Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

NÂO VEJA

Em site oficial, PT apóia marcha contra Veja

O Globo quer serviço público sem servidor público?


A manchete de O Globo – Governo Lula contratou três vezes mais servidores do que Fernando Henrique – serve para fazer “onda”, mas não serve para os leitores entenderem coisa alguma sobre a política do Governo Federal em relação ao funcionalismo.
Não conta que Lula deixou o Governo com menos funcionários que FHC recebeu de Itamar. Nem que gasta menos com eles do que FHC gastou no último ano de seu, digamos, governo. Quatro e meio por cento do PIB, contra 5% do último ano de FHC, como você vê no gráfico
Postei, no blog Projeto Nacional , uma análise dos números da pesquisa divulgada ontem à tarde pelo IPEA, de onde tirou a sua manchete.
Lá, pergunto o que aconteceria se a redução do número de funcionários fosse como FHC fazia e O Globo aplaudia:
“Imagine o caro leitor que a notícia fosse dada da seguinte forma: Polícia Federal tem menos agentes que em 2003 ou Universidades federais dobram matrículas mas não contratam professores ou Número de ações duplica, mas União tem os mesmos advogados que em 2003.”
O número de servidores públicos no Brasil, em relação ao número de trabalhadores no setor privado, apresentava, em 2006, proporção menor até do que os EUA e da maioria dos países latinoamericanos; 12,5%, contra 14,8% dos americanos.E como o número de funcionários federais crescei à modestíssima taxa de 1,5% ao ano no Governo Lula, enquanto o de trabalhadores em geral cresceu quase 3%, essa proporção ainda deve ter se reduzido ainda mais.
Mas o leitor de O Globo, não precisa saber disso, não é mesmo? Basta acreditar no dogma neoliberal de que não precisamos de serviços públicos. Só de um Banco Central para pagar juros à turma da grana.

Aos que combatem a corrupção


Dirijo-me a você que, de boa fé, combate realmente a corrupção no Brasil independentemente de partidos políticos. Dirijo-me, sobretudo, a quem esteve nos atos públicos do último dia 7 de setembro para avisar que esses atos estão sendo instrumentalizados pela mídia em benefício de políticos que protege.  Se você permite isso, não é contra toda corrupção.
Haverá um Ato Público Contra a Corrupção da Mídia Golpista no dia 17 de setembro de 2011, às 14 horas, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).  Esse ato está sendo convocado pelo Movimento dos Sem Mídia e por pessoas que, individualmente, já haviam lançado a idéia antes e que acabaram se unindo ao MSM.
O objetivo desse Ato é protestar contra a corrupção da mídia, sobretudo porque esta, ao avalizar as manifestações contra a corrupção que aconteceram no dia 7 de setembro último e até ao instigar tais manifestações, esquece de que ela mesma, mídia, está entre os maiores responsáveis pela corrupção no Brasil.
Antes de prosseguir, porém, reitero àqueles que foram de boa fé às ruas no Dia da Pátria se manifestar contra a corrupção sem terem objetivo político que foram usados pela mídia, que tenta transformar aqueles atos em protestos contra o governo Dilma Rousseff  enquanto corruptos dos partidos seus amigos (PSDB, DEM e PPS) estão sendo poupados.
Ou seja: a indignação da mídia é seletiva.
Mas há outras razões para este ato contra a corrupção da mídia golpista que pediu, ajudou a concretizar e sustentou a ditadura militar brasileira entre 1964 e 1985: essa mídia poupa os corruptores, ou seja, empresas que compram os políticos, até porque essas empresas são anunciantes dos grandes veículos de mídia que vivem bradando contra corrupção.
Tem-se no Brasil, portanto, o fenômeno de só se combater os gestores de dinheiro público que se vendem a empresas (sobretudo) em prejuízo dos contribuintes, pois essas empresas, que são quem corrompe, jamais aparecem no noticiário.
Isso sem falar nos estranhos negócios entre grandes meios de comunicação e governos tucanos ou de seus aliados.
Só o que se expôs aqui já justificaria o Ato Contra a Corrupção da Mídia, mas tem mais. Muito será dito daqui até o dia 17. Portanto, se você é mesmo contra a corrupção, se você até for alguém de boa fé que esteve nos atos de 7 de setembro, compareça ao Masp para protestar contra a corrupção da mídia e sua “ética” seletiva.
—–
Para aderir ao evento no Facebook, clique aqui

