Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

Mente vazia, oficina do sistema da mídia golpista

segunda-feira, 19 de março de 2012

Marco Aurélio Mello: A quem interessa a denúncia envolvendo Demóstenes Torres?

por Marco Aurélio Mello, DoLaDoDeLá

Lembrei-me do episódio que narro em seguida depois de ver o nome de Carlinhos Cachoeira de volta ao noticiário, no caso envolvendo o senador Demóstenes Torres.
Partindo de onde partiu, resolvi por as “barbas de molho”. Por quê? Explico.
Era 2004. Trabalhava na TV Globo, em São Paulo.
Um deputado estadual do Rio, não me lembro mais quem, havia passado para o Fantástico a gravação que incriminava Waldomiro Diniz, então assessor da Casa Civil do primeiro governo Lula.
O “furo” da Revista Época (leia-se Editora Globo), em fevereiro daquele ano, abriu caminho para a CPI dos Bingos, na Câmara Federal e excitou a mídia, que festejava a descoberta do caixa dois da campanha do PT à presidência.
De quebra, enfraquecia o principal artífice do projeto político ora no poder: José Dirceu.
Luiz Carlos Azenha e eu fomos incumbidos, em São Paulo, de produzir uma reportagem especial esmiuçando a gravação entre Cachoeira e Diniz a procura de desdobramentos.
Produzimos um vt de quase 8 minutos. A princípio seria para o JN (duvidávamos, por causa da longa duração), depois passaram para o Fantástico e, por fim, reeditamos para o Jornal da Globo, depois de cortes e mais cortes.
A certa altura da edição, toca o telefone na minha mesa. Pasmo, atendo, do outro lado da linha, Carlos Augusto Ramos, Carlinhos Cachoeira, o próprio. Pergunto aos meus botões: como foi que ele descobriu a produção da nossa reportagem? E mais, quem teria dado o meu ramal a ele?
Conversamos com franqueza e cordialidade. Ele desqualifica a reportagem que estamos fazendo e diz (numa tentativa de barganhar a seu favor) que tem como nos dar com exclusividade o caminho para o caixa dois do PSDB (seria uma isca?).
Digo a ele que não tenho poder para mudar o trabalho em curso, mas sugiro que me explique qual é a denúncia exatamente, para encaminhar à direção.
Ele me conta que o negócio de caça-níqueis, bingos e loterias deixou de ser rentável e que migou para o ramo de medicamentos genéricos, mais “limpo” e atrativo. Estava disposto a contar “em off” como era o esquema na Anvisa para liberação das fórmulas.
Era denúncia grave. Envolvia o ex-ministro da Saúde e candidato derrotado à presidência, José Serra, e o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que, segundo meu interlocutor, teria até participado de um encontro com ele, Cachoeira, e outros na base aérea de Anápolis, quando de um evento da aeronáutica.
Desligo o telefone, consulto o arquivo e bingo! Temos a imagem do então presidente desembarcando e sendo recebido na pista da base aérea de Anápolis, no dia apontado por Cachoeira. Peço para “descer” a imagem e conto para o Azenha.
Decidimos fazer uma menção discreta dentro da reportagem, para não chamar a atenção da nossa chefia, e que, indo ao ar, poderia servir de pista para repórteres investigativos, cujos veículos fossem mais isentos e independentes.
Diante desta nova bomba, que poderia equilibrar o jogo em favor do governo Lula que, àquela altura, estava imobilizado nas cordas, apanhando sem parar, apresentei um relatório à chefia e fui pessoalmente contar ao chefe de reportagens especiais, Luiz Malavolta, o que tínhamos em mãos.
“Pode esquecer”, disse o Mala. “Denúncia contra o Serra a casa não vai dar”. Dito e feito. Até hoje ninguém abriu a caixa preta da indústria farmacêutica dos genéricos. Ou será que o Amaury Ribeiro Jr. não desvendará esse mistério para nós em: A Privataria Tucana 2?
Por isso, quando ouço falar de Carlinhos Cachoeira, Revista Época, Globo e congêneres já fico com uma preguiça danada.
Foi o que disse ao meu sobrinho dia desses: “Toda denúncia serve ao interesse de alguém.” No caso desta última, envolvendo o senador por Goiás, a quem interessa?
Leia também:
Brasil de Fato levará Privataria a todos os cantos do Brasil
Haddad: Serra esteve “de passagem” por São Paulo

Kamel, apagão e as criancinhas. Nem o FHC …

O Conversa Afiada publica uma interessante Antologia da Treva.

São artigos localizados além-túmulo, na blogosfera do Hades, que preserva as pérolas do pensamento daquele que faz a cabeça da Globo, o Ratzinger, Ali Kamel I e Único.

(Nenhum diretor de jornalismo da Globo jamais teve tanto poder quanto ele. O ansioso blogueiro trabalhou com os outros dois.)

Aqui já se mostrou que Kamel quer acabar com o Bolsa Família; diz que não somos racistas (tema de um livro best-seller que escreveu, à moda de Gilberto Freire (*)); é a favor de 1, 2, 3 mil Pinheirinhos; se pudesse acabava com o SUS e o invejado sistema de saúde pública do Canadá; e, no sinistro episódio das Diretas Já, defende o que nem a Globo defende.

É a receita ideal para uma empresa que pretende se aproximar da Classe C.

Dá nisso: como mostra a seção de televisão da Folha (**) desta segunda feira, o jornalismo do Kamel em São Paulo, como diria o Mino Carta, é um desastre ferroviário.

Qual não foi a surpresa do ansioso blogueiro quando leu o comentário do amigo navegante Saladino.

Ele também coleciona pérolas da Treva.

Essa, por exemplo, é imperdível.

Fernando Henrique fez o Apagão de energia para salvar as criancinhas.


