Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

segunda-feira, 14 de julho de 2014

DEFICIENTE NO MARACANÃ VAIA A ELITE BRANCA A Evita Perón se referia a eles como “oligarcas de mierda”.

O amigo navegante chegou de carro ao Maracanã e se dirigiu à entrada de “deficientes físicos”.

Não é autoridade nem cartola – um espectador comum, portador de ingresso como qualquer outro – ou seja, caro.

Um carro elétrico o conduziu até uma cadeira de rodas.

Da cadeira de rodas, ao assento marcado, com a ajuda de um steward.

No intervalo, com a ajuda de um steward, foi ao banheiro de deficientes.

Limpo.

Se quisesse podia se sentar. Lavou as mãos com sabonete e se enxugou com papel.

Na saída, foi levado do assento à cadeira de rodas e, de lá, ao carro elétrico, e ao carro que o esperava.

Essa, a Copa das Copas.

Lá dentro, o amigo navegante se impressionou com a hostilidade à Dilma.

De brasileiros – muitos bêbados – brancos.

Muitos que não assistiam ao jogo: iam lá pra cima tomar Budweiser.

Não havia um negro na plateia de um estádio que fica na porta da favela da Mangueira.

Vaiaram a Dilma e hostilizaram os argentinos com uma agressividade incomum.

O amigo navegante vaiou os que vaiavam a Dilma.

E vaiou os que xingavam os argentinos.

Um argentino, com um filho, no intervalo, perguntou a ele, depois que o viu reagir: por que essa agressividade contra nós ?

A mulher do amigo navegante, ao lado, respondeu: é inacreditável.

São uns ignorantes, disse o amigo. Saíram do Sul dos Estados Unidos, no século retrasado.

Observou o ansioso blogueiro: por isso que a Cristina K não veio ver final: para não ser vaiada por aqueles que a Evita Perón chamava de oligarcas de mierda !


Paulo Henrique Amorim


A ELITE BRANCA SE ESCONDE COMO OS BLACK BLOCS


    Em outubro, a Dilma vai tirar o badalo da elite branca.
    A elite branca vaiou a Presidenta no Maracanã, como tinha feito, também ali, sob a batuta de Cesar Maia, com o Presidente Lula, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

    E a Presidenta Dilma no Itaquerão.

    Foi a elite branca, mesmo, como reafirmou a Presidenta a uma repórter de GloboNews.

    A elite branca tem a Ética dos black blocs.

    Faz vandalismo sem rosto.

    Se escondeu sob o anonimato de 75 mil espectadores no estádio mais bonito do mundo, num entardecer da Cidade Maravilhosa !

    (Ela dá azar quando se pronuncia nos camarotes reservados do Itaúúú.)

    Beltrame tirou o badalo da Sininho.

    A Copa se encerrou gloriosamente como a Copa de todas as Copas !

    As manifestações deram num traque.

    A Dilma vai levantar o capuz da elite branca no primeiro turno das eleições.

    E tirar-lhe o badalo.


    Paulo Henrique Amorim

    domingo, 13 de julho de 2014

    Veja entrega o jogo e mostra quem é que politiza o futebol



    Não tem a mínima importância o conteúdo da patética matéria de capa da edição da revista Veja que chegou às bancas em 12 de julho de 2014. Além de tal matéria não ser reportagem nem editorial, não se sustenta em nada além de torcida pura e simples dos donos da revista. Qual seja, torcida para que a oposição a Dilma Rousseff lucre eleitoralmente com as derrotas fragorosas da Seleção brasileira.
    Não que isso não possa ocorrer; não se pode prever reações de massas em comoção, e as duas derrotas sucessivas da equipe do técnico Felipão provocaram, no mínimo, comoção no país inteiro.
    Mas pode-se afirmar o que é racional e inquestionável: governante nenhum pode ser cobrado por uma derrota no futebol ou em qualquer outro esporte – presidentes da República, por exemplo, não nomeiam nem os técnicos nem quem os nomeia, e tampouco convocam ou treinam jogadores.
    Chega a ser uma sandice ter que explicar isso. Nunca se responsabilizou um presidente da República pelos resultados da Seleção brasileira. Ganhando ou vencendo, nunca responsabilizaram Fernando Collor, nunca responsabilizaram Itamar Franco, nunca responsabilizaram Fernando Henrique Cardoso e, por incrível que pareça, nem mesmo responsabilizaram Lula.
    Dilma, como qualquer presidente de qualquer país, apareceu em uma foto torcendo pela Seleção. Não há nada de demagógico nisso. Um presidente da República representa todos os brasileiros. Se ela não aparecesse torcendo pela Seleção em um evento desse porte em seu próprio país no mínimo seria acusada do oposto, de torcer contra. Nesse caso, a capa de Veja diria algo mais ou menos assim: “Será que ela torceu contra?”
    Neste ano, além de Dilma, muitos outros presidentes apareceram em fotos torcendo por suas seleções. E não foram “ditadorezinhos bolivarianos”, foram chefes de grandes nações.
    O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por exemplo, deixou-se fotografar assistindo o jogo da

    seleção norte-americana a bordo do Air Force One.



    A premiê alemã, Angela Merkel, posou incontáveis vezes com a seleção vitoriosa de seu país e tem aparecido frequentemente torcendo.


    Meu Deus!, o dodói da Veja, Fernando Henrique Cardoso, não diferiu de Dilma, de Merkel, de Obama.



    Agora, Veja foi tirar da foto de Dilma torcendo pela Seleção a tese de que ela, por isso, estaria politizando o futebol. É ridículo, é injusto e, pior, é um desrespeito com a sociedade, pois Veja é quem está usando politicamente o futebol, não Dilma. Porém, Veja acusa a presidente de fazer o que quem está fazendo é a revista, descaradamente.
    O que importa não é o conteúdo da matéria de capa da Veja desta semana, que ninguém vai ler exceto os psicóticos que compram aquela porcaria para se masturbarem politicamente com as próprias convicções. O que importa é a capa, a manchete. É por meio delas que a mídia brasileira joga sujo, através de ideias burras e prontas como essa, a de Dilma ser responsável pelo desempenho da Seleção
    Neste momento, nada mais resta além de torcer para que prevaleça o bom senso dos brasileiros. Se a torcida de Veja vingasse, este país passaria vergonha que não passou na organização da Copa e nem no desempenho da Seleção, pois uma foi ótima e o outro não é vergonha, já que “ganhar ou perder faz parte do jogo”. Se Veja triunfasse, posaríamos como um povo infantil, estúpido e injusto.

    sexta-feira, 11 de julho de 2014

    Discurso duplo sobre organização da Copa irá desmascarar Aécio Neves



    Uma das perguntas “difíceis” que o candidato Aécio Neves terá que responder durante a campanha eleitoral, é a seguinte: afinal de contas, a organização da Copa do Mundo de 2014 é ou não é responsabilidade de Dilma Rousseff?

