dos velhos homens de imprensa, varando madrugadas pelos bares da vida. As novas senhoras de Santana não bebem, vão direto para casa depois de trabalharem mais de dez horas por dia – sem carteira assinada. E ainda patrulham a birita alheia, como se fossem fiscais de trânsito 24 horas a postos com seus bafômetros virtuais. “O presidente bebe cachaça”, torcem o nariz as jornalistas de Santana. “A candidata do presidente torceu o pé. Deve ser porque encheu a cara”, acusam.

Toda vez que as novas senhoras de Santana da imprensa encontrarem aquele ator famoso que andou se desintoxicando do vício de cocaína e por isso perdeu papéis em novelas, vão torturá-lo com as mesmas perguntas: “Você parou mesmo de cheirar?” “O tratamento funcionou ou não?” Sim, os jornalistas de Santana não saem para beber porque preferem ficar em casa vendo novela. Se duvidar, as novas senhoras de Santana do jornalismo nem fazem sexo. Talvez de vez em quando, vai. Mas só papai-e-mamãe. E heterossexual, claro.

No futuro, as escolas de jornalismo serão monastérios, de onde sairão mais e mais senhoras de Santana habilitadas não só a escrever reportagens como a rezar a missa.

E Houve Quem Quisesse Imitá-los O México é hoje muito menos livre que o Brasil

CONCORDA FHC?
DO BLOG ESQUERDOPATA
Hoje o panorama da América Latina apresenta uma polarização tanto política como econômica. Enquanto Brasil, Bolívia, Venezuela, Argentina, Equador, Paraguai e Uruguai protagonizam nova gestão independentista que busca recuperar a autodeterminação nacional, México, junto a Colômbia e alguns países da América Central seguem na subordinação econômica, política e até militar em relação aos EUA. O México é hoje muito menos livre que o Brasil.
Por Julio Boltvinik Kalinka, em La Jornada


Escrevo em Brasília, capital do Brasil, onde não festejo os 200 anos do início da guerra de independência do México e de muitos outros países da América Latian (AL), a maioria dos quais iniciou processos de independência por uma circunstância externa: a imposição de José Bonaparte (Pepe Botella) como monarca na Espanha (1808).

A mãe-pátria perdia sua independência e seus súditos nos vice-reinados entravam em crise que, depois de longas e cruentas guerras desembocariam na independência política. Nossos territórios coloniais se tornaram estados formalmente soberanos que, de fato, estavam muito longe de sê-lo.

Nossas histórias dos séculos XIX e XX mostram as vicissitudes trágicas dessa paródia. As histórias da AL tiveram fortes parapelismos políticos a partir de então, que se repetiram no Século XX, nos aspectos econômico, com a industrialização substitutiva de importações e, até o final do século XX, de novo com o giro ao neoliberalismo, que significou uma rendição de fato das soberanias nacionais.

Hoje o panorama da América Latina apresenta uma polarização tanto no âmbito político como no econômico. Enquanto Brasil, Bolívia, Venezuela, Argentina, Equador, Paraguai e Uruguai, com matizes e graus muito diversos, protagonizam uma nova gestão independentista que busca recuperar a autodeterminação nacional, México, junto com Colômbia e alguns países da América Central seguem na subordinação econômica, política e até militar.

Enquanto o primeiro grupo de países disse não (a desobediência sagrada de que tantas vezes Erich Fromm falou) a uma parte do Consenso de Washington, reivindicando o papel do Estado na economia e defendendo a soberania sobre os recursos naturais, o México segue sendo obediente e, portanto, não livre. Imitando os EUA da era Bush, Calderón declarou guerra ao narcotráfico, como Bush havia declarado ao terrorismo. Quis sentir-se grande fazendo o mesmo que Bush. Essas guerras, já sabemos, são uma maneira de restringir liberdades cívicas mais elementares.

Calderón carece da autoridade moral mínima para encabeçar os festejos do bicentenário da Independência por sua semelhança com Pepe Botella (governante imposto) e porque não promoveu a independência do país; pelo contrário, sua crescente subordinação aos EUA.

Em agudo contraste, Lula converteu o Brasil numa economia pujante e numa nova nação líder no contexto mundial. Na carta de convite para o Seminário Internacional sobre Governança Global (razão pela qual me encontro em Brasília), isso se assinala numa frase, carregada de significados:

“Os tempos atuais começam a delinear a formação de uma nova correlação de forças internacionais, com uma profunda mudança em torno das relações norte-sul. Analistas sugerem que, dentro de alguns anos, as economias emergentes podem representar a maioria absoluta da população e da atividade econômica mundial, impondo um novo mundo multipolar”.

