Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A grande vítima de Joaquim Barbosa é a democracia

 
Agora é a criminalização de Dilma? 
PAULO MOREIRA LEITE 
Muitas pessoas ficaram surpresas quando Joaquim Barbosa mencionou Dilma Rousseff no Supremo. Para reforçar a ideia de compra de votos, Joaquim citou um depoimento em que Dilma se confessou surpresa com a rapidez com que o Congresso aprovou o novo marco regulatório de energia elétrica.

A mensagem do voto do ministro, exaustivamente repetida pelas emissora de TV, tem um elemento malicioso.

A “surpresa” de Dilma seria, claro, era uma prova do mensalão. O ministro não disse, mas permitiu que todos ouvissem: sem o mensalão, o marco regulatório não teria saído com a rapidez que surpreendeu a ministra-presidente.

A resposta do Planalto, em nota oficial, foi rápida. Responsável pelas negociações do marco regulatório ocorridas no Senado, Aloizio Mercadante também se manifestou.

O fato é que essa insinuação me parece uma consequência lógica da visão que Joaquim Barbosa está imprimindo ao julgamento.

Ele acredita que encontrou crimes até onde não é possível demonstrar que tenham ocorrido.

Falando com franqueza: para entender a “surpresa” revelada pela ministra, não é preciso enxergar tudo com malícia. É preciso considerar o chamado contexto. Pensar em política como o exercício humano e insubstituível de negociar, avançar e ceder.

No início do governo Lula, a oposição tucana fazia o possível para criar problemas para os petistas, em várias áreas. Mesmo na Previdência, onde o PT deu continuidade a uma reforma planejada por FHC, o PSDB fingia que nada tinha a ver com o assunto. Queria dar o troco para Lula, criando dificuldades artificiais, como a antiga oposição lhe fizera. Mostrar boa vontade com iniciativas de Lula, naquele momento, era mostrar-se fraco e adesista diante de seus eleitores. Era quase uma traição perante cidadãos que haviam dado seu voto para candidaturas tucanas só por amor à causa, quando todo mundo sabia que não tinham a menor chance.

O marco de energia era especialmente delicado por uma razão política conhecida. No segundo mandato de FHC, a falta de energia impediu a retomada de crescimento econômico, submetendo os brasileiros a um vexame inesquecível de racionar o uso de energia num país com todo esse potencial elétrico que todos nós sabemos.

A surpresa vem daí. Depois de blefar e ameaçar, os tucanos também concordaram em votar com o governo na sala de Mercadante.

A política é assim. Não é engenharia. Não é equação matemática. Inclui dissimulação, esperteza, ações dissimuladas. Não é contabilidade.

Pode incluir a corrupção — como acontece em vários lugares, o que levou a Eliane Calmon a querer saber até o que acontecia na Justiça.

Mas é preciso apurar, investigar e esclarecer. No caso de crime, apurar, ouvir as partes e acusar. É errado apenas mencionar, não é mesmo?

Respeito Joaquim Barbosa. Conheço seus títulos e sua formação. Acredita no que fala e diz. Mesmo quando discordo, devo admitir que está longe de fazer denuncias “mequetrefes”, para empregar um termo que se tornou obrigatório no julgamento.

Mas eu acho que essa insinuação fora de lugar não ocorre por acaso.

A menção a Dilma foi apenas uma manifestação – um pouco exagerada, digamos – de uma atitude típica de um julgamento que avança numa imensa carga de subjetividade.

Várias vezes, Joaquim falou que é preciso examinar o contexto da denúncia, o contexto da ação dos acusados e assim por diante. Mas não considerou o contexto do apagão, este evento gigantesco, demolidor, humilhante para um país e sua população.

Imagino que, tecnicamente, o nome Dilma era uma menção até desnecessária. Tenho certeza de que num inquérito de milhares e milhares de páginas seria possível encontrar exemplos equivalentes e até mais enfáticos. Tenho certeza de que é possível demonstrar que houve compra de votos, em alguns casos, e apenas apoio político a um aliado, em outros.

A diferença é que nem sempre estes casos envolviam uma autoridade que, de ministra passou a presidente da República.

Politizando a justiça, pode-se dizer que a citação a Dilma jogou o julgamento para …2014.

O voto de Joaquim Barbosa, mais uma vez, foi aos telejornais. Foi repetido, reprisado…Sabe o que aconteceu?

Salomão Shwartzman, radialista e jornalista muito experiente, já lançou um comentário dizendo que o PSDB deveria convidar Joaquim para disputar a presidência da República.

Tudo é política. Mesmo o que não parece.

Na biografia de José Alencar, Eliane Cantanhede descreve o encontro entre Lula e seu vice, José Dirceu e Waldemar Costa Neto, onde se debate uma aliança política e a consequente coleta de recursos financeiros. Se fosse hoje, alguém mais afogado que estavam combinando um assalto.

Mas a descrição deste acordo político de campanha é tão bem feita, tão clara, que os advogados de Delúbio Soares incluíram vários parágrafos sobre o “rachuncho”—a expressão, bem humorada, é de Eliane – nas suas alegações finais de seu cliente.

Sabemos que a criminalização da política tornou-se parte da estratégia da acusação para condenar o maior número possível de acusados. Vamos combinar que ajuda a sustentar a tese de que não havia recursos para campanha eleitoral – mas compra de votos no Congresso.

Admito que eles simplesmente não conhecem os fatos que estão julgando, não tem familiaridade com o mundo das tratativas e negociações e acham tudo suspeito, estranho…

Considerando a baixa credibilidade dos políticos, apostar que todo mundo é ladrão pode ser uma vulgaridade – mas é uma forma de garantir, com facilidade, apoio popular a medidas que podem ser justas ou arbitrárias.

Minha experiência com a humanidade permite dizer que já tive contato com momentos de grandeza, coragem, solidariedade. Também tiver a infelicidade de testemunhar imensas baixezas.

Mas não me lembro de ter visto relatos – nem em ficção – de repulsa a linchamentos.

Acabo de ler a notícia de que alguns procuradores já estão preocupados com o indulto de Natal dos réus do mensalão. É assim: dando de barato que eles serão condenados, o que parece cada vez mais provável, a preocupação agora é impedir que passem o Natal com a família… Mais um pouco e teremos de acionar a Comissão da Verdade, que investiga crimes cometidos por representantes do Estado contra direitos humanos, para ver o que está acontecendo em nossa democracia…

É justiça, isso? Ou é vingança?

Como já disse aqui, eu acho que o mensalão produziu delitos de todo tipo. Também acho que havia caixa 2 e dinheiro publico desviado. São crimes diferentes, que a legislação trata de forma diferente porque lá atrás aquele personagem oculto e onipresente que os advogados chamam de O Legislador entendeu que era assim.

Ao ignorar as diferenças, quem perde é a democracia.


BV do Supremo não se aplica à Globo

Uma única família abocanha metade de tudo o que se investe em publicidade no Brasil !

Saiu na Folha (*):


KEILA JIMENEZ

Carlos Henrique Schroder assumirá a direção-geral da TV Globo com a missão de estancar a queda de audiência do canal, mantendo o bom faturamento que foi conquistado na década de seu antecessor, Octávio Florisbal.

Nos dez anos em que Florisbal comandou a emissora, de 2002 a 2012, a Globo faturou alto, mas perdeu 22% de sua audiência em rede nacional. Em 2002, a média diária da Globo (das 7h à 0h) no Painel Nacional de Televisão (PNT) era de 22,2 pontos.

De janeiro a agosto deste ano, último período da gestão atual da rede, a média diária foi de 17,4 pontos. Cada ponto equivale a 191 mil domicílios no país.

Nesses dez anos, a participação da Globo nos investimentos publicitários em TV aberta se manteve em 70%, com um adendo importante.

Segundo dados do mercado anunciante, na última década, o faturamento bruto da TV aberta com anúncios passou de R$ 5,65 bilhões (2002) para R$ 18 bilhões (2011).

A Globo, que faturou cerca de R$ 3,9 bilhões em 2002, pulou para R$ 12,6 bilhões em 2011 e já bateu a casa dos

R$ 6,4 bilhões no primeiro semestre de 2012. Os valores são corrigidos pela inflação.

A TV aberta abocanha atualmente 64,8% do total dos investimentos publicitários em mídia no país -a maior fatia da década.




 

Faltou dizer: a Globo tem 50% da audiência da tevê aberta no Brasil.
Ou seja, com 50% da audiência ela “abocanha”, como diz a Folha (*), 70% da verba destinada à tevê aberta.
A tevê aberta “abocanha” 65% do total dos investimentos publicitários do país.
Do tijolinho para vender um Fusca usado em Teresina, Piauí, ao outdoor na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, ao comercial de 30” na Avenida Brasil.
De tudo somado, 65% vão para a tevê aberta.
Logo, com apenas 50% da audiência, a Globo “abocanha” 70% dos 65% de todo o bolo publicitário.
Logo, de cada R$ 1 investido em publicidade no país, em qualquer mídia, entram nos cofres da Globo nada menos que R$ 0,50.
Viva o Brasil !
Uma única família abocanha metade de TUDO O QUE SE INVESTE EM PUBLICIDADE NO BRASIL !
A METADE !
Ora, dirão os “especialistas” do PiG (**): é a qualidade !
Com apenas 50% audiência, ela consegue 70% de toda a publicidade porque ela é o MÁXIMO !
O ansioso blogueiro se permite discordar.
O MÁXIMO é a bonificação por volume.
Ou seja, a grana que a agencia de publicidade recebe da Globo por programar na Globo.
O ansioso blogueiro consultou o velho amigo David Ogilvy e perguntou, assim como quem não quer nada, o que significa o bônus por volume da Globo para as agências de publicidade do Brasil.