    Segundo o candidato a presidente Aécio Neves, as obras da Copa só seriam responsabilidade da adversária petista se, como ele previu, o evento tivesse sido um fiasco no quesito organização. Ao ter sido um sucesso, o tucano agora diz que o mérito é “do povo”.

    Aécio e seu partido não podem apagar o que disseram. A Folha de São Paulo de 22 de fevereiro deste ano, por exemplo, reproduziu alegação do senador tucano de que o governo Dilma era responsável pelos “atrasos nas obras de mobilidade urbana para a Copa”.

    Contudo, junho chegou e, com ele, a Copa. Não houve fiasco. Muito pelo contrário: o Brasil e o mundo se espantaram com a boa organização de um evento que, durante anos, todos ouviram dizer que fracassaria devido à organização. Por conta disso, Dilma subiu nas pesquisas.

    Aécio não falou sozinho sobre a responsabilidade de Dilma na organização da Copa. Por anos, mídia e oposição, em conluio, responsabilizaram o governo federal pelo que viesse a ocorrer durante o evento, em termos de organização.

    Como foi dito anteriormente nesta página, essa gente não respeita o povo; julga-o incapaz de pensar e de sequer se lembrar de fatos recentíssimos. É uma aposta alta, como se verá logo adiante.

    Agora, Aécio e os órgãos de imprensa que o apoiam tentam confundir a organização da Copa com o resultado devastador que a Seleção brasileira obteve em campo. Capa do jornal O Estado de São Paulo de 10 de julho último afirma, na caradura, que Dilma “tenta” se “descolar” do “fracasso” da Seleção.



    Como assim, “Dilma tenta se descolar”? Quer dizer que a presidente da República está “colada” ao “fracasso” da Seleção? Ela, por acaso, é a treinadora da equipe? Foi ela quem escolheu o treinador? Foi ela quem escolheu a direção da CBF?

    Matéria do mesmo Estadão afirma, já no título, que “Tucanos avaliam que derrota na Copa anula discurso de petista” – ou seja, de Dilma. Segundo o texto, “Comitê de Aécio acredita que Dilma não poderá mais explorar Mundial” e quer que o “Sucesso extracampo” do evento seja “atribuído ao povo”.

    Vamos esmiuçar a expressão “sucesso extracampo”. Significa, por óbvio, sucesso fora do campo. Que sucesso existe “fora do campo”? A organização do evento, claro.

    Muito bem: então, pelo menos, Aécio e seu partido já admitem que a organização da Copa, que tanto criticaram, é um sucesso.

    A grande pergunta que precisa ser feita ao candidato tucano, portanto, é a seguinte: como essa organização pode ser atribuída agora ao povo se até há pouco o mesmo candidato e seu partido atribuíam ao governo?
    A péssima estratégia de Aécio foi comprada pela mídia tucana, que aumentou a aposta. Nesta sexta-feira, outro jornal apoiador de Aécio (a Folha) levou seu discurso torto à primeira página, em manchete principal.



    Aécio critica uso da Copa? Sim, critica. Refere-se à organização do evento, pois Dilma tem dito que os pessimistas que previram “caos” agora têm que aplaudir. Mas quando ele disse que haveria esse “caos”, não fez “uso” da Copa?

    Esse discurso duplo de Aécio é um suicídio político, mas só se a campanha de Dilma expuser essa contradição. Infelizmente, apesar de o ministro Gilberto Carvalho ter manifestado seu repúdio à cara-de-pau do candidato tucano, não houve uma declaração precisa sobre o que Aécio dizia antes e o que diz agora sobre a organização da Copa.

    Contudo, a campanha eleitoral está só começando e os fatos estão amplamente registrados.
    É óbvio que essa contradição do candidato tucano a presidente será levantada. Como ele irá explicar que a organização da Copa era responsabilidade de Dilma quando diziam que o evento fracassaria e deixou de ser quando, segundo os tucanos, tornou-se um “sucesso”?

    A menos que a campanha de Dilma resolva colaborar com o adversário e deixe de expor o discurso duplo de Aécio sobre a organização da Copa, ele ficará em uma bela sinuca – não terá como responder à questão que este Blog propõe.

    A direita é prisioneira de seu próprio ódio


    wall

    Quando parte da torcida de convidados, socialites e gente em condições de pagar um bom dinheiro pelo ingresso – e todos tinham o direito de estar lá – xingaram grosseiramente a presidenta Dilma Rousseff, um impulso incontrolável fez Aécio se solidarizar com a estupidez, para depois voltar atrás, advertido pelos marqueteiros de que “pegava mal”.

    Pegou, todos sabem.


    Agora, parece que essa força estranha o leva à mesma atitude.

    Governo Dilma pagará por tentar se apropriar da Copa, diz Aécio Neves“, noticia a Folha.

    Claro que não é um problema pessoal do candidato tucano, de natureza uma pessoa afável, em condições normais.

    Mas Aécio está, mais que nunca, incorporado pela mente coletiva da direita brasileira, que desde a UDN sente “saudades prévias” de um país formado por ilhas de elite e um oceano de excluídos.

    O que se traduz, na prática, em ilhas de “modernidade” e um oceano de atraso, o que é, em si, a negação do papel a que o Brasil pode –  não apenas pode mas, necessariamente deve – assumir de grande nação.
    Por isso, para estas mentes é impossível entender o Brasil como um ente coletivo, que pertence a todos – indistintamente – e onde, por consequência, os desafios e as conquistas pertencem a todos.

    E, claro, também as derrotas.

    A Copa, para eles, só era de todos quando foram badalar a conquista de sua realização, em 2007.

