Apresentadores de TV Marcelo Tas (do CQC, na Band) e Danilo Gentili (do The Noite, no SBT) foram os grandes propagadores de imagens e textos nas redes sociais sobre as vaias e ofensas que foram proferidas contra a presidente Dilma Rousseff (PT) na abertura da Copa do Mundo; no Twitter de Gentili, que possui quase 6 milhões de seguidores, sua principal postagem teve mais de 1,4 mil retweets e foi favoritada por 1,2 mil pessoas; no Facebook, vídeo postado por Tas, que tem 3 milhões de fãs, foi compartilhado mais de 200 mil vezes teve 106 mil likes
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
sexta-feira, 13 de junho de 2014
TAS E GENTILI PROPAGARAM INSULTO A DILMA
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Lula: comem muito e perdem a educação Ele era pobre e não perdia o respeito a Presidente
Colonista (*) social do Estadão gritou em coro
Era convidada “especial” do Itaú.
Para a Sonia: FHC dedica foto a colonista social
Lula comenta no Piauí xingamentos à presidenta Dilma
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nesta tarde de sexta-feira (13) em Teresina, no Piauí, para um ato político com o pré-candidato a senador Elmano Ferrer (PTB), com o pré-candidato ao governo do estado Wellington Dias (PT) e o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira.
Lula comentou sobre as vaias à presidenta Dilma Rousseff durante a abertura da Copa, ontem na Arena Corinthians, em São Paulo. “Eu vi uma parte da manifestação contra a presidenta Dilma e eu fiquei pensando que não é nem dinheiro nem escola nem títulos de doutor que dão educação para as pessoas. Educação se recebe dentro de casa. Eu nunca tive coragem de faltar com respeito a um presidente da República”, disse Lula. “E não era nenhum pobre. Parece que comeram até demais, estudaram até demais, porque perderam a educação e o respeito”, completou.
O ex-presidente afirmou que ainda há muito a ser feito no país. “Vocês lembram como era esse país e esse estado antes de chegarmos à Presidência da República? Em 2003 eram só 366 doutores por ano no Nordeste. Hoje formamos 1996 doutores por ano. É pouco. Precisamos formar mais cientistas e professores no Nordeste”.
“Eu pensava que as pessoas iam ficar felizes ao verem os pobres começarem a comer. Mas não, eles se incomodam. Eles preferiam um avião vazio, com meia dúzia de ricos”.
Sobre a eleição que ocorre este ano, Lula disse que não é isso que está em jogo. “Está em jogo a escolha do tipo de projeto que queremos eleger. Se queremos voltar para a velha política do passado, ou se queremos avançar muito mais”. Para Lula, “nós não temos o direito de fazer esse país retroceder”.
Wellington Dias também comentou os avanços obtidos no Piauí, com o Governo Federal e suas gestões à frente doo estado. “Para nós do Piauí, quando a gente viajava, o que mais doía para nós era ouvir que esse era o estado mais pobre do país. E a partir de 2003, esse estado teve o apoio do maior presidente da história”. Wellington afirmou que os cidadãos do Piauí mudaram de vida com programas como o Minha Casa, Minha Vida e Fies, “fazendo com que hoje o Piauí não seja mais o estado mais pobre do país”, disse.
Clique aqui para ler “Dilma responde aos coxinhas e suas louras”
Aqui para ver “Os brancos e suas louras não xingavam o Maluf”
Aqui para “Colonista social do Estadão gritou em coro”
E aqui para “As vaias: negro só tinha em campo”
Do Azenha:
“Finlândia” vaia Dilma, colunista adere ao coro no camarote do Itaú e Copa é palco central da campanha antecipada
(…)
PS2 do Viomundo: Uma importante colunista social do Estadão, sentada no camarote do Banco Itaú, gritou a plenos pulmões — aparentemente entusiasmada — “Ei, Dilma, VTNC” durante a partida de abertura, para constrangimento de outros convidados, que testemunharam e repassaram a informação.
Não é por acaso que o PSDB está determinado a defender no STF o direito à manifestação nos estádios da Copa: sabe que o público elitizado, presente, pode ajudá-lo a produzir sons e imagens para a campanha eleitoral antecipada, ao mesmo tempo em que descreve Dilma na defensiva, acuada, com medo dos eleitores. A “Finlândia” do título foi definição do jornalista José Trajano, da ESPN.
Em tempo do C AF: enquanto isso, a concorrente, Ilustre colonista (*) social da Fel-lha (**) (o fel deteriorado provoca mau hálito; não chegue muito perto) dedicou uma página para mostrar que não conseguiu entrevistar o Leonardo Di Caprio. Como diz o Mino Carta: no Brasil, os jornalistas são piores que os patrões …- PHA
Clique aqui para ler “Itaquerão: Casa Grande e Senzala”.
Aqui para ler “Quem vaia pagou R$ 990 o ingresso !”
Aqui para ler “As vaias: negro só tinha em campo”.
E aqui para ver na TV Afiada: “Os brancos e suas louras não xingavam o Maluf”.
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
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Vaia a Lula em 2007 não ajudou direita em 2010 e não ajudará agora
Uma hora e pouco após o jogo do Brasil contra a Croácia, a direita midiática não cabia em si de tanta felicidade. Apesar de tudo ter transcorrido em ordem, de os aeroportos terem passado no teste, de a Arena Corinthians ter tido lotação total e de todos os que ali estiveram a terem elogiado largamente, a vaia orquestrada contra Dilma, que partiu do setor VIP do estádio, encheu de esperança o PSDB e os meios de comunicação aliados.
A tese desta página sobre o autoengano é a de que enganar a si mesmo é um direito humano. Quem quiser ver prognóstico eleitoral nas vaias injustas, truculentas e irracionais a uma mulher que tem feito tanto pelo país quanto Dilma Rousseff, que fique à vontade. Contudo, vale oferecer uma ajuda-memória a esses fascistas da grande mídia e do PSDB.
No dia 14 de julho de 2007, cerca de um ano e meio após se reeleger, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado SEIS VEZES durante a cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos, no Rio.
A primeira vaia a Lula partiu de um público que, em média, pagara R$ 250 para assistir ao evento. Surgiu quando a imagem do presidente apareceu nos dois telões do estádio. Ao ser tirada, o público aplaudiu.
No mesmo telão, apareceu de novo a imagem de Lula ao longe, na tribuna de autoridades, e a vaia se repetiu. A terceira e a quarta vaias aconteceram quando seu nome foi anunciado pelo sistema de som do estádio; a quinta e a sexta vaias sobrevieram quando os representantes do Comitê Olímpico Brasileiro e da Organização Desportiva Pan-Americana citaram o então presidente da República.
O mais “interessante” é que, quando o nome do então prefeito carioca, Cesar Maia, foi anunciado no sistema de som do estádio, não apenas não sobrevieram vaias como também foram ouvidos aplausos.
Diga você, leitor, quem é Lula, hoje, e quem é Cesar Maia…
De resto, é ocioso dizer o que aconteceu na eleição de 2010, ou quanto Lula e quanto Cesar Maia influíram naquela eleição. E quem a venceu.
Àquela época, não faltaram previsões da mídia tucana de que as vaias, oriundas de uma elite que pode pagar fortunas para assistir a grandes eventos esportivos, estariam marcando o início da derrocada de Lula e do PT.
O fato é um só: eles sempre riem primeiro, mas, já há muito tempo, não têm rido por último. E continuarão assim.
A excelente organização da Copa do Mundo de 2014, porém, começa a ganhar reconhecimento. No mesmo Jornal Nacional que anunciou as vaias a Dilma sob os sorrisos largos de Galvão Bueno e Patrícia Poeta, um torcedor, saindo da Arena Corinthians, deu entrevista ao telejornal e o que disse deu uma pista sobre sentimento que deve crescer ao longo das próximas semanas.
A frase do torcedor ao repórter do JN, foi: “O estádio é lindo”.
De resto, os protestos contra a Copa não só ficaram isolados como, também, começam a revoltar a população. E os manifestantes contrários ao evento comemorarem o gol contra do Brasil talvez tenha sido seu pior erro.