Nem o Fernando Henrique ousaria tanto:

Saladino

Meu predileto do Kamel nem é o artigo em que ele defende o jornalismo popperiano (aquele que testa hipóteses) ou esse daí que defende a atuação da Globo durante a campanha das Diretas. É um texto de que poucas pessoas devem lembrar, de um episódio da nossa história que deveria ser contado em livros, porque expõe, na minha opinião, o total fracasso do modelo tucano.


Chama-se Energia e Mortalidade Infantil e faz uma defesa vergonhosa e populista do governo Fernando Henrique durante a crise energética de 2001 — aquela que ficou conhecida como o Apagão.


http://www.alikamel.com.br/upload/data/2001.06.21.pdf



(*) Conta-se que D. Madalena, um dia, em Apipucos, chegou para o marido e disse em tom severo: Gilberto, essa carta está em cima da tua mesa há um ano e você não abre. Não posso, disse o Mestre. Não é para mim. É para um Gilberto Freire com “i”. Não sou eu.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Diretas Já – Kamel defende o que nem a Globo defende



O amigo navegante deve estar preocupado, porque nestes últimos dias tivemos que interromper a publicação desta “Antologia da Treva”, que recupera textos do Diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel, que estavam soterrados pelo tempo e a poeira num blog inativo.

É que o ansioso blogueiro meditou profundamente sobre a preocupação da Globo em aproximar-se da Classe C.

E como consegue ter um Diretor de Jornalismo que é contra o SUS, contra o Bolsa Familia, diz que não somos racistas e, portanto, não são necessárias cotas para entrar na universidade, e é a favor da remoção das favelas (mesmo onde há UPPs ?) ?

Talvez porque este Diretor de Jornalismo defenda a Globo em momentos cruciais – quando, por exemplo, ele ignorou o desastre da Gol, para que o jornal nacional levasse a eleição do Lula de 2006 para o segundo turno – clique aqui para ler “O primeiro Golpe já houve. Falta o segundo”.

Ou, talvez, porque o Diretor de Jornalismo da Globo, ali chamado de Ratzinger, defenda a Globo até quando a Globo não se defende.

Um prodígio !

Vejam o que o editor do Conversa Afiada, responsável pela seleta, selecionou para este domingo de sol.

É sobre a cobertura das Diretas Já, uma das paginas sombrias da Globo:

O Globo – 24/09/2003 – http://www.alikamel.com.br/upload/data/2003.09.24.pdf
Diz o nosso editor:

Kamel escreve um texto que talvez explique porque ele se tornou diretor geral de jornalismo na Globo.


Título: “A Globo não fez campanha, fez bom jornalismo”.


Trata-se da cobertura das Diretas Já.


Kamel abre o texto com elogios aos serviços que o JN prestou ao País ao longo de sua história e chega a ser ufanista com relação à cobertura em questão. O tom é muito mais simpático à emissora que o próprio institucional da Globo, que traz a seguinte reflexão de Boni sobre a cobertura:


“Naquele momento, a pressão sobre Roberto Marinho foi intensa. Foi uma frustração para mim e para toda a equipe de jornalismo, uma tristeza para o Armando Nogueira e a Alice-Maria, não poder fazer a cobertura de maneira adequada. Nós ficamos limitados pelo poder de audiência que a TV Globo tinha. Isso foi uma tristeza muito grande, mas naquele momento o Dr. Roberto não podia resistir.”


O mesmo texto institucional traz: “A Globo registrou esses comícios pelas Diretas nos seus telejornais locais. Naquele primeiro momento, as manifestações não entraram nos noticiários de rede por decisão de Roberto Marinho.”


A Globo e o Boni não sabem de nada !

Quem sabe é o Kamel !

Em tempo: o Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante Marco Aurelio Mello:

Marco Aurélio Mello

PH, o próprio Paglia admitiu em alto e bom som, no meio da redação, que Kamel havia pesquisado e levantado um VT não exibido do arquivo. Perguntei ao Paglia porque ele não desfazia este mal entendido, então. Ele respondeu candidamente: “Há certas coisas que é melhor a gente não mexer.” Mas, Paglia, é a história do Brasil, disse estupefato. Anos depois, encontrei na TV Record o Valdir Zwetsch que confirmou: “o VT foi gerado para o Rio, mas o JN naquela noite optou por exibir uma nota coberta informando apenas tratar-se de festejos do aniversário de São Paulo.” Esse Kamel, viu… Kkkkkkkkkkkkkk



Paulo Henrique Amorim

Globo aciona “as meninas do Jô”


Por Altamiro Borges


Na quarta-feira passada (14), as “meninas do Jô” foram novamente acionadas pela TV Globo. Após um longo tempo de sumiço, Lucia Hippolito, Cristiana Lobo, Lilian Witte Fibe e Ana Maria Tahan voltaram ao programa comandado por Jô Soares. O retorno, em pleno ano de eleições municipais (coincidência?), deve causar preocupação. Afinal, o quarteto é conhecido por suas posições políticas direitistas.

As “meninas do Jô” não têm nada de inocente e neutro. Elas se projetaram no conturbado período do chamado “escândalo do mensalão do PT”, com a sua ácida oposição ao governo Lula. Tornaram-se um símbolo da partidarização da TV Globo, que apostou todas suas fichas no sangramento do ex-presidente da República – beirando inclusive a proposta do impeachment de Lula.
Gafe preconceituosa de Jô Soares

Na reestreia, as “meninas do Jô” evitaram comentários mais polêmicos e corrosivos. Elas trataram de temas gerais, sem a famosa verve oposicionista. O deslize coube ao próprio Jô Soares, que esbanjou preconceito contra os moradores das comunidades do Rio de Janeiro. Mesmo assim, é bom ficar esperto. Será que as “meninas do Jô” irão agora praticar um jornalismo mais isento?

