Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Como se desmonta uma farsa de jaleco

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Está rodando na internet uma farsa apelativa.
O Dr. Rogério Augusto Perillo, que acha que as pessoas são burras, postou uma foto segurando um cartaz dizendo que “não faltam médicos” e denunciando ter sido demitido pelo prefeito da cidade de Trindade, próxima a Goiânia, “para dar lugar a um médico cubano”.
Com a repercussão nas redes, o prefeito teria “reconsiderado” a decisão e mandado readmitir Rogério.
Conversa.
Rogério é amigo e correligionário do prefeito da cidade, Jânio Darrot, do PSDB, com quem aparece sorridente na foto postada há 15 dias.
E, pelo sobrenome Perillo, você deve imaginar de quem ele é parente.
Claro, do governador Marconi Perillo, também do PSDB, aquele que escapou, sabe-se lá como, dos escândalo Demóstenes-Cachoeira.
Captura de tela 2013-08-27 às 13.22.48A página de Rogério Perillo noFacebook é um misto de carolice, antipetismo, anticomunismo e baixarias que me poupo de reproduzir.
Ele, aliás, tentou fazer uma inscrição no “Mais Médicos”para ajudar a “melar” o programa, dizendo que o sistema não aceitava o CPF.
Ele tem o direito de ser um idiota, ninguém lhe negará.
Como tem o direito de ser integrante do PSDB e apoiador da candidatura Aécio Neves.
Gosto, mesmo sendo duvidoso, não se discute.
Tem mesmo o direito de ser um mau caráter.
Mas ele não tem o direito de construir uma mentira na rede, para ser reproduzida por incautos, de boa fé, ou mesmo imbecis, de má-fé.
Não tem o direito de manipular para combater o direito de outros brasileiros, não tão “bem-nascidos” quanto ele.
Infeliz do povo que vai ser tratado com critérios éticos como o do Dr. Rogério.
Se Goiás é o curral dos Perillo, não é difícil saber como tratam o seu povo.
Por: Fernando Brito

EXCLUSIVO: 'OPERAÇÃO BOLÍVIA' NÃO FOI UM ACIDENTE

*Rede de Marina arrasta 25% de assinaturas podres.

*Obama articula para atacar a Síria: EUA quer bombardear Damasco independente do veredito da ONU sobre armas químicas. De Paris, Eduardo Febbro alerta para as sirenes da invasão.

O horror, o horror: falanges do jaleco branco vaiam médicos negros cubanos em Fortaleza e ecoam o grito de guerra do jornalismo conservador: 'escravos!' 

Escola cubana de medicina valoriza a ética, o exame clínico, a honradez e o internacionalismo. Conservadorismo argentário reage  entre indignado e estupefato.

E ainda: 'Mais Médicos: mídia repete Bush em Nova Orleans  (leia aqui)  



A fuga do senador boliviano que custou o cargo do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, não foi obra individual de
um destemido diplomada brasileiro, mas uma ação organizada pela direita com apoio de setores conservadores do Itamaraty, que mantêm estreitos laços em questões políticas e econômicas, como o boicote aos governos socialistas e a defesa intransigente do agronegócio. A avaliação é do deputado Cláudio Puty (PT-PA), que participou de uma missão oficial à Bolívia, em março, onde conheceu os três principais personagens envolvidos na trama: o então embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato, que patrocinou a aceitação brasileira ao pedido de asilo político do senador, o diplomata brasileiro Eduardo Sabóia, que afirma ter organizado sozinho a fuga do político, e o próprio senador oposicionista Roger Pinto, que viveu 545 dias na embaixada brasileira na Bolívia."Eles (Biato e Sabóia) falavam sobre a Bolívia, os bolivianos e o Evo com tanto preconceito que o jantar de recepção à nossa delegação terminou em bate-boca", recorda Putty, ressaltando a cumplicidade ideológica entre diplomatas e o senador.

MELLO A MARINA: “NÃO SE PODE ATROPELAR OS MEIOS”

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

COIMBRA: BLÁBLÁRINA NÃO CONSTRÓI PARTIDO NENHUM É o “personalismo pueril” que encanta quem quer detonar a Política – PHA


A ex-senadora se oferece como opção para quem acredita no personalismo pueril e nos estereótipos antipartidos arraigados


Um dos traços mais problemáticos de nossa cultura política reside no fato de a vasta maioria da população tender, nas escolhas eleitorais, a dar mais valor aos candidatos do que aos partidos.

Nas pesquisas, quando se pergunta ao eleitor o que ele leva em consideração na hora de definir seu voto, mais de 80% costumam responder: “A pessoa do candidato”. Menos de 10% apontam o partido.

Por mais extraordinário, o mais grave não são os números. Pior é vê-los como naturais. No Brasil, ninguém estranha o discurso da primazia da dimensão pessoal. Todos acreditam ser normal pensar assim. Não é. Ao contrário, é sintoma de subdesenvolvimento político. Nas democracias maduras, acontece o inverso. Nelas, não faz sentido achar secundário o partido ao qual pertence um candidato.