- Dos R$ 12 bi que a Globo fatura ela devolve ao mercado qualquer coisa perto de R$ 1,2 bi, R$ 1,5 bi.

- Tudo isso, David ?

- São os 10% de bônus que ela devolve às agências de tudo o que ela fatura.

- Qual o impacto disso sobre a indústria de publicidade brasileira, David ?

- O bônus de volume da Globo é o maior faturamento das 40 maiores agências de publicidade do Brasil !

- O que ? Das 40 maiores ?

- Precisely !

- Ou seja, David, se acabar o BV da Globo acaba a indústria de publicidade do Brasil …

- You got it !

- Mas, David, você já ouvir falar do mensalão …

- Of course, my dear !

- E você deve ter visto que o Supremo considerou que o BV entregue à agência e, não, ao cliente, é crime …

- Sim, mas isso para os anúncios das empresas estatais. O dinheiro tinha que ter ido para a Visanet e, não, para as agências do Marcos Valério.

- Mesmo assim, David. Imagine se as agências que veiculam contas de empresas estatais na Globo não receberem mais o BV da Globo … O que acontece ?

- Fecha tudo !

- E vai fechar ?

- Never !

- Por que “never”… , David ?

- Porque a Lei não vai pegar para a Globo.

- Quem te contou isso aí na Escócia, David ?

- Até o Supremo sabe disso, meu filho. Como é que eu não ia saber disso na Escócia.

Pano rápido.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

O alvo é Dilma em 2014

O PT vai despertando de um transe que fez com que acreditasse que seria sustentável para a democracia brasileira conviver com monstrengos como esses impérios de comunicação que cada vez mais vão se tornando uma espécie de jabuticaba, porque, em breve, só existirão no Brasil. E há quem acredite que esse despertar já chegou até à presidente da República.
Ao Sul da América do Sul, porém, a semana começa com uma notícia que exige muita reflexão: até dezembro, os oligopólios de mídia argentinos, a começar pelo Grupo Clarín (a Globo argentina), terão que se desfazer de considerável parte de seus impérios no âmbito da entrada em vigor de uma lei da mídia idêntica à que existe em qualquer parte do mundo desenvolvido.
É um avanço imenso, impensável no Brasil. Afinal, em nenhum país civilizado existem grupos de comunicação que operam em todas as plataformas de mídia (televisão aberta e a cabo, rádio, jornais, revistas e portais de internet) como ainda ocorre em vários países latino-americanos, ainda que boa parte deles já esteja impondo regras a essa orgia comunicacional.
O resultado desse remanescente gigantismo e dessa voracidade por verbas públicas dos grandes grupos empresariais de comunicação todos estão vendo no Brasil. Cada vez mais, essas aberrações vão atuando como um poder paralelo ao do Estado – e, muitas vezes, prevalente.
Há pouco, ocorreu um fenômeno que só é possível em uma nação em que a comunicação não tenha regras e na qual um minúsculo grupo de grandes empresas de mídia consiga sufocar a pluralidade exigível em setor tão vital. Um veículo de imprensa escrita fez uma acusação grave a um ex-presidente da República, não apresentou uma só prova e essa acusação passou a ser vendida pelos outros três grandes impérios midiáticos e seus tentáculos como se fosse fato inquestionável.
Reflitamos sobre quantos veículos há hoje no Brasil com poder de:
1 – Pautar a Suprema Corte de Justiça e o Ministério Público, fazendo com que acusem e condenem sem provas seus adversários políticos.
2 – Fazer acusações gravíssimas aos adversários políticos sem apresentar uma só prova e sem responder por calúnia e difamação, porque qualquer reação é chamada de “censura”.
3 – Mandar repórter invadir até o quarto de dormir de adversários políticos.
4 – Manter fora do alcance de investigações funcionários envolvidos com o crime organizado.
A CPI do Cachoeira, por exemplo, irá investigar jornalistas envolvidos no esquema. Contudo, serão só os de pequenos veículos de Goiás. Ou seja: a licença para delinqüir em nome da “liberdade de imprensa” não é para a imprensa, mas só para algumas empresas de comunicação.
Essas empresas escolhidas (pelo tamanho e pelo poder econômico) põem seus funcionários para agredir as mais altas autoridades da República tecendo histórias que não provam e intimidando os agredidos com acusações de “censura”. E ninguém faz nada.
Os juízes do Supremo José Antônio Dias Tóffoli e Ricardo Lewandoski vêm sendo acusados, insultados, ridicularizados e até caluniados por funcionários de Veja, Globo, Folha e Estadão em suas “colunas” impressas e em “blogs” corporativos.
O ex-presidente Lula, que como todo ex-presidente deveria ser tratado com um mínimo de respeito, ainda que não esteja acima de críticas, foi insultado pesadamente por um colunista. Não houve uma acusação, houve xingamento puro e simples. É tratado como um criminoso condenado assim, abertamente.
Minha mulher pergunta “Como é que pode?”. Podendo, respondo. Ela quer saber se ninguém pode fazer nada. Digo que só quem poderia fazer é Lula e ele não processa ninguém. Não faz como Serra, que processou o autor de Privataria Tucana. E se processasse não adiantaria nada porque Veja tem muito dinheiro e, se condenada, paga a indenização e pronto.
Agora, se Lula entrasse na Justiça contra o tal colunista que só faltou xingar sua mãe, o processo demoraria anos e anos e, ao fim, a empresa que o emprega, paga. Garantir proteção aos seus pistoleiros é vital para que ataquem sem medo.
A classe política, o Judiciário, o Legislativo, o Executivo, todos se borram de medo de uma máquina que conta com uma horda de arapongas pronta a devassar a vida de qualquer um usando escutas ilegais, invasão de domicílio, chantagem e o que mais se puder imaginar.
E se a mídia não acha nada, inventa. E se não conseguir inventar, apela à ridicularização e à injúria, gerando desgaste emocional e destruindo o ambiente social de seus alvos. Imagine o sujeito que sai na capa da Veja ou da Folha, como lida com vizinhos, amigos, parentes, colegas de trabalho etc. É uma condenação. O sujeito paga a pena sem jamais ter sido condenado.
O julgamento do mensalão, pois, pretende plantar, já neste ano, a base de uma pretensa morte política do PT e do ex-presidente Lula. Mas o objetivo não são as eleições municipais de 2012 e o julgamento em tela não terminará após expedir suas sentenças. Está sendo plantada a base para que tenha um desenrolar.
O ministro do Supremo Joaquim Barbosa citou a presidente da República ao ler seu voto sobre uma das celeradas “fatias” que inventou para facilitar o curso desse que já é reconhecido por inúmeros juristas como um “tribunal de exceção”, ou seja, onde os critérios de julgamento fogem aos ditames do Direito e da jurisprudência.
Aqui e ali, nesse conclave entre o oligopólio midiático e os partidos de oposição ao governo federal, já se diz que o mensalão que está sendo julgado é parte de coisa ainda maior. Ou seja: estão ensaiando o discurso com o qual pretendem chegar a 2014.
Se a dobradinha entre Supremo e Procuradoria Geral da República de um lado e grande mídia de outro funcionar bem, lá pelo início de 2013 Lula será arrolado em alguma investigação sobre a acusação sem áudio, sem vídeo e sem confirmação alguma que a Veja lhe fez.
As certezas que os tais “colunistas” manifestam em que a Justiça será favorável ao plano, obviamente que derivam de conhecimento de bastidores por parte do patronato midiático em relação aos órgãos que dão curso à campanha de criminalização do PT e dos seus políticos mais eminentes.
Como não se fazem necessárias provas de nada para que o chefe do Ministério Público teça considerações sobre a hipótese de processar Lula, o mesmo valerá para qualquer outro cidadão brasileiro. Bastará uma reportagem que diga que ouviu dizer uma acusação pelo amigo, pelo parente ou pelo associado de alguém para que o Estado aceite a premissa.
Acabou a democracia no Brasil. Não é preciso mais provar nada para acusar alguém. E o que é pior: tal prerrogativa só vale para alguns, ou seja, para determinado grupo político.
O enfraquecimento do PT que está sendo plantado hoje com tanto afinco, com tanta sofreguidão, a um custo de milhões e milhões de dólares de campanhas publicitárias desencadeadas para difamar e caluniar, obviamente que não visa a eleição de prefeitos e vereadores.
Anote aí, leitor: está sendo plantada a semente do envolvimento da presidente Dilma Rousseff no mensalão 2, sobre o qual os mercenários empregados na grande mídia já falam abertamente.
Antes, porém, será preciso anular o padrinho político de dela, de forma que não concorra em seu lugar se conseguirem envolvê-la em alguma coisa que a impeça de disputar a própria sucessão, contando, para isso, com o beneplácito da Procuradoria Geral da República e com a obediência do Supremo Tribunal Federal.
Os cínicos, os ingênuos e os mal-informados farão a mesma pergunta: ora, mas por que a mídia quereria tanto destruir um partido se o capitalismo vem ganhando tantos presentes dos últimos dois presidentes da República (Lula e Dilma)?
Sim, o governo Lula e o governo Dilma cederam muito ao capitalismo selvagem que vige no Brasil. Contudo, como se viu no caso dos bancos, os governos do PT cederam e cederão só enquanto não tiverem condições para deixar de ceder. Além disso, o gasto social de governos petistas e as políticas para redistribuir renda e oportunidades estão tornando o rico menos rico e o pobre menos pobre.
Quase posso ouvir a ultra-esquerda e a direita rindo juntas da afirmação que encerra o parágrafo anterior. Todavia, só se não tiver alguém para esfregar na cara delas o índice de Gini, que, aliás, melhora tanto no Brasil que pistoleiros do Partido da Imprensa Golpista já até tentaram desqualificar a mais reconhecida fórmula de mensuração da desigualdade.
Nos próximos anos, os índices oficiais mostrarão a continuidade de uma distribuição de renda que a partir do governo Lula ganhou um impulso visível a olho nu, sem nem necessidade de recorrer a estatísticas. E esse é o xis da questão.
Distribuição de renda no país virtualmente mais desigual do mundo obviamente que mobiliza contra si os poderes que produziram essa situação. Alguém já se perguntou por que o Brasil é tão mais desigual que qualquer outro país em estágio similar de desenvolvimento?
A concentração de renda brasileira é digna de qualquer republiqueta bananeira. Aliás, os países que se ombreiam conosco em injustiça social são só os países mais miseráveis e sem importância política da África e da América Latina. Ou seja: nenhum país com tanta riqueza e tecnologia quanto o nosso tem desigualdade sequer parecida.
A equação que construiu esse fenômeno desde a Proclamação da República se sustenta no uso de meios de comunicação de massa para produzir realidades virtuais e para calar quem disser o que não interessa aos beneficiários da injustiça social, aqueles que a mídia diz que não existem, que são invenção dos que querem “luta de classes”.
Eis porque o PT se tornou “inviável” para a elite que concentra renda e que é dona das maiores fortunas e dos mais importantes grupos de mídia.
Distribuição de renda? Ora, para dar a alguém há que tirar de alguém, por isso se diz distribuição, ou redistribuição. Desenhando: a quantidade de dinheiro que existe no país é uma só. Não dá para criar riqueza e dar só para quem tem pouco, tem que tirar de quem tem muito ou de quem tem mais ou menos e dar a quem não tem. É assim que funciona.
O mais engraçado de tudo isso é que os que têm muito sempre acabam empurrando uma conta desse tipo para quem tem mais ou menos, ou seja, para a classe média, que, no entanto, adota o discurso daquele que lhe empurra a conta. E achando-se muito inteligente por isso…
Enfim, digressões à parte, é assim que a banda toca. Se não houver uma reação já, o script é esse.
O tom arrogante dos mercenários da grande mídia se deve à certeza de que está tudo dominado: seus patrões, além de dinheiro, têm como chantagear qualquer poder da República com campanhas de difamação como as que se abateram sobre Tóffoli, Lewandowski, Lula etc.
É nesse contexto que se olha para a única pessoa que tem hoje poder para enfrentar tudo isso: Dilma Vana Rousseff. Porque mídia e oposição demo-tucana detêm o poder máximo do Judiciário graças a Lula e ela terem nomeado procuradores-gerais e ministros do Supremo de olhos fechados, acolhendo indicações da Justiça e do Ministério Público.
Lula chegou ao poder crente em que teria que agir de forma “republicana” na indicação daqueles que são os únicos que podem inclusive processar presidentes, condená-los e até destituí-los do cargo. Deu nisso aí.
O homem que agora está nas mãos de um procurador-geral da República que já se mostrou seu adversário político nomeou sempre aquele novo procurador-geral que o Ministério Público Federal indicava enquanto que os presidentes e governadores tucanos nomeavam e nomeiam procuradores-gerais afinados consigo politicamente.
Inocência? Sim, com absolta certeza. Lula foi inocente. Mas Dilma está sendo ainda mais. Começou seu governo achando que poderia se entender com a mídia sem entender que ela não passa de braço político de um setor da sociedade, o setor mais rico. Ponto.
Dilma também despertou? Alguns dirão que suas respostas aos insultos de Fernando Henrique Cardoso e de Joaquim Barbosa e a nomeação rápida do novo ministro do STF constituem sinais de que já entendeu o que está acontecendo. A preocupação, porém, é a seguinte: quem caiu naquele conto talvez ainda não tenha percebido que é o alvo final disso tudo.