Será que elas vão fazer algum comentário mais crítico sobre as ligações do mafioso Carlinhos Cachoeira com o líder dos demos Demóstenes Torres? Será que vão abordar as denúncias contidas no livro “A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro? Será que irão destilar seu veneno contra os candidatos do PSDB e do DEM às principais prefeituras do Brasil?

“Haja bolinha de papel”

O próprio Jô Soares deu uma dica sobre qual será o papel das “calunistas” da TV Globo. Informou que “as meninas” voltarão uma vez por mês, pelo menos, “para comentar os fatos como, por exemplo, o mensalão que vai ser julgado agora”. Como já alertou o blog “Os amigos do presidente Lula”, é bom ficar atento às novas manipulações da poderosa emissora.

“Num ano eleitoral, a Rede Golpe escala toda sua programação para sua pauta única de sempre: campanha eleitoral negativa anti-Lula, anti-Dilma, anti-trabalhadores. Se preparem, porque haja bolinha de papel”.

*****

Leia também:

- Jô Soares entrevistará Amaury Ribeiro?

- Jô Soares critica a ditadura da Globo

- Lucia Hippolito bebeu ou rifou Serra?

E se a TV Brasil doasse horário nobre à Carta Capital?

Na mesma semana em que a Folha de São Paulo repercutiu em suas páginas, em tom de denúncia, um contrato de publicidade por prazo determinado celebrado entre um banco controlado pelo governo federal e um dos blogs políticos mais conhecidos do Brasil, o jornal foi premiado pelo governo de São Paulo com um programa no horário mais nobre da TV brasileira, o das noites de domingo, e bem na emissora pública paulista, a TV Cultura.
Entre as poucas reações que se viu a negócio da natureza do que foi firmado entre a emissora pública paulista e uma empresa de comunicação privada que há anos vem sendo acusada de tomar partido do PSDB paulista e do governo de São Paulo ao praticamente não cobrir a gestão do Estado nos últimos quase vinte anos, sobressaiu a do jornalista e proprietário da revista Carta Capital, Mino Carta, em artigo do qual reproduzo trechos.
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– (…) Sou informado a respeito do nascimento de uma TV Folha. Triunfa nas páginas 2 e 3 da Folha de S.Paulo a certidão do evento, a prometer uma nova opção para as noites de domingo na tevê (…)
– (…) A tevê pública paulista acaba de oferecer espaço não somente à Folha, mas também a Estadão, Valor e Veja. (…) Só o jornal da família Frias aproveitou a oportunidade (…)
– (…) Tucanagens similares já foram cometidas em diversas oportunidades nos últimos anos, uma delas em 2010, o ano eleitoral que viu José Serra candidato à Presidência da República. Ainda governador, antes da desincompatibilização, Serra fechou ricos contratos de assinatura dos jornalões (…) Do volumoso pacote não constava obviamente CartaCapital, assim como somos excluídos do recente convite da Cultura (…)
– (…) Volta e meia, Carta Capital é apontada como revista chapa-branca, simplesmente porque apoiou a candidatura de Lula e Dilma Rousseff à Presidência da República. (…) Há quem se abale até a contar os anúncios governistas nas páginas de Carta Capital, e esqueça de computar aqueles saídos nas demais publicações (…)
– (…) Fomos boicotados durante os dois mandatos de Fernando Henrique e nem sempre contamos com o trato isonômico dos adversários que tomaram seu lugar. (…) E nem por isso arrefecemos no alerta perene do espírito crítico. (…) Quanto ao Partido dos Trabalhadores, jamais fugimos da constatação de que no poder portou-se como os demais. (…)
– (…) No mais, desta vez dirijo minha pergunta aos leitores em lugar dos meus botões: qual é a mídia chapa-branca?
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Então surgem os questionamentos que não estão sendo feitos, ainda que o jornal, como diz Mino Carta, tenha se “abalado” a dar explicações que não lhe foram pedidas até agora por aqueles que deveriam zelar pela preservação do interesse público sobre ativos estatais como é a emissora pública de São Paulo, que, por ser “fundacional” (como bem observa um leitor), está sob fiscalização do Ministério Público Estadual de São Paulo.
Apesar da falta de ímpeto do MPE-SP, a ombudsman do Jornal Folha de São Paulo, neste domingo, oferece explicações. E em tom crítico.
Reproduzo, abaixo, coluna de Suzana Singer de 18 de março de 2012
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Folha ‘descobre’ vida inteligente na TV
18/03/12
Suzana Singer
Jornal precisa segurar o impulso de autopromoção e ser transparente ao tratar do seu programa na Cultura
Sem nenhuma modéstia, a campanha publicitária do “TV Folha”, que invadiu até as sagradas páginas de opinião do jornal, decretou: o telespectador finalmente terá algo para ver nas noites de domingo.
Ainda é cedo para dizer se a promessa foi cumprida ou se cabe procurar o Procon. Uma estreia é pouco até para avaliar um restaurante.
Mas o que já ficou claro é que o “TV Folha” tenta se diferenciar dos outros telejornais: não tem âncora alinhavando as reportagens, os colunistas aparecem “descontraídos”, a edição busca uma linguagem de documentário e o tom é de crítica -sobrou até para o Chico Buarque.
O primeiro programa começou com um assunto velho, a ação policial na cracolândia, que aconteceu há dois meses, mas serviu de recado aos que acreditam que a Folha, ao usar um espaço da TV Cultura, engatou um namoro com o governo do Estado. A tese da reportagem era que a operação, ineficaz no combate ao problema dos viciados em drogas, visava às eleições.
Louvável, a independência editorial não é suficiente para encerrar a discussão sobre a validade dessa parceria, em que uma empresa privada explora espaço de uma emissora pública.
O jornal não explicou direito as bases desse acordo. Trata-se de uma permuta: em troca dos 30 minutos na televisão, a Folha cede páginas de anúncios para a Cultura. As despesas do “TV Folha” são do jornal, mas são compensadas pela receita publicitária. “A TV Cultura tem como ganhos um programa jornalístico de qualidade a custo zero, além de espaço de divulgação na Folha”, diz a assessoria de imprensa da emissora.
