Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Governo desmente PiG (*), jn e Ipea



Numa reunião de rotina para tratar do Orçamento com a ministra do Planejamento Miriam Belchior, o ministro responsável pela reforma dos aeroportos, Wagner Bittencourt de Oliveira, da Secretaria de Aviação Civil, desmentiu o próprio Governo (o Ipea) e o serviço que o PiG (*) e o jornal nacional prestaram aos tucanos.

Clique aqui para ler: “Oposição e jn apostam no fracasso da Copa”.

Clique aqui para ler no blog Os Amigos do Presidente Lula “O PiG volta à casa e relança caos-aéreo com a oposição”.

Saiu no G1:

Ministro diz que obras em aeroportos estão ‘no cronograma adequado’


Estudo do Ipea informou que 9 dos 13 aeroportos não devem ficar prontos. Wagner Bittencourt disse ainda que governo estuda forma para acelerar obras.


Mariana Oliveira Do G1, em Brasília


O ministro Wagner Bittencourt de Oliveira, da Secretaria de Aviação Civil, afirmou nesta sexta-feira (15) que as obras em aeroportos para atender ao crescimento da demanda previsto com a Copa do Mundo estão no “cronograma adequado”, mas que mesmo assim o governo estuda maneira de acelerar as obras.


Estudo do Ipea divulgado na quinta (14) mostra que ao menos 9 dos 13 aeroportos brasileiros que estão em obras para a Copa de 2014 não devem estar prontos a tempo de receber o evento.


“Essa reunião foi de planejamento sobre o andamento das questões das obras do PAC, que acontece periodicamente, da qual participou o Ministro do Esporte, uma vez que existe relação entre obras do PAC e a Copa do Mundo. Discutimos estratégia para acelerar as obras dos aeroportos, para que a gente possa ter uma certa demanda equilibrada não só na Copa, mas para os próximos anos”, afirmou Bittencourt após reunião com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.


Segundo Bittencourt, “as obras estão andando no cronograma adequado para atender as necessidades da Copa”. Ele afirmou que não poderia antecipar quais medidas o governo pode tomar para acelerar as obras. Questionado sobre se a solução passa por convênio com a iniciativa privada, ele afirmou que pode ser uma “opção”.


(…)



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Alvaro Dias critica volta da inflação e defende demissão de Mantega




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Serra, enjaulado na lógica tucana


Clique aqui para ver o especial A hora da Comissão da Verdade
A coluna de estréia de José Serra no Estadão, esta semana, é a expressão bem escrita da ideologia esquizofrênica do tucanato, que combina vapores de saber acadêmico com o  oportunismo intrínseco dos mercados. Serra tece elogios copiosos ao desempenho econômico da China para contrapor ao que considera a marcha batida do Brasil rumo à periferia do mundo. Alinha observações corretas sobre características econômicas dos dois lados, que não necessariamente confirmam sua premissa. Ao mesmo tempo, na primeira parte do texto, faz duros reparos  ao poder estatal chinês, "fortemente repressivo quando necessário" e cujo " grau de discricionariedade da política econômica é altíssimo". O que também é verdade. O raciocínio político pré-concebido, porém, impede tucano de relacionar as duas partes do próprio artigo revelando uma clivagem lógica sugestiva do seu definhamento político. No final fica a impressão de que Serra quer para o Brasil um PIB chinês com legislação de paraíso fiscal. É tudo o que a FEBRABAN e a FIESP pedem ao Papai Noel há anos. Essa dificuldade de lidar com a História, com as forças da história, faz com que Serra seja descrito pelos próprios pares da Unicamp como um tecnocrata pretensioso, enjaulado numa cabeça política do tamanho de uma semente de mostarda.
(Carta Maior; 6º feira, 15/04/2011)

Por que o IPEA não consultou a INFRAERO sobre os aeroportos ?


Adicionar legenda

Como se sabe, unidos até que a morte os separe, o PiG (*), especialmente o jornal nacional, e o PSDB resolveram boicotar a Copa.

