Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lula ao vivo, hoje às 21 h (horário de Brasília)

Mesmo incomodando muita gente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai receber mais uma condecoração.
É o prêmio World Food Prize, pelo reconhecimento aos esforços do seu governo no combate à fome e à pobreza no Brasil.
Convidamos a todos para assistir a cerimônia de entrega do prêmio, que vai acontecer hoje à noite na capital de Iowa (EUA) e será transmitida pelo site http://www.icidadania.org/ao-vivo/
A cerimônia de premiação começa às 21h (horário de Brasília) desta quinta-feira, 13 de outubro.
Além disso, Lula fará uma conferência que será às 11h de sexta-feira, 14 de outubro, também com transmissão pelo site http://www.icidadania.org/ao-vivo/

Piguento em guerra

“Bolsa Esmola” reduz o índice de crianças fora da escola. Que horror!!!

 
Na foto, o "Bolsa Esmola" que o PIG (*) gosta de criticar
Bolsa Família reduz em 36% índice de crianças fora da escola


Na coluna Conversa com a Presidenta, publicada na terça-feira (11), a presidente Dilma Roussef anunciou que, segundo dados do Ministério da Educação (Mec), o índice de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos fora da escola diminuiu 36% por causa do Bolsa Família. A presidente descartou a possibilidade do benefício contribuir para o aumento da taxa de natalidade no país.


Em resposta ao advogado Josué do Espírito Santo Ribeiro, de Salvador (BA), Dilma Roussef disse que “é difícil imaginar que uma família decida ter mais filhos apenas porque terá um acréscimo de R$ 32,00 mensais no seu orçamento”.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

AS RAZÕES DO MOVIMENTO

O movimento de protesto nos Estados Unidos teve ontem um dia diferente em Nova Iorque: piquetes de centenas de pessoas se manifestaram às portas de cinco dos maiores milionários de Manhattan, começando pela casa de Rupert Murdoch. Outras residências visitadas foram as dos banqueiros John Paulson, Jamie Dimon, David Koch, e Howard Millstein – todos eles envolvidos nos grandes escândalos de Wall Street, e socorridos por Bush. Os lemas foram os mesmos: que tratassem de devolver o que haviam retirado da economia popular.
A polícia limitou-se a conter, com barreiras, os manifestantes. Mas a mesma coisa não ocorreu em Boston. A polícia municipal atuou com extrema violência durante a madrugada de ontem, atacando, com porretes, dezenas de manifestantes e ferindo dois veteranos de guerra, um deles, de 74 anos, ex-combatente no Vietnã. O “Occupy Together” atingiu mais de 1.200 cidades norte-americanas, em preparação para as grandes concentrações nacionais no próximo sábado, dia 15.
Conforme o jornalista americano David Graeber, em incisivo artigo publicado pelo The Guardian, os jovens, e também homens maduros, vão às ruas nos Estados Unidos em busca de empregos, de boa educação, de paz, é certo, mas querem muito mais do que isso. Eles contestam um sistema que deixou de servir aos homens, para servir apenas aos banqueiros e a um capitalismo anacrônico. “Para que serve o capitalismo?”, é uma de suas perguntas. Eles contestam um sistema baseado no consumo supérfluo de uns fundado na negação das necessidades básicas de 99% da população de seu país. Descobriram que o seu futuro, os seus sonhos, o seu destino e a sua vida foram roubados pelo sistema que deixou de ser democrático.
Os neoliberais no mundo inteiro fazem de conta que esses protestos nada significam, e muitos deles continuam sem perceber o que está ocorrendo. Tem sido sempre assim na História. Na noite de 4 de agosto de 1789, quando, a Assembléia revolucionária da França aboliu os privilégios feudais da nobreza, Luis 16, que seria guilhotinado menos de três anos depois, escreveu em seu diário: hoje, nada de novo. Como bem registrou Paul Krugman, em seu artigo no New York Times, os manifestantes não são extremistas: os verdadeiros extremistas são os oligarcas, que não querem que se conheçam as fontes de sua riqueza.
Não percebem os políticos o processo revolucionário em marcha que, de uma forma ou de outra, atingirá todos os países do mundo. Ao globalizar-se, pela imposição do sistema financeiro, a economia, globalizou-se a reação dos povos ao sistema totalitário e criminoso. Seria a hora de um entendimento entre os estadistas do mundo, a fim de chamar os especuladores à razão e colocar o Estado ao serviço da justiça, retornando-o à sua natureza original. Na Europa e nos Estados Unidos o que se vê é o Estado socorrendo os banqueiros fraudulentos, e os ricos insistindo na receita neoliberal clássica, de ajustes fiscais, de redução dos serviços sociais, do arrocho salarial e da demissão sumária de imensos contingentes de trabalhadores, a fim de garantir o lucro dos especuladores.
Nos anos oitenta, os paises emergentes de hoje, entre eles o Brasil, estavam atolados em uma dívida internacional marota, gerada pela necessidade de rolar os bilhões de eurodólares, e não dispunham de recursos. Mme Thatcher disse que o Brasil teria que vender as suas terras e florestas, a fim de pagar o que devia. Hoje, trinta anos depois, a Grécia está vendendo tudo o que pode, até mesmo monumentos históricos, enquanto parcelas de seu povo começam a passar fome.
Quando os africanos morrem de fome e de epidemias, como voltaram a morrer agora, não há problema. Para os brancos, europeus ou americanos, é alguma coisa que não lhes diz respeito. A África não é outro continente: é outro mundo. Mas, neste momento, são brancos, de cabelos louros e olhos azuis, como os manifestantes de Boston – jóia da velha aristocracia da Nova Inglaterra – que vão às ruas e são espancados pela polícia. A revolução, como os próprios manifestantes denominam seu movimento pacífico, está em marcha.
Há é certo, algumas providências na Europa, como a estatização do banco belga Dexie, mas se trata de um paliativo, quando Trichet, o presidente do Banco Central Europeu recomenda injetar mais dinheiro no sistema financeiro privado. Mais astuto, o governo da China reforçou a presença estatal no sistema financeiro, aumentando a sua participação nos bancos de que é acionista majoritário.
E o mundo se move também na política. Abbas - o presidente da Autoridade Nacional Palestina, que luta pelo reconhecimento pela ONU de seu Estado nacional - em hábil iniciativa, esteve anteontem e ontem em Bogotá. Ele fez a viagem a Colômbia, sabendo que dificilmente o apoiariam: o país hospeda bases militares americanas e, ontem mesmo, um comitê do Senado, em Washington, aprovou o Tratado de Livre Comércio entre os dois países. Assim, o presidente Juan Manuel Santos limitou-se a declarações protocolares de apoio à paz no Oriente Médio, o que não impedirá a caminhada da História.