Não houve concorrência, mas a Folha não foi a única convidada. “Não cabe licitação, porque todos os grandes jornais de São Paulo foram chamados em condições de igualdade”, diz a Cultura. Segundo a emissora, o programa do “Estado de S. Paulo” deve estrear no segundo semestre, o “Valor” ainda não apresentou uma proposta e a revista “Veja” desistiu.
A Secretaria de Redação diz que considera válida a terceirização de espaço em emissora pública, desde que seja um recurso para “melhorar e diversificar a programação”.
A audiência da estreia mostrou que “melhorar” a televisão não é fácil. Mesmo com tanta propaganda, o programa obteve 1 ponto no Ibope, um aumento de 0,3 em relação ao da semana anterior (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo).
O modesto crescimento e a “boa receptividade do público” foram alardeados numa série de pseudorreportagens autopromocionais, que chamavam de “pesquisas Datafolha” sondagens feitas com um número pífio de participantes. Só um texto crítico foi publicado, sob a vinheta “não gostei”, na “Ilustrada”.
“Está exagerado, querem nos convencer de que o programa foi um sucesso. Mas isso tem que ser feito com conteúdo, não com essa espécie de merchandising”, reclamou o leitor Robinson Alves, 28, curador.
O jornal, que noticia com destaque cada perda de audiência da Rede Globo, será submetido agora a um teste de transparência. Para mostrar respeito pela inteligência do leitor, como prometeu na campanha publicitária do “TV Folha”, precisará ser duro com a sua nova criação, que já nasceu petulante, desdenhando a concorrência.
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Assisti ao programa e ao fim do post ofereço ao leitor a sua íntegra em vídeo (em três partes). Minha opinião: foi bem feito, isento, como deveria ser. Estaria tudo bem, caso fosse prática da própria Folha e da grande imprensa em geral tratar com olhos de ver, e sem ilações maldosas, uma parceria entre o poder público e o jornalismo privado? Nesse caso, penso que não.
Busque-se na Folha o que diz sobre a TV Brasil, as suposições acusatórias que esse jornal e os outros veículos contemplados pela extrema generosidade do governo paulista sempre fizeram em relação à emissora pública do governo federal – inclusive quanto à audiência, como diz a ombudsman ao lembrar a audiência pífia que teve o primeiro TV Folha – e, por fim, verifique-se se a TV Brasil, alguma vez, foi menos crítica com o governo federal ou se foi mais crítica do que deveria com os governos controlados pela oposição. Garanto que não se encontrará uma só diferença.
Pelo contrário: a TV Brasil é criticada com freqüência, por setores da militância petista, por não ser usada no jogo político em prol do governo federal.
É por isso que sempre digo que acho corretíssimo que emissoras públicas não sirvam, de maneira alguma, de instrumentos políticos, pois hoje quem controla um desses veículos é o partido que você apóia, mas, amanhã, pode ser controlada por aquele ao qual você se opõe, sendo, portanto, a medida ideal aquela em que uma emissora pública, nesse âmbito, seja usada para fazer apenas jornalismo. E não qualquer jornalismo, mas um jornalismo exemplar.
Prova disso foi a disposição da TV Brasil, recentemente, de pedir desculpas públicas por matéria sobre a invasão do bairro Pinheirinho que repercutira informações veiculadas primeiro pelo UOL, do Grupo Folha, de que havia denúncias de mortos naquela operação policial, informação que ainda não foi confirmada.
Detalhe: a TV Brasil fez isso mesmo após o presidente da EBC, Nelson Breve, ter sido alvo da fúria de um blogueiro da Veja ligado ao PSDB, que partiu para cima dele acusando-o de atuar em prol do governo a que serve.
É óbvio, portanto, que a Folha não faria diferente logo no programa de estréia. Tal seria se o primeiro uso do presentaço que ganhou do governo de São Paulo fosse para agraciá-lo ou até para não lhe fazer alguma crítica. A isenção do primeiro TV Folha foi uma espécie de “vacina” contra questionamentos que sobreviriam.
E assim foi por uma razão muito simples, da qual o texto da ombudsman dá pistas: a concessão do horário nobilíssimo para a Folha foi um péssimo negócio para a TV Cultura. Segundo Suzana Singer, o presentão decorreu de “Uma permuta: em troca dos 30 minutos na televisão, a Folha cede páginas de anúncios para a Cultura”.
Que negócio da China, hein! Dá a entender que o jornalão, que tem (bem) menos de 300 mil assinantes (incluídos, aí, aqueles que recebem o jornal em casa sem pedir e de graça), fará publicidade para um tipo de meio de comunicação que certamente tem muito mais de 300 mil domicílios de audiência.
Ou alguém acha que uma TV como a Cultura, que tem décadas de visibilidade, precisa que um jornal diga que ela existe? Existirá um só paulista que não conhece a TV Cultura? Quanto custa tanto tempo de publicidade no horário mais nobre da TV Brasileira e quanto custarão os anúncios “gratuitos” da emissora no jornal?
Aliás, a programação da emissora já consta de cada edição da Folha, que é muito bem paga por isso pelo governo de São Paulo, que também lhe compra milhares e milhares de exemplares do jornal impresso.
Esse horário extenso que a TV Cultura concedeu a jornais e a uma revista que dificilmente fazem críticas ao governo que controla essa emissora pública enquanto se dedicam a fuzilar os adversários desse mesmo governo custa muito mais do que anúncios em papel-jornal, mas quem deveria notar isso não deu um pio.
Se a contratação pela TV Brasil de um jornalista renomado – e ex-membro do conselho editorial da Folha – como Luis Nassif foi alvo de fuzilaria da Folha, apesar de os valores envolvidos na contratação serem muito mais explicáveis do que a doação do mais nobre horário da televisão brasileira ao jornal, que diria esse jornal se a emissora do governo federal fizesse semelhante acordo com a Carta Capital e, ainda, sem a mesma licitação que ele criticou por não ter existido na contratação daquele jornalista?
*
Assista, abaixo, ao primeiro programa da “TV Folha”, que será acompanhado muito de perto por este blog, até porque talvez o Ministério Público de São Paulo venha a ter que ser informado daquilo pelo que não nutre a curiosidade exigível.
Parte 1/3