Imediatamente após devastadora reportagem do jornal nacional sobre o desmanche dos aeroportos brasileiros – a partir de um estudo do IPEA – veio um comercial do PSDB, com um jovem de sotaque nordestino, que não é do povão, para dizer que os aeroportaos são o novo “caosaéreo”.

(Eles querem que o pobre exploda, provavelmente até os pobres que o Nunca Dantes mandou ocupar os aeroportos e provocam tanta irritação no Jabor.)

Estranho nisso tudo, como observa o Stanley Burburinho, reparador de iniquidades, que o IPEA não tenha consultado a Infraero, responsável pelas obras em aeroportos.

Estranho, professor Pochmann.

Diz o Stanley :

Por que o Ipea não consultou a Infraero? Parece que estão levantando a bola para a oposição e cria e confundir a população. Veja abaixo os comentários da oposição.


“A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou ao G1 nesta quinta-feira (14)  que não participou das discussões técnicas sobre o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que aponta atraso nas obras de 9 dos 13 aeroportos brasileiros que estão sendo preparados para a Copa de 2014. Segundo o Ipea, os aeroportos não devem estar prontos a tempo de receber o evento.”


“Sobre o estudo em questão, a Infraero desconhece as bases técnicas utilizadas e não participou de qualquer discussão, de modo que não pode fazer qualquer tipo de avaliação a respeito”, informou a assessoria de imprensa da Infraero.”


“A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que não vai se pronunciar sobre o estudo Ipea.”


14/04/2011 12h27 – Atualizado em 14/04/2011 14h19


Infraero diz desconhecer base técnica de estudo do Ipea sobre aeroportos

Segundo instituto, obras de 9 aeroportos não estarão concluídas até 2014.

Oposição critica ‘péssima gestão’; governista diz que tema é ‘prioridade’.


Sandro Lima e Robson Bonin

Do G1, em Brasília


A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou ao G1 nesta quinta-feira (14)  que não participou das discussões técnicas sobre o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que aponta atraso nas obras de 9 dos 13 aeroportos brasileiros que estão sendo preparados para a Copa de 2014. Segundo o Ipea, os aeroportos não devem estar prontos a tempo de receber o evento.


“Sobre o estudo em questão, a Infraero desconhece as bases técnicas utilizadas e não participou de qualquer discussão, de modo que não pode fazer qualquer tipo de avaliação a respeito”, informou a assessoria de imprensa da Infraero.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que não vai se pronunciar sobre o estudo Ipea.


Oposição


O deputado ACM Neto (BA), líder do DEM na Câmara, afirmou que “o Brasil inteiro sabe que o principal gargalo da infra-estrutura são ao aeroportos. E o governo está mostrando sua incapacidade para enfrentar o problema. É um problema antigo, que já vem do governo Lula e permanece no governo Dilma”, disse. Segundo o deputado, a criação da Secretaria de Aviação Civil, com status de ministério, não vai resolver o problema.


“O governo tem uma péssima gestão nessa área. Desde o apagão aéreo, em 2007, nada de relevante foi feito para resolver o problema. Corremos o risco de passar um vexame mundial caso os aeroportos não estejam concluídos para a Copa do Mundo”, disse o deputado.


O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), afirmou que o Brasil deveria pedir desculpas à Fifa e desistir da Copa. “Diante dessa situação, seria melhor o Brasil pedir desculpas à Fifa e abrir mão de realizar a Copa do Mundo. A continuar nesse ritmo, obras de infraestrutura, aeroportos e estádios construídos com dinheiro público, seria melhor para o Brasil que devolvesse o projeto e pedisse à Fifa que escolhesse outro país.”


Líder do governo


O lider do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que os aeroportos serão “prioridade” e que as obras serão concluídas a tempo.


“O governo tem uma preocupação com os aeroportos e criou a Secretaria de Aviação Civil para resolver este problema. Os aeroportos serão prioridade. O governo vai correr para recuperar o tempo perdido”, afirmou.


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também comentou o estudo do Ipea. “Bom, eu acho que realmente o Brasil tem um grande problema pela frente, que é de infraestrutura, esse problema de infraestrutura é grave, e dentro da infraestrutura, o problema dos aeroportos. Quanto ao andamento das obras, detalhadamente, eu não sei”, afirmou.


