Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Aécio, o menino de ontem.

Camille Claudel  e  Laerte Braga 
"Fulano é um menino de ontem".
Essa era uma expressão que ouvia lá em casa para definir as pessoas adultas mas também imaturas ou de certo modo ultrapassadas. Observando toda a história pregressa de um certo político mineiro, concluí que a expressão se encaixa perfeitamente nele. “Aécio Neves é um menino de ontem”. A expressão se encaixa perfeitamente no aspecto político, pois o ex-governador de Minas Gerais representa o Brasil das elites brancas, do capital e dos neoliberalistas, páginas passadas da política brasileira que não podem se repetir. Além disso, a história dele tem nas entranhas da sua candidatura os elementos mais retrógrados da época ditatorial brasileira.

Em 1960, Aécio Neves da Cunha nasceu, filho de Aécio da Cunha e Maria Inês. O pai foi deputado federal pelo antigo Partido Republicano de Artur Bernardes e a mãe é filha do ex-presidente Tancredo Neves. Com a separação dos pais foi viver com o avô Tancredo e a avó Risoleta.Sua mãe tornou a casar-se com Gilberto Farias, ex-dono do Banco Real, fundador do Banco Bandeirantes e atual acionista majoritário da CREFISA, que opera na área de empréstimos a consumidores e investimentos.

As dificuldades criadas por Aécio em seu processo de crescimento levaram o avô a enviá-lo ao Rio, aos cuidados da mãe, que não conseguindo mudar o estilo playboy de vida, mandou-o a Juiz de Fora em Minas. Lá, residia o general Roberto Neves, irmão de Tancredo, que assumiu o compromisso de impor ao jovem problema, um regime mais duro de criação. O militar não obteve sucesso. Na tentativa de encaminhar o neto que se encontrava próximo ao universo das drogas Tancredo o trouxe para perto de si, fez dele seu assessor político, embora o neto não demonstrasse nenhum apetite por política.

Com a morte do avô, Aécio voltou ao Rio, de onde na verdade nunca saíra, até ser convencido, a contragosto, a candidatar-se a prefeito de Belo Horizonte, pois o sobrenome e condição de neto do ex-presidente abriam portas políticas para o PSDB. Perdeu as eleições para prefeito, mas acabou eleito deputado federal, mandato para o qual foi reeleito e em 2000, apoiado pelo grupo mineiro do PSDB e de estados do Nordeste, acabou eleito presidente da Câmara dos Deputados, em aberto confronto com o candidato oficial do governo FHC, Inocêncio Oliveira de Pernambuco.

Eleito governador de Minas em 2002, reeleito em 2006, transformou o estado numa espécie de propriedade privada de seu grupo político, montou uma verdadeira máquina de propaganda com familiares no comando, criou mecanismos de censura à imprensa (documentados em vídeo encontrável no GOOGLE) e mesmo com a falência geral do estado, conseguiu eleger seu sucessor, mais pela fraqueza dos adversários que propriamente por sua força e terminou senador.

Em duas oportunidades, 2006 e 2010 tentou ser o candidato presidencial dos tucanos e perdeu a indicação. A primeira para Geraldo Alckmin e a segunda para José Serra, de quem é inimigo mortal.
Acusado de desviar verbas da saúde, através do seu secretário Marcus Pestana (deputado federal e presidente estadual do PSDB), responde a processo no Tribunal de Justiça de Minas Gerais na condição de indiciado.

Com as disputas internas dentro do seu partido, José Serra planejava uma terceira candidatura, Aécio começa a ter expostos os atos corruptos de seu governo, como os aeroportos clandestinos em Cláudio, terra de sua avó e em Montezuma, MG, onde é sócio de uma empresa.

Toda a força de Aécio é atribuída a sua irmã Andréa Neves, que na juventude curiosamente flertou com a esquerda, e ao ex-governador Antônio Anastasia, um técnico que virou político (autor do projeto que, na Constituinte, criou o fator previdenciário prejudicando milhões de aposentados e trabalhadores em vias de aposentadoria).

Incapaz de recitar o alfabeto, fala o A, engasga no B e tropeça no C, cai e não levanta mais, é o candidato tucano a presidente e sofre bombardeio de seus próprios aliados,principalmente do PSDB paulista e especificamente José Serra.

(Quando jovem flertou com o comunismo e participou do Congresso Mundial de Jovens em Moscou (fotos disponíveis no GOOGLE e já publicadas pela mídia brasileira). Segundo seus amigos foi muito mais por conta de um rabo de saia que lhe interessava que propriamente por simpatia ao marxismo.)

É ligado ao senador José Perrela e seu filho Gustavo Perrela, donos do helicóptero preso no Espírito Santo com 450 quilos de cocaína, há acusações de uso e tráfico de drogas (no aeroporto próximo ao de Cláudio a Policia Federal apreendeu 60 quilos de cocaína e há suspeitas de poucos de traficantes no aeroporto particular naquela cidade).
Tem dificuldades sérias em todas as sabatinas para responder sobre o problema. Via de regra contorna e trata de outros assuntos,Patina nas pesquisas, começa a perder apoio popular dentro de Minas, embora ainda seja o favorito no estado e tenha muita simpatia de alguns setores da mídia, com exceção das que são ligadas a seu mais fervoroso adversário, Serra. 

Foi preso dirigindo alcoolizado no Rio, na Lagoa, em blitz policial e sua carteira estava vencida. Recusou-se a submeter-se ao teste do bafômetro e pouco tempo depois foi fotografado completamente bêbado num bar do Leblon, distribuindo notas de cem aos garçons, cozinheiros e gerente. Tem o apoio de FHC, mas sofre pesado bombardeio de jornais, como FOLHA DE SÃO PAULO, ligados a Serra. Em uma clara tentativa de provocar a renúncia da candidatura do ex-governador mineiro e substituição pelo próprio Serra. Um delírio do atual candidato ao Senado por São Paulo. 

Este perfil retrógado do “menino de ontem”, nada combina com a conjuntura atual do país. O Brasil é uma das lideranças do BRICS e trabalha em conjunto com outros países da América latina. Rechaça a ALCA, (proposta de
livre comércio nas Américas feita pelos EUA sem tarifas alfandegárias que ignora Cuba) baluarte do governo de FHC. Este bloco econômico, sabiamente recusado pelo Brasil, foi muito bem definido pelo ministro Celso Amorim em entrevista para ISTOÉ aqui(http://www.vermelho.org.br/rr/noticia/10140-.) “Não foi um fracasso, ao contrário, conseguimos desmontar um esquema que seria ruim para nós.

A ALCA, do jeito que estava desenhada, seria prejudicial aos interesses dos empresários e dos trabalhadores brasileiros. Não poderíamos desenvolver a indústria naval como estamos fazendo porque isso depende do dinheiro do governo e os americanos não queriam permitir tal financiamento público. Não poderíamos manter uma política de remédios baratos para o povo porque isso significa ter normas sobre patentes mais flexíveis, que os Estados Unidos não aceitavam. Também na questão dos subsídios agrícolas, que nós combatemos, não teria sido possível avançar. 
Por isso, paralisar as negociações da Alca, da maneira que estava colocada, não foi uma 

derrota, mas uma vitória para o Brasil”, disse. Um bom exemplo é a situação do México com a NAFTA (área de livre comercio entre países da América do Norte) com a implantação de maquiladoras, fábricas onde apenas se terceiriza a mão de obra. Esse é um exemplo da política econômica que inspira Aécio e seus assessores. Um destes assessores e conhecido ministro da era FHC, é Armínio Fraga. Armínio é o homem que representa as ideias de George Soros no Brasil. Mas a mídia prefere essa política, pois, faz para seus megainvestidores, que tem no capital internacional como Murdoch, seus principais sócios. Por isso, nada pode sombrear essa candidatura mesmo que escândalos pululem.



"Na mídia brasileira a oposição não rouba, comete deslize", como afirma o repórter investigativo, Stanley Burburinho. Assim, podemos definir o que se passa nos noticiários ao nosso redor. Essa é a coisa que mais intriga e revolta a quem pensa as notícias no Brasil com seriedade, honradez e transparência. A maneira como são contadas as histórias que muda com contundência em determinados momentos, e usa eufemismos em outros, dependendo de quem é o objeto da notícia.