sexta-feira, 9 de março de 2012

Imprensa obrigará STF a votar o mensalão neste semestre

O escândalo do mensalão do PT vem sendo qualificado por setores da imprensa ligados à oposição ao governo federal como “o maior escândalo de corrupção da história brasileira”, o que, em termos de volume de dinheiro supostamente malversado, é uma falácia.
Resumidamente, a acusação aos envolvidos no mensalão do PT é a de que entre 2002 e 2005 o partido teria distribuído clandestinamente a membros e a aliados o montante de 56 milhões de reais com a finalidade de comprar apoio político no Congresso.
Entretanto, segundo reportagem da Folha de São Paulo, recentemente a Justiça do Distrito Federal condenou envolvidos no mensalão do DEM – escândalo que fez com que um governador fosse preso e cassado – a devolverem aos cofres públicos R$ 240,8 milhões.
Em termos de documentação processual, no entanto, o mensalão petista é mesmo o maior da história do STF. São 49 mil páginas divididas em 233 volumes principais e 495 livros de documentos anexos que ocupam quatro estantes no anexo II da sede do STF, em Brasília.
Este blog analisou alguns documentos-chave do processo como a denúncia do ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, feita em 2006, as alegações do ex-ministro José Dirceu e o relatório final do relator do processo, o ministro do STF Joaquim Barbosa.
Os documentos deixam clara a convicção do PGR e do ministro do STF de que existiu um esquema destinado a compra de apoio no Congresso, e de que tal esquema foi organizado pelo dito “núcleo central”, supostamente formado por Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares.
A conclusão dessas pessoas, porém, ampara-se em uma suposta verossimilhança que elas enxergam na culpabilidade dos réus e não em alguma prova material.
De qualquer forma, há muitas provas de circulação ilegal de grandes quantidades de dinheiro pelas mãos dos acusados pela Procuradoria-Geral da República, o que torna irrefutável ao menos que houve uso de caixa 2 para financiamento de campanhas eleitorais.
Todavia, há um fator que torna inverossímil a acusação de organização de um esquema criminoso pelo PT e pelo governo federal a fim de comprar apoio parlamentar: tanto Antonio Fernando de Souza quanto Joaquim Barbosa foram indicados pelo ex-presidente Lula.
A imprensa, apesar de Lula ter sido isentado de qualquer responsabilidade no caso, sempre o acusou de ser o verdadeiro mentor do esquema, mas jamais explicou por que alguém capaz de organizar tal esquema de corrupção nomearia um procurador-geral e um juiz tão isentos.
Apesar disso, seria uma irresponsabilidade afiançar ou negar a existência de um esquema de compra de apoio no Congresso sem ter profundo conhecimento jurídico e sem ler todo esse processo imenso.
Surge, então, uma preocupação que deveria ser de cada cidadão brasileiro, de que possa vir a existir algum tipo de pressão externa que induza a Suprema Corte de Justiça do país a julgar o caso sob viés político, seja contra ou a favor dos acusados.
Uma Justiça que pode ser obrigada por interesses particulares e políticos a absolver ou a condenar é uma Justiça que ameaça a todos, sejam do governo ou da oposição, sejam tucanos ou petistas.
Nesse aspecto, é inevitável recordar um episódio que sugere que o STF poderá ser coagido por fatores externos a tomar uma decisão que independa dos fatos e das provas disponíveis nesse processo.
Na noite de 28 de agosto de 2007, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo  Lewandowski foi jantar em um restaurante em Brasília. Enquanto esperava pelo pedido, fez uma ligação telefônica sem perceber que estava sendo espionado por uma repórter do jornal Folha de São Paulo.
Segundo a reportagem que a repórter fez, Lewandovsky ligou para um certo Marcelo e relatou que “A imprensa acuou o Supremo” para que aceitasse a denúncia do procurador-geral da República. E arrematou: “Todo mundo votou com a faca no pescoço, porque não ficou suficientemente comprovada a acusação”.
Em qualquer país sério, tal acusação ao STF deveria ter ocasionado a abertura de um processo de investigação. Se a principal instância da Justiça brasileira pode ser pressionada pela imprensa a decidir desta ou daquela forma, o país vive uma crise institucional.
Como estamos no Brasil, porém, o episódio ficou por isso mesmo.
Agora, chega ao blog a informação de que é praticamente certo que o julgamento do mensalão petista deverá ocorrer ainda neste semestre, em pleno ano eleitoral, o que, para os adversários do PT, é um presente do céu.
Circula em Brasília a tese de que o ministro Joaquim Barbosa – indicado por Lula – seria francamente favorável à condenação de todos os acusados, inclusive os do “núcleo-duro” supracitado. O fato é que Barbosa é o responsável pelo atraso no julgamento.
O STF deveria ter julgado o mensalão no fim do ano passado, mas isso não ocorreu porque Barbosa afastou-se de sua função por inúmeras vezes por conta de problemas de saúde.
Por outro lado, nos últimos meses a imprensa vem divulgando que as penas dos acusados iriam prescrever se o caso não fosse julgado neste ano eleitoral. Todavia, o mesmo juiz que lançou a tese da “faca no pescoço” descarta tal possibilidade, dizendo que só haverá prescrições em 2015.
A prevalência da tese da faca no pescoço e o julgamento de processo tão cheio de vieses políticos em pleno ano eleitoral devem preocupar não só os acusados, mas a todos. A tese de que a imprensa tem poder para obrigar o STF a votar como quer, jamais foi desmontada.