Aos que combatem a corrupção

Haverá um Ato Público Contra a Corrupção da Mídia Golpista no dia 17 de setembro de 2011, às 14 horas, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).  Esse ato está sendo convocado pelo Movimento dos Sem Mídia e por pessoas que, individualmente, já haviam lançado a idéia antes e que acabaram se unindo ao MSM.
O objetivo desse Ato é protestar contra a corrupção da mídia, sobretudo porque esta, ao avalizar as manifestações contra a corrupção que aconteceram no dia 7 de setembro último e até ao instigar tais manifestações, esquece de que ela mesma, mídia, está entre os maiores responsáveis pela corrupção no Brasil.
Antes de prosseguir, porém, reitero àqueles que foram de boa fé às ruas no Dia da Pátria se manifestar contra a corrupção sem terem objetivo político que foram usados pela mídia, que tenta transformar aqueles atos em protestos contra o governo Dilma Rousseff  enquanto corruptos dos partidos seus amigos (PSDB, DEM e PPS) estão sendo poupados.
Ou seja: a indignação da mídia é seletiva.
Mas há outras razões para este ato contra a corrupção da mídia golpista que pediu, ajudou a concretizar e sustentou a ditadura militar brasileira entre 1964 e 1985: essa mídia poupa os corruptores, ou seja, empresas que compram os políticos, até porque essas empresas são anunciantes dos grandes veículos de mídia que vivem bradando contra corrupção.
Tem-se no Brasil, portanto, o fenômeno de só se combater os gestores de dinheiro público que se vendem a empresas (sobretudo) em prejuízo dos contribuintes, pois essas empresas, que são quem corrompe, jamais aparecem no noticiário.
Isso sem falar nos estranhos negócios entre grandes meios de comunicação e governos tucanos ou de seus aliados.
Só o que se expôs aqui já justificaria o Ato Contra a Corrupção da Mídia, mas tem mais. Muito será dito daqui até o dia 17. Portanto, se você é mesmo contra a corrupção, se você até for alguém de boa fé que esteve nos atos de 7 de setembro, compareça ao Masp para protestar contra a corrupção da mídia e sua “ética” seletiva.
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Não é mau jornalismo. É má-fé

Hoje de manhã, quem leu a manchete do Estadão, certamente pensou: “Uai, a Dilma dando uma de FHC”?
Não era para menos: o jornal estampou em quatro colunas, embaixo de uma foto de uma faixa, onde estava escrito corrupção a seguinte chamada: “BC perdoa R$ 18,6 bi para que bancos do Proer quitem dívidas”. Na internet, o “perdão” foi remendado para “abre mão”.
Nem uma coisa nem outra.
Ao ler a matéria, só no quinto paragrafo, começa-se a notar que o Banco Central está apenas cumprindo uma Lei que vale para toda e qualquer empresa que pague as dívidas com a Receita Federal dentro do Programa de Recuperação Fiscal, que existe desde o ano 2000, que foi reformulado em 2009, com critérios absolutamente claros e universais.
O BC, portanto, não perdoou, dívida alguma dos bancos quebrados e, ao contrário, recusou o pagamento em “moedas podres”, aceitando apenas o uso de títulos públicos como moeda no pagamento.
Não apenas o Banco Central agiu exclusivamente dentro da lei, como resistiu a todas as pressões – e nessa área as pressões costumam tilintar- como recusou qualquer beneficio extralegal para facilitar a devolução, pelos bancos do que levaram do governo com a injeção de recursos públicos no período FHC.
A atitude do Estadão não é apenas mau jornalismo. É desonestidade para com os seus leitores. O jornal sabe que a autoridade pública não pode deixar de cumprir o que está previsto na lei e sabe, também, que é condição para se beneficiar do Refis, pagar o que se deve, sem discussões e protelações administrativas.
Insinuar que houve um “perdão” discricionário em favor destes bancos é brincar com a honradez da autoridade monetária. O dinheiro público não é para brincadeira, mesmo que sejam “gracinhas” de jornal.