Além de terem sido vaiados de Norte a Sul do país, nas cidades onde não mostraram suas caras (devido às máscaras da covardia que usam), esses imbecis foram alvos de objetos arremessados contra si pela população revoltada com suas atitudes, o que é um prenúncio do que ainda poderá ocorrer com eles se teimarem em agir como animais.
Sim, vai ter Copa e, sim, a injustiça quase sobrenatural contra Dilma não irá prevalecer. Aos poucos, irão caindo, uma a uma, as mentiras que a mídia e os partidos políticos que a papagaiam (PSDB, DEM, PPS, PSOL e PSTU) engendraram para enganar os brasileiros sobre um evento que será excelente para o país em todos os sentidos.
Com efeito, o primeiro jogo da Copa de 2014 constituiu-se em uma paródia do que deverá acontecer na eleição deste ano. O Brasil começou perdendo, os apátridas que aqui nasceram e que comemoravam a derrota velada ou abertamente, animaram-se muito antes da hora ao darem o jogo como jogado.
Ao fim, a Seleção venceu a partida não só pela técnica, mas, também, com boa dose de sorte, essencial em qualquer disputa. E, assim como a Seleção, Dilma vencerá a eleição contra os que querem voltar ao poder para fatiarem de novo o país e vendê-lo a preço de banana, como fizeram quando governaram. Vencerá a eleição contra gente que não presta, que mente, engana e que será desmascarada ao longo das próximas semanas.
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Quem vaia pagou R$ 990 o ingresso !
Certos coxinhas e suas louras também foram de graça !!
Do Blog do Tarso:
Vaias e xingamentos contra Dilma vieram da área VIP com ingressos a R$ 990 e cortesias para artistas globais
Vergonha!
Sabe de onde iniciaram as vaias e xingamentos contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) no jogoBrasil e Croácia na abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians?
Da área VIP do estádio (conforme G1e Folha), composta basicamente por quem pagou R$ 990,00 nos ingressos e por “celebridades”, principalmente artistas da Rede Globo de Televisão e demais redes de TV.
A maioria desses artistas entraram de graça no estádio, com ingressos cortesias, ou pagaram quase mil reais em cada entrada.
É esse tipo de gente que desrespeita uma senhora ao lado de sua filha, e que não aceita a redução das desigualdades sociais no Brasil nos últimos 10 anos.
A ESPN disse que o público que xingou Dilma é um público diferente, que paga ingresso caro ou é convidado, e que foi uma grosseria, uma má-educação, lamentável, deplorável e deprimente.
(…)
(Até) Boris Casoy disse que foi um desrespeito baixo contra a presidente.
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Antibrasileiro profissional
O surgimento de cidadãos dedicados, 24 hs por dia, a torcer para o Brasil dar errado
-O Senhor é patriota?
-Amador.
-Amador?
-É, porque profissional é o Senhor, que é pago para isso.
Esse teria sido o diálogo travado entre o grande advogado Sobral Pinto e o coronel que o prendeu em Goiânia, durante a ditadura militar. Na realidade, as palavras devem ter sido diferentes, mas o sentido geral foi esse.
Sobral sentiu-se extremamente ofendido pela pergunta e retrucou à altura. O grande advogado, católico fervoroso e conservador, detestava a ditadura e suas violências, mas amava profundamente o seu país. O mesmo acontecia com outros opositores do regime militar. Os jovens que aderiram à luta armada contra a ditadura, como Dilma Rousseff, também tinham grande amor pelo Brasil e profunda fé em seu enorme potencial. Na realidade, eles queriam, a sua maneira, libertar o Brasil do “imperialismo” e das amarras que o prendiam ao atraso e às injustiças. Eles achavam que, uma vez liberto, o Brasil e seu povo encontrariam a sua real grandeza.
Ninguém ali tinha complexo de vira-lata. Ninguém se achava menor por ser brasileiro. Ninguém era pessimista, em relação ao Brasil. A bem da verdade, tratava-se de gente que, por acreditar muito no país, era capaz de dar sua vida por ele, como alguns fizeram. E, na Copa de 1970, todos acabaram torcendo pela Seleção.
Agora, a coisa mudou. Para se fazer oposição ao governo popular e democrático do país, parece que o requisito é ser anti-Brasil. Parece necessário se ter um grande desprezo pelo país, e mais ainda pelo seu povo. É imprescindível ser um pessimista que transmita seu desprezo a tudo que é brasileiro com sincopado abanar de rabo e latidos histéricos.
Pelo menos é o que a mídia conservadora e oligopolizada, nosso maior partido de oposição, vem fazendo com grande afinco. Com efeito, para tentar impedir a reeleição da presidenta instaurou-se um vale-tudo que não se acanha em atropelar a autoestima do brasileiro e prejudicar o país.
Tudo é apresentado sob uma ótica distorcida pelo ódio, o pessimismo e o desprezo. Parece que vivemos no último país do mundo, sempre à beira do colapso e irremediavelmente condenado ao atraso pela incompetência e a ignorância de seu próprio povo.
Faz-se tabula rasa de todos os grandes avanços acontecidos na última década e do fato de que o Brasil é um dos países que melhor enfrenta a crise mundial, para se criar um clima pesado de pessimismo e negatividade, o qual, embora não tenha substrato empírico, tem impacto real na psique coletiva do país. E na imagem do Brasil.
A cobertura da Copa é exemplar, a este respeito. Faz-se uma inversão de tudo o que acontece. O novo estádio, muitíssimo melhor que o antigo, que caía aos pedaços, afugentando e ameaçando torcedores, não é notícia. O que é notícia, espalhafatosa e histérica, é o “atraso”, a “goteira”, o “tapume”, e os supostos e até agora não comprovados “superfaturamentos”. O novo aeroporto, também muito melhor que o antigo, de que tantos reclamavam, também não é notícia. O que é notícia é a não-instalação (ainda) da Polícia Federal no local e a confusão em torno da saída de um voo internacional.
As grandes obras de mobilidade urbana, tão necessárias à nossa população das grandes cidades, ou são ignoradas ou são apresentadas pelo mesmo viés negativo.
Distorce-se muito o tempo todo. Até mesmo a taxa de desemprego em seu mínimo histórico é apresentada sob uma ótica negativa, sob a desculpa de que a taxa de inatividade cresceu, o que, na realidade, também é uma boa notícia, pois indica que os nossos jovens estão estudando mais, graças ao aumento das rendas das famílias.
Quando não se pode distorcer, chega-se, em alguns casos, à mentira pura e simples. A velha mídia se esmerou em propagar a ideia de que os investimentos na Copa tinham sido feitos a expensas dos investimentos em Saúde e Educação.
Tudo mentira, é óbvio. Os dados mostram que gastos com os estádios, na realidade empréstimos do BNDES que terão de ser pagos, corresponderam, em quatro anos, a cerca de RS$ 8 bilhões, ao passo que os investimentos em Saúde e Educação ultrapassaram R$ 850 bilhões. A manchete correta sobre o tema seria: “Brasil gasta menos de 1% com estádios do que gasta com Saúde e Educação”. No entanto, essa manchete nunca veio, ou, se veio, veio com muito atraso.
E a distorção sistemática não se refere somente à Copa. Distorcem-se as informações sobre o ENEM, um mecanismo republicano de acesso à universidade, que é atacado sistematicamente por aqueles que ignoravam os grandes problemas e limitações dos nossos vestibulares. Distorcem-se os dados sobre o Bolsa Família, sempre apresentado como um programa que incentiva a preguiça. Inventa-se uma inflação “sem controle”. Em certos meios, mente-se até sobre a Justiça, como no caso da AP 470. A lista é inesgotável.
Claro está que não se deseja que a imprensa oculte problemas e não faça críticas. Mas deveria haver um mínimo de equilíbrio e isenção. Afinal, qual é a contribuição que uma mídia que não disponibiliza informação fidedigna à população presta à democracia? Claro está também que, se a Copa e todas essas grandes obras tivessem sido feitas nos governos conservadores de antanho, a louvação derretida dessa mesma mídia oligopolizada seria interminável e nauseante.