A última história apurada pela Folha, mesmo com termos delicados, é que o governo de Minas Gerais, no segundo mandato de Aécio, construiu um aeroporto em terra de sua família. Há algum tempo, houve o primeiro escândalo, dentre muitos, envolvendo o PSDB, que chegou perto do principal candidato de oposição da direita: um avião propriedade de Gustavo Perrella (SDD como citado acima, no entanto nada aconteceu até o momento. Logo depois, descobriu-se que o então governador Aécio presenteou seu tio-avô com 14 milhões, sim ... pois esse é o valor estimativo de um aeroporto que liga as fazendas da prima e tio. O aeroporto ainda se encontra sem homologação da ANAC, principal órgão de fiscalização no país, porque não mandou nenhuma a documentação.



Em um jogo de palavras, saiu na web, chistes de um aeroporto dos "confins" particulares. Clara alusão com o maior aeroporto de Minas chamado dos Confins. O novo

aeroporto construído por Aécio Neves é na cidade de Claudio. Dados mais recentes, dão conta que a empreiteira que o construiu, recebendo os 14 milhões em 2010, ainda é fiel escudeira de Aécio em doações de campanha. Outras informações, mostram um aeroporto erguido em uma cidade rural que não tem ambulâncias e sofre com problema de abastecimento de água, entre outras coisas.



Além disso, um tio do candidato à presidência, desapropriou a terra, mas continua na prática dono dela, pois o aeroporto só funciona com autorização dele. O tio do candidato foi desapropriado, mas contesta na justiça o que o governo do estado pagou por ela. A sorte é que o candidato de oposição tem esse forte apreço da mídia que interpreta com eufemismos os escândalos .... mas aqueles homens e mulheres que reconhecem um perigo na volta da corrupção velada, sempre tão escondido que foi no nosso pais na ditadura e até pouco tempo quando um presidente privatizou e dissolveu conselhos de fiscalização, abafando qualquer investigação aqui http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/como-o-psdb-enterrou-a-cp... temos uma lembrança do "engavetador geral " apelido dado aos procurador na era FHC que assombra até hoje, aqui http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/05/ engavetador-geral-do-governo-fhc-recebeu-dinheiro-de-carlinhos-cachoeira.html e quando não tínhamos órgão de transparência e a liberdade de falar. Hoje no combate a corrupção os casos são mais investigados e a imprensa tem mais liberdade a informação. Infelizmente a imprensa tem utilizado mal os poderes que tem.



Cada vez mais temos portais de transparência governamentais. Coisa única feita por essas bandas onde o povo só agora tem acesso a cada ação de governo por determinação do governo federal. Da parte de Aécio, os escândalos pipocam, pululam e ululam. Há aquele envolvendo nepotismo, quando no seu segundo mandato nomeou o primo Fernando Tolentino, como um dos assessores de governo numa trilha de caros de confiança. Ainda segundo investigações jornalísticas, o menino Aécio teria colocado mais 8 parentes para cargos de confiança.



(Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/07/aecio-usa-le... ).



Especula-se também que os aeroportos de Montezuma e Claudio poderiam ser usados para evasão de riquezas, (Será) já que sem registros, e em particular um metal raro conhecido como Nióbio. O Brasil possui esta riqueza em maior escala que em qualquer outro lugar do mundo. O metal é utilizado na indústria crescente de alta tecnologia, necessário na liga de ações especiais que resiste a altíssimas temperaturas.



Um elemento químico fundamental na fabricação de todo tipo de produto tecnológico de gasodutos a piercings, da indústria aeroespacial, nuclear a lentes óticas, turbinas de avião, automóveis é muito controvertido e tem potencial para mudar a história econômica no Brasil se é que me faço clara. fonte e aqui http://sergiorochareporter.com.br/acao-bilionaria-envolve-aecio-e-a... temos diversos dados, denúncias em câmara envolvendo as questões de concessão de minérios aqui https://www.youtube.com/watch?v=LPo0q2-IIMI e até hoje um jornalista se encontra preso em Minas por denúncias gravíssimas e dignas de investigação urgente aqui http://limpinhoecheiroso.com/2014/01/22/na-terra-do-aecio-jornalist..., o nos lembra outro escândalo envolvendo Aécio jornalistas presos e censura da imprensa no reino do Senador aqui https://www.youtube.com/watch?v=_gsasZAo9X0 )



A censura na imprensa de Minas é de domínio internacional facilmente encontradas referências no Google, https://www.youtube.com/watch?v=GO9m29mpi30 além existem denúncias no legislativo em plenário e constatação geral que as coisas em Minas Gerais não são como saem nos noticiários são amplamente abafadas pelos assessores do menino do refúgio de “Versailhes (nome que dá a sua grandiosa propriedade em Claudio) . Esquemas ligados a manipulação de informações onde o “Rei Sol Aécio” pareça realmente uma figura perfeita apesar dos inúmeros retoques, interessa a grupos estrangeiros e grupos que se auto intitulam como aristocratas aqui https://www.youtube.com/watch?v=7nL0IFghHz8 e aqui https://www.youtube.com/watch?v=thzrVXMd8Iw.



A grande discussão sobre Aécio quebrar o estado de Minas passa pelo uso desse mesmo estado para o projeto de alguns grupos de colocá-lo no poder a qualquer preço, pois ele seria o arcabouço do presidente ideal para as oligarquias, agronegócio, banqueiros internacionais, vide caso recente do Santander que toca uma estreita ligação com o candidato da direita e seita ultraconservadora OPUS DEI que por sua vez teve franca ligação com ditadura franquista na Espanha aqui (http//www.pranselmomelo.com.br/2012/01/banco-santander-opus-dei-e-vaticano.html), após se encontrar em meio à crise da Espanha onde passou diversos atropelos e continua com dívida aqui http://www.labolsa.com/finanzas/banco+santander+particulares , demonstrou seu claro interesse em eleger Aécio Neves seja por sua política econômica que retorna ao neoliberalismo e logo privatizações, seja pelo fato que se especula no interesse do Santander em bancos brasileiros de sucesso que poderiam ser vendidos aos espanhóis caso Aécio chegasse ao poder, ou uma rápida expansão segundo alguns analistas verso os novos emergentes brasileiros, em comum comunidades pacificadas onde eles se apressaram a montar filial no Rio.



Ministério público investiga já família há cerca de trinta anos : ( https://twitter.com/MGsemcensura/status/492400602568478721/photo/1) e aqui ( http://www.bahianoticias.com.br/estadao/noticia/43986-aeroporto-que... ) e aqui

( http://www.bahianoticias.com.br/estadao/noticia/44126-minas-preve-a... )

e sempre houve Confusão entre público e privado (https://twitter.com/MGsemcensura/status/492400602568478721/photo/1) A pergunta que fica no ar e é: esses aeroporto sem registro quem usou, quem usa como se dáseu uso e que ligação tem com nióbio e minérios brasileiros em geral e qualquer outra atividade ilegal? E quanto as terras frutos de grilagem? Aqui( http://luizmullerpt.wordpress.com/tag/aeroporto/ )

As perguntas que ficam exatamente é por que não está regular, legal? Imprescindível uma investigação mais aprofundada, que realmente se realiza e nos dê retorno mesmo em Minas. Aqui (http://www.brasildefato.com.br/node/29304 ))



Um aeroporto feito com dinheiro público é coisa séria e não pode ser esquecida, não serve ao público que o financiou porquê? É da família? E a quem e no que mais serve?