Dá para imaginar um eleitor norte-americano não interessado em saber se um candidato, especialmente ao cargo de presidente, é democrata ou republicano? Que prefere fantasiar a respeito de sua “pessoa”?

Atribuir importância decisiva a essa dimensão pessoal é pueril, para dizer o mínimo, até por ser impossível conhecer “no íntimo” os candidatos. Ou alguém se considera capaz de “conhecer” um candidato ou candidata depois de vê-lo ou vê-la de vez em quando na televisão? Como se sua imagem televisiva, construída por meio de alta tecnologia e altíssimos custos, fosse sua “essência”.

Quando o assunto é provocado em pesquisas qualitativas, vemos o esforço do eleitor comum para insistir na tese. Inventa a capacidade de enxergar a “verdade interior” dos candidatos, olhando-os “nos olhos”. Que “sente” quando pode confiar em alguém. Que consegue discernir as “pessoas de bem”.

E assim escolhe. Para que se preocupar com os partidos, se imagina possuir uma espécie de comunicação transcendental com os postulantes?

Essa ficção ingênua e despropositada tem raízes em nossa experiência. Não se mexe impunemente com a estrutura partidária de um país tantas vezes quanto aquelas ocorridas aqui. Sempre há sequelas. O que os militares fizeram em 1966 ao extinguir partidos que mal tinham 20 anos de vida e ao impor um bipartidarismo artificial, repercutiu em todos os acontecimentos da vida política depois da volta das eleições diretas.

Por termos criado tantos partidos e estabelecido uma legislação tão instável a seu respeito, é compreensível que muitos eleitores fiquem confusos e procurem se refugiar no personalismo como critério. Por mais infantil que seja a argumentação.

Agora, depois das manifestações de junho e sua ojeriza aos partidos, o personalismo encontra ambiente ainda mais propício. Aumentou em muito a proporção daqueles que partilham da velha ilusão de que a melhor maneira de escolher candidatos é procurar sua “alma”.

Como se as campanhas fossem uma espécie de concurso de Miss Brasil, os candidatos e candidatas desfilam diante dos eleitores, que definem seu preferido ou preferida pelas virtudes exibidas: quem tem “os mais belos sentimentos”, quem é o “mais sincero ou sincera”, o “mais humano ou humana”, o portador da biografia mais bonita, o que “emociona mais”.

Dos candidatos em campo, a grande beneficiária desse estado de coisas é Marina Silva, ainda mais por adotar uma estratégia política que reforça os estereótipos antipartido presentes em nossa cultura. Ela se oferece como opção para aqueles que acreditam na puerilidade personalista.  

Com sua Rede Sustentabilidade, a ex-senadora não constrói partido algum. Basta ver: quase sete meses depois de fundá-la, nem sequer conseguiu a metade das assinaturas necessárias para solicitar o registro da legenda na Justiça Eleitoral. E apesar de contar com milhares de simpatizantes na juventude de classe média, tão fácil de ser mobilizada. Talvez lhe falte empenho para resolver uma questão tão burocrática quanto institucionalizar o seu partido.

Para os conhecedores da política, isso não seria muito grave, pois Marina poderia se candidatar por outra agremiação. Quem sabe o PV? No fundo, ela e seus seguidores parecem estar apenas a escrever um novo capítulo na história dos partidos personalistas no Brasil. Ademar de Barros não criou o PSP para fazer carreira? Fernando Collor não lançou o PRN para ser candidato? E Enéas Carneiro, com seu Prona?

É a vez do partido da Marina. Para quem não acredita nas legendas políticas, trata-se de um prato cheio.

Nassif: Sem Serra, Marina é a única candidata paulista…

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Muito interessante o artigo que publica hoje o Luís Nassif, que entende muito mais da pauliceia do que este carioca empedernido aqui.
Depois de registrar que a entrevista de FHC defenestrando José Serra é apenas um sinal dado ao  capital e à mídia para que o abandonem – ele sai-se com uma definição que, apesar de parecer insólita – afinal, Marina Silva é acreana – é cheia de fundamento lógico.
Dos três pré-candidatos à presidência – Marina, Aécio e Campos -, Marina é a única candidatura paulista.
No jogo político, Marina é apenas o símbolo, com uma imagem bem concatenada com os novos tempos – de militância digital, dos símbolos ligados à natureza etc. Mas quem pensa por ela são grandes empresários, respeitados em seus negócios, refratários aos órgãos de classe e com posição crítica em relação ao Estado. Surgiram na militância em fins dos anos 80, através do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), contra o burocratismo da FIESP. Alguns deles tornaram-se grandes empresários, mas mantiveram a resistência aos órgãos de classe.
São Paulo – não os paulistas, claro, mas o poder econômico – vai exigir de Aécio Neves muito mais do que este aval de Fernando Henrique ou visitas à festas do peão de  boiadeiro.
E a primeira destas exigências é que se torne, rapidamente, um candidato viável eleitoralmente.
E isso, queiram ou não Aécio, Fernando Henrique, o empresariado paulista e a mídia, depende da atitude de José Serra.
Que, a esta hora, rumina o que fazer. No twitter, falou sobre a morte do goleiro Gylmar e seu mais  indomável áulico, Reinaldo Azevedo, limitou-se a um gemido triste, no sábado, dizendo que o PSDB repete os velhos erros de sempre e continua imbatível na arte de vencer o… PSDB!
Serra aceitará a desclassificação humilhante e desaparecerá no silêncio?
Ou vai lançar-se numa candidatura pelo minúsculo – em todos os sentidos – partido de Roberto Freire?
Faça isso ou não, dificilmente deixará de reagir à humilhação que lhe faz o ex-amigo FHC.
Serra sabe que tem cacife, senão para vencer, para derrotar Aécio, por tirar-lhe uma fatia importante de São Paulo. E, de quebra, tirar-lhe em outros estados, pela necessidade que criará ao mineiro de pendurar Fernando Henrique no pescoço.
Há um mês, o Tijolaço afirmou que Serra está disposto a morrer, mas matará antes.
E aí, de fato, Nassif está certo de afirmar que Marina será mesmo a candidata paulista.
Como o alagoano Fernando Collor o foi em 89.
Porque à direita importa menos quem está no poder do que quem não pode estar lá.
Por: Fernando Brito