A mudança de tom nas relações norte-sul (presente de maneira notável no grupo de países sul-americanos antes mencionado) não disse respeito ao México. Pelo contrário, observou-se mais o tom tradicional da relação.



O Brasil forma parte do grupo de economias emergentes chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China). O nome BRIC foi cunhado pelo negativamente célebre grupo de investimentos Goldman Sachs, que previu que a participação do crescimento das economias desses 4 países no crescimento mundial poderia passar de 20% em 2003 para 45% em 2025, e sua participação no PIB, de 10% para 30%.

Em 2025 o Brasil seria a quarta economia do planeta, contra o oitavo lugar que ocupa em 2010. O México conservaria seu 13° lugar mundial. Mais impressionante ainda: enquanto em 2006 o PIB per capita do México era de 1,4 vezes o do Brasil, em 2010 já são iguais, segundo essa mesma fonte.

No gráfico acima se avalia que se há 20 anos (1989 no México e 1990 no Brasil) o nível de pobreza que a CEPAL mede era quase igual em ambos os países (48% no Brasil e 47,7% no México), em 2008 a pobreza era substancialmente mais baixa no Brasil (25,8%) do que no México (34,8%).

Particularmente interessante é comparar o México com o Brasil durante o período de Lula, que começou em janeiro de 2003 e terminará no fim deste ano. Em 2003 os níveis de pobreza de ambos os países eram quase iguais (veja-se o gráfico), mas enquanto Lula conseguiu diminuir a probreza em 13 pontos percentuais em cinco anos (de 2003 a 2008), no México só houve uma redução de 4, 6 pontos.

É necessário advertir que, depois de 2008, com a explosão da crise mundial em que o México mais sofreu as consequências na AL (graças à ausência de uma política econômica anticíclica e a sua quase total dependência do mercado dos EUA) e o Brasil seguiu crescendo (graças à sua vigorosa política anticíclica de estímulo ao mercado interno) e à diversificação de seus mercados), mesmo que em ritmo mais lento, a pobreza seguiu crescendo no México e seguramente seguiu diminuindo no Brasil, ampliando-se assim a distância entre os dois países. Não é exagerado supor que a proporção da população vivendo na pobreza, assim como a CEPAL mede, seja quase o dobro no México, em relação ao Brasil.

A liberdade não consiste só em não ser escravo, nem tampouco em não ver-se sujeito à coerção direta para fazer o que se faz. O capitalismo inventou um chicote mais sutil: o chicote da fome, despossuindo a população de todos os meios de produção que lhe permitia obter seu sustento, obrigando-os a vender sua capacidade de trabalho por um salário, para sobreviver.

Nesses casos, o que tira a liberdade do ser humano é a necessidade. O verdadeiro oposto da liberdade é a necessidade. A independência política formal de um país não se converte em liberdade individual nem em autêntica soberania nacional quando se depende economicamente do exterior. Assim como para quase todos nós vender nossa força de trabalho não é uma escolha livre mas uma opção forçada, a seguir o que se impõe de fora para dentro. O México é hoje muito menos livre do que o Brasil.
Postado por René Amaral às 9/22/2010 08:00:00 AM

Furacão_MS.flv- O QUE O JN NO AR NÃO MOSTRA

ESTÁ NA CARA



Especialista americano contratado pela Folha acha Serra um salafrário
Eu não consigo sequer imaginar como uma coisa dessa acaba publicada, mas é problema do Zé encontrar o responsável e demiti-lo.

Serra tem "prazer do trapaceiro"
DAVID MATSUMOTO
ESPECIAL PARA A FOLHA


Esta semana analisei o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, através de um vídeo que ele gravou para Dilma Rousseff no Dia da Independência.

Ele parece bastante intenso, provavelmente bravo e amargo com a campanha eleitoral. Diversas vezes, tensiona as pálpebras e abaixa suas sobrancelhas não apenas para intensificar o que está falando, mas também para mostrar sua irritação.

Dado o conteúdo do discurso, me pareceu que suas expressões eram apropriadas. Quando ele menciona "nosso adversário", ele passa uma grande repugnância, o que parece demonstrar bem a intensidade de seu sentimento sobre a questão.

