Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

“Denúncia” de Youssef foi plantada no depoimento por “retificação”

golpe


A Carta Capital percebeu e publicou em seu site as informações de uma pequena matéria de O Globo.
Seu conteúdo é estarrecedor e seu tamanho é escandalosamente minúsculo.

Diz que “investigadores da Operação Lava-Jato suspeitam que Youssef foi estimulado a fazer declarações sobre Dilma e Lula, numa manobra que teria, como objetivo, influenciar o resultado das eleições presidenciais”.

Youssef prestou depoimento terça-feira aos policiais. A partir daí, narra a matéria, passou-se o seguinte.

“No dia seguinte, um de seus advogados pediu para fazer uma retificação no depoimento anterior. No interrogatório, perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia das fraude na Petrobras. Youssef disse, então, acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a “retificação” do depoimento.”

Na quinta, como se sabe, a Veja publicou as fotos de Lula e Dilma e a manchete:

“Eles sabiam de tudo”.

Só isso, independente de se provar que o advogado e o bandido receberam vantagens econômicas para produzir tamanha monstruosidade, já é o suficiente para abrir uma investigação criminal sobre a formação de uma quadrilha de estelionatários políticos, composta por representantes da revista e pelos que porventura tenham participado de sua armação para “plantar”  esta suposição que viraria afirmação na capa-panfleto fartamente distribuída pela campanha tucana.

Alberto Youssef, ao que tudo indica, não é o único bandido nesta história que, agora fica evidente, foi, na linguagem dos advogados, “adrede preparada”.

O juiz Sérgio Moro, que defende a ideia de que o conteúdo dos depoimentos deve ser divulgado, certamente não vai se opor à exibição desta “retificação” nele consignada.

Será que vamos ter um novo caso “Cachoeira”, onde o aquadrilhamento da Veja com criminosos será preservado?

Não é possível que o “sigilo” de Justiça seja invocado para encobrir uma mutreta criminosa destas.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Contadora de Youssef acusa Veja de mentir

Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados:

Em depoimento à CPI Mista da Petrobras, contadora Meire Poza desmente reportagem de Veja, publicada às vésperas do primeiro turno; em vários momentos do seu depoimento, ela frustrou parlamentares, ao sugerir que a reportagem sobre "malas de dinheiro" pagas a parlamentares é fantasiosa; "isso é a Veja, não o que eu disse"; sobre parlamentares, ela afirma ter pago apenas o voo de André Vargas num jatinho e o helicóptero dado a Luiz Argôlo; ela também negou que Youssef tivesse ascendência sobre prefeituras do PT, conforme publicado por Veja; e negou "chantagem" de Enivaldo Quadrado, doleiro condenado no "mensalão", sobre o PT; "não tenho conhecimento"; CPI frustrada com balde de água fria da contadora 

247 – A ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, preso no âmbito da Operação Lava Jato, Meire Poza, desmentiu a revista Veja em diversos momentos de seu depoimento à CPI Mista da Petrobras nesta quarta-feira 8, no Congresso. "Eu não disse o que Veja colocou. Não disse que Youssef tinha ascendência sobre prefeituras do PT", afirmou a depoente aos parlamentares.
Questionada sobre se o tesoureiro do PT, João Vaccari, seria o "operador" do esquema, ela negou e disse não ter qualquer informação a respeito.

Mais de uma vez, Meire declarou que diversos comentários publicados por Veja, em uma edição que saiu às vésperas do primeiro turno das eleições, não foram feitos por ela. A contadora ressaltou nunca ter distribuído dinheiro a ninguém – a capa da reportagem tinha como título: "Eram malas e malas de dinheiro". "Isto é a Veja, não é o que eu disse", disse a depoente.

Em outro trecho da reportagem de Veja, afirma-se que "Meire Poza viu malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras, sendo embarcadas em aviões e entregues às mãos de políticos". Ao ser questionada por parlamentares, ela novamente negou. "Não é o meu depoimento. Isso é a Veja."

Sobre parlamentares envolvidos em esquemas de corrupção, ela afirmou ter ciência do voo do deputado federal André Vargas (ex-PT/PR) num jatinho e do helicóptero dado ao deputado federal Luiz Argôlo (SD/BA). Outro político mencionado foi o ex-ministro Mario Negromonte, das Cidades. Ela negou, ainda, que Youssef tivesse ascendência sobre prefeituras do PT, conforme publicado pela revista da Abril.