VAMOS DIVULGAR ESSA VERGONHA!!!


As advogadas LETÍCIA MELLO, 37 anos, filha do ministro do STF Marco Aurélio Mello, e MARIANNA FUX, 32 anos, filha do ministro Luiz Fux, ambas sem pós graduação, foram indicadas para desembargadoras, equivalentes a juízas de segunda instânci...Ver mais
As advogadas LETÍCIA MELLO, 37 anos, filha do ministro do STF Marco Aurélio Mello, e MARIANNA FUX, 32 anos, filha do ministro Luiz Fux, ambas sem pós graduação, foram indicadas para desembargadoras, equivalentes a juízas de segunda instância. A indicação será confirmada por colegas dos pais. Marianna é indicada para o TJ do Rio, com salário de R$ 25,3 mil, carro oficial e equipe de assessores, e Letícia para o TRF (Tribunal Regional Federal), também do Rio. Segundo a reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", os pais, os outros ministros e o governador do Rio disseram que as duas são excelentes advogadas. Então, tá!.



MARINA PASSA O CARRO NA FRENTE DOS BOIS. TSE TOPA?

ELES REPETEM BUSH EM NOVA ORLEANS

 *Corrupção tucana: o depoimento do jornalista que fez a denúncia pioneira.

** Ouçam as sirenes: é a intervenção em marcha na Síria.

** Martin Luther King (1963): 'I have a dream'; Barak Obama (2013): 'I have a drone'.




Há oito anos, no dia 26 de agosto de 2005, o furacão Katrina chegou aos EUA. No dia 29 atingiria Nova Orleans. Desencadearia uma espiral de devastação que associou desabamentos, inundações, afogamento, fome, sede e saques. Pretos, pobres, velhos e crianças foram as principais vítimas do desastre que custou 1.800 vidas. O governo Bush demorou quatro dias para reagir. Uma semana após o ciclone, áreas continuavam isoladas; populações desassistidas. A popularidade do republicano  vergou sob o peso dos mortos. Não era uma guerra, não cabiam desculpas patrióticas. Novas Orleans deixou patente a inadequação social de um governo que se evocava um anexo dos mercados. Em meio ao desespero, Fidel Castro  ofereceu ajuda.  Cuba se propôs  a colocar 1.600 médicos experimentados em catástrofes para atuar em Nova Orleans. ‘Em 48 horas', prontificou-se o governo cubano. Bush ignorou. Fidel insistiu. Cuba providenciaria  todo o equipamento necessário e 36 toneladas de medicamentos. Silêncio. Há um ciclone de abandono e isolamento médico cujo vórtice atinge cerca de 3500 municípios brasileiros. A  exemplo de Bush, o conservadorismo local prefere ver a pobreza morrer doente a ter um médico cubano prestando assistência emergencial nas áreas mais  carentes do país. Se dependesse dos gásparis, elianes, tucanos e assemelhados o Katrina da carência médica continuaria a devastar o Brasil miserável, enquanto eles pontificam elevadas razões humanistas para recusar a ajuda emergencial de Cuba. (LEIA  MAIS AQUILeia também dois textos do dossiê ‘Cuba', do Instituto de Estudos Avançados da USP:  um oportuno panorama dos avanços da medicina na ilha; e os desafios de atualização do projeto socialista cubano)

Força eleitoral do Mais Médicos alarma mídia e oposição



Na tarde do último sábado, na sede do ministério da Saúde, em São Paulo, o titular da pasta, ministro Alexandre Padilha, deu entrevista a blogueiros a fim de rebater a onda de críticas ao programa que começou pelos setores mais estridentes da classe médica e logo ganhou a simpatia da oposição ao governo Dilma Rousseff e de boa parte da grande imprensa. Durante mais de três horas, Padilha respondeu aos blogueiros – entre eles, este que escreve – sobre todos os questionamentos, acusações e suposições alarmistas formulados por entidades de classe dos médicos e que estão sendo comprados, acriticamente, por boa parte da grande imprensa. Quem tiver paciência e tempo, pode assistir à entrevista no vídeo abaixo. A participação deste blogueiro e a resposta do ministro podem ser encontrados a partir de 2:14:29 no vídeo. Formulei uma questão sobre se haveria planejamento de políticas públicas que formem médicos em regiões e classes sociais que não têm esses profissionais e, também, que incutam nos estudantes de medicina uma visão mais humanista e menos comercial da profissão.