O curioso é que esse esforço furioso da mídia conservadora não surte o efeito desejado. Os candidatos da oposição não conseguem decolar. O clima de pessimismo e desconforto embalado pela mídia parece atingir, a bem da verdade, a política de um modo geral e todas as instituições democráticas. Ninguém está conseguindo se beneficiar com isso.
Mas, se ninguém se beneficia, o dano causado ao país é real. Quanto turistas deixaram de vir ao Brasil por causa dessa campanha sistemática? Será que não há investimentos que foram cancelados por causa disso? Em todo caso, se a Copa for um grande fracasso, quem pagará o preço, por várias décadas, será o Brasil; não o governante de plantão.
O dano maior, contudo, é o dano à autoestima do brasileiro. Um dano terrível. Já ouvi crianças de nove anos dizerem que torcerão por times estrangeiros, porque o Brasil é um “país feio”. Já vi adultos declararem que não colocaram bandeiras do Brasil em seus carros porque temem “pichações”. Vejam a que ponto chegamos: há pessoas no Brasil que temem declarar o seu amor pelo próprio país. Quem pagará por esse crime?
Deveria ser o antibrasileiro profissional. Aquele que é revelado pelo seguinte diálogo:
-O Senhor é antipatriota?
-Profissional.
-Profissional?
-É, porque eu sou pago para fazer esse servicinho sujo contra o Brasil.
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quinta-feira, 12 de junho de 2014
Globo vai secar o Brasil na Copa O rosto da Globo não é o da Fernanda Gentil. O Bessinha sabe qual é .
O amigo navegante já percebeu a súbita conversão dos apresentadores da Globo Overseas.
Agora, quando os pessimistas foram irremediavelmente derrotados e a Copa vai começar no Itaquerão – jamais se viu uma campanha “política” cheia de ódio contra a construção de um estádio de futebol … – agora, os rapazes e moças, inclusive as suaves apresentadoras da GloboNews, são só sorrisos.
Todos de sorrisos amarelos cortejam o Globope, que lhe escapa.
Está na hora de a Globo Overseas honrar os compromissos comerciais que assumiu com os patrocinadores.
(E quando acabar o encaixe publicitário da Copa ? Quem vai comprar a Globo: o Binho, a Friboi ou a Odebrecht ?)
Aguarda-se o Faustão, domingo, quando provavelmente virá de ceroula verde-amarela.
A Dilma se impôs ao Golpe, entupiu os pessimistas.
Como diz o corajoso ministro Aldo Rebelo, tudo porque o Lula trouxe a Copa e a Dilma a realizará.
Clique aqui para ler “Rebelo descreve o legado da Copa”.
É só isso.
Portanto, não se iluda, amigo navegante, com essa disfarçada hipocrisia.
No coração da matéria, lá dentro, nas camadas mais profundas dos interesses geológicos da Globo Overseas os interesses não mudam.
A Globo só se salva se o Arrocho for eleito e a Globo, como fez durante muito tempo, controlar a SECOM e o BV, o Ministério das Comunicações – ah, que saudades do ACM ! – e o BNDES – oh !, Francisco Gros, por que você foi embora tão cedo ?
Só o Tesouro Nacional salva a Globo !
Porque a Globo vai morrer gorda.
O amigo navegante certamente se lembra daquele “manual” sobre como os “jornalistas” da Globo deveriam se comportar com a Copa: só pau !
O “de profundis” da Globo se expressa, nesta radiosa quinta-feira, na colona (*) do Ataulfo Merval (**):
“… a Dilma se utilizou de um instrumento de comunicação do Estado para defender seu Governo de críticas”…
É muito engraçado.
A Globo explora o espectro eletromagnético, que pertence ao povo brasileiro, para difundir que o Brasil é uma m…, e a Presidenta da Republica não pode usar uma cadeia nacional de rádio e tevê.
Muito engraçado !
“… há uma sociedade inquieta em busca de um futuro que não se resuma a pão e circo”.
Quá, quá, quá !
Como se a Globo Overseas fosse a BBC.
É porque o Ataulfo nunca viu o Faustão…
O BBB do Bial…
Na placa tectônica mais profunda dos interesses da Globo, também se lê no Segundo Caderno, de obscuro redator:
http://oglobo.globo.com/cultura/gol-no-mundo-sem-gozo-12820203
“… Pródigo em produzir camelôs e outros restolhos do mundo trabalho, o Brasil foi compelido a varrê-los da frente dos estádios. Chamou então os milicos para a higienização. Nada como a manu militari para serviços de limpeza.
O general José Carlos de Nardi, chefe do Estado-Maior da Forças Armadas, disse anteontem que houve um ganho significativo para o Brasil no aprendizado de defesa química, biológica, radiológica e nuclear. Afora a sofisticação tecnológica, nunca se viu tanta força bruta na rua, embora não haja terroristas à vista. Quem são os inimigos? São os grevistas e a galera que se insurge contra os supereventos da globalização: reuniões do FMI, do G-8, do Banco Mundial, Copas e Olimpíadas. As forças armadas e a polícia garantem o livre — e, por que não dizer, sagrado — trânsito de mercadorias e consumidores, de jogadores e torcedores. O gol é o gozo desse mundo sem gozo.
Em tempo: quem aí está com problema de gozo, amigo navegante ?
Agora, quando os pessimistas foram irremediavelmente derrotados e a Copa vai começar no Itaquerão – jamais se viu uma campanha “política” cheia de ódio contra a construção de um estádio de futebol … – agora, os rapazes e moças, inclusive as suaves apresentadoras da GloboNews, são só sorrisos.
Todos de sorrisos amarelos cortejam o Globope, que lhe escapa.
Está na hora de a Globo Overseas honrar os compromissos comerciais que assumiu com os patrocinadores.
(E quando acabar o encaixe publicitário da Copa ? Quem vai comprar a Globo: o Binho, a Friboi ou a Odebrecht ?)
Aguarda-se o Faustão, domingo, quando provavelmente virá de ceroula verde-amarela.
A Dilma se impôs ao Golpe, entupiu os pessimistas.
Como diz o corajoso ministro Aldo Rebelo, tudo porque o Lula trouxe a Copa e a Dilma a realizará.
Clique aqui para ler “Rebelo descreve o legado da Copa”.
É só isso.
Portanto, não se iluda, amigo navegante, com essa disfarçada hipocrisia.
No coração da matéria, lá dentro, nas camadas mais profundas dos interesses geológicos da Globo Overseas os interesses não mudam.
A Globo só se salva se o Arrocho for eleito e a Globo, como fez durante muito tempo, controlar a SECOM e o BV, o Ministério das Comunicações – ah, que saudades do ACM ! – e o BNDES – oh !, Francisco Gros, por que você foi embora tão cedo ?
Só o Tesouro Nacional salva a Globo !
Porque a Globo vai morrer gorda.
O amigo navegante certamente se lembra daquele “manual” sobre como os “jornalistas” da Globo deveriam se comportar com a Copa: só pau !
O “de profundis” da Globo se expressa, nesta radiosa quinta-feira, na colona (*) do Ataulfo Merval (**):
“… a Dilma se utilizou de um instrumento de comunicação do Estado para defender seu Governo de críticas”…
É muito engraçado.
A Globo explora o espectro eletromagnético, que pertence ao povo brasileiro, para difundir que o Brasil é uma m…, e a Presidenta da Republica não pode usar uma cadeia nacional de rádio e tevê.
Muito engraçado !
“… há uma sociedade inquieta em busca de um futuro que não se resuma a pão e circo”.
Quá, quá, quá !
Como se a Globo Overseas fosse a BBC.
É porque o Ataulfo nunca viu o Faustão…
O BBB do Bial…
Na placa tectônica mais profunda dos interesses da Globo, também se lê no Segundo Caderno, de obscuro redator:
http://oglobo.globo.com/cultura/gol-no-mundo-sem-gozo-12820203
“… Pródigo em produzir camelôs e outros restolhos do mundo trabalho, o Brasil foi compelido a varrê-los da frente dos estádios. Chamou então os milicos para a higienização. Nada como a manu militari para serviços de limpeza.