Americano e judeu pensam que o resto do mundo é composto de idiotas




Pois quem acredita nessa história de complô contra o embaixador saudita em Waschington... logo na capital americana?

Será que esses judeus americanos e a Hillary acham que o mundo é composto de idiotas?

Por que o governo iraniano iria escolher o embaixador saudita nos EUA e não em um outro país menos visado?



EUA querem novas sanções ao Irã após suposto complô

Alessandra Corrêa

Da BBC Brasil em Washington

Os Estados Unidos indicaram que pressionarão a comunidade internacional para que sejam impostas novas sanções ao país, após a revelação de um suposto plano iraniano para assassinar o embaixador saudita em Washington.

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, pediu que seja enviada "uma mensagem bastante dura" a Teerã e disse que o governo estava preparando novas sanções contra o país.

Leia mais sobre a farsa aqui
via Brasil Mostra Tua Cara

Demissão na Siemens apavora tucanos

Por Altamiro Borges

Sem manchetes nos jornalões ou estardalhaço da TV, a mídia demotucana noticia hoje que a multinacional alemã Siemens demitiu Adilson Primo, que desde 2001 era o presidente-executivo da sua subsidiaria brasileira. Segundo a lacônica nota da empresa, “por meio de investigação interna, foi descoberta uma grave contravenção das diretivas da Siemens na sede nacional”.


O Valor informa que “a demissão foi resultado de extensa investigação por suspeita de desvio de dinheiro, de aproximadamente € 6,5 milhões”. Já a Folha observa que “Primo teria feito as retiradas indevidas antes de 2007, quando estourou o maior escândalo de propina da história da multinacional”. A mídia demotucana só não enfatiza que o Brasil estava metido neste gigantesco caso de corrupção.

Bilionário negócios com o Metrô

Na época do escândalo, a imprensa mundial especulou que o dinheiro desviado da multinacional teria servido para corromper autoridades de diversos países, incluindo o Brasil. A demissão sumária do executivo confirma a suspeita e deve apavorar os tucanos. Afinal, Adilson Primo negociou bilionários contratos da Siemens com o governo de São Paulo, principalmente nas obras do Metrô.

Durante dez anos, o executivo agora demitido comandou a empresa com receitas de mais de R$ 4 bilhões ao ano no Brasil e com atuação em diversos setores, como equipamentos do setor elétrico, automação industrial, sistemas metroviários e até na área da saúde. Primo, como vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base, inclusive participava dos projetos do PAC.