Questionado se o problema poderia ser trazido para o Congresso, Sarney disse que “essa é uma ação do Executivo, tarefa diretamente ligada ao Executivo, o Congresso não pode ser executor de obras”.


http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/04/infraero-diz-desconhecer-base-tecnica-de-estudo-do-ipea-sobre-aeroportos.html

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Oposição e jn apostam no fracasso da Copa. Cadê a Ley de Medios ?


No Maracanã, tudo bem. Se o jn concordar
No jornal nacional de hoje (é caixa baixa, mesmo, revisor) há extensa reportagem sobre o fracasso da Copa no Brasil.

Trata de uma pesquisa do IPEA que localiza atraso em 10 dos 13 aeroportos de cidades que serão sede de jogos da Copa.

O IPEA é sério.

O jn, não.

Não ouve o “outro lado”, como diz a Folha (*), especialista em falsas equivalências, como diz o Paul Krugman.

A Infraero, responsável pelas obras não fala.

O Ministro dos Transportes não fala.

A agência designada para coordenar as obras da Copa não fala.

Só quem fala são o jn e o técnico do IPEA, que entende muito do que acontece hoje, mas não sabe avaliar o que vai acontecer na Copa.

O site Amigos do Presidente Lula revela que o programa do PSDB no horário eleitoral vai atacar o Governo com o atraso das obras nos aeroportos.

Essa é a batalha anunciada.

O PiG (**) e a Oposição (eles são como a corda e a caçamba) vão dizer que a Copa é um fracasso.

Não importa o que acontecer.

De futebol todo brasileiro entende.

É uma aposta alta.

Derrotar a Dilma em 2014 com finger de aeroporto é um desafio para quem quer que o pobre exploda.

Mas, é uma aposta que pode render frutos.

Com o apoio do PiG (**).

Como foi no “caosaéreo”, quando PiG (**) demonstrou que o Lula não ligou o transponder do Legacy e não puxou o freio do Airbus da TAM, em Congonhas.

A oposição não tem o que dizer.

Tem que apostar no fracasso.

No quanto pior, melhor.

É do jogo.

A JK de saias que bote a rapaziada para trabalhar.

Quem manda não ter uma Ley de Medios, para botar a Infraero e o Ministro dos Transportes para falar !
Clique aqui para ler “Parlamentares do PSOL defendem a Ley de Medios – e o PT ? E o PC do B? E o PSB ? Cadê a base do Governo ? Têm medo da Globo ?”
Em tempo: às 21h30 desta quinta-feira o PSDB deu sequência à reportagem do jornal nacional.  Um comercial de televisão, localizado num aeroporto, mostra um jovem a dizer que os aeroportos da Copa estão todos atrasados e ninguém faz nada. Casal 45 e partido 45, tudo a ver!




Paulo Henrique Amorim



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"O DIA QUE DUROU 21 ANOS"







FMI exige mais cortes aos países do BRIC (Brasil, Rúsia, Índia e China)