A dupla do jus enlameandi

Todo mundo fala no “jus esperniandi”, que é o direito de invocar qualquer pretexto para defender-se. Hoje, a gente vê nos jornais outro ramo irônico do direito: o “jus enlameandi”.
Essa curiosa forma de defesa consiste em tentar jogar culpa em quem não foi acusado para protelar, confundir e atrasar o processo judicial.
É o que faz o publicitário Marcos Valério ao pedir a inclusão do ex-presidente Lula no rol de denunciados no caso do chamado “mensalão”.
A denúncia foi feita formalmente ao STF em 2006. Em 2007, a Corte aceitou-a e começou a ação propriamente dita. Ninguém, ao longo do processo, pediu o arrolamento como réu do ex-presidente.
Agora, faltando poucos dias para o prazo final de alegações dos réus, dois personagens pedem isso: Marcos Valério e Roberto Jefferson.
Caso houvesse a menor possibilidade de que isso fosse aceito, o que aconteceria?
Reabrir-se-iam todos os prazos, claro.
Quem tem culpa continuaria impune, quem não tem continuaria enxovalhado.
Será que Jefferson e Valério levaram quatro anos para perceber que, como dizem, Lula devesse ser um dos acusados?
Qualquer estudante de Direito já ouviu aquela máxima de que “Direito é bom-senso”.
Quando alguma coisa foge ao bom-senso, sinal de que tem gato na tuba.
O “jus enlameaandi” de Jefferson e Valério é só um truque de esperteza.
Característica que, aliás, não falta a nenhum dos dois.

O Grito, a “marcha” e a mídia seletiva

 
Por Altamiro Borges

No livro obrigatório “Os padrões de manipulação na grande imprensa”, o jornalista Perseu Abramo ensina que a mídia oculta ou realça determinados assuntos de acordo com os seus interesses econômicos e políticos. A mentira descarada não convence. Daí o uso de técnicas refinadas e sutis para manipular a sociedade. Para o mestre do jornalismo, não existe neutralidade da mídia.

Nas manifestações ocorridas ontem (7) em vários cantos do país isto fica patente. As emissoras de rádio e TV, os jornalões e os sítios dos impérios midiáticos deram grande destaque às chamadas “marchas contra a corrupção”. Muitos dos que participaram destes atos até podiam ter boas intenções. Já o realce da mídia demotucana não foi ingênuo. Visou desgastar o atual governo.

A técnica da ocultação

Prova inconteste desta manipulação é que a mesma mídia que deu capa ou longos comentários nas telinhas às “marchas contra a corrupção”, mesmo as mais chinfrins, nada ou pouco falou sobre os atos de protesto do 17º Grito dos Excluídos, organizado pelas pastorais sociais da Igreja e os movimentos populares. Neste caso, por motivos óbvios, a mídia adotou a técnica da ocultação.

Segundo balanço parcial dos organizadores, o Grito dos Excluídos reuniu quase 80 mil pessoas em 25 estados da federação. Com o lema “Pela vida, grita a terra”, os manifestantes exigiram reforma agrária e urbana, mudanças na política econômica, defesa do meio ambiente, entre outras reivindicações. Eles criticaram a concentração de terra, renda e riqueza no Brasil.

A voz dos despossuídos

O maior protesto do Grito dos Excluídos ocorreu em Aparecida do Norte, interior paulista, com cerca de 50 mil pessoas. Em Belo Horizonte, ele reuniu 1,2 mil participantes; em Manaus, mais de 5 mil. Segundo Luis Bassegio, da coordenação do movimento, “o Grito se tornou um espaço de manifestação do povo que não tinha onde levantar a sua voz contra a injustiças sociais”.

A cada ano, o Grito de Excluídos se consolida como um momento importante de mobilização, conscientização e organização dos despossuídos. Hoje, inclusive, ele já tem dimensão continental, com protestos em vários países da América Latina. Apesar da sua relevância, a mídia hegemônica adota a técnica da ocultação. Perseu Abramo denunciou há tempos esse padrão de manipulação:

“Recriando a realidade à sua maneira e de acordo com seus interesses político-partidários, os órgãos de comunicação aprisionam os seus leitores nesse círculo de ferro da realidade irreal, e sobre ele exercem todo o seu poder. O Jornal Nacional faz plim-plim e milhões de brasileiros salivam no ato. A Folha de S.Paulo, o Estado de S.Paulo, o Jornal do Brasil, a Veja dizem alguma coisa e centenas de milhares de brasileiros abanam o rabo em sinal de assentimento e obediência”.