quinta-feira, 8 de março de 2012

História do 8 de março





No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data 
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras 
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História 
 
- 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
- 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
- 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
- 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
- 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
- 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
- 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
- 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
- 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
- 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
- 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

OS CRIMINOSOS E A POLÍTICA



              A Operação Montecarlo da Polícia Federal, de acordo com as informações divulgadas, está revelando constrangedoras ligações entre o crime organizado em Goiás, no Distrito Federal e personalidades políticas importantes daquele estado.
            Um senador da República, das figuras mais respeitáveis na defesa de suas posições conservadoras e no exercício da oposição, revela ter recebido, do explorador de jogos proibidos, Carlos Cachoeira uma cozinha completa como presente de casamento. Com toda a tranqüilidade, segundo os jornais, o senador Demóstenes Torres explica que é amigo há muito tempo do contraventor, e que estava convencido de que ele se havia regenerado. Sabendo-se, como se sabe, que o mesmo explorador de jogos proibidos fora envolvido em rumoroso caso de suborno - a fim de obter vantagens na exploração da Loteria do Estado do Rio de Janeiro- é estranha essa declaração aparentemente ingênua do senador goiano.
            A prisão de Carlos Cachoeira e dos demais envolvidos na exploração de caça-níqueis e do jogo do bicho em Goiás e no Distrito Federal (muitos deles policiais) coincidiu com a sua condenação e a de Waldomiro  Diniz, pela justiça do Rio de Janeiro, a 12 anos de prisão. Assim, pouca dúvida pode restar de que o “empresário” goiano não é um empresário que atua dentro das normas da lei. O jogo de azar é uma atividade proibida no Brasil, desde o governo Dutra. Se ele é tolerado por alguns governos estaduais, essa tolerância é também passível de punição, porque se trata de uma cumplicidade criminosa.  
            As ligações entre a política e o crime organizado não são uma exclusividade de nosso tempo e de nossa geografia. Isso não significa que devamos aceita-las como uma contingência da vida social. Provavelmente nunca conseguiremos ter uma sociedade sem criminalidade, mas devemos combater o crime, assim como combatemos as endemias e as pestes epidêmicas, ainda que provavelmente jamais consigamos extinguir todas elas.
           A prisão dos implicados, a pedido do Ministério Público, pela Polícia Federal, é mais uma operação que nos traz esperanças. A faculdade de investigar os crimes pelo Ministério Público não pode, nem deve, ser limitada, como desejam os delegados de polícia. Nenhuma corporação pode atuar com exclusividade, sem que se submeta ao controle de outras. É assim que a cidadania apoiou a decisão do STF que assegura os poderes do Conselho Nacional de Justiça, bem como a decisão de há quase 3 anos, do mesmo STF, de que o Ministério Público, pode, sim, se considerar necessário, investigar, sobretudo quando os suspeitos são policiais – conforme o relatório e voto da Ministra Ellen Gracie, aprovado por unanimidade pela Segunda Turma do mais alto tribunal.
          Por outro lado, cabe registrar que, não obstante incidentes envolvendo alguns de seus membros, a Polícia Federal já se consolidou como uma instituição republicana, a serviço da Justiça. Foi assim que o delegado Protógenes Queiroz, nisso autorizado pelo juiz Fausto de Sanctis, reuniu provas suficientes para levar à Justiça o banqueiro Daniel Dantas e seus cúmplices. Infelizmente, o poder do banqueiro baiano é de tal natureza, que  virou a justiça pelo avesso, conseguindo safar-se do juiz de Sanctis e do delegado Protógenes Queiroz - hoje deputado federal.
          Não há, como sabemos, e infelizmente, partido político brasileiro que esteja imune à presença de corruptos e concussionários em seus quadros. Isso leva a cidadania a exigir, e a ter a esperança, de que  órgãos como o Ministério Público, e a Polícia Federal,  possam trabalhar com tranqüilidade e rigor, dentro da liberdade que lhes assegurou a justiça, dentro das leis -  no caso Satyagraha - a fim de que as investigações  reúnam as provas necessárias à punição dos culpados. E que a Justiça venha a fazer realmente justiça.
 
