Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

segunda-feira, 2 de junho de 2014

PSDB GANHA NO 3.º TURNO. POR CAUSA DO MALUF Perdeu o primeiro turno ? Perdeu o segundo turno ? Tem sempre a Justiça … ​



Saiu na Fel-lha (*) (cuidado com o mau hálito que provém do fel):

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/06/1463807-juiz-suspende-caravanas-de-alexandre-padilha-em-sao-paulo.shtml

Em decisão liminar, o TRE de São Paulo acolheu denuncia da Procuradoria Eleitoral do Estado contra as caravanas “Horizonte Paulista” do Alexandre Padilha, que vem aí de jaleco branco.

Foi uma decisão provisória do tipo “perigo de gol”.

Da qual, é claro, o PT de São Paulo vai recorrer e, certamente, ganhar, pois se trata de um absurdo: impedir um encontro com lideranças regionais, um bate-papo numa escola, numa associação, num sindicato.

Na verdade, Padilha já rodou o Estado todo, só falta a região de São José dos Campos.

E, no ABC, de prefeitos petistas, a caravana vai se revestir da característica de um café com broa de milho.

Ou pinga, se fizer muito frio.

A menos que a Procuradoria determine que Padilha fique trancado em casa.

O que é bem possível, diante da conhecida tática conservadora tucana: ganhar a eleição no terceiro turno, como exigiu da Ministra Laurita do STJ, mandar tirar do ar aquele notável vídeo do PT que ensandeceu a Direita.

Por que esse terceiro turno tucano, agora ?

Por coincidência, dias antes da extravagante decisão do TRE de São Paulo, um emissário tucano de grossas penas esteve na casa de Paulo Maluf até a madrugada.
Foi convencê-lo a não apoiar Padilha.
O PP de São Paulo tem 1′18” de tempo de horário eleitoral gratuito.
O emissário saiu de lá convencido de que Maluf ia recuar.
Ia aderir ao Alckmin.
Quando, no PiG (**), Maluf voltaria a ser como nos tempos do FHC: tão casto e puro quanto o Cerra.
Mas, Maluf não recuou.
Quando os tucanos viram que Maluf tinha aderido ao PT, a Padilha, foram fazer as contas.
Neste momento, com o apoio do PC do B e do PP, Padilha terá 40” a mais que Alckmin no horário eleitoral.
Mesmo que o DEMO e o Pauzinho do Dantas estejam com o Alckmin.
Isso nunca aconteceu numa eleição em São Paulo.
O candidato do PT ter mais tempo que o tucano.
Padilha vai ter muito tempo para Lula, Dilma, Dilma, Lula …
Para muita Cantareira.
Pinheirinho.
Para muito FHC – clique aqui para ver o que o Padilha vai usar na campanha: tá com saudade dos fantasmas, olha só como era no Governo do FHC.
O Padilha também vai usar, na ida e na volta: olha só o que o Príncipe da Privataria fez com a transposição do rio São Francisco, promessa de suas duas campanhas.
Assim como a Dilma terá o triplo do tempo da oposição, o horário eleitoral em São Paulo pode ser fatal para os tucanos.
Parte do jogo agora está nas mãos puras e transparentes do Kassab, que controla o PSD.
Mais impuras serão se ele aderir à Dilma e ao Padilha.
A campanha, de fato, começa no dia 15 deste mês de junho, daqui a 13 dias, quando Lula e Dilma vierem a São Paulo tornar oficial a candidatura de Padilha.
Que comparecerá à cerimônia vestido de jaleco branco e um boné do Mais Médicos.
Em tempo: o amigo navegante sabe como funciona o 3.o turno, não ? É assim. Eles perdem no primeiro turno. Ou no segundo turno.Todas as tentativas de Golpe com a Globo deram errado. Aí, vão para a Justiça ganhar no Terceiro Turno. Pode ser no TSE, nos TREs, no Supremo … Tanto faz. Desde que um trabalhista não chegue ao poder.

Pa

ulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

“PIG FORA !”, “GLOBO VAI TOMAR…”. RECEPÇÃO EM GOIÂNIA ! O Gigante acordou para ver a chegada da seleção…


Sugestão do intrépido blogueiro Miguel do Rosário, aquele que descobriu que a Globo não mostra o DARF.


O GIGANTE ACORDOU! GOIANOS PROTESTAM


 CONTRA A GLOBO NA CHEGADA DA SELEÇÃO 


BRASILEIRA!


Enviado por Miguel do Rosário

Parece que o feitiço está virando contra o feiticeiro. O povo já sacou que a Globo está por trás dessa campanha maldita para detonar a autoestima nacional e fazer o brasileiro odiar a si mesmo a seu país.

Neste domingo, populares hostilizaram a TV Globo durante a chegada da seleção brasileira. Ninguém gritou “não vai ter Copa” e sim: “Rede Globo, vá tomar no c…”.

O gigante acordou!