O general José Carlos de Nardi, chefe do Estado-Maior da Forças Armadas, disse anteontem que houve um ganho significativo para o Brasil no aprendizado de defesa química, biológica, radiológica e nuclear. Afora a sofisticação tecnológica, nunca se viu tanta força bruta na rua, embora não haja terroristas à vista. Quem são os inimigos? São os grevistas e a galera que se insurge contra os supereventos da globalização: reuniões do FMI, do G-8, do Banco Mundial, Copas e Olimpíadas. As forças armadas e a polícia garantem o livre — e, por que não dizer, sagrado — trânsito de mercadorias e consumidores, de jogadores e torcedores. O gol é o gozo desse mundo sem gozo.
Em tempo: quem aí está com problema de gozo, amigo navegante ?
O verdadeiro rosto da Globo não é o da Fernanda Gentil, escalada para substituir a Fátima, que não pode sair do caminhão.
O rosto da Globo é outro.Que a gente sabe qual é.
A Globo quer que o Brasil se ferre na Copa, porque o Brasil (trabalhista) é uma m…
Paulo Henrique Amorim
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos, estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia. E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.
Miruna exalta advogado agredido por Barbosa
Em carta aberta ao advogado Luiz Fernando Pacheco,
defensor de seu pai José Genoino na AP 470, que foi expulso da tribuna
do Supremo Tribunal Federal em ato arbitrário do ainda presidente da
corte, Joaquim Barbosa, que mancha para sempre a história do STF, Miruna
Genoino diz que ele lavou a alma da família: “Você hoje, Pacheco, falou
com clareza e com certeza porque se apoia na verdade e sabe que quem
está do outro lado não só está indo contra o direito, como ele próprio
sabe que o que está fazendo é ilegal e pior de tudo, desumano. Eu, ao
ver o vídeo, tive que escolher entre dois sentimentos: o do ódio pelo
opressor, e o da admiração pelo defensor”; leia na íntegra
Carta para Luiz Fernando Pacheco, de Miruna Genoino
Querido Pacheco,
Te escrevo essa carta hoje, um dia tão forte para você e consequentemente para nós também, porque ando com a cabeça muito fora do eixo, dando umas bolas foras com as palavras orais e sentindo mais firmeza nas palavras escritas. Talvez, se eu te telefonasse, não conseguiria expressar tudo o que gostaria, tanto quanto acho que poderei colocar aqui.
Sabe Pacheco, apesar de minha profissão de educadora estar de alguma forma bem distante da sua, o direito sempre esteve meio próximo de mim, de jeitos muito significativos, e marcantes também. Meu pai esteve em uma faculdade de direito e apenas pela ditadura não terminou seu curso, e depois, duas grandes, grandes amigas minhas entraram no direito. Uma delas, uma amiga de infância, acabou me juntando em muitos momentos com os seus colegas de faculdade e por isso enquanto me constituía enquanto pedagoga, acabei acompanhando pessoas queridas se formando no direito.
Isso tudo para dizer que sim, para mim esse mundo jurídico de vocês é muito estranho e cheio de leis, decisões, decretos, e muito diferente do meu mundo, cheio de crianças, de espontaneidade, de "combinados", mas é um mundo que respeito profundamente, que admiro e que é cheio de gente muito, muito especial para mim.
Desde que meu pai foi colocado de forma tão injusta nesse processo, tivemos todos nós que ir adentrando nesse mundo jurídico e assim, ir estabelecendo uma relação com você, advogado dele. No começo, não era nosso foco de atenção, afinal, era algo entre meu pai e você e nós ficávamos apenas sabendo das coisas, acompanhando... Porém, desde o dia 15 de novembro tudo mudou porque meu pai perdeu a liberdade, a voz e fomos precisando estabelecer uma relação, nós, a família, e você, o advogado dele.
Nem sempre foi fácil porque estamos desesperados, queremos respostas, desejamos ações e você ia sempre precisando ir trazendo o dado de realidade, as leis, as possibilidades, as ações jurídicas, os pedidos dentro desta ou aquela lei. Todo esse processo foi para nós uma eterna luta e embate com esse muro da (in)justiça, dos trâmites e das burocracias, com sentenças, decretos e pareceres e para quem está de fora deste mundo e pior, para quem tem seu familiar assim nessa situação, isso tudo vai sendo uma prisão para nós.
É por isso que te escrevo para dizer que você hoje lavou a nossa alma. Você colocou no plenário o sangue, a força, a energia, a convicção que tantas vezes nós, de fora, ansiávamos de todas as formas por nossa condição de angústia e desespero. Você hoje, Pacheco, falou com clareza e com certeza porque se apóia na verdade e sabe que quem está do outro lado não só está indo contra o direito, como ele próprio sabe que o que está fazendo é ilegal e pior de tudo, desumano.
Eu, ao ver o vídeo, tive que escolher entre dois sentimentos: o do ódio pelo opressor, e o da admiração pelo defensor. Claro que escolhi o segundo. Claro e óbvio porque isso que aconteceu hoje só deve ser visto dessa forma, pela sua atitude digna e corajosa de decidir mostrar veementemente que a situação do meu pai não pode continuar como está, que não se pode seguir assim, protelando e atrasando, descaradamente sem entender que uma vida humana está em jogo.
Eu sei, Pacheco, que ao longo desse processo vocês advogados amigos, sofreram muito, porque tudo que foi acontecendo ia contra todos os precedentes, leis, decisões e a angústia deve ter sido tremenda. Mas considero que hoje você mostrou que o direito não precisa ser lei e sentença, ele pode ser vida e luta também, ele pode ser força, decisão e determinação. O direito pode ser coragem, pura coragem.
Agora, tentarão manchar sua imagem, dizer baboseiras, inventar e caluniar, mas é tarde demais. O vídeo é claro, as atitudes são explícitas e não há nada que possa ser dito que conseguirá mudar o fato de que hoje uma atrocidade foi cometida contra você, simplesmente por ser o advogado de José Genoino. Mas tudo tem seu preço, e todo mundo, cedo ou tarde, precisará arcar com as suas escolhas. Fico feliz em saber que a sua escolha foi a da convicção e dos valores, porque a sedução do poder já levou muita gente a escolher a perseguição, a difamação e a tortura em todos os sentidos.
Estamos juntos e lutaremos juntos até o fim.
Hoje você lavou nossa alma e estou certa de que meu pai, quando ficar sabendo, sentirá enorme orgulho de ter você como advogado.
Um abraço,
Miruna
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
Tirano, JB expulsa do STF advogado de Genoino
Às vésperas de deixar a presidência do Supremo
Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa cometeu a mais grave e
absurda de suas arbitrariedades: expulsou o advogado Luiz Fernando
Pacheco, que defende o ex-deputado José Genoino, no livre exercício de
suas funções; da tribuna do STF, Pacheco argumentava que as execuções
penais têm prioridade sobre outros casos; o objetivo era tentar tirar
Genoino da Papuda e enviá-lo à prisão domiciliar em razão do agravamento
de seu estado de saúde; "Honre esta casa, ministro", protestou o
advogado, sobre a conduta de Barbosa; o presidente demissionário teve
então um acesso de fúria: "Chamem os seguranças!"; o advogado foi
retirado; vídeo
247 – Nunca na história do Supremo Tribunal Federal um advogado foi expulso da Corte no exercício de suas funções. Ao final da gestão do ministro Joaquim Barbosa, porém, o gesto ocorreu pela primeira vez.
Às vésperas de se aposentar do cargo de presidente do STF, Barbosa teve um acesso de fúria nesta quarta-feira 11 e expulsou do tribunal o advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o ex-deputado José Genoino, no livre exercício de suas funções.
Pacheco argumentava, da tribuna do STF, que as execuções penais têm prioridade sobre outros casos, criticando assim a conduta de JB, que mandou Genoino de volta para a penitenciária da Papuda, em Brasília, sem atender a pedido da defesa, que defende que o condenado na Ação Penal 470 cumpra prisão domiciliar.
De acordo com o advogado, "manter o apenado na penitenciária representa um risco excessivo à sua vida, tendo em vista o seu quadro clínico, o comprovado malefício que o ambiente carcerário impõe à sua saúde e as precárias condições de atendimento médico já existentes" (leia mais aqui).
