
Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista
terça-feira, 17 de julho de 2012
CPI: Gontijo assa a batata do Cerra
“Olha a CPMI chegando ao Serra”, disse o amigo navegante Chagas.
O amigo navegante Chagas enviou o segunte comentário:
Chagas
Opa! A ligação 19 cita o Gontijo esposo da socialite que fez aquela famosa doação de R$ 8,25 milhões para o PSDB nacional nas eleições de 2010… olha a CPMI chegando ao Serra!
Vale a pena ver de novo:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/01/fabulosa-doacao-pessoal-de-r-825.html
Veja o que diz a ligação # 19 do post “Extra – 73 ligações de e com Policarpo”:


Chagas
Opa! A ligação 19 cita o Gontijo esposo da socialite que fez aquela famosa doação de R$ 8,25 milhões para o PSDB nacional nas eleições de 2010… olha a CPMI chegando ao Serra!
Vale a pena ver de novo:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/01/fabulosa-doacao-pessoal-de-r-825.html
Veja o que diz a ligação # 19 do post “Extra – 73 ligações de e com Policarpo”:
E aqui, veja a íntegra do que disse o Amigos do Presidente Lula:
Ana Maria Baeta Valadares Gontijo doou R$ 8 milhões e 250 mil para a campanha tucana de 2010, como PESSOA FÍSICA.
O valor é comparável a doações de grandes bancos e grandes empreiteiras.
É o recorde entre as pessoas físicas.
A lei diz que as pessoas físicas podem doar no máximo 10% de seu rendimento bruto no ano anterior. Significa que ela precisa ter ganho perto de R$ 7 milhões por mês de salário ou renda em 2009 (pelo menos R$ 82,5 milhões de renda anual).
Se o Brasil é capitalista, o dinheiro é dela e a lei permite, ninguém teria nada a ver com isso, ok?
Não teria, se seu marido José Celso Valadares Gontijo não tivesse sido gravado por Durval Barbosa entregando pacotes de dinheiro, no mensalão do DEM (Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal).
O relatório da CPI sobre o mensalão do DEM, feita na Câmara Legislativa do Distrito Federal, dedica um tópico inteiro ao marido da milionária doadora de campanha tucana.
A íntegra deste tópico pode ser lida aqui (arquivo em PDF, 4 páginas).
Chama atenção a parte deste relatório que trata de uma de suas empresas, de telemarketing:

A íntegra deste tópico pode ser lida aqui (arquivo em PDF, 4 páginas).
Chama atenção a parte deste relatório que trata de uma de suas empresas, de telemarketing:
Relações perigosas
Meses antes do mensalão do DEM vir a público, a NaMariaNews já mostrava o fato da empresa citada ter conquistado um contrato milionário com a Prefeitura de São Paulo, em abril de 2006 (no apagar das luzes da gestão tucana de José Serra antes de passar a faixa ao vice Gilberto Kassab). Em abril de 2009, a CALL TECNOLOGIA conquistou outro contrato, desta vez com o governo estadual de São Paulo, mas o governador era o mesmo José Serra, que era prefeito em 2006, e o mesmo que foi candidato a presidente em 2010 pelo partido que recebeu os R$ 8,25 milhões da mulher do dono da CALL.
Não é preciso fazer ilações para o leitor perceber o mau cheiro que exala desse sistema de financiamento privado de campanha, e porque seus defensores são a mesma turma da privataria tucana: José Serra, FHC, Aécio Neves, Álvaro Dias, José Roberto Arruda, etc.
Aos poucos – até a eleição de outubro – o Cerra vai entender que, com a invenção de um negócio chamado internet, fica difícil ser inimputável.
Paulo Henrique Amorim
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Globo é o túmulo do jornalismo, mas Collor é uma lição de vida
Posted by eduguim
Há pouco que falar sobre a extensa matéria do Fantástico que promoveu um massacre de injúrias e difamações contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello no último domingo. Aliás, além de xingar e difamar, a Globo pode ter dado curso a calúnias.
Mas esse não é o aspecto mais importante daquele quadro em um programa que vai ao ar no horário mais nobre da televisão brasileira. O mais importante é o que havia de jornalismo e o que houve de pura vingança e de uma intimidação que não se resume a Collor.
O que foi, diabos, que a Globo trouxe de novo? Jornalismo é notícia, ao menos no formato imposto àquela matéria. Que notícia a Globo deu? Que Collor é macumbeiro? Isso o falecido irmão dele disse há mais ou menos 20 anos e foi objeto de especulações por muito tempo.
A maioria das pessoas não sabe o que ocorreu naqueles anos 1990 porque ainda há mais jovens do que de maduros no Brasil. E o que ocorreu àquela época, hoje perdeu todo o sentido.
Collor foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal e foi absolvido. Se por inépcia da acusação, da promotoria, como foi dito, não importa. Se fosse condenado, a condenação seria usada sem dó nem piedade; é justo que a absolvição tenha o mesmo peso que a condenação.
Um parênteses: pelo que a Globo fez com Collor, pode-se prever o que fará se os acusados principais no inquérito do mensalão (leia-se José Dirceu em primeiro lugar) forem absolvidos…
Então, a reportagem do Fantástico sobre Collor não serviu para nada. Requentou um caso que já se perdeu nos desvãos da história. E o mais interessante é que quem requentou esse escândalo é a mesma mídia que diz que a Privataria Tucana ocorreu já faz “muito tempo”.
Ah, mas Rosane Collor confirmou alguns cafés da manhã entre Collor e PC Farias antes de eclodir o escândalo. E daí? PC foi caixa da campanha de Collor à Presidência. Não tem relevância alguma essa informação. Jamais terá conseqüência.
Não havia razão para a Globo trazer esse assunto à tona depois de tanto tempo. Collor fazia macumba, é? Quanta socialite ou dona-de-casa ou pai de família ou estudante ou empresário não faz seus “trabalhos”?
Em minha opinião, aliás, a Globo deu um tiro no pé, porque “trabalhos” com “animais mortos” estão por toda parte, neste país, e ninguém fica chamando de “magia negra”.
Ridículo, estapafúrdio, arcaico, fundamentalista… É criminalização religiosa, aliás. Daqui a pouco o PIG vai pregar a formação de uma força policial para prender qualquer Pai de Santo que matar uma galinha e colocar numa cesta com velas, fitas etc. numa encruzilhada.
Aliás, a criminalização da elite a certos cultos religiosos mal identificados com a cultura afro remonta aos primórdios da colonização brasileira. Mas o mais gozado é que nessa própria elite há muita gente fazendo seus “trabalhinhos”.
Alguma novidade, até aqui? Não é o que se diz à larga na Blogosfera e nas redes sociais, que a Globo e seus congêneres são o túmulo do jornalismo? Além de usar uma concessão pública para suas vendetas pessoais, a emissora da família Marinho ainda a usou para intimidação criminosa de membros da CPI do Cachoeira que pensem em incomodar a Veja e a própria Globo.
Resta saber qual será o prejuízo de Collor. Particularmente, penso que seu eleitorado não esteve e nem estará nem aí para o ataque que a Globo lhe fez.
Os setores que se impressionaram com as caras e bocas de “espanto” da entrevistadora Renata Ceribelli diante das “revelações” da esposa ressentida e gananciosa de Collor, que deixou ver que fez tudo aquilo porque a amiga ganha 40 mil reais de pensão do ex-marido e ela ganha “só” 18 mil reais, já não gostavam dele antes.
Grave, porém, é o uso de concessão pública para um ataquezinho político rasteiro, maledicente, burro e preconceituoso.Em qualquer país civilizado e desenvolvido, os irmãos Marinho sofreriam um questionamento pelos órgãos de controle da mídia que funciona sob concessão do Estado.
Contudo, estamos no Brasil e deve ficar tudo por isso mesmo.
Agora, convenhamos: que lição de vida representa o que a Globo fez com Collor, hein. Ele recebeu de volta exatamente aquilo que fez com Lula em 1989 – levou sua ex-namorada Miriam Cordeiro para injuriá-lo e difamá-lo na TV.
A ironia do destino é sempre surpreendente. A vida supera a arte. É ampla a quantidade de chavões que cabe usar. Nem se tivessem escrito um romance em que, mais de vinte anos depois, o feitiço se viraria contra o feiticeiro, a cena teria sido tão irônica.
Essas pessoas que aplicam esse tipo de golpe baixo nos desafetos, com ataques pessoais de natureza miseramente maledicente e geralmente sob armações, deveriam refletir muito…
Dado o que há de surpreendente em Collor ter sido vítima da mesma baixeza que praticou, seria demais cogitar que aqueles que, na Globo, engendraram essa vingançazinha tola, baixa, mesquinha e burra poderão, um dia, ser vitimados por gente igual a si?
Mas esse não é o aspecto mais importante daquele quadro em um programa que vai ao ar no horário mais nobre da televisão brasileira. O mais importante é o que havia de jornalismo e o que houve de pura vingança e de uma intimidação que não se resume a Collor.
O que foi, diabos, que a Globo trouxe de novo? Jornalismo é notícia, ao menos no formato imposto àquela matéria. Que notícia a Globo deu? Que Collor é macumbeiro? Isso o falecido irmão dele disse há mais ou menos 20 anos e foi objeto de especulações por muito tempo.
A maioria das pessoas não sabe o que ocorreu naqueles anos 1990 porque ainda há mais jovens do que de maduros no Brasil. E o que ocorreu àquela época, hoje perdeu todo o sentido.
Collor foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal e foi absolvido. Se por inépcia da acusação, da promotoria, como foi dito, não importa. Se fosse condenado, a condenação seria usada sem dó nem piedade; é justo que a absolvição tenha o mesmo peso que a condenação.
Um parênteses: pelo que a Globo fez com Collor, pode-se prever o que fará se os acusados principais no inquérito do mensalão (leia-se José Dirceu em primeiro lugar) forem absolvidos…
Então, a reportagem do Fantástico sobre Collor não serviu para nada. Requentou um caso que já se perdeu nos desvãos da história. E o mais interessante é que quem requentou esse escândalo é a mesma mídia que diz que a Privataria Tucana ocorreu já faz “muito tempo”.
Ah, mas Rosane Collor confirmou alguns cafés da manhã entre Collor e PC Farias antes de eclodir o escândalo. E daí? PC foi caixa da campanha de Collor à Presidência. Não tem relevância alguma essa informação. Jamais terá conseqüência.
Não havia razão para a Globo trazer esse assunto à tona depois de tanto tempo. Collor fazia macumba, é? Quanta socialite ou dona-de-casa ou pai de família ou estudante ou empresário não faz seus “trabalhos”?
Em minha opinião, aliás, a Globo deu um tiro no pé, porque “trabalhos” com “animais mortos” estão por toda parte, neste país, e ninguém fica chamando de “magia negra”.
Ridículo, estapafúrdio, arcaico, fundamentalista… É criminalização religiosa, aliás. Daqui a pouco o PIG vai pregar a formação de uma força policial para prender qualquer Pai de Santo que matar uma galinha e colocar numa cesta com velas, fitas etc. numa encruzilhada.