Lula também dá um rápido microssorriso para dizer que os "brasileiros saberão repelir" a campanha rival. Foi um sorriso de convicção. Fiquei com uma forte impressão de seus sentimentos, fortes e honestos.

O segundo vídeo que analisei trouxe o candidato do PSDB, José Serra. Mais uma vez não fiquei com uma boa impressão do que vi. Por exemplo, quando ele fala que está "indignado" com o escândalo do sigilo fiscal violado de seu genro, ele está sorrindo. Eu não vejo muita indignação. Suas expressões faciais eram muito inconsistentes com o que ele estava falando.


Ele dá o mesmo microssorriso quando fala que os crimes não são contra ele pessoalmente e sim contra o próprio Brasil. Quando diz que o PT debocha das vítimas, percebi outro microssorriso. Serra amplifica seu discurso de forma apropriada com gestos e expressões faciais, mas sem emoção. Parece que estava tentando muito convencer o espectador de sua sinceridade, mas, com esses exemplos que eu citei, suas expressões foram totalmente inconsistentes com sua fala.

Penso que esses podem ser exemplos do que chamamos de "dupers delight", algo como "prazer dos trapaceiros", nos quais uma pessoa que não é totalmente franca está curtindo em não ser totalmente franca.

Em depoimento a FERNANDA EZABELLA, em Los Angeles

DAVID MATSUMOTO é professor de psicologia da Universidade de San Francisco (EUA) e fundador da Huminell, empresa de serviços para análises de comportamento não-verbal.


Leia mais em: O esquerdopata
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Entrevista da Presidenta Dilma - BOM DIA (?) BRASIL




Entrevistas da GROBO
Acabo de assisitir à reapresentação da entrevista do entrevado ssERRA na GROBONIUS.
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Aquilo que já se esperava, o tratamento subserviente e delicado, o Laissez-faire (não o precursor do neo liberalismo) dando liberdade para o sacripanta desenvolver sua arenga de bosta com aquele arzinho de superioridade que é justamente o que ninguém tolera nele!
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A Mirian Leitão, devidamente Kamelizada, nem insistia muito em tópicos trôpegos como 13° para o bolsa família, ou o mínimo de 600 pratas, deixa o careca falar, ele tá fudido mesmo!
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Com a Renata e o Renato, a mesma coisa, sem coragem ou motivação pra encostar o estrupício na parede_parecem a versão mais podre do BoBonner e da Lástima Bernardes.
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Não sei por que ainda perco meu tempo e dinheiro com essa assinatura,
aí eu lembro do JN

O Globo e o ato contra o golpe midiático Por Altamiro Borges O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quin


Por Altamiro Borges

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 23, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, parece que incomodou o poderoso monopólio da família Marinho. O site do jornal O Globo deu manchete: “Após ataques de Lula, MST e centrais sindicais se juntam contra a imprensa”. Já o jornal impresso publicou a matéria “centrais fazem ato contra a imprensa”. Como se nota, o império global sentiu o tranco!

Diante desta reação amedrontada, é preciso prestar alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, o ato do dia 23 não está sendo convocado pelas centrais sindicais, MST ou partidos. Ele é organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade fundada em 14 de maio último, que reúne em seu conselho consultivo 54 jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais ligados à luta pela democratização da comunicação. A entidade é ampla e plural, e tem todo o direito de questionar as baixarias da mídia golpista.

As mentiras sobre o protesto

As manchetes e a “reporcagem” do jornal O Globo tentam confundir os leitores. Insinuam que o protesto é “chapa-branca” e serve aos intentos do presidente Lula, que “acusa a imprensa de agir como partido político”. A matéria sequer menciona o Centro de Estudos Barão de Itararé e tenta transmitir a idéia de que o ato é articulado pelo PT, “siglas aliadas”, MST e centrais. A repórter Leila Suwwan, autora do texto editorializado, cometeu grave erro, que fere a ética jornalística.

Em segundo lugar, é preciso explicitar os verdadeiros objetivos do protesto. Ele não é “contra a imprensa”, como afirma O Globo, jornal conhecido por suas técnicas grosseiras de manipulação. É contra o “golpismo midiático”, contra a onda denuncista que desrespeita a Constituição – que fixa a “presunção da inocência” – e insiste na “presunção da culpa” que destrói reputações e não segue os padrões mínimos do rigor jornalístico – até quem saiu da cadeia é usado como “fonte”.