Mensalão é o Abilio Diniz de 1989

Barbosa condenará Dirceu na véspera da eleição e só depois se saberá que ele foi absolvido.


O timing do julgamento do mensalão, combinado entre o mervalismo pigânico (*) e o Supremo, in tandem, fará com que o Ministro relator – clique aqui para ler as considerações de Mauricio Dias sobre o Ministro Joaquim Barbosa – peça a condenação de José Dirceu na véspera da eleição.

Ali Kamel e Silvia Faria, de sentinela, divulgarão a notícia a tempo de alertar todos os eleitores sobre a degola de Lula e Dilma (já que a condenação de Dirceu isso significa).

É perfeito !

Julgar o mensalão a tempo de tirar votos do PT !

Exatamente como combinado !

(Sobre realizar um julgamento dessa natureza dentro de uma eleição, não deixe de ler artigo sensato de Marcos Coimbra, que mostra que o Supremo já teve mais recato.)

Mesmo que, depois, os outros Ministros se curvem à realidade do suposto “domínio do fato”: nem provas testemunhais há contra o Dirceu.

Mas, isso só se saberá depois, muito depois da eleição.

E o bem – derrotar o Lula e a Dilma – já estará feito – como sempre quis o mervalismo pigânico.

Depois, virá a inevitável absolvição do Dirceu.

Mas, o bem terá sido feito.

(Pena que o Ministro Peluso não tenha tido tempo de assistir da cadeira do Supremo ao enforcamento no jornal nacional.)

Depois, outros julgamentos virão – mensalão tucano, Privataria, Castelo de Areia, Satiagraha – e nenhuma , absolutamente nenhuma das inovações do Supremo para condenar o Dirceu – clique aqui para ler sobre o que pensa disso o professor Wanderley -  sobreviverá para pegar um tucano.

Tucano que é tucano é inimputável, como o Cerra.

Clique aqui para ver que o Vasco chamou o ansioso blogueiro de otário – o ansioso blogueiro e você, amigo navegante.

Logo, o mensalão, o Supremo e o mervalismo pigânico terão conseguido o que queriam.

Fazer com que o voto de Barbosa sobre Dirceu seja o Abilio Diniz de 2012.

O Conversa Afiada, por sugestão de arguta amiga navegante baiana, rememora a libertação de Abilio Diniz na véspera da eleição em que Color derrotou Lula, em 1989.

Foi exatamente aí, enquanto o eleitor ia para a cabine, que o PiG espalhou que um sequestrador foi preso com a camisa do PT.

Quem foi mesmo quem disse que História se repete, mas como farsa ?

Esse deveria saber das coisas:

Em 1989, sequestro de Abílio Diniz foi relacionado ao PT e desmentido logo após eleições, mostra pesquisa



Por: Redação da Rede Brasil Atual

Investigação apontou que não houve envolvimento do Partido dos Trabalhadores no sequestro de Diniz. Envolvidos acusaram polícia de obrigá-los a vestir camisa da campanha de Lula .

São Paulo – A cobertura da mídia sobre o sequestro do empresário Abílio Diniz, executivo do grupo Pão de Açúcar, em 1989, foi decisiva para o resultado do segundo turno das eleições, em que concorriam Fernando Collor de Mello (PRN) e Luís Inácio Lula da Silva (PT). A conclusão é da professora de comunicação Diana Paula de Souza que realizou a pesquisa “Jornalismo e narrativa: uma análise discursiva da construção de personagens jornalísticos no sequestro de Abíolio Diniz e suas repercussões políticas”.

Jornais da época suscitavam envolvimento do PT na ação, usando fontes da polícia. Após a vitória de Collor, as acusações foram desmentidas. O estudo analisou os jornais O Globo, Jornal do Brasil (JB) e Folha de S. Paulo, de 17 a 20 de dezembro de 1989.

O sequestro de Diniz aconteceu em 11 de dezembro de 1989, por integrantes do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR), mas só foi revelado após a libertação do executivo, no dia 16 de dezembro, véspera do segundo turno da primeira eleição direta no Brasil, pós-ditadura, no dia 17.

Segundo a pesquisadora, no dia 17 de dezembro começaram os “relatos jornalísticos sobre material de propaganda política do PT que teria sido encontrado junto com os sequestradores”. E logo no início das investigações “percebe-se um esforço dos veículos para estabelecer uma conexão entre o sequestro e o então candidato à Presidência da República, Luís Inácio Lula da Silva”, como no trecho de O Globo do dia 18 de dezembro. “Tuma assegurou que os terroristas integram duas organizações de extrema esquerda no Chile – Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR) e Organização de Resistência Armada (Ora) e que em poder dos que foram presos foi apreendido material de propaganda política do PT”.