Aliás, a criminalização da elite a certos cultos religiosos mal identificados com a cultura afro remonta aos primórdios da colonização brasileira. Mas o mais gozado é que nessa própria elite há muita gente fazendo seus “trabalhinhos”.
Alguma novidade, até aqui? Não é o que se diz à larga na Blogosfera e nas redes sociais, que a Globo e seus congêneres são o túmulo do jornalismo? Além de usar uma concessão pública para suas vendetas pessoais, a emissora da família Marinho ainda a usou para intimidação criminosa de membros da CPI do Cachoeira que pensem em incomodar a Veja e a própria Globo.
Resta saber qual será o prejuízo de Collor. Particularmente, penso que seu eleitorado não esteve e nem estará nem aí para o ataque que a Globo lhe fez.
Os setores que se impressionaram com as caras e bocas de “espanto” da entrevistadora Renata Ceribelli diante das “revelações” da esposa ressentida e gananciosa de Collor, que deixou ver que fez tudo aquilo porque a amiga ganha 40 mil reais de pensão do ex-marido e ela ganha “só” 18 mil reais, já não gostavam dele antes.
Grave, porém, é o uso de concessão pública para um ataquezinho político rasteiro, maledicente, burro e preconceituoso.Em qualquer país civilizado e desenvolvido, os irmãos Marinho sofreriam um questionamento pelos órgãos de controle da mídia que funciona sob concessão do Estado.
Contudo, estamos no Brasil e deve ficar tudo por isso mesmo.
Agora, convenhamos: que lição de vida representa o que a Globo fez com Collor, hein. Ele recebeu de volta exatamente aquilo que fez com Lula em 1989 – levou sua ex-namorada Miriam Cordeiro para injuriá-lo e difamá-lo na TV.
A ironia do destino é sempre surpreendente. A vida supera a arte. É ampla a quantidade de chavões que cabe usar. Nem se tivessem escrito um romance em que, mais de vinte anos depois, o feitiço se viraria contra o feiticeiro, a cena teria sido tão irônica.
Essas pessoas que aplicam esse tipo de golpe baixo nos desafetos, com ataques pessoais de natureza miseramente maledicente e geralmente sob armações, deveriam refletir muito…
Dado o que há de surpreendente em Collor ter sido vítima da mesma baixeza que praticou, seria demais cogitar que aqueles que, na Globo, engendraram essa vingançazinha tola, baixa, mesquinha e burra poderão, um dia, ser vitimados por gente igual a si?
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GRAÇA FOSTER: "XÔ,CHUPIM, NO MEU NINHO, NÃO"
O vazio de lideranças na coalizão demotucana obedece a causas diversas sendo de conhecimento público que alguns de seus centuriões ardorosos foram destroçados nas urnas, enquanto outros, andam às voltas com as leis. O tucano Arthur Virgílio, ex-líder do PSDB no Senado, enquadra-se no primeiro caso;o savonarola da direita linha dura, o demo Demóstenes Torres, sugestivamente outro ex-líder no Senado (recém-cassado), exemplifica o destino do segundo grupo. O dispositivo midiático conservador exaspera-se. À falta de ventríloquos busca-se cooptar expoentes do outro lado, na tentativa de injetar algum gás à oposição . Indispor a Presidenta Dilma Rousseff com Lula foi a primeira evidencia de uma ingenuidade desesperada. O esférico fracasso antecipou a luta jornalística pela sucessão em 2014: durante semanas, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o seu partido, o PS, foram apresentados como rivais de Dilma e do PT. Tiro no pé: Campos desautorizou especulações e afirmou altivo: sei qual é o meu lado, apoio a reeleição da Presidenta. A mais recente ofensiva consistiu em usar a nova presidente da Petrobras, Graça Foster, como aguilhão para atacar Lula, a regulação do pré-sal e tudo o que ela enseja como estratégia soberana de desenvolvimento. Na 6ª feira, o ovo do chupim plantado em ninho alheio gorou também. Com a palavra, Graça Foster: "Antes de ser nomeada participei por quatro anos e meio da diretoria liderada por Gabrielli (Sergio Gabrielli, presidente da estatal no governo Lula). Sou parte responsável por tudo (...) o que saiu de bom é óbvio que a gente gosta de lembrar; mas tudo o que não está bom é de total responsabilidade minha também;somos amigos e do mesmo partido. Sou filiada ao PT com o maior orgulho. Se você abrir a minha carteira, está lá: a carteirinha do PT"
segunda-feira, 16 de julho de 2012
OS BANDIDOS E A POLÍTICA
Em um de seus melhores ensaios sobre Política e Criminalidade (Politik und Verbrechen), o pensador contemporâneo Hans Magnus Enzensberger, conta que Al Capone, em 1930, chegara a seu apogeu, sem que fosse incomodado pelas instituições do Estado. Ao contrário, eram notórias suas relações com os políticos, com a polícia e com os jornalistas, e todos cultivavam o seu poder e se nutriam de seu dinheiro.
Era um mito ou, como melhor explica Enzensberger, um paramito, criação dos tempos modernos, que não passam de uma miragem dos tempos realmente heróicos, nos quais os mitos nasceram. Os turistas pagavam para, de ônibus, percorrer os bairros em que a quadrilha de Scarface exercia, de fato, o poder de estado, sob o olhar indiferente dos moradores e de seus asseclas – da mesma forma que os visitantes, com a permissão dos narcotraficantes de hoje, passeiam pelas favelas cariocas.
Nesse ano de 1930, segundo as fontes do escritor alemão, a Warner Bros, que crescera com os mitos que criava e vendia, ofereceu uma fortuna a Al Capone para que, em um filme sobre o gangster, interpretasse o próprio Al Capone, o que ele recusou. O criminoso novaiorquino, que se transferira para Chicago aos 20 anos, fizera fulgurante carreira e, aos 30 já reunira cem milhões de dólares daquele tempo - uma quantia equivalente a muito mais de três bilhões de dólares em nossos dias. Tal como em nosso tempo, com o neoliberalismo, a globalização liberal dos anos 30 criara a crise de confiabilidade na moeda e nas instituições políticas. Só Roosevelt, com o New Deal, restabeleceria a confiança no Estado.
Al Capone queria ser o homem mais rico e mais poderoso dos Estados Unidos. Como se sabe, um ano depois a Justiça pegou Capone, porque não pagava imposto de renda. Condenado a 11 anos, transferido para um hospital, acometido de demência provocada pela sífilis, Capone morreu aos 48 anos, em uma propriedade sua na Flórida. Já naquele tempo, havia laranjas, e com a doença do gangster, a maior parte de sua imensa fortuna se distribuiu, naturalmente, entre os prepostos. Os que lhe mantiveram fidelidade garantiram o seu bem-estar possível, mesmo na demência, até o fim.
A criminalidade se exerce em todos os setores da sociedade, e um de seus objetivos é o controle ilegítimo das instituições do estado. A elas podem chegar, mediante a compra de votos e outros recursos, ou controlando alguns políticos mediante o suborno, a corrupção. Os políticos, quando honrados, buscam conquistar o mando mediante a confiança dos cidadãos, e se dedicam a promover o bem comum. Os criminosos se preocupam em construir o seu poder mediante os meios conhecidos, entre eles os da violência sem limites. Um traço comum aos chefes de gangsters é o da “generosidade”. Os defensores de Cachoeira, a começar pela mulher, dizem que ele está sempre disposto a ajudar os outros. Desde, é claro, que os outros o obedeçam. Capone se considerava o grande benfeitor de Chicago, oferecendo dinheiro para iniciativas sociais e obras de caridade.
É o que estamos constatando mais uma vez, nas relações de Carlos Cachoeira com parlamentares e personalidades do poder executivo. São tantas as evidências que não é arriscado identificar, no empresário goiano, o epicentro de uma vasta rede de jogos ilícitos e de assalto aos bens públicos, com a prática de corrupção política, e, talvez, de delitos mais graves. A ministra Carmem Lúcia teve um momento de desabafo ao se referir à Lei da Ficha Limpa: ninguém suporta mais tanta corrupção.
Os senadores respiraram, aliviados, a decapitação de Demóstenes Torres. Provavelmente, alguns dos que comemoraram o sacrifício do bode expiatório estejam sendo precipitados. Estamos no início de uma revolução de caráter ético, bem diferente de outras do passado. A Revolução Francesa foi o resultado da circulação de mais de duzentos jornais em Paris e nas províncias. Hoje, com a internet, cada um de nós pode ser, ao mesmo tempo, jornalista, impressor e distribuidor de informações e opinião. Ainda que a rede esteja sendo usada pelos centros internacionais de poder, a fim de semear a discórdia e impor a sua vontade, a ação coordenada dos cidadãos pode vencer a batalha da informação.
Como nos ensina a dialética, a quantidade faz a qualidade.
Eliana Calmon, Ministra da Justiça !
O Judiciário foi o último Poder a se abrir, com o Conselho Nacional de Justiça, ela diz.
É possível banir os “bandidos de toga” ?
Sim.
É possível abrir a “caixa preta” da Justiça ?
Sim.
Assim começa a entrevista que o ansioso blogueiro fez com a Ministra Eliana Calmon, que, depois de dois atribulados anos, deixa a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça em setembro e volta ao Superior Tribunal de Justiça.
A entrevista vai ao ar nesta segunda-feira, às 22h15, na RecordNews, logo após o programa do Heródoto Barbeiro.
O Judiciário foi o último Poder a se abrir, com o Conselho Nacional de Justiça, ela diz.
“Boa parte dos problemas (que enfrentou – PHA) vieram dali (São Paulo – PHA)”, ela reconhece.
Clique aqui para ler sobre a investigação que ela realizou contra o desembargador Nery da Costa Junior, do Tribunal Regional Federal da 3a. Região, em São Paulo, e encontrou indícios de favorecimento a um frigorífico.
Calmon explica que o antecessor, Ministro Gilson Dipp, do STJ (e que não votou com o Dr Macabu, na tentativa de destruir a Operação Satiagraha, no STJ) optou por consolidar a Corregedoria antes de entrar em São Paulo.
Se tentasse entrar logo que a Corregedoria foi criada, corria o risco de matá-la no nascedouro – considera Calmon.
Ela teve que entrar.
E apanhou muito por isso.
O momento mais dramático foi quando antes de um recesso, o Ministro Marco Aurélio (Collor de) Mello, numa decisão liminar, tentou transformar a Corregedoria num estação burocrática, sem o poder de abrir a “caixa preta”.
O que é muito comum em outros países que tiveram uma Corregedoria efetiva, por um tempo – ela explica.
“A partir dali eu não dormi mais direito”.
Felizmente, como voto decisivo da estreante Ministra Rosa Weber, o Supremo manteve o direito de a Corregedoria investigar juízes.
É mais fácil punir juiz do que Desembargador.
Por que ?
Porque a própria Constituição exige que os desembargadores, por maioria de 2/3, julguem seus pares.
E o corporativismo no Brasil é fortíssimo, diz Calmon.
“Existe uma cultura do afeto, típica do sangue latino”.