"Honre esta casa, ministro", disparou Pacheco. Barbosa, então, no mais alto descontrole, atacou de volta, pedindo a expulsão do advogado: "Chamem os seguranças". Se o ministro queria deixar mais uma marca em seu polêmico mandato, acaba de registrar o maior gesto de falta de respeito da história do Judiciário.
O pedido da defesa de Genoino tem o respaldo da Procuradoria Geral da República. Há uma semana, Rodrigo Janot, chefe da PGR, enviou parecer ao STF pedindo para que o petista voltasse à prisão domiciliar (relembre aqui).
Assista ao vídeo e leia abaixo reportagem da Agência Brasil sobre o episódio:
Barbosa manda seguranças retirarem advogado de Genoino do plenário do STF
André Richter – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, mandou hoje (11) seguranças da Corte retirarem do plenário o advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o ex-deputado José Genoino.
Barbosa deu a ordem após Pacheco subir à tribuna para pedir que o presidente libere para julgamento o recurso no qual Genoino diz que tem complicações de saúde e precisa voltar a cumprir prisão domiciliar. No momento, os ministros estavam julgando a mudança no tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.
Ao subir à tribuna e interromper o julgamento para cobrar de Barbosa a liberação do recurso, Pacheco foi questionado pelo presidente: "Vossa Excelência vai pautar? [a Corte]". O advogado respondeu: "Eu não venho pautar. Venho rogar a Vossa Excelência que coloque em pauta, porque há parecer do procurador-geral da República favorável à prisão domiciliar deste réu, deste sentenciado. Vossa Excelência, ministro Joaquim Barbosa, deve honrar esta casa e trazer aos seus pares o exame da matéria", respondeu Pacheco.
Após dizer duas vezes: "eu agradeço a Vossa Excelência", na tentativa de cortar a palavra de Pacheco, Barbosa determinou a retirada do advogado do plenário. "Eu vou pedir à segurança para tirar este homem", disse Barbosa.
Ao ser abordado pelos seguranças, o advogado protestou: "isso é abuso de autoridade! Isso é abuso de autoridade", gritou. Joaquim Barbosa ainda retrucou: "Quem está abusando de autoridade é Vossa Excelência. A República não pertence a Vossa Excelência, nem à sua grei (grupo). Saiba disso."
No dia 4 deste mês, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo parecer favorável ao regime de prisão domiciliar para Genoino. Segundo Janot, o ex-deputado deve voltar a cumprir pena em casa enquanto estiver com a saúde debilitada. Ele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto na Ação Penal 470, o processo do mensalão.
Para o procurador, há dúvidas sobre as garantias de que Genoino terá atendimento médico adequado no Presídio da Papuda, no Distrito Federal, onde está preso. No documento, o procurador lembra que o Estado tem o dever de garantir a integridade física do preso.
Genoino voltou a cumprir pena na Papuda, no mês passado, por determinação do presidente do Supremo. A decisão foi tomada após Barbosa receber laudo do Hospital Universitário de Brasilia. No documento, uma junta médica concluiu que o estado de saúde do ex-parlamentar não era grave.
Segundo os médicos, o quadro de saúde de Genoino não justifica tratamento diferenciado. "Não se expressa no momento a presença de qualquer circunstância justificadora de excepcionalidade e diferenciada do habitual para a situação médica em questão, visando ao acompanhamento e tratamento do paciente em apreço", diz o laudo.
O advogado Luiz Fernando Pacheco defende que Genoino cumpra prisão domiciliar definitiva. De acordo com Pacheco, Genoino sofre de cardiopatia grave e não tem condições de cumprir pena em um presídio, por ser "paciente idoso, vítima de dissecção da aorta". Para o advogado, o sistema penitenciário não tem condições de oferecer tratamento médico adequado ao ex-parlamentar.
Genoino teve prisão decretada em novembro do ano passado e chegou a ser levado para a Papuda, mas, por determinação de Barbosa, ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária até abril. Durante o período em que ficou na Papuda, o ex-deputado passou mal e foi levado para um hospital particular.
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Quem tem medo da participação popular?
Classificado como a criação de soviets no Brasil, de ultrapassagem dos poderes constitucionais do Congresso e, é claro, de "golpe contra a democracia", o decreto nem sequer dá abertura para este tipo de teoria da conspiração. Na medida em que reconhece os conselhos populares como fontes capazes de formular e garantir a aplicação de políticas sociais, a iniciativa simplesmente dá praticidade a diferentes artigos da Constituição de 1988. O texto central da democracia brasileira estabelece como forma legítima de participação da população a criação de organismos para o maior ativismo social. Nada de novo em relação ao que os constituintes eleitos pelo povo deixaram em aberto 26 anos atrás. Cabia tanto à sociedade quanto ao governo tornar aquelas palavras em verdade material. É o que aconteceu agora.
No ano passado, quando as manifestações de junho alertaram todo o País sobre as muitas fissuras existentes entre o desejo popular e a realização oficial, formou-se um consenso em torno da necessidade de se dinamizar formas de maior participação coletiva nas instâncias decisórias. Pensou-se até mesmo em candidaturas avulsas à Presidência da República. Todas as ilações extraídas das passeatas foram respeitadas pela mídia tradicional, atenta à imensa perda de leitores que uma trombada com as ruas iria provocar.
De uma hora para outra, a mesma Veja agora taxa de soviets o que, na verdade, são associações de moradores de bairros de grandes cidades, entidades de classe formadas à margem dos sindicatos cartoriais e formações legítimas do público em torno de suas realidades locais. Antes, porém, diante do calor emanado pelas ruas, cobrava-se uma ligação maior entre o governo e as massas – e dizia-se, com todas as letras, que isso não seria feito com êxito apenas por meio da eleição de vereadores, deputados, senadores e cargos executivos como os de prefeitos, governadores e presidente. Não houve que não avaliasse, corretamente, que era preciso ampliar a forma de representatividade do governo nas cúpulas decisórias.
É exatamente essa ampliação de representatividade com legitimidade que o decreto 8.243 oferece à sociedade. Mais uma válvula de escape, mais um canal de diálogo. Em lugar de golpe contra a democracia, como situa Fernão Mesquita, o ex-diretor do finado Jornal da Tarde, que ele próprio conduziu ao abismo, o que se tem é exatamente o contrário. O gesto da presidente Dilma, ainda mais corajoso na medida que, já se sabia, insere mais um ruído contra ela na mídia tradicional, apenas aprofunda e dissemina a democracia brasileira.
Até os Estados Unidos, maior democracia do mundo, já estudam estabelecer a prática de orçamento participativo em suas ações de governo. Na Europa, as consultas populares diretas são frequentes na forma de plebiscitos e referendos. A Política Nacional de Participação Popular segue nessa mesma direção. O público que está organizado ou passar a se organizar em torno de bandeiras próprias e específicas sabe, a partir de agora, que jamais estará agindo de maneira clandestina ou ilegal e, mais ainda, recebe um mecanismo constitucional, criado à luz do dia, para exprimir e fazer valer suas necessidades. O que se vê além disso, como comunismo ou bolivarianismo, são apenas manifestações do atávico, histórico medo que as elites do povo. Era esperado.
Vox Populi: Dilma ainda vence no primeiro turno
O catastrofismo perde mais uma: chove e o preço da energia elétrica desaba, de R$ 822,83 por MWh para R$ 591,81 por MWh
Dilma: Não fui eleita para acabar com direitos. Contra o udenismo, o arrocho, o golpismo e o oportunismo deslavado, só o nosso projeto tem condições de fazer o país avançar'
Alckmin endurece contra grevistas e PSDB pede mão de ferro contra demitidos do metrô: não consta que tenham tido a mesma contundência diante da lambança tucana nas licitações da empresa, desde 1998
A 48 horas da Copa, o grande desastre previsto pelo conservadorismo aconteceu em obra gerida pelo PSDB de SP: viga de monotrilho cai e mata operário
Legado da Copa: capacidade de aeroportos cresceu 36%; a da rede hoteleira, 20% ; novas vias e meios de transporte foram agregados; parque esportivo foi renovado; transmissão de dados saltou 50% em várias capitais
Acaba de ser divulgada mais uma pesquisa sobre sucessão presidencial: a do instituto Vox Populi, do sociólogo Marcos Coimbra; nela, a presidente Dilma Rousseff tem 40% e ainda vence a disputa no primeiro turno; senador tucano Aécio Neves foi de 16% a 21%; diferença mais significativa em relação ao Ibope, de Carlos Augusto Montenegro, que ontem também divulgou seu levantamento, é a pontuação de Eduardo Campos; na Vox, o socialista tem 8%, número próximo aos 7% do Datafolha, de Otávio Frias Filho, e distante dos 13% do Ibope; quem tem razão?