Diana descreve que apesar da aparente objetividade do jornal, que atribui as informações a uma fonte principal, Romeu Tuma, há uma associação entre terrorismo, movimentos de esquerda e o Partido dos Trabalhadores.  “A publicação faz uma ligação sutil do PT com o MIR e o ORA, já que se refere aos três organismo na mesma frase, sugerindo que o PT teria ligação com as organizações guerrilheiras”. Os jornais citam também que camisetas e faixas do PT teriam sido encontradas com os sequestradores, mas que isso não seria indício de envolvimento do PT com o sequestro. 

Por outro lado, Diana cita que Fernando Collor de Mello, concorrente de Lula no segundo turno, “teve o apoio de Roberto Marinho, dono das Organizações Globo, o que se refletiu no jornalismo praticado pelos veículos de comunicação do grupo”. “O exemplo clássico foi a edição do Jornal Nacional que se seguiu ao último debate entre os dois candidatos, realizado no dia 14 de dezembro de 1989″, descreve a pesquisa.

O estudo também reproduz um trecho do JB que de forma semelhante a O Globo destaca uma possível ligação do MIR com o PT. “Além da casa da Rua Ilashiro Miazaki, a polícia informou ter invadido um apartamento nas proximidades (Rua Charles Darwin), onde morariam os sequestradores que já estavam presos, e lá teria encontrado panfletos do MIR, propaganda eleitoral da campanha de Luís Inácio Lula da Silva, agendas com telefones de dois líderes petistas, o vice-prefeito paulistano Luiz Eduardo Greenhalgh e o vereador Eduardo Suplicy, presidente da Câmara Municipal, e de Airton Soares, do PDT. Foi encontrada também, segundo a polícia, uma barraca com ventilação no teto, que teria sido usada no sequestro do publicitário Luiz Sales, libertado no início de outubro após pagamento de um resgate de US$ 2,5 milhões. Ainda no final da tarde, o ministro da Justiça, Saulo Ramos, que acompanhava o caso através de telefonemas a cada 10 minutos, afirmou não ter nenhuma informação sobre a agenda”.

Cobertura foi decisiva

Mario Sérgio Conti, em seu livro Notícias do Planalto: a imprensa e Fernando Collor, afirma que a eleição foi decidida na última semana, momento “em que a imprensa esteve envolvida nos fatos principais”. Para Conti, o sequestro de Diniz está entre os fatores que podem ter contribuído para a eleição de Collor e derrota de Lula.

O autor, uma das fontes de Diana, narra que  “na manhã de domingo, o dia da eleição, O Estado de S. Paulo noticiou na primeira página que ‘um padre da zona sul, simpatizante do PT, foi avalista da casa alugada pelos sequestradores’. Fleury deu uma entrevista ao jornal dizendo ter sido encontrado material de propaganda petista numa casa alugada pelos sequestradores. O Estadão transcreveu declarações de Saulo Ramos e Romeu Tuma negando que houvesse qualquer evidência de que os criminosos fossem ligados ao PT. Saulo Ramos levantou a hipótese de que os bandidos espalharam material de propaganda petista na casa para que, se fossem presos, se beneficiassem das penas mais brandas que a lei estabelecia para os crimes com motivação política. Uma das reportagens de O Estado relato que Alcides Diniz, irmão do sequestrado, sustentava que o PT participara do sequestro. Mas a reportagem não esclarecia que Aldes Diniz era amigo de Leopoldo Collor e se engajara na campanha do candidato do PRN. A principal manchete do jornal O Rio Branco, do Acre, foi ‘PT sequestra Abílio Diniz’”.

Defesa

A análise da pesquisadora aponta que Lula só se defendeu da suposta conexão que os jornais faziam entre o PT e o sequestro numa pequena “retranca ao pé da página, espremida por um bloco de anúncios publicitários. O título é: “Lula teme ‘maracutaia’”, explica a especialista.

O trecho de O Globo em que o então candidato petista se manifesta sobre o assunto sugere que “Lula não deu importância ao sequestro, já que estava em um jogo de futebol”. “A ênfase nos termos populares utilizados por ele parece querer desqualificar o candidato para o cargo que pretendia ocupar”, analisa a autora.

Desmentido

Os desmentidos sobre a ligação do sequestro de Diniz com o PT “se tornam mais enfáticos a partir do dia 19 de dezembro de 1989, quando o resultado das eleições já era sabido”, cita Diana.

Conti descreve que “as investigações posteriores provaram que nenhum militante do PT estivera envolvido no sequestro de Abílio Diniz, realizado por aventureiros ligados a grupos esquerdistas da América Central. Os sequestradores disseram em juízo que policiais civis os torturaram e, antes de os apresentarem à imprensa, os forçaram a vestir camisetas do PT. A Polícia Civil estava sob o comando do secretário da Segurança, Luiz Antônio Fleury Filho. A vítima, Abílio Diniz, protestou contra a tortura de seus algozes. Quase um ano depjois, em outubro de 1990, o governador de São Paulo, Orestes Quércia, superior imediato de Fleury, disse numa entrevista ao Estado de S. Paulo que durante o sequestro ‘houve pressões no sentido de que se conduzissem as investigações para envolver o PT’”.

O JB chamou o atrelamento do PT ao drama do executivo de “trama policial”. “Segundo o jornal, os advogados dos sequestradores ‘denunciaram ontem que a polícia vestiu uma camiseta do candidato à Presidência da República pela Frente Brasil Popular, Luís Inácio Lula da Silva, em um deles e o fotografou, [...] a dois dias das eleições presidenciais”. A polícia negou a denúncia dos advogados de armação.

Em O Globo,do dia 19, o ministro da Justiça Saulo Ramos suscita que “os sequestradores podem ter usado a camiseta do PT como disfarce, aproveitando a eleição”.

No dia 20, O Globo sai com a manchete “Tuma: sequestro de Abílio não foi político”. Na matéria, Romeu Tuma, então Diretor Geral do Departamento de Polícia Federal, admite que a associação do sequestro com o PT pode ter prejudicado Lula no segundo turno das eleições. “Ele admite que a associação entre o sequestro e o PT possa ter prejudicado Lula. O próprio Delegado não viu as supostas camisetas e repudia qualquer ligação do caso com o PT. A informação partiu do secretário de Segurança de São Paulo, Antônio Fleury Filho, e acabou sendo contestado pelos próprios sequestradores [...] Eles afirmaram terem sido obrigados por policiais a vestirem as camisetas após serem presos”.

Também no dia 20, a Folha de S. Paulo publicou retranca “‘Sequestro pode ter prejudicado Lula’, que ‘São Paulo foi o único Estado onde Collor cresceu significativamente entre o sábado e o domingo’, segundo pesquisa de boca de urna realizada pelo Datafolha”.



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

domingo, 9 de setembro de 2012

Vídeo que acusa Dilma de mentir sobre contas de luz é uma farsa


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Após o anúncio bombástico feito pela presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira em pronunciamento nacional de rádio e televisão no sentido de que a partir de 2013 as contas de luz dos consumidores residenciais e comerciais cairão 16% e as das indústrias cairão 28%, uma farsa ridícula foi articulada e posta em vídeo que não para de circular na internet.
O vídeo farsesco usa comentário de um jornalista que atende pelo nome de Luiz Carlos Prates, que se notabilizou em 2011 por ter feito comentário em programa que mantinha na rede de televisão RBS, em Santa Catarina, que culpava o ex-presidente Lula pelos acidentes de carro por ter adotado políticas públicas que distribuíram renda e, assim, permitiram que “qualquer miserável que nunca leu um livro compre carro”.
Esse indivíduo, por conta dos protestos do público, foi demitido da RBS, mas acabou no SBT, onde continua produzindo seu lixo intelectual
Um blog de ultradireita desses que beiram a criminalidade usou o tal comentário desse demente correlato à questão energia elétrica a fim de produzir uma das farsas mais absurdas e burras que já se viu e que passo a relatar agora.
O tal blog acusa a presidente Dilma de mentir à população sobre a razão da medida que reduzirá as contas de luz. Diz que a redução anunciada se daria por conta de processo no Tribunal de Contas da União (TCU) que detectou erro de cálculo nos reajustes das tarifas de energia elétrica que, entre 2002 e 2009, surrupiou 7 bilhões de reais ao público.

Assista ao vídeo, abaixo, e depois leia o desmonte da farsa.