Propinas de US$ 850 milhões

Quando eclodiu o escândalo, descobriu-se que a Siemens e a Alstom, também com negócios no Metrô paulista, tinham distribuído propinas de mais de US$ 850 milhões, especialmente na América Latina. Corrompendo “autoridades”, a multinacional expandiu seus negócios no país através de bilionários contratos com o setor público. Ela era beneficiada por licitações públicas distorcidas.

Na divulgação dos nomes dos suspeitos de envolvimento no gigantesco esquema de corrupção, a mídia mundial chegou a citar o nome de Robson Marinho, um tucano de alta-plumagem – que coordenou a campanha de Mario Covas e presidiu o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. A rede de suborno também incluiria outros integrantes dos governos PSDB no estado.

Ministério Público e Polícia Federal

Se as “investigações internas” da Siemens vierem à tona, muita gente graúda pode perder o sono de vez. O Ministério Público e a Polícia Federal, inclusive, deveriam ingressar no caso. Afinal, o executivo demitido atuava no Brasil. Quem se beneficiou do seu esquema de corrupção? Um rastreamento das contas de Adilson Primo pode resultar em importantes revelações – inclusive sobre licitações fraudulentas.

O Edu foi à multidinha.Tinha um negro

 
A partir do Miro, o Conversa Afiada chegou ao interessante relato do Edu, que se deu ao luxo de ir à multidinha:

Manifestantes contra a corrupção vêem país pior do que há 10 anos

No início da tarde de 12 de outubro de 2011, comecei a ver na internet notícias de que uma das marchas contra a corrupção que a mídia vinha anunciando havia semanas reunira milhares em Brasília. Apesar disso, não se encontrava notícias de outras capitais. Por volta das 15 horas, então, por morar próximo ao Masp, local de partida da marcha de São Paulo, decidi ir até lá tentar entender esse movimento “apartidário” e “contra a corrupção”.

Todavia, cheguei tarde ao local de partida da “marcha”. Encontrei um grupo de cerca de 50 pessoas. Segundo os presentes, a marcha maior partira rumo ao centro da cidade havia alguns minutos. Os que ficaram no Masp, segundo disseram, romperam com a maioria que decidira marchar pela avenida Paulista, depois pela avenida da Consolação, depois pela rua Xavier de Toledo até chegar à Praça Ramos de Azevedo, diante do Teatro Municipal, onde o ato chegaria ao fim após alguns discursos.

Já no cruzamento da avenida Paulista com a Consolação, vendo que o tráfego continuava engarrafado rumo ao centro, apressei o passo. No caminho, encontro o blogueiro mineiro Tulio Viana e a esposa, a também blogueira Cintia Semiramis, descendo de um táxi em frente a um hotel. Falo com eles rapidamente e continuo caminhando, mas só vejo congestionamento e nada de manifestação.

Vou andando e vejo gente vestida a caráter para uma manifestação daquela natureza. Estavam indo na mesma direção ou voltando em sentido contrário. Alguns com caras pintadas de verde e amarelo, outros até portando cartazes e bandeiras do Brasil. Paro um casal em suas bicicletas, identifico-me como blogueiro político e pergunto se me poderiam dar uma rápida entrevista.

Ali começo a fazer a série de perguntas que faria nas outras 26 entrevistas durante as cerca de duas horas seguintes.  Pergunto, basicamente, o seguinte:

1 – Como você tomou conhecimento da manifestação?

2 – Por que você decidiu participar dessa manifestação?

3 – Você lê a revista Veja, a Folha de São Paulo ou o Estadão?

4 – Você acha que hoje há mais corrupção no Brasil do que há dez anos?

5 – Você acha que hoje o Brasil é um país pior, igual ou melhor do que há dez anos?

6 – Quantas pessoas você acha que há nessa manifestação?

A bela e esguia jovem de pele bem branca e cabelos lisos, negros e bem cuidados, vestindo roupa de malha dessas que se usam em academias e um short jeans, e o rapaz forte, alto, vestindo short e camiseta, a quem ela chamou de “amor”, não desceram das suas bicicletas para me dar entrevista, apesar de terem sido simpáticos e receptivos. Eis as suas respostas consensuais:

1 – Souberam da manifestação pelo Facebook

2 – Foram se manifestar devido ao aumento da corrupção

3 – Lêem Folha e Veja

4 – Disseram que hoje há muito mais corrupção do que há dez anos

5 – Disseram que hoje o Brasil é um país muito pior do que há dez anos

6 – Estimaram que a manifestação reuniu em torno de três mil pessoas.

Consigo encontrar a marcha só quando chego ao limiar da rua Xavier de Toledo, a algumas quadras do teatro da Praça Ramos de Azevedo.  Correra por quarteirões e já estava pondo os bofes para fora e suando em bica.  Continuo caminhando, agora, mas meus passos ainda são mais rápidos do que os da marcha.