Meire Poza também foi questionada sobre a suposta chantagem feita pelo doleiro Enivaldo Quadrado sobre o PT em razão da morte do ex-prefeito Celso Daniel – tema de outra reportagem de Veja. "Não sei de chantagem", afirma. "Esse contrato não me dizia nada", disse. Ela afirmou, apenas, que Enivaldo Quadrado teve sua multa no processo do mensalão paga pelo PT.

O depoimento vem frustrando os parlamentares. "O depoimento coloca os pontos nos is em questões que foram atribuídas a ela", disse o senador Humberto Costa (PT-PE). "Como por exemplo dizer que o senhor Youssef tinha ascendência sobre prefeituras do PT e que o senhor João Vaccari operasse qualquer esquema junto a fundos de pensão", afirmou. "Órgãos de imprensa colocam na boca de pessoas coisas que não são verdade. Aliás, essa conspiração citada por um órgão de imprensa [Veja] sobre chantagem foi negada pela própria Justiça Eleitoral".
 

Contadora destrói bala de prata do Aécio

O PT vai agasalhar mais essa ?

Amigo navegante envia trechos de depoimento da contadora do doleiro Youssef, aquele que só lava dinheiro de aliados da Dilma, nessa quarta-feira (8/10), no Congresso:

Meire Poza: “Eu não disse o que Veja colocou. Não disse que Youssef tinha ascendência sobre prefeituras do PT”.

O tesoureiro do PT, João Vaccari, seria o “operador” do esquema ?

Ela disse não ter informação sobre isso.

A capa da Veja dizia: “Eram malas e malas de dinheiro”.

“Isto é a Veja, não é o que eu disse”.

A Veja disse que “Meire Poza viu malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras, sendo embarcadas em aviões e entregues às mãos de políticos”.

“Não é o meu depoimento. Isso é a Veja”, ela disse.

 
Depois do jatinho sem dono, o PT vai agasalhar mais essa ?
Os Correios vão processar o Aécio …
E o PT …
Como diz o professor Wanderley, o PT foi o que prendeu a roda da Dilma.

Paulo Henrique Amorim



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ainda há juízes em Berlim

Post originalmente publicado com transmissão por streaming da sessão do julgamento
“Ainda há juízes em Berlim”. Assim o advogado do réu Delúbio Soares, o criminalista Arnaldo Malheiros Filho, concluiu a terceira defesa da sessão do julgamento do mensalão  desta segunda-feira no plenário do Supremo Tribunal Federal. A frase resume conto em verso de François-Guillaume-Jean-Stansislas-Andrieux, “O Moleiro de Sans-Souci”.
Diz o conto que o rei da Prússia resolvera mandar construir o Castelo de Sens-Souci e que, para tanto, havia que retirar um moleiro do terreno em que haveria a construção. O moleiro, porém, não aceitou a proposta e desafiou a ameaça do rei de expulsão violenta. Decidido a lutar na justiça, disse a célebre frase “Il y a des juges à Berlin” (Há Juízes em Berlim)
Séculos depois, sempre que a justiça dá um mau passo, dobrando-se ao poder, usa-se a expressão “Não há mais juizes em Berlim”, que denuncia falta de magistrados imparciais. Malheiros inverteu a máxima de forma a manifestar, sim, confiança no STF quanto a sentenciar falta de provas contra seu cliente.
Antes, o advogado de José Dirceu, José Luís de Oliveira Lima, iniciou por onde o sucessor, Malheiros, terminou. Abriu sua fala com elogios à propalada capacidade do ministro Celso de Mello de resistir à pressão da imprensa. Uma homenagem cheia de simbolismo…
A grande novidade apresentada ao distinto público pelas defesas de Dirceu, José Genoino e Delúbio reside na revelação de que para cada testemunho acusatório contra eles há um testemunho desmentindo.
Acusações de Roberto Jefferson que se basearam no que diz ter ouvido do hoje deputado Miro Teixeira foram negadas por este sob juramento, enquanto que o próprio Jefferson, como réu, não tem compromisso de dizer a verdade. Jefferson ainda acusou Marcos Valério de ter ido a Portugal procurar o presidente da Portugal Telecom levando propostas  desonestas de José Dirceu. O presidente da empresa, sob juramento, nega.
Nenhuma das cerca de 600 testemunhas do processo, além de Roberto Jefferson, acusa Dirceu de chefe de quadrilha. Só que Jefferson é réu e, portanto, tem interesse óbvio em mentir e jamais apresentou uma só prova, inclusive testemunhal, de sua acusação ao ex-ministro.
O simbolismo da manifesta confiança em que “Ainda há juízes em Berlim”, é enorme. O advogado de Dirceu citou a biografia do ministro Celso de Mello para destacar confiança no apreço dele e de cada um de seus pares pelas próprias biografias. Em princípio, este blogueiro subscreve a confiança do Moleiro da Prússia e de Malheiros filho.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CALHORDICE: "Folha distorce informação sobre depoimento à CPMI"