O processo no TCU é verdadeiro. Cogita-se, realmente, devolver ao distinto público o que pagou a mais na conta de luz. Todavia, é uma deslavada mentira que a redução de tarifas anunciada por Dilma tenha qualquer relação com esse caso.
Em primeiro lugar, não se chegou, ainda, a uma decisão sobre como ou se haverá devolução do que foi cobrado a mais.
Aliás, se a presidente da República tivesse realmente feito o que o tal blog acusa teria cometido crime de responsabilidade e ficaria passível até de impeachment. É insano dizer que ela mentiria a quase 200 milhões de brasileiros atribuindo às suas políticas públicas o que, na verdade, decorreria da devolução de valores cobrados a mais.
A mais breve reflexão sobre esse vídeo, o uso de um mínimo lógica, permite a quem tenha mais de meio neurônio sacar que se nem a oposição nem a grande mídia fizeram a acusação é porque ela não cabe.
Aliás, há que fazer uma digressão.
A oposição atacou até o que não podia no pronunciamento de Dilma da última sexta-feira e anunciou que irá à Justiça contra a presidente porque criticou o modelo anterior de privatizações que, segundo ela, “torrou patrimônio público”. Ora, o cargo de presidente é político e não se pode negar a um primeiro mandatário que tenha opinião política…
Chega a ser ridículo que o partido de José Serra, que em 2010, enquanto governador, pôs a companhia de saneamento básico que opera exclusivamente em São Paulo (Sabesp) para fazer publicidade no Acre e em tantas outras unidades da federação para difundir os feitos do então candidato a presidente, agora acuse Dilma de usar a máquina pública.
Voltando ao vídeo-farsa, por mais que seja ridículo sequer considerar sua premissa façamos uma “conta de português” para entender o engodo.
Veja, leitor, o que diz o site da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel):
O mercado de distribuição de energia elétrica do Brasil é atendido por 64 concessionárias, estatais ou privadas, de serviços públicos que abrangem todo o País.
As concessionárias estatais estão sob controle dos governos federal, estaduais e municipais. Em várias concessionárias privadas verifica-se a presença, em seus grupos de controle, de diversas empresas nacionais, norte-americanas, espanholas e portuguesas.
São atendidos cerca de 47 milhões de unidades consumidoras, das quais 85% são consumidores residenciais, em mais de 99% dos municípios brasileiros
Façamos, então, a mal-chamada “conta de português”:
1 – O Brasil tem 47 milhões de unidades consumidoras entre empresas e residências
2 – 85% disso (39,95 milhões de unidades consumidoras) são residências.
3 – Digamos que a conta de luz de uma residência com 3 pessoas custe ao redor de 100 reais mensais – a residência deste blogueiro, com três pessoas, gasta quase 200 reais.
4 – 39,95 milhões de residências a 100 reais por residência dá 3,9 bilhões de reais ao mês
5 – 3,9 bilhões de reais ao mês são 46,8 bilhões de reais ao ano
6 – Como a conta errada teria sido cobrada entre 2002 e 2009, há que multiplicar 46,8 bilhões de reais por 7 anos, o que dá 327, 6 bilhões de reais
7 – Os 7 bilhões de reais que o blog criminoso cita correspondem a 2,13% do que gastaram apenas as residências em 7 anos ou a 14,95% do que gastam em um ano.
Pois bem: juntando residências e indústrias (cujas contas são exponencialmente maiores), em questão de meses os descontos de 16% e 28% anunciados por Dilma devolveriam à sociedade o que lhe teria sido cobrado a mais na década passada. Depois de devolvidos os 7 bilhões, porém, os descontos continuariam. A menos que durassem poucos meses…
Como se vê, o desespero da direita com o bem-estar social e o progresso que o governo Dilma está gerando ao país chegou ao paroxismo. Os delírios autoritários que pretendem censurar a primeira mandatária ou a falta de decência dos que vendem farsas como essa comprovam o estado de desorientação dessa gente.

Pistoleiros do PIG poupam partido ficha-suja (PSDB) de críticas




Durante os últimos anos, a tal “lei da ficha limpa” – na visão deste blog, um erro na forma como foi concebida – serviu para muito reacionário se masturbar sonhando em condenar in limine a esquerda, pois esse tipo de paciente mental acredita na mídia quando criminaliza políticos progressistas e acoberta reacionários.
Eis que, no último sábado, o jornal Folha de São Paulo tratou de divulgar um dado que viria à tona de um jeito ou de outro: o PSDB é o campeão em políticos fichas-sujas. Ou seja: dos 317 políticos de diversos partidos barrados pela Justiça para disputar eleições neste ano, o PSDB é o que contribui mais para engrossar tal contingente.
Dos 317 políticos barrados, 17,66% (ou 56 pessoas) são do PSDB, 15,45% (ou 49 pessoas) são do PMDB e só 5,67% (ou 18 pessoas) são do PT.
Este blog teve a curiosidade de, no dia seguinte à notícia, ir conferir o jornal que a divulgou. Afinal, se o campeão de candidatos – ou pré-candidatos – fichas-sujas fosse o PT, o periódico estaria coalhado de colunas, artigos e cartas de leitores abordando a degenerescência moral do “petismo”, do “lulismo” ou, melhor ainda, do “lulo-petismo”.
Sabe o que se encontrou sobre o protagonismo ficha-suja dos tucanos, leitor? Nada. Até se entende a afasia do colunismo da Folha em tripudiar sobre o dado negativo para o partido a que serve, mas esperava-se que ao menos na coluna de leitores alguém apontasse a contradição insuperável entre o discurso tucano sobre “ética” e a prática.
Se a Folha quis demonstrar “isenção” divulgando um dado que viria a público de qualquer jeito, deveria ao menos ter disfarçado melhor e terminado o serviço permitindo que alguém comentasse a desmoralização das pretensas vestais da política brasileira contida na notícia sobre o ranking dos fichas-sujas.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Governo responde a “mensalão” com bem-estar social


Governo responde a “mensalão” com bem-estar social

 



A mega produção do julgamento do mensalão e a chuva de “más notícias” sobre a economia vêm dominando há meses o noticiário. A primeira atração pretende condenar criminalmente os oito anos do governo Lula e o Partido dos Trabalhadores inteiro; a segunda, pretende convencer os brasileiros de que a economia do país vai de mal a pior.
Por meses a fio, a oposição ao governo federal, como ocorre há quase uma década, recebeu o apoio dos maiores meios de comunicação do pais à sua estratégia descrita no parágrafo anterior, estratégia que sucedeu a pressão oposicionista-midiática por demissão de ministros e as marchas “contra a corrupção” que vigeram no ano passado.
Em 2011, chegou a ocorrer como que uma capitulação do governo Dilma Rousseff diante de uma nova modalidade de ataque oposicionista-midiático aparentemente diferente da guerra desencadeada contra o governo Lula, mas que, em essência, era igual.
Nesse novo modelo, a presidente foi preservada de ataques diretos e os alvos foram o governo Lula (do qual ela participou em destaque) e a montagem que fez de seu próprio governo, pois cada ministro demitido no ano passado foi nomeado por ela, sendo a tese da “faxina” mera tentativa de convencer a matreira presidente da República de que um ataque a beneficiária, o que revelou desprezo por sua inteligência.
Entre o fim do ano passado e o começo deste ano, Dilma pôs um fim à capitulação diante dos sucessivos ataques aos ministros, que, muitas vezes, perderam o cargo sem qualquer razão, como no caso do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, demitido sob acusações sem provas e posteriormente inocentado em todas as investigações.
Quando a artilharia chegou ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, possivelmente o ministro mais próximo de si, Dilma pôs o pé na porta e as pressões acabaram, ainda que tenham restado elucubrações sobre as quedas de ministros que ela teria permitido por ter desejado.
2012, porém, marcou a reação de um governo que já começava a enfraquecer de tanto ceder a pressões. Dilma iniciou o ano visivelmente decidida a mostrar que estava no controle e que seu governo tinha um plano. Ao esfriamento da economia, desde então vem atuando no sentido de aquecê-la e de aliviar a vida da população.
O primeiro grande lance foi colocar os bancos públicos para liderarem uma queda generalizada dos juros ao consumidor e às empresas. O ineditismo da medida na história recente do país pegou oposição e mídia de surpresa. Em um primeiro momento, esses agentes aliaram-se aos bancos contra a iniciativa do governo federal.
Não tardou para bancos, mídia e oposição entenderem o que se previu nesta página que ocorreria, que a presidente daria um salto em termos de popularidade, o que de fato ocorreu, fazendo com que alcançasse praticamente o mesmo patamar que Lula tinha ao deixar o governo. As críticas, diante do apoio popular, emudeceram.
A essas medidas contrárias aos interesses dos bancos – que a presidente foi à televisão anunciar assim como fez ontem – somaram-se outras de indiscutível apelo popular e, o que é melhor, à prova de acusações de “populismo”, pois não é moleza defender os setores da economia líderes de reclamações às entidades de defesa do consumidor.
Telefonia e planos de saúde também entraram na mira do governo, sendo penalizados com suspensão de captação de clientes e obrigados a apresentar planos de investimentos para resolver os problemas geradores de queixas.
Paralelamente à defesa decidida dos interesses dos consumidores, o governo apresentou um poderoso plano de investimentos em infraestrutura que chega à casa da centena de bilhões de reais, uma quantidade de recursos que pouquíssimos países têm condição de investir hoje, o que vai revelando a solidez da economia brasileira.
Na última quinta-feira, Dilma respondeu ao recrudescimento exponencial da artilharia oposicionista-midiática contra si e contra o PT, baseada, exclusivamente, em um moralismo tão hipócrita que viu lideranças de partidos envolvidos até o pescoço em escândalos de corrupção apontarem o dedo para o partido do governo.
À maior artilharia, a presidente usou uma bomba: anunciou redução de gastos do consumidor e das empresas com energia, começando pela energia elétrica. Não é brincadeira o que Dilma anunciou. 16% para residências e 28% para indústrias serão sentidos diretamente no bolso de todos.
É imprevisível o impacto que isso terá sobretudo no setor industrial, mas será grande. O consumo de energia é um dos grandes custos desse setor. A medida, inclusive, tornará os produtos brasileiros mais competitivos.
Reduzir o custo da energia nesse nível é medida ainda mais popular do que pôr bancos públicos para liderarem queda de juros. No caso dos juros, a redução é lenta e não atinge o público de forma homogênea, pois beneficia mais os menos endividados e mais ricos, que, certamente, estão tendo acesso às melhores taxas. No caso da conta de luz, o alcance é estrondoso.
E para quem, como eu, reclamou de revide político, no mesmo pronunciamento em que deu tal presente à população a presidente ainda atacou, de novo, aquele que tentou atingi-la atacando seu padrinho político. Ao criticar a “privatização” que era feita “no passado”, Dilma concluiu a resposta que acaba de dar ao ataque de Fernando Henrique Cardoso a Lula.
O lance da última quinta-feira explica a política brasileira no novo milênio. Uma oposição perdida, sem propostas, usa a mídia – ou por ela é usada – para oferecer à população moralismo de quinta, pessimismo e hipocrisia. E zero de propostas. A isso, Dilma responde com desenvolvimento e bem-estar social.
Em sua opinião, leitor, quem irá vencer esse embate?
—–
Assista, abaixo, ao pronunciamento da presidente Dilma na noite de quinta-feira (6.9)