Isto É jornalismo? Resposta à calúnia da revista

Se fosse calcular quanto despendi para manter este Blog desde 2005, provavelmente desistiria de editá-lo. Não só pelo custo com hospedagem da página na internet, com deslocamentos e ligações telefônicas para apuração de matérias, mas com o tempo gasto para produzir tudo o que o Blog da Cidadania produz há cerca de nove anos.
Aliás, minha atividade como blogueiro sofre oposição da família há anos, pois esposa e filhos acham que eu deveria me dedicar mais ao trabalho remunerado por conta de minha quarta filha, Victoria, de 15 anos, que padece de grave enfermidade neurológica e que, portanto, requer considerável dispêndio de recursos financeiros.
Porém, como representante comercial autônomo sou dono do meu tempo e, assim, não abro mão desta empreitada já quase decenal. Este Blog faz com que me sinta útil à sociedade. Após passar 4/5 da vida sentindo-me amordaçado como tantos outros brasileiros, e ainda tendo que ver esses grandes grupos de mídia mentirem, deturparem fatos, é um bálsamo poder finalmente dizer o que penso, divulgar o que julgo necessário e saber que muitos leem.
Ao longo de quase uma década como blogueiro, de alguns anos para cá passei inclusive a receber propostas de veiculação de publicidade nesta página, o que me permitiria inclusive uma dedicação maior a este trabalho. Além de publicidade oficial que praticamente todo veículo jornalístico recebe, eu poderia pôr aqui publicidade do Google – que sempre rende um bom dinheirinho – e, inclusive, pedir doações aos leitores, como fazem tantos blogueiros.
Como tenho que trabalhar em outra atividade para me sustentar, como mantenho sempre o mesmo ritmo como blogueiro há muitos anos – em geral, um post por dia – e por saber que, se transformasse este blog em um negócio acabaria tendo que dispender mais tempo com ele, sempre recusei ofertas de veiculação de publicidade oficial – isso mesmo, já recusei inúmeras ofertas, inclusive de órgãos públicos.
A única coisa que aceitei, ao longo dos anos, foram as ofertas de doação dos leitores. Generosamente, eles vêm me ajudando a manter a página, mas todas as doações foram feitas por oferta deles após eu mencionar, há alguns anos, que estava com dificuldades porque, com o crescimento da audiência, o blog estava saindo do ar com frequência porque eu não podia pagar servidores mais parrudos para arcar com o imenso banco de dados e os acessos crescentes.
Contudo, como não institucionalizei o processo de doações de leitores como tantos outros blogs fazem, em geral as pessoas acabam esquecendo de doar e fico constrangido em “cobrar”.
Poderia, por exemplo, colocar aquele recurso que permite aos leitores doarem com cartão de crédito, do qual seria debitado mensalmente um valor. Mas o fato é que sinto certo constrangimento e acabei empurrando com a barriga e nunca oficializando pedidos de doações. Assim, arrecado bem menos do que poderia.
Já deveria ter inclusive colocado propaganda do Google. O desenvolvedor desta página diz que com a audiência que tem o Blog eu levantaria um bom dinheirinho. Contudo, vou sempre empurrando com a barriga e acabo não fazendo.
Pois bem: há mais ou menos uns 3 meses, recebo ligação no celular de uma moça de uma agência de publicidade dizendo que a Prefeitura de Guarulhos queria anunciar no meu Blog. Diferentemente de outras vezes, até por conta das dificuldades causadas por expressivo aumento que a empresa que hospeda esta página aplicou, disse à moça que “tudo bem”.
Passaram-se várias semanas e eis que recebo e-mail da mesma agência com a proposta de veiculação de campanha da Prefeitura de Guarulhos neste Blog. Assim, no dia 4 de abril, pela primeira vez desde 2005, passei a divulgar publicidade de um órgão público. A primeira campanha foi de 30 dias. Em maio, foi renovada.
Não conheço ninguém da Prefeitura de Guarulhos. Não conheço o prefeito, não conheço o secretário de Comunicação. Ninguém, absolutamente ninguém. Nunca me reuni com ninguém. Nunca falei ao telefone com ninguém.
A esta altura, alguns dos leitores desta página devem ter tomado conhecimento de matéria da edição desta semana da revista IstoÉ que, de forma leviana e até criminosa, acusa este Blog e a revista Fórum de integrarmos um “Bunker da calúnia” montado pela Prefeitura de Guarulhos para atacar Aécio Neves.
A matéria mistura este Blog e a revista Fórum com caso recente envolvendo uma servidora da Prefeitura de Guarulhos que postou críticas ao pré-candidato a presidente da República Aécio Neves usando os computadores daquele órgão público, o que é ilegal. A Folha de São Paulo divulgou o caso com grande estardalhaço, como sempre defendendo tucanos.
Todavia, casos assim, envolvendo servidores de órgãos públicos que decidem fazer política na internet usando equipamentos públicos, são comuns.
No fim do ano passado, a então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, divulgou nota comentando ofensas sofridas por ela em dois perfis do Facebook (“Gleisi Indelicada” e “Gleisi Não”), que acabaram desativados pela rede social após determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).  Informações do próprio Facebook dão conta de que as páginas eram financiadas por José Gilberto Maciel, cargo comissionado da Agência Estadual de Notícias (AEN), o órgão de comunicação oficial do Governo do Estado do Paraná.
Há, também, o caso envolvendo o filho do tucano Xico Graziano, que trabalha no Instituto Fernando Henrique Cardoso e que vinha disseminando informações falsas sobre um dos filhos do ex-presidente Lula usando os computadores do IFHC.
O filho de Graziano disseminava pela internet boatos contra Lulinha dizendo-o sócio da Friboi, dono de um jato executivo da Gulfstream e de uma grande propriedade rural. A foto da propriedade utilizada na fraude é, na verdade, da sede da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), faculdade localizada em Piracicaba e ligada à Universidade de São Paulo. Tampouco existe jatinho algum e obviamente o filho de Lula não é sócio da Friboi.
Apesar de esses casos de uso de equipamentos públicos contra petistas não terem despertado a fúria da mídia tucana, o caso da Prefeitura de Guarulhos provocou uma revolução na mídia.
Tudo começou com matéria do jornal O Globo traçando o perfil de nove blogueiros – entre os quais, este que escreve – que entrevistaram Lula no dia 8 de abril deste ano. O Globo mencionou o banner da Prefeitura neste e em outros blogs que entrevistaram o ex-presidente, insinuando, por exemplo, que um banner que está aqui há cerca de 45 dias é a razão de tudo que esta página publica, apesar de ser a primeira publicidade oficial que este Blog teve em 9 anos.
Enfim, a matéria de IstoÉ configura calúnia e difamação desde o título. Renato Rovai, editor da revista Fórum, já adiantou que estuda medidas judiciais contra a IstoÉ. Este Blog ainda irá avaliar. Até porque, milhares de pessoas que leem esta página há quase uma década sabem muito bem que ela nunca teve publicidade oficial além dessa que aqui está há um mês e pouco.
Não existe maior preocupação inclusive com investigação da Prefeitura de Guarulhos que o PSDB conseguiu abrir no Ministério Público usando como desculpa o caso da servidora daquela administração que fez bobagem e que inclusive já foi demitida. Podem procurar à vontade que não encontrarão nada ligando esta página ao caso.
A matéria da IstoÉ não é jornalismo, mas um release para o PSDB e para Aécio Neves, que se diz “caluniado” por este Blog por ter, em 2012, respondido a ataque que o hoje pré-candidato tucano fez à época ao ex-presidente Lula, chamando-o de “chefe de facção”.
A matéria desta página que a IstoÉ cita como ofensiva a Aécio Neves alude ao noticiário de 2011, quando o tucano foi parado no Rio de Janeiro em uma blitz da lei seca e teve sua carteira de motorista apreendida por se recusar a fazer o teste do bafômetro. Abaixo, vídeo de matéria da Globo sobre o assunto.