    Depois, quando vieram as dificuldades, os problemas, os atrasos e, sobretudo, os protestos, ela passou a ser “do Governo Dilma”.

    De todos era só o time do Felipão, unanimidade nacional.

    Justamente quem perdeu de 7 a 1 o jogo, numa Copa, salvo detalhes, impecavelmente bem organizada.

    Ninguém hesitou em “apropriar” ao governo os atrasos e preços de obras sob a responsabilidade de governos estaduais, muitos deles sob a responsabilidade de governantes do PSDB.

    Mal disfarçavam, nos discursos e nos “mercados” financeiros, sua esperança num fracasso que nos desmoralizasse como país organizado e capaz.

    E desta Copa, como país, saímos assim, embora muito deprimidos – sim, esta é a palavra, e não humilhação – pela derrota inédita em campo.

    E nele, e apenas nele, perdemos feio, como não podemos perder por nossas qualidades.

    Por isso que a direita brasileira – sim, é ela – quem tenta, da forma mais torpe, se apropriar da frustração com um resultado de jogo de futebol para transferi-la para a política, como faz agora.

    Ela não se contém, porque odeia a ideia de um Brasil só, que joga, perde e ganha junto.

    Como ganhamos e perdemos, no campo, todos juntos.

    E como ganhamos e perdemos na vida, na imensa vida, fora do campo.

    Este ódio arrasta seus porta-vozes à insanidade de se tornarem urubus pós-Copa como foram urubus pré-Copa.

    O povo brasileiro não está com ódio, está triste. Muito triste.

    Quem tem ódio é uma elite que não hesita tentar se apropriar da  tristeza do povo para que esqueçamos que o futuro é adiante, não para trás.

    E o resultado disso, creiam, não é diferente do que teve o  ”vai tomar no c…” vip do jogo de abertura.

    O Brasil do povão, embora eles creiam e façam o possível para que seja o contrário, é um país civilizado.

    Apesar dos sentimentos selvagens desta gente, que é incapaz de sentir por este povo até mesmo o  que sente  um americano, o jornalista Matthew Futterman, do Wall Street Journal, reproduzido no Diário do Centro do Mundo.

    “(…)não compre a história de que esta perda vai deixar alguma cicatriz indelével em um país tentando desesperadamente prosperar em uma série de áreas que não têm nada a ver com futebol. Essa ideia é um pouco humilhante para os brasileiros, que são a coleção de almas mais acolhedoras com que eu me deparei.”

    É por isso que as almas mesquinhas e odiosas, Matthew, vão perder feio na disputa pelo coração dos brasileiros.

    Porque têm a natureza do escorpião e morrem de seu próprio veneno.

    quinta-feira, 10 de julho de 2014

    Sem comentários . Genocídio do povo palestino








    Dinheiro desviado impede a compra da Copa por Dilma




    O dinheiro que Cuba mandaria para quitar a compra da Copa foi desviado para a argentina

    O país assistiu hoje mais um fracasso das negociatas do PT, esse partido bolchevique que tanto mal trouxe para a nação. A compra do título de Campeão do Mundo, até então tido como certo pelos jornalistas de alto nível, como Jorge Kajuru, foi cancelada devido ao não cumprimento financeiro por parte da presidenta , o que em se tratando de comunistas, não é novidade.



    Esse sabe das coisas.

    Como até o mundo mineral sabe, a copa estava já comprada, para, num ato de desespero, se tentasse impedir a inquestionável vitória de Aécio Neves no pleito vindouro, dando forças ao governo. Felizmente, para o regozijo dos homens de bem, o acordo foi rompido pois a quantia necessária para a semifinal não foi depositada, e o escrete canarinho foi merecidamente derrotado para não favorecer a candidatura da búlgara escarlate.

    O motivo do atraso no pagamento ainda é um mistério, mas fontes da CIA confirmam que o avião cubano que deveria trazer o dinheiro foi desviado para algum outro país da América do Sul, alguns acham que foi para a Argentina, para tentar manter Cristina Kirchner no poder.

    Lamentável, mas isso não quer dizer nada para nós, pois todos sabem que importa para os homens bons é o tênis.

    Colunistas desvirtuam final em Argentina X Dilma

    :

    Redivivos na Copa pela derrota por 7 a 1 da Seleção Brasileira frente a da Alemanha, colunistas políticos torcem unidos agora pela vitória da Argentina na partida final; tese é pérola do atraso: desse modo, presidente Dilma Rousseff sofreria grande desgaste público – e eleitoral - ao entregar taça para capitão Lionel Messi; xenofobia alimentada por chamados formadores de opinião Merval Pereira, Guilherme Fiúza, Reinaldo Azevedo, Dora Kramer e Eliane Cantânhede, entre outros, é abjeta; entenda-se: como chefe de Estado brasileira, Dilma dará a taça, como anfitriã, ao capitão vencedor; Copa do Mundo não admite preconceito e discriminação; presidente incentivou o Brasil e a competição assim como também o fizeram, corretamente, seus adversários Aécio Neves e Eduardo Campos; Dilma mostrará, mais uma vez, que o Brasil é uma sociedade civilizada e recebe bem a todos; argentinos, alemães e todos os que vêm em paz

    247 - Abatidos pela receptividade popular dada à Copa do Mundo em todo o Brasil, colunistas políticos da mídia tradicional se viram redivivos no debate em torno do Mundial em razão da derrota, por 7 a 1, da Seleção Brasileira frente a da Alemanha. Com efeito, um resultado vexaminoso deste porte era tudo - e ainda mais - o que quem torcia contra poderia desejar àquela altura do campeonato, quando o sucesso da organização da Copa no País já era irreversível. Agora, fortalecidos pelo fracasso esportivo da equipe nacional, infelizmente muitos colunistas políticos passaram a divulgar uma tese abjeta que tem centro no xenofobismo – a aversão a estrangeiros que está na base de todo pensamento atrasado e totalitário.

    Ora de maneira sutil, ora de modo mais selvagem, estrelas da mídia familiar como Merval Pereira, Guilherme Fiúza, Dora Kramer, Reinado Azevedo e Eliane Catânhede, os chamados "colunistas chatos", como esta última vem definindo a própria turma, vestiram a camisa da Seleção Argentina. Não pelo nobre motivo de admirar o futebol do time do país vizinho, mas para que, com a derrota da Alemanha, a presidente Dilma Rousseff se veja obrigada a entrega a taça ao capitão Lionel Messi. Eles têm considerado essa possibilidade como algo próximo da humilhação, da vergonha, da derrota.