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

7 DE SETEMBRO: CADA GOVERNO FAZ O SEU

Em setembro de 2002,  nos estertores do governo do PSDB, o risco-Brasil atingia 2.443 pontos. Medida de vulnerabilidade de uma economia --do ponto de vista dos credores--  cada 100 pontos  de risco equivale a 1% de taxa adicional de juro. A chance  de um calote brasileiro então  era tida como muito alta. Para quebrar as resistências ao  passar o chapéu o governo FHC  via-se  obrigado a pagar uma sobretaxa de quase 24,5% acima do juro vigente nos EUA. Numa operação externa esta semana, o Brasil pagou a menor sobretaxa de juro de sua história:1,1%. O oposto vivido no governo do PSDB reduz  a margem de soberania de um país a zero. A  independência política é ornamental. Canta-se o Hino, hasteia-se a bandeira. Entrega-se tudo o mais que dá sustento à palavra Nação. Sem o manejo endógeno das contas externas  é impensável fazer  política de desenvolvimento ou articular a defesa da industrialização. Menos ainda avançar na defesa da principal fronteira da soberania no século XXI: a justiça social. Delega-se o destino aos banqueiros. Em setembro de 2002, depois de 8 anos nas mãos do PSDB,  o Brasil era isso: um pangaré  faminto tratado no cabo de marmelo pelos mercados. (LEIA MAIS AQUI)

FHC: o Sete de Setembro é uma palhaçada !

“E a inveja é santa, porque ela corrói o invejoso por dentro …”

Na véspera do 7 de setembro, o Conversa Afiada considera recomendável republicar post que versa sobre o tema do orgulho que o FHC tem de ser brasileiro !

Não deixe de ler sobre a “fidelidade de Dilma a Lula e o FHC”.

7 de setembro é o dia da palhaçada para FHC

6/setembro/2009

Saiu na Folha (*), na primeira página,  duas semanas depois de a Carta Capital esgotar o assunto:

“Brasil vai fechar com a França maior contrato militar.”

“Acordo de cerca (?) de R$22,5 bilhões será assinado amanhã em Brasília por Lula e Nicolas Sarkozy (presidente da França).”

O acordo prevê a independência tecnológica – breve, vai ser tudo produzido aqui – e a construção de submarinos nucleares.

O acordo coloca em discussão se o Brasil deve ter a bomba atômica.

Para início de conversa (afiada), antes que o PiG (**) comece a endeusar o Ministro da Defesa, o tucano Nelson Jobim, aquele da babá eletrônica, aquele do grampo sem áudio. E o pai da urna eletrônica.

Foi o presidente Lula quem, desde o primeiro momento, decidiu fazer o super-acordo militar com a França.

Foi Lula quem decidiu não fazer com os Estados Unidos – a alternativa possível -, porque os Estados Unidos não entregam o ouro, não abrem a caixa preta da tecnologia.

O Jobim foi lá para não atrapalhar.

Vamos à “palhaçada”.

Numa entrevista à revista Piauí – aquela de banqueiros, por banqueiros, para banqueiros; aquela que trata o Daniel Dantas com especial deferência – em entrevista à revista Piauí, o Farol de Alexandria, também conhecido como Fernando Henrique Cardoso, disse que odiava as celebrações do Sete de Setembro, quando era Presidente.

Aquilo é uma palhaçada, disse ele.

A “palhaçada” de amanhã significa que o Brasil entrou no time nuclear.

Quando os militares brasileiros assistirem à cerimônia de assinatura do acordo com Sarkozy deveriam se lembrar do que Fernando Henrique disse do Sete de Setembro.

Se fosse o 14 Juillet ou Fourth of July ?

Amigo navegante, ele chamaria de “palhaçada“ ?

O Brasil tem a costa de 200 milhas para patrulhar.

Tem o pré-sal, que é do povo e ninguém tira (nem o FHC).
O Brasil tem a Amazônia.

E o Brasil já entrou no Primeiro Time.

Precisa de muitos submarinos nucleares.

Precisa de aviões-caça.

E provavelmente da bomba.

E isso não é uma palhaçada.

Imagine, amigo navegante, quantos dedos o Farol de Alexandria daria para estar no lugar de Lula, amanhã, ao lado do Presidente francês e assinar esse acordo memorável ?

FHC estaria com aquele “sorriso de aeromoça” (como definiu o ACM) a falar francês com o Sarkozy.

Ele deve estar trancado no apartamento da rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, a morrer de inveja.

E a inveja é santa, porque ela corrói o invejoso por dentro …

Palhaçada é como um convescote de tucanos de São Paulo cantou recentemente o Hino Nacional.

Veja o que sugeriu o amigo navegante Pedro Bicalho:

“Hino nacional na versão da Paulicéia Desvairada…”

Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

A 30 dias da eleição, paulistano não sabe em quem votar




Durante os últimos nove dias, este blog promoveu uma “pesquisa de opinião” própria a fim de apurar, não a intenção de voto do eleitorado da cidade de São Paulo, mas sua visão geral sobre política e democracia e seu estado de espírito relativo à eleição do próximo prefeito.
O critério fundamental da pesquisa foi o de entrevistar pessoas sem posições políticas arraigadas e que dão pouca importância ao assunto. Tal critério teve origem no senso comum de que esse é o perfil da maioria esmagadora do eleitorado brasileiro.
Importante: é evidente que a iniciativa não tem fundamentação científica, servindo, apenas, para revelar uma postura diante da política facilmente observável no eleitorado paulistano.
A “pesquisa” obedeceu a critérios de classe social, faixa etária, nível de instrução e zona (Norte, Sul, Leste ou Oeste) da cidade. Não foi apresentada uma lista de candidatos – as menções foram espontâneas.
Dezenove pessoas foram entrevistadas. Desse universo, quatro eleitores declararam voto em Celso Russomano, um em Fernando Haddad e três em José Serra.  Os outros onze declararam não saber em quem votar.
Todos os entrevistados que conseguiram citar ao menos um candidato admitiram a possibilidade de mudar de voto ou de anulá-lo e afirmaram que deixarão a decisão final para os últimos dias da campanha eleitoral por não terem tido “tempo” de avaliar “propostas”.
Do universo pesquisado, doze pessoas assistiram a pelo menos um programa eleitoral dos três candidatos a prefeito mais bem colocados e nenhuma assistiu a programas dos candidatos a vereador.
Dos eleitores que disseram que vão votar em Serra, só um se lembrou de sua relação com o prefeito Gilberto Kassab. Do universo pesquisado, sete pessoas se lembraram dessa relação.
Nenhum entrevistado se disse satisfeito com o prefeito de São Paulo. Todos disseram que a cidade está cada dia pior.
Todos os entrevistados afirmaram que o partido não importa porque o novo prefeito fará alianças. Doze entrevistados disseram que é melhor votar em candidato a prefeito de um partido e em vereadores de outro partido para não dar “muito poder” ao governante.
Todos repudiaram “os políticos” e afirmaram que “nada vai mudar”, seja qual for o eleito. Todos manifestaram desejo de mudar da capital paulista. Todos gostariam de aproveitar a eleição para viajar, mas apenas três declararam ter condições de fazê-lo.