Vou parando os policiais, no caminho, e pedindo estimativa do número de manifestantes. Alguns falam em quatrocentos, outros falam em quinhentos, outros falam oitocentos. Quando encontro o oficial da PM responsável pela operação que acompanhou a manifestação, porém, o número muda: o capitão, um simpático oriental de óculos, diz que a PM estima o público em “três mil pessoas”.

Decido ultrapassar a marcha quando vislumbro o Teatro Municipal ao fim da Xavier de Toledo. Começo a correr. Chego ao Teatro e subo a escadaria. Começo uma contagem. Contei umas setecentas pessoas. Parecia mais porque a rua estava cheia de transeuntes. Mas como os manifestantes caminhavam pela via dos veículos, deixando a calçada para os transeuntes, consegui fazer uma contagem que julgo bem razoável.

Começo, então, a me esgueirar entre a multidão a fim de fazer aquela série de perguntas mencionada mais acima. As únicas divergências para o casal de ciclistas que obtive foram no que diz respeito a quem lê Folha, Veja e Estadão, quanto ao número de manifestantes e quanto à forma como essas pessoas ficaram sabendo da manifestação.

A maioria, em 19 entrevistas, lê algum desses veículos, seja em papel ou pela internet, e os números que os entrevistados diziam haver de manifestantes iam de quinhentos a dez mil. Quanto à forma pela qual tomaram conhecimento da manifestação, citaram e-mails, jornais, revistas, boca a boca, blogs e sites, Twitter e Facebook.

Das 27 entrevistas, em 26 ouvi das pessoas que estavam lá por acharem que há muita corrupção. Essa maioria esmagadora afirma que há mais corrupção hoje no Brasil do que há dez anos e que hoje o país está muito pior do que há dez anos até na economia. Ou, como ouvi muito, “O país está pior em todos os sentidos”.

Na maioria das entrevistas, as pessoas acabaram atacando o PT, Lula, Dilma ou todos juntos. Quase todos disseram que a culpa pela corrupção é desse partido. O mais xingado foi, de longe, Lula. Um casal, inclusive, falou em impeachment de Dilma caso “a coisa continue a piorar”. Só um casal jovem que estava lá porque passava pelo local disse que hoje a corrupção aparece mais porque há mais informação e que o país está muito melhor hoje do que há dez anos.

Entre os organizadores do ato, descobri que estavam movimentos como o “Defenda São Paulo”, muitos alunos da universidade Mackenzie (havia até um professor contando, ao microfone, como ajudou a recrutá-los em sala de aula), a “juventude do PSDB” e o grupo Anonymous. Uma das entrevistadas se disse “militante do partido”, mas quando perguntei de que partido ela desconversou e passou a me ignorar, não mais respondendo as perguntas. E sumiu em seguida.

Por volta das 17 horas, fiz a última entrevista. Escolhi o que quase não se via na manifestação: um negro. Fiz a série de perguntas e ele, que se identificou como “Tiago”, estudante de Direito da universidade Unip, leitor da Veja e do Estadão, concordou com os outros que hoje há mais corrupção e que o país está pior do que nunca. Mas disse não entender por que não havia mais negros, ali. E arrematou: “É uma manifestação branca”.

Clique aqui para ler “Globo tenta fazer multidão da multidinha. Sobre o Mr Teixeira, nada !”.

A OCUPAÇÃO DA AGENDA POLÍTICA

*Warren Buffet, a 3ª maior fortuna do planeta, abre sua declaração de renda: ganhou US$ 63 milhões em 2010 ; pagou US$ 6,9 de imposto, cerca de 10%: um professor nos EUA paga em média 27,5%

** CORRUPÇÃO:presidente da Siemens do Brasil é afastado do cargo acusado de desviar 6,5 milhões de euros para suas contas particulares

**principal executivo do grupo Murdoch na Europa é afastado do cargo: Andrew Langhoff é acusado de inflar vendas do Wall Street Journal com operações 'casadas': publicava matérias favoráveis a quem adquirisse lotes do jornal