ATUALIZAÇÃO DA MATÉRIA DO EDUARDO GUIMARÃES ÀS 12:35 DE  9/05

Folha distorce informação sobre depoimento à CPMI

A Folha de São Paulo divulga hoje (09/05) matéria intitulada “Relação da mídia com Cachoeira é alvo de perguntas”. No texto, o jornal afirma que, no depoimento do delegado Raul Souza à CPMI do Cachoeira, o depoente, questionado se havia “matérias encomendadas” por Cachoeira na revista Veja, disse que há várias conversas entre o empresário e o diretor da publicação em Brasília, Policarpo Júnior, mas que elas denotam apenas relação entre repórter e fonte”.
Estranhando que outros veículos com acesso ao depoimento do delegado não divulgaram informação como essa, de interesse da mesma imprensa que o corporativismo – e sabe-se lá que outros interesses – leva a absolver in limine a publicação da Editora Abril, este blogueiro entrou em contato com um dos membros titulares da CPMI do Cachoeira e foi informado de que a informação da Folha não ganhou maior repercussão nem na própria Folha pois o delegado Souza atuou somente em 2009 na investigação da Operação Vegas, da PF, que deu origem à Operação Monte Carlo.
A opinião do depoente, pois, decorre de ele não ter tido acesso às escutas dos anos posteriores (2010 e 2011), que são a base da Operação Monte Carlo, e que, segundo o parlamentar com quem conversei, no que tange às relações entre Policarpo e Cachoeira constituem-se em um ENORME volume de conversas entre o jornalista e a quadrilha, conversas que, aliás, serão tratadas na sessão de amanhã (quinta-feira) da CPMI.
É distorcida e tendenciosa, portanto, a matéria do jornal Folha de São Paulo, sem mencionar que é uma conduta altamente suspeita.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cachoeira diz que elegeu governador tucano



Saiu no Globo:

Em gravação, Carlinhos Cachoeira diz que elegeu Perillo


BRASÍLIA – Conversas gravadas pela Polícia Federal mostram que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cobrou do ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso a fatura pelo apoio à eleição do governador Marconi Perillo (PSDB). No diálogo, o bicheiro e o ex-auxiliar do governador discutem a partilha da verba publicitária do Detran, segundo Edivaldo, no valor total de R$ 1,6 milhão. Cachoeira lembra da participação que teve na campanha de Perillo e exige a maior fatia do bolo.


— Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós — diz Cachoeira.


A conversa foi interceptada pela Polícia Federal em 2 de março do ano passado, logo no início do governo do tucano. Cachoeira descobriu que um jornal de Anápolis, de oposição ao governador, receberia uma verba mais expressiva que o jornal dele, que, segundo a Operação Monte Carlo, está em nome de um laranja do bicheiro. Contrariado, Cachoeira diz que a partilha não está correta e deve ser revisada.


“Aquele jornal foi contra o Marconi”, diz Cachoeira


Em um dos trechos, Cachoeira fala especificamente do Canal 5 de Anápolis, contratado para transmitir as sessões da Câmara Municipal e que tem como diretor Carlos Nogueira, o Butina, que ao GLOBO assegurou ser o dono da emissora. O mesmo grupo é dono do jornal “Estado de Goiás”. O contraventor vai direto ao ponto:


— O jornal “O Anápolis” vai ganhar do Detran? Aquele jornal foi contra o Marconi o tempo inteiro. O Butina falou que viu (o documento) na mão do cara (do governo) — contesta Cachoeira.


O ex-presidente do Detran nega a veracidade da informação:


— Não viu, não. Eu fechei isso ontem. Tinha televisões (e outros jornais) — disse Edivaldo, antes de complementar, dizendo que deu atenção especial ao jornal de Carlinhos.


— Eu pedi para incluir o seu (jornal) lá — disse Edivaldo.


A partir desse momento, em um diálogo de três minutos e quinze segundos, o contraventor interpela o ex-dirigente do Detran sobre a partilha de valores e compara a fatia abocanhada por concorrentes e pelos veículos ligados ao grupo.