O FMI (Fundo Monetário Internacional) fez um novo "alerta" para os chamados países "emergentes", os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), exigindo que os países não gastem mais que o necessário e orientando novos gastos públicos.
Segundo o relatório divulgado pelo FMI, "as economias emergentes devem resistir à tentação de aproveitar os ventos favoráveis no curto prazo para aumentar os gastos e optar por reconstituir suas reservas fiscais" (BBC, 12/4/2011). O FMI quer conter os gastos para que estes países aumentem os fundos que eventualmente possam ser usados para socorrer capitalistas e especuladores da crise econômica.
O fundo diz que mesmo com um certo alívio nos déficits fiscais das economias destes países os gastos devem ser evitados, ou seja, deve-se gastar menos e cortar mais. Ressalta ainda o fato de que os países do BRIC estão em uma posição melhor devido ao grande volume de exportações de commodities e os elevados preços desta categoria de produtos e também pela grande entrada de investimentos estrangeiros no País. Esta situação pode ser rapidamente revertida criando bolhas financeiras que afundariam as economias destes países.
Na China e no Brasil, por exemplo, a vasta disponibilidade de crédito para empréstimo nos bancos provocou um verdadeiro "boom" no mercado imobiliário destes países e criou as condições para o surgimento de uma bolha financeira neste setor. Prevendo o desenvolvimento desta bolha, o governo chinês já reduziu a disponibilidade de crédito e implantou outras medidas para evitar o aumento do consumo. No Brasil, o Ministério da Fazenda está adotando medidas semelhantes para inibir os empréstimos e frear a corrida ao crédito imobiliário. Estas medidas estão na verdade contendo a produção nestes países e levando estas economias à estagnação.
Cortes nos gastos públicos
Uma das recomendações do FMI é diminuir os gastos públicos para diminuir o endividamento dos países de capitalismo atrasado que compõem o BRIC. Para realizar estes cortes a indicação do FMI é diminuir os gastos principalmente com aposentadoria e na área da saúde.
Este é o verdadeiro sentido desta política apresentada pelo FMI, deixar que a crise seja paga pelos mais pobres, por países como o Brasil e China que já possuem os mais baixos salários de todo o mundo e que possuem um dos piores serviços públicos do mundo. Resumidamente, o recado do FMI é a imediata implantação de planos de austeridade nestes países.

O que pode o PSDB oferecer à 'nova classe



Um passo sem outro 

Janio de Freitas, na Falha de S. Paulo
A estratégia proposta por Fernando Henrique é a radicalização explícita da trajetória do PSDB
O ensaio de Fernando Henrique Cardoso com uma proposta de estratégia para a oposição, e em particular para o PSDB, tem, no mínimo, dois méritos. É um passo entre os oposicionistas imobilizados em anos de estarrecimento e, na contramão do seu propósito, uma evidência da dificuldade da oposição para encontrar um rosto e uma saída. Tudo o mais é polêmico.

No que de fato interessa a um partido político, que é a conquista de eleitorado para abrir-lhe perspectivas de poder, a estratégia proposta por Fernando Henrique é a radicalização explícita da trajetória, praticada, mas não reconhecida, do PSDB na maior parte de sua existência.

Desistir da pretensão de conquistar as "organizações sociais" e o "povão", que Fernando Henrique considera indissociáveis do PT, e buscar a "nova classe média" é uma ideia já antiga no autor do ensaio e no seu partido.

Trata-se de buscar os recentes acréscimos feitos ao segmento social que foi a razão de ser, em termos sociais e políticos, do governo Fernando Henrique: a classe média.

Não quando do Plano Real, que deu a Presidência a Fernando Henrique, mas a partir de quando essa vitória se tornou governo. Ocasião em que o nome (Partido da) Social Democracia (Brasileira) tornou-se falacioso demais.

Tal orientação confirmou-se como a ideia básica do governo ao se tornar a maior dificuldade de José Serra na disputa com Lula, em 2002. Serra tanto precisava atrair o eleitorado "povão", já que a então classe média não lhe bastaria e Lula nela se infiltrava, quanto precisaria, para isso, criticar o alheamento do governo peessedebista às aspirações da grande massa eleitoral.

Não o fez, ficando como um candidato carente de sintonia com o múltiplo eleitorado não conservador.

A estratégia proposta por Fernando Henrique encontrou reações numerosas, inclusive no PSDB. Quem já pensa nas próximas eleições não pode concordar com restrição à caça de votos onde mais existem, mesmo que seja para pescaria modesta.

Mas digamos que a preliminar proposta se imponha. Então, toda concepção estratégica depende de táticas, que são o modo de efetivá-la. E que discurso pode a oposição dirigir à "nova classe média" e aos que estão nos umbrais dela?

Foi muito dito, com destaque para os comentaristas alinhados com o PSDB, que a "nova classe média" foi o fator decisivo para a vitória de Lula/Dilma. Ainda que relativizada, a conclusão traz o reconhecimento da adesão (até humanamente lógica) dos setores beneficiados à política do governo Lula. Continuada, neste capítulo, pelo governo Dilma.