A matéria da IstoÉ causa indignação por fazer afirmações sobre o que não pode ser provado – que este Blog ou a revista Fórum publicam o que publicam por serem pagos pela Prefeitura de Guarulhos – e, mais do que isso, por a revista não ter se dado ao trabalho de ouvir aquela prefeitura, este blogueiro e a Fórum e, de forma mentirosa, dizer que tentou nos ouvir.
Não ouviu coisa nenhuma. IstoÉ não me procurou, não procurou Renato Rovai e desconfio de que tampouco procurou a Prefeitura de Guarulhos.
Seja como for, minha preocupação com esse caso é zero. Não sou filiado ao PT, não presto serviços ao PT, não recebi proposta de veiculação do banner daquela prefeitura sob condição alguma. E se eu prestasse serviços ao PT, seria absolutamente legítimo. Mas nunca tive esse tipo de relação com partido nenhum, com administração pública nenhuma.
Mas, claro, há que avaliar muito bem a matéria da revista. Nos próximos dias, encaminharei à publicação um pedido de explicações e a minha versão dos fatos, além de levar a cabo as consultas jurídicas que se fazem necessárias. Vários jornalistas da grande mídia vêm caluniando blogueiros que simpatizam com Lula, Dilma e o PT e isso já foi longe demais.

domingo, 1 de junho de 2014

COPA E GOLDMAN SACHS: BRASIL TEM 48,5% DE CHANCES Quem joga em casa começa com 0,4 gol

Do Facebook do C Af


O banco americano Goldman Sachs foi o que, em 2003, previu que os BRICs – e a expressão é de seu economista-chefe de então, Jim O’Neill – iam dominar o mundo, breve.

Em 2008, quando o banco Lehmann quebrou em Nova York e o mundo pode assistir ao espetáculo deprimente de ver como Wall Street, seus bancos e executivos fomentaram a crise internacional, a Urubóloga previu que ia ocorrer um tsunami universal e as aguas da Lagoa Rodrigo de Freitas iam afogar o Cristo Redentor.

Não sem, antes, derrubar o Lula.

O’Neill previu, ao contrário, que os países ricos iam fazer uma curva em “U” – cair bruscamente, ficar muito tempo parados, e voltar a crescer mais tarde.

Enquanto isso, os BRICs iam fazer uma curva em “V”: cair bruscamente, ficar pouco tempo parados e, por causa do dinamismo do mercado doméstico, a Classe C, iam voltar a crescer,

Foi o que aconteceu e, apesar da estagnação nas economias metropolitanas – EUA e UE, as que os colonizados tentam emular -, o PIB vai ajudar a eleger a Dilma.

O PiG (*) não deu a menor bola para os estudos dos BRICs.

Claro, preferia que não incluísse o Brasil e se chamasse RICs, como alguns brasileiros (!!!) – chegaram a sugerir a O’Neill.

A “Goldman Sachs Global Investment Research” acaba de divulgar interessante estudo sobre “A Copa do Mundo e a Economia em 2014”.

Eles construíram um modelo que gera uma distribuição de resultados para cada um dos 64 jogos da Copa de 2014.

O modelo usa a história de todos os jogos internacionais de seleções – amistosos não valem – desde 1960.

O que gera 14 mil observações para “prever” resultados. 

E chega a interessante conclusão.

O Brasil vai ganhar a final da Argentina por 3 a 1.

Antes, derrota a Holanda por 3 a 1; o Uruguai por 3 a 1; e a Alemanha por 2 a 1.

O Brasil tem 48,5% de possibilidades de ganhar a Copa, e a Argentina, 14%.

A Alemanha, 11% e a Espanha, 10%.

A seleção que joga em casa começa com a vantagem de 0,4 gol.

O time da casa ganhou 30% das Copas e 50% das Copas foram para países de futebol forte – Brasil, Italia, Alemanha, Argentina, Uruguai, Espanha, França e Inglaterra.

A vantagem de jogar no próprio continente é muito grande: há 64% de possibilidades de um time latino-americano ganhar a Copa do Brasil.

O Goldman Sachs prevê também que a economia do país vencedor tende a se fortalecer.

O estudo mostra uma entrevista com Franz Beckenbauer, que ganhou a Copa como jogador em 1974, como técnico em 1990 e, quando jogava no Bayern de Munich venceu a Copa da Europa de 1974 a 1976.

- Quais as quatro seleções que chegarão à semi-final ?

- Brasil, Argentina, Espanha e Alemanha, disse Beckenbauer, que, como a Dilma, não vê  a Globo Overseas.

Qual a melhor seleção de todos os tempos ?

Yashin, Carlos Alberto, Bobby Moore, Maldini e Facchetti;
Bobby Charlton, Puskas e Cruyff;
Diego Maradona, Di Stefano e Pelé, “o melhor jogador de todos os tempos”.

Só falta o Beckenbauer nesse time …

Sorry, periferia.

Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Transcarioca inaugura nova fase para Dilma?

transcarioca
Tenho a impressão que Dilma entra, a partir de agora, numa nova fase. As grandes obras estão começando a ficar prontas. E isso faz toda a diferença, porque representa um golpe contra esse pessimismo militante que virou moda nos últimos tempos.
A inauguração da Transcarioca, por exemplo, que liga a Ilha do Governador e o Aeroporto do Galeão à Barra da Tijuca vai trazer um alívio incomensurável a todos os bairros por onde ela passa, e para o Rio de Janeiro, de maneira geral. São bairros de periferia, que ganharão visibilidade e mobilidade urbana. O choque econômico positivo nessas regiões deverá ser sentido rapidamente.
Todas as grandes obras iniciadas na era Lula começam a ganhar vida. A Copa do Mundo serviu apenas para gerar uma agenda. Como disse a presidenta, são obras para o Brasil, não para a Copa.
Parte da imprensa tenta pintar a próxima gestão como um tempo sombrio, durante o qual o governo terá de adotar medidas impopulares para ajustar a economia. Já eu acho que será o contrário. De 2015 a 2018, grandes obras de infra-estrutura estarão concluídas, dando uma importante injeção de produtividade e otimismo na economia brasileira. Hidrelétricas, aeroportos, portos, estradas, ferrovias, parques eólicos, pré-sal, refinarias, VLTs, a quantidade obras que deverão ser inauguradas a partir de agora até 2018 é impressionante.
Os tempos mais difíceis acontecem agora, em que o governo se vê fortemente pressionado pelo enorme volume de obras em andamento, muitas das quais transtornam a rotina da população.
Por isso, como eu ia dizendo, vejo a inauguração da Transcarioca, como símbolo de uma nova era, em que começamos a sair desse período difícil de gestação e nos aproximamos da hora do nascimento da criança.
Segundo o governo do estado, o BRT Transcarioca, inaugurado hoje, começará a funcionar em etapas. A partir de amanhã (2), os cariocas poderão usar o trecho entre o Bairro do Tanque, na zona oeste, e o Terminal Rodoviário Alvorada, na Barra da Tijuca. A partir de quarta-feira (4), será aberto o trecho até o aeroporto, com apenas algumas estações abertas. Gradualmente, outras estações serão abertas. No total, são 47 estações, que se distribuem por 39 quilômetros.
Estima-se que mais de 300 mil pessoas usarão o serviço diariamente.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Barbosa prepara as malas para o refúgio em Miami





Quer dizer que mandarim do STF , o Batman, vai desfrutar do ap que arrumou via paraíso fiscais ? Ainda conheci gente , lógico bicho não falaria uma merda desta, que  defende que ele o faça deste jeito pois , não fere a ética (?) . Bom , há muitas interpretações sobre o que seja , ética, principalmente vindo da classe mérdia extremo-direita-golpista, a mais corrupta deste Mundão ! Será sempre, um capitão do mato da casa grande !