Prognósticos “empíricos” sobre política e economia são fraude financeira e eleitoral


Passou do aceitável a manipulação escrachada, escancarada e possivelmente fraudulenta – portanto, criminosa – que tem sido feita por setores do mercado financeiro contra a economia do país através de “analistas” que, a partir de como se autoproclamam, confessam que seus prognósticos catastrofistas são puramente “empíricos”.
Segundo o dicionário Houaiss, usar o termo “empírico” – no singular ou no plural – para descrever a qualificação de qualquer profissional, é um insulto. Dizer que aquele profissional faz prognósticos “empíricos” (em português) ou “empiricus” (em latim), equivale a dizer que tal profissional não passa de um “charlatão”.
Muito pior é se um analista do mercado financeiro, por exemplo, assume-se como “empírico” (em português) ou “empiricus” (em latim). Aí, trata-se de uma confissão…
Quem diz isso não é o Blog, mas o dicionário
Não passam de charlatanismo em estado sólido, pois, essas análises de setores do mercado financeiro – incluindo as feitas pelas famigeradas “consultorias” – que admitem, por escrito e em áudio, que já ganharam “muito dinheiro especulando contra a Petrobrás” ou contra a situação econômica do país.
Há uma certa consultoria, por aí, que, segundo o Houaiss, alardeia ser charlatã ao batizar a si mesma com o termo pejorativo em latim – “empiricus”. Usando fórmulas enlatadas para faturar no mercado financeiro com catastrofismo, confessadamente contra empresas públicas ou privadas e contra a situação econômica do país, essa consultoria faz previsões sem qualquer base lógica ou factual.
Não existe um só analista econômico respeitado que seja capaz da enormidade de dizer que o salário de todos vai cair pela metade, que haverá desemprego em massa, que vidas estão prestes a ser arruinadas. Dizer isso é uma vigarice.
Há, sim, previsões catastrofistas feitas até por grandes conglomerados financeiros, mas nenhuma que preveja tal nível desgraça, até porque o Brasil detém excelente avaliação de risco de eminentes agências internacionais, o tal “investment grade” ou “grau de investimento”.
São ridículos esses prognósticos “empíricos”. São charlatanice. O Brasil tem recebido um forte volume de investimentos, detém quase 400 bilhões de dólares de reservas, tem o mais baixo nível de desemprego da história.
Para granjear credibilidade, esses prognósticos “empíricos” alardeiam que seus autores teriam “acertado” contra todas as previsões conhecidas em 2008, quando estourou a maior crise econômica internacional desde o limiar do século XX.
Balela. As previsões, após a quebra virtual do banco dos irmãos Lehman, foram tão catastrofistas que chegaram a dizer que a dívida insolvente que desencadeara a maior crise internacional em mais de 80 anos poderia chegar a insanos 300 TRILHÕES DE DÓLARES (!). Uma maluquice.
Já apostar “contra a Petrobrás”, como os prognósticos “empíricos” (em português) ou “empíricus” (em latim) confessam que fizeram, era meio óbvio e, por isso, muita gente se livrou da queda no preço das ações da companhia.
Afinal, o plano de investimentos anunciado pela maior empresa brasileira para explorar o pré-sal mostrava que haveria endividamento e, claro, quando uma empresa se endivida para investir, até que aqueles investimentos gerem lucro essa empresa perde valor devido à dívida acumulada, pois ninguém sabe se um endividamento, mesmo que planejado, irá gerar os resultados pretendidos.
O alarmismo promovido por setores do mercado financeiro que vêm atuando em consonância com fortes doações que estão fazendo e farão para comitês eleitorais de candidatos a presidente de oposição à candidata do governo beira a fraude eleitoral, além da financeira.
Tanto para fraudes eleitorais como no mercado financeiro, este país tem leis. Autoridades competentes, ao não aplicá-las, incorrerão nos mesmos crimes dos autores. Podem até não responder já, mas, cedo ou tarde, terão que responder. Criminosos da ditadura militar, por exemplo, supuseram que jamais seriam questionados.

HERANÇA DO FHC: INTERNET NÃO É A DA COREIA A Globo está ficando parecida com o telefone fixo

A Presidenta Dilma anunciou na CNI – onde deu uma surra – que quer uma internet tão eficiente quanto a da Coreia do Sul.

E por que não é ?

Por causa do Príncipe da Privataria.

Lá pelos anos 1997 e 98, o Governo (o bom e velho Estado) da Coreia do Sul investiu US$ 20 bilhões e levou a internet a todas as casas da Coreia do Sul.

Nessa mesma época, o Príncipe da Privataria realizou a patranha da privatização das teles.

Privatizou o que já estava velho, o telefone fixo !

Além das conhecidas patranhas, hoje cristalizadas no desastre da Oi e da Portugal Telecom, a privataria do Príncipe seguiu um plano elaborado pela consultoria americana McKinsey.

Concluída a privataria, os mesmos funcionários da McKinsey foram trabalhar nas beneficiárias da privataria.

Viva o Brasil !

Hoje, 16 anos depois, o Brasil tem que correr atrás da Coreia para fazer o que o Príncipe destruiu.

(Porém, a mais maldita das heranças do Príncipe o amigo navegante sabe qual é …)

Dilma quer 50 megas de largura de banda.

É porque a rapaziada cada vez faz mais vídeo – e menos vê os vídeos da Globo – e vídeo exige mais banda.
/////////////////
A Presidenta decidiu que vai fazer o leilão da 4G faça chuva ou sol.
Quem está contra ?
Primeiro, a Telefónica de Espanha, que precisa dizer ao CADE que chapéu vai usar: se fica sócia ou se é concorrente da Italia Telecom.
Segundo, a Oi, ou BrOi, que não tem dinheiro pro cafezinho.
O único jeito de a BrOi entrar na 4G será com dinheiro do Estado.
Ou seja, vai acelerar o processo de re-estatização da telefonia no Brasil.
(Nesse dia glorioso, a Dilma, no segundo mandato, deveria convidar o Príncipe para a solenidade…)
Quem também morre de medo do 4G é Globo.
Por que ?
A Globo precisa, agora – na edificante companhia das teles, implacavelmente vigiadas pelo Bernardo Plim-Plim (ou será Trim Trim?) – impedir que se instale a tecnologia 4G no Brasil.
Por que ?
E se houver um “apagão” do analógico, com a introdução da 4G: se todas as transmissões analógicas forem cortadas em 2015, como previsto ?
Quem não tiver aparelho digital não verá mais tevê.
E a Globo não tem ideia de quantos brasileiros compraram digital.
Nem quantos ainda tem analógico.
Vai dar um nó no Globope.
E sem Globope e BV a Globo Overseas vai pro saco.
A Globo não sabe quantos espectadores pode perder com o 4G !
E, por isso, ela não quer que a Presidenta Dilma instale o 4G.
E você, amigo navegante, que comprou uma tevê digital e quer assistir a seu filme, seu joguinho de futebol, não vai poder usufruir do 4G, porque os filhos do Roberto Marinho precisam trocar o jatinho !
Viva o Brasil !
É por isso que os Ataulfos (*) e os Gilberto Freires com “i” (**) estão aflitos…
A Globo está ficando parecida com o telefone fixo !
clique aqui para ler “o PT deve uma Ley de Meios ao Brasil !”.










Paulo Henrique Amorim

MASSACRE EXTRAI CHORO E IRA NA ONU CONTRA EUA

:










Potências mundiais têm de responsabilizar Israel, diz comissária de direitos humanos da ONU
Por Stephanie Nebehay
GENEBRA (Reuters) - A principal autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) em direitos humanos disse nesta quinta-feira acreditar que Israel está deliberadamente desafiando a lei internacional com a ofensiva militar na Faixa de Gaza, e que as potências mundiais deveriam considerar o país responsável por crimes de guerra.
Israel atacou casas, escolas, hospitais e instalações da ONU em aparente violação às Convenções de Genebra, disse a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay.
"Portanto, eu diria que eles parecem estar sendo desafiadores... desafio deliberado de obrigações que a lei internacional impõe a Israel", disse Pillay a jornalistas.
"É por isso que eu digo uma vez, e outra vez, que não podemos permitir a impunidade, não podemos permitir que prossiga essa falta de responsabilidade", acrescentou.
Os militantes do Hamas na Faixa de Gaza também violaram a lei humanitária internacional ao disparar foguetes indiscriminadamente contra Israel, algumas vezes em áreas densamente povoadas, disse Pillay.
Ela também criticou os Estados Unidos, principal aliado de Israel, por não usarem sua influência sobre o Estado judeu para que interrompa a violência.
"Muitos dos meus comentários são direcionados aos Estados Unidos, já que são uma parte com influência sobre Israel, para que façam muito mais para pôr fim à matança, para que levem as partes à mesa de negociações. Eu também pedi o fim do bloqueio e o fim da ocupação."
Pillay disse ficar chocada com o fato de os EUA consistentemente votarem contra resoluções da ONU de condenação a Israel no Conselho de Direitos Humanos, Assembleia-Geral e Conselho de Segurança da ONU.
"Eles não só entregam armamento pesado que agora está sendo usado por Israel em Gaza, como também forneceram quase 1 bilhão de dólares para os Domos de Ferro de proteção dos israelenses de ataques de foguetes", disse ela. "Mas não forneceram o mesmo tipo de proteção para os moradores de Gaza contra os bombardeios."
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que enfrenta pressão internacional por conta do crescente número de baixas civis em Gaza, disse nesta quinta-feira que não aceitará nenhum cessar-fogo que impeça Israel de completar a destruição de túneis utilizados por militantes para invadir território israelense.
Altos funcionários em Gaza dizem que pelo menos 1.372 palestinos, a maioria deles civis, foram mortos no território, e cerca de 7.000 ficaram feridos. Do lado de Israel, 56 soldados perderam a vida em confrontos em Gaza e mais de 400 ficaram feridos. Três civis foram mortos por ataques de foguetes palestinos contra Israel.
O governo israelense diz que sua ofensiva tem como objetivo impedir o Hamas de continuar lançando foguetes contra seu território.
Pillay disse que, como Israel processou apenas quatro soldados israelenses por sua ofensiva de 2008/09 em Gaza, incluindo um militar acusado de roubo de um cartão de crédito, ela não espera que o país investigue adequadamente as violações cometidas durante os ataques aéreos e terrestres em Gaza, agora na quarta semana.
"Mas o direito internacional deixa claro que, quando um Estado é incapaz ou não tem interesse em realizar investigações e processos, o sistema internacional se aplica", disse.

No Brasil da direita, a culpa é da vítima

caos
Aécio Neves diz que o Aeroporto de Cláudio só é usado por ele porque a ANAC não o homologou, mesmo que isso tenha ocorrido por falta de documentos e porque a pista fica sob o controle de sua família.
Reinaldo Azevedo escreve que o racionamento de água em São Paulo vai  ocorrer por causa de Alexandre Padilha e do Ministério Público Federal, embora quem o diga necessário sejam os especialistas da Unicamp.
O Santander lucra aqui R$ 1,2 bilhão (líquidos, já sem os impostos que quase não pagam) em seis meses, quase 30% do que ganha em todo o mundo, mas se acha no direito de dizer que o Brasil vai de mal a pior.
Só de abril a junho, o Santander no Brasil teve lucro líquido de R$ 527,5 milhões no segundo trimestre, alta de 5,35% em relação ao mesmo período do ano passado.
A coisa anda “tão ruim” para os bancos que o Bradesco divulgou hoje um lucro líquido  de R$ 3,8 bilhões no 2° trimestre, quase 30% maior que o do ano passado. E sem emprestar mais, o que deveria ser a origem dos lucros de um banco.
A Argentina vinha pagando religiosamente sua dívida, mas um juiz de bairro decide que os que especularam com seus títulos, os fundos abutres, devem ter prioridade para receber o fruto de sua esperteza. E, em lugar de uma indignação contra isso, dizem que Cristina Kirchner “dá o calote” nos credores.
As empresas se queixam da demanda fraca mas contabilizam lucros recordes “vendendo menos”.
Estão todos “indignados”, os pobres coitados.
E nada disso é polemizado, porque são verdades absolutas, imperiais.
Reproduzo aí em cima um trecho da homepage do Valor Econômico.
Nunca se viu um caos econômico tão lucrativo assim.

A confissão de Aécio prova duas coisas: o estrago eleitoral e sua covardia moral

pinoquio

Finalmente, hoje, em artigo na Folha de S.Paulo, Aécio Neves admite que o Aeroporto de Cláudio, junto a sua fazenda, serviu para sua comodidade pessoal, em atividades rigorosamente privadas.
E que a obra (que entre contratos e desapropriação custou, em dinheiro de hoje, mais de R$ 20 milhões) que consumiu farto dinheiro público, por não homologada e sem controle público já há quatro anos, só teve mesmo a serventia de dar-lhe este privilégio.

Mais importante que a semi-confissão do candidato tucano é o que o levou a ela, 11 dias depois de revelado o escândalo pela própria Folha.

Depois de várias gaguejadas e diversos “de novo este assunto?” irritados, Aécio tomou essa iniciativa, sem sombra de dúvida, porque as pesquisas internas do tucanato revelaram o estrago que isso fez em sua campanha.

Não foi um ato de honestidade, de quem quer e pode sustentar as atitudes que tomou.

Fosse assim, não teria se evadido de dizer, antes, o que diz agora.

O fez por três fatores, todos sem qualquer dignidade.

O primeiro é que sabe que existem provas deste uso. Não se descarte, até, que tenha sofrido ameaças de que elas seriam reveladas.

O segundo é que só tomou esta atitude depois que as pesquisas eleitorais internas do PSDB mostraram que o estrago não apenas era grande como está se agravando à medida em que o conhecimento da situação se amplia.

O terceiro, mais grave e por isso capaz de continuar ceifando o seu prestígio e o respeito pessoal que possa ter, é o que se provou um homem moralmente covarde.

Precisou ser exposto diariamente às suas contradições e omissões – ou, pior ainda, ser ameaçado por alguém que tinha provas do uso do aeroporto – para confessar que fez, por diversas vezes, uso particular da pista que a ninguém mais servia.

Depois disso, quem acredita na já implausível afirmação de que a obra milionária se justificava pelo “grande pólo industrial” que é aquele município de menos de 30 mil habitantes? Ou que o negócio entre o Estado e o tio, que tinha os bens bloqueados, não foi bom pela família, até porque parte do depósito já foi levantado pela tia, num processo tumultuado de separação e com, inclusive, uma ação de interdição por um dos filhos?

Aécio abaixou o bico.

Diante da mentira que pregou, durante 11 dias, a todo o país e à imprensa, desqualificou-se moralmente para dizer qualquer coisa.

A confissão tardia e cínica não lhe perdoa, exatamente porque é tardia e cínica.

Ficou do tamanho que é: um herdeiro de oligarquias, que controla e uso o poder que o sobrenome foi lhe trazendo e que trata o exercício do poder com a mesma irresponsabilidade que lhe valeu a fama de playboy mimado.

Resta saber o que não fazer com ele: se é melhor deixar que o fracasso recaia sobre sua inconsistência moral ou se tentarão uma muito improvável nova via para disputar as eleições.

O aeroporto de Cláudio foi sua bolinha de papel.

E essa, sim, capaz de provocar um estrago imenso.

O Brasil precisa de um pacote econômico?

:

Sabatinas na CNI com os três principais candidatos a presidente levantaram uma interrogação; a depender do resultado da eleição, o Brasil pode ser submetido a um novo pacote econômico a partir de janeiro?; Eduardo Campos, do PSB, falou em baixar medidas tributárias já na primeira semana de seu eventual governo; Aécio Neves, do PSDB, também posicionou na primeira semana do mandato, em razão "do capital político fortalecido", o momento ideal para fazer mudanças na economia; presidente Dilma Rousseff foi a terceira a ser ouvida, mas não se comprometeu com guinadas no rumo atual; o País aguentaria um novo e surpreendente choque?

247 – A se tomar ao pé da letra, o principal compromisso assumido pelos dois principais presidenciáveis da oposição, nas sabatinas feitas pela Confederação Nacional da Indústria, sugere, mais uma vez, que eles têm surpresas a serem reveladas somente em caso de vitória.

Tanto Eduardo Campos, do PSB, que foi entrevistado ontem na parte da manhã, quanto Aécio Neves, do PSDB, que se apresentou em seguida, frisaram que "na primeira semana" em que chegarem à Presidência da República, caso vençam a disputa, pretendem baixar medidas econômicas. Não ficou claro, porém, qual a exata dimensão dessa iniciativa.


Campos, que compareceu com a candidata a vice Marina Silva ao seu lado, garantiu que baixará medidas na área tributária logo nos primeiros dias de sua possível gestão. De maneira genérica, ele garantiu que suas ações terão o sentido de simplificar e equalizar melhor o peso dos tributos sobre o empresariado e a sociedade. Mas não foram detalhadas quais seriam, ponto a ponto, essas medidas.