Falso defensor da liberdade de imprensa

O Globo insiste em se travestir como defensor da “liberdade de imprensa”. Mas este império não tem moral para falar em democracia. Ele clamou pelo golpe de 1964, construiu o seu monopólio com as benesses da ditadura e tem a sua história manchada pelo piores episódios da história do país – como quando escondeu a campanha das Diretas-Já, fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, defendeu o modelo destrutivo do neoliberalismo ou criminaliza os movimentos sociais.

Quem defende a verdadeira liberdade de expressão, contrapondo-se à ditadura midiática, estará presente ao ato desta quinta-feira. Seu objetivo é dar um basta ao golpismo da mídia, defender a soberania do voto popular e a democracia. Ele não é contra a imprensa, mas contra as distorções grosseiras dos donos da mídia. Não proporá qualquer tipo de censura, mas servirá para denunciar as manipulações dos impérios midiáticos, inclusive dos que são concessionárias públicas.

O manifesto neoudenista


BRIZOLA NETO
Alguns artistas e intelectuais estão lançando, com grande apoio da mídia, um manifesto “em defesa da democracia”. Muito bem, todos somos e eu trago na vida familiar a herança da sombra ditatorial.
Mas a pergunta que me ocorre é: como é que a democracia está “assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade”.
Como é este autoritarismo hipócrita? As instituições funcionam livremente ou não? O Ministério Público não está impondo, até com muito mais severidade que ao outro contendor, sanções à candidata do Governo e ao próprio Presidente da República? Os ministros do TSE que ora rejeitam, ora confirmam estas sanções estão pressionados para qual dos dois atos?
A Polícia Federal está limitada partidariamente em sua ação? Não acaba de agir com total liberdade contra aliados do Governo?
Gostaria que os senhores respondessem a esta pergunta com um simples sim ou não.
Ou democracia seria pré-condenar qualquer pessoa acusada, sem o devido processo legal, sem julgamento regular e justo, sem direito de defesa?
Dizem eles que “é um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo”. Quero testemunhar, como membro do Legislativo, que nunca recebi uma ameaça, uma pressão ilegítima, um ultimato para votar em qualquer questão do interesse do Governo. Algumas vezes, aliás, caminhei em sentido contrário, e posso citar, por exemplo, a questão do reajuste dos aposentados e do fator previdenciário, onde nossa pressão – e inclusive, registro, de alguns petistas, como o Senador Paim – se voltou justamente contra o Governo, em defesa das causas que apoiamos.
Mas o que mais estranhei foi que o tal texto dissesse que “é aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses”.
Como assim?
Teriam os senhores signatários a fineza de dizer que mecanismos são estes? Seriam, por acaso, as determinações constitucionais de que as concessões de rádio e televisão sirvam à educação e à informação correta da população? E que grupos estão sendo financiados e como? Os senhores fariam a fineza de informar ou vão ficar na “denúncia anônima” que fez a excelentíssima Dra. Sandra Cureau inquirir a Carta Capital, de Mino Carta, sobre quais foram os anúncios que recebeu, quando os grandes jornais e revistas, evidentemente de oposição ao Governo, publicam também anúncios insitucionais e comerciais de empresas estatais?
Mas a direita manifesteira, que não faz manifesto contra a fome, contra a pobreza, contra o aniquilamento cultural da população submetica a uma mídia baixa e deseducadora, que estimula o individualismo e a “notoriedade a qualquer preço”, no final do texto entrega sua devoção:
“É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.”
Ah, sim, agora eu entendi.
O manifesto não é em defesa da democracia. É um manifesto em defesa do neoliberalismo, em defesa de Fernando Henrique Cardoso.
Não tenho nada contra.
Mas eu me lembro de uma frase de meu avô: as palavras devem ser usadas para expressar os pensamentos, não para os esconder.
Quando se esconde algo, boa coisa não é.

“Eles querem ganhar no tapetão, companheiros !”



Bye-bye Serra forever

O Conversa Afiada reproduz post do Blog dos Amigos do Presidente Lula.

A imparcial Dra Cureau tentou calar este blog e, quando tentou fazer o mesmo com o Mino, foi tratada a luvas de pelica.

Neste post, se verá que a indignação de Lula com o PiG (*) subiu outro degrau.

Como subiu a Dilma, que foi para a jugular do Otavinho.

(E logo depois calou a urubóloga)

Lula e Dilma perceberam que a batalha não é entre a Dilma e o jenio.

O jenio submergiu, tragado pela própria irrelevância.