— O nosso tem que ser muito mais. Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós! — diz Cachoeira.




Ainda falta o Globo vazar informacoes sobre o Leréia – aquele alto dirigentes tucano de que ouviremos falar muito II.
E perguntar ao Ernani de Paula como é que o Demóstenes – o grande amigo das cotas e das comissões – e o Cacheoira montaram o mensalão.
Clique aqui para ler “A TV Record melou o mensalão “.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Bandido de farda?

Em  depoimento, a PF no  dia 5 de abril de 2010 no decorrer da Operação Shaolin, ele afirmou que  seus vencimentos mensais, disse, eram de R$ 15 mil.
No momento em que o ministro Orlando Silva era ouvido na Câmara, o PM João Dias Ferreira reuniu-se com integrantes da oposição, na liderança do PSDB no Senado, para, segundo ele, "pedir proteção de vida". Ferreira afirmou estar sendo ameaçado há dois anos, mas não identificou os autores.

Mais cedo, o PM não havia recusado depor na Polícia Federal, alegando problemas de saúde. Após o encontro com senadores e deputados do PSDB, DEM e PPS,

O PM já responde a um inquérito - que corre em segredo de Justiça - na superintendência regional do Distrito Federal, também por suspeita de desvios de recursos do Ministério do Esporte. A PF informou que o soldado falará sobre as denúncias que fez e não sobre fatos anteriores.

E quais são os fatos anteriores?

O soldado da PM João Dias Ferreira, 39, disse que construiu seu patrimônio com o salário na corporação, ganhos com aulas de defesa pessoal e de artes marciais. Acredite se quiser!

Ele é proprietário de uma mansão em Sobradinho (DF), de carros e de três academias de ginástica. (foto)

Em  depoimento, a PF no  dia 5 de abril de 2010 no decorrer da Operação Shaolin, ele afirmou que  seus vencimentos mensais, disse, eram de R$ 15 mil. Quanto  vale  essa mansão?

Amigo dos tucanos 

Uma das transações imobiliárias que ele relatou foi a troca de uma academia -segundo ele, avaliada em R$ 560 mil- "por quatro apartamentos no Edifício El Shaday em Sobradinho pertencentes ao ex-deputado federal Ronivon Santiago".

Em 1997, Santiago foi pivô do escândalo da compra de votos para aprovar emenda que garantiu a possibilidade de reeleição do então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Coincidentemente, ontem o João Dias Ferreira reuniu-se com a oposição. o ex-deputado federal Ronivon Santiago , também  foi acusado de envolvimento na máfia dos Sanguessugas. Aquela das ambulâncias dos tucanos

Os podres do PM

Federação chefiada por João Dias é investigada por recebimento de verba pública sem prestação de contas

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) investiga o apoio financeiro concedido pela então Secretaria de Estado de Esporte e Lazer à Federação Brasiliense de Kung-Fu - chefiada pelo militar João Dias Ferreira,, para a realização do projeto "Esporte sem Fronteiras - A Saúde em Primeiro Lugar". Em setembro de 2002, foram repassados R$ 95 mil

À época, a entidade tentou comprovar a execução do projeto, apresentando uma prestação de contas dos recursos recebidos, mas a documentação foi considerada incompleta. Não havia demonstração do pagamento da única nota fiscal apresentada e também não foram entregues o extrato bancário para demonstrar a movimentação dos recursos nem os documentos confirmando a realização do projeto.

O TCDF imputou a responsabilidade pelo prejuízo causado aos cofres públicos do Distrito Federal, de forma solidária, à Federação Brasiliense de Kung-Fu e ao presidente João Dias Ferreira. Também foram considerados responsáveis pelo prejuízo, a então Diretora de Apoio Operacional da SEL, o então Chefe de Gabinete da SEL e o então secretário, por terem autorizado a emissão de nota de empenho, efetuado o pagamento e ratificado a inexigibilidade de licitação em favor da federação.

A Corte determinou a citação dos responsáveis para que apresentem defesa num prazo de 30 dias ou recolham o débito (atualizado monetariamente) aos cofres públicos.

Portas fechadas para combinar derrubar o ministro

João Dias reuniu-se, ontem, a portas fechadas com parlamentares da oposição no Congresso . Logo depois, em entrevista coletiva, repetiu a versão de que o ministro estaria envolvido num esquema de corrupção na pasta.

A reunião com membros da oposição aconteceu no horário em que Dias daria depoimento à PF.