Diante da necessidade de aumentar a arrecadação do governo, para equilibrar o déficit público, seria factível a Campos promover um choque de impostos? Ou, ao contrário, abrir um pacote de bondades capaz de animar os empresários a novos investimentos? Quem sairia ganhando? E perdendo?

Aécio, por seu lado, também bateu na tecla de agir com decisão "na primeira semana" de seu eventual mandato, que ele considerou até mais importante que "o primeiro mês". Na visão do presidenciável tucano, é logo no começo da gestão que um governante tem "capital político fortalecido" para adotar "medidas corajosas" que julgar necessárias.

Meses atrás, ainda esse ano, em reuniões sucessivas com empresários em São Paulo, o ex-governador de Minas Gerais chegou a falar em "medidas amargas", mesma expressão usada, no mesmo foro - a casa do empresário João Doria Jr. -, por Campos. Diante da cobrança de políticos governistas, como a senadora Gleisi Hoffmann, sobre quais serão essas iniciativas, ambos desconversaram.

Agora, na CNI e com a aproximação da eleição, o tucano e o socialista voltam a falar em agir com impacto logo de saída. Ambos consideram que a sociedade brasileira enfrenta um momento tão adverso que demandaria muitas novidades em matéria de política econômica para acelerar nos trilhos do desenvolvimento.

A única a não prometer alterações radicais no curso da administração é a presidente Dilma Rousseff. Ela se comprometeu a incorporar ideias entre os 42 pontos citados pela CNI como cruciais para o desenvolvimento. Mas acentuou que, "ao contrário do que foi feito antes", não pretende "desorganizar a economia como ocorreu com as idas do País ao FMI" durante o governo do presidente Fernando Henrique.

Para Dilma, a política econômica deve seguir o rumo atual, apenas com ajustes pontuais.

No cenário eleitoral de 2014, o debate sobre como cada candidato irá agir sobre a economia está apenas começando. Já se dá pela falta, porém, de esclarecimentos que diminuam o risco de surpresas desagradáveis para o eleitor como mais um pacote econômico – seja ele de que tamanho for.

Aécio e o aeroporto: "reconheço o equívoco"

:
Pela primeira vez, desde que a denúncia foi publicada pela Folha de S. Paulo, o presidenciável tucano Aécio Neves reconheceu, nesta quarta-feira, o uso do aeroporto de Cláudio (MG), cuja pista ainda não foi homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil; "Pousei ali algumas poucas vezes em avião da minha família, para ser mais específico do Gilberto Faria, que era casado com a minha mãe", disse ele; "Se algum equívoco houve, certamente eu posso reconhecer e não ter me preocupado em examinar em que estágio o processo de homologação está. Este é um equívoco e eu quero reconhecer"; em artigo, ele reafirma que obra "foi não apenas legal, mas transparente e ética"
30 de Julho de 2014 às 23:02
Minas 247 - O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves (PSDB-MG), reconheceu nesta quarta-feira que utilizou o Aeroporto de Cláudio (MG), cuja pista ainda não se encontra homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil.
“Não tenho absolutamente nada a esconder. Esse aeródromo já usei várias vezes antes dessa pista ser asfaltada nos últimos 30 anos desde a minha juventude, que ele era usado por empresários, fazendeiros, pessoas da região. E depois da conclusão da obra, quando eu já não era mais governador do Estado, pousei ali algumas poucas vezes em avião da minha família, para ser mais específico do Gilberto Faria, que era casado com a minha mãe", disse ele.
"Se algum equívoco houve, certamente eu posso reconhecer e não ter me preocupado em examinar em que estágio o processode homologação está. Este é um equívoco e eu quero reconhecer.”
Gilberto Faria, proprietário da aeronave utilizada por Aécio, foi dono do Banco Bandeirantes e irmão de Aloysio Faria, ex-dono do Real, que foi vendido ao ABN-Amro.
Com a declaração, Aécio tenta estancar a crise aberta em sua campanha desde a denúncia da Folha, ocorrida há dez dias.
Em entrevista ao Globo, o ministro Gilberto Carvalho afirmou que o aeroporto de Cláudio (MG) é a "ponta do iceberg" relacionada a Aécio, o que provocou indignação no PSDB. O deputado Carlos Sampaio retrucou dizendo que Carvalho tem  um "iceberg inteiro chamado Celso Daniel" e avisou que irá processá-lo.
Candidato do PT em Minas, Fernando Pimentel afirma que o aeroporto de Cláudio "é clandestino".
As próximas pesquisas sobre sucessão presidencial medirão o impacto real da denúncia.
Em artigo na edição da Folha de S. Paulo desta quinta-feira, o presidenciável tucano Aécio Neves contesta todas as acusações do jornal e reafirma que manteve ética. Leia:
A verdade sobre o aeroporto
A obra foi não apenas legal, mas transparente, ética e extremamente importante para o desenvolvimento do município e da região
Nasci no ambiente da política e vivi nele toda a minha vida. Sei que todo homem público tem uma obrigação e um direito: a obrigação de responder a todo e qualquer questionamento, especialmente os que partem da imprensa. E o direito de se esforçar para que seus esclarecimentos possam ser conhecidos.
Nos últimos dias, fui questionado sobre a construção de um aeroporto na cidade de Cláudio, em Minas Gerais. Como o Ministério Público Estadual atestou e a Folha registrou em editorial, não há qualquer irregularidade na obra. Mas surgiram questionamentos éticos, uma vez que minha família tem fazenda na cidade. Quero responder a essas questões.
A pista de pouso em Cláudio existe há 30 anos e vem sendo usada por moradores e empresários da região. Com as obras, o governo de Minas Gerais transformou uma pista precária em um aeródromo público. Para uso de todos.
As acusações de benefício à minha família foram esclarecidas uma a uma. Primeiro, se disse que o aeroporto teria sido construído na fazenda de um tio-avô meu. A área foi desapropriada antes da licitação das obras, como manda a lei. O governo federal reconheceu isso, ao transferir a jurisdição do aeroporto ao governo de Minas Gerais, o que só é possível quando a posse da terra é comprovada.
Depois, levantaram-se dúvidas sobre o valor da indenização proposta pelo Estado. O governo ofereceu R$ 1 milhão. O antigo proprietário queria R$ 9 milhões e briga até hoje na Justiça contra o governo de Minas.
Finalmente, se disse que a desapropriação poderia ser um bom negócio para o antigo proprietário, porque lhe permitiria usar o dinheiro da indenização para arcar com os custos de uma ação civil pública a que responde. Não é verdade. O dinheiro da indenização está bloqueado pela Justiça e serve como garantia ao Estado de pagamento da dívida, caso o antigo proprietário seja condenado. Se não houvesse a desapropriação, a área iria a leilão. Se fosse um bom negócio para ele, não estaria lutando na Justiça contra o Estado.
Sempre tomei cuidado em não misturar assuntos de governo e questões pessoais. Durante meu governo, asfaltamos 5.000 quilômetros de estradas, ligando mais de 200 cidades. Apesar desse esforço, deixei sem asfalto uma estrada, no município de Montezuma, que liga a cidade ao Estado da Bahia e passa em frente à fazenda que meu pai possuía, há décadas, na região. Avaliei que isso poderia ser explorado. Foi a decisão correta. De fato, na semana passada, fui acusado de construir um aeroporto em Montezuma. A pista, municipal, existe desde a década de 1980 e recebeu em nosso governo obras de melhoria de R$ 300 mil, inseridas em um contexto de ações para a região. Pelo que me lembro, pousei lá uma vez.
No caso de Cláudio, cometi o erro de ver a obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância.
Tenho sido perguntado se usei o aeroporto de Cláudio, como se essa fosse a questão central. Priorizei até aqui os esclarecimentos sobre o que me parecia fundamental: a acusação de ter cometido uma ilegalidade à frente do governo de Minas. Hoje, me parece que isso está esclarecido. Não tenho nada a esconder. Usei essa pista algumas vezes ao longo dos últimos 30 anos, especialmente na minha juventude, quando ela ainda era de terra.
Depois de concluída essa obra, demandada pela comunidade empresarial local, pousei lá umas poucas vezes, quando já não era mais governador do Estado. Viajei em aeronaves de familiares, no caso a da família do empresário Gilberto Faria, com quem minha mãe foi casada por 25 anos.
Refletindo sobre acertos e erros, reconheço que não ter buscado a informação sobre o estágio do processo de homologação do aeródromo foi um equívoco. Mas reitero que a obra foi não apenas legal, mas transparente, ética e extremamente importante para o desenvolvimento do município e da região.