 

Durante a entrevista, comentei com o ministro o crescente apoio da sociedade ao programa expresso por pesquisa Datafolha feita em meados deste mês, que revelou que, então, esse apoio ao programa superava a rejeição, tendo atingido, naquela pesquisa, 54% dos entrevistados, enquanto que a rejeição despencou para 40%. A resposta de Padilha disse tudo sobre as expectativas do governo Dilma em relação ao Mais Médicos: – E o programa nem começou a funcionar… A resposta significa o seguinte: se a mera expectativa de implantação do programa Mais Médicos já conquistou a simpatia majoritária – e, segundo informações ainda não confirmadas, crescente na sociedade –, quando cidades ou bairros afastados que não têm médicos passarem a ter, o efeito positivo do programa na popularidade do governo e do próprio ministro da Saúde deverá ser muito maior. Note-se que a recuperação da popularidade de Dilma já vem sendo atribuída, em alguma medida, ao Mais Médicos. Sobretudo por conta da postura arrogante, elitista e insensível das entidades de classe dos médicos, da oposição e de setores da mídia, que não sabem mais o que inventar para convencer a sociedade de que o programa não é bom. O que ocorre é que as desculpas das entidades de classe, da mídia e da oposição para atacarem o Mais Médicos são para lá de esfarrapadas. Primeiro, começaram a dizer que os médicos cubanos não passavam de “curandeiros” e a justificarem com “falta de estrutura” para exercerem seu ofício nesses lugares o desinteresse dos médicos brasileiros em trabalharem em regiões empobrecidas e afastadas. Mas não colou. Estudos do ministério da Saúde recém-divulgados mostram que o número de equipamentos de saúde – a tal “estrutura” de que os médicos reclamam – aumentaram mais do que o número de médicos nos últimos cinco anos. E, o principal, que hospitais plenamente equipados sofrem com falta de especialistas. Abaixo, as principais especialidades em falta nas regiões ermas e empobrecidas do país. - Pediatria - Neurologia - Anestesiologia - Neurocirurgia - Clínica Médica - Radiologia - Cardiologia - Nefrologia - Psiquiatria - Ginecologia - Ortopedia - Cirurgia Geral Diante do enfraquecimento dessas teorias sobre preparo dos profissionais estrangeiros – sobretudo em relação aos cubanos –, por conta dos excelentes currículos deles e do nível de qualidade da Saúde em seus países de origem (Cuba tem indicadores de saúde melhores até do que os dos Estados Unidos) e com o desmonte da teoria sobre “falta de estrutura”, agora as desculpas corporativistas dos médicos e a gritaria da oposição midiática foram buscar uma outra tábua de salvação. Com o concurso de procurador do Ministério Público do Trabalho simpático à direita tucano-midiático-médica, esta passa a apelar para condições de “trabalho escravo” a que os médicos cubanos estarão sendo submetidos, já que não embolsarão diretamente os salários de cerca de 10 mil reais que receberão pela prestação de serviços no país. Os salários serão pagos ao governo cubano, que repassará aos médicos que enviou ao Brasil cerca de ¼ do valor. Contudo, para um cidadão cubano cerca de mil dólares de salário, com casa, comida e demais despesas pagas, é uma fortuna. Ganharão muito mais do que ganhariam em seu país e ninguém os imaginaria vivendo em condições de escravidão só por receberem um salário que poucos brasileiros ganham. Além disso, muitos dos médicos não-cubanos que estão chegando estavam desempregados em seus países, o que torna o exercício da profissão no Brasil muito mais compensador. Para enterrar de vez essa história, basta saber que o acordo entre Brasil e Cuba foi referendado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que chancelou esse tipo de acordo entre a ilha caribenha e 58 países que receberam médicos cubanos. Para quem não sabe o que é a OPAS, trata-se de organização especializada em saúde. Foi criada em 1902 e é a mais antiga agência internacional de saúde do mundo. É um organismo com um século de experiência, dedicado a melhorar as condições de saúde dos países das Américas. A OPAS/OMS também faz parte dos sistemas da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU). Não se imagina que uma organização como essa apoiasse “trabalho escravo”, pois não? Além de tudo que entidades médicas têm feito para desinformar a população que será beneficiada pelo Mais Médicos, agora elas dizem que “chamarão a polícia” para prender médicos cubanos que exercerem a profissão no país sem seu aval. A afirmação é ridícula e não tem amparo legal. Segundo Padilha, todas as medidas judiciais das entidades médicas vêm sendo sucessivamente derrotadas. As entidades terão que cumprir a Medida Provisória que criou o Mais Médicos e expedirem carteiras de identidade médica provisórias que permitam aos médicos estrangeiros trabalharem no país. Estão apenas fazendo jogo de cena, obviamente. As razões para toda essa oposição a uma medida cujos benefícios para a população carente são mais do que óbvios, portanto, dividem-se entre corporativistas e políticas. No caso da oposição corporativista ao Mais Médicos, o sentimento no Ministério da Saúde é de que se subdivide entre preconceito, orgulho e ganância. O preconceito é ideológico (sobretudo no caso cubano), racial e de classe social, pois os médicos brasileiros ou são de classe média alta ou são ricos mesmo, a despeito das exceções absolutamente minoritárias. O orgulho ferido dos médicos gritões se deve ao fato de que ficam mal na foto quando a sociedade se dá conta de que estão pouco se lixando para o povo brasileiro e, assim, só pensam em seus confortos pessoais apesar de a grande maioria das universidades nas quais se formaram serem públicas, de forma que estudaram de graça, às custas do dinheiro de todos. Já a ganância se deve ao fato de que com falta de médicos os ganhos daqueles que quiserem ir para essas regiões desprovidas, tornam-se exorbitantes. Os médicos gritões querem ter reserva de mercado nessas regiões, para uma eventualidade. Mas o foco do post é a razão política da mídia e da oposição para rejeitarem o programa mais médicos. Imagine você, leitor, o que acontecerá com a imagem do governo Dilma nesses cerca de 700 municípios pelos quais nenhum médico convocado pelo governo para ir trabalhar se interessou. Em alguns desses lugares, há quem já seja idoso e nunca se consultou com um médico… Além da imagem do governo Dilma, há um outro bônus para o PT que advirá do Mais médicos. Alexandre Padilha, há muito, vem sendo cogitado como candidato ao governo de São Paulo, ano que vem. Questionei o ministro ao fim da entrevista (em off) e ele rejeitou essa pretensão política, como é óbvio que faria. Contudo, o ganho de popularidade que irá auferir – sobretudo quando o programa começar a funcionar – o tornará um nome muito forte para a sucessão de Geraldo Alckmin e, assim, ele pode se ver “obrigado” a atender o “clamor das ruas”.