Paulo Henrique Amorim entrevista José Dirceu Entrevista Record Atualidade recebe o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu

Adicionar legenda

 
José Dirceu fala sobre a reportagem que a revista Veja publicou nesta semana em que acusa o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu de conspirar contra o governo de Dilma Rousseff.

Veja a entrevista completa de José Dirceu:

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Leia mais em: O Esquerdopata

Corruptores, os grandes ausentes do debate

por Luiz Carlos Azenha
Talvez eu tenha perdido alguma coisa, mas sinto falta da inclusão dos corruptores no debate sobre a “faxina” e nas manifestações do Sete de Setembro.
Será que existe alguma relação entre o poder dos corruptores e a interdição das operações Satiagraha e Castelo de Areia — ou foi mero acaso?
Por que não se debate, por exemplo, punição às empresas corruptoras, como a impossibilidade de participar de licitações para as que forem condenadas em última instância pelo pagamento de propinas?
Por que não aprovamos uma lei parecida com a que o Congresso americano debate, para dar proteção aos assim-chamado whistle blowers, os denunciantes de corrupção pública ou privada?
E o nexo entre a corrupção e a reforma política?
Seria lamentável ver a pauta do combate à corrupção sequestrada por interesses partidários.
Quanto ao número de manifestantes em Brasília, que provocou debate entre os comentaristas, não tive e não tenho como afiançar quantos foram.
As fontes divergiram: o Estadão e o Globo falaram em 25 mil; a Folha em 12 mil; a Carta Maior em 2 mil no início do protesto, com a adesão posterior de parte do público que viu o desfile de Sete de Setembro.
O Globo registrou: “O senador Álvaro Dias (PSDB-RJ) foi hostilizado”.
Leia também:
O sucesso da Marcha contra a Corrupção em Brasília*
Henrique Fontana: Uma proposta para a reforma política
Brasil de Fato: Quem paga a roubalheira é o povão
Privatas do Caribe: Onde foi parar o dinheiro das privatizações?
Vermelho: Nova classe média ainda vive em favelas e cortiços
Altamiro Borges: FHC apoia faxina que nunca fez
Faxina: Risco e oportunidade para o governo Dilma
Delfim Netto: Um viva para a queda dos juros

Marcha da Corrupção: Estadão antecipa vencedor em SP

Eles são a favor da Marcha

Manchete do Estadão

EXCLUSIVO: ‘Estado’ tem acesso antecipado a vencedor de licitação para iluminação em SP
Vídeo publicado no ‘estadão.com.br’ na 2ª já informava quem venceria contrato de R$ 433,8 mi

SÃO PAULO – O Estado teve acesso ao nome dos ganhadores da licitação para serviços técnicos de manutenção, ampliação e remodelação do serviço de iluminação pública na cidade de São Paulo antes da abertura da concorrência, que ocorreu hoje. O vencedor, como foi publicado em um vídeo na segunda-feira no estadão.com.br, é o consórcio formado pelas empresas Alusa Engenharia e FM Rodrigues. O presidente da Comissão de Licitação da Secretaria de Serviços, Paulo Milton Sassi Junior, anunciou nesta tarde a proposta vencedora. “Em primeiro lugar, Consórcio Alusa FM Rodrigues, no valor de R$ 433.794.099,16. Em segundo, Consladel, R$ 441.561.991,31. Em terceiro, Citéluz, R$ 443.097.054,02.” Neste momento, a comissão de licitação está conferindo os papéis do consórcio para habilitar a proposta.

O valor da licitação é de R$ 433.794.099,16 e o contrato tem duração de dois anos. A concorrência estava suspensa desde fevereiro a pedido do Tribunal de Contas do Município (TCM). Foi liberada depois da administração atender a recomendações técnicas do tribunal. O esquema para favorecer as empresas vencedoras e o nome dos ganhadores já haviam sido revelados ao Estado desde o começo deste ano.

O serviço de manutenção da rede vem sendo prestado por meio de contratos de emergência, renovado a cada seis meses, desde 2005. A Alusa Engenharia e a FM Rodrigues já integram o Consórcio SPLuz, responsável pelo serviço emergencial, formado por mais duas empresas (Start e Socrel).