E esse tipo de julgamento entre pares não daria certo nem entre os povos Nórdicos – ela acha.
A Primeira Instância começa a entender o papel do CNJ.
Mas, a Segunda Instância, em boa parte, ainda demonstra resistência.
Eliana Calmon conta que chegou a ouvir de um advogado famoso, que defendia um desembargador do Rio, que o CNJ tivesse consideração, porque aquele era um “desembargador importantíssimo”.
Ela respondeu que todos os desembargadores são “absolutamente iguais”.
Mesmo nos momentos de muita tensão ela recebeu apoios decisivos, como o do professor Joaquim Falcão.
Que a batalha dela é como nos filmes antigos, explicava Falcão:
“A cavalaria avança e recua. E quando recua, o inimigo pensa que ganhou a batalha. Não é assim, eles vão avançar novamente. De forma que a sua luta não acabou, a luta não acabou !”, dizia Falcão.
(Clique aqui para ler sobre o que disse o professor Falcão do julgamento do mensalão pelo Supremo.)
A senhora confia nas corregedorias dos tribunais estaduais para investigar juízes ?
“Dizer que eu não confio … Eu estaria seccionando as corregedorias, mas …”
Ela chama a atenção da imprensa para acompanhar a nomeação dos membros do Conselho Nacional de Justiça: conhecê-los é tão importante quanto conhecer os Ministros do Supremo e do STJ ! Ou mais !
O ansioso blogueiro pergunta se foi um erro usar a expressão “bandidos de toga”.
“Foi como uma frase mágica” – ela diz.
A partir dessa declaração, a sociedade brasileira e a imprensa começaram a discutir “um movimento diferente no Judiciário, que não quer encobrir o que está errado”.
Mesmo quando o Judiciário corrigia, não mostrava à opinião pública.
O ansioso blogueiro pegunta se é correto o Supremo Tribunal federal não ser investigado pelo CNJ.
Ela acha que é correto.
Mas, “precisamos criar alguma forma de dar limites ao Supremo”.
Que o STF seja apenas e de fato uma Corte Constitucional, uma corte política.
Isso evitaria muitos problemas.
Mas, o Senado pode investigar o Supremo, lembra o ansioso blogueiro.
O Senado não tem técnica para fazer isso.
O ansioso blogueiro pergunta sobre a gestão do Ministro Peluso como Presidente do CNJ e a sucessão dela.
Eliana Calmon elegantemente segue por um atalho.
“O corporativismo ainda existe e é muito forte. A minha preocupação é que este corporativismo está sendo usado por alguns segmentos que que trabalham a lateralidade do Poder Judiciário, que se enriqueceram com a inação do Poder Judiciário…”
A indústria da advocacia ?, pergunta o ansioso blogueiro.
“Esse segmentos insuflam, alimentam o corporativismo”.
O ansioso blogueiro diz “o Brasil mudou; o Judiciário também ?”
A resposta foi afirmativa.
Pergunto o que ela, um dia dirá da Ministra Eliana Calmon ao neto Miguel:
“A vovó Eliana foi uma teimosa que enfrentou todos os obstáculos por conta de seus ideais.”
Paulo Henrique Amorim
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CRONOLOGIA DO MENSALÃO E A MÍDIA
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Mensalão? Só se for no jornalismo de encomenda...
Marcos Coimbra: Os mensalões, um comparativo
Fonte: Carta Capital
Por coincidência, justamente quando o julgamento do mais famoso “mensalão”, que alguns chamam “do PT”, foi marcado, a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sua denúncia contra os acusados de outro, o “mensalão do DEM” do Distrito Federal.
Processos contra os 40 réus do chamado mensalão. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Trata-se mesmo de um acaso, pois a única coisa que os dois compartilham é o nome. Equivocado por completo para caracterizar o primeiro e inadequado para o segundo.
Naquele “do PT”, nada foi provado que sugerisse haver “mensalão”, na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de (gordas, como indica o aumentativo) propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo. No outro, essa é uma das partes menos importante da história.
Alguns acham legítimo – e até bonito – empregar a expressão como sinônimo genérico de “escândalo” ou “corrupção”, mas isso só distorce o entendimento. O que se ganha ao usar mal o português? No máximo, contundência na guerra ideológica. Chamar alguma coisa de “mensalão” (ou adotar neologismos como “mensaleiro”) tornou-se uma forma de ofender.
Fora o nome errado igual, os dois são diferentes.
Ninguém olha o “mensalão” de Brasília como se tivesse significado especial. É somente, o que não quer dizer que seja pouco, um caso de agentes políticos e funcionários públicos, associados a representantes de empresas privadas, suspeitos de irregularidades.
Por isso, se o STJ acolher a denúncia, o processo terá tramitação normal. Sem cobranças para que ande celeremente. Sem que seja pintado com cores mais fortes que aquelas que já possui. Sem que se crie em seu torno um clima de “julgamento do século” ou sequer do ano.
É provável que aconteça com ele o mesmo que com outro mais antigo, o “mensalão do PSDB”. Esse, que alguns dizem ser o “pai de todos”, veio a público no mesmo período daquele “do PT”, mas avança em câmera lenta. Está ainda na fase de instrução, sem qualquer perspectiva de julgamento.
Por que o que afeta o PT é mais importante?
A resposta é óbvia: porque atinge o PT. Se os “mensalões” da oposição são tratados como secundários e se outros são irrelevantes (como os que a toda hora são noticiados em estados e municípios), deveria existir no do PT algo que justifique tratamento diferente.
Há quem responda com uma frase feita, tão difundida, quanto vaga: seria o “maior escândalo da história política brasileira”. Repetida como um mantra pelos adversários do PT, não é substanciada por nenhuma evidência, mas circula como se fosse verdade comprovada.
“Maior” em que sentido? Os recursos públicos movimentados seriam maiores? Mais gente estaria envolvida?
É difícil para quem lê as alegações finais do Ministério Público Federal (MPF) compreender o montante que em sua opinião teria sido desviado e como. O documento é vago e impreciso em algo tão fundamental.
Essa indefinição pode ser, no entanto, positiva: deixa a imaginação livre. Qualquer um pode inventar o valor que quiser.
O “mensalão do DEM”, ao contrário, tem tamanho especificado: 110 milhões de reais. Nele, o MPF não se confundiu com as contas.
Se o critério para considerar maior o petista for a quantidade de envolvidos, temos um curioso empate: dos 40 acusados originais, número buscado pelo MPF apenas por seu simbolismo, restam 37, tantos quanto os denunciados no escândalo de Brasília.
E há diferenças notáveis. No “mensalão do DEM”, os agentes públicos foram citados por desviar dinheiro para enriquecimento pessoal, o que, em linguagem popular, significa roubar. No “do PT”, nenhum.
De um lado, valores certos, acusados em número real, motivações inaceitáveis. Do outro, o oposto.
Quando o procurador-geral declarou que “a instrução comprovou que foi engendrado um plano criminoso para a compra de votos dentro do Congresso Nacional”, esqueceu que nem sequer uma linha de suas alegações o demonstrou. Arrolou 12 deputados (quatro do PT), que equivalem a 2% da Câmara, número insuficiente para sequer presumir que houvesse “um esquema de cooptação de apoio político”, a menos que inteiramente inepto.
No caso de Brasília, nada está fantasiado, é tudo visível, o que não significa que tenha sido provado de forma juridicamente correta.
No fundo, essa é a questão e a grande diferença entre os dois. Quando a hora chegar, o “mensalão do DEM” deverá, ao que tudo indica, ser analisado de maneira técnica. Se o “do PT” o fosse, pouco da acusação se sustentaria.
Tomara que os ministros do STF consigam independência para julgá-lo de maneira isenta, livres das pressões dos que exigem veredictos condenatórios.
http://www.cartacapital.com.br/politica/os-mensaloes-um-comparativo/#.T_mec1TmoHw.facebook
Naquele “do PT”, nada foi provado que sugerisse haver “mensalão”, na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de (gordas, como indica o aumentativo) propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo. No outro, essa é uma das partes menos importante da história.
Alguns acham legítimo – e até bonito – empregar a expressão como sinônimo genérico de “escândalo” ou “corrupção”, mas isso só distorce o entendimento. O que se ganha ao usar mal o português? No máximo, contundência na guerra ideológica. Chamar alguma coisa de “mensalão” (ou adotar neologismos como “mensaleiro”) tornou-se uma forma de ofender.
Fora o nome errado igual, os dois são diferentes.
Ninguém olha o “mensalão” de Brasília como se tivesse significado especial. É somente, o que não quer dizer que seja pouco, um caso de agentes políticos e funcionários públicos, associados a representantes de empresas privadas, suspeitos de irregularidades.
Por isso, se o STJ acolher a denúncia, o processo terá tramitação normal. Sem cobranças para que ande celeremente. Sem que seja pintado com cores mais fortes que aquelas que já possui. Sem que se crie em seu torno um clima de “julgamento do século” ou sequer do ano.
É provável que aconteça com ele o mesmo que com outro mais antigo, o “mensalão do PSDB”. Esse, que alguns dizem ser o “pai de todos”, veio a público no mesmo período daquele “do PT”, mas avança em câmera lenta. Está ainda na fase de instrução, sem qualquer perspectiva de julgamento.
Por que o que afeta o PT é mais importante?
A resposta é óbvia: porque atinge o PT. Se os “mensalões” da oposição são tratados como secundários e se outros são irrelevantes (como os que a toda hora são noticiados em estados e municípios), deveria existir no do PT algo que justifique tratamento diferente.
Há quem responda com uma frase feita, tão difundida, quanto vaga: seria o “maior escândalo da história política brasileira”. Repetida como um mantra pelos adversários do PT, não é substanciada por nenhuma evidência, mas circula como se fosse verdade comprovada.
“Maior” em que sentido? Os recursos públicos movimentados seriam maiores? Mais gente estaria envolvida?
É difícil para quem lê as alegações finais do Ministério Público Federal (MPF) compreender o montante que em sua opinião teria sido desviado e como. O documento é vago e impreciso em algo tão fundamental.
Essa indefinição pode ser, no entanto, positiva: deixa a imaginação livre. Qualquer um pode inventar o valor que quiser.
O “mensalão do DEM”, ao contrário, tem tamanho especificado: 110 milhões de reais. Nele, o MPF não se confundiu com as contas.
Se o critério para considerar maior o petista for a quantidade de envolvidos, temos um curioso empate: dos 40 acusados originais, número buscado pelo MPF apenas por seu simbolismo, restam 37, tantos quanto os denunciados no escândalo de Brasília.
E há diferenças notáveis. No “mensalão do DEM”, os agentes públicos foram citados por desviar dinheiro para enriquecimento pessoal, o que, em linguagem popular, significa roubar. No “do PT”, nenhum.
De um lado, valores certos, acusados em número real, motivações inaceitáveis. Do outro, o oposto.