SERRA DESPENCA; A 'FOLHA' SE ATIRA JUNTO

*Patruns Ananias sobe 7 pontos em cinco dias na disputa em BH, após comício de Lula (Ibope)

Um dia depois da resposta humilhante de Dilma a FHC, que acusara Lula de lhe ter deixado uma herança pesada', a 'Folha' tentou mais uma vez indispor a Presidenta e seu antecessor. Matéria do jornal desta 4ª feira, com feitio de encomenda para amenizar o revés sofrido por FHC e o despenhadeiro eleitoral vivido por Serra, afirma que Lula e governadores reuniram-se durante a Rio+20, quando teria sido discutida a sua candidatura em 2014. A assessoria de Lula emitiu nota em que afirma que a Folha mente ao inventar um encontro que nunca houve e uma agenda que ele não cogita. Como disse premonitoriamente o professor Venício de Lima em coluna postada em Carta Maior  no dia 04-09: "O Brasil talvez seja hoje o único país do mundo onde a oposição sistemática da grande mídia se dirige não à presidente em exercício, mas a um ex-presidente da República". Nesta 4ª feira Dilma deu o troco novamente: veio a SP almoçar com Lula e gravar apoio a Haddad. Ato contínuo Serra convocou FHC para aparecer em seu programa. A julgar pelo prestígio do grão-tucano, será uma profícua miscigenação de impopularidades.


FHC grava para Cerra.
Bye-bye Cerra forever !

“A ideia de usar FHC na propaganda guarda relação com a tentativa de ampliar a inserção de Serra nas tradicionais áreas tucanas da cidade”


Saiu no Estadão:

FHC com Serra


Um integrante da campanha do candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra, procurou nesta semana o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para pedir que ele grave uma mensagem para o prefeiturável no horário eleitoral na TV. A ideia de usar FHC na propaganda guarda relação com a tentativa de ampliar a inserção de Serra nas tradicionais áreas tucanas da cidade, onde o candidato do PRB, Celso Russomanno, ganhou fôlego.

Obviamente, FHC se dispôs a gravar e, segundo interlocutores, disse estar à disposição da campanha para o que mais Serra precisar. O Estado apurou que o ex-presidente está gravando sua mensagem para a propaganda de Serra neste momento.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lula: a Folha mente

A Folha mente ao publicar, meses depois, que Lula teve uma reunião com governadores durante a Rio+20.


A Folha (*) sempre mentiu


O Conversa Afiada reproduz nota expedida pelo Instituto Lula:

Folha de S.Paulo mente ao publicar que Lula teve reunião com governadores durante a Rio+20



Ao contrário do que publicou hoje o jornal “Folha de S.Paulo”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve nenhuma reunião com governadores durante a Rio+20.

O ex-presidente esteve no Rio de Janeiro nos dias 20 e 21 de junho de 2012, partindo no dia 22 pela manhã. Na época, por recomendação médica após um exame de biópsia na laringe, ele foi orientado a poupar sua voz. A nota sobre isso pode ser lida aqui.

Durante o evento, Lula teve encontros com os presidentes da França e de Cuba. Assistiu à abertura da conferência na quarta-feira, dia 20, e participou, junto com a presidenta Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, de um jantar oferecido pela prefeitura do Rio de Janeiro para chefes de Estado africanos na quinta-feira, dia 21.

A agenda do ex-presidente na Rio+20 foi reduzida por razões médicas, mas nunca previu nenhuma reunião com governadores, como pode ser visto no comunicado do dia 15 de junho (clique aqui para ler).

As atividades do ex-presidente e das autoridades presentes na Rio+20 foram acompanhadas pela imprensa e amplamente noticiadas na época.

Por isso, a Folha de S.Paulo mente ao publicar, meses depois, que Lula teve uma reunião com governadores durante a Rio+20.


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Collor x Gurgel. Policarpo
é empregado de Cachoeira

Policarpo mantem com Cachoeira, segundo Collor, uma “relação laboral” há uma década.

Em pronunciamento no Senado Federal nesta terça-feira, o Senador Fernando Collor voltou a acusar três Procuradores da República – Léa de Oliveira, Daniel Salgado e Alexandre Camanho de Assis – de entregar, a mando de Roberto Tênue Gurgel, os inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo a dois jornalistas da Veja, Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel.

Os inquéritos corriam em segredo de Justiça.

(
Clique aqui para ler “a defesa de Dirceu contra o tênue Gurgel”.)

O encontro – segundo Collor – se deu por volta de meio dia, no edifício Meliá Brasil 21, perto da redação da Veja, o detrito de maré baixa.
Clique aqui para ler sobre as incongruências no depoimento da Procuradora.

Depois do encontro com os repórteres da Veja, Collor assegura que os três procuradores foram “prestar contas” a Gurgel.

No mesmo depoimento da tribuna do Senado – que o PiG (*) fez questão de ignorar -, Collor acusa o diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Junior, de ser empregado de Carlinhos Cachoeira.

Policarpo mantem com Cachoeira, segundo Collor, uma “relação laboral” há uma década.

A acusação de Collor se sustenta no testemunho do Juiz Alderico Santos, da 5ª Vara de Goiás, que mandou prender Carlinhos Cachoeira.

No dia 26 de julho, nas folhas 2 e 24 do depoimento do Juiz, Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos, ameaça publicar na Veja um dossiê contra o Juiz, elaborado por Policarpo.

Caso o Juiz não revogasse a prisão de Carlinhos.

Ali, segundo o Juiz, Andressa disse que o marido, Carlinhos Cachoeira, “tem como empregado o Policarpo Junior”.

Collor reproduz uma conversa entre Cachoeira e Policarpo, em 15 de agosto de 2011.

Policarpo pergunta: mas, está tudo certo ?

Cachoeira responde: foi dificílimo, mas, tá tudo OK. Tá ?

Então, maravilha !, responde Policarpo.

A conversa tratava dos vídeos ilegais com autoridades nos corredores do Hotel Nahoum, para incriminar o ex-chefe da Casa Civil,  José Dirceu.

Pouco depois, a Veja publicou reportagem de capa com os vídeos obtidos de forma criminosa.

Que “sigilo da fonte” é esse ?, pergunta-se Collor ?

Que “liberdade de imprensa” é essa ?

O escritório da Veja em BrasÍlia é “um escritÓrio de arapongagem”, acusa Collor.

Segue Collor: Robert(o) Civita, o dono da Veja, cumpre ordens de uma organização criminosa !

Por isso, insiste Collor, é preciso quebrar os sigilos dos Procuradores da República envolvidas na relação com a Veja.

E chamar Civita e Policarpo para depor à CPI.

Se, numa das democracias mais maduras do mundo – raciocina Collor -, o Reino Unido, jornalistas são presos por fazer escuta ilegal, e diretores de redação vão para cadeia – por que Civita e Policarpo, o Caneta, são blindados no Brasil ?

Collor revelou que chegaram à CPI mil megabytes de gravações em áudio e vídeo de Carlinhos Cachoeira.

Deve ser por isso, que hoje, a Folha (**), diz na primeira página que a CPI está com cheiro de pizza.

É porque a coisa já esteve melhor para o PiG (*), como diria o Galvão Bueno, depois que a Holanda empatou.
Clique aqui para ler a reportagem de Leandro Fortes na Carta Capital, em que mostra que os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – fizeram uma sugestão a Michel Temer  (e Miro Teixeira a segue à risca, na CPI) : quando ouvir falar em “Veja”, entenda “imprensa”; quando ouvir falar em “imprensa”, entenda “Globo”.

Terá sido por isso que
a TV Globo entrevistou a ex-mulher do Collor ?


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.






Datafolha pode estar “segurando” Haddad na “margem de erro”



Engana-se quem pensa que a investigação da Polícia Federal aberta em 2010 por determinação da Procuradoria Geral Eleitoral – e sob demanda da ONG Movimento dos Sem Mídia (MSM) – a fim de investigar possíveis fraudes em pesquisas eleitorais de Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi foi suficiente para pôr fim a manipulações.
Para quem não sabe do que se trata, explico: em 23 de abril de 2010, a ONG supracitada protocolou na Procuradoria Geral Eleitoral, em Brasília, representação contra os institutos de pesquisa em tela porque o Datafolha divergia dos outros institutos, que apontavam empate entre Dilma Rousseff e José Serra, e dava a este até 12 pontos percentuais de vantagem.
O Ibope também não retratava, ainda, o empate entre Dilma e Serra. Contudo, a diferença que dava a favor do tucano era muito menor, quase na margem de erro, retratando tendência que viria a se confirmar meses depois.
Dois anos atrás, quando surgiram divergências entre o Datafolha e outros institutos, a Folha de São Paulo passou a ataca-los dizendo que estariam “manipulando” os questionários de pesquisa de forma a favorecer Dilma. Por outro lado, a blogosfera dizia que o Datafolha era quem manipulava.



Diante disso, por iniciativa deste blogueiro – que preside a ONG Movimento dos Sem Mídia – foi protocolada uma representação à Procuradoria Geral Eleitoral pedindo que os quatro institutos fossem investigados, pois se acusavam mutuamente de fraude e, como se sabe, fraude em pesquisa eleitoral é crime e dá até cadeia.
Em 11 de maio de 2010, exatos 18 dias após a ONG MSM protocolar a representação, a Vice-Procuradora Geral Eleitoral do Ministério Publico Eleitoral Federal, Dra. Sandra Cureau, acolheu a representação.
A Procuradoria também determinou, em despacho, que fossem extraídas cópias da Representação Eleitoral do MSM e da lista de adesões dos cidadãos que a apoiaram, pois 1.954 leitores deste blog colocaram comentários no post que reproduziu  aquela Representação “assinando-a” virtualmente.
A PGE, então, acolheu a representação e remeteu os documentos à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, determinando abertura de Inquérito Policial a fim de “Apurar suposta prática de Crime Eleitoral de Realização e Divulgação de Pesquisa Eleitoral Fraudulenta”.
O processo junto à Procuradoria Geral Eleitoral – DF recebeu o número 4559.2010-33
A notícia, bombástica, chegou a ser veiculada em grandes portais como o IG, mas foi sumariamente escondida pela grande imprensa, sobretudo pela Folha de São Paulo, dona do Datafolha.
Abaixo, a matéria do IG (clique na imagem para ir à página original)

Exatos 11 dias depois de a representação ter sido acolhida pela Procuradoria (em 22 de maio de 2010) e de esta ter determinado abertura de inquérito na PF, sai a primeira pesquisa Datafolha feita após a denúncia do MSM. Abaixo, o resultado.