Ninguém chuta cachorro morto

Deveria ficar surpreso, mas não fiquei. Eclodiu uma reação virulenta nas redes sociais Twitter e Facebook às críticas que este blog está fazendo à marcha dos cansados do 7 de setembro. Pessoas que se dizem integrantes do movimento que saiu às ruas dizendo protestar “contra a corrupção” estão invadindo meus perfis nessas redes usando insultos e outras táticas de trolls.
Na página que este blog criou no Facebook para receber confirmações de presença para o Ato Contra a Corrupção da Mídia Golpista pessoas que se dizem do tal movimento “contra a corrupção” começaram a postar reiteradas mensagens ofensivas e a apagarem os comentários dos que querem ir se manifestar – qualquer pessoa pode fazer isso no FB porque a página do ato é pública.
No Twitter, também pelo menos umas vinte pessoas – que também pode ser uma só, porque são sempre perfis novos com pouquíssimos seguidores – já vão pelo caminho do insulto. Como são sempre perfis com poucos seguidores, às vezes zero, vê-se que pode até ser uma pessoa ou um pequeno grupo criando perfis para incomodar. Você bloqueia e criam outro.
Aqui neste blog, também fizeram ameaça. Veja:
—–
Enviado em 09/09/2011 às 0:38
Nome informado: Kurt
email informado: whatis-theplan.org
anonymous-.kurt@live.com

IP: 201.83.46.96
Eu estava lá. Ajudando a organizar.
Leia e informe-se antes de falar o que não sabe
As máscaras usadas para fazer o protesto foi a máscara do Guy Fawkes
Do filme V de vingança e foi adotada pelo ideal Anonymous.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anonymous
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós.
http://whatis-theplan.org/
Não nos provoquem.
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Esses são os métodos dessa gente que não foi incomodada por ninguém enquanto preparava seu teatro a ser apresentado no 7 de setembro.
Mas é só pressão. Estou acostumado. Quando o Movimento dos Sem Mídia promoveu o ato contra a Ditabranda da Folha de São Paulo, que congregou cerca de 500 pessoas diante do jornal para protestar contra a sua teoria de que a ditadura militar teria sido “branda”, até ameaças por telefone eu recebi.
Confesso, porém, que nunca vi tanta reação a um protesto contra a mídia. Por que cidadãos comuns se dispõem a tal atitude em defesa de impérios de comunicação? Acham a mídia perfeita, acima de críticas e queixas? Esses são os que marcharam contra a corrupção?
O fato é um só: ninguém chuta cachorro morto. E quanto mais chutam, mais vontade tenho de reagir, de lutar, de falar, porque esse tipo de gente não quer que quem pensa diferente fale. Saem às ruas para protestar e dizer o que querem, mas não querem que quem discorda faça o mesmo.
O Brasil está em um rumo político preocupante. Como em 1964, o moralismo de alguns que se propõem a se tornar acusadores públicos mostra viés político de intimidação e censura. A mídia que serviu de garota-propaganda das tais marchas “contra a corrupção”, informando até “como participar” etc. , está por trás disso. É o que se supõe se o ato que incomoda esses bandidos é contra a mídia.
Eu não desisto. Nunca desisti. Assinei a representação do Movimento dos Sem Mídia ao MPF denunciando alarmismo criminoso da mídia no caso da febre amarela, em 2008, que teve como saldo a morte de mais de uma dezena de pessoas por reação adversa à vacina.  Assinei a representação ao MPE contra o Ibope, o Datafolha, o Sensus e o Vox Populi, no ano passado, pedindo investigação da Polícia Federal sobre possível fraude dos institutos, e a investigação foi aberta. Manifestações, o MSM convocou várias, sendo a mais conhecida a da Ditabranda da Folha.
Essas foram apenas algumas das medidas do MSM, de seus membros e deste blogueiro.  E outras virão sempre que se entender que são necessárias.
Este Blog, seus leitores, os membros do MSM e a própria ONG estão incomodando? Ótimo. Cada ataque, cada insulto é uma medalha em nosso peito. Cada ato baixo, covarde, de gente que se esconde, que age mascarada, é uma condecoração para aqueles que se apresentam de peito aberto em defesa do que acreditam.
Ninguém chuta cachorro morto. O que se faz a partir deste blog e das redes sociais é para incomodar mesmo. Só assim, um dia, teremos um país em que os meios de comunicação servirão à sociedade em vez de servirem-se dela.
Não tenho medo. Não tenha medo você também. O medo é uma prisão. Este país teve medo, esteve aprisionado por vinte anos por ação dessas famílias midiáticas “éticas” que agora querem comandar exércitos de reacionários nas ruas do país – e na internet – para favorecerem os políticos que querem colocar no poder por razões mais do que óbvias.
Se você está entre aqueles que concorda com as premissas deste post, não pense duas vezes. Vá ao Masp às 14 horas do próximo dia 17 se manifestar contra uma corrupção da mídia que ainda carece de mais detalhes que posso garantir que serão dados até o dia da manifestação. Vá sem medo, pois.  O Brasil precisa de coragem.
Acredito em você.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MAIS UMA DA MÍDIA GOLPISTA.