Após 19 mortes em escola, monstro Netanyahu soma mais 22 corpos durante trégua






ONU enviou 17 avisos a Israel para preservar escola que abrigava mais de 3 mil pessoas em Gaza; inútil:as bombas acertaram o alvo nesta 4ª feira matando 15, ferindo centenas

Inflação despenca em julho: IGP-M tem deflação de 0,61; alimentos puxam o recuo,com queda de 1,1%
 
 Instituto de Defesa do Consumidor recebeu 493 reclamações de falta de água em São Paulo desde o final de junho: IDEC pede que Alckmin oficialize o racionamento, um fato consumado

 
Fundos abutres recusam oferta da Argentina que resiste eem entregar as reservas do paías; agências de risco se apressam em declarar o 'calote'

Coerência assustadora: Aécio defende o direito ao terror financeiro contra o Brasil

Dilma na CNI critica os que 'conspiram, aberta ou envergonhadamente' contra o financiamento público do desenvolvimento brasileiro

Aécio e Campos se comportaram na sabatina empresarial da CNI como dois colegiais ansiosos por mostrar ao professor que decoraram a tabuada no fim de semana

: Massacre de palestinos prossegue até durante "trégua humanitária de quatro horas"; exército israelense ataca mercado popular na faixa de Gaza, mata 22 e fere cerca de 150 civis; genocida Benjamin Netanyahu prossegue morticínio impune; bombardeio israelense na noite de ontem matou 19 palestinos que se refugiavam numa escola e feriu outras 125 pessoas; prijmeiro-ministro já foi repreendido pela ONU, pelo Brasil e por países do Mercosul, mas ainda conta com o apoio dos Estados Unidos em seu banho de sangue

Da Agência Lusa - Pelo menos 22 palestinos morreram e cerca de 150 ficaram feridos depois de uma sequência de ataques do Exército israelense na Faixa de Gaza, durante uma trégua humanitária decretada por Israel.

De acordo com o porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf Al Qudra, 15 pessoas morreram e 150 ficaram feridas num ataque a um mercado movimentado no bairro de Chajaya, entre a Cidade de Gaza e a fronteira israelense.

Antes, um ataque aéreo israelense, no sudeste da Faixa de Gaza, matou sete palestinos.

Ambos os ataques ocorreram durante a trégua humanitária de quatro horas anunciada hoje por Israel, a partir das 15h locais (9h, no horário de Brasília) e que foi considerada um golpe publicitário pelo movimento de resistência islâmica Hamas.

O Exército israelense alertou que a trégua não se aplicaria às zonas onde os soldados "estão atualmente envolvidos nas operações".

Abaixo, notícia da Agência Reuters:

Por Nidal al-Mughrabi

GAZA (Reuters) - Bombardeios israelenses atingiram nesta quarta-feira uma escola administrada pela Organização das Nações Unidas em um campo de refugiados da Faixa de Gaza, matando pelo menos 19 pessoas e ferindo cerca de outras 125 que se refugiavam lá, disse um funcionário da entidade.
O sangue se espalhava pelo chão e os colchões dentro das salas de aula enquanto alguns sobreviventes vasculhavam montes de vidros estilhaçados e destroços em busca de corpos para enterrarem.
Uma porta-voz militar israelense em Tel Aviv disse não ter de imediato informações sobre o que aconteceu na escola, que pertence à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio (Unrwa).

O diretor da Unrwa, Khalil al-Halabi, disse que cerca de 3.000 palestinos estavam refugiados na escola, no campo de refugiados de Jabaliya, quando ficou sob fogo israelense na madrugada.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Aeroportos e colisões tucanas


Na série de escaramuças que marca o jogo pesado entre Aécio e Serra, a reportagem da Folha sobre o aeroporto em Cláudio pode ter sido um ponto fora da curva.

por: Saul Leblon




ArquivoHá exatamente quatro anos, em 29 de julho de 2010, o jornal ‘O Globo’ noticiava a evidência de um  racha profundo nas fileiras tucanas, a minar a campanha  do então candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra.

Aspas para o Globo de 29-07-2010:

‘O candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, terá uma estrutura independente em Minas Gerais para impulsionar sua campanha no Estado (...). A estratégia foi montada para fazer frente a algumas dificuldades. A decisão foi tomada após descontentamento com o ritmo da campanha no Estado, onde o ex-governador Aécio Neves, que recusou-se  a ocupar a vaga de vice na chapa de Serra, é a principal liderança do PSDB...’

Corta para o coquetel de autógrafos de  Serra, no Rio, na semana passada, dia 23 de julho de 2014, no lançamento de seu livro de memórias, "50 anos Esta Noite".

Aécio Neves não compareceu ao evento, onde Serra comentou  laconicamente o episódio que há dez dias faz sangrar seu velho rival e agora o  candidato do PSDB à presidência. 

‘Um programa de construção de aeroportos no interior de repente bate na família. Não quer dizer que houve favorecimento..’ disse olímpico sobre a obra de R$ 14 milhões feita por Aécio na fazenda de um tio,  paga com dinheiro público.  ‘Eu não tenho parentes no interior. Se tivesse, poderia ter acontecido...’, observou  Serra com irônica ambiguidade.

Especulações sobre a origem da denúncia veiculada em 20/07, pela  ‘Folha de SP’,  de notórias afinidades com o serrismo, ganharam lastro extra a partir do editorial  publicado pelo diário da família Frias , no último domingo, 27-07.

O texto com  sugestivo título,  ‘O pouso do tucano’,  desmonta as explicações de Aécio para o escândalo e lança uma comprida sombra sobre o futuro de sua candidatura:

 ‘Mais econômico, na verdade, teria sido não fazer obra nenhuma. A demanda por voos em Cláudio é pequena, e o aeroporto de Divinópolis fica a 50 km de distância. Ainda que todo o processo tenha sido feito de maneira legal, como sustenta Aécio Neves, restará uma pista de pouso conveniente para o tucano e seus parentes, mas de questionável eficiência administrativa. Não é pouca contradição para um candidato que diz apostar na união da ética com a qualidade na gestão pública’.

Mas o principal  subtexto das suspeitas quanto à fonte da denúncia remete ao recheio mineiro da derrota  sofrida por  Serra nas eleições presidenciais de 2010, quando as urnas sepultaram de vez suas pretensões ao cargo máximo da política brasileira.

Numa disputa marcada logo no  início pela colisão frontal com Aécio, que postulava a mesma indicação no PSDB, Serra terminaria abatido fragorosamente pelo ‘poste’,  Dilma Rousseff,  que teve  56,05% dos votos, contra 43,9% do ‘experimente’ ex-governador de São Paulo.

Um tônico inesperado da derrota foi  a desvantagem ampla de Serra nas urnas de Minas Gerais.

No  segundo maior colégio eleitoral do país – de onde Aécio conquistou uma vaga no Senado, arregimentando 7,5  milhões de votos--  Serra obteve um apoio inferior a sua média nacional ( 41,5%).

O de Dilma, ao contrário,  foi sugestivamente superior (58,4%).

Seria um erro atribuir o resultado ao boicote de Aécio, abstraindo assim a tradicional força do PT em Minas Gerais e o prestígio conquistado pelos investimentos do governo Lula (que teve 65% dos votos de Minas em 2006 e 66,5% em 2002) .

A verdade, porém, é que a derrota consagrava um processo de desidratação interna do candidato do PSDB, que remontava à própria  dificuldade inicial de preencher a vaga de vice em sua chapa, reservada até o último minuto como um prêmio de consolação que Aécio rechaçou.