 
: Amigos próximos confirmam que o presidente do Supremo, que anunciou sua aposentadoria ontem, está de malas prontas para passar uma temporada de alguns meses em Miami, na Flórida, onde tem um apartamento em um bairro nobre; ministro Joaquim Barbosa pretende ainda "submergir do noticiário do Brasil" enquanto estiver nos Estados Unidos, período de eleições no País e de ascensão do ministro Ricardo Lewandowski à presidência do STF

30 de Maio de 2014 às 17:32

247 - O presidente do Supremo está de malas prontas para passar uma temporada em Miami, onde tem um apartamento. É o que dizem amigos próximos, segundo a Coluna Esplanada, do jornalista Leandro Mazzini. De acordo com a notícia, o ministro Joaquim Barbosa, que anunciou ontem sua aposentadoria da corte, "pretende morar por alguns meses [na cidade americana] e submergir do noticiário do Brasil".
O apartamento, que fica num bairro nobre da cidade da Flórida, foi adquirido por Barbosa em junho de 2013 e gerou uma polêmica, pois foi feito por meio de uma offshore, a fim de que o ministro obtivesse benefícios fiscais. Por seguir carreira pública, ele não poderia ser proprietário de uma empresa com fins lucrativos (relembre o caso aqui).
Confira a nota da Coluna Esplanada:

Joaquim Barbosa de malas prontas para Miami
eleições
Com a anunciada aposentadoria no Supremo Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa, dizem amigos próximos, prepara sua mudança para Miami, onde pretende morar por alguns meses e submergir do noticiário do Brasil – em meio às eleições e à ascensão do desafeto ministro Ricardo Lewandowski à presidência da alta corte.
A saída de Barbosa está prevista para fim de junho. Barbosa comprou um apartamento quarto-e-sala de 50m² financiado, num bairro nobre da cidade da Flórida, conforme revelou a Coluna em junho de 2013.
A despeito da aquisição do imóvel, Barbosa, confirmara à época sua assessoria, pouco visitou a cidade e o apartamento. Numa das idas a Miami, em novembro do ano passado, envolveu-se num episódio constrangedor ao ser fotografado, a pedido de um fã, num bar da cidade americana. O admirador era o empresário Antonio Mahfuz, alvo de vários processos na justiça federal do Brasil (lembre aqui).
A foto circulou as redes sociais e foi usada por mensaleiros para atacá-lo. À ocasião, procurada pela Coluna, a assessoria do ministro informou que ele não tem como saber a ficha corrida de cada pessoa que o procura nas ruas.

Os órfãos de Joaquim Barbosa

Órfão da toga justiceira, Aécio Neves tenta vestir uma fantasia de justiceiro social, esgarçada pela estreiteza dos interesses que representa.

por: Saul Leblon
 
STF


Joaquim Barbosa deixa a cena política como um farrapo do personagem desfrutável que se ofereceu um dia ao conservadorismo brasileiro.

Na verdade, não era  mais funcional ter a legenda política associada a ele.

Sua permanência à frente do STF  tornara-se insustentável.

Vinte e quatro horas antes de comunicar a aposentadoria,  já era identificado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, como um fator de insegurança jurídica para o país.

A OAB o rechaçava.

O mundo jurídico manifestava constrangimento diante da incontinência autoritária.

A colérica desenvoltura com que transgredia  a fronteira que separa o sentimento de  vingança e ódio da ideia de justiça, inquietava os grandes nomes do Direito.

Havia um déspota sob a toga que presidia a Suprema Corte do país.

E ele não hesitava em implodir o alicerce da equidistância republicana que  confere à Justiça o consentimento legal,  a distingui-la dos linchamentos falangistas.

O obscurantismo vira ali, originalmente, o cavalo receptivo a um enxerto capaz de atalhar o acesso a um poder que sistematicamente lhe fora negado pelas urnas.
Barbosa retribuía a ração de holofotes e bajulações mercadejando ações cuidadosamente dirigidas ao desfrute da propaganda conservadora.

Na indisfarçada  perseguição a José Dirceu, atropelou decisão de seus pares pondo em risco  um sistema prisional em que 77 mil sentenciados desfrutam o mesmo semiaberto subtraído ao ex-ministro.

Desde o início do julgamento da AP 470  deixaria  nítido o propósito de atropelar o rito, as provas e os autos, em sintonia escabrosa com a sofreguidão midiática.

Seu desabusado comportamento exalava o enfado de quem já havia sentenciado os réus  à revelia dos autos, como se viu depois,  sendo-lhe  maçante e ostensivamente desagradável submeter-se aos procedimentos do Estado de Direito.

O artificioso recurso do domínio do fato, evocado como uma autorização para condenar sem provas, sintetizou a marca nodosa de sua relatoria.

A expedição de mandatos de prisão no dia da República, e no afogadilho de servir à grade da TV Globo,  atestaria a natureza viciosa de todo o enredo.

A exceção inscrita no julgamento reafirmava-se na execução despótica de sentenças sob o comando atrabiliário de quem não hesitaria em colocar vidas em risco.

O  que contava era  servir-se da lei. E não servir à lei.

A mídia isenta esponjava-se entre o incentivo e a cumplicidade.

Em nome de um igualitarismo descendente que, finalmente, nivelaria pobres e ricos no sistema prisional,  inoculava na opinião pública o vírus da renúncia à civilização em nome da convergência pela barbárie.

A aposentadoria de Barbosa não apaga essa nódoa.

Ela continuará a manchar o Estado de Direito enquanto não for reparado o arbítrio a que tem sido submetidas lideranças da esquerda brasileira, punidas não pelo endosso, admitido, e reprovável, à prática do caixa 2 eleitoral.

Igual e precedente infração cometida pelo PSDB, e relegada pela toga biliosa, escancara o prioritário sentido da AP 470:   gerar troféus de caça a serem execrados em trunfo no palanque conservador.

A liquefação jurídica e moral de  Joaquim Barbosa nos últimos meses tornou essa estratégia anacrônica e perigosa.

A toga biliosa assumiu, crescentemente, contornos de um coronel Kurtz, o personagem de Marlon Brando, em Apocalypse Now, que se desgarrou do exército americano no Vietnã para criar  a sua própria guerra dentro da guerra.

Na guerra pelo poder, Barbosa lutava a batalha do dia anterior.