** estudantes de 90 universidades dos EUA aderem hoje ao 'Ocupe Wall Street' 
 Em 1932, a taxa de desemprego nos EUA era de quase 25%, um em cada quatro norte-americanos estava desempregado. Havia inquietação nas ruas. Protestos brotavam nas cidades. Marchas arrebanhavam descontentes. Mas um acontecimento mais que qualquer outro marcou a radicalização que definiria a disputa presidencial no ano seguinte e com ela a politização da crise. Em Washington, veteranos da primeira guerra, pobres e desempregados, indignados com a recusa do governo em adiantar-lhes o bônus de  ex-combatentes, montaram um acampamento nas praças e ruas da avenida principal. A ocupação começou repentinamente. Acabou reunindo milhares. Foi duramente reprimida pelo governo do Presidente Hoover , cujo secretário do Tesouro, Andrew Mellow --a exemplo do extremismo neoliberal dos dias de hoje-- opunha-se tenazmente a qualquer intervenção do Estado na economia.Mellow acreditava mesmo que a recessão seria benéfica-- 'Ela limpará a podridão do sistema', dizia. A repressão aos ocupantes de Washington rachou a própria direita. Uma parte apoiaria o democrata Franklin Roosevelt que venceria as eleições no ano seguinte. Roosevelt tomou posse em 3 de março de 1933. Seis dias depois, fez  o Congresso discutir e aprovar, em um único dia, uma Lei de Emergência Bancária que colocava a banca sob custódia federal. A estatização branca do sistema permitiu-lhe erradicar a especulação e a jogatina subordinando o crédito aos desígnios da produção, do emprego e do consumo. Em 1933 surgiria o termo 'macroeconomia', em contraponto à visão pontual e mercadista predominante então, exceto entre os marxistas. Em 36,  Keynes lançaria seu livro 'Teoria Geral do Emprego , do Salário e do Lucro' que sancionaria a intervenção do Estado para estabilizar a curva do investimento e modular as expectativas do capital. A ocupação de Washington não propôs a lei Bancária a Roosevelt, nem pautou a Teoria Geral, de Keynes. Mas ajudou a promover a ocupação política da agenda da crise que mudaria a história dos EUA  e a do século XX.
(Carta Maior; 5ª feira, 13/10/ 2011)

@jeanfabio: “A Globo se negou a nos filmar! Pq será?!”

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Escrevinhador: quem é Paulo Preto, ferido na estrada


José Serra e Paulo Preto (agachado, com jornal na mão): líder do que? líder de quem?


O Conversa Afiada reproduz post de Rodrigo Vianna:

Paulo Preto, o “líder ferido na estrada”


por Rodrigo Vianna


“Não se abandona um líder ferido na estrada”. A frase, pungente, marcou a campanha de 2010 – tanto quanto a bolinha de papel que atingiu a cabeça de Serra, e que o “JN” da Globo tentou transformar num atentado.


O líder – ferido e abandonado – era Paulo Preto. E o destinatário do recado  (sempre é bom lembrar) era José Serra. Paulo Preto estava magoado quando proferiu a frase. A revista “Istoé” havia publicado – em agosto de 2010 – reportagem bastante longa, mostrando o perfil de Paulo. “Veja” e “Época” haviam dado reportagens discretas sobre o sujeito, chamado de “homem-bomba tucano”.


Nada disso repercutiu. A velha mídia fingiu que Paulo Preto era um caso menor. E não era. No primeiro debate do segundo turno, Dilma trouxe Paulo Preto à tona. Colou Paulo Preto na testa de Serra. O tucano fingiu-se de morto. Disse que nem conhecia Paulo Preto. Magoado, Paulo proferiu então a frase – certeira feito uma flecha: “não se abandona um líder ferido na estrada”.


Até hoje, não conseguimos saber. Paulo Preto era líder do que? Pelo que se sabe, é um ex-funcionário da estatal paulista Dersa – que construiu obras milionárias, como o Rodoanel. Teria trabalhado também no Palácio do Planalto, na época de FHC. Imaginem se fosse um petista e tivesse trabalhado perto de Lula! Mas Paulo Preto não era propriamente um “líder político”.  Que tipo de negócios Paulo Preto liderava para se intitular assim: “um líder ferido na estrada”?


Agora, fica mais claro. Parece que, entre outras atividades, ele se dedica a liderar advogados. Paulo Preto aderiu à onda de processos contra jornalistas – que inunda a Justiça. Paulo Henrique Amorim acaba de revelar que Paulo Preto resolveu processar o titular do Conversa Afiada. Agora, são 40 processos contra PH Amorim. Ali Kamel da Globo – um dos que processam PH Amorim – resolveu abrir processos também contra esse escrevinhador, contra Azenha, Marco Aurélio (blog “Doladodelá”), Nassif – entre outros. Perto de Ali Kamel, Paulo Preto ainda é um amador…


Mas voltemos ao tucano. Um homem ferido e abandonado não teria tempo para se dedicar a processos. Pelo visto, Paulo Preto já foi recolhido pelos companheiros. Talvez ainda esteja ferido. Mas já não parece abandonado à beira da estrada.


Curioso é saber: o que esse homem tem a ver com as investigações da “Operação Castelo de Areia” – suspensa por ordem (!?) da Justiça. Em reportagem do R-7, ano passado, já se dizia que Paulo Preto fora citado na Castelo de Areia.