    Ao que se depreende do texto e subtexto nas palavras escritas, comentários na tevê e posts em blogs, o gesto representaria para Dilma um grande desgaste, com reflexos em perda de popularidade e, em seguida, perda de votos. Dar a taça a argentinos seria, para a presidente, um mau gesto. Tenta-se passar a ideia de que tudo o que o brasileiro médio não quer é que os argentinos vençam a competição dentro do País. Uma pregação, sem dúvida, de separatismo, exclusão e discriminação.

    Bem acima da baixaria disseminada pelos torcedores do contra, não é difícil entender que a presidente Dilma está tendo um comportamento exemplar durante a Copa do Mundo – e continuará a fazê-lo ao entregar a taça seja para Messi ou para o capitão alemão Philipp Lahm. Trata-se de um gesto de chefe de Estado do país anfitrião diante do campeão. Não há nenhuma dúvida de que, se hoje um deles estivesse no papel da presidente, também os candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos fariam o mesmo. Assim como

    Dilma, também eles vestiram a camisa amarela da Seleção Brasileira e torceram ao lado de todo o povo.

    Nem poderia ser diferente. No limite, o que fica é: Dilma, e só ela, não pode fazer o que é absolutamente normal: torcer, e muito, pelo Brasil!

    Qual é o problema nisso, caros?

    A acusação feita, especialmente nos veículos das Organizações Globo, de que Dilma tentou tirar proveito político da Copa é infame. A presidente, como se sabe, recusou a possibilidade de receber a equipe no Palácio do Planalto para transmitir votos de boa sorte e tirar muitas fotos com os jogadores que vinham sendo tratados como ídolos populares. Dilma deu, como se diz, a cara para bater ao comparecer ao primeiro jogo da Copa. Era o papel dela, outra vez, repita-se, como chefe de Estado do país anfitrião. Seria inconcebível, do ponto de vista protocolar, ela não estar lá. No primeiro jogo da Alemanha, contra Portugal, em Salvador, a chanceler Ângela Merkel esteve na arena Fonte Nova. E também o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, assitiu na arena Dunas, em Natal, sua equipe nacional enfrentar Gana.

    No decorrer da competição, Dilma ocupou suas redes sociais com mensagens de rasgado otimismo pelo desempenho da Seleção, fazendo o mesmo em entrevista e pronunciamentos. Pergunta-se: o que se esperava de um presidente da República em tempos de Copa do Mundo no Brasil? Que tratasse o fato com frieza? Que não assumisse, como é do cargo, a camisa de torcedor número 1? Barack Obama, que vibrou com os Estados Unidos, não poderia ter mostrado sua torcida? Ou ele pode? Queriam que Dilma torcesse contra?

    A final da Copa, registre-se, será precedida por um encontro, anfitrionado por Dilma, de 15 chefes de Estado e será sucedida por um encontro decisivo dos Brics, no qual será anunciada a fundação de um banco de fomento que promete atuar na contramão do FMI. Será que os colunistas querem excluir alguém ou algum país desses encontros? Melhor Dilma não ir, talvez? Ou barrar a entrada de Cristina Kirchner, ein, ein?

    Ao longo da competição, a presidente procurou, como, de novo, é do seu papel, incentivar o desenvolvimento da competição e, claro, expressar sua torcida pela equipe brasileira. Neste contexto usou a expressão "vamos fazer uma Copa no padrão Felipão", que agora causa risos de colunistas nos programas da Globo News. Qualquer presidente prestigiaria o técnico da Seleção no início de uma Copa do Mundo. E fazer a piada é do jogo.

    Por outro lado, Dilma entregar a taça aos campeões, sejam argentinos ou alemães, é um gesto de elegância, respeito e esportividade. Buscar alimentar fanatismos em torno do "desastre" que será passar a taça a um "argentino" – como se essa condição fosse um defeito como foi, no passado, ser "judeu", por exemplo – não é apenas querer politizar uma histórica rivalidade esportiva. É jogar baixo.

    Em veja.com, Reinaldo Azevedo aproveitou uma frase do ex-presidente Lula para dar seu pitaco, fazendo questão de, na entrada, bater em Lula abaixo da cintura:

    A FALA PREMONITÓRIA DE LULA EM 2007: "Vamos realizar uma copa do mundo pra argentino nenhum botar defeito". Nem diga!Ah, como fala este apedeuta seca-pimenteira! Vejam o que disse Lula em 2007 sobre a Copa do Mundo de 2014, naquele tom bravateiro de sempre.




    Retomo
    Nem diga! Até agora, os argentinos estão adorando. Já são os vice-campeões. E, não sei, não, é grande a chance de que a governanta entregue a taça para Lionel Messi. Isso, sim, seria um "Maracanazo", né?
    Por Reinaldo Azevedo

    Álvaro, os Marinhos vão depor na sua CPI ? Senador, o senhor gosta de aparecer no jornal nacional ? Se manca, Senador…

    Por falar em Globo.Globo, mostre o DARF !!!
    #mostreodarfglobo

     
    Os variados necrológios da seleção brasileira erram o alvo.

    Em nenhum lugar do mundo, muito menos nos decantados campos da Europa Setentrional, existe essa relação promíscua, genética, entre o futebol nacional e uma única emissora privada de televisão.

    Não adianta vir com as excelências do Bayern ou do Klose.

    Na Alemanha não tem Rede Globo.

    É uma excrescência brasileira – uma jabuticaba que cheira mal.

    A Globo manda na seleção, na CBF e no Campeonato Nacional.

    Faz ídolos que estão por provar-se – como o Neymar – , desfaz técnicos, marca a hora dos jogos, usa o BV para acorrentar os clubes e passar mel nos cartolas.

    Qualquer tentativa de reformar o futebol brasileiro depois dos 7 a 1 que omitir o papel nefasto da Globo é puro oportunismo – ou udenismo.

    Por exemplo: o Álvaro Dias, esse notável contribuinte da Receita Federal, que aparece nos telejornais da Globo mais do que o Alexandre Maluf Garcia.