Quando o procurador-geral declarou que “a instrução comprovou que foi engendrado um plano criminoso para a compra de votos dentro do Congresso Nacional”, esqueceu que nem sequer uma linha de suas alegações o demonstrou. Arrolou 12 deputados (quatro do PT), que equivalem a 2% da Câmara, número insuficiente para sequer presumir que houvesse “um esquema de cooptação de apoio político”, a menos que inteiramente inepto.
No caso de Brasília, nada está fantasiado, é tudo visível, o que não significa que tenha sido provado de forma juridicamente correta.
No fundo, essa é a questão e a grande diferença entre os dois. Quando a hora chegar, o “mensalão do DEM” deverá, ao que tudo indica, ser analisado de maneira técnica. Se o “do PT” o fosse, pouco da acusação se sustentaria.
Tomara que os ministros do STF consigam independência para julgá-lo de maneira isenta, livres das pressões dos que exigem veredictos condenatórios.
http://www.cartacapital.com.br/politica/os-mensaloes-um-comparativo/#.T_mec1TmoHw.facebook
http://beguerreira.blogspot.com.br/2012/07/marcos-coimbra-s-mensaloes-um.html
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Os segredinhos encomendados da colunista da Folha
A colunista Eliane Cantanhêde revela segredinhos da presidenta Dilma Rousseff em sua coluna “Sem paixão” de domingo, 8 de julho. Ninguém sabia, até esta altura, que ela era a confidente de Dilma. Revelar segredos tão importantes, que só se desvelam entre quatro paredes, sem filmagens secretas nem grampos dissimulados, só para os muito íntimos. Não consta que Eliane seja carne e unha da presidenta.Mas não é nenhum segredo fechado o que desvenda Cantanhêde quando diz que “Dilma trabalha seriamente com a possibilidade de derrota de ... Hugo Chávez na Venezuela, neste ano”. E argumenta: “Com Chávez, há duas questões para além da economia. Ao cercar o câncer de mistério, sua imagem tão forte passa a refletir fragilidade”. Ora, nem tão cercada de mistério está a enfermidade de Chávez, que ele mesmo tornou pública com bastante detalhe, nem sua imagem está enfraquecida.Fisicamente, o sociólogo argentino Atílio Borón, presente no Foro de São Paulo há pouco levado a cabo em Caracas, num amplo relato afirmou que Chávez demonstrou em seu discurso e manifestações pessoais que carrega suficiente energia para enfrentar os ossos do ofício de presidente e a carga da disputa eleitoral, apesar de o âncora da televisão norte-americana, Dan Rather ter lhe dado há pouco, com base em fontes altamente fidedignas, não mais que dois meses terminais. Já se passaram quatro.Politicamente, nada mostra que a doença o tenha enfraquecido. Georges Pompidou e François Mitterrand passaram os mandatos escondendo seus cânceres, apenas filtrados por segredinhos da imprensa, e não consta que tenham perdido relevância.A malícia do segredinho revelado de Cantanhêde se completa na frase “E, pela primeira vez desde 1999, a oposição cerrou fileiras com uma candidatura, a de Henrique Capriles. Chávez passou a conviver com uma novidade: um opositor para valer.”O grande objetivo da oligarquia, das forças reacionárias, da direita de nosso continente, apoiadas nos grandes meios de comunicação, para os próximos 90 dias, é a derrota de Chávez. Ao crescimento das forças democráticas, populares, progressistas e de esquerda na América Latina e Caribe, a direita e o imperialismo respondem de diversas formas, dentre outras com a agressão sistemática pelo governo de Estados Unidos, a manipulação e criminalização das demandas sociais, para gerar enfrentamentos violentos e uma contra-ofensiva golpista. O objetivo do império, a longo prazo, é controlar os recursos naturais. Não há outro continente que não a América do Sul a ostentar tantos e tão diversos recursos naturais - petróleo, água, biodiversidade ... - fundamentais para o desenvolvimento energético, industrial e agroalimentar. A contra-ofensiva estratégica de Washington é liquidar com Chávez porque ele é a grande liderança hoje das forças democráticas, progressistas, populares e de esquerda na defesa da soberania, independência e integração das nações latino-americanas e do Caribe.Ante a iminente possibilidade de derrota eleitoral, a oposição venezuelana, respaldada pelos grandes meios de comunicação locais e internacionais, passaram a desatar uma intensa campanha, apelando a todo tipo de recursos, que incluem atos de violência e de desestabilização, mas também circunlóquios sibilinos não para defender um resultado altamente improvável – a vitória de Capriles – e sim para contar na hora da verdade com o argumento da denúncia de fraude.O governo brasileiro, levando em conta os interesses legítimos do Brasil, sua política em favor da integração das nações latino-americanas, na defesa das recentes conquistas das massas de trabalhadores de nossa região, da nossa soberania e independência, está sim interessado – e muito – no resultado eleitoral de 7 de outubro na Venezuela. Para Dilma não “tanto faz como tanto fez”.Felizmente, a consciência política da grande maioria do povo venezuelano permite prever uma nova, crucial e histórica vitória para as forças progressistas.
Max Altman – 09 julho 2012Gráfico publicado pelo prestigioso Instituto Venezolano de Análisis de Datos (IVAD) em 08 de julho
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Por que a Globo ouviu a ex-mulher de Collor
“Collor tem assegurado pela lei o direito de resposta, proporcional ao agravo”, disse o amigo navegante Armando.
O Conversa Afiada reproduz análises de amigos navegantes:
Jairo Coelho
Enviado em 16/07/2012
Eis uma das lógicas sem ética pela qual a Globo justifica o requentamento das queixas de Rosane ex-Collor.
Se Collor quer queimar Gurgel,
E por Gurgel ponho a mão no fogo,
Antes que eu queime a mão;
Melhor é queimar o Collor.
Manoel Pinheiro
Enviado em 15/07/2012
Essa GLOBO não se emenda. O pano de fundo dessa reporcargem da Rosane é o de liquidar com o Collor pela 2ª vez. Não vi razão nenhuma pra essa reporcagem acontecer. Quem recebe uma pensão alimentícia no valor de R$18.000,00 não tem motivos íntimos pra defenestrar o ex-marido. A GLOBO usou e abusou. Seria melhor a GLOBO fazer um Globo Repórter dos 20 anos do impechement e descer a lenha no Fernando. Pra não chamar muito à atenção usou do expediente da ex. Vamos Collor, avante companheiro, os inimigos do povo estão desesperados, sentiram o golpe. A GLOBO quer lhe intimidar, não se deixe.
lauro oliveira
Enviado em 15/07/2012
Esta noite conheci a maquina do tempo da globo . Ela tem um pequeno defeito, não me levou para o futuro , mas para o período eleitoral fe 89. Tinha outra caracteristica intrigante, trocava certos personagens mais a história se repetia, por exemplo , no lugar de Miriam Cordeiro estava Roseana ex-Collor. Desta feita o … não era o candidato Lula, mas o ex-presidente Collor. Também não se tratou da gravidez de Miriam,. O assunto foi magia negra na casa da Dinda. O que realmente me chamou a atenção foi a calhordice da globo e de seus porta vozes. Totalmente fiel à história e aos objetivos dos marinhos com uso do mesmo instrumento na tentativa de difamar um adversário. Afinal, como se diz de Roberto Marinho “se jactava de ter feito Collor presidente e de ter feito seu “impeacheament””.
SR. EUDES
Enviado em 15/07/2012
(Á Moderação: evidentemente que o meu comentário não será publicado. Serve, apenas, para deixar registrado o meu pressentimento).
Quando soube que o Fantástico iria apresentar hoje uma entrevista com a Rosane Collor, eu liguei os fatos e já ESTAVA ESPERANDO o que aconteceria. Não deu outra: 1 – O Collor foi beneficiado pelas famílias PIG (o Boni que o diga) e se elegeu Presidente. Ultimamente ele vem “desafiando” os seus “fiéis” colaboradores E QUER POR QUE QUER QUE O CIVITA VÁ À CPI, entre outros “desaforos”. Então, nada “mais justo” do que jogar “m” no ventilador do Collor. Pois bem: 2 – O Fantástico (do PIG) elegeu sua matéria principal e às 22:35h a Rosane já foi abrindo o leque, dizendo que NA SESSÃO DE MAGIA NEGRA NA CASA DA DINDA SOB ENCOMENDA DO COLLOR ALGUÉM LHE TELEFONOU DIZENDO QUE ELA NÃO FOSSE NO “EVENTO”, POIS IRIA MAS NÃO VOLTARIA!!!; ato contínuo o repórter prometeu mil e uma revelações. Daí, eu sai da sala PRÁ NÃO VOMITAR e não sei dizer sobre o resto da ENTREVISTA ENCOMENDADA. De uma coisa tenho certeza: O Collor feriu o brio dos IRMÃOZINHOS e a Rosane que hoje carrega a bíblia debaixo do braço e faz a platéia evangélica CHORAR com os seus “testemunhos”, “entrou de laranja”…!!!.
Paulo César Medeiros Maranhão
Enviado em 15/07/2012
A Magia Negra que se refere Rosane Coolor é a Rede Globomentira.
A Globomentira é especialista em baixaria. Usar ex- mulheres despeitadas contra os maridos. Lembram do LULA e agora o Coolor.
Eta REDE ESGOTO, como são podres.
Armando
Enviado em 15/07/2012
Perguntas da entrevistadora explicitamente tendenciosas, dirigidas.
Respostas nitidamente ensaiadas.
Esse tiro vai sair pela culatra.
Collor tem assegurado pela lei o direito de resposta, proporcional ao agravo.
A Globo vai ter que ceder o mesmo tempo a ele, no mesmo programa, para contradizer as asneiras que essa desvairada se propôs a dizer em rede nacional.
Armando
Enviado em 15/07/2012
Mas que lixo deplorável essa entrevista da Ex do Collor no Fantástico.
E a Ceribele forçando a barra,,,,,que lástima.
Ridículo. Parece desespero da Globo mesmo.
Jairo Coelho
Enviado em 16/07/2012
Eis uma das lógicas sem ética pela qual a Globo justifica o requentamento das queixas de Rosane ex-Collor.
Se Collor quer queimar Gurgel,
E por Gurgel ponho a mão no fogo,
Antes que eu queime a mão;
Melhor é queimar o Collor.
Manoel Pinheiro
Enviado em 15/07/2012
Essa GLOBO não se emenda. O pano de fundo dessa reporcargem da Rosane é o de liquidar com o Collor pela 2ª vez. Não vi razão nenhuma pra essa reporcagem acontecer. Quem recebe uma pensão alimentícia no valor de R$18.000,00 não tem motivos íntimos pra defenestrar o ex-marido. A GLOBO usou e abusou. Seria melhor a GLOBO fazer um Globo Repórter dos 20 anos do impechement e descer a lenha no Fernando. Pra não chamar muito à atenção usou do expediente da ex. Vamos Collor, avante companheiro, os inimigos do povo estão desesperados, sentiram o golpe. A GLOBO quer lhe intimidar, não se deixe.
lauro oliveira
Enviado em 15/07/2012
Esta noite conheci a maquina do tempo da globo . Ela tem um pequeno defeito, não me levou para o futuro , mas para o período eleitoral fe 89. Tinha outra caracteristica intrigante, trocava certos personagens mais a história se repetia, por exemplo , no lugar de Miriam Cordeiro estava Roseana ex-Collor. Desta feita o … não era o candidato Lula, mas o ex-presidente Collor. Também não se tratou da gravidez de Miriam,. O assunto foi magia negra na casa da Dinda. O que realmente me chamou a atenção foi a calhordice da globo e de seus porta vozes. Totalmente fiel à história e aos objetivos dos marinhos com uso do mesmo instrumento na tentativa de difamar um adversário. Afinal, como se diz de Roberto Marinho “se jactava de ter feito Collor presidente e de ter feito seu “impeacheament””.