Cada vez mais, a disputa eleitoral em curso no país é ditada pelas escolhas que a  transição do desenvolvimento impõe à economia, à sociedade e à democracia.

A luta se dá em campo aberto.

Arrocho ou democracia social desenham  uma encruzilhada de nitidez crescente aos olhos da população.

A demonização do ‘petismo’ não é mais suficiente para sustentar os  interesses conservadores na travessia de ciclo que se anuncia.

Aécio Neves corre contra o tempo para recadastrar seu  apelo no vazio deixado pela esgotamento da judicialização da política.

Enfrenta dificuldades.

Não faz um mês, os centuriões do arrocho fiscal que o assessoram –e a mídia que os repercute--  saíram de faca na boca após o discurso da Presidenta Dilma, na véspera do 1º de Maio.

Criticavam acidamente o reajuste de 10%  aplicado ao benefício do Bolsa Família.

No dia seguinte, numa feira de gado em Uberaba, MG, o tucano ‘não quis assumir o compromisso de aumentar os repasses, caso seja eleito’, noticiou a Folha de SP (02-05).

‘De mim, você jamais ouvirá uma irresponsabilidade de eu assumir qualquer compromisso antes de conhecer os números, antes de reconhecer a realidade do caixa do governo federal", afirmou Aécio à Folha, na tarde daquela sexta-feira.

Vinte e seis dias depois, o mesmo personagem, algo maleável, digamos assim, fez aprovar, nesta 3ª feira,  na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, uma medida que exclui limites de renda e tempo para a permanência de famílias pobres no programa (leia a reportagem de Najla Passos; nesta pág)

A proposta implica dispêndio adicional que o presidenciável recusava assumir há três semanas.

Que lógica, afinal, move as relações do candidato com o Bolsa Família?

A mesma de seu partido, cuja trajetória naufragou na dificuldade histórica do conservadorismo em lidar com a questão social no país.

Órfão da toga justiceira, Aécio Neves tenta vestir uma inverossímil fantasia de justiceiro social, desde logo esgarçada pela estreiteza dos interesses que representa.

 A farsa corre o risco de evidenciar seus limites  tão rapidamente quanto a anterior.

A ver.

Saída de Barbosa debilita oposição midiática em ano eleitoral



São variadas e sobremaneira importantes as implicações políticas resultantes da recém-anunciada renúncia do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aos 11 anos que lhe restam de mandato como ministro daquela Corte. E, mais do que isso, aos seis meses que lhe restam como seu presidente.
Em primeiro lugar, a mídia, o PSDB, o DEM, o PPS, o PSB e o PSOL perdem uma verdadeira fábrica de factoides políticos contra o PT; por outro lado, o PT e o governo Dilma se livram daquele que proveu seus adversários com a manutenção do mensalão nas manchetes e que liderou a bancada oposicionista na Suprema Corte de Justiça.
Em segundo lugar, cai a principal barreira à investigação de fatos nebulosos envolvendo a Ação Penal 470, como no caso do inquérito 2474, que, durante anos, Barbosa manteve em segredo de Justiça.
Apelidado de “gavetão”, o inquérito 2474 correu paralelamente ao inquérito 2245, que deu origem à ação penal do mensalão. Barbosa manteve engavetados os 100 volumes do 2474, que contém documentos que poderiam ter inocentado parte dos réus do mensalão. Vários investigados pelo 2474 pediram acesso ao inquérito para elaborarem suas defesas, mas Barbosa sempre negou, contrariando normas do próprio STF.
Em terceiro lugar, os políticos condenados pelo julgamento do mensalão – com destaque para José Dirceu e José Genoíno, os alvos 1 e 2 de Barbosa e seus aliados políticos de oposição ao governo Dilma – deixam de ter um carcereiro que, desde o fim do ano passado, dedica-se a torturá-los, buscando, de todas as formas, endurecer suas penas, negando-lhes direitos e provendo a mídia com elementos para fustigá-los dentro da prisão.
Com a saída de Barbosa, deve se tornar inócua a resolução 514 – de autoria do presidente do STF –, que, pela primeira vez na história, delegou àquela Corte a execução penal de condenados pela Justiça. Com isso, Dirceu, Genoíno e Delúbio Soares devem conseguir direitos que lhes estavam sendo negados, como o de trabalharem fora da prisão, em consonância com o regime semiaberto.
Em quarto lugar, o STF passa a ter um presidente que deixará de ser um estafeta de partidos políticos e que deixará de usar o principal poder desse cargo – o poder de estabelecer a pauta da Corte – para favorecer aliados e prejudicar desafetos; Ricardo Lewandowski assumirá já cargo que só deveria assumir em novembro.
Em quinto lugar, a presidente Dilma Rousseff poderá – espera-se – nomear mais um ministro do STF que dissentirá do grupo político, antes majoritário, que permitiu à Corte transformar-se em marionete da mídia e da oposição. Com essa nomeação, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello – o núcleo duro do tucanato no STF – ficarão em débil minoria.
Em sexto lugar, com um STF tão diferente, torna-se bastante provável que o julgamento do mensalão possa ser revisto no que diz respeito ao núcleo político inventado por Barbosa para que pudesse se converter no primeiro pop star do Judiciário em mais de um século de vida republicana.
As chances de uma revisão criminal para os réus do núcleo político aumentaram muito.
Visando exclusivamente seus interesses políticos, Barbosa deixou a oposição e a mídia com a brocha na mão em pleno ano eleitoral. Impérios de mídia, partidos de centro-direita e de extrema-esquerda deixaram de ter uma verdadeira arma eleitoral que, ao longo da campanha eleitoral, iria prover-lhes seguidos factoides para serem usados na propaganda política.
Para concluir esta análise, pode-se dizer que as eleições deste ano serão bem diferentes do que poderiam ser se a Presidência do STF continuasse nas mãos de um ególatra que se dispôs ao papel de capanga de partidos políticos e de impérios de mídia.
Pode-se dizer, portanto, que Barbosa traiu àqueles que o ajudaram a construir a imagem que certamente usará na previsível carreira política que abraçará. Não parece demais dizer que traiu seus aliados políticos. É o que dá apostar alto em aventureiros, pois traição é a principal característica desse tipo de gente.