domingo, 25 de agosto de 2013

Bomba! Apartamento liga FHC à banqueiro do propinoduto

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Agora a Folha terá, mais que nunca, propor “dupla cautela” a seus repórteres. A informação de que o banqueiro do propinoduto, Edmundo Safdié, vendeu o apartamento que FHC possui em São Paulo, e por um preço abaixo do valor de mercado, pode não ser nenhuma prova conclusiva de crime, mas é de grande interesse público. E é suspeitíssima. Não sei o que Ali Kamel vai fazer para segurar essa bomba fora do Jornal Nacional. Se o apartamento fosse de Lula, a mídia estaria a essa hora contratando até carros de som para anunciar a notícia pelas ruas.
Banqueiro do propinoduto paulista vendeu apartamento a FHC
dom, 25/08/2013 – 12:26 – Atualizado em 25/08/2013 – 13:13
Por Luis Nassif, no Jornal GGN.
Jornal GGN – O dono do banco onde estava a conta “Marilia” – que abastecia o propinoduto da Siemens, no cartel dos trens de São Paulo – é a mesma pessoa que vendeu o apartamento adquirido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, logo que deixou a presidência. E é um veterano conselheiro de políticos. Trata-se do banqueiro Edmundo Safdié. Em 2006, tornou-se réu, acusado de lavagem de dinheito do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, incurso na Ação Pena Pública no. 2004.61.81.004588-1, que tramita em segredo de Justiça. http://www.jfsp.jus.br/20061031celsopitta/
A rigor, a compra do apartamento pode ser apenas coincidência. O apartamento adquirido – 450 m2 do Edifício Chopin, rua Rio de Janeiro, Higienópolis – fica a poucos metros do antigo apartamento de FHC, na rua Maranhão. Na época, FHC anunciou que pagara R$ 1,1 milhão pelo apartamento – valor considerado muito baixo por moradores do edifício. Mas também podia ser um agrado de Safdié, para se vangloriar de vender um imóvel para um ex-presidente.
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Em outras operações, Safdié foi mais controvertido. E a reincidência na lavagem de dinheiro – após o caso Pitta – pode explicar as últimas movimentações de Edmundo Safdié, vendendo seus ativos para outro banco.
A conta “Marília” estava no Leumi Private Bank da Suiça, antigo Multi Commercial Bank. Entre 1998 e 2002 – segundo documentos em poder da Polícia Federal – a conta movimentou 20 milhões de euros. Aslton e Siemens – as principais financiadores do esquema – compartilhavam a conta. Segundo revelou ao Estadão o ex-presidente da Siemens Adilson Primo, a movimentação era feita pela própria matriz da empresa. Fontes do Ministério Público Estadual informaram a IstoÉ que dessa conta saiu o dinheiro para o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) Robson Marinho e para os lobistas Arthur Teixeira e José Geraldo Villas Boas (leia aqui).
Nesse período, a instituição era controlada por Safdié, da tradição dos banqueiros libaneses-judeus que aportaram no Brasil no pós-Guerra e especializaram-se em administrar fortunas nos grandes mercados internacionais.
A saga dos Safdié
banqueiroEdmond Safdié foi um brilhante banqueiro que fundou o Banco Cidade em 1965 e, nos tempos do regime militar, mantinha estreitas relações com o general Golbery do Couto e Silva.
Em 1966 entrou no ramo de gestão de fortunas e administração de recursos no mercado internacional. Adquiriu em Genebra, Suiça o Multi Commercial Bank, mais tarde convertido em Banco Safdié. Em 1988 criou o Commercial Bank of New York. http://www.safdie.com.br/institucional/index.html
No final dos anos 90, a família decidiu concentrar-se em gestão de patrimônio, reorganizou as empresas e concentrou a gestão de patrimônio no banco suíço.
No final de 2012, Banco Safdié foi adquirido pelo Leumi, maior banco de Israel pelo critério de ativos. No Brasil, a família concentrou-se apenas na gestão de ativos depois que a crise de 2008 lançou desconfiança geral sobre gestores de ativos. Também podem ter contribuído para a reestruturação do grupo as ações internacionais contra lavagens de dinheiro, que expuseram Edmundo no caso Celso Pitta. http://www.leumiprivatebank.com/
O apartamento de FHC
Logo que saiu da presidência, Fernando Henrique Cardoso adquiriu de Edmundo Safdié o apartamento no 8o andar do edifícil Chopin, a poucos metros de seu apartamento anterior.
Na época, anunciou-se o preço de R$ 1,1 milhão. Embora anterior ao boom de imóveis em São Paulo, considerou-se que o preço estava subavaliado, para um imóvel de 450 metros quadrados.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR48918-6009,00.html
Por: Miguel do Rosário