 
 
Aos colegas Cirurgiões Plásticos, membros da SBCP-RS.
Esclarecimento:
     Em relação à reportagem no programa Vida e Saúde que foi ao ar sábado (03/09/11), temos o seguinte a esclarecer:
     A RBS TV procurou a SBCP-RS para entrevista a respeito de Cirurgia Plástica da face. Recebi a equipe para gravação em meu consultório e pautei a entrevista por informações gerais, alguns detalhes técnicos e segurança em Cirurgia Plástica. Neste último item citado ilustrei com a figura do quadrilátero (diamante) de segurança: paciente/ procedimento/ estabelecimento/ e o Cirurgião Plástico – chamando a atenção para a formação do Cirurgião Plástico e necessidade do Título de Especialista pela SBCP e registro da especialidade no CRM. Ainda enfatizando com o slogan nacional da SBCP: “Cirurgia Plástica é com Cirurgião Plástico.” Ao final da entrevista a repórter pediu indicação de pacientes operadas para relatar seus casos, bem como fotos de pré e pós operatório. Fui categórico em minha resposta: eu como Presidente da SBCP-RS NÃO posso exercer estas práticas: a indicação de pacientes como “cases” (quebrando sigilo médico), bem como a exibição de fotos de pré e pós são condenadas tanto pelo Estatuto da SBCP quanto pelo Código de Ética Médica do CRM.
     Posto isto, qual não foi a minha surpresa (e a de todos) ao ver a reportagem exibida:
     Com uma capciosa mistura editorial de imagens, a reportagem da RBS TV colocou intercaladamente imagens e dados fornecidos por nossa entrevista como Presidente da SBCP, mesclados com informação de outro médico não especialista pela SBCP/sem registro de Especialista como Cirurgião Plástico no CREMERS – incluindo depoimento e fotos de pré e pós de pacientes operadas por este colega médico não Especialista.
     Concluo lamentando o ocorrido, peço desculpas aos colegas membros da SBCP pelo mau uso do nome da nossa entidade em reportagem que incluiu transgressões às nossas regras internas, bem como do Código de Ética Médica, numa situação estranha em que a imprensa agiu de má-fé, excluindo na edição informações primordiais no eixo do que foi questionado, ludibriando o telespectador e prestando um desserviço ao mal utilizar o nome de nossa Sociedade.

“Para você ver a TV que você vê, a gente faz muita coisa que você não vê.”

Pedro Bins Ely.
Presidente SBCP-RS

Protesto chique em SP lembra fracasso do “Cansei”