 
O leitor, perdido entre a manchete e o fato

Financial Times: As asas da galinha brasileira não vão crescer


Um blog do diário econômico britânico Financial Times comparou o crescimento da economia brasileira a um “vôo de galinha”.
“Enquanto o crescimento da economia da China segue o padrão de um condor, subindo a grande altitudes nas térmicas superiores mesmo quando atravessa o que é tido como um desaquecimento, o crescimento do Brasil em anos recentes se parece com o vôo titubeante de uma galinha”.
O colunista lembra que o Brasil cresceu a uma taxa anualizada de 7,5% em 2010, que o Banco Central foi obrigado a pisar no freio para enfrentar a inflação mas, de repente, percebeu que a economia estava perdendo força. Segundo o colunista, consequência das altas taxas de juros, do câmbio valorizado e do sentimento negativo em relação à crise europeia.
Seria de esperar que o colunista ao menos especulasse sobre se o Banco Central brasileiro errou, pisou no freio exageradamente — sob pressão, diga-se, da dupla mercado-mídia, que pensa primeiro nos banqueiros e depois nos brasileiros.
Ou que deixasse claro, por exemplo, que o vôo de condor da China se dá numa economia muito mais centralizada.
Será que se o Brasil controlar o câmbio tão firmemente quanto a China pode crescer mais? Ou se acabar de vez com a ideia de um Banco Central “independente”?
Mas, nada disso. Diz ele:
Quanto a se a galinha vai um dia crescer para se transformar num falcão ou mesmo num condor, a resposta é não — pelo menos não agora. As ineficiências do Brasil, como o orçamento inchado do governo, que apesar de todos os gastos não consegue investir,  vão impedir o país de atingir as taxas de crescimento acima citadas até que alguém comece a pensar em reformas. Em resumo, a burocracia e os impostos vão garantir que as asas da galinha continuem cortadas.
O governo brasileiro gasta muito com os juros pagos ao “mercado” e, por isso, tem menos dinheiro para investir? Uma das perguntas que ele poderia ter feito. Mas seria pedir demais, não?
PS do Viomundo: Segundo o colunista, a Goldman Sachs reduziu sua expectativa de crescimento do PIB brasileiro em 2012 para 3,1%.
Leia também:
Allen Frances: Um alerta a médicos e pais sobre o déficit de atenção

Blogueira cubana é uma impostora, diz francês e o "Povo" cearense


PROFESSOR DA SORBONNE REVELA QUE YOANI SÁNCHEZ É SEGUIDA NO TWITTER POR MILHARES DE “PERFIS FANTASMAS”.

EM CUBA, ELA É IGNORADA – APENAS 32 PESSOAS (!) A SEGUEM NA ILHA. DE ACORDO COM DOCUMENTOS DIVULGADOS PELO WIKILEAKS, SUA IMAGEM É 'BOMBADA' E DIRIGIDA PELOS ESTADOS UNIDOS.

Yoani se vangloria de ter 214 mil seguidores no Generación Y, o mesmo nome de seu blog. No entanto, ela é seguida por apenas 32 cubanos – um número muito pequeno para quem é tida como a dissidente cubana mais influente da ilha. Para conquistar o restante de sua lista, ela segue 80 mil pessoas no Twitter, uma forma de receber em troca novos usuários. E assim mesmo, 47 mil perfis que figuram na sua página seriam FALSOS.

O estudo revela que o grande responsável pela brilhante campanha de marketing de Yoani é o GOVERNO NORTE-AMERICANO. Vazamentos recentes do WIKILEAKS indicam que, em conversas internas, funcionários do governo americano mostram preocupação com as mensagens pessoais da blogueira, que poderiam comprometê-la internacionalmente.

O BLOG DA FARSANTE NÃO É REFERÊNCIA INTERNACIONAL EM NADA PARA SE CONSULTAR TEMAS  SOBRE CUBA, MESMO COM ENORMES RECURSOS TÉCNICOS, MÁQUINA PUBLICITÁRIA AMERICANA À DISPOSIÇÃO DELA, E AS VERSÕES EM 21 IDIOMAS!!!

VEJA a comparação entre os BLOGS CUBANOS  MAIS  VISITADOS NA ILHA, segundo o Alexa.com,
Os blogs  Generacion Y , Cubadebate yJuventud Rebelde, O BLOG DA YOANI está em  AZUL 

Alexa.com É UMA EMPRESA AMERICANA de ranking na internet, de propriedade da GIGANTE Amazon.com

E O "POVO" CEARENSE DÁ DE CACETE NA BLOGUEIRA PICARETA AMERICANIZADA!

SITE DO JORNAL O POVO DE FORTALEZA, CEARÁ BRASIL TEM MAIS VISITAS EM CUBA DO QUE O FARSANTE BLOG DA ENGANADORA BLOGUEIRA DA CIA (SINA). MESMO COM O SITE CEARENSE TRABALHANDO COM RECURSOS QUE ANDAM LONGE DO QUE A BLOGUEIRA AMERICANA DISPÕE.

Para se ter uma ideia do que significa este número 99 444, o site do O Povo se coloca em 14.043 !!! Nooossa, como tem cearense até em Cuba!!!
A distância entre os dois é abismal! Até nos recursos entre eles.

PESQUISAS, EDIÇÃO E CARICATURA: João de Deus Netto - JenipapoNews

OBAMA NUNCA DEU ENTREVISTA PARA A BLOGUEIRA CUBANA DO INSTITUTO MILENIUM BRASILEIRO GARRASTAZU MÉDICI


Em 2009 (vem de muito!), a imprensa ocidental (PIG no Brasil) divulgou massivamente a entrevista que o presidente Barack Obama havia concedido à farsante blogueira cubana Yoani Sánchez, e que foi considerado um fato excepcional. Yoani também afirmou que enviou um questionário similar ao presidente cubano Raúl Castro e que o mesmo não se dignou a respondê-lo. No entanto, os documentos confidenciais da Sina, publicados pela WikiLeaks, contradizem essas declarações. Foi descoberto que foi um funcionário da representação diplomática estadunidense, em Havana, quem, de fato, redigiu as respostas à dissidente e não o presidente Obama.
Mais grave ainda, a Wikileaks revelou que Yoani, diferente de suas afirmações, jamais enviou um questionário a Raúl Castro. O chefe da Sina, Jonathan D. Farrar, confirmou a informação através de um e-mail enviado ao Departamento de Estado: “Ela não esperava uma resposta dele, pois confessou que nunca enviou (as perguntas) ao presidente cubano”.

Juros a 9%. Dilma promete e cumpre

Saiu na newsletter do Bradesco :

Copom reduziu taxa de juros em 0,75 ponto percentual O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu na noite de ontem a taxa básica de juros em 0,75 ponto, levando a Selic para 9,75% ao ano.


Foi a maior redução desde junho de 2009. A decisão não foi unânime, 5 votos a favor e 2 contra e, em seu comunicado após a reunião, o Copom afirmou que “dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 9,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,5 p.p.”