Brasil guardou duas Copas para juro e investiu mais duas, até abril. FH vendeu a Vale por 1/2…

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Se a gente considerar os gastos do Governo Federal com a Copa do Mundo – mesmo somando o que foi aplicado em obras de mobilidade urbana que tem bem pouco a ver, senão a oportunidade, com os jogos de futebol e os financiamentos do BNDES para os construtores dos estádios, que voltarão ao cofres do Banco – tem-se, segundo a Folha, R$ 13,1 bilhões
O jornal mostrou que, mesmo juntando estados e municípios e gastos privados na conta,  para chegar a R$ 25,8 bilhões, não daria para um mês dos gastos públicos com educação.
Mas alguns argumentaram que isso inclui pessoal, encargos e outros gastos de custeio, que não são, como aqueles, investimentos novos.
Muito bem.
Então fui comparar aos investimentos.
Até abril, segundo dados apresentados hoje pelo Tesouro Nacional, os programas de investimento federais desembolsaram, desde janeiro, R$ 27,4 bilhões, com destaque para o PAC (R$ 19, 9 bilhões) e o Minha Casa, Minha Vida.
Mais de duas Copas, ao longo de sete anos, portanto, apenas como investimento, obras, sem contar salários e outros gastos de custeio, em apenas quatro meses.
Se somarmos as outras despesas de custeio, o dispêndio com a Saúde, sem contar o transferido para Estados, só em março e abril ( R $ 7,05 bi e R$  6, 85 bi) é outra Copa.
Se a isso somarmos o que se destina à saúde pela renúncia fiscal federal em favor de planos de saúde e despesas médicas, só em 2011 (hoje certamente será bem mais), que somou R$ 15,8 bi, dá mais outra Copa ainda, com sobras.
Haja Copa!
Mas é possível fazer outra conta, também, esta bem triste.
É que de janeiro a abril acumulamos um superavit primário de R$ 29, 7 bilhões, mais de duas Copas.
É dinheiro que deixamos de gastar em saúde, educação, estradas, portos. E que não vai nem deixar estádios ou metrô, linhas expressas e outras obras “da Copa”.
Vai para a turma da “bufunfa” padrão Fifa, na forma de juros e encargos da dívida brasileira.
O olha que isso não chega para cobrir nem a metade dos cerca de R$ 80 bilhões que o país pagou de juros, quase seis Copas.
Mas essa despesa é boa, bonita e agradável ao poder econômico e à mídia, deus os livre de fazerem tal comparação.
Daqui a pouco vai aparecer um inconveniente dizendo que, nos sete anos de preparação para a Copa, o dinheiro que ganharam com juros daria para construir algo como mil e quinhentos estádios de R$ 1 bilhão cada!

A única comparação que não dá para fazer é quantas Copas daria para fazer com o dinheiro pelo qual Fernando Henrique vndeu a Vale, maior empresa de minério de ferro do mundo.
É que foram só US$ 3 bilhões, ou R$ 6,4 bilhões em dinheiro ao câmbio de hoje.
Não dá meia Copa sequer.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Padrão FIFA? Privataria, lavagem de dinheiro e propinodutos


Padrão FIFA = Máfia

Se tivesse ‘padrão Fifa’, o Brasil seria muito pior

Mário Magalhães 27/05/2014 06:50, em seu blog

A palavra de ordem se disseminou com intenção generosa: o Brasil padrão Fifa seria melhor.
No Google, aparecem 460 mil registros quando se digita “padrão Fifa” entre aspas.
Os serviços públicos, a começar por educação e saúde, teriam mais qualidade, se mimetizassem o alto nível da dona do futebol  – é a ladainha que ouvimos desde junho de 2013.
Com o perdão dos que adotaram a divisa, eu acho que o padrão Fifa é uma balela ou significa o avesso do lugar-comum que se fixou no imaginário nacional.
O país seria muitíssimo pior caso se espelhasse nos valores, métodos e obra de Sepp Blatter e seus bons companheiros.
Na saúde, o padrão Fifa seria o contrário de cuidar da vida dos brasileiros, o que se faz (ou deveria ser feito) com bons hospitais e pronto-socorros, profissionais qualificados e bem remunerados, prevenção acurada, saneamento para todos, alimentação decente e outras providências.
Seria o contrário porque a Fifa secundariza a saúde dos jogadores de futebol e prioriza o caixa.
Na Copa de 94, a entidade, ainda conduzida por João Havelange, impôs jogos ao meio-dia no escaldante verão californiano.
Já na gestão de Joseph Blatter, entregou de modo suspeito o Mundial de 2022 ao Catar, onde o calor torturante ataca na época do ano que a tradição reserva ao torneio.
Isso é se preocupar com a saúde?
A educação inspirada no padrão Fifa não seria dos sonhos, e sim o oposto.
Ao abordar o racismo, em vez de ensinar a repulsa, os professores pregariam tolerância com a segregação.
Por todo o planeta, acumulam-se episódios de preconceito. Em vez de punir as agremiações que acolhem torcedores racistas, a Fifa somente obriga seleções a entrarem em campo com faixas cujos dizeres, embora justos, estão longe de proporcionar o efeito de castigos exemplares.
E as lições de democracia?
O que há de se aprender com a política elitista de preços escorchantes dos ingressos?
Mesmo dentro das ditas arenas, camarotes chiquérrimos documentam e celebram a desigualdade obscena.
Uma federação que interdita a alternância de governo e eterniza seus capi sugere democracia? Por mais de 20 anos, Havelange não largou o osso. Seu sucessor mantém idêntico apetite.
De acordo com o padrão Fifa, ditaduras não são ruins e ditadores são todos boa gente, desde que se prestem aos propósitos dos poderosos chefões encastelados na Suíça. Já havia sido assim na Copa de 78, na Argentina do genocida Videla, e continua hoje, quando os tiranos mais sinistros são bem-vindos na entidade.
O que a Fifa diria sobre controle rigoroso de negócios em geral e operações financeiras em particular?
Dificilmente apresentaria como case o esquema que resultou na escolha do Catar.
Muito menos o que permite que amigos da cartolagem lucrem com ingressos da Copa, fazendo decolar a preços ainda mais exorbitantes pacotes que já são para poucos.
É essa a gestão que queremos como padrão?
O padrão Fifa subverte o ensinamento franciscano do “é dando que se recebe”, a considerar tantas denúncias de propinas.
O que o padrão Fifa propõe para quem é flagrado em impedimento, senão a impunidade? Que punição houve para Havelange e Ricardo Teixeira?
É essa a Justiça ideal, o padrão Fifa de combate à corrupção?
Em que o Brasil prosperaria se imitasse o comportamento do secretário-geral Jérôme Valcke?
Ele é o mesmo executivo que embolsou, na condição de lobista, dinheiro da candidatura brasileira ao Mundial e mais tarde, na pele de cartola, sugeriu um pontapé no nosso traseiro.
Do seu papel no lobby só se soube graças a furo do repórter Sérgio Rangel.
Almejamos a transparência padrão Fifa, que escondia o frila do francês?
Em matéria de inovação e evolução, será que o caminho é o da Fifa, que resiste até ao controle eletrônico para saber se a bola entrou no gol?
De todas as expressões do farisaísmo do padrão Fifa, duas se destacam.
A primeira, quando a entidade fala em legado disso e daquilo para o Brasil. Ela está interessada em multiplicar sua fortuna. E só.
E quando alardeia sua devoção pelo futebol. A Fifa mercantilizou a níveis jamais vistos a mais genuína paixão dos brasileiros. Apropriou-se até de nomes consagrados, como “Copa do Mundo”.
Por sorte, pelo menos isso não conseguiram nos roubar, a paixão que constitui a essência do futebol.
A despeito de todas as mazelas que vigoram no país que figura entre os campeões da desigualdade, o Brasil no padrão Fifa seria ainda mais egoísta, hipócrita, inescrupuloso, obscuro e desigual.
Padrão Fifa é exigir do outro o que não se faz — faça o que eu digo, e não o que eu faço.
A Fifa já nos fez muito mal. Fará mais ainda se o seu famigerado padrão se tornar o nosso modelo.