protestos paulista g 20110907 Protesto chique em SP lembra fracasso do Cansei

Eles não aprendem e não desistem. Derrotados três vezes nas eleições presidenciais, os valentes da fina flor paulistana foram de novo às ruas para protestar "contra tudo o que está aí". Desta vez, o álibi foi a Marcha Contra a Corrupção organizada nas redes sociais em várias regiões do país.
Em São Paulo, apesar dos esforços de alguns blogueiros histéricos, o protesto fracassou: segundo  a Policia Militar, apenas 500 pessoas se animaram a sair de casa neste belo feriado de 7 de setembro com muito sol para ir à avenida Paulista levantar cartazes contra a corrupção.
A personalidade mais conhecida identificada pela imprensa foi a socialite Rosangela Lyra, sogra do jogador Kaká e representante da Dior no Brasil.
Era a mesma turma chique do "Cansei", um "movimento cívico" criado em julho de 2007, para protestar contra o "caos aéreo", pelo presidente da OAB paulista, Luís Flávio Borges D´Urso, agora pré-candidato do PTB de Roberto Jefferson a prefeito de São Paulo, mas nem ele foi visto hoje na avenida Paulista.
De outro líder do "Cansei", o executivo Paulo Zotollo, ex-presidente da Phillips, não se ouviu mais falar. Na época, ele causou um enorme dano para a imagem da empresa ao declarar em entrevista ao jornal "Valor":
"Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz como tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado".
O Piauí ainda existe, virou até nome de revista, vai bem, cresce e seu povo está melhorando de vida, ao contrário do infeliz executivo que apenas vocalizou o que pensava boa parte da elite paulistana sobre os nordestinos, quando o presidente do país era o  pernambucano Lula.
A direção nacional OAB nacional na época, que ainda não era dominada por tipos como Ophir Cavalcante (quem?), o novo Álvaro Dias predileto da mídia, decidiu não participar do movimento e criticou a sessão paulista da entidade.
O então presidente da OAB-RJ, Wadih Dammus, resumiu do que se tratava. "O Cansei é um movimento de fundo golpista, estreito e que só conta com a participação de setores e personalidades das classes sociais mais abastadas de São Paulo".
Foi o que se viu no 7 de setembro de protestos na avenida Paulista. São os mesmos. Só mudou o mote.
Em tempo (atualizado às 19h12):
No final da tarde desta quarta-feira, 7 de setembro de 2011, os números sobre o tamanho das manifestações em São Paulo variavam nos portais da grande mídia, que ajudaram a promover os protestos na avenida Paulista.
Segundo a "Veja", em nova manifestação promovida à tarde, no mesmo local, havia entre 2 e 4 mil pessoas no protesto, dependendo do informante e do blogueiro.
No portal da  "Folha", o maior jornal do país, a multidão de protestantes chegou ao máximo de 700 manifestantes, em seus diferentes informes ao longo do dia.
Até o final da tarde, segundo o portal do "Estadão", um dos mais empenhados promotores das manifestações na avenida Paulista, em nenhum momento, até as 19 horas,  o protesto passou de 500 participantes.
Seja como for, foi bem menos gente do que o registrado na maior manifestação do fracassado "Cansei", promovida no dia 17 de agosto de 2007, na praça da Sé, em São Paulo, com o apoio da Febraban (a federação dos bancos) e da Abert ( a associação das grandes emissoras de televisão), entre outras mais de 60 entidades da "sociedade civil organizada".
Segundo a Polícia Militar, havia 5 mil pessoas naquele dia em São Paulo protestando contra o "caos aéreo" do governo Lula e outras mazelas nacionais.
A grande imprensa brasileira, que se uniu para promover o golpe militar de 1964 e eleger Fernando Collor em 1989, parece ter perdido seu poder de mobilização. E seus blogueiros, colunistas e editores amestrados continuam latindo para cada vez menos gente.