    Esse impoluto senador, também chamado de Catão dos Pinhais, tem mania de CPI.

    Basta ler uma manchete do Globo que ele pede uma CPI.

    É um exercício pavloviano, que alimenta o Golpe: o Globo escrito faz a denúncia, o Álvaro Dias pede uma CPI, a Globo dá repercussão no jornal nacional, o Globo dá repercussão à Globo, e assim gira o Golpe.

    No twitter, se soube que o Catão dos Pinhais quer uma CPI para apurar a debacle e os gastos da Copa.

    Engraçado.

    Tão engraçado quanto aquela declaração dele, que corre as redes sociais: já está claro que não vai ter estádio, papel higiênico nem apito.

    E os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – , vão depor na sua CPI, senador ?

    Ou o senhor acha isso aqui engraçado, também:

    Faltou:
    Programa do Neymar;
    Altas horas Neymar;
    Neymar de gala;
    Telecurso Neymar;
    Caldeirão do Neymar;
    Domingão do Neymar;
    Neymar Espetacular;
    Neymartástico;
    Neymar Estrelas;
    Central do Neymar;
    Bem estar Neymar.


    Senador Álvaro Dias, o Heitor Cavalcante, nosso amigo navegante, responsável por essa grade de programação da Globo Overseas vai acompanhar a sua CPI com minuciosa atenção.

    Lembra da CPI do Cachoeira, aquela em que o PT odarelou ?
    Um dos filhos do Roberto Marinho – segundo denúncia do Leandro Fortes, na Carta Capital, chegou para o Michel Temer e disse: quando ouvir falar em Veja, entenda imprensa; quando ouvir falar em imprensa, entenda Globo.
    O que ele vai dizer ao Álvaro Catão dos Pinhais ?
    - Gosta de entrar no jn, Senador ?

    Paulo Henrique Amorim

    Globo: do oba-oba ao Brasil colocado de quatro

    :

    As Organizações Globo, que, no fim de semana, estampavam uma capa dourada de Época com um ufanista "Eu acredito", ontem publicaram uma das capas mais infames da história do jornalismo brasileiro; era a imagem de David Luiz prostrado, de quatro, com uma nítida conotação sexual, de um país violentado; o objetivo é um só: despertar emoções primitivas nos leitores e eleitores; depois de estimular o terrorismo contra a Copa, a Globo agora debocha da inteligência do público alertando ainda para o risco de que Dilma entregue a taça a Messi; é assustadora a falta de escrúpulos

    247 - Chega a ser assustadora a falta de escrúpulos da imprensa familiar brasileira. O exemplo mais gritante é o das Organizações Globo, que, na edição de ontem do jornal O Globo, publicaram aquela que talvez entre para a história como a capa mais infame já feita pela imprensa brasileira. O jogador David Luiz, que teve uma postura digna durante toda a Copa do Mundo, tanto na vitória, ao consolar o colombiano James Rodriguez, como na derrota, ao se desculpar diante dos torcedores, foi estampado de quatro, sob os dizeres "Vergonha, vexame, humilhação", escritos em letras garrafais.

    O Globo, que associa a imagem de David Luiz à de uma nação violentada e estuprada, numa escolha editorial com nítida conotação sexual, pertence ao mesmo grupo que edita a revista Época. Uma publicação que produziu diversas reportagens na linha do #naovaitercopa, disseminando terror e pessimismo entre a população, mas que, nesta semana, diante do sucesso da Copa, decidiu aderir ao clima de alto astral no País com um ufanista "Eu acredito!" na capa. Uma escolha oportunista, como alertou 247, lembrando que conviria bater na madeira diante da conversão global ao otimismo (leia mais aqui).

    Em linhas gerais, a cobertura da Copa feita pela Globo, que é parceira da Fifa e fatura alto com o Mundial, passou do terrorismo ao oba-oba para, agora, chegar ao sadismo sensacionalista. Por quê? Qual é a lógica que justificaria uma postura tão vil e covarde?
    A única resposta parece ser a política. Como bem lembrou o colunista Miguel do Rosário, o objetivo parece ser o despertar emoções primitivas na sociedade (leia mais aqui), como se a nação estuprada tivesse agora a missão de se vingar do governo que a deixou ser violentada pelos alemães.

    Mas o estupro, no entanto, ainda não está completo. No roteiro dos sonhos da família Marinho, falta apenas o capítulo final, com a presidente Dilma Rousseff entregando a taça ao capitão argentino Lionel Messi. "Há uma conspiração dos astros contra a presidente Dilma", diz o colunista Merval Pereira, alertando para o "risco" de que isso ocorra. "Pior desfecho não poderia haver".

    Fica claro, portanto, que a família Marinho é Argentina desde criancinha. Apostaram no terrorismo contra a Copa e perderam a aposta. Fizeram oba-oba na capa de Época e agouraram a seleção. Agora, surfam no "vexame", como se disso dependesse o sucesso de sua agenda política. Vão perder novamente. Caso Lionel Messi, um jogador admirado pela grande maioria dos brasileiros, receba a taça, terá sido apenas por merecimento. E assim como a Argentina merecerá aplausos pelo eventual título, o Brasil também pela organização da Copa.

    OS EUA E HITLER




    (Hoje em Dia) - Um dos aspectos mais fascinantes da história, é que, por mais que se tente escondê-la, matá-la, enterrá-la, ela acaba, como um cadáver recém exumado que reabrisse as pálpebras para olhar quem o contempla, revelando, implacável e profundamente, seus segredos.

    Um dos assuntos menos conhecidos, ao menos para o grande público, da primeira metade do Século XX, é o envolvimento de importantes nomes da elite e de grandes  empresas norte-americanas com o hitlerismo, e com os crimes nazistas, incluindo a destruição e o genocídio de milhões de homens, mulheres e crianças,  classificados pelos alemães como “sub-humanos” e “não-arianos”.

    Segundo documentos  descobertos em 2004, o avô do Presidente Geoge W. Bush, o senador - e banqueiro - Prescott Bush (1895-1972), não apenas colaborou com colaboradores do regime nazista, antes e depois da chegada de Hitler ao poder - até o ano de 1942, quando os ativos da companhia que dirigia foram tomados pelo governo norte-americano, com base em lei que proibia negociar com o inimigo - mas também que suas ligações com  o magnata alemão Franz Thyssen, a quem representava nos EUA, foram fundamentais para a ascensão política e a consolidação da fortuna de sua família.