Leia também:

O primeiro capítulo de O Lado Sujo do Futebol

A bolada dos tucanos para comprar o PMDB mineiro virou gol contra

VAMOS

Embora sem o destaque merecido na imprensa – afinal é a acusação direta de um deputado federal sobre outro parlamentar e confirmada – a “bolada” de R$ 20 milhões oferecida pelo presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana, ao presidente do PMDB local, Antonio Andrade é mais uma destas hipocrisias do Brasil.
Para quem quiser pensar além do udenismo de dizer que é só  - e é, sim – um escândalo, vai ficar por aí, abafada nas notinhas de jornal.
Só vai virar manchete se envolver alguém do PT, como aconteceu e todos sabem.
Mesmo assim, registre-se, a Folha publicou e o assunto saiu das montanhas de Minas.
A hipocrisia é que isso é fruto de dois males que a imprensa defende com unhas e dentes.
O financiamento privado de campanhas e a coligações em eleições proporcionais, como as de deputado.
Elas, juntas, são a grande fonte de dinheiro do “mercado eleitoral”.
O segundo capítulo da hipocrisia é  tratar o assunto como se  o chefe supremo do PSDB mineiro sai desta história como se não tivesse nada com isso.
É possível que as negociações no seu estado, centro da sua campanha, a Minas que Aécio Neves considera seu “curral eleitoral” se dêem sem o seu conhecimento?
Mas Aécio nunca tem nada a ver com nada.
Já foi assim com o “mensalão” de Eduardo Azeredo, jogado ao rio como “boi de piranha”.
Agora, Pestana, que pretendia a vaga que ficou com Pimenta da Veiga.
O “vamos conversar” em Minas já foi mais silencioso.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A turma da bufunfa confessa que “seca” o Brasil na Copa

secandoacopa

Para vocês verem o absurdo que é o “mercado”  brasileiro.
A revista Exame, da abril, diz que “Vitória do Brasil na Copa representa risco para ações“.
E publica uma extraordinária entrevista com um destes “tigres de papel” de Bolsa , Luiz Carvalho.
Ele vive um drama de consciência.
Assume que é   extremamente tentador torcer contra o Brasil na Copa.
“Uma derrota da seleção pentacampeã de futebol no campeonato seria um golpe para a campanha de reeleição da presidente  Dilma Rousseff”  disse Carvalho.
“Se tivermos um desempenho ruim na Copa do mundo, haverá maiores chances de ter um novo presidente”, segundo o  sócio-gerente da Tree Capital LLC, com sede em Nova York.
E um novo governo que  seria  mais amigável com os investidores.
“Tudo o que é ruim para a Dilma é bom para o mercado”.
As  pesquisas menos favoráveis a Dilma, diz a revista, fizeram as ações brasileiras registrar “os melhores retornos do mundo em termos de dólares desde meados de março”
Claro que, apesar de todas as declarações, ele e outros gerentes da especulação dizem que não vão torcer contra o Brasil.
Não sejam modestos, meninos, não é só na Copa que vocês torcem sempre contra o Brasil.

PS. Acabo de ver que a turma do “bufunfão”, que é menos tolinha que a nossa aqui, acha o contrário. O Estadão revela que “a previsão de dois grandes bancos internacionais: o norte-americano Goldman Sachs e o italiano UniCredit” é a de que o Brasil será o campeão, enfrentando a Argentina na final.

O emprego e a urna

 O avanço da extrema direita numa Europa com 26 milhões de desempregados mostra o quanto é perigosa a agenda que pretende replicar aqui o arrocho praticado lá.

por: Saul Leblon
Arquivo


  
Berço do Renascimento e das ideias libertárias, a Europa se transformou em um enorme depósito de desempregados.

Vinte e seis milhões de trabalhadores foram cuspidos do mercado de trabalho pelo arrocho neoliberal que se arrasta por seis anos.

Vinte e cinco por cento dos eleitores do continente responderam à desordem dando seus votos às ideias xenófobas, de extrema direita, eurocéticas e fascistas nas eleições deste domingo, na renovação do parlamento  europeu.

O conservadorismo brasileiro faz olhar de paisagem.

A mídia trata o terremoto como um sismo em terras distantes.

Um assunto estranho a sua pauta.

Não é.

Os interesses que modularam o funeral do Estado Social europeu nas últimas décadas, e jogaram a pá de cal  nesta crise,  estão mais do que nunca atuantes na disputa presidencial em curso no Brasil.

O palanque conservador nomeia o arrocho fiscal, de consequências sabidas, como a principal alavanca corretiva para os gargalos da economia brasileira.

Trata-se de recuar o Estado para o mercado agir e a sociedade prosperar.

É a ‘contração expansiva’.

Bordão do discurso ortodoxo, ela resultou no estado de sítio econômico imposto à Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda etc

A semeadura foi colhida nas urnas de domingo.

A  extrema direita capturou um em cada quatro votos depositados nas urnas.

Seu lema remete à legenda  dos salvadores da pátria dos anos 30.

Suásticas de ilustrativa rigidez prometiam então substituir a desordem econômica  alarmante por uma ordem policial atuante.

Nenhuma outra dimensão da luta política condensa de forma tão significativa o conflito de interesses subjacente às eleições brasileiras de 2014 quanto a pergunta:

- Que futuro os candidatos reservam ao  emprego no país? (leia a arguta análise Wanderley Guilherme dos Santos; nesta pág) .

A economia brasileira terá que  criar 6,7 milhões de vagas nos próximos cinco anos. Pouco mais de 1,2 milhão por ano,  para responder ao aumento da população economicamente ativa.

O cálculo é da Organização Internacional do Trabalho, a OIT.

No ciclo de governos do PT (de 2003 a 2013), o Brasil criou cerca de 15,8 milhões de empregos.

Os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso deixaram  um saldo  de apenas  800 mil vagas na economia.