Ato contra corrupção da mídia


A “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” foi o nome comum de uma série de manifestações públicas organizadas por setores conservadores da sociedade brasileira em março de 1964, durante o governo João Goulart. Ocorreu logo após o anúncio dos programas de reformas de base daquele governo. Supostamente, naquele ano, congregou entre quinhentas mil e um milhão de pessoas em repúdio à mesma “corrupção” ora em pauta.
Como se formou aquele movimento que sustentou e justificou o golpe que implantou no Brasil uma ditadura de vinte anos sem ter Facebook e Twitter, sem a blogosfera e sem que muitos lares tivessem televisão? Foi pelos jornais e pelo rádio. E juntou muito mais gente do que os cansados que se reuniram ontem em várias capitais, tendo conseguido algum resultado expressivo só em Brasília, coincidentemente ao lado do evento pelo 7 de setembro em que ocorriam várias atrações que juntaram dezenas de milhares de pessoas.
Os métodos utilizados para convocar manifestações em 1964 eram análogos ao uso das redes sociais. Foram convocadas esposas de empresários e dos empregados das empresas e ensinadas em reuniões com fins “filantrópicos e religiosos” sobre como o comunismo seria nefasto. Simultaneamente, eram distribuídos panfletos a fazendeiros e agricultores dando ênfase a palavras-chave como democracia, liberdade e, sobretudo, “corrupção”.
A sociedade foi mobilizada para a primeira Marcha da Família com Deus Pela Liberdade. Dela participaram quinhentas mil pessoas no dia 19 de Março de 1964 em São Paulo. A massa humana saiu da Praça da República, seguindo pela Rua Barão de Itapetininga, atravessando o Viaduto do Chá, para, chegando à Praça da Sé, assistir a uma missa. Em 2 de abril de 1964, um milhão de pessoas participou da Marcha da Família com Deus pela Liberdade no Estado da Guanabara. Era o dia seguinte à consumação do golpe que durou 20 anos.
Estadão, Folha e Globo foram o Twitter, o Facebook e a Blogosfera da época. Agora, vitaminados pelo dinheiro do povo com o qual foram irrigados de lá para cá, sobretudo na época da ditadura (ao prestarem favores a ela), no Dia da Pátria de 2011 conseguiram colocar de novo o povo na rua, ainda que uma fração do que lograram há quase cinqüenta anos.
A corrupção da mídia foi muito rentável e esteve sempre aliada à corrupção dos políticos e dos corruptores, muitos dos quais seguramente estão entre os que gastaram milhões de reais para veicular os atos públicos que ocorreram ontem em capitais como São Paulo e Brasília. Por isso não caio na conversa dessa gente e, se é para discutir corrupção, penso que se deve discutir TODA ela.
Para tanto, já que os manifestantes de ontem, ombreados ao que de pior há na política brasileira – como o partido campeão de cassações na Justiça Eleitoral, o DEM –, não tocaram na corrupção dos que pagam os corruptos ou na da mídia, há que ir à rua bradar contra corruptores e a corrupção da mídia que censura aqueles que pensam diferente enquanto suga dinheiro público.
Além dos leitores que já confirmaram neste blog que irão ao Ato Contra a Corrupção da Mídia Golpista que o Movimento dos Sem Mídia convocou ontem para o próximo dia 17, quase 400 pessoas, até agora (manhã de quinta-feira), já confirmaram no mesmo no Facebook. Essa convocação se somará a outras já feitas para o mesmo dia e local.
Quem mais achar que deve tomar posição neste momento estranho que está gerando um déjà Vu em muita gente experiente nos meandros políticos deste país, a hora é agora. Compareça ao vão livre do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) às 14 horas de 17 de setembro próximo e venha dizer tudo o que está entalado em sua garganta porque a mídia golpista censura enquanto alardeia sua “indignação” igualzinho como fazia há 47 anos.
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PiG (*) faz o jogo do tráfico no Alemão

O noticiário deste Sete de Setembro no jornal nacional se concentrou no Alemão.

Clique aqui para ler “Globo invade o Alemão”.

Parece solarmente claro que o maior inimigo da ocupação do Alemão pela UPP é o tráfico.

Foi quem perdeu o território.

E as armas.

E, em segundo lugar, os moradores que dependem ou dependiam do tráfico também não simpatizam com a UPP (enquanto não encontrarem outro emprego).

Esses é que são açulados pelo tráfico.

(O tráfico inventou e o jn noticiou que uma menina tinha morrido com bala perdida. Não era verdade.)

Como não cai a demanda por droga do lado de fora do Alemão,  o que restou do tráfico ali dentro (ou que para lá quer voltar) tenta desconstruir a ocupação.

Usa a meia dúzia de armas furrecas que ainda detém.

E se apóia numa minoria de moradores.

Parte dos moradores se incomoda também com as novas regras para realizar bailes funks.

Quando o PiG (*) transforma a reação dos traficantes no Alemão numa Pearl Harbor, faz exatamente o que o tráfico mais quer.

Mobilizar a população contra a Lei e a Ordem e reforçar o “partido do tráfico”.

E restabelecer o velho negócio do trafico nos antigos termos.

O PiG (*) e especialmente a Globo (com exceção da excelente – como sempre – reportagem da Sandra Moreyra no jn desta quarta feira) não têm compromisso com a pacificação das favelas.

Os filhos do Roberto Marinho preferem o “método Lacerda”.

Mandar “essa gente” para longe.

Em tempo: a manchete da primeira página do jornal Globo desta quinta-feira descreve algo como a combinação de Pearl Harbor com Hirsohima e Nagasaki (juntas): “Polícia ocupa outros dois morros vizinhos ao Alemão. Exécito convoca mais cem homens e amplia contingente no Complexo”. O PiG (*) é incorrigivel. Além de derrubar a Dilma, eles querem incendiar a cabine das UPPs. O PiG (*), a Globo e o tráfico, unidos: quanto pior melhor ! Fogo ! Fogo !


Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.