SR. EUDES
Enviado em 15/07/2012
(Á Moderação: evidentemente que o meu comentário não será publicado. Serve, apenas, para deixar registrado o meu pressentimento).
Quando soube que o Fantástico iria apresentar hoje uma entrevista com a Rosane Collor, eu liguei os fatos e já ESTAVA ESPERANDO o que aconteceria. Não deu outra: 1 – O Collor foi beneficiado pelas famílias PIG (o Boni que o diga) e se elegeu Presidente. Ultimamente ele vem “desafiando” os seus “fiéis” colaboradores E QUER POR QUE QUER QUE O CIVITA VÁ À CPI, entre outros “desaforos”. Então, nada “mais justo” do que jogar “m” no ventilador do Collor. Pois bem: 2 – O Fantástico (do PIG) elegeu sua matéria principal e às 22:35h a Rosane já foi abrindo o leque, dizendo que NA SESSÃO DE MAGIA NEGRA NA CASA DA DINDA SOB ENCOMENDA DO COLLOR ALGUÉM LHE TELEFONOU DIZENDO QUE ELA NÃO FOSSE NO “EVENTO”, POIS IRIA MAS NÃO VOLTARIA!!!; ato contínuo o repórter prometeu mil e uma revelações. Daí, eu sai da sala PRÁ NÃO VOMITAR e não sei dizer sobre o resto da ENTREVISTA ENCOMENDADA. De uma coisa tenho certeza: O Collor feriu o brio dos IRMÃOZINHOS e a Rosane que hoje carrega a bíblia debaixo do braço e faz a platéia evangélica CHORAR com os seus “testemunhos”, “entrou de laranja”…!!!.
Paulo César Medeiros Maranhão
Enviado em 15/07/2012
A Magia Negra que se refere Rosane Coolor é a Rede Globomentira.
A Globomentira é especialista em baixaria. Usar ex- mulheres despeitadas contra os maridos. Lembram do LULA e agora o Coolor.
Eta REDE ESGOTO, como são podres.
Armando
Enviado em 15/07/2012
Perguntas da entrevistadora explicitamente tendenciosas, dirigidas.
Respostas nitidamente ensaiadas.
Esse tiro vai sair pela culatra.
Collor tem assegurado pela lei o direito de resposta, proporcional ao agravo.
A Globo vai ter que ceder o mesmo tempo a ele, no mesmo programa, para contradizer as asneiras que essa desvairada se propôs a dizer em rede nacional.
Armando
Enviado em 15/07/2012
Mas que lixo deplorável essa entrevista da Ex do Collor no Fantástico.
E a Ceribele forçando a barra,,,,,que lástima.
Ridículo. Parece desespero da Globo mesmo.
Clique aqui para ler “Collor considera Gurgel um prevaricador”.
Clique aqui para ver que as ações de Collor contra Gurgel seguem em frente.
E aqui pare ver cena estarrecedora, em que “repórter da Globo em Brasília põe a mão no fogo por Gurgel”.
Clique aqui para ler reportagem de Leandro Fortes, na Carta Capital, que descreve o encontro em que um dos filhos de Roberto Marinho – os filhos não têm nome próprio – diz a Michel Temer: “na CPI, quando alguém falar em “Veja”, entenda “imprensa”; quando alguém falar em “imprensa”, entenda “Globo” ”.
E viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim
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'QUE SE JODAN!': O ESCÁRNIO NEOLIBERAL
*Cuidado, tolos na pista: a SP do bangue bangue,onde quadrilhas e policiais disputam o recorde de chacinas e execuções, tem, ademais, um déficit habitacional de 800 mil moradias**no horário de pico os ônibus trafegam a 12 kms/h; velocidade equivalente a de uma galinha**o condomínio Serra/Kassab não construiu um palmo de faixa exclusiva para ônibus nos últimos 4 anos**neste domingo, à vontade como um lagarto de fraque, Serra pedalava para a foto tola em jornais tolos, alardeava recordes tolos de ciclovias e papagaiava mais uma tolice: 'a bicicleta de bambu'. Um colosso.
Funcionários públicos pediram a cabeça de Mariano Rajoy neste domingo, nas ruas de Madrid. O premiê espanhol pertence ao Partido Popular, uma espécie de Demos no poder, vitaminado pelo neoliberalismo tucano e, como estes, obcecado pelas 'reformas'. Herdeiro do franquismo, o PP exuda um conservadorismo político visceral e não hesita diante das tarefas cobradas pelo ajuste neoliberal.Mas vai além da frieza.Na 4ª feira da semana passada, a face catatônica do impenetrável Rajoy recitava aos deputados do Congresso a lista de sacrifícios do mais virulento arrocho já vivido pela democracia espanhola. No instante em que anunciava, paradoxalmente, uma redução no auxílio desemprego --'para evitar comodismo'-- uma deputada de seu partido, Andrea Fabra, não conteve o júbilo pela dupla punição e esgoelou diante das câmeras: "Que se jodan!", enquanto os companheiros do PP aplaudiam. O vídeo de Andrea Fabra faz furor. Mas tem um antídoto tocante, na linguagem e nos valores. (LEIA MAIS AQUI)
(Carta Maior; 2ª feira/16/07/2012)
A Europa mantida com água ao nível do nariz
Nada de realmente novo acontecerá na economia mundial antes das eleições nos EUA em novembro e das eleições alemãs de meados de 2013. Até lá, continuaremos a ver a Grécia e a Irlanda dançarem à beira do precipício e Espanha e Itália flertarem com o desastre, mas cada um desses países será mantido por instrumentos de respiração automática que não lhes garantem o regresso à vida normal mas, por outro lado, evitam o colapso total com potencial de arrastar o resto da Europa e boa parte do mundo. O artigo é de J. Carlos de Assis. > LEIA MAIS |
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Dilma batiza a P-59 e afunda o PiG
Dilma lembrou que foi Nunca Dantes que se insurgiu contra compra de navios da Petrobrás no exterior.
Nos anos 80, o Brasil era a segunda indústria naval do mundo.
Depois, com o sombrio neolibelismo (*), a indústria naval brasileira afundou.
(É uma especialidade da dupla Cerra/FHC.)
Por causa do Nunca Dantes, o Brasil trouxe os estaleiros de volta.
Saiu hoje no Blog da Petrobrás:
Depois, com o sombrio neolibelismo (*), a indústria naval brasileira afundou.
(É uma especialidade da dupla Cerra/FHC.)
Por causa do Nunca Dantes, o Brasil trouxe os estaleiros de volta.
Saiu hoje no Blog da Petrobrás:
Dilma Rousseff batiza a plataforma P-59
A P-59 será a sexta plataforma do tipo autoelevatória da Petrobras em operação no país. Com isto, a empresa aumenta seu alcance em profundidade d’água rasa para 106 m. As atuais operam em até 70m. A Companhia investiu cerca de US$ 360 milhões na construção da plataforma, projetada para atender aos cronogramas operacionais de exploração e produção da Companhia nos próximos anos e dar suporte à eventual estratégia de incorporação de novos blocos exploratórios em águas rasas, dependente ainda de leilões da ANP.
No discurso, a Presidenta reafirmou a política econômica em curso desde 2003: desenvolver e distribuir os benefícios do desenvolvimento com o povo.
(Clique aqui para ler “as crianças são mais importantes que o PIB” e aqui para ler “a inadimplência vai cair”.)
Depois dessa guinada promovida pelo Nunca Dantes, ela realiza o que chamou de “modificar condições”:
- os juros nunca dantes – ela fez questão de usar expressão que o PiG (**) odeia – foram tão baixos;
- a taxa de câmbio hoje impede o sucateamento da indústria nacional por moedas estrangeiras manipuladas (menção implícita à China);
- e a redução progressiva dos impostos.
O Brasil vai sair da crise sem tirar os direitos dos trabalhadores, como a Espanha fez: semana passada cancelou o décimo-terceiro salário.
E não adianta nada.
Tem país na Europa (deve ser a Grécia – PHA), disse ela, em que a taxa de desemprego é de 25% e isso põe na rua, desempregada, a metade da população jovem do país.
E lá eles continuam a cortar direito do trabalhador e a aumentar impostos.
Dilma quer usar a crise para melhorar: reduzir o custos, reduzir os impostos, aumentar a capacitação do trabalhador e com ele distribuir os bônus do crescimento.
Ela lembrou que foi o Nunca Dantes que se insurgiu contra a compra de navios e plataformas da Petrobrás no exterior.
E a solução encontrada para produzir a P-59, da associação da Petrobrás com empresas privadas, se reproduzirá.
Porque ela e o Lula sabem que o brasileiro é capaz de produzir essas obras que ela chamou de “fantásticas” (o ansioso blogueio prefere “espetacular”- PHA).
É por essas e outras que o PiG (**) diariamente tenta vender a Petrobrax à Chevron – clique aqui para ver como o PiG (**) trabalha para beneficiar as empresas estrangeiras, contra a Petrobás.
Paulo Henrique Amorim
(*) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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Vice-presidente da CPI diz que mídia quer abafar investigação
Posted by eduguim
Após a cassação de Demóstenes Torres, uma tese tomou a mídia: a degola de seu ex-paladino da ética teria o efeito de “esvaziar” a CPI do Cachoeira porque uma satisfação já teria sido dada à sociedade, o que permitiria que não se mexesse mais no vespeiro.
Para esclarecer essa avalanche de desinformação o blog entrou em contato com o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as ligações do bicheiro Carlos Cachoeira com os setores público e privado.
Teixeira explica, por exemplo, que não era preciso abrir uma CPI para cassar Demóstenes, que não foi cassado pela Comissão e sim pelo Senado através de representação do PSOL. Ou seja, a CPI não teria como justificar a si mesma através da cassação porque nada fez para que ocorresse.
Perguntado sobre por que a mídia estaria dizendo que uma medida que não foi da CPI serviria para justificá-la e enterrá-la, Teixeira afirmou, literalmente, que “A mídia está tentando pôr panos quentes na CPI para proteger setores da oposição que se envolveram com Cachoeira”.
Segundo o vice-presidente da CPI disse ao blog, a investigação atinge em cheio setores da oposição e da própria mídia e, por conta disso, tentam esvaziá-la, pois querem que termine logo.
Outra das principais razões para a mídia estar tentando enterrar a CPI do Cachoeira reside no fato de que, à diferença do que vem dizendo, continua sendo investigada, sim, e desdobramentos deverão sobrevir, pois ainda estão sendo analisadas as milhares de horas de gravações de vídeo e áudio.