O que teriam os oposicionistas a criticar em tal política, para os ouvidos beneficiados, e a propor para atraí-los? Ou, não sendo por aí, há de ser por outro caminho -qual?

A proposta de estratégia, por si só, não diminui o tamanho do abismo que a oposição precisa subir, vistos os seus resultados eleitorais.

Ainda existe, porém, um sentido adicional na proposta de dedicação exclusiva às classes médias (e, portanto, também à rica): sugere a identificação definitiva do PSDB com a velha UDN, expressão perfeita e inspiração permanente da classe média de seu tempo.





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Charge Online do Bessinha



O Maior de Todos diz que 'povão' é a razão de ser do Brasil

Lula critica fala de FHC e diz que 'povão' é a razão de ser do Brasil
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira, em Londres, o conselho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para esquecer o povão.

"Eu sinceramente não sei o que ele quis dizer. Nós já tivemos políticos que preferiam cheiro de cavalo que o povo. Agora tem um presidente que diz que precisa não ficar atrás do povão, esquecer o povão. Eu sinceramente não sei como é que alguém estuda tanto e depois quer esquecer do povão", disse Lula, após participar de um seminário da Telefônica para empresários e investidores em Londres.

"O povão é a razão de ser do Brasil, e dele fazem parte a classe média, a classe rica, os mais pobres. Todos são brasileiros", reiterou. "O povo brasileiro não aceita mais uma oposição vingativa, com ódio, negativista. O que o povo brasileiro quer é gente que pense com otimismo no Brasil, afinal de contas conquistamos um estágio de autoestima que já não podemos voltar atrás."
Lula foi o palestrante principal do seminário que a Telefônica fez em Londres nesta quinta-feira. Em seu discurso, restrito a empresários selecionados pela empresa, enalteceu a democracia no Brasil e garantiu estabilidade fiscal aos possíveis investidores. Após o evento, visitou uma churrascaria e abraçou e conversou com os funcionários, todos brasileiros.

"Quis tentar convencer as pessoas de que o Brasil é o país da vez. Eu faço isso na Inglaterra, na Guinea Bissau, onde seja. Quando eu era presidente, nunca tive vergonha de fazer propaganda do Brasil. Sinto muito orgulho quando chego aqui e me deparo com uma bandeira brasileira, uma churrascaria e gente maravilhosa, feliz da vida, ganhando seu dinheiro."

Ainda nesta quinta-feira, Lula segue para a Espanha, onde terá encontro com o presidente José Luis Rodríguez Zapatero, receberá prêmio da Prefeitura de Cádiz, no sul do país, e assistirá ao jogo de futebol entre o Real Madrid e o Barcelona, no sábado. Nesse mesmo dia, volta ao Brasil.


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CORRETORAS DE ALTA FREQUENCIA: O BORDEL DOS CAPITAIS ESPECULATIVOS


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 As corretoras de alta frequência empregam sistemas de transações automatizados, utilizando computadores acoplados às centrais das Bolsas que trabalham com algoritmos manipulando bilhões de cálculos por segundo. A meta é entrar e sair dos mercados em alta velocidade. Ganhar muito com períodos de manutenção de posições de frações de segundo. Nesse sentido, são estruturas de suporte inseparáveis dos capitais voláteis. Essa logística  complementar à rapinagem arisca, que 'gosta de dançar o baile sempre perto da porta', tem encontrado opções de caça reduzidas nos mercados ricos. Por isso as corretoras de alta frequência estão migrando para mercados emergentes, como Rússia, Brasil e México, 'onde as bolsas começam a modernizar seus sistemas para atrair esse participantes, diz o Financial Times. O jornal explica que entidades reguladoras americanas e européias querem saber se  esses entes rapináceos dão liquidez aos mercados - como afirmam seus defensores - ou exacerbam as crises como fermento desagregador. O  Brasil perdeu o medo de discutir  restrições aos capitais especulativos. Deve ampliar esse desassombro e incluir  na agenda prudencial a interdição aos bordeis de alta rotatividade  que lhes dão cobertura.  
(Carta Maior; 5º feira, 14/04/2011)

Bomba ! Bomba ! C Af acha a redação do PiG


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