sábado, 24 de agosto de 2013

O que é jornalismo corajoso.E o que é o jornalismo falsamente corajoso.



Ela defendeu corajosamente JB, aspas
Muitas vezes leio o seguinte comentário num texto de articulistas da grande mídia: “Como você foi corajoso!”
Quase sempre a alegada coragem é uma pancada no governo.
Pois então eu gostaria de discutir o que é coragem no jornalismo contemporâneo.
Bater no governo, em democracias, não traz risco nenhum. Portanto, não implica, também, bravura.
Uma coisa seria criticar Pinochet. Outra é criticar Dilma.
Muitos jornalistas construíram reputação de corajosos batendo em presidentes, ou ministros, sem risco nenhum.
“Você viu como Fulano bateu no Mantega? Que coragem!”
Há uma única situação de real coragem no jornalismo tal qual conhecemos hoje: criticar alguém de quem o dono goste. Ou elogiar alguém de quem ele não goste.
O resto é silêncio, como escreveu Shakespeare.
Faça o teste. Veja, por exemplo, se Jabor atacou algum amigo da Globo. Ou Merval. Ou Míriam Leitão. Ou tantos outros.
A esse alinhamento automático com os donos dei o nome, há algumas semanas, de verdadeiro “jornalismo chapa branca”.
É a independência mascarada.  E a liberdade de dizer sim aos patrões: os bravos colunistas são livres desde que reproduzam os interesses das corporações para as quais trabalham. A esse fenômeno Noam Chomsky deu o nome de “liberdade para dizer sim”.
Embora aqui e ali discordem, as grandes empresas jornalísticas têm interesses econômicos comuns, no geral.
Todas elas desejam a permanência de seus privilégios. Querem a reserva de mercado que condenam em outros setores, por exemplo.
Querem que o papel que utilizam continue isento de imposto. Querem uma legislação tributária frágil o bastante para que sonegar seja um ato banal e impune.
A Globo está no meio de um escândalo fiscal espetacular. Há, no caso, uma mistura de trapaça descarada e esperteza detectada.
Para não pagar imposto, como todos sabemos, a Globo tratou a compra dos direitos da Copa de 2002 como se fosse um investimento no exterior. Por muito menos que isso o presidente do Bayern de Munique está prestes a ser preso. E Berlusconi, na Itália, só escapa das grades por ser septuagenário.
Descoberto o golpe, a Globo foi multada. Em dinheiro de 2006, a empresa devia mais de 600 milhões de reais à Receita Federal.
Para coroar o episódio, uma funcionária da Receita foi presa por tentar fazer sumir a documentação do caso.
Se ela obtivesse sucesso, a Globo estaria livre de uma dívida superior a 600 milhões de reais.
Parece inacreditável, mas é verdade.
Que jornalista da grande mídia tratou do assunto? Descontemos a turma da Globo, por razões óbvias.
Mas e a Folha, com seu autoalardeado espírito combativo e rabo preso com ninguém?
Apenas para efeito de especulação, imaginenos que a News International, de Murdoch, fizesse algo parecido no Reino Unido.
As publicações de Murdoch talvez tentassem minimizar o caso, mas a concorrência disputaria avidamente cada furo sobre o assunto para estampar na manchete.
E a opinião pública estaria num estado de torrencial indignação, como quando se descobriu que um tabloide de Murdoch invadira o celular de uma garota de 13 anos sequestrada e morta.
São as virtudes da concorrência: eu me calo conforme minha conveniência, mas meu concorrente me investiga, e o interesse público é protegido.
O que ocorreu no Brasil no caso da Globo?
Num determinado momento, cheguei a falar, pelo Facebook, com o editor executivo da Folha, Sérgio Dávila. “Escuta, vocês não vão dar nada?”
A Folha deu uma matéria que pode ser classificada como miserável.
Depois, o assunto sumiu fo jornal, como se tivesse sido resolvido. Também Dávila sumiu: deixou de responder a minhas mensagens no Facebook.
Se algum colunista da Folha – Clóvis Rossi, Eliane Cantanhêde ou quem seja – tivesse tratado do assunto mereceria palmas pela coragem.
Mas todos eles sabem que não devem escrever aquilo que seus patrões não querem que seja escrito.
O que terá acontecido no caso da Folha, o leitor pode se perguntar. Trabalhei 25 anos em grandes corporações, e posso imaginar. Um telefonema trocado entre donos resolve tudo.
É possível que, com alguma delicadeza, alguém da Globo tenha lembrado alguém da Folha que a Globo poderia publicar histórias que a Folha não gostaria de ver publicadas.
Uma breve conversa telefônica e o interesse público desaparece sob o peso dos interesses privados.
Coragem, para retomar o tema deste texto, é sair da zona de conforto dos artigos que você sabe que seus patrões irão aplaudir.
Dias atrás, Míriam Leitão defendeu Joaquim Barbosa de um ataque – inusualmente corajoso, aliás – de Noblat. (Noblat é experiente o bastante para saber que mais um prova de independência dessas e sua vida na Globo fica dramaticamente ameaçada.)
Míriam sabia que os Marinhos ficariam felizes com sua defesa de JB. Logo, coragem só teria havido se ela reforçasse os pontos levantados por Noblat contra as grosserias de JB.
O que Míriam fez é um exemplo acabado  de “jornalismo chapa branca”. Mas, como numa ação de merchandising, o leitor pode ser enganado e achar que ela demonstrou grande coragem.
Em junho, Jabor fez uma ação memorável de jornalismo chapa branca. Atacou ferozmente os protestos, por dar como certo que os Marinhos eram contra.
Quando ele viu que não, voltou pateticamente atrás. Chapa branquíssima.
A internet ajudou a desmascarar o novo jornalismo chapa branca.
Com o crescimento das audiências na internet e a queda das audiências na mídia tradicional, em breve o jornalismo digital será forte o bastante para exigir esclarecimentos cabais como o caso de sonegação da Globo.
O interesse público agradecerá.
Paulo Nogueira
No DCM