Um passarinho me contou que fatos novos sobre a “Castelo de Areia” podem aparecer em breve. Só que dessa vez Paulo Preto não estará sozinho à beira da estrada.


A conferir.

Os desequilíbrios do mercado chinês

QUEM FALA PELA ARGENTINA: A MÍDIA OU AS URNAS?

*crise bancária do euro: George Soros e mais 1.300 empresários e políticos lançam carta aberta pedindo solução imediata para a crise bancária e fiscal da Europa** 'Ocupe o Copom': dia 18, lançamento do manifesto liderado por sindicatos metalúrgicos,  pelo corte dos juros. Pesquisas indicam que Cristina Kirchner pode ter a maior votação da história da Argentina desde o retorno do país à democracia, em 1983.As enquetes divulgadas esta semana apontam sua vitória no 1º turno do pleito de domingo,dia  23,quatro dias antes do primeiro aniversário da morte de seu marido, Nestor Kirchner, que a antecedeu na Presidência, de 2003 a 2007 (leia reportagem do correspondente em Buenos Aires nesta pag). Superior ao desempenho previsto para Cristina (53% a 57%) só há 3 registros na história argentina:Perón , em 52 e 73 e, antes dele, Hipólito Yrigoyen, em 28. Para quem é informado exclusivamente pelos veículos da grande imprensa brasileira, o panorama na reta final desconcerta pelo fosso entre o que se noticia aqui e as evidencias  em sentido contrário vindas de lá. Se o  governo Cristina é  descrito como uma espécie de Olaria Futebol  Clube, como então essa goleada no que nos é vendido como sendo o Barcelona da pampa? Como um governante de um ciclo carimbado como um dos mais ineptos e corruptos; que declarou moratória de US$ 145 bi, impondo aos credores o maior desconto da história mundial (70%); julgou e prendeu militares e torturadores; taxou e confiscou receita do agronegócio,;estatizou o papel de imprensa e bateu de frente com a mídia conservadora chegou a esse desempenho, após oito anos desastrosos? Iniciado em 2003, o ciclo Kirchner  herdou uma taxa de pobreza produzida pelo extremismo neoliberal que afetava 60% dos  37 milhões de argentinos.Hoje a economia cresce a 8% ao ano. Sim, beneficiada pelo ciclo de alta das commodites; se a China desacelerar, os flancos do modelo primário-exportador emergirão  -- lá,cá e nos demais 70% do planeta atados à demanda chinesa. Em contrapartida, desdenha-se que a  pobreza agora, segundo o Inde (oficial), abrange menos de 10% da população (2,5 milhões de pessoas). Com um porém, retrucam os oposicionistas. Sendo o dobro do índice oficial, a inflação efetiva distorce todas as referencias de renda real. Pode ser uma parte da verdade.Não toda ela. Dia 23 as urnas  anunciarão o saldo político dessa tabulação histórica que a mídia sempre sonegou.
(Carta Maior; 4ª feira, 12/10/ 2011)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mídia subalterna brasileira esconde a Primavera Americana

A única coisa que eu li/vi de alguma coisa relacionada
a povo e movimento (não este) nos EUA, dentre
todos jornalões, Globo, Folhinha, Estadão e a Vejinha,
nos últimos dias, foi isso aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/987176-parque-suspenso-em-nova-york-atrai-milhoes-e-vira-tema-de-livro-veja.shtml






 Fotos catadas & fornecidas por aly do Letteri Café: http://www.letteri.blogger.com.br/index.html
+ fotos do movimento, com todos os créditos aqui

O que nos separa da crise bancária



*CRISE BANCÁRIA NO EURO: agencia de risco rebaixa nota de dez bancos espanhóis, inclusive o Santander

**pesquisas indicam que Cristina Kirchner teria entre 52% e 57% dos votos, o que lhe daria a vitória em 1º turno nas eleições do próximo dia 23

** Slavoj Zizek aos indignados em Wall Street (leia nesta pág)

**  'Ocupe  Copom': metalúrgicos do ABC e de São Paulo lideram mobilização pela queda dos juros com manifesto a ser lançado dia 18/10