Em nossa visão, apesar de breve, o comunicado sinaliza que o processo de afrouxamento monetário seguirá na próxima reunião em abril, sendo que magnitude total do ajuste deve levar a Selic a pelo menos 9% ao final do processo.



O Tombini, o Mantega e a Dilma tiraram a política dos juros das mãos do “mercado”.
A Dilma tinha prometido que ia se aproveitar da crise da Urubóloga para reduzir os juros.
E cumpriu.
O Farol de Alexandria ( FHC) foi aquele que levou a Selic a 40%, não foi, amigo navegante ?

Paulo Henrique Amorim

Protógenes quer abrir CPI do Caso Cachoeira

“Uma verdadeira ameaça ao Estado Democrático de Direito, fragilizando suas instituições”, disse Protógenes
O Conversa Afiada reproduz e-mail que recebeu:

Caro Jornalista,

Bom dia!

Você recebe em anexo o requerimento encaminhado pelo Deputado Federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) ao Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, solicitando a criação da CPI do caso Cachoeira (texto abaixo).

Deputado Delegado Protógenes (PCdoB – SP) requer criação de CPI para investigar o caso “Cachoeira”


O Deputado Federal pelo PCdoB-SP, Protógenes Queiroz entrou com pedido hoje (07/03) ao Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, solicitando a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o chamado caso “Cachoeira”.  A CPI, composta de 25 membros e igual número de suplentes, tem a finalidade de investigar, num prazo de 180 dias, os desdobramentos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que levou à prisão de 35 pessoas do grupo liderado por Carlos Augusto Ramos, o “Carlinhos Cachoeira”, conhecido explorador de jogo do bicho e caça-níqueis no estado de Goiás.


Segundo informações divulgadas pela imprensa nas últimas semanas, a quadrilha de Carlinhos Cachoeira realizava interceptações clandestinas de telefones e e-mails com cunho político, além de manter estreita ligação com parlamentares, o que facilitou seus negócios clandestinos ao longo de anos.


No pedido enviado à Presidência da Câmara dos Deputados, Protógenes Queiroz alega que os atos de contravenção e corrupção encabeçados por Cachoeira constituem “uma verdadeira ameaça ao Estado Democrático de Direito, fragilizando suas instituições”. Em pronunciamento, realizado nesta quarta-feira (07/03), no Plenário da Câmara dos Deputados, Protógenes ressaltou que a Operação Monte Carlo teve inicio com as suspeitas de sofisticada prática de espionagem política, inclusive com  monitoramento ilegal de dados.


Assista à integra do discurso do Deputado Protógenes solicitando a instalação da CPI.

Brasil está mais igual e pobreza cai 7,9% em 2011

Brasil está mais igual e pobreza cai 7,9% em 2011
PAÍS ATINGE MENOR NÍVEL DE DESIGUALDADE SOCIAL DESDE 1960, APURA PESQUISA DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS; ÍNDICE DE POBREZA DECRESCE TRÊS VEZES MAIS RÁPIDO DO QUE A META DO MILÊNIO DA ONU; PAÍS RURAL DOS ANOS 1960 E FAVELIZADO NOS 80 RESGATA PARTE DA DÍVIDA SOCIAL AGORA; “QUEDA É ESPETACULAR E DEVE CONTINUAR”, DIZ PESQUISADOR; “A MÁ NOTÍCIA É QUE AINDA ESTAMOS ENTRE OS 12 PAÍSES MAIS DESIGUAIS DO MUNDO”

Por Agência Estado

O Brasil atingiu em 2012 o menor nível de desigualdade desde 1960, apesar da crise na Europa. De acordo com a pesquisa "De volta ao País do Futuro" do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV), o índice de Gini - que varia de 0 a 1, sendo menos desigual mais próximo de zero -, caiu 2,1% de janeiro de 2011 a janeiro de 2012, chegando a 0,5190.

A projeção da FGV é que a desigualdade continue se reduzindo ano País, levando o índice a 0,51407 em 2014. "A má notícia é que ainda somos muito desiguais e estamos entre os 12 países mais desiguais do mundo. Mas a queda é espetacular e deve continuar", afirmou Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.

Leia mais

 

Copom reduz a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual. "DEMÓSTENES: O IMPORTANTE É A CAUSA"

*PIB fraco e dilúvio de dinheiro especulativo sacodem a política econômica: BC corta juros em 0,75 pp (leia reportagem nesta pág)** 'A crise e a volta do Estado-Nação' (LEIA MAIS AQUI)**O Brasil menos desigual dos últimos 50 anos: pesquisa da FGV mostra que a renda dos 50% mais pobres cresceu 68% na última década** a dos  10% mais ricos cresceu 10%.* PAC 2  investiu R$ 204,4 bi em 2011: 21% dos R$ 950 bi   programados até 2014
Mais um torquemada da moralidade pública tem sua natureza inflamável exposta às labaredas da santa inquisição que tantas vezes ajudou a atiçar. Pré-cozido nas chamas purificadoras do incinerador de reputações ao qual costuma servir, o senador Demóstenes Torres (Demo-GO), teria trocado, conforme registros da PF,  298 ligações telefônicas com o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela operação Monte Carlo. A  amizade é antiga.  Remete a 1999, quando o presidente dos Demos era secretário de segurança de Goiás, no governo Marconi Perillo, outro camarada do peito  do influente Cachoeira. Coincidentemente, o contraventor foi o pivô de uma negociação de propina filmada por ele, em 2004,  que resultou na demissão do assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz. O episódio desencadearia  uma espiral de ataques ao governo do PT que a coalizão demotucana --tendo Demóstenes como uma de suas vozes mais inflamadas-  pretendia culminar com o impeachment de Lula, em 2005. (LEIA MAIS AQUI)
 

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