A recusa, mineiramente dissimulada na protocolar promessa de ‘não poupar esforços pelo candidato’, era o troco à forma  como o ex-governador de São Paulo   impusera seu nome ao partido, sem abrir espaço para uma consulta às bases, inédita entre tucanos, reivindicada pelo rival .

A disposição bélica das fileiras serristas de atropelar o adversário mineiro com um misto de fatos consumados e jogo baixo ficaria evidente  logo no início de 2009.

Um artigo  famoso, publicado em fevereiro daquele ano na página 3 do jornal O Estado de S. Paulo,  dava o peso e a medida  do fair play  que ordenaria o confronto a partir de então.

Assinado pelo editorialista do jornal, Mauro Chaves, reconhecidamente ligado aos tucanos, mas sobretudo a Serra, o texto trazia  no  título a octanagem do arsenal disponível,  caso Aécio insistisse em desafiar a vontade ‘bandeirante’.

“Pó, pará, governador?” , diziam as garrafais, num  trocadilho com o suposto uso de droga por parte do político mineiro.

Era o gongo de uma série de rounds subterrâneos.

Eles incluiriam acusações mútuas sobre dossiês mortíferos engatados de um lado e de outro em um embate fraticida que quase paralisaria o PSDB.

Sobre Serra pairavam suspeitas de ter mobilizado  ex-delegados  da polícia federal para municiar o paiol contra Aécio.

A ira do mineiro envolveria garras não menos afiadas.

 Uma delas, Andrea Neves,  cabo-de- guerra do irmão para golpes de bastidores e controle da mídia, estaria associada à contratação de repórteres, antes até, em 2008,  pelo jornal Estado de Minas, para investigar a vida de Serra e de sua família.

Com resultados suculentos, diga-se.

O livro ‘A privataria Tucana’, de Amaury Ribeiro  Jr, seria um subproduto desse mutirão.

O nebuloso episódio de uma reunião  ocorrida em junho de 2010, da qual teriam participado  Amaury, arapongas e Luiz Lanzetta  --membro da pré-campanha de Dilma,  atiçaria as evidência de um tiroteio cerrado nos  bastidores da campanha tucana.

Denunciado por um alcagueta presente, o encontro  teria tratado de  informações comprometedoras envolvendo  lavagem de dinheiro, paraísos fiscais, Verônica Serra (filha do tucano) e a irmã do banqueiro Daniel Dantas, Veronica Dantas.

Na Polícia Federal,  Amaury confirmou que pagou R$ 12 mil a um despachante paulista para obter as informações sobre os tucanos, entre setembro e outubro de 2009. O jornalista não revelou quem o contratara, nem quem financiou a  investigação,  iniciada como pauta do Estado de Minas.

O fato é que, nesse processo,  a candidatura presidencial de Serra desidratava de dentro para fora do partido. Seu caminho para as urnas lembrava um trem fora dos trilhos, com poucas chances de ser devolvido ao leito original.

Em julho de 2010, a percepção de que estaria sendo cristianizado por fileiras amplas do tucanato era muito forte.

O termo ‘cristianização’ colava em sua trajetória como o bolor  nos  corredores  abafados dos hotéis de estação.

A expressão vem do nome do político mineiro, Cristiano Machado que, a exemplo de Serra, havia imposto sua candidatura ao partido (o PSD) nas eleições presidenciais de 1950.

Cristiano foi abandonado pelos companheiros, que acabaram apoiando Getúlio Vargas.

O termo “cristianização” passou a designar o candidato ‘escondido’ pela sigla, que teme o contágio tóxico que sua impopularidade acarreta às demais candidaturas.
Assim foi com Serra.

Em 2010, a três meses das urnas do 1º turno,  a maior parte do material de campanha de Aécio Neves, candidato ao Senado por MG, e o de Anastásia, seu candidato ao governo do Estado,  omitia a imagem de Serra em santinhos e adesivos.

O alto comando serrista busca desesperadamente formas de fazer com que a campanha demotucana encontrasse motor próprio em MG.

Além de um comitê exclusivo,  os serristas tiveram  que montar  40 subcomitês  distribuídos por todo o estado, na tentativa de algo quixotesca de contornar o boicote silencioso sofrido  no  segundo maior colégio eleitoral do país, por parte de seu ‘aliado’ e líder local, Aécio Neves.

No melancólico reconhecimento da derrota final para Dilma, em 1º de novembro de 2010, Serra diria que o "povo" não quis que sua eleição fosse "agora" e se despediu do eleitor com um "até logo".

No breve discurso ao lado da família, o tucano agradeceu o empenho do partido, festejou a eleição de Alckmin, porém não citou uma única vez o senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves.

A queda de braço não terminaria ali.

Aécio rapidamente ocuparia o vácuo da derrota pavimentando a sua candidatura dentro de um PSDB de joelhos, com o serrismo acuado.

O mineiro aplastou o desafeto em todas as frentes de comando.

Tomou a presidência do partido em primeiro lugar. E negou a Serra até mesmo a direção do medíocre, mas rico, Instituto Teotônio Vilela,  o think  tank  do PSDB.

Humilhado, Serra  engoliu um cargo honorífico no Conselho Político do partido, um enxerto  criado pela Executiva Nacional, mas no qual, ainda assim, seria minoritário.

A partir de então, experimentaria a mesma ração de fatos consumados e menosprezo que dispensara ao oponente  em 2010.

Braço direito de Aécio Neves no Senado, o impoluto Cassio Cunha Lima, distribuía patadas em seu nome dirigidas diretamente ao estômago de Serra.

Em outubro  do ano passado, enquanto Serra se comportava como se ainda pudesse pleitear a  candidatura tucana ao Planalto –ou mudaria para o PPS, sugeriam seus ventríloquos  na mídia--  Cunha lima  desembarcou em São Paulo.

O emissário de Aécio conversou com FHC , Geraldo Alckmin e outros graúdos bicos curtos e  longos.

Não procurou  José Serra. Mas declarou às viúva do ex-governador na mídia :

‘Não vamos mais repercutir o que Serra diz. A imprensa que faça isso. Deixa ele falar, nós vamos ignorar’ (revista Veja; 25/10/2013).

Serra ouviu e registrou em sua volumosa  agenda mental  encapada com  o ditado: ‘a vingança é um prato que se come frio’.

Dois meses depois, 48 horas antes de Aécio lançar sua bisonha ‘cartilha’,  na qual não mencionaria uma única vez o pré-sal nos  12 pontos que comporiam  suas propostas de governo, Serra retirou o prato da geladeira.

E disparou um artigo na ‘Folha de SP’, em 15/12/2013.

O tema: o consumo de drogas.

O primeiro parágrafo: ‘ O debate sobre o consumo de cocaína no Brasil pode e deve ser uma pauta em 2014’.

Desde então, aconselhados por Fernando Henrique e o pelotão dos ‘interesses maiores’, os desafetos  baixaram os punhais. Uma trégua acomodatícia  foi costurada pelos seguidores dos dois lados com a linha grossa da conveniência.

Aécio trouxe o braço direito de Serra, Aloysio Nunes,  para ocupar a vaga de vice em sua chapa. Serra recolheu-se à disputa por uma cadeira no Senado, com a promessa de um ministério, se Aécio for eleito.

As farpas refluíram;  parecia que o PSDB cicatrizaria as  profundas fendas  internas.

Até que no  17 de julho agora, uma quinta-feira, surgiu a notícia da defecção de um serrista graúdo afastado de um cargo de confiança na campanha de  Aécio.
Xico Graziano, conhecido pela mão pesada com que exerce a fidelidade aos próprios interesses, foi defenestrado do pomposo cargo  de ‘chefe da estratégia de redes’ da candidatura Aécio.

Nos bastidores afirma-se que Xico Graziano perdeu o posto  por uma questão prosaica: incompetência.

Seu projeto de site de campanha teria sido  avaliado como um fiasco   pela cúpula da candidatura.

Depois se soube que um  outro  site já estaria pronto e seria lançado em seguida.

Quem supervisionou o trabalho paralelo e empurrou Xico para a ladeira da campanha  foi a irmã do mineiro, Andrea Neves.