    As ligações de Prescott Bush com Thyssen, e, por extensão, com o regime nazista, teriam, possivelmente, permanecido ocultas, se os Bush não tivessem sido processados em milhões de dólares, mais tarde, por danos morais e físicos, por dois ex-trabalhadores escravos do campo de extermínio de Auchwitz, que em seu cativeiro trabalharam para empresas alemãs, de alguma forma ligadas ao avô do ex-presidente dos EUA.

    São conhecidas as ligações de Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, com o antisemitismo, a ponto do inventor do Ford T ter sido condecorado por Hitler.

    Mas talvez uma das histórias mais impressionantes do envolvimento de grandes ícones norte-americanos com o nazismo, seja a da IBM, a emblemática International Business Machines, que esteve ligada à Alemanha desde o início.

    A IBM foi fundada por um filho de alemães, Hermann Holerith, que, trabalhando para o American Census Bureau, o escritório de estatisticas dos Estados Unidos, desenvolveu um sistema de cartões perfurados e de classificadoras mecânicas para o recenseamento populacional norte-americano, no final do século XIX.

    Nascida com o nome de Tabulating Machine Company, a IBM foi fundamental para a contagem, identificação e classificação, com base em características familiares e “raciais” da população alemã e da Europa ocupada pelos nazistas.

    Para isso, ela desenvolveu, sob medida, um sistema que permitiu separar e matar, rapidamente cerca de 9 milhões de vítimas, não apenas judias, mas ciganas, homossexuais, Testemunhas de Jeová, comunistas, socialistas, etc e etc. Todas identificadas, da prisão à morte,  por um número tatuado no antebraço, e por um cartão perfurado com as  informações relativas a cada prisioneiro.

    A história, de Hermann Hollerith a Thomas J. Watson, o homem que levantou, de fato, a IBM, e a transformou em uma das mais poderosas empresas do século XX, pode ser lida, em português, no livro “A IBM e o Holocausto”, de Edwin Black, da Editora Campus.  

    quarta-feira, 9 de julho de 2014

    Mídia e militantes de direita e esquerda buscam lucro político na derrota da Seleção


    Até parece que a derrota esportiva é culpa de Dilma Rousseff. Já após o segundo gol da Alemanha, grandes portais, blogs e redes sociais foram infestados por milhares de comentários e fotomontagens buscando vincular a presidente da República ao desempenho da Seleção.
    No Mineirão, a mesma “torcida” dos camarotes VIPs repetiu os mesmos insultos à presidente que foram disparados na abertura da Copa, em São Paulo, na Arena Corinthians, em 12 de junho último. Reapareceu o já famigerado “Dilma, VTNC!”, que, segundo o Datafolha, foi abominado por 76% dos brasileiros.
    Enquanto isso, militantes de esquerda e direita da oposição ao governo federal e ao PT se esbaldavam na internet com comentários comemorativos ao vexame do “escrete canarinho”, sempre buscando relacionar a presidente da República ao resultado de Brasil e Alemanha.
    Segundo a Folha de São Paulo, os grupos que promovem protestos violentos contra a Copa acham que esses protestos irão crescer por conta da derrota do Brasil. Vários sites que apoiam esses movimentos dizem, sem pudor, que a derrota do Brasil dá razão aos que criticavam a Copa (?!!).
    No portal UOL, colunista da Folha já contabiliza, um a um, todos os lucros políticos que acha que a oposição irá colher da derrota do Brasil. Já não há mais vergonha ou pudor em julgar o governo pelo resultado da Seleção em campo.
    A oposição a Dilma, porém, foi mais esperta, desta vez. Segundo a mesma Folha, Comemorar fiasco é tiro no pé, diz oposição. A matéria afirma que tanto Aécio Neves quanto Eduardo Campos se abstiveram de tentar faturar politicamente o desastre desportivo do Brasil.
    Mas de que adianta isso se a militância desses candidatos – e a de partidos de esquerda que empregaram todos os meios imagináveis para melar a Copa – mostram o contrário publicamente?
    É como no caso do Bolsa Família, que os candidatos tucanos a presidente Geraldo Alckmin (2006), José Serra (2010) e, agora, Aécio Neves sempre disseram que apoiavam, mas ninguém acreditou porque a militância tucana dizia – e ainda diz – o contrário.
    Como no caso dos insultos a Dilma na abertura da Copa, é possível que novos insultos também sejam condenados pela maioria, que também pode condenar a tentativa de tirar votos da presidente usando fato sobre o qual ela não tem responsabilidade, o desempenho da Seleção.
    Claro que a dimensão da derrota foi muito grande e mexeu muito com as pessoas. Independentemente de posição político-ideológica, não há brasileiro “normal” que tenha escapado de um sentimento avassalador de tristeza – à exceção dos que comemoraram a derrota da Seleção, que são tão minoritários quanto os que insultaram a presidente.
    É muito alta a aposta dessa militância troglodita que partidos de direita e esquerda espalharam pela internet e pelas ruas. Claro que tudo pode acontecer, mas a lógica insinua que aquela militância só está expondo o que seus candidatos tentam esconder.

    Chega de Lei Pelé e de neolibelismo Essa, além do Gilmar, é uma das heranças malditas do Principe da Privataria



    A derrota sofrida pela Seleção Brasileira para a Alemanha não significa somente uma tragédia nacional.

    Vai além.

    Representa um choque de realidade que escancara a distância entre o futebol brasileiro e o alemão.

    Lá, como lembraram os jornalistas Guilherme Pavarin e Alexandre Versignassi, a eliminação na primeira fase da Eurocopa em 2000 surtiu efeito.

    “Estávamos pensando exatamente como vocês brasileiros pensam hoje: que não precisávamos aprender nada. E fomos jogando cada vez pior, pior e pior”, disse o ídolo alemão  Paul Breitner, em entrevista a ESPN Brasil.

    Dois anos depois, o país chegava à final da Copa do Mundo com o mesmo Brasil eliminado ontem.