Os economistas gostam de usar a figura dos ‘canais de transmissão' para  indicar os mecanismos pelos quais as crises e bonanças se disseminam pelo sistema. A crise  financeira mundial  vive agora seu estágio mais virulento e delicado  --a ante-sala de uma crise bancária, um dos  canais de transmissão mais temidos pelo capitalismo. Seu epicentro são as instituições financeiras do euro sobre as quais desceu o manto da desconfiança. Com razão. Há tres meses, o Dexia, por exemplo, que acaba de falir, foi avaliado como a 12ª melhor instituição européia no teste de stress promovido pelo BCE. Quando ninguém mais confia em ninguém o crédito se retrai porque a chance de um calote aumenta. Esse retraimento já prejudica o comércio internacional, o que ilustra o potencial sistêmico de um colapso na banca do euro. O sistema bancário europeu acumula a nada desprezível soma de 6,5 tri de euros em títulos de solvência questionável numa situação de liquidez arredia como essa. A quem os bancos vão vender as suas carteiras? Estima-se que a metade disso forme atualmente um dos maiores  micos da história do sistema capitalista.
(Carta Maior; 3ª feira, 11/10/ conomistas gostam de usar a figura dos ‘canais de transmissão’ para indicar os mecanismos pelos quais as crises e bonanças se disseminam pelo sistema. A crise financeira mundial vive agora seu estágio mais virulento e delicado - a ante-sala de uma crise bancária, um dos canais de transmissão mais temidos pelo capitalismo. Seu epicentro são as instituições financeiras do euro sobre as quais desceu o manto da desconfiança. Com razão. Há três meses, o Dexia, que acaba de falir, foi considerado a 12ª instituição mais sólida da Europa no teste de stress promovido pelas autoridades do BCE. Quando ninguém mais confia em ninguém o crédito se retrai, o que já está acontecendo no comércio mundial, em prejuízo das exportações. Daí a ansiedade que cerca a chamada 'capitalização' do sistema bancário do euro.

Por conta das anomalias congênitas da União Europeia - um clube que gasta mesma moeda, sem a contrapartida de um caixa único que coordene a entrada e a saída de recursos - a banca do euro acabou assumindo o papel de um caixa de compensação algo temerário. Compra e vende dívida das economias associadas como em qualquer lugar. Com a diferença de que negocia com governos que não tem poder de emissão de euros para garantir seus papagaios.

Isso faz do sistema bancário europeu um entreposto manco que acumula a nada desprezível soma de 6,5 trilhões de euros em títulos de governos de insolvência intrinsecamente questionável numa situação de liquidez arredia.A quem os bancos vão vender suas carteiras, por exemplo? Estima-se que a metade disso forme atualmente um dos maiores micos da história do sistema capitalista.

O calote de fato da Grécia é responsável por uma fatia da ordem de 300 bi de euros desse total. Mas tem ainda a pré-insolvência da Itália, bem como a da Espanha, Portugal, Irlanda e sabe-se lá mais o quê.

O sistema bancário do euro ainda rumina, por exemplo, cerca de US$ 600 bi a US$ 770 bi em ativos tóxicos – papéis sem retorno - adquiridos no ciclo de alta da especulação imobiliária nos EUA.

O potencial de contaminação dessa montanha desordenada de micos e malfeitos rentistas é imenso.

O sistema bancário hoje é o principal amálgama do que se denomina a globalização financeira. Calcula-se que vinte bancos gigantes, cercados de satélites ramificados em órbitas continentais, regionais e nacionais, alicercem a unificação e o domínio da economia mundial nas mãos do capital que se reproduz a juros.

Ocorre que a teia hegemônica é também a corda que pode enforcar o pescoço do sistema. Passivos e ativos dos bancos são negociados diariamente em operações interbancárias nesse circuito global onde o ‘preço’ de cada suposto direito de saque sobre a riqueza efetiva é repactuado ininterruptamente, desde o amanhecer em Tóquio ao anoitecer em Londres.

Evitar o contágio de uma eventual quebra bancária, um Lehman Brothers na área do euro, nessa promíscua cadeia de trocas é quase impossível.

A desregulação promovida a partir dos anos 80 legitimou o vale-tudo de uma verdadeira orgia do dinheiro, com o fatiamento e o reembrulho de papéis os mais díspares, dotados das garantias mais opacas e incertas. O resultado é que hoje ninguém mais sabe ao certo o que tem em mãos, qual é exatamente a solvência de suas carteiras e qual seu fôlego diante de um calote num dos elos da corrente.

O exemplo do Dexia resume, e justifica, a suspeita que paira sobre os demais.

Daí o desespero do mundo capitalista com a lerdeza dos líderes do euro (Merkel e Sarkozy) em deslanchar um programa amplo, massivo e fulminante de ‘capitalização e saneamento’, leia-se, de refundação do braço europeu da globalização financeira.

A dupla franco-germânica anunciou neste final de semana que agora vai. As bolsas festejaram algo precipitadamente. Merkel e Sarkozy pediram um prazo até o final do mês para ligar os tubos da transfusão redentora cujo principal custo é político: na ausência de um caixa fiscal único do clube do euro, o dinheiro terá que sair de quem tem munição em casa. Numa Europa que rasteja na boca do vulcão, esse alguém é a Alemanha e a França.