Três dias depois do episódio, no domingo, a ‘Folha’ estamparia a  denúncia do aeroporto construído por Aécio na fazenda do ‘tio Múcio’, com gastos de R$ 14 milhões do tesouro de Minas Gerais.

Na série de escaramuças desse histórico pode ser um ponto fora da curva.

Uma desprezível  coincidência.
 
A ver.

Aécio: “vão demitir muito no Santander”. Senador, eles já fizeram isso e não foi pela Dilma

Pelo 2º trimestre consecutivo Brasil lidera a lista mundial da consultoria Grant Thornton sobre intenções de investimento: 52% das empresas sediadas no país pretendem comprar mais máquinas agora, contra 46% no 1º trimestre; a média mundial foi, respectivamente, de 35% e 37% nos dois períodos

Dilma sobre a captura da democracia pelo terrorismo financeiro: 'É inadmissível'

Aécio defende o Santander contra o Brasil: tucano diz que todos os economistas de banco e do mercado financeiro pensam e agem como o analista do banco espanhol



Dilma sobre os bombardeios de Israel: 'É um massacre'

Israel mata mais 110 e deixa palestinos na escuridão ao explodir a única central hidrelétrica de Gaza

Chile e Peru acompanham o Brasil e retiram os embaixadores em Israel

Cúpula do Mercosul pede cessar fogo imediato em Gaza

satader


O Senador Aécio Neves, com sua incrível incapacidade de ir além do furor udenista, vai aos jornais dizer que “vão ter que demitir muita gente” no Santander por conta da  especulação  descarada no mercado financeiro com as dança das pesquisas eleitorais.
 
Senador, não se preocupe, não vai ter um demitido por isso, porque é o que a cúpula do banco pensa. No máximo, vão achar um para segurar o rojão e ajustam ele em outra instituição amiga. E olhe lá se sequer isso vão fazer.

Porque as desculpas do Santander são mero jogo de cena.

Mas numa coisa o senhor tem razão.

Muita gente é demitida no Santander.

Logo que o Banespa foi comprado por ele, foram milhares.

Todo ano tem uma leva, Aécio. Foram milhares, milhares de trabalhadores que não eram “analistas” regiamente pagos.
Ganhavam uma miséria.

Na véspera do Natal de 2012, quando o banco espanhol demitiu sem justa causa 1.153 funcionários. Não consta que tenha sido por defenderem Lula ou Dilma.

É porque eram descartáveis.

A coisa foi tão feia, seu Aécio, que os bancários ganharam na justiça o direito de chamar o Santander de Satãder.

O relator do processo movido pelo banco contra a Confederação dos Bancários , desembargador Ronei Danielli, achou até que a revolta se justificava “”a partir de um estudo criterioso das manifestações dos entes sindicais (fls. 26-53), é possível aferir que se destinam a protestar contra as demissões em massa promovidas pelo banco em dezembro de 2012, além das condições de trabalho proporcionadas pela empresa”.

- O emprego da imagem do demônio, utilizando a expressão “Satãnder” (fls. 26-27), em alusão ao nome da empresa, não se mostra capaz, ao que tudo indica, de danificar gravemente a imagem da instituição bancária multinacional (…)

A sentença está aqui.

O Santander mundial tem 25% dos seus lucros aqui e só 8% na Espanha.
Parte da história das ligações do banco com a ditadura franquista e com a seita Opus Dei está no video abaixo, em reportagem da Record, provocada por uma reportagem da insuspeitíssima Veja.

Lá na Espanha, o Santander tem saudades do Francisco Franco.

Aqui, do Fernando Henrique.

Está difícil para Aécio dar uma bola dentro.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Audiência do jn chega ao volume morto Queda de 11% em 6 meses … Esse Kamel … Um prodíjio ! (É assim mesmo, revisor).

Na seção “Outro Canal” da Fel-lha (*) (a de mau hálito, porque a bílis apodreceu), sabe-se que a audiência do jornal nacional caiu 11% de janeiro a junho deste ano.

11% em seis meses.

Se fosse uma empresa privada, tinha todo mundo rodado.

Mas, como é uma para-estatal …

Mesmo com o empurrão da Copa o jn seguiu ladeira abaixo.

O jornal da Globo, aquele do Traaack, também caiu 7%.

No caso do jornal nacional, a queda se deve à ascensão da Record.

No caso do jornal da Globo se deve a incompetência própria.

Não demora muito e a Globo morre gorda.

Com BV e tudo, ela não vai ter audiência para cobrar o que cobrava dos anunciantes e, com isso, sustentava os custos estratosféricos de produção – que não se comparam, sequer, aos de Hollywood.

É por isso que ela joga o pescoço nessa eleição.

Só o BNDES, o BB e a Caixa podem salvá-la, num Governo do Arrocho.

Com a reeleição da Dilma, segundo o insistente prognóstico do Datafalha, será preciso saber quem vai comprar a Globo – sem o passivo trabalhista: se o Binho, a Friboi ou a Odebrecht.

Ou o Slim, que já a salvou da falência.

Porque o Jandir Macedo não se interessa.

Clique aqui para ler “A Seleção não é a Globo de chuteiras”.

Em tempo: o amigo navegante já observou que os melhores produtos comerciais da Globo vivem hoje à beira do precipício ? A novela das oito, o jornal nacional, o Brasileirinho, a F-1, a Copa e o Fintástico. Está tudo a caminho do iceberg. Ah, se o Dr Roberto soubesse disso … Já tinha demitido esses colonistas (**) todos, Kamels e Ataulfos, e aderia à Dilma.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

Krugman e o caso Santander: empresas têm os mesmos direitos das pessoas?

santandecio

O caso da carta do Santander aos seus clientes “top do top” prevendo o fim do mundo se Dilma subisse nas pesquisas provocou muitas discussões, inclusive entre amigos jornalistas.

Parecia que estava em jogo, ali, a “liberdade de expressão” e isso é uma distorção mental que é própria do conservadorismo, que vê o mundo formado essencialmente por empresas e subsidiariamente por pessoas.

Consequentemente, o Estado é o realizador, antes de tudo, dos desejos e aspirações das empresas e, sobrando tempo, das pessoas, que devem ter saúde para ir trabalhar para empresas, transporte para ir ao trabalho e educação para serem bons empregados. Tarefas, aliás, que competem ao Estado.

É claro que as empresas têm o direito de fazerem suas análises e, no caso de um empresa financeira, transmitirem suas análises aos clientes.

Mas não podem, como instituições, distribuir análises de simples especulação com pesquisas, um comportamento que se aproxima do criminoso, ao ponto de incomodar até mesmo o diretor do Datafolha, que insinua o fato de estarem sendo produzidos levantamentos com o único objetivo de abocanhar ganhos com este “sobe e desce”.

O episódio, em si, tem pouca importância.

Vale mais por revelar o quanto o jornalismo – e, admitamos, o pensamento coletivo das elites – está contaminado por uma distorção “empresarialista” da vida social.

As empresas são importantes, essenciais à economia, dignas de respeito, de crédito, de apoio da coletividade, pelos benefícios produtivos que trazem à coletividade.

Mas não são pessoas que podem, na sua vida particular, achar e pensar o que quiserem.

Porque a “elevação” das empresas a pessoas nos leva a uma distorção imensa, porque são elas que detêm o poder econômico e, ao agirem como pessoas – vejam o que acontece nas, infelizmente, doações eleitorais  de empresas a candidatos – interferir na formação da vontade coletiva de modo extremamente desigual e, portanto, extremamente antidemocrático.

Isso não é uma observação que faço por partidarismo ideológico.

Quem duvidar, leia o que escreveu o americano Paul Krugman, Nobel de Economia, em seu último artigo.
“Em decisões recentes, a maioria conservadora na Suprema Corte dos Estados Unidos deixou clara sua posição de que empresas são pessoas, e que desfrutam de todos os direitos de que uma pessoa desfruta.
Elas têm direito à liberdade de expressão, o que significa que podem gastar montanhas de dinheiro para distorcer o processo político em seu benefício. Têm direito a crenças religiosas, o que inclui aquelas que podem significar uma negação de benefícios a seus funcionários.

O que virá a seguir, o direito a portar armas?”

O Santander, ao que se viu, já reivindica o direito de voto.