11 de Junho de 2014 às 08:05
A principal divergência da Vox em relação ao Ibope diz respeito à pontuação de Eduardo Campos. Na Vox, o socialista marcou 8%, um número próximo aos 7% apontados pelo Datafolha, de Otávio Frias Filho, mas muito distante dos 13% do Ibope, de Carlos Augusto Montenegro.
A soma dos adversários de Dilma ainda seria insuficiente para provocar um segundo turno, uma vez que os 21% de Aécio, somados aos 8% de Campos, 2% do Pastor Everaldo, do PSC, e 1% de José Maria, do PSTU, dariam apenas 32%. Os demais candidatos,apresentados aos eleitores, Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Eduardo Jorge (PV), Mauro Iasi (PCB) e Denise Abreu (PTN), não chegaram a 1% dos votos.
A pesquisa ouviu 2,2 mil eleitores em 161 municípios.
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terça-feira, 10 de junho de 2014
Ex-diretor da Petrobras vendeu ilha da Globo ? Como é que é ? Esse que é o “mega-corrupto” do PiG ?
Grave denúncia da UOL: camarotes da arena Vila Nova cheiram a tinta!
Datafolha em SP: Dilma, 23%; Aécio, 20%
Legado da Copa: capacidade de aeroportos cresceu 36%; a da rede hoteleira, 20% ; novas vias e meios de transporte foram agregados; parque esportivo foi renovado; transmissão de dados saltou 50% em várias capitais (Valor)
Metroviários negociam fim da greve, mas Alckmin quer tripudiar eleitoralmente e destila intransigência
MTST e governo federal fazem amplo acordo para erguer moradias populares e Guilherme Boulos anuncia fim das manifestações contra a Copa.
A 48 horas da Copa, o grande desastre previsto pelo conservadorismo aconteceu em obra gerida pelo PSDB de SP: viga de monotrilho cai e mata operário
Do incansável Stanley Burburinho:
O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, negociou a venda de uma ilha das Organizações Globo, no Rio de Janeiro?
Hoje, a Globonews transmitiu o depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O ex-diretor contou que a consultoria que ele criou em agosto de 2012, a Costa Global, depois de ter saído da Petrobras, tinha como missão fazer o “casamento” de investidores com donos de projetos.
Segundo ele, a consultoria Costa Global chegou a fechar 81 contratos e chegou a ter cinco funcionários, entre eles a sua filha, Arianna Azevedo Costa Bachmann.
Entre esses contratos, disse, estaria a participação de um processo de venda de uma ilha das Organizações Globo, no Rio de Janeiro. Ele não deu mais detalhes sobre o contrato.
Imediatamente após ele ter dito isso, a Globonews cortou a transmissão da CPI e passou a transmitir a convenção do PMDB.

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, negociou a venda de uma ilha das Organizações Globo, no Rio de Janeiro?
Hoje, a Globonews transmitiu o depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. O ex-diretor contou que a consultoria que ele criou em agosto de 2012, a Costa Global, depois de ter saído da Petrobras, tinha como missão fazer o “casamento” de investidores com donos de projetos.
Segundo ele, a consultoria Costa Global chegou a fechar 81 contratos e chegou a ter cinco funcionários, entre eles a sua filha, Arianna Azevedo Costa Bachmann.
Entre esses contratos, disse, estaria a participação de um processo de venda de uma ilha das Organizações Globo, no Rio de Janeiro. Ele não deu mais detalhes sobre o contrato.
Imediatamente após ele ter dito isso, a Globonews cortou a transmissão da CPI e passou a transmitir a convenção do PMDB.
Link para o Valor: http://www.valor.com.br/politica/3580098/costa-aceitei-carro-de-youssef-porque-estava-precisando-trocar
/Dica @rnsouza27
Para Alckmin, greve no metrô é mel na chupeta
Deu na versão online do Correio Brasiliense: “Metrô aceitou readmissão de demitidos, mas governo vetou”.
É sintomático, na grande mídia, como o nome do governo some das manchetes quando esse governo é do PSDB e faz besteira ou safadeza. E o que faz o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao endurecer com os grevistas metroviários justamente quando há possibilidade de interromper o confronto, é as duas coisas – entre várias outras qualificações possíveis.
Diz a linha fina da reportagem do jornal supracitado que “A principal reivindicação dos trabalhadores, a readmissão de 42 metroviários demitidos, chegou a ser parcialmente aceita pelo Metrô, mas foi recusada pelo Palácio dos Bandeirantes”.
Por que Alckmin fez isso? Ora, porque essa greve não representa perigo à imagem do governo tucano, apesar de, em grande medida, decorrer de sua intransigência e das cada vez mais conhecidas más condições de trabalho dos funcionários do Metrô.
Muito pelo contrário. Alckmin, com a última pesquisa Datafolha – que o mostra com grande aprovação em SP, apesar de tudo –, acaba de receber dos paulistanos uma licença para deixar ocorrer corrupção em sua administração, para não investir nos transportes, para não investir até em distribuição de água.
E até para pagar mal a professores, pois os de São Paulo fazem greve contra o salário maior que Haddad lhes paga e não fazem greve contra o salário menor que paga Alckmin.
Mas por que diabos, então, os paulistanos iriam fazer mau juízo de seu angelical governador só por causa de uma greve que os está massacrando?
Vida de gado, povo feliz.
Enfim, se durante a abertura da Copa, por falta de transporte, ocorrer uma hecatombe, ainda melhor. Imune às responsabilidades do cargo, Alckmin seria poupado pelos paulistas. Não duvido de que ainda lucraria política e eleitoralmente. Até porque, diria que tudo teria sido “sabotagem do PT”, a explicação recorrente do PSDB para tudo que dá errado em seus governos.
Por incrível que pareça, em São Paulo – e, se procurarem bem, na internet e na própria mídia tucana – a conta de todo esse sofrimento da população recai sobre os grevistas e, de quebra – por óbvio –, nela, no alvo exclusivo de grande parte dos paulistanos: em Dilma.
Assim, se na quinta-feira, por conta de Alckmin querer “esmagar” o movimento paredista dos metroviários, não tiver metrô e a abertura da Copa for um fracasso, muito melhor. Ninguém lembrará que, com um pouco de bom senso do governador, tudo poderia ter sido superado.
Que reintegrasse os demitidos. Alckmin poderia abrir um canal de comunicação com os metroviários a fim de achar um meio de estabelecer um acordo, sem revanchismos. Mas ele quer esmagar o movimento. Se a população está no caminho, que se dane.
Claro que eventuais excessos têm que ser apurados e os culpados, responsabilizados. Mas não dessa forma, ao estilo atirar primeiro e perguntar depois. Poderia ser aberta uma sindicância, com amplo direito de defesa para os acusados e com representantes dos metroviários acompanhando o processo.
Que ninguém espere para quinta-feira, portanto, maior esforço do governador do Estado de São Paulo para colaborar com o sucesso do evento. Ele quer é ver o circo pegar fogo.
Por fim, a intransigência e a truculência de Alckmin devem ser muito bem anotadas pelos que acham que PT e PSDB são “iguais”. Que se lembrem do que é um governo tucano. Um governo Aécio Neves, por exemplo, não mandaria um “Gilberto Carvalho” tucano negociar com o movimento Não Vai Ter Copa; mandaria baixar o cacete e fim de papo.
GILMAR: MARCOLA, NUNCA ! DANTAS SÓ DUAS VEZES ! Se acabar com as doações de empresas, o PCC vai tomar conta do Brasil, como já toma de São Paulo.
Como se sabe, o Supremo Tribunal Federal aprovou no início de abril o fim das doações de empresas a campanhas eleitorais.
Com um único voto contra e provavelmente outro, de Gilmar Dantas (*), que pediu vistas.