Desgastados diante do seu eleitorado que teme os sacrifícios domésticos de um resgate dessa magnitude, e com escrutínios pela frente, Merkel e Sarkozy tentam se equilibrar entre o risco político interno e o risco financeiro global. É nesse corredor miseravelmente estreito que se decide um pedaço da sorte de um sistema que vendeu à sociedade a ideia de que a autorregulação dos mercados era a forma mais eficiente, barata, transparente e democrática de alocar recursos para o desenvolvimento. Os ventrílocos dos mercados, entre eles a operosa mídia, insistiran nessa ladainha até a beira do abismo esfarelar-se sob seus pés.

Quando o que restou de chão firme mal apoia o calcanhar, o que se ouve em uníssono é o clamor por uma estatização rápida, irrestrita e imperativa, ainda que dissimulada em eufemismos como ‘resgate’ e ‘capitalização’. Entra em campo a velha e cínica lógica de que a socialização dos prejuízos privados com dinheiro público pode. Mas a socialização dos lucros, via taxação para financiar, por exemplo, a saúde pública, como no caso do SUS brasileiro, é impostômetro. Só serve para alimentar a 'gastança'.
Postado por Saul Leblon às 07:43

Fátima Oliveira: Liberdade de expressão e os limites democráticos

Sobre o controle social e ético da liberdade de expressão
É um direito de cidadania, mas há limites democráticos
Fátima Oliveira, Jornal OTEMPO
Médica - http://mail.uol.com.br/compose?to=fatimaoliveira@ig.com.br @oliveirafatima_
Das duas, uma, ou nenhuma: sou insana e quem pensa diferente é saudável; ou sou uma “sana” ilhada – cercada de insanos por todos os lados. Como as duas premissas são impossibilidades, decidi filosofar sobre o furdunço polissêmico em que tentam colocar a liberdade de expressão… Ora, liberdade de expressão não comporta polissemias (do grego poli = muitos e sema = significados)!
A presidente Dilma Rousseff, em discurso nos 90 anos da “Folha”, disse: “A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem. E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas” (FSP, 21.2.2011).
A liberdade de expressão é um direito de cidadania. Há limites democráticos, pois democracia não é anarquia, até para falar, sem que seja, a priori, censura, tal como o senso comum crê: um gesto ditatorial. Em tudo que prejudique direitos humanos de um setor social – caso de publicidade e novelas machistas – cabem limites, isto é, civilidade; e também marketing social.
Quem diz o que pensa, o que quer e quando quer, precisa saber que, numa sociedade democrática e plural, é essencial ter em conta as diferentes moralidades, adotando a prática de deferência à alteridade (colocar-se no lugar do “outro”) ao falar, pois cada pessoa – falo o conceito de pessoa, e não o de seres humanos, pois há seres humanos e pessoas… – é totalmente responsável por seus atos e palavras, inclusive a escrita. Eis os limites.
À ampla liberdade de expressão corresponde absoluta responsabilização pelas opiniões emitidas. Todavia, muita gente, equivocadamente, só entende a liberdade de expressão em sua face direito de dizer – falar e agir como bem lhe aprouver, fazendo de conta que a responsabilidade por palavras e atos significa sempre censura descabida.
A censura não se apresenta abstratamente, pois na real é ela e suas circunstâncias. Pelo nosso passado de uma ditadura militar de triste memória, a tendência de quem ama a liberdade, aparentemente, é a mesma dos que a odeiam: achar que o conceito de censura é sempre aquele que a ditadura militar nos impôs. É uma distorção conceitual.
Os amantes da liberdade, porque foi a censura da ditadura quem usurpou suas vozes e até vidas, e os que a odeiam, muitos coparticipantes dos tempos de arbítrio, porque querem esculhambar, acusar e julgar sem provas pessoas e governos; fazer linchamento moral público, só na base de acusações; e não querem ser chamados à responsabilidade, jamais!
Não é um imbróglio. Tem nome: safadeza conservadora autoritária. E tem sido praticada pelas viúvas e os viúvos da ditadura militar de 1964 e seus sequazes, sempre a postos para confundir pessoas incautas. Quem defende as liberdades democráticas nunca fala a mesma língua de quem um dia sufocou-as, até quando usa as mesmas palavras.
É preciso um razoável repertório de malícia, perder a crença nas pedras de sal, para não ser embromado e apreender que o respeito à alteridade é condição indispensável ao fortalecimento da democracia, que não pode prescindir do controle social e ético da liberdade de expressão ao elaborar um novo contrato social que assegure as liberdades democráticas.
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