    E hoje tem a seleção mais uma vez na final de um Mundial, o Bayern e o  Borussia Dortmund foram os finalistas da Champions League e revela jovens talentos como poucos.

    A CBF deles não é um órgão privado, o que colaborou para que os investimentos necessários fossem feitos pelo governo local. A média de público do campeonato alemão, a Bundesliga,  é de  45 mil pessoas por jogo, a melhor do mundo. No Brasil, é 15 mil, menor do que a segunda divisão deles.

    Por aqui, ocorreu o inverso: o Campeonato Brasileiro é cada vez menos atraente, garotos vão para o exterior como nunca e os clubes ficam relegados às federações e à emissora dona dos direitos de transmissão, que, para Alex, é quem manda.

    A Lei Pelé, norma que substituiu a Lei Zico, assinada durante o governo Fernando Henrique Cardoso, com Pelé de Ministro dos Esportes, contribuiu com isso.

    O neoliberalismo saiu dos ideais e planos econômicos da gestão tucana e foi para o futebol.

    A lei tinha o objetivo de dar  transparência e profissionalismo ao esporte nacional, disciplinar a prestação de contas por dirigentes de clubes e a criação de ligas, profissionalizar as gestões e conceder aos jogadores o direito do seu passe.

    Exceção ao Passe Livre, nada mudou.

    Na teoria, a lei visava dar liberdade aos jogadores, que antes eram presos aos clubes. Na prática, foi a realização do sonhos dos empresários de futebol. Uma carreira que ganhou força a partir dali, e hoje é a categoria que mais se beneficia do esporte.

    A ação dos empresários de futebol é abrangente. Podem mediar transferências internacionais e milionárias, assim como descobrem talentos ainda na infância. Garimpam talento e visam o lucro próprio. As categorias de base se tornaram, então, uma caixa preta nos grandes clubes.

    As famosas “peneiras” ganharam um novo ingrediente. Bons talentos acabam reprovados nos testes para, na sequência, serem abordados por agentes. Eles oferecem estrutura e uma perspectiva de sucesso para os garotos. Tratam até com os pais dos atletas. Depois, o jogador volta ao mesmo clube, mas com uma diferença: já é agenciado pelo empresário.

    Ou seja, o jogador poderia ser uma descoberta do clube, mas passa a ser terceirizado pelo empresário. Em uma futura venda, o lucro é dividido. Os clubes servem quase que como barriga de aluguel. Expõem e valorizam o atleta. E aí, com os atletas em mãos, é mais fácil levá-los para a Europa, onde está o grande faturamento.

    Temos alguns exemplos na própria Seleção: você sabe de onde vem o Hulk, amigo navegante? E o David Luiz? O Fernandinho? Daria para falar sobre cada um deles. Tirando Neymar, Júlio César, Hernanes e mais um ou outro, a grande maioria desse elenco fez carreira desde cedo na Europa.

    Inclusive alguns dos que saíram do Brasil como ídolos de grandes times, como Paulinho e Thiago Silva, vinham de experiências frustradas – e precoces – no Velho Continente. Poucos sabem, mas Paulinho passou por Polônia e Lituânia antes de brilhar no Corinthians. O capitão Thiago Silva teve sérios problemas de saúde na Rússia, para depois ser ídolo do Fluminense.

    Por que sair tão cedo? Porque, além do lugar comum de sonhar com o futebol europeu, alguém lucra com isso. Interessa a alguém que o jogador vá para o exterior sem um intermediário.

    Com a Lei Pelé, não foi o jogador que ganhou. Foram os empresários. E quem perdeu, além dos clubes, foi o futebol brasileiro.

    Como se sabe, o legado de FHC é abrangente. Tem como um de seus exponenciais a ida de Gilmar Mendes ao STF. Podemos adicionar mais essa contribuição do Príncipe da Privataria ao país: a derrocada do esporte mais popular do mundo.


    Em tempo: Foi após a Lei Pelé que empresas estrangeiras como a ISL, Hicks Muse e MSI passaram a patrocinar agremiações como Flamengo, Corinthians e deixaram os clubes em situação financeira pior do que quando chegaram


    Alisson Matos e João de Andrade Neto, editores do Conversa Afiada

    Como a Globo usa o BV na CBF Reforma sem tirar a Globo do meio do campo é udenismo



    No julgamento do mensalão do PT – porque o mensalão tucano virou espuma, como as análises dos pigais comentaristas do Valor e da Fel-lha (*) – o BV, o Bônus de Volume era pecado mortal.

    (Não confundir com “volume morto” do Alckmin.)

    Por causa do BV que a Visanet pagou às agências imaculadas do Marcos Valério, o Pizzollatto, à falta de outras provas, foi condenado.

    O BV da Globo é casto.

    É lei …

    O BV da Globo é o maior faturamento das 90 maiores agências de publicidade do Brasil.

    É uma espécie de serviço análogo à servidão: as agências se comprometem a veicular na Globo e recebem um percentual ADIANTADO.

    Ou seja, faça chuva ou sol, TÊM que anunciar na Globo – porque já embolsaram sua fatia.

    Aqui no Brasil, a Globo conseguiu transformar isso em Lei.

    Nos Estados Unidos e na Inglaterra se chama isso de “kick back” – propina.

    Com os clubes da CBF, do Brasileirinho, a Globo faz o mesmo.

    Paga adiantado, para assegurar a exclusividade da cobertura.

    Ela escraviza os clubes com dinheiro, na frente.

    E se eles tiverem um aperto, precisarem de uma grana para contratar um craque – que não se vê há muito tempo … – a Globo comparece, com o bote salva-vidas.

    Portanto, qualquer programa de reforma do futebol brasileiro, inclusive com as boas ideias do Bom Senso FC,  tem que começar com a Globo.

    A Globo é o elefante na sala dos 7 a 1.

    Não basta espinafrar o Felipão, o Marín ou o Del Nero.

    Tem que ir pra cima do Galvao, do Kamel, dos filhos do Roberto Marinho.

    Se não, é como fazer uma Ley de Medios (que a Dilma esqueceu de incluir no programa ) e proteger a Globo, como prega o Ministro Plim-Plim.

    Em nenhum país latino-americano um Campeonato Nacional deixa de ter a cobertura de canais estatais ou educativos.

    Na Argentina, a Cristina comprou os direitos do Brasileirinho e distribui a todos.