No Congresso, a proibição de dinheiro de empresas em campanhas marcha vitoriosamente, apesar da oposição ferrenha do grande estadista Eduardo Cunha, que usa argumento do tipo “sem dinheiro das empresas, o PT vai ganhar todas as eleições”.
Raciocínio que parece inspirar o imparcialíssimo ministro Gilmar.
Nesta terça-feira, o Estadão, em estado comatoso, e, desde sempre, uma espécie de “house organ” de Gilmar, oferece a retumbante manchete:
“Eleição sem empresa abre brecha para facções”
“Para vice do TSE (Gilmar) e ministro do Supremo, se doação de pessoas jurídicas for barrada, crime organizado vai se infiltrar nos partidos”.
E o imaculado banqueiro, Daniel Dantas, amigo navegante ?
Como negar os vínculos dele com o falecido PFL de ACM, seu padrinho, com o PSDB (FHC o chama de “brilhante !”) e com o PT ?
(“Fala, Valerio, fala !”).
Sobre a matéria há vasta literatura, a começar pelo irretocável “Operação Banqueiro”, de Rubens Valente, que assegurou: “Sem Gilmar não haveria Dantas”.
Sem falar na heroica “Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Junior, onde Dantas também aparece, aí, no papel de coadjuvante do clã Cerra.
(Por falar nisso: de que vive o Cerra, amigo navegante ?)
E o RE 680967, aquele recurso extraordinário, que legitimará a Satiagraha e que o presidente Barbosa – que fala grosso com o Dirceu e fino com o Dantas – não leva a julgamento ?
O Marcola é uma ameaça às instituições da Democracia !
Sim !
Como diz o Mino, a São Paulo tucana é o único logradouro do mundo em que o crime se organiza dentro da cadeia…
O Dantas, não !
O Dantas purifica a Democracia !
Quando foi necessário preservá-lo, Gilmar estava lá, com dois providenciais HCs Canguru, em 48 horas, que garantiram os princípios da Probidade e da Justiça como nem a Constituição de 1988 foi capaz de fazer !
(Clique aqui para ver o que a Globo censurou: as provas que Gilmar ignorou para soltar Dantas; aqui para ir à aba “Não me Calarão” e contemplar quantas derrotas o ansioso blogueiro impôs a Dantas; e aqui para admirar a Galeria de Honra Daniel Dantas, inspirada na máxima “diz-me quem te processa e dir-te-ei quem és”.)
Paulo Henrique Amorim
(*) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para vercomo outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. OLuiz Fucks que o diga.
Com um único voto contra e provavelmente outro, de Gilmar Dantas (*), que pediu vistas.
No Congresso, a proibição de dinheiro de empresas em campanhas marcha vitoriosamente, apesar da oposição ferrenha do grande estadista Eduardo Cunha, que usa argumento do tipo “sem dinheiro das empresas, o PT vai ganhar todas as eleições”.
Raciocínio que parece inspirar o imparcialíssimo ministro Gilmar.
Nesta terça-feira, o Estadão, em estado comatoso, e, desde sempre, uma espécie de “house organ” de Gilmar, oferece a retumbante manchete:
“Eleição sem empresa abre brecha para facções”
“Para vice do TSE (Gilmar) e ministro do Supremo, se doação de pessoas jurídicas for barrada, crime organizado vai se infiltrar nos partidos”.
E o imaculado banqueiro, Daniel Dantas, amigo navegante ?
Como negar os vínculos dele com o falecido PFL de ACM, seu padrinho, com o PSDB (FHC o chama de “brilhante !”) e com o PT ?
(“Fala, Valerio, fala !”).
Sobre a matéria há vasta literatura, a começar pelo irretocável “Operação Banqueiro”, de Rubens Valente, que assegurou: “Sem Gilmar não haveria Dantas”.
Sem falar na heroica “Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Junior, onde Dantas também aparece, aí, no papel de coadjuvante do clã Cerra.
(Por falar nisso: de que vive o Cerra, amigo navegante ?)
E o RE 680967, aquele recurso extraordinário, que legitimará a Satiagraha e que o presidente Barbosa – que fala grosso com o Dirceu e fino com o Dantas – não leva a julgamento ?
O Marcola é uma ameaça às instituições da Democracia !
Sim !
Como diz o Mino, a São Paulo tucana é o único logradouro do mundo em que o crime se organiza dentro da cadeia…
O Dantas, não !
O Dantas purifica a Democracia !
Quando foi necessário preservá-lo, Gilmar estava lá, com dois providenciais HCs Canguru, em 48 horas, que garantiram os princípios da Probidade e da Justiça como nem a Constituição de 1988 foi capaz de fazer !
(Clique aqui para ver o que a Globo censurou: as provas que Gilmar ignorou para soltar Dantas; aqui para ir à aba “Não me Calarão” e contemplar quantas derrotas o ansioso blogueiro impôs a Dantas; e aqui para admirar a Galeria de Honra Daniel Dantas, inspirada na máxima “diz-me quem te processa e dir-te-ei quem és”.)
Paulo Henrique Amorim
(*) Clique aqui para ver como notável colonista da Globo Overseas Investment BV se referiu a Ele. E aqui para vercomo outra notável colonista da GloboNews e da CBN se referia a Ele. O Ataulfo Merval de Paiva preferiu inovar. Cansado do antigo apelido, o imortal colonista decidiu chamá-lo de Gilmar Mentes. Esse Ataulfo é um jenio. OLuiz Fucks que o diga.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
SP: o espírito de 32 em 2014
A alta finança hoje é a cafeicultura do século XXI. Vencê-la implica desmontar sua dominância sobre o desenvolvimento. E romper limites impostos à democracia.
O PSDB governa o Estado de São Paulo há 20 anos.
Mário Covas foi eleito governador em 1994, seis anos depois de criada a sigla que completa 26 anos de existência neste 25 de junho.
Geraldo Alckmin, o plantonista atual do bunker concorre à reeleição em outubro, depois de ter participado diretamente de quatro das cinco gestões tucanas no estado.
Alckmin foi vice de Covas em 1994 e 1998.
Em 2001 assumiu o governo com a morte de Covas.
Emendou o terceiro ciclo à frente do estado em 2002, eleito governador.
Feito que repetiria em 2010.
Está na sua quarta passagem pelo poder, que encerra pleiteando a reeleição para um 5º mandato em outubro.
No interregno de 2006 a 2010, quando não esteve diretamente no comando do governo, Alckmin assumiu a secretaria de Desenvolvimento do estado na gestão Serra.
Duas décadas no poder e 44% de intenções de voto para o pleito estadual de 2014, (a se dar crédito ao Datafolha do último sábado), não é algo que se possa menosprezar.
O desconhecimento em relação aos demais candidatos pesa significativamente a favor de Alckmin.
Padilha (PT) é um nome novo na política.
O fato de estar há tanto tempo no rodízio dá ao tucano uma aura de ‘normalidade’ em tempos de sobressalto e inquietação.
O sentimento, porém, possivelmente fosse o oposto, se o dispositivo midiático conservador não tornasse difuso aquilo que é estrutural.
Ou seja, as duas décadas de autodeclarada proficiência administrativa do PSDB em São Paulo não se traduziram em bem-estar social efetivo para o conjunto dos paulistas.
Na realidade, elas refletem mais a conveniência da plutocracia brasileira, que fez do estado sua linha Maginot, do que a consagração de uma obra democrática.
Em parte, é o que explica a renitente presença desse insípido, mas fiel gerente do comodato do dinheiro grosso no poder estadual.
Nenhum outro quadro dirigente do PSDB de São Paulo esteve tão presente no ciclo de escândalos da Alstom, marca registrada do caixa 2 tucano na gestão do metrô paulista, quanto Geraldo Alckmin.
A julgar pelos relatos do próprio oligopólio associado às encomendas do metrô, o intercurso entre o cofre das empresas e o caixa pessoal e coletivo do tucanato começou em 1998, quando ele era vice de Covas.
E não parou mais de fluir.
Entre 1998 e 2001 sabe-se, graças às investigações realizadas pelo Ministério Público da Suíça, que pelo menos 34 milhões de francos franceses foram pagos em subornos a autoridades tucanas, na lubrificação de contratos do metrô.