Como na Argentina e na Venezuela, a batalha é entre Dilma/Lula e o PiG (*).

Clique aqui para ler “a eleição agora é entre a Dilma e o PiG (*)”.

O PiG (*) é o que restou da oposição.

(Agora que o Gilmar Dantas (**) foi reduzido à sua ministerial insignificância.)

Clique aqui para ver o que a presidente da ANJ, auto-proclamada líder da oposição, tem em comum com a Marina

O Lula tem razão.

O PiG (*) e o jenio pensam que ainda é 2002, quando bastava dar três telefonemas para fazer a cabeça do Brasil: para o Dr Roberto, para o Ruy (Mesquita) e para o “Seu” Frias, nome de uma ponte em São Paulo.

O Robert(o) Civita vinha no vácuo.

Mudou.

Agora tem a internet e o Barão de Itararé, que vai organizar um Ato contra o Golpe do PiG (*).

Clique aqui para ler o que o Miro diz sobre a tentativa do Globo de desvirtuar o sentido do Ato.

E aqui para ler como a OAB sentou na garupa do Golpe (que saudades do Faoro !).

O que o PiG (*) começou a entender é que, dessa vez, o povo vai para a rua, na pista de alta velocidade da banda larga.

Já pensou o Lula em frente à sede da Folha (*), na Barão de Limeira, com o pessoal dos Sem Mídia ?

Em frente à sede da Globo, na Berrini, ao lado daquele terreno invadido que o Serra agasalhou ?

E o Lula dizer assim: “eles querem tomar a nossa vitória no tapetão, companheiros ! Eleição se ganha no voto !”.

Já pensou ?, amigo navegante ?

O Ali Kamel pensa que é sabido.

O Otavinho está brincando com fogo.

Vai fazer xixi na cama, já, já.

Paulo Henrique Amorim

DISPOSITIVO MIDIÁTICO LANÇA ORDEM UNIDA: 'O POVO NÃO SABE VOTAR'



Arnaldo Jabor: "preparemo-nos para a guerra"

EDITORIAL Estadão, 21-09: "... sem o menor pudor Lula alimenta no eleitorado de baixa renda e pouca instrução - seu público-alvo prioritário - o sentimento difuso de que quem tem dinheiro e/ou estudo está do "outro lado", nas hostes inimigas. Mas a verdade é que o paladino dos desvalidos nutre hoje uma genuína ojeriza por uma, e apenas uma, categoria especial de elite: a intelectual, formada por pessoas que perdem tempo com leituras e que por isso se julgam no direito de avaliar criticamente o desempenho dos governantes. Por extensão, uma enorme ojeriza à imprensa...."

ARNALDO Jabor; 21-09: "...Lula não é um político - é um fenômeno religioso. De fé. Como as igrejas que caem, matam os fiéis e os que sobram continuam acreditando. Com um povo de analfabetos manipuláveis, Lula está criando uma igreja para o PT dirigir, emparedando instituições democráticas e poderes moderadores.(...)A única oposição que teremos é o da imprensa livre, que será o inimigo principal dos soviéticos ascendentes. O Brasil está evoluindo em marcha à ré! Só nos resta a praga: malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, e vos devorem a alma. Os soviéticos que sobem já avisaram que revistas e jornais são o inimigo deles.Por isso, "si vis pacem, para bellum", colegas jornalistas. Se quisermos a paz, preparemo-nos para a guerra..."

CAETANO Veloso, 20-09: "É como se fosse assim uma população hipnotizada. As pessoas não estão pensando com liberdade e clareza..."

MERVAL Pereira, Globo, 21-09: " ... popularidade de Lula hoje lhe dá essa sensação de poder absoluto. Daí a desqualificar a grande imprensa e querer influenciar diretamente o eleitorado, sobretudo o das regiões mais pobres do país, através dos programas assistencialistas, e a tentativa de controle da mídia regional através de verbas de publicidade.[...] Para os que não se submetem a essa política, fica cada vez mais evidente que um eventual governo Dilma vai tentar aprovar no Congresso uma legislação especial que permita o controle dos meios de comunicação através dos mais diversos conselhos, o chamado controle social da mídia, a exemplo do que já acontece na Venezuela de Chávez e a Argentina dos Kirchner está tentando.A reação desmesurada da candidata oficial a uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo que mostrou problemas em sua gestão à frente de uma secretaria no governo do Rio Grande do Sul dá bem a medida de sua tolerância à livre circulação de notícias críticas.."
(Carta Maior apoia ato no Sind. dos Jornalistas, dia 23, contra o golpe; 22-09)

Ato Público contra a imprensa golpista-RESISTÊNCIA AO GOLPE


Posted by eduguim on 21/09/10 • Categorized as Aviso
Semana passada, participei de almoço no restaurante Sujinho, no centro de São Paulo, com blogueiros que o candidato a presidente José Serra imortalizou ao dizê-los “sujos”. Naquele almoço, surgiu a idéia de se fazer um ato público de repúdio à recaída de setores da “grande” imprensa no golpismo renitente que caracteriza tais setores desde o limiar do século passado.