Aliás – e esta não é uma informação de Teixeira, mas que o blog apurou – as ligações telefônicas entre o editor da Veja Policarpo Júnior e Carlos Cachoeira não contêm muita coisa pois detectaram marcação de encontros presenciais gravados pela PF e, estes sim, contêm fatos graves.
Outra falácia rechaçada por Teixeira diz respeito ao funcionamento da CPI de agosto em diante, que seria prejudicado pelas eleições e pelo julgamento do mensalão. O deputado diz que a CPI tem tanto para investigar que sua duração deve ultrapassar esse período.
A CPI do Cachoeira deve disputar atenções com o julgamento do mensalão, pois será nesse período que surgirão revelações mais sérias contra os que tentarão criar um clima de linchamento eleitoral do PT. É conversa da mídia, pois, que a CPI será esvaziada.
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Com Daihatsu, Brasil volta a produzir motores navais
A Daihatsu concedeu licença de produção dos seus motores à empresa Bierges, seu agente em pós-venda no Brasil há mais de 25 anos, e à Caldepinter, empresa especializada em montagens metal-mecânicas que, juntas, sob a denominação de Alfa Diesel Indústria e Comércio de Motores Ltda, investirão em unidade industrial em Parada de Lucas, na Avenida Brasil. A gestão comercial e administrativa-financeira caberá a essas duas empresas em sociedade, mas a produção será comandada diretamente pela Daihatsu, até que a mão-de-obra brasileira adquira o grau de produtividade requerido pelo empreendedores.
Isso é apenas o início e, para o futuro, se prevê grande crescimento, com mais investimento e ampliação da produção. Em muitos dos 49 navios da Transpetro, barcos de apoio e plataformas, ainda serão usadas unidades da fábrica de Moriyama, no Japão. A partir do terceiro trimestre de 2013, no entanto, começará a ser usada a produção de motores “made in Brazil”. A linha de montagem inclui motores estacionários, motores para geração de energia a bordo dos navios e motores de propulsão para navios – como porta-contêineres de grande porte. Esta será a única fábrica de motores marítimos desse porte da América do Sul.
Para o presidente do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, o fato é emblemático, pois mostra o acerto da política de conteúdo local. Críticos dizem que os estrangeiros iriam continuar a vender motores e peças sofisticadas, deixando como participação nacional em navios e plataformas apenas serviços de montagem e produtos semi-acabados. No entanto, a efetiva entrada da Daihatsu no mercado brasileiro prova que, na nova fase de expansão da construção naval, iniciada em 2003, a política de conteúdo local implicará a produção de itens de alto valor, de que são exemplos motores de grande porte.
FONTE: Monitor Mercantil
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Inadimplência vai cair. Não se assuste com a Globo
A “inadimplência” se tornou tema obrigatório da pauta da imprensa Golpista.
… texto do Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência … aponta que a perspectiva da inadimplência do consumidor teve recuo de 1,5% em maio de 2012, na comparação com abril/12. Como, por sua metodologia de construção, o indicador possui a propriedade de antever os movimentos cíclicos da inadimplência com seis meses de antecedência, a sequência de quedas mensais realizadas pelo indicador sinaliza que a inadimplência do consumidor, após ter subido ininterruptamente desde o início de 2011, deve se estabilizar e, posteriormente, entrar em trajetória de recuo ao longo do segundo semestre deste ano.
Até o Globo Repórter, com o incomparável Sergio Chapelin, a mais bela voz do Brasil, decidiu fazer um estudo sobre a inadimplência no Brasil.
A “inadimplência” se tornou tema obrigatório da pauta da imprensa Golpista.Sim, como a provisória desacelaração da economia.
Na capa da Folha (*) desta sexta-feira, a propósito do que disse a Dilma (“o importante não é o PIB, mas a criança”), há o emprego de um verbo que não costuma frequentar manchetes escandalosas: “Com o PIB em queda, Dilma DESDENHA do indicador” !
O PiG (**) não se controla !
Sobre o PIB, cabe lembrar o que tem dito o Delfim Netto no Valor: no fim do ano, a economia vai rodar à base dos 4% anuais.
O que reforça o que diz a OCDE: o será Brasil a primeira economia a sair da crise (mundial).
Sobre a inadimplência, o Delfim contou a história do Zezinho.
O Zezinha não tinha dívida.
Vivia muito bem com a renda de R$ 2.000.
Aí, o Zezinho comprou um Minha Casa Minha Vida e passou a ter uma dívida de R$ 500 por mês.
O nível de endividamento do Zezinho se tornou gigantesco !!!
Que horror !
Na penúltima reunião do Copom, a análise do Banco Central sobre a execução da política monetária não revela a MÍNIMA preocupação com a rigidez dos bancos brasileiros – ou seja, não teme o calote, a inadimplência.
Quem reclama muito da inadimplência é o Banco do Luciano Huck, como boa desculpa para não reduzir os spreads.
A “crise da inadimplência” nada mais é do que uma das periódicas crises golpais (e globais).
Em tempo: a manchete da seção de Economia do Globo (sempre O Globo !) é reveladora: “Grande nação, mas o PIB …” “Presidente diz que número (do PIB) não pode medir um país”. Interessante. É que a Globo do Roberto Marinho gostava mesmo é do tempo em que o PIB era espetacular e a Nação uma desgraça. A ponto de o próprio general presidente dizer que a Economia ia bem e o povo ia mal. Aí, o Roberto Marinho deitava e rolava. Os filhos dele – que não têm nome próprio – têm que ralar mais.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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O BOÇAL E SUA ARROGÂNCIA. O VÍCIO DE DOBRAR-SE , DEIXA A COLUNA TORTA. MAIS PARA O PRÍNCIPE DOS VIRA-LATAS , É MOLEZA. C A N A L H A.......
FHC ouviu o galo cantar; achou que era um tucano
Fernando Henrique Cardoso recebeu um prêmio da Biblioteca do Congresso dos EUA, cuja primeira edição agraciou a tradição dos intelectuais arrependidos da esquerda. O polonês Leszek Kolakowski inaugurou a fila do 'Pluge' em 2003 depois de concluir uma baldeação do marxismo ortodoxo à rejeição radical da obra de Marx, classificada por ele como a 'maior ilusão do século XX". No caso de FHC, o prêmio de U$ 1 milhão brindou os desdobramentos políticos de suas reflexões sobre a dependência. No entender dos curadores, elas teriam demonstrado como os países periféricos 'podem fazer escolhas inteligentes e estratégicas' (leia-se dentro dos marcos dos livres mercados) mesmo estando em desvantagens em relação às nações industrializadas".
O tucano não decepcionou. Na entrevista após embolsar o galardão falou grosso. E acusou Lula de ser responsável pelas agruras atuais da indústria nativa (perda de competitividade e de peso no PIB), ao interromper as reformas liberalizantes. Isso mesmo, aquelas das quais seu governo foi um instrumento e cuja correspondência no plano internacional, como se verifica, legou-nos um mundo de fastígio e virtudes sociais. O diagnóstico do sociólogo, como se sabe, vem ancorado em atilada visão macroeconômica.
Graças a ela, o Brasil frequentou o guichê do FMI por três vezes em seus oito anos de mandato.Mais recentemente, em 29 de setembro de 2011, quando o governo Dilma reduziu a Selic pela primeira vez e começou a armar o país contra a segunda avalanche da crise vinda da Europa, FH advertiu no jornal Valor: "A decisão (de cortar os juros) se mostra precipitada diante das previsões de queda do crescimento e mais inflação".
A fina sintonia com o lobby dos bancos, jornalistas e rentistas --que anunciavam o dilúvio após a queda da Selic, de estratosféricos 12,5% para 12%, contra zero nos EUA-, não se confirmou. As previsões do 'mercado' de uma inflação em alta (6,52% então), esfarelaram-se ante o peso descomunal do agravamento do quadro externo. Nesta 4ª feira, depois de um novo corte de 0,5 ponto na Selic, que atingiu um recorde de baixa de 8%, contra um pico histórico de 44,5% em março de 1999, no segundo mandato do sociólogo, ninguém mais se lembrava das doutas advertências feitas por ele em 2011.
O mundo literalmente despenca sob o peso descomunal de uma quase depressão, que avança pelo quinto ano sem perspectivas de solução nos marcos do capitalismo desregrado (leia o texto obrigatório de François Chesnais nesta pág).Os capitais em fuga para a segurança inundam os cofres do Banco Central Europeu e do Tesouro americano, mas também do alemão, que pagam uma taxa de juro inferior à inflação. Ou seja, os ricos preferem pagar para guardar o dinheiro em títulos públicos confiáveis do que investir na produção. O nome disso é colapso sistêmico.
Mais de 17,5 milhões de empregos foram dizimados na Europa; Espanha, Grécia, Portugal, Irlanda caíram sob intervenção da banca para salvar ela própria; Obama chapinha num lodaçal de liquidez que não consegue reerguer a maior economia da terra; a China já sente a retração do comércio mundial que irradia efeitos contracionistas também no Brasil e demais fronteiras da América Latina.
Dos escombros desse desastre de proporções ferroviárias irrompe falação do tucano em defesa das 'reformas'. Sejamos francos, FH ouviu o galo cantar; achou que era um tucano áulico. A industrialização brasileira vive, de fato, uma compressão decorrente de desequilíbrios internos e externos. O fôlego industrial do país hoje é 5% inferior ao que existia no pré-crise de 2008. Quem acha que a paerda é miúda deve ser informado que a corrosão ocorre justamente nos setores de ponta, aqueles que dão o comando aos demais segmentos da economia e da produção. A regressão decorre, em grande parte, da não retificação do substrato neoliberal trazido do ciclo tucano, a saber: privatizações que desguarneceram a capacidade do Estado investir na infraestrutura, indispensável à ampliação da competitividade sistêmica; liberdade de capitais; juros escorchantes; câmbio valorizado e miséria aniquiladora da demanda interna.
O governo Lula optou por atacar com maior contundência dois flancos desse modelo de inserção internacional dependente, construído pelo PSDB: o mercado de massa asfixiado pela fome de emprego, de comida, crédito e salário mínimo e o torniquete financeiro externo, feito de dívida alta e reservas baixas. Poderia ter ido além afrontando o lobby rentista associado ao câmbio destrutivo? Tecnicamente, deveria. A resposta técnica descuida 'apenas' de um dado: a relação de forças permitiria atacar todas as frentes ao mesmo tempo?
Mal ou bem, as escolhas de Lula deram ao seu segundo governo, e ao primeiro de Dilma, uma base de apoio social que hoje possibilita aprofundar o descolamento em relação à agenda neoliberal evocada na nostálgica entrevista de FHC.
Nesse espaço dilatado há uma discussão por fazer; ela é sobremaneira urgente.
Até que ponto é possível blindar o país do vagalhão em curso apenas com doses de soro creditício e recuos graduais da Selic, como tem sido feito? Ou ainda: se o investimento privado não comparece para dar impulso sustentável a essa engrenagem, qual deve ter o espaço do Estado na resistência contracíclica à recessão?