    Mas, a Argentina, como se sabe, fica no Hemisfério Norte.

    Em tempo: de todos os espécimes pigais, o mais histérico nesta quarta-ferira é o Globo, que não paga o DARF: “Vergonha ! Vexame ! Humilhação !”

    E o Ver-mal, ou Ataulfo Merval (**) faz uma pirueta, sem rede embaixo: a Dilma vai perder a eleição porque quis “faturar” a Copa. Como diz o Mino, no Brasil os jornalistas são piores que os patrões …

    Paulo Henrique Amorim



    (*)  Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

    (**) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse . Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.

    terça-feira, 8 de julho de 2014

    PARA TIME DO CONTRA, DILMA SÓ TERIA ÔNUS NA COPA

    segunda-feira, 7 de julho de 2014

    Deixe de ser cara-de-pau, Aécio Neves! Quem fez “uso político” da Copa?!

    Patrimônio de Aécio Neves cresceu quase cinco vezes mais que o de Dilma desde 2010; chamada no site do Globo: 'Em 4 anos, patrimônio de Dilma cresce 64%'; o de Aécio, segundo o jornal 'avança' 305%'

    Aloysio Nunes, vice de Aécio, defende Paulo Preto, ex-Dersa, que teria desviado fundos do caixa 2 de Serra em 2010: 'O Paulo já era rico antes de entrar no governo', garante Aloysio, que tomou R$ 300 mil do amigo para comprar um apê

    Financial Times joga a toalha: farol do neoliberalismo reconhece o sucesso da Copa, elogia a segurança no país e diz que Dilma, independente da seleção brasileira, já ganhou prestígio com o brilho do torneio

    Com um viaduto mineiro desabado no pé, Aécio não o sabe o que fazer com a Copa: depois de surfar na onda do Brasil aos cacos', o tucano agora acusa o governo de 'usar politicamente' o êxito do torneio




    Você jamais será eleito presidente da República, Aécio Neves. Sabe por que? Porque se acha mais esperto do que a esperteza e, por isso, trata os brasileiros como idiotas. Você despreza a inteligência de um país inteiro. E é isso o que irá derrotá-lo
    Repercutiu com força a sua acusação infame – e covardemente velada – à presidente Dilma Rousseff, de que ela estaria tentando fazer “uso político” da Copa.
    O jornal Valor Econômico, por exemplo, relata que “No primeiro dia de campanha eleitoral, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, acusou o governo de usar politicamente a Copa do Mundo (…)”.
    Ora, respeite o povo brasileiro. Respeite seu mandato de senador.
    Será que você não enxerga a ironia suprema que reside no que acaba de dizer? Quando poderia imaginar que o evento que você e a mídia diziam afundaria no “caos” se converteria em “risco” de sua principal adversária lucrar politicamente?
    Dilma praticamente não falou da Copa nem quando a sua versão e dos órgãos de imprensa seus amigos prevalecia nem agora, quando vocês caíram do cavalo. Como é que Dilma está usando politicamente a Copa?
    Quem fez tal uso político, foi você. Para ilustrar essa afirmação, este Blog recorre ao blog “Amigos do Aécio”, que reproduziu parte da politicagem barata que você, surfando nas ondas da mídia amiga, edificou em torno das versões de que o Brasil “passaria vergonha” na Copa.


    Abaixo, trecho da matéria.

    Para o senador Aécio Neves, presidente do PSDB e potencial candidato à presidência da república este ano,o atraso nas obras reflete a ineficiência e a incapacidade do governo de planejar e gerir obras. “Mais uma vez é a incapacidade gerencial do governo prevalecendo. Portanto aquilo que se esperava que pudesse ser o grande legado pós copa do mundo simplesmente não acontecerá na dimensão que nós esperamos”, disse.
    Aécio alertou ainda para as consequências financeiras da falta de planejamento. “O que nós estamos assistindo aqui, infelizmente em todas as regiões do país, é um conjunto enorme de atrasos em razão da inoperância do governo federal, da incapacidade de tocar essas obras. Tanto em relação a copa do mundo quanto em outras áreas. O Brasil virou hoje um grande cemitério de obras inacabadas. E com sobre preço, com preços muito além dos inicialmente previstos”, completou (…)”
    Você e seu partido vêm dizendo essas coisas há muito tempo. No site do PSDB, aliás, suas acusações infundadas de que a organização da Copa seria um fiasco estão até gravadas. Ou você vai negar que é a sua voz que está lá?


    Naquela oportunidade, você disse aos brasileiros que “75% de todas as obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo” estavam atrasadas e “alertou que 25%” não ficariam prontas “até o evento”.
    Mas o pior mesmo foi você, em uma de suas crises de oportunismo galopante, espalhar pela mídia foto com seu aliado político “Ronaldo Fenômeno”, que afirmou, para quem quis ouvir, que tinha “vergonha” de uma organização da Copa da qual ele mesmo fazia parte.
    Aquilo, por acaso, não foi uso político da Copa?
    Então, Aécio Neves, é por essas e por outras que você vai ser derrotado, porque trata o público como idiota. Conforme revela matéria da Folha de São Paulo desta segunda-feira (7/7), você acha que todo mundo vai esquecer do que disse e, agora, desdiz.


    O grande problema do PSDB, a conduta que faz seu partido perder uma eleição presidencial após a outra há mais de uma década é justamente esse: vocês não respeitam o povo brasileiro. Assim como a mídia que os serve, ou que se serve de vocês. Tanto faz.
    É por isso que o sucesso de organização que está sendo a Copa do Mundo de 2014 já até gerou efeitos políticos favoráveis à sua adversária sem que ela tenha feito qualquer coisa que justifique dizer que está fazendo “uso político” do que você previu que seria um desastre.
    O povo brasileiro pegou você, seu partido e a vossa mídia no pulo, Aécio Neves. Foram pegos na mentira. Você pode até tentar atribuir a Dilma o que quem fez foi você, pode renegar suas palavras, mas será o único prejudicado por agir assim.
    Escreva aí, Aécio Neves: você não será eleito porque despreza o povo que quer governar. Não demora e irá constatar isso. Talvez até lhe sirva de lição, mas este blog duvida muito. O escorpião não consegue mudar sua natureza.