Com a morte de Covas, em 2001, Alckmin assumiu o comando desse comodato. E se manteve à frente dele até 2006.
Seria injusto atribuir-lhe a exclusiva liderança do processo.
No período de negociação de alguns dos grandes contratos de transporte e energia o então genro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn, dirigia a pasta de energia da gestão Covas e Alckmin (deixou o cargo em janeiro de 1998 para assumir a direção geral da Agência Nacional do Petróleo).
O serrista Mauro Arce comandava a de Transportes. Andrea Matarazzo bordejava o circuito.
Assim por diante.
Nada disso retira de Alckmin o que é de Alckmin.
Um contrato de R$ 223,5 milhões com a Alston, para a compra de 12 trens, foi assinado em 28 de dezembro de 2005.
Sem licitação.
Alckmin era o governador.
Um total de 139 contratos assinados entre a Alstom e o Governo do Estado de São Paulo nos últimos anos (governos Serra e Alckmin) ,no valor de US$ 4,6 bilhões, está sob suspeita.
As investigações na justiça paulista se arrastam, em que pese o esforço solitário do ministério público suíço.
Sempre discreto, semi-invisível tanto quanto a obra, Alckmin é um dente da engrenagem que move os interesses comuns do dinheiro e do PSDB no grande diretório do capitalismo brasileiro em que se transformou o aparato estatal bandeirante.
A dissociação entre esse aparato e o interesse público pode ser medida pelo hiato entre as promessas do tucano na campanha vitoriosa de 2010 e o saldo efetivo deste final de mandato.
Alckmin entregou então aos paulistas um compromisso sortido, cravejado de números suculentos.
Entre eles, o de construir 150 mil moradias, promover um salto no transporte público e na saúde, construir 12 piscinões em São Paulo etc.
Quatro anos depois, sobrou o quê?
Em janeiro de 2014 Alckmin comunicou que mudara de ideia em relação aos piscinões.
Desistiu, alega, a partir de cálculos hidrológicos que indicariam a suficiência de uma ‘otimização’ das instalações existentes.
Dos 12 piscinões prometidos, três foram feitos, outros dois estão em obras.
A meta de oferecer 150 mil moradias às faixas de renda mais pobres ostenta frustração igualmente grave.
Em 2013, a construção de unidades populares pelo governo estadual registrou queda de 80% na capital.
Isso num ano em que explodiram as ocupações de edificações públicas e privadas pelos sem-teto na cidade.
Das 150 mil unidades previstas, seu governo entregou até agora 55.483 moradias.
Estamos falando da prioridade habitacional do PSDB no estado mais rico da federação, que tem um déficit de 1,11 milhão de moradias --o maior do Brasil em termos absolutos.
Mesmo no confronto com seus pares, o desempenho de Alckmin é derrisório.
Em 1998, por exemplo, o então governador Covas (PSDB) construiu, no ano, o equivalente próximo da marca que Alckmin atingirá ao longo de toda a sua quarta passagem pelo Estado (52.167 unidades).
Na área da saúde é sugestivo dizer que São Paulo receberá um dos maiores contingentes do Programa Mais Médicos: 1.279 profissionais vão atender a 7,2 milhões de moradores desassistidos do estado.
O corolário do modo Alckmin de governar é o atual uso do ‘volume morto’ do sistema Cantareira –último recurso antes do racionamento oficial , presente na vida cotidiana de vários bairros da capital.
São Paulo vive a estiagem mais severa desde 1930. Ademais da exacerbação climática, porém, há o efeito cumulativo da contradição estrutural entre a lógica do poder bandeirante e as questões do interesse coletivo.
O abastecimento de São Paulo se apoia no mesmo fluxo de mananciais interligados ao final da década de 70, meados dos anos 80.
A população de São Paulo dobrou no período.
Nas últimas duas décadas, a curva demográfica conviveu com administrações que não se anteciparam ao colapso implantando a infraestrutura capaz de evitá-lo.
O flanco do abastecimento de água foi escancarado pela estiagem.
Outros, de gravidade equivalente, caso da mobilidade urbana simbolizada na expansão de um metrô que se arrasta como uma lesma, ou do déficit habitacional, para não citar o desempenho constrangedor da rede estadual de ensino, inscrevem as marcas da ineficiência no cotidiano sofrido da sociedade.
São Paulo tem 3% do território brasileiro, 22% da população e 33% do PIB nacional.
Há 84 anos, no bojo de uma crise mundial capitalista , que esfarelou os preços das matérias-primas e destroçou a inserção brasileira no mercado mundial, o poder da oligarquia paulista foi afrontado por Vargas.
A política centralizadora e industrializante de Getúlio sacudiu o chão das oligarquias estaduais, especialmente o da mais sólida delas, em São Paulo.
O governo Vargas reconheceria oficialmente os sindicatos dos operários, legalizaria o Partido Comunista e adotaria uma política de direitos e valorização do salário dos trabalhadores.
O amparo de Getúlio à cafeicultura, com a política de compra e queima de estoques, combinou-se com um manejava do câmbio, de forma a capturar um pedaço da receita exportadora, como se fora um imposto sobre as vendas do setor.
O circuito do dinheiro, o quanto, como e onde aplicar deixou de ser prerrogativa exclusiva das elites paulistas e assemelhadas.
A sublevação de São Paulo em 1932 refletia esse desacordo travestido de ideais liberais democráticos.
A tentativa derrotada de 1932 iria se repetir ao longo da história.
Sempre que um governante tentou sobrepor os interesses gerais do país à lógica do dinheiro graúdo concentrado em São Paulo, a elite local reagiu.
São Paulo perdeu importância produtiva desde então, mas se mantém como o bunker financeiro do capitalismo brasileiro.
A alta finança é o café atual.
O que significa, paradoxalmente, deter um poder de fogo em relação à esfera federal e ao resto da economia muito superior ao disponível no ciclo da cafeicultura e mesmo no seu auge como ‘a fábrica’ do país.
Para a plutocracia paulista e parte da classe média ter um governante do PSDB à frente do aparelho de Estado não é uma questão da democracia, mas de fortificação de uma trincheira desse privilégio.
O governo Vargas, apesar do levante de 1932 – esmagado em três meses-- sustentou uma política de compromisso com os grupos cafeicultores, garantindo-lhes uma taxa de retorno em plena crise mundial.
Mutatis mutandis, os governos do PT fizeram o mesmo ao garantir ao setor industrial paulista, e à banca aqui centralizada, uma demanda aquecida por bens de consumo e crédito, em pleno colapso da ordem neoliberal no mundo.
A exemplo do que ocorre hoje, nem por isso a oligarquia de São Paulo deixou de conspirar contra Vargas e contra a lógica de desenvolvimento que ele personificou.
Trinta e dois anos depois de 1932, ela conseguiria finalmente, em março de 1964, atingir seu objetivo: abortar as fundações de uma democracia social no país que subtrairia o seu mando o sobre o dinheiro e a nação.
Em 1964, os vapores constitucionalistas de 32 revelariam sua frágil densidade liberal.
Sobreveio em seu lugar uma ditadura feroz, que derrubou um governo legitimamente exercido por um Presidente reformista e democrático.
Essa mesma lógica explica por que –mesmo menosprezando Alckmin—essa mesma elite hoje cerra fileiras na sua reeleição.
Poupando-o do que efetivamente significa em termos de mediocridade administrativa.
E esbanjando complacência diante de seus vínculos incontornáveis com a malversação tucana dos fundos públicos em São Paulo.
Quem já sobrepôs a baioneta ao voto para defender seus interesses de classe não vê dificuldade alguma em dar a esse rebaixado funcionário um quinto ciclo à frente do comodato de negócios que se incrustou no poder público estadual.
Vencer esse arranjo de forças encastoado em São Paulo vai além das urnas.
Requer, simultaneamente, desmonta-lo na dimensão superior do seu poder.
Vale dizer, na dominância financeira sobre o desenvolvimento brasileiro.
E nos limites estreitos impostos ao exercício da democracia e ao fluxo da informação no país.
Essa dimensão do poder paulista será enfrentada no escrutínio presidencial de outubro.
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