Não se trata de menosprezar a importância dos mercados , sobretudo do mercado de capitais, mas as insuficiências da lógica privada ficaram evidentes na recente queda de braços entre o governo e a banca em torno dos spreads . A pendência só se inclinou a favor da redução do custo do dinheiro quando o governo decidiu politizar o tema e acionou uma poderosa alavanca indutora: os bancos estatais, que normatizaram o significado do interesse nacional nesse momento. O mesmo ocorreu em 2008. Antes da crise, os bancos públicos eram responsáveis por 30% do crédito oferecido; hoje, por 40%. O crédito dos bancos públicos cresceu do equivalente a 15,5% do PIB para 22,5%.
Lição correlata vem da área do petróleo. O mundo estrebucha, mas a Petrobrás reafirmou investimentos de US$ 236, 5 bilhões até 2015 -- US$ 142 bilhões em exploração e produção, o que significa uma fabulosa injeção na demanda por máquinas, serviços e equipamentos. Por que a Petrobrás é capaz de fazer, enquanto outras instancias do governo patinam? Levantamentos do Ipea mostram que dos R$ 13,661 bi destinados este ano à construção de rodovias, por exemplo, apenas R$ 2,543 bilhões (18,6%) foram gastos até maio.
Uma das respostas é que a existência da Petrobrás preservou a capacidade de planejamento do país no setor petrolífero; preservou e ampliou seus quadros de alto nível, expandiu o torque de sua engenharia, formou e massificou sua mão de obra; induziu e disseminou uma estratégica cadeia de fornecedores; criou e motivou a implantação de centros de pesquisa de ponta na área. Enfim, fez tudo o que foi suprimido ou interditado no interior do Estado brasileiro nos anos 90, e que um deslocado FHC reivindicou como 'trunfo' desperdiçado por Lula. O resultado desse 'trunfo' é a brutal dificuldade enfrentada agora para destravar investimentos imprescindíveis em infraestrutura, mesmo quando não existe restrição orçamentária. Os ditos 'mercados' não dão conta do recado; o Estado foi programado para não fazer.
Se quiser de fato ir além de soluços de consumo nos próximos anos, o Brasil talvez tenha que perder o medo de discutir um tema interditado nos anos 90: a criação de novas empresas públicas, estatais que possam nuclear setores estratégicos e fazer o mesmo que os bancos públicos e a Petrobrás fazem hoje em suas áreas de referência -- colocar o mercado para trabalhar pelo país.
A título de ilustração, vale a pena ler reportagem recente do jornal Valor (abaixo). Ela mostra como até os batalhões de engenharia do Exército, livres do desmonte do ciclo tucano, e à margem das licitações feitas para não funcionar, conseguem entregar obras antes do prazo, em situações em que a livre iniciativa fracassa ou se torna onerosa. Roosevelt na Depressão dos anos 30 nos EUA fez coisas que deixaram os capitalistas e a mídia de cabelos em pé. Foi acusado de comunista e odiado pelos endinheirados. Mas tinha o apoio dos sindicatos e o voto das ruas; salvou a economia do país. A lição daqueles dias vale para o governo Dilma, mas também convida os sindicatos e a CUT a irem além das reivindicações setoriais. A ver.
Exército agora faz até projetos de aeroporto
Valor Econômico - 12/07/2012
Tocando 34 obras pelo Brasil, 25 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Exército passa agora a atuar também fazendo projetos de engenharia. Em agosto, serão entregues à Infraero os planos que podem destravar a expansão de três aeroportos, em Goiânia, Vitória e Porto Alegre. O Exército já trabalha na terraplenagem do aeroporto de Guarulhos e na construção da pista de São Gonçalo do Amarante (RN)
A presença do Exército na ampliação do sistema aeroportuário está ganhando uma nova dimensão. Além de trabalhar em obras estratégicas de grandes aeroportos, como a terraplenagem de Guarulhos (SP) e a construção da pista de São Gonçalo do Amarante (RN), a divisão militar de engenharia começa a assumir outro tipo de trabalho. Em agosto, chegam às mãos da Infraero os projetos de engenharia que podem destravar a expansão de três aeroportos: Goiânia (GO), Vitória (ES) e Porto Alegre (RS).
O lançamento de um plano de aviação regional, que espera a aprovação da presidente Dilma Rousseff, abre espaço ainda para uma tarefa adicional para o Exército. Ao liberar recursos para expandir o número de aeroportos atendidos por voos regulares de companhias aéreas - das atuais 130 para 200 localidades -, o governo não quer esbarrar na falta de competência técnica. Por isso, pretende colocar o Instituto Militar de Engenharia (IME) à disposição de Estados e prefeituras para a elaboração de projetos que permitam aos aeroportos regionais receber recursos da União.
O que motiva o governo a fortalecer a parceria com os militares são os resultados obtidos até agora na maior porta de entrada e saída do país. A terraplenagem do futuro terminal 3 de Guarulhos, com previsão inicial de entrega em dezembro de 2013, foi antecipada em 15 meses e deverá ser concluída em setembro deste ano. Com isso, a nova concessionária do aeroporto - formada pela Invepar e pela operadora sul-africana ACSA - fica com o caminho aberto para erguer um terminal com capacidade para 12 milhões de passageiros/ano, até a Copa do Mundo de 2014.
Tão impressionante quanto o ganho de tempo foi a redução nos valores. A obra, que inicialmente foi orçada em R$ 417 milhões pela Infraero, já obteve uma economia de R$ 130 milhões e deverá terminar com queda de 25% em relação ao custo original. Cerca de 150 militares trabalham na administração das obras de Guarulhos, que são executadas por três empreiteiras subcontratadas pelo Exército.
Concluídos esses empreendimentos, o contingente será imediatamente realocado para outras frentes de trabalho, com o objetivo de acelerar outras obras assumidas pelos militares. "Antigamente, não tínhamos esse conhecimento técnico sobre o setor aeroportuário, trabalhávamos apenas em campos de pouso e pistas na Amazônia. Hoje, temos essa capacitação e a tendência é que entremos em novos projetos, à medida que formos chamados", disse ao Valor o chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, general Joaquim Maia Brandão.
O aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN), concedido ao grupo Inframérica - uma aliança da brasileira Engevix com a argentina Corporación América - e que começará a funcionar em 2014, será uma das frentes a ganhar reforço. A iniciativa privada ficou encarregada de construir o terminal de passageiros e coube ao Exército entregar o sistema de pista e pátio de aeronaves, com prazo até o fim do ano que vem.
Para acelerar as obras, dois novos grupos estão sendo deslocados. Primeiro, o batalhão que concluiu um dos lotes da transposição do rio São Francisco, em Cabrobó (PE). Depois, o que vem trabalhando na BR-101, no Rio Grande do Norte.
O general Brandão diz que o Exército ainda não alterou o prazo de entrega de São Gonçalo (dezembro de 2013), mas admite a possibilidade de antecipação do cronograma "dependendo das condições meteorológicas". A pista de pouso e decolagem já foi concluída. Falta ainda avançar nos serviços de drenagem, sinalização e balizamento.
As equipes chefiadas por Brandão também estão trabalhando na reforma da pista do aeroporto de Rio Branco (AC), fechada uma vez a cada 15 dias, para as obras de recuperação. Mas é na área de elaboração de projetos básicos e executivos de engenharia que podem surgir novidades nas próximas semanas.
Em agosto, o Exército entregará os projetos executivos para a ampliação da infraestrutura de pistas e pátios de aeronaves em Goiânia e em Vitória.
Com isso, a expectativa da Infraero é retomar obras completamente paradas há cinco anos. Em 2007, após o Tribunal de Contas da União (TCU) ter encontrado indícios de irregularidades nos contratos da estatal com as empreiteiras vencedoras das licitações, as obras dos dois aeroportos foram interrompidas.
O general admite que hoje o Exército trabalha à beira do limite, mas a conclusão dos três projetos para a estatal pode abrir espaço para outras parcerias nos aeroportos. Com um contingente de 15 mil homens em obras de infraestrutura pelo país, o Exército procurar deslocar militares, em vez de aumentar o efetivo. "Assumir novos projetos é uma decisão que depende de convite da Infraero", diz Brandão.
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, deixa o caminho aberto para continuar usando os serviços dos militares. "Quando eles terminarem o que estão fazendo, ficamos de conversar. Não abro mão da parceria que temos com o Exército. Ela tem sido exitosa em todos os sentidos", diz.
Até agora, o Exército teve três tipos de participação nas obras da Infraero: gestor de contratos com empreiteiras, executor de obras e projetista. Entre as modalidades, diz Vale, a tendência é intensificar os trabalhos de administração - como ocorre em Guarulhos - e de execução dos empreendimentos, caso de São Gonçalo do Amarante. Hoje há uma lista de obras públicas à espera da "empreiteira" militar.
O tucano não decepcionou. Na entrevista após embolsar o galardão falou grosso. E acusou Lula de ser responsável pelas agruras atuais da indústria nativa (perda de competitividade e de peso no PIB), ao interromper as reformas liberalizantes. Isso mesmo, aquelas das quais seu governo foi um instrumento e cuja correspondência no plano internacional, como se verifica, legou-nos um mundo de fastígio e virtudes sociais. O diagnóstico do sociólogo, como se sabe, vem ancorado em atilada visão macroeconômica.
Graças a ela, o Brasil frequentou o guichê do FMI por três vezes em seus oito anos de mandato.Mais recentemente, em 29 de setembro de 2011, quando o governo Dilma reduziu a Selic pela primeira vez e começou a armar o país contra a segunda avalanche da crise vinda da Europa, FH advertiu no jornal Valor: "A decisão (de cortar os juros) se mostra precipitada diante das previsões de queda do crescimento e mais inflação".
A fina sintonia com o lobby dos bancos, jornalistas e rentistas --que anunciavam o dilúvio após a queda da Selic, de estratosféricos 12,5% para 12%, contra zero nos EUA-, não se confirmou. As previsões do 'mercado' de uma inflação em alta (6,52% então), esfarelaram-se ante o peso descomunal do agravamento do quadro externo. Nesta 4ª feira, depois de um novo corte de 0,5 ponto na Selic, que atingiu um recorde de baixa de 8%, contra um pico histórico de 44,5% em março de 1999, no segundo mandato do sociólogo, ninguém mais se lembrava das doutas advertências feitas por ele em 2011.
O mundo literalmente despenca sob o peso descomunal de uma quase depressão, que avança pelo quinto ano sem perspectivas de solução nos marcos do capitalismo desregrado (leia o texto obrigatório de François Chesnais nesta pág).Os capitais em fuga para a segurança inundam os cofres do Banco Central Europeu e do Tesouro americano, mas também do alemão, que pagam uma taxa de juro inferior à inflação. Ou seja, os ricos preferem pagar para guardar o dinheiro em títulos públicos confiáveis do que investir na produção. O nome disso é colapso sistêmico.