Os fatos confirmaram quem dizia a verdade, se o Datafolha ou os outros institutos. O Datafolha, claramente, estava “segurando” a disparada de Dilma que culminaria com sua vitória sobre o mesmo candidato que, como em 2010, na eleição deste ano também está se desidratando rapidamente com o início da campanha eleitoral.
Nesta quarta-feira, a Folha de São Paulo divulga uma pesquisa que aponta um cenário menos divergente do que outras sondagens vêm mostrando e, sobretudo, das pesquisas “tracking”, que monitoram para as campanhas dos candidatos, diariamente, as intenções de voto deles na corrida eleitoral.
Na nova sondagem do Datafolha, Russomanno aparece na liderança isolada da disputa, com 35% das intenções de voto. O tucano José Serra continua em trajetória de queda, que começou no fim de junho, cai mais um ponto e agora tem 21%. Fernando Haddad sobe mais dois pontos e está com 16%.
Todavia, em outras sondagens Haddad subiu mais e já ultrapassou Serra numericamente. Nos trackings do PSDB e do PT Haddad aparece com 18% contra 16% de Serra e Russomano ainda tem 31%.
Claro que a pesquisa aprofundada de um grande instituto é mais confiável que o tracking, mas este vem detectando uma tendência forte e antecipando os resultados desses grandes institutos.
Apesar de os números do Datafolha serem bons para Haddad, a metodologia que este blog usou para detectar a aparente fraude em 2010 – que ainda está sendo investigada pela PF, ao menos oficialmente – insinua que esse instituto pode estar, mais uma vez, manipulando os números, agora se valendo da maior “margem de erro”, que é de 3% – em 2010, era de 2%.
A utilidade de o Datafolha “segurar” Haddad dentro da “margem de erro” é a de impedir que se crie em relação a ele o clima de “já ganhou” que se criou em torno de Russomano, mas que já amainou por conta do crescimento do candidato do PT.
Por ser prematuro falar em nova representação à Justiça Eleitoral ou em juntada de nova denúncia à investigação da PF oriunda de 2010, este blog recomenda ao PT – o único partido que pode estar sendo prejudicado, pois interessa à mídia tucana que, se Serra não ganhar, que ganhe Russomano – que encomende pesquisas a outros institutos urgentemente.
As pesquisas, neste momento da campanha eleitoral, influem fortemente na tendência do eleitorado. Sobretudo na percepção sobre quem vai ganhar. “Segurar” Haddad pode impedir ou retardar percepção do eleitor que o favoreça. E como falta só um mês para o primeiro turno, tempo vale ouro para os candidatos.

O "fracasso" de Lula ao escolher Haddad

 
 
Qual a diferença entre burocratas e inovadores? Os primeiros se baseiam em pesquisas para saber o que os consumidores querem. Os segundos se baseiam na intuição para saber o que os consumidores irão querer. Se medíocres, produzirão fracassos; se geniais, produzirão revoluções.
É diferença fundamental. Se deixar a bola com o consumidor, ele só poderá opinar sobre o que conhece, isto é, sobre o padrão antigo. Já os  inovadores intuem o novo, correm o risco de apresentar o que o consumidor ainda não conhece. Se não conhece, como saber se aceitará o novo?
Daí a dificuldade do chamado pensamento médio em captar o alcance dos grandes lances políticos, conforme se pode conferir nas análises prévias sobre o lançamento da candidatura Fernando Haddad por Lula.

A infalível bola de cristal das(dos) jornalistas do PIG


1. Dora Kramer.
"Lula achou que pudesse descartar impunemente a senadora Marta Suplicy, aproximar-se de Gilberto Kassab ao custo do constrangimento da militância e do discurso petista, anular uma prévia reconhecida como legal no Recife, pedir bênção a Paulo Maluf, direcionar a posição de um ministro do Supremo Tribunal Federal e administrar uma comissão de inquérito ao molde de seus interesses como se não houvesse amanhã."
"Lula não é o espetacular articulador que se imagina. Apenas tinha, e agora não tem mais, todos os instrumentos de poder nas mãos, os quais utilizou com ausência total de escrúpulos."
2. Eliane Cantanhêde.
"Além de ficar "feio", a foto é uma espécie de documento não só dos erros como das derrotas de Lula ultimamente. O nosso gênio da política tem levado vários tombos: o drible de Kassab, o gol contra no jogo com Maluf, a petulância de Marta e a lição pública de Luiza Erundina."
3. Merval Pereira.
A foto que incomodou Luiza Erundina e chocou o país, do ex-presidente Lula ao lado de Paulo Maluf para fechar um acordo político de apoio ao candidato petista à prefeitura paulistana (o nome dele pouco importa a essa altura), é simbólica de um momento muito especial da infalibilidade política de Lula.
" O choque causado por esse movimento radical pouco importará se a vitória vier em outubro. Mas se sobrevier uma derrota, a foto nos jardins da mansão daquele que não pode sair do país porque está na lista dos mais procurados pela Interpol será a marca da decadência política de Lula, que estará então encerrando um largo ciclo político em que foi considerado insuperável na estratégia eleitoral."
4. Mãe Dinah.
Opa! Desculpe.
5. A voz dos patrões.
"O que chama a atenção é a sua confiança nos superpoderes de que se acha detentor, graças aos quais, imagina, conseguirá dar a volta por cima na hora da verdade, elegendo Haddad e sufocando a memória da indecência a que se submeteu. Não parece passar por sua cabeça que um número talvez decisivo de eleitores possa preferir outros candidatos, não pelo confronto de méritos com o petista, mas por repulsa à genuflexão de seu patrono perante a figura que representa o que a política brasileira tem de pior."
Confirma, em primeiro lugar, o mau estado em que se encontram os tão proclamados instintos políticos do chefe petista. Seu senso de onipotência, alimentado pela criação vitoriosa de uma candidata quase desconhecida à sua própria sucessão, terá provavelmente feito com que desprezasse os riscos dessa excursão fotográfica.
* * *
E quando o futuro chega, e o candidato-cujo-nome-não-importa ultrapassa, nas intenções de voto, o supercandidato eterno de 43 milhões de votos, um mês antes da eleição...
"A propósito, o tracking diário feito pelo PT – ou seja, a pesquisa eleitoral telefônica da campanha – mostrou hoje,pela primeira vez, Fernando Haddad à frente de José Serra. Celso Russomanno continua inabalável na liderança. Aos números: Haddad, 18%; Serra, 16%; e Russomanno, 31%.
"Até quinta-feira, nova pesquisa do Datafolha comprovará ou não essa ultrapassagem – ainda dentro da margem de erro.
Por Lauro Jardim"
... bem, muda-se de opinião.
"Muita água ainda vai rolar na eleição e convém resistir ao "adivinhômetro", mas já há constatações. Uma é que o abraço em Paulo Maluf fez muito menos mal a Haddad do que a aliança com Gilberto Kassab está fazendo a Serra. Outra é que Haddad é muito forte tanto para ser prefeito quanto para ser uma volta por cima do PT."
 
O Escritor
No Advivo

Datafolha: Haddad tecnicamente empatado com Russomano, *Serra afunda*

A herança do neoliberalismo : 75 milhões de jovens estão desempregados no mundo** 200 milhões trabalham por menos de US$2 /dia**  12,7% é a média do desemprego nessa faixa; ela atinge 22, 6% na Europa (52% na Espanha e 54% na Grécia)**
Dilma afronta o PSDB pela 2ª vez em 48 horas: Brasil taxa importações de 100 itens para defender a indústria local do vale tudo dos 'livres mercados' . 

 
UM SETEMBRO QUE JÁ DURA 4 ANOS

A quebra do banco Lehamn Brothers completa 4 anos no próximo dia 15. A falência do 4º maior banco de investimento dos EUA rompeu o lacre das finanças desreguladas e desencadeou  uma ruptura global que persiste desde então. A longa deriva econômica mastigou e digeriu o que parecia ser um contraponto à crise: a vitória de Barack Obama em 2008. Personificação da esperança em meio ao vale tudo, o democrata que sairá da convenção iniciada nesta 3ª feira para disputar um novo mandato, tornou-se ele próprio um ponto dentro da curva. O mundo rico não terá em Obama o seu Roosevelt. O desmonte fabril norte-americano sonega-lhe o suporte social para abraçar algo que mesmo palidamente remeta ao New Deal, nos anos 30. FHC, Serra e outros zumbis políticos valem-se desse limbo histórico para reiterar agendas condenadas, mas ainda não substituídas no plano mundial.
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