Forbes publica texto ridicularizando coxinhas anti-Lula


Essa é daquelas para rir durante uns seis meses. A Forbes, revista dos ultra-bacanas, dos bebedores de champagnes de vinte mil dólares, dos jantares de trezentos mil euros, das amantes de três milhões de dólares, publicou um artigo ridicularizando os coxinhas que ainda acreditam que Lula é um bilionário.
Reproduzo abaixo texto do Renato Rovai, publicado em seu blog:
Revista Forbes: Lula e Lulinha não são bilionários e vice de Marina é o único político no ranking
Nesta sexta-feira, 23, a revista Forbes publicou um texto, assinado pelo colaborador Ricardo Geromel, que na sua apresentação “afirma que cobre bilionários e tudo relacionado ao Brasil”. Na nota, intitulada Is Lula, Brazil’s Former President, A Billionaire? (Lula, ex-presidente do Brasil, é um bilionário?), Geromel explica a metodologia da revista para elaborar o seu ranking de bilionários e aborda as insinuações de que Lula e seu filho, Lulinha, seriam bilionários.
“Depois de ter explicado a nossa metodologia, gostaria de destacar que, embora existam alguns bilionários que são políticos, Lula não é um deles. Caso contrário, ele teria, obviamente, que estar presente na lista anual da Forbes. Alguns exemplos de políticos que são bilionários: Sebastian Piñera, presidente do Chile, US$ 2,5 bilhões; e Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, US$ 27 bilhões”, escreveu Geromel.
“Depois de deixar o cargo de presidente do Brasil, Lula recebeu cerca de US $ 100.000 para um discurso de 50 minutos, da LG, em 2011. Ele também deu palestras para a Microsoft e para a Tetra Pak, e foi pago pelas maiores empresas de construção do Brasil, como a Odebrecht, para viajar por seis nações da África e dar palestras para os executivos locais. No entanto, não há evidência que sugere que Lula esteja perto de se tornar um bilionário”, esclarece o colaborador da Forbes. A assessoria o ex-presidente tem informado que parte desses recursos teriam sido destinados ao Instituto Lula e não a ele pessoa física.
Apesar dos insinuações que circulam em redes sociais de que Lulinha, filho de Lula, teria comprado um jato de US$ 50 milhões e que seria um dos donos do Grupo JBS-Friboi, o texto publicado pela Forbes afirma que nenhum dos rumores sobre a riqueza da família do ex-presidente são baseados em fatos reais.
Boatos que circulam nas redes sociais afirmam que Lulinha comprou um jato de US$ 50 milhões. Compra para bilionário não? Coisa que a Forbes afirma que o filho do ex-presidente não é
“O filho de Lula, Fábio Luis Lula da Silva, apelidado de Lulinha, não se tornou (ainda) um bilionário também. Recentemente, Lula negou publicamente os rumores de que Lulinha é dono de um jato de US$ 50 milhões e que é um dos donos do JBS, o maior produtor mundial de carne bovina, por venda, com capital de mercado em US$ 10 bilhões. Antes que seu pai fosse eleito presidente do Brasil, Lulinha trabalhou como estagiário em um zoológico. Em 2004, um ano após a primeira eleição de Lula, Lulinha lançou a Gamecorp, empresa que produziu conteúdo para TV e internet. Em 2005, a Gamecorp recebeu mais de US$ 2,3 milhões da Telemar, hoje conhecida como Oi. Mesmo que o próprio Lula tenha afirmado que seu filho era o “Ronaldinho do mundo dos negócios”, a Gamecorp não foi muito bem e suas perdas já somaram mais de US$ 4 milhões. Tem havido uma série de rumores sobre a riqueza da família de Lula, mas nada baseado em fatos reais”, diz o texto.
Geromel ainda enfatiza que o único brasileiro presente na lista de bilionários da Forbes que lida com política “em tempo integral” é Guilherme Leal, que fez fortuna com a Natura, famosa empresa do setor de cosméticos. Leal foi candidato pelo PV à vice-presidência da República em 2010. Entretanto, antes de oficializar sua candidatura se desligou da Natura.
Por fim, o colaborador da Forbes comenta sobre a ajuda que o governo brasileiro tem dado a bilionários através do BNDES, como o empresário Eike Batista, e afirma que dicas sobre novos bilionários, políticos ou não, são sempre bem-vindas.
Só para constar, Forbes é uma revista liberal dos EUA.
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O TIRO QUE ECOA HÁ 59 ANOS.