Mais de 17,5 milhões de empregos foram dizimados na Europa; Espanha, Grécia, Portugal, Irlanda caíram sob intervenção da banca para salvar ela própria; Obama chapinha num lodaçal de liquidez que não consegue reerguer a maior economia da terra; a China já sente a retração do comércio mundial que irradia efeitos contracionistas também no Brasil e demais fronteiras da América Latina.
Dos escombros desse desastre de proporções ferroviárias irrompe falação do tucano em defesa das 'reformas'. Sejamos francos, FH ouviu o galo cantar; achou que era um tucano áulico. A industrialização brasileira vive, de fato, uma compressão decorrente de desequilíbrios internos e externos. O fôlego industrial do país hoje é 5% inferior ao que existia no pré-crise de 2008. Quem acha que a paerda é miúda deve ser informado que a corrosão ocorre justamente nos setores de ponta, aqueles que dão o comando aos demais segmentos da economia e da produção. A regressão decorre, em grande parte, da não retificação do substrato neoliberal trazido do ciclo tucano, a saber: privatizações que desguarneceram a capacidade do Estado investir na infraestrutura, indispensável à ampliação da competitividade sistêmica; liberdade de capitais; juros escorchantes; câmbio valorizado e miséria aniquiladora da demanda interna.
O governo Lula optou por atacar com maior contundência dois flancos desse modelo de inserção internacional dependente, construído pelo PSDB: o mercado de massa asfixiado pela fome de emprego, de comida, crédito e salário mínimo e o torniquete financeiro externo, feito de dívida alta e reservas baixas. Poderia ter ido além afrontando o lobby rentista associado ao câmbio destrutivo? Tecnicamente, deveria. A resposta técnica descuida 'apenas' de um dado: a relação de forças permitiria atacar todas as frentes ao mesmo tempo?
Mal ou bem, as escolhas de Lula deram ao seu segundo governo, e ao primeiro de Dilma, uma base de apoio social que hoje possibilita aprofundar o descolamento em relação à agenda neoliberal evocada na nostálgica entrevista de FHC.
Nesse espaço dilatado há uma discussão por fazer; ela é sobremaneira urgente.
Até que ponto é possível blindar o país do vagalhão em curso apenas com doses de soro creditício e recuos graduais da Selic, como tem sido feito? Ou ainda: se o investimento privado não comparece para dar impulso sustentável a essa engrenagem, qual deve ter o espaço do Estado na resistência contracíclica à recessão?
Não se trata de menosprezar a importância dos mercados , sobretudo do mercado de capitais, mas as insuficiências da lógica privada ficaram evidentes na recente queda de braços entre o governo e a banca em torno dos spreads . A pendência só se inclinou a favor da redução do custo do dinheiro quando o governo decidiu politizar o tema e acionou uma poderosa alavanca indutora: os bancos estatais, que normatizaram o significado do interesse nacional nesse momento. O mesmo ocorreu em 2008. Antes da crise, os bancos públicos eram responsáveis por 30% do crédito oferecido; hoje, por 40%. O crédito dos bancos públicos cresceu do equivalente a 15,5% do PIB para 22,5%.
Lição correlata vem da área do petróleo. O mundo estrebucha, mas a Petrobrás reafirmou investimentos de US$ 236, 5 bilhões até 2015 -- US$ 142 bilhões em exploração e produção, o que significa uma fabulosa injeção na demanda por máquinas, serviços e equipamentos. Por que a Petrobrás é capaz de fazer, enquanto outras instancias do governo patinam? Levantamentos do Ipea mostram que dos R$ 13,661 bi destinados este ano à construção de rodovias, por exemplo, apenas R$ 2,543 bilhões (18,6%) foram gastos até maio.
Uma das respostas é que a existência da Petrobrás preservou a capacidade de planejamento do país no setor petrolífero; preservou e ampliou seus quadros de alto nível, expandiu o torque de sua engenharia, formou e massificou sua mão de obra; induziu e disseminou uma estratégica cadeia de fornecedores; criou e motivou a implantação de centros de pesquisa de ponta na área. Enfim, fez tudo o que foi suprimido ou interditado no interior do Estado brasileiro nos anos 90, e que um deslocado FHC reivindicou como 'trunfo' desperdiçado por Lula. O resultado desse 'trunfo' é a brutal dificuldade enfrentada agora para destravar investimentos imprescindíveis em infraestrutura, mesmo quando não existe restrição orçamentária. Os ditos 'mercados' não dão conta do recado; o Estado foi programado para não fazer.
Se quiser de fato ir além de soluços de consumo nos próximos anos, o Brasil talvez tenha que perder o medo de discutir um tema interditado nos anos 90: a criação de novas empresas públicas, estatais que possam nuclear setores estratégicos e fazer o mesmo que os bancos públicos e a Petrobrás fazem hoje em suas áreas de referência -- colocar o mercado para trabalhar pelo país.
A título de ilustração, vale a pena ler reportagem recente do jornal Valor (abaixo). Ela mostra como até os batalhões de engenharia do Exército, livres do desmonte do ciclo tucano, e à margem das licitações feitas para não funcionar, conseguem entregar obras antes do prazo, em situações em que a livre iniciativa fracassa ou se torna onerosa. Roosevelt na Depressão dos anos 30 nos EUA fez coisas que deixaram os capitalistas e a mídia de cabelos em pé. Foi acusado de comunista e odiado pelos endinheirados. Mas tinha o apoio dos sindicatos e o voto das ruas; salvou a economia do país. A lição daqueles dias vale para o governo Dilma, mas também convida os sindicatos e a CUT a irem além das reivindicações setoriais. A ver.
Exército agora faz até projetos de aeroporto
Valor Econômico - 12/07/2012
Tocando 34 obras pelo Brasil, 25 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Exército passa agora a atuar também fazendo projetos de engenharia. Em agosto, serão entregues à Infraero os planos que podem destravar a expansão de três aeroportos, em Goiânia, Vitória e Porto Alegre. O Exército já trabalha na terraplenagem do aeroporto de Guarulhos e na construção da pista de São Gonçalo do Amarante (RN)
A presença do Exército na ampliação do sistema aeroportuário está ganhando uma nova dimensão. Além de trabalhar em obras estratégicas de grandes aeroportos, como a terraplenagem de Guarulhos (SP) e a construção da pista de São Gonçalo do Amarante (RN), a divisão militar de engenharia começa a assumir outro tipo de trabalho. Em agosto, chegam às mãos da Infraero os projetos de engenharia que podem destravar a expansão de três aeroportos: Goiânia (GO), Vitória (ES) e Porto Alegre (RS).
O lançamento de um plano de aviação regional, que espera a aprovação da presidente Dilma Rousseff, abre espaço ainda para uma tarefa adicional para o Exército. Ao liberar recursos para expandir o número de aeroportos atendidos por voos regulares de companhias aéreas - das atuais 130 para 200 localidades -, o governo não quer esbarrar na falta de competência técnica. Por isso, pretende colocar o Instituto Militar de Engenharia (IME) à disposição de Estados e prefeituras para a elaboração de projetos que permitam aos aeroportos regionais receber recursos da União.
O que motiva o governo a fortalecer a parceria com os militares são os resultados obtidos até agora na maior porta de entrada e saída do país. A terraplenagem do futuro terminal 3 de Guarulhos, com previsão inicial de entrega em dezembro de 2013, foi antecipada em 15 meses e deverá ser concluída em setembro deste ano. Com isso, a nova concessionária do aeroporto - formada pela Invepar e pela operadora sul-africana ACSA - fica com o caminho aberto para erguer um terminal com capacidade para 12 milhões de passageiros/ano, até a Copa do Mundo de 2014.
Tão impressionante quanto o ganho de tempo foi a redução nos valores. A obra, que inicialmente foi orçada em R$ 417 milhões pela Infraero, já obteve uma economia de R$ 130 milhões e deverá terminar com queda de 25% em relação ao custo original. Cerca de 150 militares trabalham na administração das obras de Guarulhos, que são executadas por três empreiteiras subcontratadas pelo Exército.
Concluídos esses empreendimentos, o contingente será imediatamente realocado para outras frentes de trabalho, com o objetivo de acelerar outras obras assumidas pelos militares. "Antigamente, não tínhamos esse conhecimento técnico sobre o setor aeroportuário, trabalhávamos apenas em campos de pouso e pistas na Amazônia. Hoje, temos essa capacitação e a tendência é que entremos em novos projetos, à medida que formos chamados", disse ao Valor o chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, general Joaquim Maia Brandão.
O aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN), concedido ao grupo Inframérica - uma aliança da brasileira Engevix com a argentina Corporación América - e que começará a funcionar em 2014, será uma das frentes a ganhar reforço. A iniciativa privada ficou encarregada de construir o terminal de passageiros e coube ao Exército entregar o sistema de pista e pátio de aeronaves, com prazo até o fim do ano que vem.
Para acelerar as obras, dois novos grupos estão sendo deslocados. Primeiro, o batalhão que concluiu um dos lotes da transposição do rio São Francisco, em Cabrobó (PE). Depois, o que vem trabalhando na BR-101, no Rio Grande do Norte.
O general Brandão diz que o Exército ainda não alterou o prazo de entrega de São Gonçalo (dezembro de 2013), mas admite a possibilidade de antecipação do cronograma "dependendo das condições meteorológicas". A pista de pouso e decolagem já foi concluída. Falta ainda avançar nos serviços de drenagem, sinalização e balizamento.
As equipes chefiadas por Brandão também estão trabalhando na reforma da pista do aeroporto de Rio Branco (AC), fechada uma vez a cada 15 dias, para as obras de recuperação. Mas é na área de elaboração de projetos básicos e executivos de engenharia que podem surgir novidades nas próximas semanas.
Em agosto, o Exército entregará os projetos executivos para a ampliação da infraestrutura de pistas e pátios de aeronaves em Goiânia e em Vitória.
Com isso, a expectativa da Infraero é retomar obras completamente paradas há cinco anos. Em 2007, após o Tribunal de Contas da União (TCU) ter encontrado indícios de irregularidades nos contratos da estatal com as empreiteiras vencedoras das licitações, as obras dos dois aeroportos foram interrompidas.
O general admite que hoje o Exército trabalha à beira do limite, mas a conclusão dos três projetos para a estatal pode abrir espaço para outras parcerias nos aeroportos. Com um contingente de 15 mil homens em obras de infraestrutura pelo país, o Exército procurar deslocar militares, em vez de aumentar o efetivo. "Assumir novos projetos é uma decisão que depende de convite da Infraero", diz Brandão.
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, deixa o caminho aberto para continuar usando os serviços dos militares. "Quando eles terminarem o que estão fazendo, ficamos de conversar. Não abro mão da parceria que temos com o Exército. Ela tem sido exitosa em todos os sentidos", diz.
Até agora, o Exército teve três tipos de participação nas obras da Infraero: gestor de contratos com empreiteiras, executor de obras e projetista. Entre as modalidades, diz Vale, a tendência é intensificar os trabalhos de administração - como ocorre em Guarulhos - e de execução dos empreendimentos, caso de São Gonçalo do Amarante. Hoje há uma lista de obras públicas à espera da "empreiteira" militar.
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