Pretendia simplesmente divulgar o release do ato público que terá lugar no próximo dia 23, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, na rua Rego Freitas, 530, próximo ao Metrô República, centro da capital paulista. Todavia, como já começam a tentar desqualificar a iniciativa, acusando-a de pretender algum tipo de “censura” a “indefesos” impérios de comunicação, vale abordar o assunto com as minhas próprias palavras.

Em primeiro lugar, devo explicar o por que dessa iniciativa da Comissão Organizadora do Encontro dos Blogueiros Progressistas ter levado a proposta do ato a sindicatos e partidos políticos, já explicando que, de tal ato, encabeçado pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, participarão as agremiações PT, PC do B, PSB e PDT, bem como as centrais sindicais CUT, FS, CTB e CGTB, além do MST, da UNE e dos próprios blogueiros progressistas.

A avalanche de denúncias que surgiu da tabelinha entre José Serra e veículos de comunicação como a Globo, a Folha de São Paulo, a Veja e o Estadão, lembrou àqueles blogueiros, desde o primeiríssimo momento, que tais veículos têm uma longa ficha corrida no que diz respeito a participarem de complôs golpistas contra governos legitimamente eleitos.

O último desses complôs entre meios de comunicação e políticos de direita redundou no golpe militar de 31 de março de 1964. Os mesmos Globo, Folha e Estadão, ao menos, em aliança com empresários, partidos conservadores e chefes militares perpetraram um golpe de Estado que jogou o Brasil em uma ditadura que durou mais de duas décadas.

Para quem não acredita, basta buscar exemplares desses jornais daquela época que lerão pedidos e até ultimatos em favor da derrubada ilegal de um governo detentor de indiscutível mandato popular como era o de Jango Goulart.

Esses golpes midiáticos, aliás, não ficaram no passado, ao menos do ponto de vista geopolítico. Recentemente (em 2002), na Venezuela, a mídia de lá, com a qual a daqui se parece cada vez mais, cooptou militares e empresários, seqüestrou o presidente da República, fechou o Congresso, o Judiciário e estabeleceu a censura. Tudo muito típico.

A imprensa golpista daqui, de currículo como o que se viu acima, babava de inveja de sua congênere venezuelana.

Veículos como a Veja, anteciparam-se aos fatos e comemoraram a derrubada do presidente Hugo Chávez. Posteriormente, apoiariam e endossariam outro golpe, que, à diferença do venezuelano, vingou. Quem acompanhou o que disse essa “imprensa” durante o golpe em Honduras, não tem qualquer dúvida de que ela continua tão golpista quanto em 1964.

Diante disso, não se pode ficar de braços cruzados. A avalanche de denúncias frágeis e espalhafatosas contra a candidata a presidente que detém uma vantagem eleitoral imensa sobre o candidato da imprensa golpista sugere que essa gente, mais uma vez, começa a ter idéias… heterodoxas, digamos assim.

Vêm sendo freqüentes artigos de colunistas amestrados dos jornais e revistas supra mencionados relativizando o saber das maiorias e pregando que a decisão delas não estaria acima de tudo, dando a entender que isso inclui o direito à escolha de quem nos governará entre 2011 e 2014.

O momento político exige capacidade do cidadão de se integrar a esforços coletivos, dispondo-se a contribuir, muitas vezes, de forma anônima, visando a que a causa maior vingue. Sendo assim, convido os leitores deste blog a comparecerem ao ato contra a imprensa golpista que blogueiros progressistas, partidos e sindicatos realizarão na próxima quinta-feira.

Para concluir, vejo-me obrigado a dizer que se você, leitor, puder comparecer e não o fizer por mero comodismo, por favor não reclame depois se esses ideólogos do golpe, que se autoproclamam “imprensa”, fizerem mais uma das suas. “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.