Dólar cai; Dilma sobe; cubanos chegam: BC dá tranco na especulação e a cotação da moeda americana recua 3% 

**no Ibope, aprovação ao governo Dilma salta de 31% para 38%, com esticão positivo de 11 pontos no Sudeste, berço do PSDB 

** Mais Médicos contrata 4 mil profissionais de Cuba que começam a chegar ao país neste fim de semana

** Índice de Confiança do Consumidor, da FGV, faz inflexão positiva e avança 4,4%  

** STF cumpre o enredo escrito pelo ressentimento conservador que imagina depurar  a derrota histórica para o PT encarcerando uma de suas maiores lideranças.


Há 59 anos, naquele  24 de agosto de 1954,  Getúlio Vargas cometeu o suicídio político mais inteligente da história. Consternado com a notícia que ecoava pelas rádios, o povo carioca perseguiu e escorraçou porta-vozes da oposição virulenta ao Presidente. A experiência da tragédia abalou o cimento da resignação cotidiana e a multidão elegeu seu alvo: cercou e depredou a sede da rádio Globo que saiu do ar. A escolha do desespero tinha alicerces na razão. O cacho de forças silenciadas na vitória esmagadora de  Vargas em 1950 preservara intacta a sua sonoridade junto à opinião pública. À medida  em que a incontinência dos decibéis superava o comedimento das formalidades e contaminava todo aparato conservador, o duelo tornava-se a cada dia mais desproporcional. Uma agenda latejante de suspeição,desafios e desrespeito ostensivo era apregoada diuturnamente. A pressão atingiria seu auge naqueles dias finais de agosto. Cinquenta e nove anos depois do tiro que sacudiu o país e impôs o recuo do golpismo, o volume asfixiante do coro conservador ainda pode ser ouvido e aquilatado. Entre um agosto e outro, algumas peças do paiol midiático permanecem. Outras se juntaram à tradição. Os personagens se renovam, mas o método se repete. O jogral da condenação sumária sentencia a mesma intolerância em  cada linha, título, nota, coluna, fotomontagens, capas, escaladas televisivas e radiofônicas. Troquem-se as letras que compõem o nome Vargas por ‘mensalão'. Ou Lula. Ou Dirceu. O preconceito beligerante que cerca um equipara-se ao que esmagou o outro. O rastro comum remete ao arsenal udenista da suspeição e da condenação sumárias, das togas avessas às provas; e das sentenças indiferentes aos autos. O conjunto  forma um fio de continuidade que atravessa a régua do tempo e conecta a luta progressista de 1954  a do Brasil de 2013. Hoje, mais uma vez, o país enfrenta uma transição de ciclo histórico. Ela opõe, de um lado, a esperança no passo seguinte de um desenvolvimento calcado na emancipação social de sua gente. E de outro, as forças e interesses que consideram intolerável sincronizar esse passo com o anseio por equidade e justiça, mas, sobretudo, por uma efetiva redistribuição do poder. (Leia também ‘A guerra das expectativas'. AQUI)