Assim: um corte de milhão de vagas no primeiro mandato e um acréscimo de 1,8 milhão de empregos nos quatro anos seguintes.

A  criação média de empregos no Brasil sob a presidência do PSDB, portanto,  foi de 100 mil postos por ano.

No ciclo de governos progressistas (2003/2013)  foi de 1,5 milhão/ano.

Ao mês, o PT gerou mais vagas do que cada ano de mandato tucano.

As condições econômicas foram distintas, pode-se argumentar.

Sem dúvida.

Assim como é forçoso recordar:  desde 2007/2008 o mundo mergulhou na maior crise do capitalismo dos últimos 80 anos.

O que teria sido do país se os sábios banqueiros do PSDB estivessem no comando da economia então?

Não estavam e  11 milhões de empregos foram criados no período: quase 1,6 milhão de vagas por ano.

Ignorar a lógica econômica que condicionou o resultado das eleições europeias é perturbador.

Os mercados festejaram.

As bolsas europeias subiram com força na segunda-feira e nesta terça, enquanto os números consolidados dimensionavam os talhos no futuro da democracia.

A Frente Nacional (FN), de extrema direita, passará a dispor de 24 cadeiras parlamentares, tendo alcançado cerca de 25% dos votos na França – 18 pontos acima do último pleito (leia a análise de Eduardo Febbro, de Paris; nesta pág.).

Na Inglaterra, o direitista Partido da Independência se tornou a  bancada mais forte, ultrapassando o Partido Trabalhista de David Cameron (leia a análise de Marcelo Justo, de Londres; nesta pág.)

Na Áustria, o Partido da Liberdade (FPÖ) conquistou 20,5% dos votos em todo o país.

Nos  países escandinavos, as propostas da extrema direita abriram espaços inéditos  no Parlamento de Estrasburgo, no qual 140 dos 751 assentos serão ocupados por deputados para os quais o ideário chauvinista e antissemita não é estranho.

O coletivo dos professores banqueiros do PSDB --e seu ativo retransmissor midiático-- está longe de endossar o nacionalismo de  uma Europa machucada pelo alto preço da subordinação a uma moeda manejada em benefício de Berlim,  Bruxelas e da alta finança.

Mas as ideias econômicas que alimentam seus candidatos formam costelas do mesmo espinhaço a partir do qual ganharam vida própria os Le Pen, o Aurora Dourada, os Nigel Farage e assemelhados.

A saber:

a) o país vive uma pressão inflacionária decorrente do excesso de demanda;

b) este deriva do abusivo aumento do poder de compra dos trabalhadores, puxado pelo reajuste real de 60% do salário mínimo nos governos Lula/Dilma;

c) a renda das famílias cresce ininterruptamente há mais de 4 anos ;

d) sustenta o insustentável: a expansão da demanda interna --atendida, em mais de 20%, no caso de manufaturados, pelas importações;

e) a solução para o estresse macroeconômico, somatizado em alta de preços, passa por um tratamento de choque: alta dos juros, arrocho fiscal do Estado, desemprego e  achatamento salarial.

A mídia cuida de dar a esse receituário um sentido de urgência, travestido na narrativa diuturna de um país aos cacos.

Ingredientes objetivos evocados no confronto político de uma época muitas vezes são idênticos dos dois lados da disputa.

O que distingue as margens do rio é menos a sua composição e mais a natureza determinante que se atribui a cada um dos  elementos.

Resistir passa por identificar politicamente os fatores que podem diferenciar a qualidade social da transição para um novo ciclo.

Hoje, por exemplo:

- a inflação reflete pressões conjunturais de safra, mas também outras que vieram para ficar, decorrentes de uma mudança estrutural na economia;

- o setor de serviços (telefonia, saúde, energia, bancos etc.), que teve gordas fatias capturadas pelo capital estrangeiro (leia neste blog ‘Um tabu que sangra o Brasil’)  elevou sua participação no PIB, de 63% para 68,5% nos últimos oito anos;

- a inflação dos serviços tem crescido acima de 8% ao mês (dois ou três pontos acima da média);

- combate-se isso com mais oferta, fiscalização e, sobretudo, regras de reinvestimento;

- nenhuma ‘abertura comercial’ do tipo ‘deixai o mercado agir por conta própria’ vai resolver: serviços são de difícil importação;

- tampouco a alta dos juros supera o impasse; na verdade, apenas agravará seu outro polo : o enfraquecimento do setor industrial;

- o recuo da industrialização vem de longe: em 1985 o setor fabril produzia 27% da riqueza agregada ao PIB brasileiro; em 1996  a fatia retrocederia oito pontos e mais quatro  agora, situando-se em 14%;

- a desindustrialização pesada do ciclo tucano foi impulsionada justamente pela panaceia  livre mercadista que se pretende reeditar:  privatizações, câmbio desfavorável, juro alto e abertura comercial suicida.

Os governos do PT agiram sobre essa lógica parcialmente. E de forma  lenta.

Manteve-se até 2008 a dupla turbina do juro alto e câmbio valorizado.

A política econômica dos últimos anos, no entanto, introduziu um redefinidor potente na equação.

Ele dificulta sobremaneira a aplicação da vacina ortodoxa novamente.

Os programas sociais, o salário recomposto e a forte geração de emprego  elevaram o mercado de massa à inédita condição de ator principal do enredo econômico brasileiro.

A centralidade desse novo protagonista vincula o ajuste preconizado pelo conservadorismo  a uma taxa de desemprego de teor inflamável equivalente à produzida pela troika na UE.

Tampouco, porém, a nova escala social cabe no figurino  da infraestrutura e da logística existente.

Estudos de organismos do Banco Mundial, citados pelo jornal Valor esta semana, indicam que o estoque de infraestrutura existente no país equivale a 16% do PIB.

A média nos países desenvolvidos é de 71% do PIB.

O novo mercado de massa reúne  53% da população, que nos últimos 12 anos elevou, por exemplo, em 182% o número de passageiros nos aviões e fez crescer em 182,5% o trânsito nas rodovias.

Como superar esse descompasso no menor prazo de tempo possível é a pergunta que grita na equação política brasileira, sendo cada vez mais audível nas ruas.

O conservadorismo quer resolver o impasse cortando o mal pela raiz.

Devolvendo a pasta de dente ao tubo do desemprego e do arrocho saneador.

Foi a solução endossada pela socialdemocracia  europeia com as consequências contabilizadas no último domingo.

Cabe ao campo progressista brasileiro aprofundar a lógica oposta,  abraçada pela esquerda que emerge das cinzas da rendição socialdemocrata.

Ou seja, dar ao novo protagonista social o espaço democrático necessário para renovar a  correlação de forças do  desenvolvimento brasileiro.

A eleição de outubro deve servir a esse credenciamento.

O resto é arrocho.